quinta-feira, maio 7, 2026

Autor: Redação

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Supersafra brasileira acende alerta para preços e logística


A divulgação mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirma um cenário histórico para a agricultura brasileira: a safra 2024/2025 pode atingir 345 milhões de toneladas de grãos. É o maior volume já registrado, impulsionado pela ampliação da área plantada e pela recuperação da produtividade após adversidades climáticas anteriores. Soja e milho são os protagonistas dessa expansão, com projeções de recorde para a oleaginosa e produção de milho próxima de 125 milhões de toneladas. Arroz, feijão e algodão também mostram crescimento.

O desafio da abundância

O volume inédito expõe um problema estrutural: a capacidade de armazenagem no país, estimada em pouco mais de 227 milhões de toneladas (IBGE), está muito aquém do necessário para suportar a produção projetada. Isso significa que, no pico da colheita, mais de 100 milhões de toneladas podem precisar ser escoadas imediatamente para o mercado, pressionando preços e logística.

Além disso, a armazenagem em nível de fazenda ainda é insuficiente, e regiões produtoras como Mato Grosso devem enfrentar o maior aperto. A consequência mais provável é a chamada “venda forçada”, quando o produtor é obrigado a negociar a produção rapidamente, aceitando preços mais baixos para evitar perdas.

Um fator estratégico que pode impactar diretamente a competitividade brasileira é a pressão diplomática que os Estados Unidos devem exercer sobre a China para ampliar suas compras de soja americana. . A intenção americana seria elevar fortemente a soja vendida para a China,  o que reduziria drasticamente a participação brasileira no maior mercado comprador do mundo. Essa movimentação, se concretizada, intensificará a concorrência e pode agravar a pressão sobre preços e margens no Brasil.

Nos mercados futuros, a sinalização já é de cautela: soja e milho operam em patamares próximos às mínimas reais das últimas duas décadas. No Brasil, os preços internos seguem dependentes do câmbio e dos prêmios de exportação, mas o excesso de oferta no curto prazo tende a limitar altas expressivas.

Num cenário base, a soja poderia se manter entre US$ 9,80 e US$ 10,80/bushel na CBOT, e o milho entre US$ 3,70 e US$ 4,30/bushel nos próximos meses. Mas uma combinação de supersafra no Hemisfério Norte, falta de armazenagem no Brasil, desaceleração global e disputa mais acirrada com os EUA pela China poderia empurrar os preços para baixo desses intervalos.

Para evitar prejuízos e suavizar a queda de preços, sugerimos coordenação entre produtores, dentro da legalidade, para distribuir a oferta ao longo do tempo. Entre as medidas possíveis:

  • Uso ampliado de silo-bolsa como solução temporária de estocagem.
  • Formação de pools de venda por cooperativas, com entrega escalonada.
  • Contratos de hedge (futuros e opções) para travar parte da produção a preços estratégicos.
  • Parcerias logísticas para contratação conjunta de frete e espaço portuário.
  • Integração com a indústria local, direcionando parte da produção para consumo interno.

O objetivo não é manipular preços, mas reduzir a vulnerabilidade do produtor à volatilidade e ao aperto logístico, aumentando o poder de barganha e preservando margens.

A supersafra de 2025 é um marco da força produtiva do Brasil, mas também um teste para a capacidade de organização do setor. Em um cenário de demanda global moderada, infraestrutura limitada e disputa geopolítica pelo maior mercado comprador, a estratégia coletiva pode ser a chave para transformar volume em rentabilidade.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores se preparam para safra 2025/26


Com o início da semeadura da safra 2025/26, produtores de todo o Brasil intensificam os preparativos para um ciclo promissor. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção recorde de 169,49 milhões de toneladas de soja para 2024/25, avanço de 14,7% em relação à safra anterior, com produtividade média nacional estimada em 59,3 sacas por hectare, destacando Goiás com 68,7 sc/ha.

O aumento significativo na produtividade reflete o esforço conjunto da cadeia produtiva, envolvendo pesquisa, inovação tecnológica e manejo aprimorado. Tecnologias nutricionais avançadas e fertilizantes especiais, como os da linha Booster, contribuíram para incrementos médios de produtividade acima de 3,2 sc/ha, com retorno financeiro superior a R$ 280 por hectare.

“Esse avanço foi possível graças a um esforço coletivo da cadeia produtiva. Instituições de pesquisa, empresas e, principalmente, os produtores (que acreditaram e investiram fortemente em assistência técnica qualificada e tecnologia de campo) entenderam que produtividade, sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas”, avalia Felipe Pozzan, líder de marketing da Agrichem.

Outro fator decisivo para o crescimento tem sido a democratização da assistência técnica e recomendações individualizadas. Plataformas digitais de nutrição permitem análise de solo e folha, indicando doses precisas de insumos em cada fase do ciclo da soja, aumentando a eficiência e racionalizando o uso de fertilizantes.

“A trajetória da sojicultura brasileira comprova que é possível avançar em produtividade e competitividade com responsabilidade ambiental. Com acesso à tecnologia e orientação técnica de qualidade, o produtor responde com desempenho e eficiência. Se o passado recente foi marcado por transformação, o futuro aponta para um Brasil cada vez mais preparado para liderar a produção global de alimentos com inteligência, sustentabilidade e alta performance no campo”, completa Arthur Torres, diretor Comercial da Agrichem.

 





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Brasil busca diálogo, mas não negociará soberania, afirma Fávaro



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, disse na quinta-feira (14), em São Paulo, que o governo vai continuar tentando negociar a redução no valor das tarifas de 50% que foram impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às exportações brasileiras. No entanto, ressaltou ele, o Brasil não vai abrir mão de sua soberania.

“O primeiro ponto é garantir o diálogo, buscar a negociação. Em momento algum, por determinação do presidente Lula, a gente fechou o diálogo. A gente busca o diálogo na mesa de negociação. Agora, em hipótese alguma, vamos abrir mão da nossa soberania. Em hipótese alguma, por óbvio, vamos negociar aquilo que não é atribuição do Poder Executivo, como, por exemplo, intervenção no Poder Judiciário”, disse Fávaro.

O tarifaço faz parte de uma série de ações dos Estados Unidos para interferir no julgamento de Jair Bolsonaro e aliados pela tentativa de golpe de Estado que tentou reverter o resultado das eleições de 2022 e culminou nos atentados de 8 de janeiro de 2023. Trump também iniciou uma investigação comercial contra o Brasil e aplicou sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que é relator do processo.

Na quarta-feira (13), o governo federal anunciou um pacote de medidas para apoiar o setor produtivo afetado pelo tarifaço. O plano de apoio prevê R$ 30 bilhões em crédito e será viabilizado por meio de uma medida provisória chamada de MP Brasil Soberano.

Segundo Fávaro, estas são apenas as “primeiras medidas” tomadas pelo governo federal para tentar conter os efeitos do tarifaço imposto por Trump às exportações brasileiras. “E, certamente, vamos precisar de novas medidas complementares pelas particularidades geradas”, acrescentou o ministro.

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“O suco de laranja é algo que tinha um impacto gigante para os Estados Unidos, mas também para os produtores brasileiros. Foi retirada a tarifa. Mas não significa que desdobramentos do setor não vão precisar de correções. Por isso, as medidas anunciadas vão precisar de implementações, e estamos aberto a ouvir e continuar ouvindo os setores, para que a gente possa continuar tomando medidas de auxílio”.

Entre essas particularidades que precisarão de medidas complementares, citou o ministro, estão as dos setores cujas exportações são quase todas direcionadas ao mercado norte-americano.

“Se uma indústria tiver, por exemplo, 80% a 90% de sua produção destinada para os Estados Unidos, essa indústria vai sofrer muito mais do que uma empresa que tenha de destinado [aos Estados Unidos] 20% ou 30% da sua produção. Então, esses casos específicos terão um tratamento específico”, disse o ministro, sem citar quais medidas têm sido estudadas como soluções para esse tipo de caso.

Abertura de mercados

Enquanto isso, o governo continua buscando ampliar os mercados para os exportadores brasileiros, ressaltou Fávaro.

“Ainda ontem, batemos todos os recordes. Nunca, na história do Brasil, abriu-se tanto mercado para a agropecuária brasileira. Chegamos ao número de 400 novos mercados”, comemorou. “A determinação do presidente Lula, em função deste momento, é para que a gente intensifique ainda mais a busca de novos mercados, e isso vamos fazer”.

Além disso, destacou que o governo pretende implementar um programa de compras públicas, para garantir apoio aos exportadores mais afetados, com medidas adicionais a linhas de crédito e isenção tributária. Esse seria o caso dos produtores de manga.

“Por exemplo, vamos acrescentar mais manga na merenda escolar e pescados na merenda escolar e nas compras para as Forças Armadas. Tudo isso faz o consumo momentaneamente suprir a demanda daquilo que era destinado para os Estados Unidos”, explicou o ministro.



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Feijão com minhoca no solo e zero de resíduos


Sustentável já não basta. Quando o solo perde vida, a água escorre sem infiltrar e a renda do produtor oscila ao sabor do clima e dos preços, “não piorar” já é arriscar demais. A boa notícia é que existe um novo jeito de produzir alimentos que vai além de evitar danos: ele busca recuperar o que foi perdido.

Cada vez mais produtores brasileiros estão adotando práticas regenerativas — um conjunto de cuidados que, ao mesmo tempo, aumentam a produtividade e melhoram a saúde do solo, da água e da biodiversidade. Não é ideologia, é técnica. É usar o que funciona: bioinsumos, agricultura de precisão, plantio direto, rotação de culturas, adubos verdes, manejo integrado de pragas, compostos orgânicos, sensores, inteligência artificial e, quando necessário, defensivos aplicados com critério. A lógica é simples: solo vivo é um ativo; água protegida é garantia de produção; biodiversidade é aliada contra pragas e doenças.

Na prática, isso significa cultivar de forma a ter sempre cobertura no solo, diversificar plantas ao longo do ano, reduzir revolvimento, medir a qualidade da terra e da água e, pouco a pouco, depender menos de insumos caros e mais dos serviços que a própria natureza oferece — como infiltração de água, fixação de nitrogênio e controle biológico. É menos impacto, sim, dentro dos limites da Anvisa, chegando a reduzir em mais de 80% o uso dos antigos defensivos, mas também é mais vida e mais estabilidade na produção.

E por que isso deveria interessar a quem vive na cidade? Porque regenerar também é social. É reduzir perdas, garantir alimentos de qualidade com preço mais estável, e contar a história de onde e como a comida foi produzida. É reconectar o campo e a cidade pela confiança — e confiança se constrói mostrando, não prometendo.

O feijão é um dos alimentos que mais pode se beneficiar e ajudar nessa transformação. Como leguminosa, ele fixa nitrogênio no solo, diminuindo a necessidade de adubos químicos. Quando entra na rotação com outras culturas, ajuda a quebrar ciclos de pragas e doenças e melhora a estrutura do solo. Muitos produtores que já adotam práticas regenerativas também cultivam soja, milho, trigo ou cevada — e incluir o feijão nesse modelo dilui custos e leva ao consumidor um produto que ele conhece, consome e valoriza todos os dias.

Além disso, o feijão é parte da identidade brasileira. Está na feijoada de sábado, no prato feito do almoço, nas receitas regionais. Falar de feijão regenerativo é falar de comida de verdade, de saúde no prato e de renda no campo. É uma narrativa fácil de entender: solo vivo, água protegida, biodiversidade equilibrada e indicadores que comprovam tudo isso.

Claro que há desafios. Produzir de forma regenerativa exige planejamento, disciplina e visão de médio prazo. Os resultados não vêm todos de uma vez, mas se acumulam a cada safra: solos mais férteis, lavouras mais resistentes a extremos climáticos, menos perdas e mais competitividade — inclusive em mercados que pagam mais por produtos com origem e práticas comprovadas.

O chamado é simples: apoiar e escolher alimentos produzidos com responsabilidade. Quando o consumidor entende a diferença e valoriza quem produz assim, ajuda a escalar um modelo que devolve vida ao campo e confiança à mesa.

Sustentabilidade freia o dano; regeneração recupera a capacidade produtiva e a reputação da agricultura brasileira. E, com o feijão liderando essa conversa, todo mundo sai ganhando.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


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Rota dos Pireneus conecta turismo rural e produção artesanal



A Rota dos Pireneus nasceu em 2021, a partir de uma conversa entre empreendedores do turismo rural e a secretária de turismo de um dos municípios envolvidos. O objetivo era simples, mas ambicioso: integrar atrativos de diferentes cidades em um roteiro que valorizasse a produção local e as experiências no campo.

A inspiração veio da vivência de viagens e da observação de outras regiões do Brasil que já vinham criando rotas turísticas. No caso goiano, o potencial estava na proximidade geográfica e na qualidade dos produtos, especialmente uvas, vinhos e queijos.

Três municípios, um só destino

O projeto reúne Pirenópolis, Corumbá de Goiás e Cocalzinho de Goiás; três cidades com forte vocação para o enoturismo e a gastronomia artesanal. A região tem tradição na produção de uvas para vinhos, o que se soma a queijarias e propriedades rurais que oferecem experiências únicas aos visitantes.

De acordo com os idealizadores, a união desses municípios foi estratégica. “Nós temos três municípios muito próximos, com produtos maravilhosos, e isso já dá uma rota”, explica um dos empreendedores.

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Parceria estratégica para o desenvolvimento

Para transformar a ideia em realidade, o grupo buscou o apoio do Sebrae, que já atua em iniciativas semelhantes em outras partes do país. A instituição trouxe conhecimento técnico, estrutura e orientação para que o projeto ganhasse forma e se consolidasse.

Desde então, o roteiro vem sendo estruturado com a participação de 12 empresários locais. O trabalho envolve desde a organização da oferta turística até a divulgação do destino para atrair mais visitantes.

Turismo rural em crescimento

Quatro anos após o início, a Rota dos Pireneus segue em expansão. Ainda há desafios, como a profissionalização da gestão e o fortalecimento da infraestrutura, mas os resultados já são positivos.

Segundo os organizadores, o interesse e o comprometimento dos empresários são determinantes para o sucesso. “Já temos um belíssimo produto, e estamos trabalhando para que ele melhore cada vez mais”, afirmam.

Um convite ao viajante

A Rota dos Pireneus é um convite para conhecer o melhor do turismo rural em Goiás, unindo paisagens, sabores e a hospitalidade do interior. É a oportunidade de vivenciar a produção artesanal de vinhos e queijos enquanto se conecta com a natureza e a cultura local.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de café segue volátil após tarifa dos EUA


As exportações de café do Vietnã e da Indonésia registraram crescimento no primeiro semestre de 2025, impulsionadas, em parte, pela menor disponibilidade de conilon brasileiro no mercado internacional.

Segundo dados do setor, no Vietnã, os embarques se mantêm acima dos níveis de 2024 desde fevereiro, quando a safra 2024/25 começou a ser comercializada. No acumulado de janeiro a julho, as exportações cresceram 6,9%. Apesar do desempenho recente, o volume total da safra 2024/25 ainda é inferior ao registrado em 2023/24, devido a um início mais lento e ao recorde de embarques nos primeiros meses da temporada anterior.

Na Indonésia, a recuperação já vinha ocorrendo em 2024, impulsionada pela maior produção da safra 2024/25. Conforme a analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, Laleska Moda, a ausência de vendedores brasileiros desde janeiro foi outro fator determinante. “A ausência de vendedores brasileiros no mercado desde janeiro também impulsionou os embarques, com aumento de 76% no primeiro semestre do ano”, afirmou. Com a boa safra de 2025/26, o país acumula alta de 58,1% nas exportações em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

A maior disponibilidade de café na Ásia e a redução dos diferenciais na região em parte de 2025 também favoreceram as vendas. No entanto, nas últimas semanas, os diferenciais aumentaram, principalmente no Vietnã, devido à menor oferta durante o período de entressafra. Comerciantes locais informam que a maior parte da safra 2024/25 já foi vendida, restando pouco estoque.

Sobre a nova temporada, a analista destacou: “No geral, o desenvolvimento permanece positivo, mas devemos monitorar a distribuição da precipitação mais de perto nos próximos meses. A colheita da nova temporada deve ocorrer entre outubro e novembro, com uma maior oferta de café chegando ao mercado em dezembro”.

Na Indonésia, parte expressiva da safra 2025/26 já foi comercializada. Os produtores aguardam preços mais altos antes de negociar o restante, em um cenário de diferenciais também em alta. O país enfrentou chuvas intensas nas últimas semanas. “Embora nenhuma grande perda tenha sido relatada, as chuvas interromperam o final da colheita e desaceleraram o comércio. Por outro lado, também surgiram relatos de uma diminuição na demanda por cafés asiáticos. Isso pode refletir tanto as recentes mudanças nos diferenciais, quanto a expectativa de aumento da disponibilidade de conilon brasileiro no segundo semestre do ano, já que a safra 2025/26 do Brasil está praticamente concluída”, explicou Laleska.

No cenário internacional, a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos também influencia os preços. Com a tarifa de 50% sobre o café brasileiro entrando em vigor na semana passada, o comércio entre os dois países foi interrompido. O café embarcado antes de 6 de agosto ainda poderá entrar nos EUA sem a tarifa, desde que chegue até 6 de outubro, mas a expectativa é de que não ocorram novos negócios no curto prazo.

“Isso apoiou os preços futuros, especialmente os do arábica. Nesse sentido, o contrato de setembro ultrapassou 300 centavos de dólar por libra-peso na última semana. Uma frente fria atingindo o Brasil nos próximos dias também apoiou os futuros. Os preços devem permanecer voláteis nos próximos meses devido às incertezas em relação aos impactos de médio e longo prazo na cadeia global de fornecimento de café”, afirmou a analista.





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Frente fria persiste e leva pancadas de chuva a duas regiões



Previsão do tempo desta sexta-feira (15) se divide entre frente fria, pancadas de chuva e temperaturas nas alturas. Confira:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A frente fria avança em alto mar, mas ainda provoca chuva fraca no litoral norte gaúcho e nos litorais de Santa Catarina e Paraná. O Rio Grande do Sul e o leste catarinense e paranaense seguem com bastante nebulosidade, enquanto nas demais áreas, o sol predomina. As temperaturas permanecem baixas, com risco de geada no sul gaúcho e na serra de SC. Já no noroeste do PR, o calor persiste e a umidade relativa do ar fica abaixo de 30%.

Sudeste

Pancadas de chuva continuam no litoral da região, de fraca a moderada intensidade, devido à passagem de uma frente fria pelo oceano. Também há previsão para cidades do leste de Minas Gerais. A nebulosidade aumenta no litoral e no leste mineiro, enquanto nas demais áreas, o sol aparece entre nuvens. As temperaturas no sul de São Paulo e no Rio de Janeiro continuam baixas, mas permanecem elevadas no restante da região. No centro-oeste paulista e mineiro, a umidade relativa do ar fica abaixo dos 30%.

Centro-Oeste

A região segue com tempo firme, sem previsão de chuva. Em Mato Grosso e Goiás, o sol aparece entre nuvens e em Mato Grosso do Sul, o sol predomina. Pela manhã, as temperaturas ficam mais amenas, mas sobem à tarde. As máximas podem chegar a 36°C em Sinop (MT) e 32°C em Goiânia (GO), e a umidade relativa do ar pode continuar abaixo dos 30%, podendo atingir valores inferiores a 20% em áreas do interior de Goiás e sul mato-grossense.

Nordeste

Áreas de chuva no litoral sul da Bahia avançam pelo estado, e há previsão de pancadas entre Sergipe e Rio Grande do Norte, além do Ceará e Maranhão. Há bastante nebulosidade em todo o litoral da região e também entre MA e PI. Nas demais áreas, o sol aparece entre nuvens. As temperaturas ficam elevadas no interior, especialmente entre Piauí, MA e o centro-oeste da BA, onde as máximas podem se aproximar de 35 °C. A qualidade do ar permanece baixa em grande parte da região.

Norte

Áreas de instabilidade continuam no norte dos estados, entre Amapá e Amazonas. Também há previsão de chuva no oeste do Pará, na divisa com o AM, e no Acre. O sol aparece entre nuvens na região, e as temperaturas continuam elevadas, com máximas de 35°C em Palmas (TO) e 37°C em Porto Velho (RO). A umidade relativa do ar segue em níveis críticos, abaixo de 30%, em grande parte da região central do Brasil.



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AgroNewsPolítica & Agro

Custo de produção do leite sobe 4,31% no Mato Grosso



O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com suplementação mineral




Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (11), o Custo Operacional Efetivo (COE) para produzir leite em Mato Grosso subiu 4,31% no primeiro semestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024, alcançando R$ 1,45 por litro. O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com suplementação mineral, outros custos e aquisição de animais, que tiveram alta de 6,79%, 14,99% e 18,81%, respectivamente.

No mesmo período, o preço médio pago ao produtor no estado foi de R$ 2,31 por litro, resultando em uma margem positiva de R$ 0,87 por litro quando considerado apenas o COE.

Por outro lado, ao incluir depreciações e mão de obra familiar, o Custo Operacional Total (COT) atingiu R$ 2,37 por litro. “Nesse cenário, a margem do produtor não se sustenta, ficando em -R$ 0,06 por litro”, destacou o Imea.

De acordo com a análise, a situação exige atenção, pois a viabilidade da atividade depende de margens que cubram não apenas os custos diretos, mas também investimentos de longo prazo. O instituto aponta que essa conjuntura já resulta em menor captação e produção, pressionando a rentabilidade.





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AgroNewsPolítica & Agro

USDA indica avanço mais lento no algodão



Qualidade do algodão recua




Foto: Canva

O boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (12) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontou que 93% da safra de algodão havia atingido o estágio de quadratura em 10 de agosto. O percentual representa dois pontos a menos em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior e um ponto abaixo da média dos últimos cinco anos.

Segundo o levantamento, 65% do algodão estava com capulhos em formação no final da última semana, índice sete pontos inferior ao do ano passado e seis pontos abaixo da média histórica. Já 8% da safra apresentava capulhos em abertura na mesma data, número quatro pontos abaixo do observado no ano anterior e dois pontos aquém da média.

O USDA informou ainda que 53% do algodão do país foi classificado como em condições de bom a excelente no dia 10 de agosto, resultado dois pontos percentuais inferior ao da semana anterior.





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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas e calor marcam semana no México



USDA relata impactos da tempestade Ivo no México




Foto: Pexels – Pixabay

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (12) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), informou que a tempestade tropical Ivo passou, em 6 de agosto, a menos de 240 quilômetros ao sul de Acapulco, no estado de Guerrero, México. Dois dias depois, o fenômeno atingiu distância semelhante ao sul do extremo da Baixa Califórnia, seguindo para águas mais frias até sua dissipação.

De acordo com o boletim, Ivo estava imerso em uma profunda massa de umidade atmosférica, o que provocou chuvas generalizadas de 10 a 50 milímetros no cinturão de milho do planalto sul. Totais mais elevados, entre 100 e 200 milímetros, localmente superiores, foram registrados no sul de Veracruz e áreas próximas, como o norte de Oaxaca e partes de Chiapas.

O relatório também destacou que chuvas intensas se estenderam para o norte, alcançando o oeste do México, incluindo regiões de Nayarit, Sinaloa, sul de Sonora e sudoeste de Chihuahua. Entretanto, grande parte do norte do país registrou clima quente e seco, devido à interrupção temporária da circulação das monções norte-americanas.

As temperaturas da semana ficaram, em média, entre 2°C e 4°C acima do normal em grande parte de Sonora, Chihuahua e Coahuila. Pouca ou nenhuma chuva foi registrada no centro-norte e nordeste do México, com a condição se estendendo até o sul do país.





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