quinta-feira, maio 7, 2026

Autor: Redação

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Sem Brasil, lanchonetes enfrentam preços mais altos de carne nos EUA



A tarifa de 50% imposta pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos do Brasil está fazendo com que lanchonetes nos EUA busquem fornecedores de carne bovina em outros países. Segundo Wesley Batista Filho, CEO da JBS USA, que processa cerca de um quarto da carne bovina dos EUA, importadores norte-americanos provavelmente recorrerão a outros países com grandes rebanhos bovinos, como a Austrália.

O problema, disse, é que a Austrália e outros países exportadores da proteína não têm capacidade suficiente para substituir completamente o Brasil.

O Brasil é responsável por 27% da carne bovina importada pelos EUA, a maior participação entre todos os países. As importações de carne moída brasileira de janeiro a maio dobraram em relação a igual período do ano passado.

Os preços da carne bovina nos EUA atingiram recordes nos últimos meses por causa de uma escassez prolongada de gado no país. Os valores da carne moída no varejo aumentaram quase 12% em julho na comparação anual.

As empresas de carne costumam misturar cortes com maior teor de gordura com cortes mais magros para criar a mistura ideal para hambúrgueres. O aumento dos preços, combinado com uma oferta doméstica restrita, tornou a obtenção de carne moída magra um desafio para restaurantes.

Até que a oferta de outros países esteja disponível, o restante da carne magra necessária para os hambúrgueres terá de vir do chamado “round primal” – cortes mais magros do traseiro bovino – do gado americano. Esse corte é normalmente usado para bifes, e direcioná-lo para produto moído pode restringir ainda mais a oferta e aumentar os preços.

“Essa carne magra terá de vir de algum lugar”, disse Batista Filho. “As coisas vão ter de mudar.”



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Conselho do BB elege Gilson Bittencourt para vice-presidência de Agronegócios



O Banco do Brasil (BB) informou que o seu conselho de administração elegeu Gilson Bittencourt para o cargo de vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar. A mudança foi anunciada pelo BB em comunicado ao mercado publicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A eleição ocorreu na quarta-feira (13) e Bittencourt tomou posse na quinta-feira (14).

Bittencourt foi indicado ao cargo em 22 de julho, em substituição a Luiz Gustavo Braz Lage. A indicação passou em processo de elegibilidade do banco com trâmites nas instâncias competentes de governança para posterior eleição pelo Conselho de Administração. Bittencourt é agrônomo formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), especialista em Análise de Políticas Públicas pela Universidade do Texas/EUA, e mestre em Desenvolvimento Econômico pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Desde janeiro de 2023, vinha ocupando o cargo de subsecretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais do Ministério da Fazenda. Atualmente também é membro do Conselho de Administração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Conselho de Administração da Livelo.

O mandato para diretoria executiva será de 2025 a 2027. Além de Bittencourt, o conselho de Administração do banco elegeu Alexandre Bocchetti Nunes para o cargo de diretor Jurídico e Pedro Henrique Duarte Oliveira para o cargo de diretor de Contadoria, informou o BB no comunicado.



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18ª ExpoGenética reforça o potencial da genética zebuína como motor de exportação



A 18ª edição da ExpoGenética, a maior feira de zebuínos avaliados do país, teve sua abertura nesta sexta-feira (15) e segue até o dia 24 de agosto em Uberaba (MG). Na cerimônia de lançamento, o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Gabriel Garcia Cid, destacou o impacto estratégico do melhoramento genético:

“Nossa produção subiu mais de 137% sem utilizarmos nenhum palmo a mais de pastagem. Esse avanço é possível graças ao uso de tecnologia, a qual o melhoramento genético é o principal pilar, transformando genética em lucro”.

Exportações em alta e chancela internacional

Cid ressaltou ainda os recentes recordes nas exportações de carne bovina, com mais de 310 mil toneladas vendidas em julho, gerando cerca de R$ 9 bilhões em receita, um indicador do reconhecimento da qualidade produzida no Brasil.

Ele também destacou o status sanitário conquistado pelo país, livre de febre aftosa sem vacinação, fruto de décadas de trabalho em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e diversos ex-ministros.

Reconhecimento ao PMGZ

Um dos grandes destaques da abertura foi o reconhecimento do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ), que recentemente conquistou a certificação ISO 9001, tornando-se o único programa genético bovino com esse selo no país.

Esse reconhecimento evidencia a maturidade técnica e confiabilidade das práticas de seleção genética no Brasil.

Estrutura, leilões e programação técnica

A exposição reúne mais de mil animais zebuínos distribuídos em 39 pavilhões, sob responsabilidade de cerca de 60 expositores. A programação técnica é ampla, incluindo 27 leilões, 9 shoppings de genética, lançamentos de avaliações genéticas, somários de raças, além do encerramento do Programa Nacional de Avaliação de Touros Jovens (PNAT).

O PNAT, em especial, já avaliou centenas de touros jovens e distribuído mais de 175 mil doses de sêmen. Durante a feira, acontece o 8º Leilão PNAT, uma oportunidade diferenciada para a aquisição de genética de alto desempenho.

Internacionalização e debates técnicos

Para visitantes estrangeiros, o evento oferece o Salão Internacional da ABCZ, com programação voltada para o público externo, incluindo o Agro Sem Fronteiras, o Zebu Exports Day e encontros como o de estudantes da Costa Rica, em parceria com o projeto Brazilian Cattle e o Mapa. Essas ações ampliam o alcance da genética zebuína brasileira e fortalecem os canais de exportação.

Além disso, o 5º Encontro Nacional de Criadores do PMGZ, marcado para 18 de agosto, reúne técnicos e criadores para discutir avanços em genômica, novos índices genéticos, e temas como fertilidade e habilidade materna, reforçando o caráter inovador do programa.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações aquecem, mas milho segue com baixos preços nos EUA



Semana terminou com o milho cotado a US$ 3,75/bushel em Chicago




Foto: Divulgação

Segundo análise da CEEMA, a semana terminou com o milho cotado a US$ 3,75/bushel em Chicago, em leve recuperação após bater US$ 3,71. O fator de pressão continua sendo a ampla oferta. O USDA aumentou a estimativa de produção dos EUA para 425,3 milhões de toneladas na safra 2025/26, 25 milhões a mais que em julho. Com isso, os estoques finais também saltaram para 53,8 milhões.

No campo, 72% das lavouras estavam entre boas e excelentes, superando o ano anterior. O clima favorável tem favorecido a fase de enchimento de grãos, indicando boa produtividade.

Apesar disso, os embarques da semana surpreenderam: 1,5 milhão de toneladas exportadas, acumulando 63,1 milhões no ano comercial, um crescimento de 29% sobre 2024. Ainda assim, o preço médio ao produtor nos EUA é de apenas US$ 3,90/bushel.

Globalmente, a produção foi estimada em 1,289 bilhão de toneladas, com estoques finais de 282,5 milhões. A forte presença de milho brasileiro e argentino deve manter o mercado pressionado.

No Brasil, os preços começam a reagir, mas seguem em patamares historicamente baixos. A indústria de etanol tem segurado parte da demanda e ajudado a evitar quedas ainda maiores.





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Moagem de cana-de-açúcar cai 2,66% em julho



Unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 50,22 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de julho, volume 2,66% menor que no mesmo período da safra 2024/25 (51,59 milhões). No acumulado até 1º de agosto, a moagem soma 306,24 milhões de toneladas, queda de 8,57% frente às 334,95 milhões de toneladas do ciclo anterior, segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

No período, 257 unidades estiveram em operação, sendo 237 usinas processando cana, 10 produtoras de etanol de milho e 10 flex. Em igual quinzena da safra passada, eram 261 unidades ativas.

Qualidade da matéria-prima em baixa

O Açúcar Total Recuperável (ATR) foi de 139,62 kg por tonelada de cana na segunda quinzena de julho, retração de 5,21% frente aos 147,29 kg do ciclo anterior. No acumulado, o ATR está em 126,85 kg/t, queda de 4,77% e o menor nível em dez anos.

Segundo Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da Unica, a safra 2025/26 vive uma situação atípica: queda simultânea na produtividade agrícola (TCH) e na qualidade da cana. Chuvas abaixo do ideal no verão prejudicaram o desenvolvimento das lavouras, enquanto a umidade na colheita reduziu a concentração de ATR.

Dados do CTC indicam produtividade média de 79,84 t/ha entre abril e julho, 10% abaixo do ciclo anterior. Com isso, o ATR por hectare (TAH) caiu cerca de 15%, chegando a recuos de até 25,2% em Ribeirão Preto (SP) e 23,4% em Minas Gerais.

Produção de açúcar e etanol

Na segunda metade de julho, a produção de açúcar totalizou 3,61 milhões de toneladas (-0,80%), acumulando 19,27 milhões desde o início da safra (-7,76%). A fabricação de etanol foi de 2,28 bilhões de litros no período, sendo 1,40 bilhão de hidratado (-13,54%) e 880,40 milhões de anidro (-6,57%). No acumulado, o setor produziu 13,88 bilhões de litros (-11,96%).

O etanol de milho representou 17,21% do volume da quinzena, com 392,43 milhões de litros (+13,83%). Desde abril, a produção soma 2,95 bilhões de litros.

Vendas de etanol

Em julho, as vendas totalizaram 2,93 bilhões de litros, com alta de 1,06% no etanol anidro e queda de 5,58% no hidratado no mercado interno. No acumulado da safra, o volume comercializado foi de 11,48 bilhões de litros (-2,73%).



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Caminhão carregado com peixes tomba em BR do Pará



Um caminhão que transportava uma carga de peixe da espécie tambaqui tombou na BR-316, em Castanhal, região metropolitana de Belém. Não houve feridos, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Imagens do acidente ocorrido na última segunda-feira (11) mostram que parte da mercadoria ficou espalhada na pista após o tombamento.

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Para a PRF, o motorista da carreta disse que um veículo parou bruscamente à sua frente, o que o obrigou a desviar para evitar a colisão. Durante a manobra, o caminhão atingiu uma mureta e acabou tombando na pista.

O baú, carregado com o peixe, ficou destruído, e a carga se espalhou pelo asfalto juntamente com óleo diesel. O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter o óleo que se espalhou na pista e assim evitar novos transtornos.



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agosto é mês-chave para proteger o rebanho


O manejo sanitário bovino é um dos pilares para garantir a produtividade e a rentabilidade da pecuária brasileira. Entre os desafios que mais comprometem o desempenho do rebanho estão os parasitas, responsáveis por prejuízos estimados em cerca de R$ 70 bilhões por ano no país.

Em regiões como Sudeste, Centro-Oeste e Norte, a estação seca (que vai de maio a outubro) traz redução na qualidade e disponibilidade das pastagens, impactando a nutrição e a imunidade dos animais. Nesse cenário, conforme adiantado pelo Canal do Criador, agosto se destaca como um mês decisivo para reforçar cuidados e prevenir perdas.

Controle estratégico: protocolo 5-8-11

Uma das estratégias de destaque é o protocolo 5-8-11, desenvolvido pela Zoetis, empresa líder mundial em saúde animal, e validado por estudos da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). Ele prevê vermifugações em maio, agosto e novembro, garantindo proteção contínua contra verminoses nos momentos de maior risco.

Pesquisas indicam que a aplicação de Cydectin® (moxidectina injetável) em agosto pode proporcionar ganho adicional de até 20 kg por animal quando comparada a protocolos menos frequentes. O resultado é atribuído à combinação de manejo no período mais crítico e à eficácia do produto contra parasitas.

Parasitas no rebanho, responsáveis por prejuízos
FOTO: Reprodução

Evitando perdas silenciosas

As verminoses nem sempre apresentam sinais visíveis, mas podem reduzir o ganho de peso, prejudicar a conversão alimentar e atrasar o desenvolvimento dos animais. Tratar apenas quando os sintomas aparecem significa que o prejuízo já está em andamento.

“Agosto é um dos meses mais desafiadores do ponto de vista sanitário, já que os animais enfrentam estresse nutricional e maior vulnerabilidade. Por isso, é fundamental reforçar o manejo estratégico nesse período”, destaca Elio Moro, gerente técnico de Ruminantes da Zoetis.

Prevenção como investimento

Manter o manejo sanitário bovino alinhado ao calendário de produção é uma prática que garante retorno em produtividade e tranquilidade para o pecuarista. “A saúde do rebanho começa nas decisões diárias de manejo. Quando essas decisões são guiadas por conhecimento técnico e planejamento, os resultados aparecem não só na balança, mas na rentabilidade da fazenda”, conclui Moro.

Ao transformar agosto em um ponto estratégico de ação, o produtor não apenas protege o rebanho, mas também fortalece os resultados econômicos da atividade.



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Filipinas libera exportação de carne bovina com osso e miúdos do Brasil



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou na quinta-feira (14) que as Filipinas liberaram a exportação de carne bovina com osso e miúdos bovinos. De acordo com o Mapa, os governos do Brasil e das Filipinas concluíram negociação sobre os requisitos sanitários para a exportação.

Com mais de 118 milhões de habitantes e consumo crescente de proteína animal, as Filipinas são um mercado estratégico para o agronegócio nacional. Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários para o país, entre os quais se destacam carnes, cereais, farinhas e produtos do complexo sucroalcooleiro. A ampliação dos produtos autorizados a ingressar no mercado filipino fortalece a relação comercial bilateral e abre novas oportunidades para a cadeia produtiva da bovinocultura brasileira, diz a nota do Mapa.

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De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), as Filipinas já ocupam a sexta posição entre os maiores compradores de carne bovina brasileira e são o segundo maior mercado no Sudeste Asiático. Atualmente, o Brasil responde por 40% das importações do país, e a ampliação do acesso deve abrir novas oportunidades de negócios com cortes de maior valor agregado e miúdos.



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Citros: incertezas limitam o fechamento de contratos no ciclo 2025/26



O fechamento de contratos envolvendo a laranja da safra 2025/26 segue em ritmo lento. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)  . 

Segundo o instituto, os citricultores ainda aguardam uma movimentação mais consistente por parte da indústria, que continua ajustando os valores no spot e prefere acompanhar as evoluções de oferta e demanda antes de definir novos acordos. 

Pesquisadores ressaltam que, em anos anteriores, o fechamento dos contratos já ocorria no primeiro semestre e, em 2025, estão sendo postergados, sobretudo por conta da safra tardia, dos preços em queda após março e, mais recentemente, pelas incertezas quanto ao tarifaço norte-americano. 

Embora o suco de laranja brasileiro tenha entrado na lista de exceções da sobretaxa de 40% dos EUA, subprodutos fundamentais da cadeia, como óleos essenciais e células cítricas, ainda seguem taxados (em 50%).



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Ovos: cotações da proteína tem aumento de 7% na última semana


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Foto: Pixabay

Os ovos seguem em alta, impulsionados pela combinação de vendas aquecidas e estoques mais equilibrados. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Nos últimos setes dias, os aumentos chegaram a 7% entre as praças acompanhadas pelo Instituto. 

Do lado da oferta, pesquisadores explicam que, além das baixas temperaturas, que têm limitado a produção em diversas regiões, os descartes de poedeiras mais velhas realizados no último mês reforça esse cenário. 

Dados preliminares do IBGE apontam 1,22 bilhão de dúzias de ovos de galinha produzidos no segundo trimestre de 2025. O volume é 4% superior ao do mesmo período de 2024 e 1,6% acima do registrado nos três primeiros meses deste ano.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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