quinta-feira, maio 7, 2026

Autor: Redação

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Custo de produção do leite sobe 4,31% no Mato Grosso



O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com suplementação mineral




Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (11), o Custo Operacional Efetivo (COE) para produzir leite em Mato Grosso subiu 4,31% no primeiro semestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024, alcançando R$ 1,45 por litro. O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com suplementação mineral, outros custos e aquisição de animais, que tiveram alta de 6,79%, 14,99% e 18,81%, respectivamente.

No mesmo período, o preço médio pago ao produtor no estado foi de R$ 2,31 por litro, resultando em uma margem positiva de R$ 0,87 por litro quando considerado apenas o COE.

Por outro lado, ao incluir depreciações e mão de obra familiar, o Custo Operacional Total (COT) atingiu R$ 2,37 por litro. “Nesse cenário, a margem do produtor não se sustenta, ficando em -R$ 0,06 por litro”, destacou o Imea.

De acordo com a análise, a situação exige atenção, pois a viabilidade da atividade depende de margens que cubram não apenas os custos diretos, mas também investimentos de longo prazo. O instituto aponta que essa conjuntura já resulta em menor captação e produção, pressionando a rentabilidade.





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USDA indica avanço mais lento no algodão



Qualidade do algodão recua




Foto: Canva

O boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (12) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontou que 93% da safra de algodão havia atingido o estágio de quadratura em 10 de agosto. O percentual representa dois pontos a menos em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior e um ponto abaixo da média dos últimos cinco anos.

Segundo o levantamento, 65% do algodão estava com capulhos em formação no final da última semana, índice sete pontos inferior ao do ano passado e seis pontos abaixo da média histórica. Já 8% da safra apresentava capulhos em abertura na mesma data, número quatro pontos abaixo do observado no ano anterior e dois pontos aquém da média.

O USDA informou ainda que 53% do algodão do país foi classificado como em condições de bom a excelente no dia 10 de agosto, resultado dois pontos percentuais inferior ao da semana anterior.





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Chuvas e calor marcam semana no México



USDA relata impactos da tempestade Ivo no México




Foto: Pexels – Pixabay

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (12) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), informou que a tempestade tropical Ivo passou, em 6 de agosto, a menos de 240 quilômetros ao sul de Acapulco, no estado de Guerrero, México. Dois dias depois, o fenômeno atingiu distância semelhante ao sul do extremo da Baixa Califórnia, seguindo para águas mais frias até sua dissipação.

De acordo com o boletim, Ivo estava imerso em uma profunda massa de umidade atmosférica, o que provocou chuvas generalizadas de 10 a 50 milímetros no cinturão de milho do planalto sul. Totais mais elevados, entre 100 e 200 milímetros, localmente superiores, foram registrados no sul de Veracruz e áreas próximas, como o norte de Oaxaca e partes de Chiapas.

O relatório também destacou que chuvas intensas se estenderam para o norte, alcançando o oeste do México, incluindo regiões de Nayarit, Sinaloa, sul de Sonora e sudoeste de Chihuahua. Entretanto, grande parte do norte do país registrou clima quente e seco, devido à interrupção temporária da circulação das monções norte-americanas.

As temperaturas da semana ficaram, em média, entre 2°C e 4°C acima do normal em grande parte de Sonora, Chihuahua e Coahuila. Pouca ou nenhuma chuva foi registrada no centro-norte e nordeste do México, com a condição se estendendo até o sul do país.





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Bahia amplia abastecimento de milho para pequenos criadores



ProVB já comercializou 5 milhões de quilos em 2025 na Bahia




Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reforçou, nesta semana, o abastecimento de milho para pequenos criadores na Bahia. De acordo com a Conab, a unidade de Itaberaba recebeu cerca de 78 mil quilos e a de Ribeira do Pombal, mais de 51 mil quilos. Os volumes integram um carregamento superior a 5 mil toneladas previsto para o estado, sendo 2 mil destinadas a Irecê, aproximadamente 1,5 mil a Itaberaba e cerca de 1,7 mil a Ribeira do Pombal. As entregas devem continuar nos próximos dias até completar o quantitativo programado para as unidades.

O milho é comercializado por meio do Programa de Venda em Balcão (ProVB), que permite a compra direta do grão por pequenos criadores. Segundo a Conab, “o limite mensal de aquisição é de até 27 toneladas por cliente, respeitando o consumo proporcional ao plantel registrado no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican)”. Os preços de venda são atualizados a cada quinzena e, até 15 de agosto, estavam fixados em R$ 69,00 por saca de 60 quilos nas unidades de Itaberaba e Irecê.

Podem participar do programa suinocultores, avicultores, bovinocultores, caprinocultores, ovinocultores, bubalinocultores, coturnicultores e aquicultores com Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) ou documento CAF-Pronaf ativos. A Conab explica que “também têm acesso produtores que, mesmo sem esses registros, possuam imóveis de até 10 módulos fiscais ou cuja renda anual se enquadre nos limites do Pronaf”.

No acumulado do ano, o ProVB na Bahia já comercializou mais de 5 milhões de quilos de milho, atendendo a cerca de 1,6 mil criadores em mais de 4,4 mil operações de venda. O estado conta com quase 1,2 mil criadores cadastrados em Itaberaba, aproximadamente 700 em Irecê e cerca de 1 mil em Ribeira do Pombal, totalizando cerca de 2,9 mil produtores aptos ao programa. Para solicitar a análise da documentação enviada no Sican, é necessário solicitar a habilitação no sistema do Balcão Digital.





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Agricultura deve enfrentar desafios com seca no Norte e no Sudeste e excesso de umidade no Sul, aponta Inmet


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou o prognóstico agroclimático para o trimestre de agosto, setembro e outubro de 2025, com destaque para um cenário de seca no Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e parte da Região Norte, enquanto o Sul do país deve registrar chuvas acima da média, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. As previsões indicam impactos diretos no desenvolvimento de culturas agrícolas e na disponibilidade de água no solo.

Segundo informações do Inmet, o déficit hídrico será mais intenso em áreas produtoras do Centro-Oeste e Norte do país, com redução significativa dos estoques de umidade no solo, em alguns casos inferiores a 30%. O fenômeno deve afetar culturas em final de ciclo, como milho e feijão, além de pastagens, aumentando a demanda por irrigação suplementar. Já no Sul, a expectativa é de manutenção de níveis elevados de umidade, o que favorece o cultivo de trigo, cevada e aveia, mas também pode dificultar operações de colheita em momentos de excesso de chuva.

No Norte, áreas do Pará, Rondônia, Tocantins e Acre devem enfrentar reduções de até 30 mm na precipitação em relação à média histórica, elevando o risco de perdas em lavouras irrigadas e sistemas agroflorestais. Em contrapartida, o noroeste do Amazonas e o norte de Roraima devem ter condições mais favoráveis para culturas perenes tropicais.

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O Nordeste terá cenário misto: enquanto o litoral leste de Alagoas, Sergipe e Pernambuco deve registrar chuvas acima da média, o interior da região, incluindo Maranhão, Piauí e Bahia, enfrentará seca mais acentuada a partir de setembro, com déficit superior a 100 mm, prejudicando lavouras de sequeiro e reduzindo a qualidade das pastagens.

No Sudeste, a previsão é de chuvas abaixo da média em todos os estados, com maior escassez no norte de Minas Gerais e parte do interior paulista. Essa condição pode comprometer o desenvolvimento de milho tardio e trigo de sequeiro, ao mesmo tempo em que favorece a colheita de cana-de-açúcar e café.

Já no Sul, a previsão é otimista para o desenvolvimento das culturas de inverno. O Rio Grande do Sul deve receber até 50 mm a mais de chuva do que o esperado, garantindo umidade adequada no solo. Contudo, o excesso hídrico em áreas pontuais pode exigir atenção redobrada no manejo e na programação das operações agrícolas





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Apenas acordo com os EUA resolve crise no setor madeireiro, diz Associação



A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) divulgou nota nesta quinta-feira (14) sobre o pacote de medidas anunciadas pelo governo federal brasileiro para auxiliar empresas exportadoras atingidas pela tarifa aplicada pelos Estados Unidos (EUA).

Para a entidade, apesar de bem-vinda, a ajuda é apenas um alívio temporário e de ação paliativa, frente à crise que se instalou no setor madeireiro em decorrência da tarifação. 

“Para a Abimci, a solução está na negociação do governo federal brasileiro junto aos EUA para que haja uma adequação de taxas que possibilitem a manutenção das vendas dos produtos madeireiros para aquele mercado. Entretanto, observamos que esse não tem sido o foco e objetivo do governo brasileiro, apesar de outros países que foram taxados terem sido exitosos nas negociações diretas com os EUA, conseguindo reduzir suas tarifas”, destaca o texto. 

Contudo, a nota da entidade não cita o fato de o presidente Donald Trump ter vinculado a sobretaxa de 50% à interrupção do que entende como perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ação que o Executivo brasileiro não tem mérito para interferir.

Produção parada e férias coletivas

De acordo com a Associação, após a implementação da nova alíquota pelos EUA, a situação do setor é extremamente preocupante. “Devido aos cancelamentos de contratos e paralisação de mercados, algumas empresas estão com parte da produção parada, outras deram férias coletivas parciais ou totais, pois não há mais espaço para armazenamento dos produtos já fabricados e que seriam destinados aos EUA.”

Exemplo disso é a Millpar, fabricante de produtos à base de madeira, como guarnições e molduras, que concedeu férias coletivas de 15 dias a 640 funcionários de sua unidade de Guarapuava, no Paraná, em julho. Já a Sudati, especializada em compensados e MDF, também do Paraná, demitiu no final do mês passado 100 funcionários de duas unidades do estado.

Para a Abimci, embora o governo recomende a busca de novos mercados, tal alternativa é inviável para o setor madeireiro, tanto pelas características técnicas dos produtos, quanto pelas questões de volume e share de participação conquistado durante décadas junto ao mercado norte-americano. 

A entidade destaca que desde o anúncio da taxação, em 9 de julho, o setor tem se mobilizado e trabalhado intensamente na busca por soluções em diferentes frentes, junto aos governos federal e estaduais.

“Levamos informações, dados setoriais e de nossa balança comercial, mostramos qual o nível de dependência do mercado americano por segmento, impactos em empregos e abrangência regional. Todo esse trabalho de compilação visou subsidiar o governo para que as negociações com os EUA fossem pautadas pela diplomacia, argumentos técnicos e comerciais”, argumenta a nota.

No entanto, a Abimci diz observar com preocupação a ausência de ações efetivas por parte do governo brasileiro para fazer a negociação direta com os EUA, “nem antes, nem depois da confirmação da taxação”, diz o trecho. 

‘Negociação não pode ser transferida’

A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente reitera que qualquer progresso para melhorar a sobretaxa dos EUA ao Brasil passa, necessariamente, pela negociação governamental e de adequação das tarifas a níveis comercialmente viáveis. “E essa responsabilidade não pode ser transferida ao setor produtivo”, ressalta a entidade. 

Por fim, a nota da entidade arremata: “ou o governo brasileiro age com máxima urgência, adotando negociações técnicas e com isenção política e ideológica, ou seremos obrigados a assistir, impotentes, ao desaparecimento de cadeias produtivas consolidadas e ao consequente desmonte social nas comunidades que delas dependem.”

Exportação do setor aos EUA

O setor madeireiro exportou US$ 1,6 bilhão para os EUA em 2024, para onde são destinados, em média, 50% do total que o setor madeireiro produz no Brasil, diz a Abimci.

Conforme a entidade, alguns segmentos dependem exclusivamente do mercado norte-americano, com 100% de suas vendas atreladas a esse país.

Dados da Associação dão conta de que o impacto da aplicação das taxas norte-americanas nas empresas madeireiras coloca em risco aproximadamente 180 mil empregos diretos em todo o Brasil.



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Busca de novos mercados passa pela inserção do café verde no Reintegra, defende setor



Entre os 7.691 produtos atingidos pelo tarifaço de 50% imposto por Donald Trump está o café. As entidades que representam o setor lutam para entrar na lista de exceção com tarifa mínima de 10%, conforme acontecia desde abril.

A respeito do pacote de R$ 30 bilhões em crédito anunciados pelo governo às empresas afetadas, as entidades que representam os cafeicultores consideram bem-vindo, mas julgam que é preciso ampliar benefícios.

Exemplo disso é a inserção do café verde no Reintegra, visto que apenas os industrializados, torrados e moídos e os solúveis estão contemplados. Porém, de acordo com o diretor geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, 90% de tudo o que o Brasil exporta para os Estados Unidos são cafés verdes beneficiados, prontos para a indústria norte-americana utilizar.

“Temos que colocar a NCM [Nomenclatura Comum do Mercosul] dos cafés verdes dentro do programa Reintegra e, aí sim, os exportadores serem atendidos de uma forma mitigadora de impactos dentro de uma agenda que se busca a negociação para se conviver o menor tempo possível com essas tarifas”.

O programa Reitegra permite que empresas exportadoras recebam de volta parte dos tributos pagos durante a produção daquilo que é vendido. Segundo o governo, micro e pequenas empresas passarão a ter 6% de retorno, enquanto médias e grandes reincorporam 3%. O benefício se estende até dezembro deste por centro e o benefício vale até dezembro de 2026.

Vinte por cento da receita das exportações de café solúvel brasileiro vem dos Estados Unidos, o equivalente a cerca de US$ 200 milhões. As medidas anunciadas estão sendo revistas e o reintegra é aposta para este segmento a curto prazo.

“Para uma tarifa de 50%, 3% ajuda, mas ainda continuamos com 47% de diferença. Então isso quase que se torna uma medida que não sei se vai ter muito efeito prático, embora seja positiva”, considera o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), Agnaldo José de Lima.

Segundo ele, se o Reintegra for estendido a todas as exportações brasileiras, deixará o setor 3% mais competitivo em diversos outros mercados em que o Brasil atua. “Isso nos permite redirecionar exportações para países onde nós temos uma concorrência acirrada”, acredita.



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Inoculação de soja reduz custos e aumenta produtividade



Além do impacto econômico, a prática fortalece a saúde do solo



Além do impacto econômico, a prática fortalece a saúde do solo
Além do impacto econômico, a prática fortalece a saúde do solo – Foto: Nadia Borges

A inoculação da soja vem ganhando destaque como estratégia essencial para reduzir custos e aumentar a sustentabilidade da produção. De acordo com a CropLife Brasil, o uso de inoculantes cresceu 15% na safra 2023/2024 em relação à anterior, com média anual de aumento de 21% nos últimos três anos — quatro vezes acima da média global. A técnica, que utiliza bactérias fixadoras de Nitrogênio, substitui grande parte da adubação nitrogenada, gerando economia expressiva. Considerando a produtividade média nacional de 3.560 kg/ha (Conab, 2024/25), a fixação biológica de Nitrogênio (FBN) pode evitar gastos de cerca de R$ 3.000,00 por hectare com Ureia.

Segundo Fernando Bonafé Sei, gerente técnico da Novonesis, a FBN pode fornecer mais de 300 kg de nitrogênio por hectare, reduzindo custos em até 95% e aumentando a produtividade em até 8% com a reinoculação anual (Embrapa, 2020). Além do impacto econômico, a prática fortalece a saúde do solo, promove a atividade microbiana e contribui para a ciclagem de nutrientes, alinhando-se a uma agricultura de menor impacto ambiental.

“A simbiose estabelecida entre as plantas e as bactérias fixadoras de nitrogênio permite que a cultura acesse e disponibilize o nitrogênio atmosférico, minimizando a dependência de fertilizantes sintéticos. Isso não apenas reduz o investimento financeiro do produtor, mas também contribui para a saúde do solo em longo prazo, diminuindo o custo ambiental da produção”, comenta.

Estudo da Novonesis, publicado no International Journal of Life Cycle Assessment, mostrou que o uso do inoculante Optimize® reduziu em até 4% as emissões de gases de efeito estufa por tonelada de soja produzida. A empresa também desenvolveu o CTS 1000®, que amplia a viabilidade das bactérias para até 90 dias após o tratamento industrial de sementes, proporcionando ganhos médios de 8,5 sacas/ha e nodulação mais eficiente.

 





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Governadores apoiam manter a realização da COP30 em Belém



Um grupo de 19 governadores e vice-governadores reiterou o seu apoio à realização da 30ª Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém, no Pará, entre os dias 10 a 21 de novembro deste ano.

Os representantes estaduais assinaram uma declaração ressaltando o simbolismo de a convenção do clima ser realizada na Amazônia e manifestando confiança nos preparativos logísticos para a cidade sediar a reunião.

Os altos preços das acomodações em Belém têm gerado manifestações, principalmente de países menos desenvolvidos, sobre a impossibilidade de participação e um possível comprometimento da representatividade dos países partes na conferência. Representantes chegaram a questionar a possibilidade de transferência da sede do evento.

A declaração dos governadores diz que a COP30 expressa o compromisso dos estados brasileiros com as diretrizes climáticas mundiais “e com a necessária liderança do Brasil no enfrentamento dos desafios ambientais globais”.

Sustentabilidade na COP30

“O Brasil tem a oportunidade de construir e liderar a agenda da sustentabilidade e da transição econômica, ecológica e social para o mundo, a partir das práticas que já realiza em seu território”, disse o governador do Pará, Helder Barbalho, durante encontro do Fórum Nacional de Governadores, nessa quarta-feira (13), em Belém.

O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, destacou, durante o evento, o papel dos estados no processo de enfrentamento à mudança do clima.

“O mundo estará olhando para o Brasil e nós teremos a oportunidade de mostrá-lo como um país de soluções. Pela diversidade brasileira, há projetos que funcionam em determinados estados e que podem servir de exemplo para outras regiões do mundo”, frisou o embaixador.



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