quinta-feira, maio 7, 2026

Autor: Redação

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Citros: incertezas limitam o fechamento de contratos no ciclo 2025/26



O fechamento de contratos envolvendo a laranja da safra 2025/26 segue em ritmo lento. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)  . 

Segundo o instituto, os citricultores ainda aguardam uma movimentação mais consistente por parte da indústria, que continua ajustando os valores no spot e prefere acompanhar as evoluções de oferta e demanda antes de definir novos acordos. 

Pesquisadores ressaltam que, em anos anteriores, o fechamento dos contratos já ocorria no primeiro semestre e, em 2025, estão sendo postergados, sobretudo por conta da safra tardia, dos preços em queda após março e, mais recentemente, pelas incertezas quanto ao tarifaço norte-americano. 

Embora o suco de laranja brasileiro tenha entrado na lista de exceções da sobretaxa de 40% dos EUA, subprodutos fundamentais da cadeia, como óleos essenciais e células cítricas, ainda seguem taxados (em 50%).



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Ovos: cotações da proteína tem aumento de 7% na última semana


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Foto: Pixabay

Os ovos seguem em alta, impulsionados pela combinação de vendas aquecidas e estoques mais equilibrados. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Nos últimos setes dias, os aumentos chegaram a 7% entre as praças acompanhadas pelo Instituto. 

Do lado da oferta, pesquisadores explicam que, além das baixas temperaturas, que têm limitado a produção em diversas regiões, os descartes de poedeiras mais velhas realizados no último mês reforça esse cenário. 

Dados preliminares do IBGE apontam 1,22 bilhão de dúzias de ovos de galinha produzidos no segundo trimestre de 2025. O volume é 4% superior ao do mesmo período de 2024 e 1,6% acima do registrado nos três primeiros meses deste ano.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de defensivos para soja recua 4,3% no Brasil


Levantamento da Kynetec Brasil, o FarmTrak Soja da safra 2024/2025 registrou recuo de 4,3% na movimentação do mercado de defensivos agrícolas para a oleaginosa. Foram transacionados US$ 9,45 bilhões em produtos, ante US$ 9,87 bilhões do ciclo 2023-24. Em contrapartida, a área potencial tratada (PAT) pelas tecnologias para a proteção do cultivo apresentou crescimento relevante de 12% e passou de 1,4 bilhão de hectares, novo recorde, segundo o especialista em pesquisas da empresa, Cristiano Limberger.

Conforme o executivo, a redução do faturamento do setor de defensivos na soja veio associada, sobretudo, à combinação entre a desvalorização do real frente ao dólar, de 7,7% na safra, e a retração média de 8% nos preços e custos dos produtos. “Os impactos positivos da elevação na adoção de tecnologias, medida em área potencial tratada (PAT), por número de aplicações de produtos, refletem principalmente uma safra com condições climáticas mais favoráveis à obtenção de produtividade, marcadamente na região dos cerrados”, adianta Limberger.

O levantamento mostra que entre os produtos mais demandados pelos produtores na safra 2024/25, os fungicidas foliares se mantiveram na ponta do mercado: subiram de 38% para 40% em participação, com vendas de US$ 3,819 bilhões, 3% acima da temporada anterior (US$ 3,713 bilhões). Segundo Limberger, nesse segmento as transações mais robustas envolveram fungicidas ‘premium’ (64%). Os ‘stroby mix’ e os protetores preencheram 14% e 13% do total da categoria, respectivamente.

Inseticidas foliares, na segunda posição, representaram 23,6% do total de vendas da cultura ou US$ 2,23 bilhões, decréscimo de 9% face a 2023/24 (US$ 2,443 bilhões). Desses produtos, assinala Limberger, o destaque ficou por conta daqueles para controle de percevejos, com 54% do montante da categoria (US$ 1,2 bilhão), além da adoção em 96% da área cultivada e do indicador médio observado de 3,4 aplicações na safra. Inseticidas para lagartas ocuparam 30% da categoria, ou US$ 671 milhões, aponta o executivo.

Os herbicidas, historicamente a terceira categoria em comercialização entre os defensivos agrícolas da soja, mantiveram a posição mas também apresentaram declínio em desempenho econômico e na participação nas vendas totais: responderam por 23% ou US$ 2,18 bilhões, frente a 25% ou US$ 2,4 bilhões da temporada 2023/2024. Glifosatos para dessecação e pré-emergência corresponderam a 43% do subsegmento, à frente dos pré-emergentes (16%) e dos graminicidas seletivos (11%), entre outros.

Segundo o FarmTrak Soja, produtos específicos para tratamento de sementes tracionaram 6% das vendas – representatividade idêntica à da safra anterior -, de US$ 558 milhões Já os nematicidas atingiram US$ 250 milhões, 2,6% do mercado total. Este último subsegmento, diz Limberger, segue em crescimento safra após safra em valor e adesão, que passou de 31% para 36% da área cultivada em 2024-25.

Produtos como adjuvantes e inoculantes, somados, equivaleram a 4,4% do mercado total de defensivos para soja, US$ 418 milhões. “Outros insumos, que também são fundamentais no manejo, em função do custo mais baixo representaram uma fatia menor em valor de mercado”, acrescenta Limberger.

O FarmTrak Soja 2024/25 resultou de mais de 3,7 mil entrevistas realizadas com agricultores das principais regiões produtoras de soja do país.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Clima no Brasil em agosto favorece lavouras de cevada, aponta Nottus


Com previsão de frio tardio e variação climática nos próximos meses, produtores devem redobrar o monitoramento das lavouras de cevada, especialmente em fase de floração e maturação.

O mês de agosto com previsão de tempo mais seco e boas condições de radiação solar no Sul do Brasil, cenário considerado ideal para o desenvolvimento das lavouras de cevada, que se encontram em fase decisiva do ciclo, de acordo com avaliação da Nottus, empresa de inteligência de dados e consultoria meteorológica para negócios. No entanto, as projeções para setembro já acendem um sinal de alerta: o retorno das chuvas acima da média e a redução na luminosidade podem comprometer as fases finais da cultura e a colheita.

“A cevada é uma cultura típica de inverno, complementar à rotação das culturas de verão, sendo produzida em áreas de soja, milho e outros grãos. O cereal é extremamente frágil e suas flores são sensíveis a temperaturas baixas, especialmente às geadas. Por isso, o cultivo é indicado para regiões de clima temperado e com baixa umidade durante o florescimento e a maturação”, explica Paulo Etchichury, CEO e meteorologista da Nottus. “Embora o risco de geadas amplas seja baixo, a possibilidade de frio tardio permanece e deve ser considerada, sobretudo pela sensibilidade das flores da cevada a temperaturas muito baixas. Essa condição exige atenção dos produtores, especialmente no Paraná, maior estado produtor”, completa.

As perspectivas para este ciclo são melhores que as do ano passado, principalmente devido à menor frequência de eventos extremos. Junho teve chuvas acima da média e registros de geadas, o que causou preocupação inicial. Na sequência, julho foi marcado por tempo mais seco e maior incidência de radiação solar, o que favoreceu a instalação e o desenvolvimento das lavouras de inverno.

Com cerca de 85% da produção nacional destinada à indústria de malte, a cevada continua sendo uma cultura estratégica no Sul do país, onde encontra clima temperado e baixa umidade, condições ideais para sua floração e maturação. Ainda assim, a variação entre meses e regiões exige manejo atento para evitar perdas nas fases finais do cultivo. “De um modo geral, cenário climático em 2025 se mostra favorável para o desenvolvimento das lavouras de cevada, porém o desempenho e condições de produção podem variar de uma região para outra, dependendo do período de plantio”, conclui o CEO da Nottus.

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com demanda mais aquecida preços sobem



Os preços da carne de frango seguem em alta no mercado brasileiro. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, esse cenário está atrelado ao aquecimento da demanda doméstica pela proteína e também ao incremento das exportações no início do mês. 

No âmbito interno, colaboradores consultados pelo Cepea indicaram uma maior procura impulsionada sobretudo pelo Dia dos Pais. O tradicional aumento no consumo com o recebimento dos salários também aqueceu o mercado. 

No caso do frango vivo, desde que o Brasil voltou a ser certificado como livre da Influenza Aviária, os preços do animal têm reagido no mercado doméstico, ainda conforme levantamentos do Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Chile deve retomar importações de frango do Brasil, diz agência



O Chile deve retirar as restrições à importação de carne de frango do Brasil, segundo informações da Agência Reuters. Após a detecção de um caso de gripe aviária em uma granja no estado do Rio Grande do Sul, no início do ano, o país havia imposto barreiras às aves brasileiras.

De acordo com a Reuters, um documento enviado pelas autoridades chilenas ao governo brasileiro informa que o Chile concordou em retomar as compras de produtos avícolas produzidos após 9 de agosto. O documento também menciona que o parceiro comercial do Brasil voltará a importar ovos férteis, pintos de um dia, frango resfriado e produtos processados.

O texto acrescenta ainda que as autoridades chilenas reconhecem o estado do Rio Grande do Sul como livre da Doença de Newcastle, enfermidade viral altamente contagiosa que afeta aves, assim como a gripe aviária.

O país sul-americano se junta à Arábia Saudita, que também suspendeu, nesta semana, a proibição às importações de aves oriundas do Rio Grande do Sul.

Executivos da processadora de alimentos BRF comemoraram o fim do embargo da Arábia Saudita e a possível flexibilização das restrições do Chile, durante coletiva de imprensa.

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A BRF divulgou, na quinta-feira (14), resultados fortes no segundo trimestre, mas ressaltou que os embargos comerciais afetaram as exportações de aves da companhia e o desempenho trimestral.

Empresas brasileiras enfrentaram uma série de proibições regionais e nacionais após o primeiro surto de gripe aviária registrado em uma granja comercial do país, que vêm sendo gradualmente suspensas.

Grandes importadores de alimentos, como a China, ainda não retomaram as compras de carne de frango brasileira.



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produtividade, manejo sustentável e clima



Os bioinsumos estão ganhando cada vez mais espaço no agronegócio brasileiro. Mais que uma tendência, representam uma estratégia para aumentar a produtividade, regenerar o solo e garantir resiliência frente às mudanças climáticas.

De acordo com Sheilla Albuquerque, especialista com 32 anos de experiência no agro e atuação exclusiva no segmento, essa transformação ainda está no início no Brasil, mas já apresenta resultados expressivos.

“Eu costumo dizer que é a natureza curando a natureza. Os bioinsumos exigem outro mindset e mudanças operacionais na fazenda, mas o retorno é visível e sustentável”, afirma.

Principais bioinsumos já utilizados no Brasil

Hoje, diversas soluções biológicas já estão consolidadas no manejo agrícola. Entre elas, destacam-se:

  • Bradyrhizobium: inoculante essencial na cultura da soja, reduz a necessidade de nitrogênio químico.
  • Fungos entomopatogênicos: usados no controle biológico de pragas como cigarrinha e mosca-branca.
  • Consórcios microbianos: fortalecem a microbiota do solo, aumentando a disponibilidade de nutrientes.

Segundo Sheilla, essas tecnologias são especialmente eficazes quando aplicadas de forma estratégica, respeitando horários mais frios do dia e evitando misturas incompatíveis com defensivos químicos.

Desafios para adoção no manejo

Apesar da comprovada eficiência, a especialista ressalta que a maior barreira não é mais o custo, e sim a mudança de manejo.
Muitos produtores terceirizam a operação agrícola e precisam convencer suas equipes sobre os cuidados extras que os bioinsumos exigem.

Os principais ajustes incluem:

  1. Aplicação em horários adequados para preservar os microrganismos vivos.
  2. Evitar misturas com químicos incompatíveis.
  3. Treinar operadores para garantir eficácia.

Essa adaptação, embora desafiadora, é fundamental para que o produtor aproveite todo o potencial das soluções biológicas.

Benefícios comprovados no campo

Estudos e casos de uso mostram que áreas manejadas com bioinsumos apresentam:

  • Aumento de 25% a 30% na produtividade em situações de estresse hídrico.
  • Recuperação da vida no solo, com retorno de organismos como joaninhas e minhocas.
  • Maior resiliência climática, garantindo colheitas mais estáveis.

A longo prazo, esses ganhos se traduzem não apenas em rentabilidade, mas também em segurança alimentar.

Bioinsumos e o futuro da agricultura

Com o avanço das mudanças climáticas, investir em soluções regenerativas deixa de ser opcional e passa a ser uma necessidade estratégica.
Os bioinsumos oferecem uma agricultura mais equilibrada, reduzindo a dependência de insumos químicos e favorecendo um manejo que protege o meio ambiente.

Para Sheilla, a transição exige conhecimento e comprometimento:

“O produtor precisa estar disposto a mudar sua operação e liderar pelo exemplo. É assim que se constrói um agro mais competitivo e sustentável.”



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Supersafra brasileira acende alerta para preços e logística


A divulgação mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirma um cenário histórico para a agricultura brasileira: a safra 2024/2025 pode atingir 345 milhões de toneladas de grãos. É o maior volume já registrado, impulsionado pela ampliação da área plantada e pela recuperação da produtividade após adversidades climáticas anteriores. Soja e milho são os protagonistas dessa expansão, com projeções de recorde para a oleaginosa e produção de milho próxima de 125 milhões de toneladas. Arroz, feijão e algodão também mostram crescimento.

O desafio da abundância

O volume inédito expõe um problema estrutural: a capacidade de armazenagem no país, estimada em pouco mais de 227 milhões de toneladas (IBGE), está muito aquém do necessário para suportar a produção projetada. Isso significa que, no pico da colheita, mais de 100 milhões de toneladas podem precisar ser escoadas imediatamente para o mercado, pressionando preços e logística.

Além disso, a armazenagem em nível de fazenda ainda é insuficiente, e regiões produtoras como Mato Grosso devem enfrentar o maior aperto. A consequência mais provável é a chamada “venda forçada”, quando o produtor é obrigado a negociar a produção rapidamente, aceitando preços mais baixos para evitar perdas.

Um fator estratégico que pode impactar diretamente a competitividade brasileira é a pressão diplomática que os Estados Unidos devem exercer sobre a China para ampliar suas compras de soja americana. . A intenção americana seria elevar fortemente a soja vendida para a China,  o que reduziria drasticamente a participação brasileira no maior mercado comprador do mundo. Essa movimentação, se concretizada, intensificará a concorrência e pode agravar a pressão sobre preços e margens no Brasil.

Nos mercados futuros, a sinalização já é de cautela: soja e milho operam em patamares próximos às mínimas reais das últimas duas décadas. No Brasil, os preços internos seguem dependentes do câmbio e dos prêmios de exportação, mas o excesso de oferta no curto prazo tende a limitar altas expressivas.

Num cenário base, a soja poderia se manter entre US$ 9,80 e US$ 10,80/bushel na CBOT, e o milho entre US$ 3,70 e US$ 4,30/bushel nos próximos meses. Mas uma combinação de supersafra no Hemisfério Norte, falta de armazenagem no Brasil, desaceleração global e disputa mais acirrada com os EUA pela China poderia empurrar os preços para baixo desses intervalos.

Para evitar prejuízos e suavizar a queda de preços, sugerimos coordenação entre produtores, dentro da legalidade, para distribuir a oferta ao longo do tempo. Entre as medidas possíveis:

  • Uso ampliado de silo-bolsa como solução temporária de estocagem.
  • Formação de pools de venda por cooperativas, com entrega escalonada.
  • Contratos de hedge (futuros e opções) para travar parte da produção a preços estratégicos.
  • Parcerias logísticas para contratação conjunta de frete e espaço portuário.
  • Integração com a indústria local, direcionando parte da produção para consumo interno.

O objetivo não é manipular preços, mas reduzir a vulnerabilidade do produtor à volatilidade e ao aperto logístico, aumentando o poder de barganha e preservando margens.

A supersafra de 2025 é um marco da força produtiva do Brasil, mas também um teste para a capacidade de organização do setor. Em um cenário de demanda global moderada, infraestrutura limitada e disputa geopolítica pelo maior mercado comprador, a estratégia coletiva pode ser a chave para transformar volume em rentabilidade.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores se preparam para safra 2025/26


Com o início da semeadura da safra 2025/26, produtores de todo o Brasil intensificam os preparativos para um ciclo promissor. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção recorde de 169,49 milhões de toneladas de soja para 2024/25, avanço de 14,7% em relação à safra anterior, com produtividade média nacional estimada em 59,3 sacas por hectare, destacando Goiás com 68,7 sc/ha.

O aumento significativo na produtividade reflete o esforço conjunto da cadeia produtiva, envolvendo pesquisa, inovação tecnológica e manejo aprimorado. Tecnologias nutricionais avançadas e fertilizantes especiais, como os da linha Booster, contribuíram para incrementos médios de produtividade acima de 3,2 sc/ha, com retorno financeiro superior a R$ 280 por hectare.

“Esse avanço foi possível graças a um esforço coletivo da cadeia produtiva. Instituições de pesquisa, empresas e, principalmente, os produtores (que acreditaram e investiram fortemente em assistência técnica qualificada e tecnologia de campo) entenderam que produtividade, sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas”, avalia Felipe Pozzan, líder de marketing da Agrichem.

Outro fator decisivo para o crescimento tem sido a democratização da assistência técnica e recomendações individualizadas. Plataformas digitais de nutrição permitem análise de solo e folha, indicando doses precisas de insumos em cada fase do ciclo da soja, aumentando a eficiência e racionalizando o uso de fertilizantes.

“A trajetória da sojicultura brasileira comprova que é possível avançar em produtividade e competitividade com responsabilidade ambiental. Com acesso à tecnologia e orientação técnica de qualidade, o produtor responde com desempenho e eficiência. Se o passado recente foi marcado por transformação, o futuro aponta para um Brasil cada vez mais preparado para liderar a produção global de alimentos com inteligência, sustentabilidade e alta performance no campo”, completa Arthur Torres, diretor Comercial da Agrichem.

 





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Brasil busca diálogo, mas não negociará soberania, afirma Fávaro



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, disse na quinta-feira (14), em São Paulo, que o governo vai continuar tentando negociar a redução no valor das tarifas de 50% que foram impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às exportações brasileiras. No entanto, ressaltou ele, o Brasil não vai abrir mão de sua soberania.

“O primeiro ponto é garantir o diálogo, buscar a negociação. Em momento algum, por determinação do presidente Lula, a gente fechou o diálogo. A gente busca o diálogo na mesa de negociação. Agora, em hipótese alguma, vamos abrir mão da nossa soberania. Em hipótese alguma, por óbvio, vamos negociar aquilo que não é atribuição do Poder Executivo, como, por exemplo, intervenção no Poder Judiciário”, disse Fávaro.

O tarifaço faz parte de uma série de ações dos Estados Unidos para interferir no julgamento de Jair Bolsonaro e aliados pela tentativa de golpe de Estado que tentou reverter o resultado das eleições de 2022 e culminou nos atentados de 8 de janeiro de 2023. Trump também iniciou uma investigação comercial contra o Brasil e aplicou sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que é relator do processo.

Na quarta-feira (13), o governo federal anunciou um pacote de medidas para apoiar o setor produtivo afetado pelo tarifaço. O plano de apoio prevê R$ 30 bilhões em crédito e será viabilizado por meio de uma medida provisória chamada de MP Brasil Soberano.

Segundo Fávaro, estas são apenas as “primeiras medidas” tomadas pelo governo federal para tentar conter os efeitos do tarifaço imposto por Trump às exportações brasileiras. “E, certamente, vamos precisar de novas medidas complementares pelas particularidades geradas”, acrescentou o ministro.

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“O suco de laranja é algo que tinha um impacto gigante para os Estados Unidos, mas também para os produtores brasileiros. Foi retirada a tarifa. Mas não significa que desdobramentos do setor não vão precisar de correções. Por isso, as medidas anunciadas vão precisar de implementações, e estamos aberto a ouvir e continuar ouvindo os setores, para que a gente possa continuar tomando medidas de auxílio”.

Entre essas particularidades que precisarão de medidas complementares, citou o ministro, estão as dos setores cujas exportações são quase todas direcionadas ao mercado norte-americano.

“Se uma indústria tiver, por exemplo, 80% a 90% de sua produção destinada para os Estados Unidos, essa indústria vai sofrer muito mais do que uma empresa que tenha de destinado [aos Estados Unidos] 20% ou 30% da sua produção. Então, esses casos específicos terão um tratamento específico”, disse o ministro, sem citar quais medidas têm sido estudadas como soluções para esse tipo de caso.

Abertura de mercados

Enquanto isso, o governo continua buscando ampliar os mercados para os exportadores brasileiros, ressaltou Fávaro.

“Ainda ontem, batemos todos os recordes. Nunca, na história do Brasil, abriu-se tanto mercado para a agropecuária brasileira. Chegamos ao número de 400 novos mercados”, comemorou. “A determinação do presidente Lula, em função deste momento, é para que a gente intensifique ainda mais a busca de novos mercados, e isso vamos fazer”.

Além disso, destacou que o governo pretende implementar um programa de compras públicas, para garantir apoio aos exportadores mais afetados, com medidas adicionais a linhas de crédito e isenção tributária. Esse seria o caso dos produtores de manga.

“Por exemplo, vamos acrescentar mais manga na merenda escolar e pescados na merenda escolar e nas compras para as Forças Armadas. Tudo isso faz o consumo momentaneamente suprir a demanda daquilo que era destinado para os Estados Unidos”, explicou o ministro.



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