quinta-feira, maio 7, 2026

Autor: Redação

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Apex abre novo escritório nos EUA para apoiar empresas atingidas por tarifaço



Em entrevista à TV Brasil, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, ressaltou empenho do governo federal para apoiar as empresas brasileiras atingidas e convencer as autoridades dos EUA a revogar o tarifaço ou, ao menos, mitigá-lo. 

Viana destacou os R$ 30 bilhões do Plano Brasil Soberano destinados às empresas nacionais afetadas e a abertura de um novo escritório da Apex em Washington, capital dos Estados Unidos. 

“São R$ 30 bilhões que criam um ambiente de seguro, de empréstimo, de diminuição de carga tributária, exclusivamente para empresas que foram alcançadas pelo tarifário. Nós também estamos marcando presença, esticando o nosso escritório de Miami para Washington, já temos em Nova York e em São Francisco”, disse nesta sexta-feira (15). 

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O presidente da Apex disse que o governo brasileiro já estabeleceu parcerias com a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) e com setores que importam produtos brasileiros, “que podem fazer força junto à Casa Branca para a gente excluir mais produtos desse tarifaço”.

Soberania

Para Viana, se o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil tivesse sido causado por uma questão comercial, ela já estaria resolvida. O presidente da Apex afirmou ainda que as exigências dos Estados Unidos para revogar as sanções contra o Brasil ferem a soberania do país.

“Não tem como ter ação política nesse caso, quando as condições que estão sendo colocadas pelo presidente dos Estados Unidos ferem a soberania do Brasil. [O presidente estadunidense] está querendo fazer uma interferência em um poder, no caso, o judiciário brasileiro, e isso é inconcebível. Se fosse uma questão só comercial, já estava resolvida”, disse.

Viana classificou a situação comercial dos Estados Unidos com o Brasil como “extraordinária, fantástica, para eles” e “boa para nós”, e ressaltou que, em razão disso, uma das estratégias brasileiras contra o tarifaço será a de o país se aproximar dos empresários estadunidenses importadores de produtos nacionais. 

“Nós não queremos desistir desse comércio. E para não desistir, nós temos que também trazer para o nosso lado os importadores que ganham muito dinheiro com os produtos brasileiros que chegam lá. Isso vale para o café. Vale para produtos como a carne, que está encarecendo nos Estados Unidos porque o rebanho deles caiu muito”.

Novos mercados

O presidente da Apex afirmou que outra estratégia será a de encontrar novos países compradores dos produtos brasileiros, e que a agência já mapeou novos mercados.

“Tem mercados para a gente colocar do café ao calçado. Nós já estudamos mais de 108 mercados, há setores que podem ter novos mercados em 72 países”, disse.

Segundo Viana, os novos mercados mapeados são “bastante significativos” para absorver os produtos que estão deixando de ser importados pelos Estados Unidos, em razão do tarifaço.

“Nós achamos que os setores atingidos, fazendo trabalho de participação em feiras, eventos, e trazendo compradores para o Brasil, nós vamos encontrar compradores para uma parte desses 18 bilhões de dólares [em exportações do Brasil para os EUA], que é a fatia que está sendo alcançada pelo tarifaço”.

Oportunidades

O presidente da Apex disse que o Brasil está muito bem preparado para enfrentar a crise com os Estados Unidos e que deve encontrar novas oportunidades em meio ao entrave. Segundo Viana, em uma guerra comercial todos os envolvidos perdem, mas “às vezes perde mais é quem provocou a guerra”.

“O Brasil está muito bem para enfrentar essa crise. Numa guerra comercial, que eu acho que é isso que está sendo feito pelos Estados Unidos, todo mundo perde. Mas, às vezes, perde mais quem provocou a guerra. [O Brasil tem] o BRICS, o Brasil tem uma ótima relação com a Índia, com a China, com a Rússia. Temos amizade com todos os países, inclusive com os Estados Unidos”. 

“Todo mundo perde, mas quem melhor aproveitar as oportunidades pode sair melhor dessa crise”, acrescentou. 

Exportações 

Dados da ApexBrasil mostram que, de janeiro a março deste ano, o Brasil exportou US$ 77,3 bilhões em bens, valor menor que os US$ 77,7 bilhões do mesmo período de 2024. O saldo comercial fechou positivamente em US$ 10 bilhões. 

Os principais produtos exportados foram petróleo bruto, soja, minério de ferro e café verde, com destaque para as exportações de bens industrializados, que tiveram alta no período, inclusive em itens como máquinas e aparelhos elétricos.

Em relação aos principais países de destino das exportações brasileiras, destacam-se, no primeiro trimestre, China (US$ 19,8 bilhões), União Europeia (US$ 11,1 bilhões), Estados Unidos (US$ 9,7 bilhões) e Mercosul (US$ 5,8 bilhões), com destaque para a Argentina, com um aumento de 51%.



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quando defender a pátria é maior que qualquer divergência


Nos últimos meses, o Brasil tem sido alvo de sucessivos ataques econômicos e políticos vindos da maior potência econômica e militar do planeta: os Estados Unidos. Medidas unilaterais, sanções e tarifas abusivas estão sendo usadas como armas para enfraquecer setores estratégicos da nossa economia, atingindo desde a indústria até o nosso carro-chefe: o agronegócio.

Essas ações não apenas ferem a soberania nacional, mas também colocam em risco milhões de empregos e a sobrevivência de famílias inteiras. Quando o alvo é a nossa economia real, aquela que produz, exporta e garante renda, não estamos diante de um simples embate comercial, mas de uma tentativa clara de enfraquecer o Brasil no cenário global.

Divergências internas não justificam omissão

É público e notório que existem críticas legítimas às decisões do Judiciário brasileiro e às políticas do atual governo. A democracia nos garante o direito de discordar e cobrar. No entanto, diante de uma ameaça externa que coloca em xeque o bem-estar de milhões de brasileiros, não podemos permitir que divergências internas nos impeçam de defender a pátria.

No passado recente, empunhamos nossa bandeira, apoiamos governos e marchamos nas ruas acreditando que poderíamos mudar o Brasil para melhor. Hoje, porém, diante de um ataque direto à nossa soberania, muitos se escondem em silêncio, justificando-se pelo fato de não concordarem com quem está no poder. Em que momento estaremos certos na história? Quando defendemos com coragem ou quando nos omitimos no momento mais crítico?

Ignorar o que está acontecendo por achar que “o erro é dos outros” é um equívoco grave. Quando nos omitimos, estamos, na prática, aceitando que setores produtivos sejam sacrificados, que produtores rurais sejam esmagados por barreiras comerciais e que trabalhadores percam o sustento de suas famílias.

Cada tarifa imposta, cada sanção aplicada, cada barreira criada representa menos recursos para saúde, educação e desenvolvimento. Representa mais brasileiros dependendo de auxílio para sobreviver. Estamos, literalmente, furando o casco do nosso próprio barco e fingindo que ele não vai afundar.

Defender o Brasil neste momento exige união, de produtores, empresários, trabalhadores, formadores de opinião e lideranças políticas de todos os espectros. É hora de pressionar nossas instituições para que reajam com firmeza, buscando alternativas comerciais, fortalecendo alianças estratégicas e deixando claro que o Brasil não aceitará ser tratado como um peão no tabuleiro geopolítico de outra nação.

Se não reagirmos agora, corremos o risco de ver o país perder mercados estratégicos, enfraquecer sua economia e comprometer décadas de progresso no agronegócio e na indústria. A defesa da pátria não é um ato de conveniência, é um dever de todos.

Podemos e devemos criticar governos e instituições quando erram. No entanto, diante de ataques externos que comprometem nossa soberania e colocam em risco a vida de milhões, não há espaço para neutralidade. Defender o Brasil é defender cada cidadão que trabalha, produz e acredita que esta nação tem o direito de decidir seu próprio futuro.

“A glória é a sombra da virtude.” — Sócrates

A história julgará: seremos lembrados como aqueles que levantaram a bandeira ou como os que se esconderam quando a pátria mais precisou?

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Nova rota marítima entre Brasil e China deve facilitar escoamento de exportações agrícolas



Um dos resultados mais significantes do fortalecimento das relações bilaterais entre Brasil e China é a criação da rota marítima direta entre a região da Grande Baía de Guangdong e o Porto de Santana das Docas, no Amapá, que atualmente funciona de forma experimental.

Considerando o impacto dessa iniciativa para a inclusão brasileira nas cadeias globais de valor, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, se reuniu, na sexta-feira (15), com o vice-governador da província de Guangdong, Zhang Hu. O encontro teve como foco apresentar oportunidades de comércio dos produtos da bioeconomia da Amazônia, especialmente do Amapá, que desempenham papel fundamental na valorização das práticas de manejo agrícola das populações tradicionais.

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Reconhecida como a maior potência econômica da China, a Província de Guangdong lidera o Produto Interno Bruto (PIB) nacional e é um dos principais motores do crescimento e inovação do país. Além disso, concentra o maior número de empresas com atuação no Brasil, incluindo setores como o automobilístico, o industrial e o de tecnologia da informação e comunicação (TIC).

Na ocasião, Waldez Góes afirmou que a experiência da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau pode inspirar parcerias voltadas à bioindústria, transição energética, infraestrutura sustentável, desenvolvimento urbano e cooperação educacional e científica.

“É muito importante estreitarmos essa cooperação e fortalecermos o desenvolvimento regional do Brasil e da China. Devemos utilizar todas as possibilidades de cooperação no comércio para ampliar essa lista, indo além da soja, do café e da carne, com produtos que também despertam o interesse dos chineses, como açaí, cacau, mel, chá, champanhe, vinho e café”, exemplificou o ministro.

Em resposta às propostas brasileiras, o vice-governador da Província de Guangdong, Zhang Hu, afirmou que o governo local está disposto a ampliar as cooperações bilaterais e fortalecer a integração logística entre Brasil e China por meio da rota marítima entre a Baía de Guangdong e o Porto de Santana.

“Essa rota ainda está em fase experimental, mas Guangdong está disposta a fortalecer a conexão portuária e marítima do lado do Brasil, otimizando o layout das rotas e elevando a existência logística”, declarou.

O ministro do Desenvolvimento Regional também ressaltou que o governo brasileiro acompanha com atenção os avanços da China em políticas territoriais e considera essencial o diálogo com governos subnacionais que lideram processos de transformação econômica e social. “O Brasil e a China estão vivendo, depois de décadas, um dos melhores momentos de cooperação. São mais de cinquenta instrumentos de cooperação, nas mais diferentes áreas, construídos pelo presidente Lula e pelo presidente Xi Jinping”, resumiu.

Um dos órgãos que apoiam o governo brasileiro e as empresas nacionais que promovem a integração com empreendedores chineses de tecnologia, inovação e inteligência artificial é a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que abriu um escritório em Shenzhen em julho. A cidade está localizada na província de Guangdong.

Rota marítima

O Brasil e a China firmaram, em 4 de novembro de 2024, um protocolo para a criação da rota marítima direta entre a região da Grande Baía (Guangdong‑Hong Kong‑Macau) e o Porto de Santana das Docas, no Amapá. Essa conexão reduz em aproximadamente 14 dias o tempo de transporte em comparação às rotas tradicionais, posicionando Santana como um centro estratégico para importação de biofertilizantes e futuro escoamento de produtos agrícolas brasileiros para a China.

Além do acordo de infraestrutura, foi lançada a Plataforma Integrada de Serviços Econômicos e Comerciais Sino‑Latino‑Americana, em parceria com a empresa chinesa Zhuhai Sino‑Lac e a Companhia Docas de Santana. O ministro Waldez Góes formalizou o protocolo durante visita da comitiva ao Amapá, destacando o esforço para simplificar processos comerciais, reduzir barreiras e ampliar a cooperação sino‑brasileira em logística estratégica.



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Estudo revela força das cooperativas do Brasil no campo e nas redes sociais



Uma em cada oito pessoas no mundo está vinculada a alguma forma de cooperativa, o que representa 12% da população global. Tal ecossistema movimenta US$ 2,17 trilhões anualmente, sendo responsável por 280 milhões de empregos.

Os dados fazem parte de estudo inédito conduzido pela Macfor, que mapeou dados globais, nacionais e comportamentais sobre o tema.

No Brasil, o impacto maior do cooperativismo é no agronegócio, com mais de 12 milhões de associados organizados em aproximadamente 1.200 entidades espalhadas pelo território
nacional. Contudo, o comportamento digital das pessoas mostra que o termo “cooperativa” furou a bolha, ganhando ainda mais expressividade.

Prova disso é que em 2025, a palavra registrou cerca de 25 milhões de buscas no Google, sendo 20% delas originadas no Brasil. Esse desempenho coloca o país à frente até mesmo de mercados tradicionais do cooperativismo, como os Estados Unidos, onde o termo teve pouco mais de 23 milhões de buscas.

Essa alta expressividade digital revela o interesse crescente do brasileiro em compreender o tema. As buscas mais frequentes giram em torno de perguntas básicas, como “o que é cooperativa” e “como funciona”.

De acordo com o estudo, as pesquisas no buscador evidenciam que, embora o setor esteja consolidado em diversas regiões, ainda há um espaço relevante para ações de esclarecimento e aproximação do público.

Debate nas redes sociais

As redes sociais também se mostram um terreno fértil para o debate cooperativista, traça o levantamento da Macfor. Facebook, Instagram e TikTok despontam como os principais canais de discussão, ampliando o alcance das cooperativas para além dos círculos tradicionais e conectando o tema a públicos mais jovens e diversificados.

E o tom desse debate digital é, majoritariamente, positivo. De acordo com o monitoramento
da empresa, 76% das emoções expressas nas redes sobre cooperativas são positivas, com destaque para sentimentos de amor e alegria (uma percepção rara em debates econômicos
e que reforça o caráter comunitário), humano e transformador do cooperativismo.

De acordo com a análise, a alta parcela de comentários neutros, por sua vez, confirma o espaço para ampliar o conhecimento e o engajamento das pessoas.

Potencial das cooperativas

O estudo também chama atenção para a queda nas buscas pelo termo “cooperativa” no final de dezembro, que se explica pela migração do interesse coletivo para temas festivos, pelo recesso institucional, pela pausa no ciclo agrícola e pela redução dos estímulos de mídia no período.

Contudo, o levantamento da Macfor mostra que o Natal representa uma janela estratégica para as cooperativas criarem campanhas alinhadas aos seus valores de solidariedade e coletividade, ampliando sua visibilidade e conexão emocional com a sociedade.

Indicadores socioeconômicos

Além do potencial nas redes, o estudo mostra que o cooperativismo brasileiro se concentra, sobretudo, em regiões historicamente associadas ao agronegócio e ao desenvolvimento rural.

Nessa esfera, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo e Espírito Santo lideram o ranking de interesse e presença de cooperativas.

E essa presença não é apenas quantitativa, já que municípios com atuação estruturada de cooperativas apresentam indicadores sociais e econômicos consistentemente superiores.

Segundo o estudo, essas localidades possuem melhores taxas de alfabetização e saneamento básico, renda domiciliar per capita mais elevada e PIB per capita 21,67% acima da média nacional.

Além disso, é possível observar que municípios que contam com agro cooperativas possuem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) equivalentes à média do país, de 0,78, ou seja, esses estabelecimentos aproximam áreas rurais mais afastadas da média nacional, que considera desde as metrópoles com mais infraestrutura às cidades mais carentes.



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Frio diminui e chuva forte pode atingir algumas regiões ; veja a previsão do tempo para hoje



Atuação da massa de ar polar associada ao sistema de alta pressão deve continuar mantendo o predomínio da condição de tempo aberto e as temperaturas mais baixas em boa parte da Região Sul neste sábado (16). No Rio Grande do Sul, ainda assim, devemos ter a circulação de umidade e algumas perturbações em níveis mais elevados da atmosfera, que devem promover a ocorrência de pancadas de chuva em alguns municípios isolados da campanha, sul e litoral gaúcho. Não estão descartados eventuais episódios de chuva forte localizada no sul gaúcho.

Entre a campanha e o litoral, pancadas de chuva fraca e isoladas. Nas demais regiões, o tempo segue firme, apenas com variações de nebulosidade. Em Santa Catarina e no Paraná, essa umidade incidente através dos ventos que vêm do oceano deve realizar a manutenção das instabilidades entre as regiões costeiras, condicionando a ocorrência de pancadas de chuva com fraca a eventual moderada intensidade. No interior paranaense, o tempo segue firme e a umidade relativa do ar segue despencando à tarde, com potencial para seguir registrando níveis críticos. Entre as regiões norte e noroeste, os valores devem registrar índices de atenção, variando entre 21% e 30%.

No Sudeste, essa circulação de umidade do oceano sobre o continente também deve manter a nebulosidade e as instabilidades sobre o litoral de São Paulo, em algumas áreas costeiras do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Destaque para o litoral sul paulista e capixaba, que pode contar com episódios de chuva mais significativos ao longo das horas – ainda que sejam esporádicos. Na faixa leste e região metropolitana de São Paulo, sábado de céu mais encoberto e com algumas aparições do sol. Já no interior paulista e em Minas Gerais, predomínio de tempo firme, calor e alerta de baixa umidade do ar devem marcar o dia. Entre o norte e noroeste paulista, além do triângulo mineiro, os índices podem ficar abaixo de 20% durante as horas mais quentes. Próximo à costa, o mar continua agitado, e há aviso de ressaca entre Ilhabela (SP) e Arraial do Cabo (RJ), com ondas de até 2,5 metros.

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Enquanto, no Centro-Oeste, o destaque ainda será a presença dessa área de alta pressão em níveis médios da atmosfera, que impede o ingresso de umidade e a formação de nuvens – além de instabilidades – sobre a região. Ao longo do dia, o predomínio será de tempo firme e seco em praticamente todos os estados. Excepcionalmente algumas áreas do extremo norte de Mato Grosso – bem próximas à divisa com o Amazonas – podem contar com a ocorrência de algumas pancadas de chuva isoladas à tarde – em decorrência de algumas instabilidades que avançam da região norte. Nas demais regiões, sol e calor ganham força ao longo do dia, com termômetros disparando no decorrer das horas e umidade relativa do ar em níveis críticos à tarde. Em boa parte dos estados, o cenário ainda é de alerta, com índices abaixo de 20%.

Já no Nordeste, a circulação de umidade associada ao deslocamento da frente fria – ainda que o sistema esteja distante sobre o oceano – deve continuar espalhando as instabilidades sobre parte do litoral da Bahia, incluindo a região do recôncavo baiano, e as pancadas de chuva variam entre fraca a moderada intensidade e risco de chuva forte – e até mesmo temporais – em alguns intervalos. Nas demais áreas da costa leste, ainda haverá bastante influência dos ventos marítimos incidentes sobre o continente, além de algumas perturbações em níveis mais elevados da atmosfera, que devem seguir estimulando a ocorrência de pancadas de chuva com moderada a eventual forte intensidade. As áreas de maior destaque percorrem o centro-leste da Paraíba, do Rio Grande do Norte, Pernambuco, e também boa parte do Ceará. Entre o litoral do Ceará e do Maranhão, ainda há risco para eventuais episódios de chuva forte ou até mesmo temporais. Já entre o oeste da Bahia, sul do Piauí e do Maranhão, tempo seco, calor e baixa umidade do ar.

E no Norte, as instabilidades devem continuar concentradas entre o Amazonas e Roraima. Destaque para a chuva mais forte entre o noroeste e norte amazonense e roraimense, não sendo descartados eventuais temporais. Acre, Rondônia e Tocantins seguem sob influência da área de alta pressão em níveis médios da atmosfera, que atua sobre o interior do país e mantém o predomínio de tempo firme, bastante calor e alerta para baixa umidade do ar.

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercados de commodities abrem o dia mistos


Segundo a TF Agroeconômica, os mercados de commodities agrícolas apresentam nesta sexta-feira movimentações mistas, com destaque para trigo, soja e milho. O trigo em Chicago registra leve alta nos contratos futuros, impulsionada pelas coberturas dos fundos após recentes quedas. Nos estados brasileiros, a proximidade da colheita pressiona os preços: no Paraná, há queda nos valores, enquanto no Rio Grande do Sul a demanda ainda mantém os preços momentaneamente estáveis, embora a tendência de longo prazo seja de baixa. Na Argentina e no Paraguai, os preços também mostram ajustes negativos, refletindo a pressão da colheita e da oferta.

A soja encerra a semana com ligeira valorização em Chicago, mas ainda sob cautela, em meio a uma semana volátil. O mercado monitora a demanda chinesa pelos EUA, fator crucial para novas altas. Os contratos futuros avançaram entre 3,25 e 4 pontos, atingindo US$ 10,32/bushel para novembro e US$ 10,51/bushel para janeiro. No Brasil, a Conab elevou a projeção de produção para 169,7 milhões de toneladas na safra 2024/25, refletindo uma expectativa positiva de oferta.

O milho também apresenta leve alta nos futuros americanos, enquanto no mercado doméstico brasileiro há pequenas quedas na B3. A Conab revisou a produção brasileira para 137 milhões de toneladas, impulsionada pelo aumento da safrinha. Na Argentina, a Bolsa de Comércio de Rosário projeta crescimento de 15% a 20% no plantio, mas alerta para riscos fitossanitários, como a cigarrinha. Tecnicamente, os contratos de milho enfrentam resistência e suporte definidos, mantendo a atenção dos operadores em função das colheitas recordes e do cenário internacional competitivo.

Os investidores seguem atentos às condições de oferta e demanda globais, à macroeconomia e aos fatores geopolíticos, que ainda exercem forte influência sobre os preços. O acompanhamento da colheita nos EUA, da demanda chinesa e das condições climáticas na América do Sul permanece fundamental para a definição das próximas tendências nos mercados de trigo, soja e milho.

 





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indutor de ovulação eleva taxa de prenhez em 9%



A Embrapa Rondônia depositou pedido de patente de um indutor de ovulação para bovinos que supera os melhores resultados de produtos similares. O novo insumo, chamado de Promov, aumentou em 9% o número de vacas prenhas em comparativo com o grupo que recebeu produtos convencionais. Ambos os grupos foram submetidos à tpecnica de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF).

O Promov é resultado da combinação de dois hormônios amplamente utilizados na reprodução bovina, a prostaglandina e o hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH). O novo insumo combina os dois em uma única dose administrada por injeção intramuscular, mesma forma de aplicação do GnRH. A Embrapa busca agora parceiros do setor privado para licenciar a finalização do produto.

O resultado da aplicação do GnRH é a melhora na sincronização da ovulação das vacas, aumentando, assim, a chance de prenhez. A prostaglandina, por sua vez, é utilizada antecipadamente, provocando redução nos níveis de progesterona, hormônio que inibe a ovulação e a fecundação. Assim, esta é aplicada dias antes no intuito de preparar o animal para a inseminação.

“Convém ressaltar que essa aplicação convencional de prostaglandina continua sendo necessária em qualquer protocolo de IATF, a diferença é que, além do uso convencional, agora ela foi incluída na formulação do Promov para ser utilizada como adjuvante na indução da ovulação”, frisa o pesquisador Luiz Francisco Pfeifer, que coordenou o desenvolvimento do Promov.

“A inovação do trabalho foi testar a inédita combinação em um só fármaco de dois princípios ativos bem conhecidos, a prostaglandina e o GnRH, algo que não tinha sido feito antes”, conta Pfeifer. Desse modo, o cientista combinou ambos em um só produto a ser aplicado no mesmo momento que o GnRH e do mesmo modo: injeção intramuscular.

Após definir uma fórmula que permitisse a sinergia entre os dois hormônios, os pesquisadores fizeram testes em larga escala. “Foram 12 experimentos para buscar entender o mecanismo de ação e avaliar a fertilidade do produto. No total foram analisadas mais de 1,5 mil vacas, um trabalho enorme”, relata Pfeifer.

Nos resultados, o grupo-controle, que reuniu animais submetidos à IATF convencional e tratados com GnRH, obteve 56% de vacas prenhes. Já o grupo que recebeu o Promov registrou 62% de animais fecundados. “Trata-se de um aumento significativo em uma fazenda de cria que utiliza a IATF como principal forma de manejo reprodutivo”, enfatiza o pesquisador.

Pfeifer revela que não é possível ainda estimar o custo exato do novo insumo, uma vez que isso dependerá de questões mercadológicas que envolvem o futuro parceiro privado. No entanto, ele frisa que como se trata da combinação de dois produtos comerciais conhecidos, dificilmente, a formulação ficaria com preços muito acima dos já praticados no mercado. “Além disso, o impacto obtido na produção é relevante e um aumento de alguns reais nas doses aplicadas já seria compensado aumento no nascimento de bezerros propiciado pelo novo insumo,” observa.

Potencial para outras biotécnicas e espécies

Embora os testes tenham sido realizados exclusivamente com a técnica de IATF, os pesquisadores acreditam que o Promov pode beneficiar outras biotecnologias reprodutivas. Entre as possibilidades está a sincronização de receptoras de embrião, utilizada para melhorar a eficiência reprodutiva e, principalmente, acelerar o ganho genético do rebanho em diferentes contextos.

“Pretendemos agora iniciar novos estudos para avaliar a eficácia do Promov em outras técnicas e também realizar mais estudos de dose-resposta, pois o modo de ação hormonal sugere que ele pode ter bons resultados também em diferentes contextos”, afirma Pfeifer.

Outra frente que deve ser explorada é o uso do indutor em outras espécies de animais, como ovinos, caprinos e equinos. “Essa é uma linha que podemos explorar dentro da própria Embrapa e com centros de pesquisa parceiros”, projeta o pesquisador.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.



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China bate recorde na produção de carnes



O excesso de oferta é desafio tradicional no mercado chinês



O excesso de oferta é desafio tradicional no mercado chinês
O excesso de oferta é desafio tradicional no mercado chinês – Foto: Pixabay

A produção chinesa de carnes bateu recorde no primeiro semestre, impulsionada principalmente por aves e bovinos, segundo dados do Ministério da Agricultura e de Assuntos Rurais da China, compilados pelo DATAGRO. No período, a produção de carne bovina alcançou 3,42 milhões de toneladas, enquanto aves chegaram a 12,7 milhões de toneladas. A carne suína retomou alta, contribuindo com cerca de 30% do aumento total, enquanto aves representaram mais de 60%. Cortes ovinos seguiram em queda. A carne bovina se destacou com preços em recuperação, indicando demanda interna estável.

O excesso de oferta é desafio tradicional no mercado chinês, principalmente para suínos. Mesmo com controle mais rígido de matrizes, a produção segue avançando, pressionando preços pagos aos produtores. As autoridades anunciaram endurecimento da regulamentação. O setor avícola, mais fragmentado, enfrenta maior dificuldade de controle, mantendo pressão de excesso de oferta e queda de preços. Esse quadro também explica a demora na retomada das importações de frango brasileiro, suspensas mesmo após o país recuperar status livre de gripe aviária.

Para a carne bovina, o cenário é diferente: oferta total estável e preços em alta. O avanço da produção está ligado à desaceleração do setor leiteiro e ao descarte de matrizes, aumentando volumes de abate. As importações registraram a primeira alta do ano em junho, sinalizando redução da pressão sobre compras externas de cortes.

O quadro abre perspectivas favoráveis para o Brasil. A investigação chinesa de salvaguarda sobre carne bovina pode resultar em taxação baixa ou cota elevada e não exclusiva, reforçando a competitividade da proteína brasileira. Isso aumenta a expectativa de retomada das exportações ao gigante asiático no segundo semestre, consolidando o país como fornecedor estratégico no maior mercado mundial de carnes.

 





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Produção recorde de milho garante estabilidade para ração


A safra de grãos de 2025 deve ser histórica, com expectativa de superar 330 milhões de toneladas de soja, milho e arroz, sendo o milho responsável por mais de 130 milhões de toneladas, a segunda maior marca da história. Esse resultado reflete não apenas condições climáticas favoráveis, mas também o alto nível de profissionalismo dos produtores brasileiros.

Para a cadeia de proteína animal, esse volume expressivo de grãos significa maior estabilidade no fornecimento de ingredientes para ração. Entretanto, os preços permanecem pressionados por fatores como recomposição dos estoques globais, variações cambiais e incertezas comerciais entre grandes players, como EUA e China. A qualidade na armazenagem continua sendo um ponto crítico, já que é essencial para preservar o valor nutricional dos grãos e evitar perdas por contaminação.

No 11º Encontro Avícola e Empresarial Unifrango, realizado no Paraná, especialistas destacaram essas questões, trazendo análises relevantes para o setor. Empresas como a Kemin acompanharam de perto os debates, reforçando a importância de uma visão estratégica sobre os insumos essenciais à produção de proteínas.

“No entanto, o preço dos grãos está sob pressão, o que pode impactar o custo da produção. Esse movimento é influenciado por fatores como a recomposição dos estoques globais, variações cambiais e incertezas comerciais entre grandes players como EUA e China”, destaca Teo.

Teo reforça que a integridade dos grãos garante rações seguras e de alto desempenho, impactando diretamente a proteína que chega ao consumidor final. Sobre tarifas comerciais americanas, ele destacou a capacidade da Kemin de reagir com flexibilidade, mantendo o fornecimento estável graças à produção majoritariamente nacional e contratos globais.

“Estar presente nos eventos que conectam indústria, cooperativas e especialistas nos permite atuar de forma cada vez mais alinhada com as necessidades da cadeia produtiva”, conclui o executivo.

 





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Energia solar cresce com novos modelos de financiamento



Cada alternativa atende a diferentes perfis



Cada alternativa atende a diferentes perfis
Cada alternativa atende a diferentes perfis – Foto: Divulgação

O crescimento da energia solar no Brasil vai além da queda de preços dos equipamentos e da maior consciência ambiental. Modelos de aquisição variados, que incluem financiamentos longos, consórcios e arrendamento de sistemas, têm ampliado o acesso de famílias, pequenos empreendedores e produtores rurais. Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), a adesão a consórcios solares cresceu 43% em 2024.

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) mostram que, em junho, mais de 6,5 milhões de consumidores brasileiros se beneficiavam de créditos de micro e minigeração distribuída (MMGD), incluindo 4 milhões de famílias, por meio de 3,71 milhões de sistemas conectados à rede, com potência próxima de 41,48 GW. Rodrigo Bourscheidt, CEO da Energy+, destaca que a integração entre integradoras, instituições financeiras e programas de crédito específicos impulsiona grande parte dessa expansão.

Entre os modelos de aquisição mais utilizados estão financiamentos bancários com prazos de até 84 meses, consórcios sem juros, crédito próprio de fintechs e integradoras, leasing de sistemas solares e geração compartilhada via cooperativas. Cada alternativa atende a diferentes perfis, tornando o investimento viável mesmo para quem antes via barreiras econômicas.

“A diversificação de mecanismos de aquisição permite que a energia solar atenda a diferentes perfis de consumo, do pequeno agricultor que deseja reduzir a conta de luz no campo, ao empresário urbano que busca previsibilidade de custos e um posicionamento mais sustentável no mercado”, finaliza o CEO da Energy+.

 





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