quinta-feira, maio 7, 2026

Autor: Redação

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Busca de novos mercados passa pela inserção do café verde no Reintegra, defende setor



Entre os 7.691 produtos atingidos pelo tarifaço de 50% imposto por Donald Trump está o café. As entidades que representam o setor lutam para entrar na lista de exceção com tarifa mínima de 10%, conforme acontecia desde abril.

A respeito do pacote de R$ 30 bilhões em crédito anunciados pelo governo às empresas afetadas, as entidades que representam os cafeicultores consideram bem-vindo, mas julgam que é preciso ampliar benefícios.

Exemplo disso é a inserção do café verde no Reintegra, visto que apenas os industrializados, torrados e moídos e os solúveis estão contemplados. Porém, de acordo com o diretor geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, 90% de tudo o que o Brasil exporta para os Estados Unidos são cafés verdes beneficiados, prontos para a indústria norte-americana utilizar.

“Temos que colocar a NCM [Nomenclatura Comum do Mercosul] dos cafés verdes dentro do programa Reintegra e, aí sim, os exportadores serem atendidos de uma forma mitigadora de impactos dentro de uma agenda que se busca a negociação para se conviver o menor tempo possível com essas tarifas”.

O programa Reitegra permite que empresas exportadoras recebam de volta parte dos tributos pagos durante a produção daquilo que é vendido. Segundo o governo, micro e pequenas empresas passarão a ter 6% de retorno, enquanto médias e grandes reincorporam 3%. O benefício se estende até dezembro deste por centro e o benefício vale até dezembro de 2026.

Vinte por cento da receita das exportações de café solúvel brasileiro vem dos Estados Unidos, o equivalente a cerca de US$ 200 milhões. As medidas anunciadas estão sendo revistas e o reintegra é aposta para este segmento a curto prazo.

“Para uma tarifa de 50%, 3% ajuda, mas ainda continuamos com 47% de diferença. Então isso quase que se torna uma medida que não sei se vai ter muito efeito prático, embora seja positiva”, considera o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), Agnaldo José de Lima.

Segundo ele, se o Reintegra for estendido a todas as exportações brasileiras, deixará o setor 3% mais competitivo em diversos outros mercados em que o Brasil atua. “Isso nos permite redirecionar exportações para países onde nós temos uma concorrência acirrada”, acredita.



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AgroNewsPolítica & Agro

Inoculação de soja reduz custos e aumenta produtividade



Além do impacto econômico, a prática fortalece a saúde do solo



Além do impacto econômico, a prática fortalece a saúde do solo
Além do impacto econômico, a prática fortalece a saúde do solo – Foto: Nadia Borges

A inoculação da soja vem ganhando destaque como estratégia essencial para reduzir custos e aumentar a sustentabilidade da produção. De acordo com a CropLife Brasil, o uso de inoculantes cresceu 15% na safra 2023/2024 em relação à anterior, com média anual de aumento de 21% nos últimos três anos — quatro vezes acima da média global. A técnica, que utiliza bactérias fixadoras de Nitrogênio, substitui grande parte da adubação nitrogenada, gerando economia expressiva. Considerando a produtividade média nacional de 3.560 kg/ha (Conab, 2024/25), a fixação biológica de Nitrogênio (FBN) pode evitar gastos de cerca de R$ 3.000,00 por hectare com Ureia.

Segundo Fernando Bonafé Sei, gerente técnico da Novonesis, a FBN pode fornecer mais de 300 kg de nitrogênio por hectare, reduzindo custos em até 95% e aumentando a produtividade em até 8% com a reinoculação anual (Embrapa, 2020). Além do impacto econômico, a prática fortalece a saúde do solo, promove a atividade microbiana e contribui para a ciclagem de nutrientes, alinhando-se a uma agricultura de menor impacto ambiental.

“A simbiose estabelecida entre as plantas e as bactérias fixadoras de nitrogênio permite que a cultura acesse e disponibilize o nitrogênio atmosférico, minimizando a dependência de fertilizantes sintéticos. Isso não apenas reduz o investimento financeiro do produtor, mas também contribui para a saúde do solo em longo prazo, diminuindo o custo ambiental da produção”, comenta.

Estudo da Novonesis, publicado no International Journal of Life Cycle Assessment, mostrou que o uso do inoculante Optimize® reduziu em até 4% as emissões de gases de efeito estufa por tonelada de soja produzida. A empresa também desenvolveu o CTS 1000®, que amplia a viabilidade das bactérias para até 90 dias após o tratamento industrial de sementes, proporcionando ganhos médios de 8,5 sacas/ha e nodulação mais eficiente.

 





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Governadores apoiam manter a realização da COP30 em Belém



Um grupo de 19 governadores e vice-governadores reiterou o seu apoio à realização da 30ª Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém, no Pará, entre os dias 10 a 21 de novembro deste ano.

Os representantes estaduais assinaram uma declaração ressaltando o simbolismo de a convenção do clima ser realizada na Amazônia e manifestando confiança nos preparativos logísticos para a cidade sediar a reunião.

Os altos preços das acomodações em Belém têm gerado manifestações, principalmente de países menos desenvolvidos, sobre a impossibilidade de participação e um possível comprometimento da representatividade dos países partes na conferência. Representantes chegaram a questionar a possibilidade de transferência da sede do evento.

A declaração dos governadores diz que a COP30 expressa o compromisso dos estados brasileiros com as diretrizes climáticas mundiais “e com a necessária liderança do Brasil no enfrentamento dos desafios ambientais globais”.

Sustentabilidade na COP30

“O Brasil tem a oportunidade de construir e liderar a agenda da sustentabilidade e da transição econômica, ecológica e social para o mundo, a partir das práticas que já realiza em seu território”, disse o governador do Pará, Helder Barbalho, durante encontro do Fórum Nacional de Governadores, nessa quarta-feira (13), em Belém.

O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, destacou, durante o evento, o papel dos estados no processo de enfrentamento à mudança do clima.

“O mundo estará olhando para o Brasil e nós teremos a oportunidade de mostrá-lo como um país de soluções. Pela diversidade brasileira, há projetos que funcionam em determinados estados e que podem servir de exemplo para outras regiões do mundo”, frisou o embaixador.



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Preços do boi gordo mantém firmeza e não se abatem com tarifaço; veja cotações



O mercado físico do boi gordo se depara com manutenção do padrão das negociações em grande parte do país. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos têm conseguido realizar boas compras no atual patamar de preços.

“No entanto, ao que tudo indica, um perfil mais lateralizado de preços deve ser evidenciado no restante do mês nos principais estados produtores. Vale destacar que as exportações seguem contundentes, com o país exportando em grande proporção na atual temporada, com espaço para mais um recorde, em volume e principalmente em receita”, ressaltou.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 314,87 — ontem: R$ 316,33
  • Goiás: R$ 300,71 — R$ 300,54
  • Minas Gerais: R$ 300,29 — R$ 302,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,20 — R$ 318,86
  • Mato Grosso: R$ 307,70 — R$ 307,36

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta firmeza em seus preços no decorrer da quinta-feira. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por menor espaço para alta dos preços durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.

“Vale destacar que a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade se comparado as proteínas concorrentes, em especial se comparado a carne bovina”, salientou.

O quarto traseiro do boi ainda é precificado a R$ 23,30 por quilo. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 18,00 por quilo. A ponta de agulha permanece no patamar de R$ 17,20, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,30%, sendo negociado a R$ 5,4172 para venda e a R$ 5,4152 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3945 e a máxima de R$ 5,4315.



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Diferente do dia anterior, preços de soja caem e mercado não reage; confira as cotações



O mercado brasileiro de soja registrou recuos generalizados nesta quinta-feira (14), segundo avaliação de Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado. Apenas algumas praças mantiveram indicações estáveis, enquanto as ofertas foram escassas e os compradores pressionaram as cotações para baixo, buscando melhor alinhamento à paridade com o porto. Os vendedores, por sua vez, resistiram às baixas, ampliando o spread e travando as negociações no segmento voltado à indústria.

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Nos portos, apenas lotes pontuais foram negociados, em um cenário influenciado pela forte queda na Bolsa de Chicago, que devolveu parte da alta acumulada após o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgado nesta semana.

A pressão também enfraqueceu os prêmios durante boa parte da sessão, embora tenham recuperado algum fôlego no final da tarde. No balanço geral, o dia foi marcado por retração nos preços portuários e volumes reduzidos de negócios.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 142,50 para R$ 141,50
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 142,00 para R$ 140,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 127,00 para R$ 125,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 126,50 para R$ 124,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 127,00 para R$ 124,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira em baixa. Após três sessões de bons ganhos, o mercado realizou lucros. Preocupações sobre a demanda chinesa pelo produto americano ajudaram a pressionar as cotações futuras.

USDA

O mercado acumulou ganhos recentemente por conta do relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que indicou safra e estoques abaixo do esperado. Mas, mesmo após alguns sinais de avanços nas negociações comerciais entre Pequim e Washington, o sentimento de que a procura chinesa por soja americana não vai se aquecer de uma hora para a outra ainda é motivo de preocupação.

Dados do Nopa

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) divulgará nesta sexta-feira, dia 15, o resultado do esmagamento dos Estados Unidos no mês de julho. Os números saem às 13 horas, horário de Brasília. O mercado aposta em número de 191,590 milhões de bushels. Em junho, os esmagamentos somaram 185,270 milhões de bushels. Em julho do ano passado, ficaram em 182,881 milhões de bushels.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram negativas em 377.600 toneladas na semana encerrada em 7 de agosto. Para a temporada 2025/26, ficaram em 1.133.000 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 450 mil e 1,6 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 16,50 centavos de dólar, ou 1,61%, a US$ 10,07 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,28 1/2 por bushel, com baixa de 15,75 centavos ou 1,50%.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,70, ou 0,94%, a US$ 284,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 51,99 centavos de dólar, com perda de 1,40 centavo ou 2,45%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,30%, sendo negociado a R$ 5,4172 para venda e a R$ 5,4152 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3945 e a máxima de R$ 5,4315.



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Caminhão com quase 4 toneladas de trigo fica sem freio em rodovia; veja o vídeo



Um caminhão carregado com 3,8 toneladas de trigo em sacos entrou na área de escape da BR-277, em Morretes (PR), depois de um problema nos freios, na última terça-feira (12).

O motorista, de 53 anos, e o passageiro, de 43, foram atendidos pela equipe da concessionária e não ficaram feridos. O condutor contou aos socorristas que percebeu que estava sem freios , mas resolveu seguir por mais um quilômetro nesta condição.

Desde que foi restaurada, em março de 2024, a área de escape salvou mais de 100 vidas, afrima a concessionária EPR Litoral Pioneiro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Café paranaense obtém Denominação de Origem inédita



“O Brasil possui um potencial gigantesco para transformar produtos em símbolos”



“O Brasil possui um potencial gigantesco para transformar produtos locais em símbolos"
“O Brasil possui um potencial gigantesco para transformar produtos locais em símbolos” – Foto: Divulgação

O café de Mandaguari (PR) acaba de conquistar a primeira Denominação de Origem (DO) do Brasil baseada em análise microbiológica. O reconhecimento, oficializado pelo INPI, foi resultado de uma parceria entre a GoGenetic Agro e a Viva Soluções, que utilizaram um estudo inédito do microbioma dos grãos para comprovar a singularidade do produto. A técnica identificou microrganismos específicos presentes no café da região, inexistentes em outras áreas produtoras, reforçando o vínculo entre terroir e qualidade.

Segundo Ton Lugarini, da Viva Soluções, o projeto reduziu drasticamente o tempo e o custo de comprovação técnica exigidos para uma DO. Enquanto estudos acadêmicos podem levar anos, a GoGenetic concluiu coleta, sequenciamento e laudos em apenas 40 dias. Essa base científica foi incorporada ao caderno de especificações e demais requisitos do processo, que durou cerca de um ano e meio até o reconhecimento.

O modelo segue uma tendência global: dados da OMPI mostram mais de 10 mil Indicações Geográficas registradas no mundo, com produtos que podem alcançar até 2,23 vezes mais valor que equivalentes genéricos. No Brasil, segundo o INPI, há 139 IGs, sendo 31 DOs. Casos como o Queijo Canastra e o vinho do Vale dos Vinhedos mostram que o selo impulsiona exportações, turismo e marketing territorial. “Comprovamos cientificamente que os cafés de Mandaguari são únicos. Foi a primeira vez que usamos análise de microbiota para sustentar um pedido de DO”, comenta.

Para Eduardo Balsanelli, da GoGenetic, a conquista vai além da chancela oficial, representando uma oportunidade de posicionar Mandaguari no mercado internacional com um café de perfil adocicado, notas florais e forte identidade cultural. Ele destaca que a união de ciência, tradição e estratégia pode transformar produtos locais em ícones globais, criando valor para produtores e fortalecendo o agro brasileiro.

“O Brasil possui um potencial gigantesco para transformar produtos locais em símbolos de excelência global. E a história do café de Mandaguari mostra que tradição, ciência e estratégia podem — e devem — caminhar juntas”, analisa.

 





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Vencedor do leilão de concessão da Rota Agro oferece desconto de 19,7% no pedágio



O Consórcio Rota Agro Brasil venceu nesta quinta-feira (14) o leilão de concessão das BRs 060 e 364 entre os estados de Goiás e Mato Grosso, mais conhecida como Rota Agro.

O vencedor do certame foi definido pelo maior desconto oferecido sobre a tarifa básica de pedágio no trecho concedido. Após disputa em viva-voz, o Consórcio Rota Agro Brasil ofereceu 19,70% como valor de desconto, vencendo o certame.

O investimento na concessão da rota é de R$ 7,26 bilhões em melhorias e na reestruturação desse corredor logístico.

Como foi o leilão?

No leilão, o Consórcio Rota Agro Brasil concorreu com outras quatro empresas e consórcios. Por isso, foi necessária uma etapa de viva-voz após a apresentação das propostas iniciais, na qual concorreu com a Way Concessões. A concessão foi obtida após uma disputa de 22 lances de viva-voz.

Nessa etapa de viva-voz, não puderam participar o Consórcio Rota do Cerrado, que havia oferecido 10,55% de desconto no valor do pedágio na apresentação inicial das propostas; V.F. Gomes Participações, que ofertou 0%; e EPR Participações, que ofereceu 10,80% de oferta como desconto no valor do pedágio.

Nos lances iniciais, a empresa vencedora havia oferecido 17,18% de desconto sobre a tarifa de pedágio, enquanto a Way havia oferecido 16,10%.

O leilão foi realizado na B3, a bolsa de valores de São Paulo, e contou com a presença dos ministros dos Transportes, Renan Filho, e da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

O que é a Rota Agro

A Rota Agro é um dos principais corredores logísticos da região Centro-Oeste. Segundo o Ministério dos Transportes, a concessão dessa rota deve melhorar o escoamento da produção agrícola, facilitar a distribuição de alimentos e reduzir as desigualdades logísticas regionais.

O trecho leiloado compreende 490 quilômetros entre as cidades de Rio Verde (GO) e Rondonópolis (MT) e que tem um intenso tráfego de veículos de carga e de passeio. A concessão, para um período de 30 anos, prevê a duplicação de 45 quilômetros da rodovia, 150 quilômetros de faixas adicionais, contornos viários, vias marginais, pontos de parada e descanso (PPD) para caminhoneiros e quatro novas passarelas para pedestres.

Atualmente, cerca de 80% das rodovias de Mato Grosso, que ocupa o primeiro lugar na produção nacional de grãos, estão em bom estado de conservação. Em 2022, o índice era de 67%. Em Goiás, o índice de estradas federais em boas condições chega a 86%. No fim de 2022, era de 70%.



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Brasil terá primeira biotecnologia combinada contra dois tipos de nematoide



A produção de soja no Brasil deve ganhar, nos próximos anos, uma aliada inédita no combate a duas das pragas mais desafiadoras da cultura: os nematoides das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus) e o nematoide de cisto da soja (Heterodera glycines). Um acordo de licenciamento firmado entre Basf, Corteva Agriscience e M.S. Technologies vai permitir que um novo trait (característica) resistente a nematoides (NRS, na sigla em inglês) seja incorporado a variedades de soja cultivadas no país.

A novidade representa a primeira solução transgênica comercialmente disponível para o controle dessas pragas, que são microscópicas, de difícil manejo e podem provocar perdas significativas de produtividade.

Segundo a Basf, o novo trait NRS foi desenvolvido pela empresa ao longo de sete anos de pesquisa e testado em mais de 160 campos experimentais, alcançando mais de 90% de controle dos nematoides das lesões radiculares. Os resultados indicam potencial para reduzir prejuízos e aumentar a estabilidade de produção em áreas infestadas.

A tecnologia será incorporada a sistemas que já oferecem múltiplas tolerâncias a herbicidas, como 2,4-D sal colina, glifosato e glufosinato, além de proteínas Bt para o manejo de lagartas, desenvolvidas pela Corteva e M.S. Technologies. Isso garante ao produtor um pacote integrado de controle de pragas e plantas daninhas, com maior flexibilidade no manejo e redução da pressão de resistência.

As primeiras variedades de soja com o trait NRS devem chegar ao mercado brasileiro até o fim desta década ou no início da próxima, dependendo das aprovações regulatórias e da conclusão de testes adicionais. A introdução em outros países da América Latina também está no radar das empresas. Especialistas afirmam que a chegada dessa tecnologia pode marcar uma mudança de paradigma no manejo fitossanitário da soja, principalmente em regiões onde as infestações de nematoides se tornaram limitantes para o aumento da produtividade.

O controle eficiente de nematoides é considerado um dos principais gargalos para o avanço da produtividade da oleaginosa no Brasil. Hoje, grande parte das soluções envolve rotação de culturas, uso de cultivares tolerantes e aplicação de nematicidas, práticas que têm custos elevados e nem sempre oferecem resultados consistentes. Com a adoção do trait NRS, a expectativa é reduzir a dependência de insumos químicos e aumentar a proteção das lavouras, fortalecendo a competitividade do país no mercado global de soja.



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