sexta-feira, maio 8, 2026

Autor: Redação

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Negócios caem, mas Indicadores continuam firmes



Pesquisadores explicam que a postura foi de preços firmes


Foto: Divulgação

Levantamento do Cepea mostra que apenas pequenos volumes de etanol hidratado foram negociados no mercado spot paulista na primeira semana de agosto. Segundo o Centro de Pesquisas, esse cenário se deve à demanda enfraquecida por parte das distribuidoras do estado. Do lado vendedor, pesquisadores explicam que a postura foi de preços firmes – esses agentes seguem atentos ao desempenho das produções de etanol e de açúcar na temporada atual.

Entre 4 e 8 de agosto, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,6296/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), alta de 0,22% frente à do período anterior. Para o anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ foi de R$ 3,0580/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), elevação de 1,95% no mesmo comparativo





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Governo anuncia pacote de ajuda a setores afetados pelo tarifaço dos EUA; veja quais são as medidas



Em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (13), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a medida provisória (MP) que estabelece um pacote de apoio aos setores prejudicados pelo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos. Em entrevista à Band News, na terça-feira, Lula disse que o pacote totalizaria uma ajuda de R$ 30 bilhões.

O anúncio detalhado coube ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O conjunto de ações, segundo o governo, visa dar fôlego imediato aos exportadores e preservar empregos no setor.

Principais medidas do pacote

  • Sistema de Crédito à Exportação – Reativado para financiar os setores afetados pelo tarifaço, mas com operação estendida a todo o segmento exportador brasileiro.
  • Sistema de Seguro: exportadores contarão com cobertura por meio do Fundo Garantidor.
  • Reintegra: Programa que devolve parte dos tributos incidentes sobre exportações, convertido em crédito tributário. Segundo Haddad, o mecanismo será encerrado no final de 2026, quando entra em vigor a isenção para exportadores prevista na reforma tributária.
  • Flexibilização de compras governamentais: estados e municípios poderão adquirir produtos perecíveis que originalmente seriam exportados para os Estados Unidos e utilizar na merenda escolar e outros programa alimentares.

O ministro Fernando Haddad afirmou ainda que o governo seguirá monitorando os impactos e que novas medidas poderão ser adotadas, com possibilidade de inclusão de outros setores. Ele citou como exemplos a soja e o algodão, que disputam mercado diretamente com os norte-americanos.

A medida provisória entra em vigor imediatamente, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional no prazo de até 60 dias para não perder a validade.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de milho crescem em julho, mas recuam frente a 2024



USDA prevê safra recorde nos EUA




Foto: Canva

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgada nesta segunda-feira (12), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Mato Grosso exportou 1,18 milhão de toneladas de milho em julho de 2025, alta de 625,83% em relação a junho. O crescimento é significativo ao avanço da colheita no estado, movimento considerado sazonal para este período do ano.

Na comparação com julho de 2024, entretanto, houve queda de 59,02% nos embarques. O Imea apontou que o retorno é resultado do atraso na colheita deste ano em relação aos anteriores e do prolongamento do escoamento da soja, o que aumentou a concorrência pelo uso dos terminais portuários.

Para os próximos meses, a expectativa é de aceleração nos embarques, com a colheita entrando na reta final e a necessidade de liberar espaço nos armazéns. Contudo, o instituto alertou para a colheita de milho nos Estados Unidos. “O USDA projeta produção recorde para o país na próxima temporada, o que deverá competir com a oferta brasileira no segundo semestre de 2025”, destacou.





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Zeca Pagodinho fecha parceria com Embrapa e doa terreno para projeto de agricultura familiar



O Instituto Zeca Pagodinho, em parceria com a Embrapa Agrobiologia e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), lançou em Xerém, Duque de Caxias (RJ), a unidade de referência tecnológica “Quintal Produtivo”, iniciativa que alia inovação, sustentabilidade e inclusão social. Para a realização do projeto, Zeca Pagodinho, por meio do seu instituto, cedeu um terreno de 8 mil m².

A iniciativa faz parte de um acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e integra a Política Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana. O objetivo é ampliar a produção de alimentos em pequenas áreas, capacitar agricultores urbanos e fortalecer a segurança alimentar no estado.

Desenvolvido pela Embrapa Agrobiologia, o Quintal Produtivo mostra diferentes formas de cultivo adaptadas a espaços reduzidos, comuns na Baixada Fluminense. A unidade reúne hortas verticais, canteiros suspensos, sistemas de irrigação eficiente, captação de água da chuva e compostagem orgânica.

A pesquisadora Mariella Uzêda explica que o projeto busca provar que a agricultura urbana pode ser produtiva e sustentável mesmo em áreas limitadas:

“Adaptamos as técnicas à realidade de quem tem pouco espaço, mas quer plantar e colher alimentos de qualidade”

A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro participa oferecendo cursos e treinamentos para agricultores e famílias da região. As capacitações incluem manejo sustentável, diversificação de culturas e boas práticas agrícolas, conectando pesquisa, ensino e extensão rural.

Segurança alimentar e impacto social

O cantor Zeca Pagodinho destacou o caráter social da iniciativa: “Além de ensinar a plantar, o projeto vai colocar comida na mesa de muita gente.”

Segundo a chefe-geral da Embrapa Agrobiologia, Cristhiane Amâncio, a experiência pode ser replicada em outras cidades brasileiras, especialmente em comunidades com pouco acesso a alimentos frescos

“É uma estratégia para garantir segurança alimentar, gerar renda e recuperar áreas urbanas degradadas.”

Parte da produção será doada para instituições assistenciais, e outra parte comercializada em feiras locais, beneficiando diretamente famílias e empreendedores da agricultura urbana.

O “Quintal Produtivo” servirá de referência para implantação de hortas e sistemas agroflorestais urbanos em outras regiões metropolitanas do país. A expectativa é que o modelo seja levado para comunidades no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, ampliando o alcance das práticas desenvolvidas.



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Soja segue em alta em Chicago; números do USDA ampliaram ganhos



A soja segue em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira (13). Segundo a consultoria Safras & Mercado, o movimento é sustentado pelo impulso do relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apresentou números abaixo das projeções do mercado. A desvalorização do dólar frente a outras moedas reforça o cenário positivo.

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Soja estimada pelo USDA

O USDA estimou a produção norte-americana em 4,292 bilhões de bushels (116,8 milhões de toneladas), recuo em relação aos 4,335 bilhões indicados no mês anterior e abaixo da expectativa de 4,371 bilhões. A área plantada também foi revisada para baixo, passando de 83,4 milhões de acres em julho para 80,9 milhões.

Os estoques finais projetados para 2025/26 caíram para 290 milhões de bushels (7,89 milhões de toneladas), frente aos 310 milhões do relatório anterior e muito abaixo dos 351 milhões esperados pelo mercado. No cenário global, os estoques foram estimados em 124,9 milhões de toneladas, contra 127,9 milhões previstos pelos analistas.

Na CBOT, os contratos para novembro são negociados a US$ 10,42 3/4 por bushel, ganho de 10,00 centavos (0,96%). Já os contratos para janeiro de 2026 avançam 9,50 centavos (0,90%), a US$ 10,60 1/4 por bushel.



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cotações apresentam movimentos distintos nas praças



Os preços do arroz em casca tiveram movimentos distintos dentre as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, enquanto em algumas os valores subiram, puxados pela demanda de varejistas e atacadistas para repor estoques. Já outras, seguiram estáveis ou até mesmo caíram, com a oferta superando a procura. 

Mesmo assim, no geral, prevalece a restrição de vendedores, que esperam melhores cotações para negociar. 

Agentes comentam sobre a possibilidade de intervenções governamentais com a compra do produto, embora, como explicam pesquisadores, ações dessa natureza tendam a ter impacto no médio prazo. O que pode refletir mais rapidamente são negócios de exportação. 

Na semana passada, a queda da taxa de câmbio limitou novos embarques, além de ter restringido a liquidez doméstica.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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mercado spot esteve mais aquecido na última semana



O mercado spot de algodão em pluma esteve mais aquecido nos últimos dias, com vendedores e compradores interessados na comercialização. É isso o que  apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, também aumentou o ritmo de negócios de contratos a termo. Quanto aos preços, no geral, o levantamento mostra ligeiros recuos devido à menor paridade de exportação, que está nos patamares observados em maio/24. 

Com isso, pesquisadores explicam que as vendas internas se tornam atrativas. No acumulado da primeira dezena de agosto, o Indicador Cepea/Esalq, com pagamento em 8 dias, caiu 3%, com a média superando em 8% a paridade de exportação.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Canola mantém potencial produtivo apesar de impactos climáticos


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (7), a cultura da canola apresenta desenvolvimento vegetativo e estruturação adequada adequadamente, mesmo em áreas com baixa densidade de plantas, resultado do excesso de chuvas no pós-plantio e na emergência. Segundo o levantamento, esses cultivos foram registrados como transferências compensatórias de ramos secundários, características fisiológicas que contribuem para a preservação do potencial produtivo inicial.

O avanço das áreas em segurança e a presença de polinizadores, como abelhas, favorecem a formação de síliquas. “A integração entre práticas agrícolas e apícolas é fundamental para a produtividade”, destacou a publicação.

Na Região Noroeste, as ocorrências da primeira semana de julho, que coincidiram com o florescimento de parte das atividades, somadas ao excesso de chuvas, podem ter causado pequena redução no potencial produtivo em relação à estimativa inicial. Ainda assim, a sanidade das plantas é considerada adequada, sem registros relevantes de práticas ou doenças. A estimativa para esta safra é de 203.206 hectares cultivados, com produtividade média projetada em 1.737 kg/ha.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, 5% das atividades estão em fase vegetativa, 80% em recuperação e 15% em formação de síliquas, o que indica avanço uniforme do ciclo na maior parte das áreas.

Em Ijuí, cerca de 50% das atividades avançam para o estádio reprodutivo, quando ocorrem alongamentos da pressa principal, separação das gemas floríferas e início da expansão dos pedúnculos florais. O estado fitossanitário é descrito como muito bom, sem consultas de sentenças ou doenças.

Na região de Santa Rosa, 42% dos cultivos estão em desenvolvimento vegetativo, 47% em florescimento, 10% em enchimento de grãos e 1% em maturação. As noites provocaram o aborto floral, redução no número de síliquas e possível queda no teor de óleo das sementes. Apesar dos impactos, os trabalhos ainda em fase vegetativa mantêm bom potencial produtivo, sobretudo com o uso de cultivares tardios e manejo adequado.

Em Soledade, 70% das atividades estão em florescimento, 25% em fase vegetativa e 5% em formação de síliquas. As atividades de campo concentram-se no monitoramento fitossanitário e na aplicação preventiva de fungicidas para preservar a sanidade dos cultivos.





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perspectiva é de baixo rendimento no final da colheita



A colheita de café arábica deve se encerrar ainda neste mês na maioria das regiões produtoras brasileiras com rendimento menor que o esperado. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, para se formar uma saca de café beneficiado, têm sido necessários mais grãos que o normal. Em Minas Gerais e parte do estado de São Paulo, há relatos de até 12 saquinhos para completar uma saca de café beneficiado de 60 quilos, contra média de 7 a 8 saquinhos. 

Ainda conforme pesquisadores, esse cenário evidencia que as lavouras de arábica estavam debilitadas após o baixo volume de chuva e os períodos de altas temperaturas durante o outono e o inverno de 2024. 

Além disso, a menor pluviosidade entre meados de fevereiro e março de 2025 piorou as condições das lavouras. Diante disso, parte dos agentes consultados pelo Cepea acredita que dados oficiais de produção podem passar por reajustes negativos nos próximos meses.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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O futuro do agro paulista: conquistas, desafios e o compromisso com o diálogo


É com entusiasmo e senso de responsabilidade que celebramos a nova parceria
entre a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) e o Canal Rural. Este espaço será dedicado não apenas à divulgação de informações
estratégicas do setor agropecuário paulista, mas também à reflexão crítica sobre os
caminhos que percorremos e os horizontes que ainda podemos construir.

O campo paulista vive um momento de transformação profunda, que exige protagonismo, união e, acima de tudo, compromisso com o conhecimento. O setor agropecuário de São Paulo é uma potência. Representa aproximadamente 14% do PIB agro brasileiro, liderando em diversas cadeias produtivas como cana-de-açúcar, citricultura, flores, olericultura, borracha, café arábica e proteína animal.

Mesmo diante das intempéries climáticas, de instabilidades políticas e dos
frequentes desafios nas relações comerciais internacionais, nossos produtores
seguem demonstrando capacidade de adaptação e resiliência. São
empreendedores que enfrentam a seca e o excesso de chuvas, os entraves
logísticos e as oscilações de mercado com coragem e visão de futuro.

Nossas conquistas recentes são reflexo direto do investimento em capacitação,
inovação e sustentabilidade. O Sistema Faesp/Senar-SP, em parceria com os
sindicatos rurais, oferece anualmente milhares de cursos e programas que
profissionalizam o produtor, elevam a produtividade e promovem a sucessão familiar
no campo. A difusão de tecnologias, o estímulo à agricultura de baixo carbono, o
apoio à regularização ambiental e a inclusão da mulher e do jovem rural nas
decisões estratégicas também são pilares dessa transformação silenciosa, mas
profundamente eficaz, que acontece diariamente nas propriedades paulistas.

Neste espaço no Canal Rural, vamos aprofundar debates que interessam a todos: o
futuro da política agrícola, os impactos de medidas internacionais como as tarifas
sobre produtos brasileiros, a inserção do pequeno e médio produtor no mercado
global, os desafios da segurança hídrica e energética, e os caminhos da transição
agroecológica. Queremos aproximar o produtor da tomada de decisão e da
formulação de políticas públicas. O agro paulista é feito de gente que produz com
paixão, e essa voz precisa ser ouvida com atenção e respeito.

Convido você, produtor, técnica, estudante ou profissional do campo, a nos
acompanhar nesta jornada. Vamos juntos construir um agro cada vez mais forte, inclusivo, competitivo e inovador. Esta parceria é mais do que institucional: é um
compromisso com o Brasil que planta, colhe e alimenta o mundo.

Tirso Meirelles – Presidente do Sistema Faesp/Senar-SP

Economista e produtor rural, atua há décadas no fortalecimento da produção paulista, capacitando e abrindo mercados para pequenos e médios produtores.


O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação



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