quinta-feira, maio 7, 2026

Autor: Redação

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transformar anúncio em ação real


O governo federal lançou, com pompa e discurso de soberania, a medida provisória “Brasil Soberano”, prevendo R$ 30 bilhões em crédito emergencial para exportadores brasileiros afetados pela tarifa extra de 50% imposta pelos Estados Unidos.

A medida tem potencial para evitar perdas expressivas, proteger empregos e preservar mercados estratégicos. No entanto, a falta de definição sobre a taxa de juros, que só será conhecida após reunião do Conselho Monetário Nacional na próxima semana, deixa no ar a pergunta central: quanto custará, de fato, esse socorro?

Entre os setores mais atingidos estão o agronegócio, a indústria de alimentos e bebidas, calçados, siderurgia e eletroeletrônicos de nicho. No caso do agro, as perdas potenciais não se medem apenas em cifras, mas também em diminuição de espaço nos mercados internacionais, algo que dificilmente se recupera rapidamente. Cada dia de incerteza significa oportunidade para concorrentes ocuparem o lugar do Brasil.

O fantasma dos pacotes ineficazes

Não é a primeira vez que vemos anúncios de pacotes bilionários com metas ambiciosas que, na prática, não se materializam como prometido. A burocracia, a morosidade na liberação dos recursos e a falta de critérios claros já transformaram medidas emergenciais passadas em planos frustrados, que chegaram tarde ou nem chegaram aos beneficiários.

No campo, o produtor sabe bem o que isso significa: promessa de crédito que se perde entre ofícios, exigências e formulários intermináveis. Anúncios sem execução são como chuva que cai no mar — fazem barulho, mas não irrigam nada.

O pacote tem também forte componente político. Lula aproveitou o lançamento para criticar o tarifaço de Donald Trump, classificando-o como motivado por “ideologia e retaliação”, e para defender a soberania brasileira.

Mas há um teste de credibilidade em curso: transformar discurso em entrega real. Se o plano não for operacionalizado de forma rápida e eficaz, o governo não apenas perderá a chance de proteger setores estratégicos, como também reforçará a percepção de que o anúncio foi mais retórico do que prático.

O Congresso tem papel central, votando a MP com agilidade, mas também fiscalizando a execução para que o dinheiro chegue onde precisa. Já o setor produtivo, especialmente o agro, precisa pressionar por regras claras, juros viáveis e desembolso rápido, pois, no comércio internacional, o tempo de reação é quase tão importante quanto o valor do auxílio.

O “Brasil Soberano” pode ser um marco na defesa das exportações brasileiras — ou apenas mais um capítulo da longa lista de pacotes que morrem no papel. O resultado vai depender menos das manchetes e mais da capacidade do governo em retirar as amarras da burocracia e colocar o recurso na mão de quem produz e vende para o mundo.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Com recorde na produção de soja e milho, safra de grãos 2024/25 atinge 345 milhões de toneladas



A produção brasileira de grãos na safra 2024/25 está estimada em 345,2 milhões de toneladas, configurando-se como novo recorde na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), superando a safra 2022/23 quando foram colhidas 320,91 milhões de toneladas. Se comparado com o volume obtido na safra passada, o resultado representa uma alta de 47,7 milhões de toneladas.

Os dados estão no 11º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (14) pela Companhia. Esse aumento é influenciado tanto pela maior área cultivada no país, com uma alta de 2,5% sendo estimadas em 81,9 milhões de hectares, como, principalmente, pela recuperação da produtividade média nacional das lavouras, saindo e 3.722 quilos por hectare em 2023/23 para 4.214 quilos por hectare na atual temporada.

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Com produtividades recordes milho e soja contribuem para o bom resultado esperado, que juntos representam aproximadamente 43,4 milhões de toneladas, sendo em torno de 21,5 milhões de toneladas o crescimento do milho e cerca de 21,9 milhões de toneladas o incremento da soja. No caso do cereal a expectativa é de uma colheita total de aproximadamente 137 milhões de toneladas, a maior já registrada na série histórica da Companhia.

Apenas na segunda safra do grão, são esperadas 109,6 milhões de toneladas. A colheita da segunda safra de milho já alcança 83,7% da área cultivada, como aponta o Progresso de Safra, aproximando-se da média dos últimos anos, que foi de 84,3%. Em Mato Grosso, principal estado produtor do cereal, a colheita se encaminha para a finalização com uma produção estimada de 53,55 milhões de toneladas, o que representa 49% da produção total do milho segunda safra no país.

A soja tem produção estimada nesta temporada em 169,7 milhões de toneladas, 14,8% superior à da safra de 2023/24. Os investimentos dos produtores na cultura, a partir da disponibilização de crédito via Plano Safra, aliado às boas condições climáticas na maioria das regiões produtoras, justificam a produção recorde da oleaginosa no país.

A Conab também estima uma boa produção para o arroz, com uma colheita de 12,3 milhões de toneladas, que corresponde a um aumento de cerca de 1,7 milhão de toneladas em relação à safra anterior. Esse crescimento é resultado da expansão de 8,8% na área semeada e das condições climáticas favoráveis, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor.

Para o algodão, outra importante cultura de segunda safra, a previsão é de um novo recorde na produção, com 3,9 milhões de toneladas da pluma. A boa produtividade média das lavouras e o ganho de 7,3% na área semeada da cultura influenciam no crescimento de 6,3% na atual safra da fibra. A colheita segue em ritmo mais lento que a média dos últimos 5 anos, atingindo 39% da área.

As chuvas e o frio fora de época nos meses de junho e julho, retardaram o processo de maturação, alterando o ciclo de desenvolvimento da cultura. A expectativa é que ao longo do mês de agosto os produtores compensem o ritmo convergindo o percentual a ser colhido convergindo, em setembro, para os índices das médias históricas para o período.

Já para o feijão, a estimativa da Conab é de uma queda na produção de 3,5% em relação ao ciclo anterior, chegando em 3,1 milhões de toneladas somadas as 3 safras do grão. No segundo ciclo da leguminosa, as condições climáticas desfavoráveis registradas no Paraná, um dos principais estados produtores, afetaram a qualidade do grão, bem como o rendimento das lavouras. Para a terceira safra de feijão também é esperada uma redução na colheita.

Dentre as culturas de inverno, destaque para o trigo. Mesmo com uma previsão de queda de 16,7% na área semeada, estimada em 2,55 milhões de hectares, a Conab espera uma produção próxima à estabilidade, podendo chegar a 7,81 milhões de toneladas. As condições climáticas, até agora, são melhores que a ocorrida na safra anterior, o que justifica a um volume colhido semelhante ao registrado em 2024.

Projeções

Neste 11º levantamento, a Conab atualiza as projeções do quadro de suprimentos da safra 2024/25 para o milho. Diante da projeção de maior disponibilidade de milho no mercado nacional na segunda safra e dos prováveis redirecionamentos de demanda internacional para o milho sul-americano, haja vista os atuais embates tarifários entre os Estados Unidos e importantes importadores do grão, é esperado um incremento nas exportações brasileiras. Atualmente as vendas ao mercado externo estão estimadas em 40 milhões de toneladas frente às 38,5 milhões de toneladas exportadas no ciclo 2023/24. O consumo interno também tende a ser maior que no último ciclo, com estimativa de ultrapassar as 90 milhões de toneladas. Ainda assim, a produção recorde do cereal possibilita a recomposição do estoque de passagem do cereal, previsto em 10,3 milhões de toneladas.



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Transição de carreira no agro: dicas, networking e governança



A transição de carreira para o agronegócio exige mais do que interesse pelo setor. É um processo que demanda autoconhecimento, planejamento e desenvolvimento intencional. Entender seus valores, habilidades e limitações é o primeiro passo para direcionar esforços e identificar oportunidades alinhadas ao perfil profissional.

O planejamento deve incluir metas claras e um mapeamento de etapas para chegar à nova posição. Paralelamente, buscar capacitação e novas experiências ainda na função atual amplia as chances de adaptação e sucesso.

O papel da governança corporativa na adaptação

Um dos fatores que mais influenciam a experiência de quem migra de área ou setor é a governança corporativa. Quando bem estruturada e alinhada à cultura organizacional, ela traz transparência, definição clara de papéis e processos decisórios objetivos.

Esse ambiente organizado facilita a compreensão das responsabilidades e acelera a integração com novas equipes. Para o profissional, isso representa segurança e clareza para atuar e se desenvolver.

Networking: conexões que geram oportunidades

O networking é um dos recursos mais estratégicos para quem busca entrar ou crescer no agro. Participar de eventos, feiras e grupos setoriais especialmente aqueles voltados para mulheres ajuda a criar conexões genuínas e a ampliar a visibilidade no mercado.

Estudos do LinkedIn indicam que mulheres costumam se candidatar a vagas apenas quando cumprem todos os requisitos, enquanto homens se arriscam antes. Essa diferença reforça a importância de investir em relacionamentos que possam gerar indicações e convites.

Experiência prática antes da transição

Testar a nova área antes de mudar definitivamente pode evitar frustrações. Algumas estratégias incluem:

  • Solicitar participação em projetos intersetoriais.
  • Atuar como voluntário em iniciativas do agro.
  • Fazer cursos e workshops para ampliar conhecimento técnico.

Essa vivência prévia ajuda a confirmar o interesse, entender a rotina e criar um histórico que fortalece o currículo.

Mobilidade interna como porta de entrada

Empresas com cultura de mobilidade interna facilitam a migração entre áreas. Organizações que incentivam esse movimento tendem a oferecer programas de integração e acompanhamento, garantindo que o profissional tenha suporte para desempenhar bem na nova função.



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Safra de grãos cresce 16,3%, aponta IBGE



O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quarta-feira (14), pelo IBGE, mostra que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve totalizar 340,5 milhões de toneladas em 2025. Trata-se de um valor 16,3% ou 47,7 milhões de toneladas maior do que a safra obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas). Na comparação com junho, a estimativa registrou alta de 2,1%, um acréscimo de 7,1 milhões de toneladas.

A área a ser colhida este ano deve ser de 81,2 milhões de hectares, o que representa um
crescimento de 2,7% (2,2 milhões de hectares a mais) em relação à área colhida em 2024. Frente ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou uma expansão de 49,0 mil hectares (0,1%).

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“A estimativa de julho para a safra 2025 é recorde da série histórica do IBGE. O crescimento da safra brasileira de cerais, leguminosas e oleaginosas em relação a 2024 é consequência dos maiores investimentos realizados pelos produtores, que ampliaram as áreas de plantio e investiram mais em tecnologia de produção, motivados pelos bons preços dos principais grãos por ocasião do plantio da 1 (safra das águas ou verão) e 2 safras (safra das secas). Outro fator foi o clima, que beneficiou as lavouras no campo na maioria das unidades da federação produtoras. Os problemas climáticos mais sérios foram verificados somente no Rio Grande do Sul”, explica o gerente do LSPA, Carlos Barradas.

Os principais destaques positivos da safra 2025 em julho, frente a junho, são os crescimentos das estimativas da produção da soja (165,5 milhões de toneladas), do milho (137,6 milhões de toneladas), do arroz em casca (12,5 milhões de toneladas) e do algodão em caroço (9,5 milhões de toneladas). O arroz, o milho e a soja representam 92,7% da estimativa da produção e são responsáveis por 88,0% da área colhida. Na comparação com 2024, houve aumentos na produção estimada do algodão herbáceo em caroço (7,1%), do arroz (17,7%), do feijão (0,4%), da soja (14,2%), do milho (19,9%, sendo 14,1% para o milho 1 safra e 21,4% para o milho 2 safra), do sorgo (23,6%) e do trigo (2,3%).

Ainda frente a 2024, mas no que se refere à área a ser colhida, ocorreu crescimento de 5,6% na do algodão herbáceo (em caroço), 11,4% na do arroz em casca, 3,3% na da soja, 3,5% na do milho (declínio de 4,9% no milho 1 safra e crescimento de 5,9% no milho 2 safra), e de 10,9% na do sorgo. Por outro lado, as áreas do feijão (-6,1%) e do trigo (-18,2%) apresentaram reduções.

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de julho mostrou variação anual positiva para todas as regiões do país: Centro-Oeste (21,4%), Sul (9,0%), Sudeste (16,9%), Nordeste (9,0%) e Norte (17,3%). Quanto à variação mensal, apresentaram aumentos o Norte (1,9%), o Sul (0,7%), o Sudeste (1,9%) e o Centro-Oeste (3,3%). O Nordeste (-0,1%) foi a única região com variação mensal negativa.

Em relação a junho, os principais aumentos nas estimativas de produção ficaram por conta do sorgo (13,5% ou 585 211 t), do milho 2 safra (5,7% ou 6 020 682 t), da castanha de caju (4,0% ou 5 605 t), da uva (2,1% ou 42 983 t), da aveia (2,0% ou 26 589 t), do algodão herbáceo (1,6% ou 154 083 t), do arroz (1,5% ou 185 508 t), da cevada (0,6% ou 3 339 t), do milho 1 safra (0,6% ou 156 042 t), do feijão 2 safra (0,3% ou 3 503 t) e da soja (0,2% ou 390 204 t).

No sentido oposto, houve quedas nas estimativas da produção do feijão 1 safra (-6,7% ou -76 488 t), do tomate (-6,7% ou -318 774 t), do feijão 3 safra (-5,2% ou -43 796 t) e do trigo (-3,4% ou -275 018 t).

“Os recordes de produção do milho e do sorgo em 2025 ocorrem devido à ampliação das áreas de plantio e ao clima que beneficiou essas lavouras durante as duas safras, notadamente o milho da 2 safra no Mato Grosso, que é o maior produtor nacional desse cereal. Esse aumento da produção se deve ao crescimento da demanda pelo cereal, já que ele é utilizado na produção de ração para atender à produção brasileira de proteína animal (carnes de frango, suíno e bovino), assim como no atendimento à crescente produção de etanol de milho, sendo que muitas usinas estão sendo instaladas no estado para aproveitamento desse cereal”, acrescenta Carlos.

Mato Grosso lidera a produção de grãos

Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 32,4%, seguido por Paraná (13,4%), Goiás (11,4%), Rio Grande do Sul (9,5%), Mato Grosso do Sul (7,5%) e Minas Gerais (5,6%), que, somados, representaram 79,8% do total. Em relação às participações das regiões brasileiras, o panorama é o seguinte: Centro-Oeste (51,5%), Sul (25,1%), Sudeste (8,9%), Nordeste (8,2%) e Norte (6,3%).

As principais variações positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior,
ocorreram no Mato Grosso (5 536 658 t), em Minas Gerais (561 874 t), no Paraná (479 700 t), em Santa Catarina (245 226 t), no Tocantins (242 795 t), na Bahia (160 380 t), em Rondônia (130 647 t), em Goiás (29 289 t), em Roraima (21 687t), no Maranhão (5 162 t), no Mato Grosso do Sul (408 t), no Acre (47 t) e no Rio de Janeiro (7 t). Já as variações negativas mais relevantes foram observadas no Rio Grande do Sul (-101 540 t), na Paraíba (-76 892 t), no Ceará (-59 501 t), no Piauí (-46 775 t), no Rio Grande do Norte (-12 701 t), em Sergipe (-6 490 t) e no Amazonas (-65 t).



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Suínos: mercado aquecido eleva os preços


Santa Catarina - suino
Foto: Freepik

Os preços do suíno vivo e da carne têm registrado novas altas em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo agentes consultados pelo instituto, o impulso vem do aumento na procura pela proteína suinícola, devido ao Dia dos Pais. Além disso, também houve a típica elevação na demanda motivada pelo recebimento de salários da população. 

No mercado da carne, apesar de registrar baixo ritmo de vendas em julho, o maior consumo na segunda semana de agosto tem elevado a liquidez envolvendo produtos de origem suinícola.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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AgroNewsPolítica & Agro

Soja sobe em Chicago com apoio do USDA e clima seco


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a quarta-feira em alta, impulsionada por um relatório positivo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pelo prêmio de risco climático. Segundo informações da TF Agroeconômica, o contrato de setembro, referência para a safra brasileira, subiu 1,11% (US$ 11,20/bushel), a US$ 1.024,00, enquanto novembro avançou 1,11% (US$ 11,40/bushel), a US$ 1.044,20. No farelo, setembro ganhou 1,99% (US$ 5,60/ton curta), a US$ 287,00, e o óleo para o mesmo mês subiu 0,28% (US$ 0,15/libra-peso), a US$ 53,39.

A valorização foi sustentada pela redução nas projeções da safra norte-americana, que passaram de 117,98 para 116,82 milhões de toneladas, abaixo das estimativas do mercado (118,80 milhões). Os estoques finais também foram ajustados para baixo, de 8,44 para 7,89 milhões de toneladas, contra previsão anterior de 9,50 milhões. Esses dados reforçaram a recompra de posições e mantiveram o ritmo de alta iniciado no início da semana.

Além disso, previsões climáticas indicam tempo mais seco no cinturão agrícola dos EUA nos próximos dias, fator que pode beneficiar a colheita do milho, mas ainda preocupa a soja, em fase crítica de desenvolvimento. A possibilidade de que a escassez de chuvas afete as lavouras levou investidores a adicionar um prêmio de risco climático às cotações. A previsão estendida de 8 a 14 dias segue indicando precipitações abaixo da média para grande parte das áreas produtoras de soja e milho no Centro-Oeste americano, cenário que mantém o viés altista no mercado internacional.

 





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com preços avançando mercado apresenta estabilidade



O mercado pecuário como um todo segue em alta, com animais para abate, reposição e carne no atacado registrando valores maiores diariamente. Isso é o que mostram os levantamentos do Centro de Estudo Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

As escalas estão, em muitos casos, entre 7 e 8 dias, o que, conforme explicam pesquisadores, mantém compradores com demanda ativa. Assim, à medida que oferecem preços um pouco superiores, os pecuaristas aceitam negociar e a liquidez melhora. 

Na parcial de agosto (até o dia 12), o Indicador Cepea/Esalq acumulava aumento de 5,3%. Para a carcaça casada bovina comercializada no atacado da Grande São Paulo, a valorização é de 6,4% no mês.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Fundo Garantidor de Crédito é aposta do governo para aumentar exportações do Brasil



O governo federal aposta em uma reforma estrutural ampla no sistema de garantias à exportação, por meio do Fundo Garantidor de Crédito à Exportação (FGCE), para elevar o patamar de competitividade das empresas brasileiras no comércio exterior. Embora a medida tenha sido apresentada como resposta ao tarifaço anunciado pelos Estados Unidos, a equipe econômica afirma que o objetivo é mais amplo, de modernizar o suporte às exportações e incentivar a busca por novos mercados, além de reduzir o risco aos cofres da União.

O detalhamento foi feito na quarta (13) pela equipe econômica, durante a apresentação do pacote de medidas anunciado para dar suporte às empresas afetadas pelas tarifas mais altas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A ideia é modernizar o sistema de exportação com instrumentos que protegem o exportador contra riscos como inadimplência ou cancelamento de contratos, segundo o Ministério da Fazenda.

Em entrevista coletiva, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, explicou que a medida reduz o risco de impacto primário da União. Atualmente, 100% do risco das operações fica concentrado no Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e, em caso de sinistro, a União arca integralmente com o custo, registrado como despesa primária. Com a reforma, segundo Ceron, o FGCE funcionará como uma espécie de “camada” para absorver pequenas perdas. Nesse modelo, o fundo vai absorvendo sinistros menores ao longo do tempo, financiados com o próprio prêmio recebido, mantendo o ciclo de operação sem que cada ocorrência gere impacto fiscal integral imediato.

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“Com essa medida transfiro boa parte do risco para FGCE, e só em caso muito extremo, se tiver acionamento de sinistro elevado, que aí teria risco residual de ter impacto primário para União, mas ainda assim com previsibilidade, programando para a peça orçamentária do exercício seguinte. Hoje, se acontecer um sinistro, a gente tem que ir no bimestral correr para suportar esse sinistro”, explicou.

Ceron afirmou que a reforma terá viés pró-mercado, com ampla parceria público-privada. A operacionalização do FGCE, segundo ele, trará mais flexibilidade ao seguro de crédito à exportação, viabilizando a atuação conjunta com instituições financeiras para ampliar a capilaridade e facilitar o acesso das empresas a instrumentos de apoio.

Ele comparou o novo modelo à lógica do mercado de seguros, em que uma seguradora reúne diversas operações em uma carteira e, para não concentrar todo o risco no próprio balanço, repassa parte dele a outras seguradoras, que passam a dividir tanto o prêmio quanto a responsabilidade em caso de sinistro.

“Aqui a gente vai permitir a mesma coisa. É interesse das seguradoras compartilhar. Camada do risco fica com fundo, e uma camada fica com a seguradora. Assim compartilha mais risco e com isso consegue alavancar e desenvolver melhor este mercado”, explicou.

Micro e pequenas empresas

Segundo ele, o novo modelo, por meio do FGCE, vai beneficiar especialmente micro, pequenas e médias empresas, além daquelas com ciclos produtivos curtos, ao permitir que a garantia das operações de exportação seja concedida por carteira, e não mais analisada individualmente a cada operação. Hoje, cada exportação que conta com seguro passa por avaliação caso a caso, o que eleva o custo de transação e reduz a celeridade, tornando o sistema de seguros praticamente acessível apenas a operações de longo prazo e a grandes companhias.

“Isso muda completamente o custo de transação e o tempo de análise de aprovações. Para micro e pequenas empresas, muda completamente as condições”, disse Ceron. Ele citou que, no Brasil, o volume das exportações feitas por micro e pequenas empresas soma menos de 1% do total, enquanto na Itália essa participação chega a cerca de 30%.

No caso do seguro e do financiamento às exportações, o secretário apontou que, no FGE, micro e pequenas empresas também participam de menos de 1% das operações. Em países como Índia e Coreia do Sul, quase 40% do que é destinado ao seguro de crédito à exportação vai para companhias desse porte. “O Brasil tem infraestrutura financeira de suporte às exportações que não colabora com a inserção das menores empresas”, afirmou.

O governo também vai propor uma mudança regulatória no prazo mínimo das operações amparadas pelo FGE, hoje restrito a créditos acima de dois anos – regra que acaba excluindo pautas como exportação de perecíveis e de manufaturados de menor densidade tecnológica, segmentos nos quais predominam micro, pequenas e médias empresas.



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JBS vai adquirir e expandir unidade de alimentos preparados nos EUA



A JBS anunciou nesta quarta-feira (13) que fechou um acordo para a compra de uma unidade de produção em Ankeny, Iowa, com planos para construir a maior fábrica de bacon e linguiças prontas para consumo do portfólio da empresa nos EUA.

A fábrica de 17.300 m² vai passar a produzir bacon e linguiça. Antes, a unidade processava outros tipos de alimentos para a proprietária, as lojas Hy-Vee. Após a conclusão dos investimentos iniciais de capital e da construção, a expectativa é que a planta esteja funcionando em meados de 2026 e crie aproximadamente 400 empregos quando todas as fases do projeto forem concluídas. Ao todo serão destinados US$ 100 milhões na nova unidade da JBS USA.

“O anúncio de hoje está alinhado com nossa estratégia de longo prazo de oferecer mais produtos alimentícios prontos e com maior valor agregado para atender às necessidades de nossos clientes e consumidores”, disse Wesley Batista Filho, CEO da JBS USA.

Em maio, a JBS USA já tinha anunciado a intenção de construir uma moderna fábrica de linguiças frescas em Perry, também no estado, com investimento de US$ 135 milhões. Esses dois investimentos em Iowa se somam a outros projetos anunciados pela Companhia nos Estados Unidos neste ano: US$ 200 milhões alocados para modernizar as unidades de carne bovina em Cactus (Texas) e Greeley (Colorado), e US$ 400 milhões para uma nova unidade de alimentos preparados que a Pilgrim’s está construindo no Condado de Walker, Geórgia.

Ao todo, os investimentos anunciados em 2025 pela JBS USA totalizam US$ 835 milhões.

Em Perry, a unidade de linguiça fresca fornecerá matéria-prima para esta nova unidade, permitindo que a empresa produza linguiças totalmente cozidas, além do bacon, apoiando o atendimento à crescente demanda dos clientes por esses produtos.

“A instalação em Ankeny não só expandirá nossos negócios de alimentos preparados nos EUA, como também se beneficiará das sinergias e do fornecimento estratégico de produtos de nossas outras plantas na região”, disse Rick Foster, head de Alimentos Preparados da JBS USA.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exterior facilita negociações da soja


A valorização externa favorece as negociações da soja no estado do Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços reportados para pagamento em 08/08 (entrega julho até 07/08) ficaram em R$ 143,00 porto. Compradores estão olhando com mais força para meses mais à frente. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,00 Cruz Alta – Pgto. 29/08. R$ 133,00 Passo Fundo – Pgto. fim de agosto. R$ 133,00 Ijuí– Pgto. 29/08 – para fábrica. R$ 134,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 11/09. Preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 122,00 a saca ao produtor”, comenta.

Demanda externa impulsiona perspectivas para produtores catarinenses. “O cenário nacional de preços firmes e a demanda externa aquecida, impulsionada pela menor oferta norte-americana e pelo forte procura chinesa por grãos sul-americanos, criam um ambiente positivo para futuras negociações no estado. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 138,83”, completa a consultoria.

No Paraná, mantém-se uma estabilidade nos preços da soja com demanda aquecida. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,78 (-0,85%). Em Cascavel, o preço foi 127,94 (+0,45%). Em Maringá, o preço foi de R$ 128,83 (+0,23%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 129,85 (+0,64%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 139,30 (+0,15%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

O mercado de soja, em Mato Grosso do Sul, segue atento à demanda chinesa e aos custos logísticos. “A perspectiva de aumento nas exportações reforça a necessidade de planejamento para escoamento e armazenamento, especialmente diante dos custos de frete, que permanecem como fator decisivo na formação da margem de lucro e ainda muito altos. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 121,78 (+0,30%), Campo Grande em R$ 121,78 (+0,30%), Maracaju em R$ 121,78 (+0,30%), Chapadão do Sul a R$ 120,65 (0,63%), Sidrolândia a em R$ 121,78 (+0,30%)”, informa.

A venda imediata avança, mas a comercialização segue lenta em Mato Grosso. “A China reforça seu protagonismo ao ampliar as compras de soja brasileira, fator que favorece os produtores locais. Campo Verde: R$ 122,20. Lucas do Rio Verde: R$ 118,10, Nova Mutum: R$ 118,10. Primavera do Leste: R$ 122,20. Rondonópolis: R$ 122,20. Sorriso: R$ 118,10”, conclui.

 





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