terça-feira, maio 5, 2026

Autor: Redação

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inscrições abertas para prova de eficiência alimentar em animais jovens


A Associação Brasileira de Angus e Ultrablack, em parceria com a Embrapa Pecuária Sul, abriu as inscrições para a primeira Prova de Eficiência Alimentar para Animais Jovens, que será realizada em Bagé (RS). O prazo para inscrição vai até 22 de agosto, oferecendo aos pecuaristas uma oportunidade estratégica de aliar produtividade e sustentabilidade.

O objetivo é identificar os animais mais eficientes no aproveitamento do alimento, um dos principais fatores que impactam diretamente a lucratividade e a competitividade da pecuária de corte.

Avaliação detalhada e foco em pecuária de precisão

A chegada dos animais participantes está prevista para ocorrer entre 8 e 12 de setembro. A prova será realizada de 15 de setembro a 14 de dezembro, com avaliação de bovinos nascidos entre 15 de junho e 15 de setembro de 2024.

Durante o período, cada exemplar das raças angus e ultrablack passará por um acompanhamento técnico rigoroso para mensurar o desempenho individual em eficiência alimentar — indicador fundamental para ganhos econômicos e ambientais.

O presidente da Associação Brasileira de Angus e Ultrablack, José Paulo Dornelles Cairoli, destaca que a iniciativa responde a desafios crescentes do setor.

“Identificar animais mais eficientes no aproveitamento do alimento é uma ferramenta estratégica para reduzir gastos com alimentação, que hoje representa o principal custo da atividade. Além disso, esses animais são mais lucrativos e produtivos”, afirma.

Foto: Eduardo Rocha/Associação Brasileira de Angus e Ultrablack

Requisitos para participação

Podem participar animais que estejam entre os 50% superiores em Ganho de Peso do Nascimento à Desmama (GND) e no máximo entre os 50% na característica de conformação à desmama.

O transporte de ida e volta será subsidiado pela associação.

Segundo o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Cardoso, a prova amplia o número de animais avaliados ao longo do ano, com diferentes idades.

“A partir do banco de dados formado, podemos fazer predições genômicas para outros exemplares, inclusive os que não tenham medidas, multiplicando a capacidade de seleção dentro da raça”, afirma.

Critérios de avaliação

A avaliação dos bovinos será feita com base em múltiplos indicadores:

  • Ganho de peso;
  • Consumo alimentar;
  • Características de carcaça;
  • Exame andrológico;
  • Avaliação genômica.

Todos os participantes deverão apresentar exames negativos para brucelose e tuberculose. O manejo será em regime de confinamento, com alimentação à vontade.

Investimento e condições de pagamento

O investimento varia de acordo com a forma de pagamento e a quantidade de animais inscritos:

  • À vista: R$ 2.100,00 para o primeiro animal e R$ 1.950,00 a partir do segundo.
  • Parcelado (até quatro vezes): R$ 2.250,00 para o primeiro e R$ 2.050,00 para os demais.

O pagamento será efetuado somente após o início da prova.



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Crescimento da inadimplência do agro derruba lucro do Banco Brasil no terceiro trimestre



O Banco do Brasil registrou lucro líquido R$ 3,8 bilhões no segundo trimestre deste ano, segundo anúncio feito na última quinta-feira (14). Esse número representa uma queda de 60% em comparação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com a Agência Reuters, a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, na sexta-feira (15), atribuiu a queda nos lucros a crescente inadimplência do agronegócio. Em teleconferência com analistas, Tarciana informou que no segundo trimestre de 2025, o índice de inadimplência de 90 dias no agronegócio atingiu 3,49%, uma elevação significativa em relação aos 3,04% no trimestre anterior e 1,32% no mesmo período do ano passado.

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O banco reportou que, dentre sua base de mais de 600 mil clientes, cerca de 20 mil estão inadimplentes e que 74% destes produtores rurais não tinham histórico de inadimplência até dezembro de 2023 .

Ainda de acordo com a Reuters, a crise nos pagamentos concentra-se especialmente entre os produtores de soja, milho e pecuária, localizados nas regiões Centro-Oeste e Sul do país.

Culpa do clima

A presidente do BB disse que a combinação de condições climáticas adversas, taxas de juros elevadas e altos custos com fertilizantes e insumos levou muitos produtores rurais a buscar proteção via falência ou recuperação judicial, elevando o ritmo de calotes .

Perspectivas

Apesar do quadro tenso, o Banco do Brasil estima que suas expectativas de recuperação comecem a materializar-se a partir do quarto trimestre de 2025, impulsionadas por boas condições climáticas, uma safra 2025/26 mais robusta e preços em alta no mercado de commodities, diz a reportagem da Reuters.

O Banco do Brasil é um dos principais financiadores do agro brasileiro. Para a safra 2025/26, a instituição anunciou que destinará R$ 230 bilhões.



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inseticida biológico da Embrapa amplia renda e preserva meio ambiente



Lançado em 2012 pela Embrapa em parceria coma iniciativa privada, o inseticida Bovemax impactou de maneira positiva a cadeia da erva-mate. O impacto econômico para a cadeia produtiva foi de R$ 4,36 milhões no ano de 2024. O resultado veio uma vez que o produto atua no controle da broca-da-erva-mate (Hedypathes betulinus), principal praga que afeta o setor na região Sul do Brasil.

De acordo com uma análise realizada pela instituição, o produto contribuiu para que a perda média da produção diminuísse em cerca de 20%. Dessa forma, o resultado foi um ganho médio de R$1.925,75 por hectare para os produtores. A área total influenciada pelo produto alcançou os 4.530 hectares no acumulado de 2017 a 2024.

Tendo o lançamento oficial sido em 2012, o Bovemax utiliza o fungo Beauveria bassiana em sua composição. A pesquisadora Susete Chiarello Penteado, da Embrapa Florestas, “além do retorno financeiro, o uso do controle biológico reduz a aplicação de produtos químicos, contribuindo para a sustentabilidade ambiental, a manutenção da biodiversidade e maior segurança aos trabalhadores do campo”.

Sendo o Bovemax o único produto registrado para o controle da broca-da-erva-mate, os ervateiros consideram o produto essencial para manter a sanidade nos ervais. Ainda assim, apesar dos avanços os estudos mostram que ainda existe potencial para a ampliação da tecnologia, principalmente na divulgação e acesso dos pequenos produtores ao produto.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Quais tecnologias você gostaria de usar na sua produção?


Na interatividade da semana perguntamos: Quais dessas tecnologias você gostaria de usar na sua produção?

O resultado mostrou que a irrigação automática é a tecnologia mais cobiçada por produtores para melhorar a eficiência no campo. O resultado foi expressivo: 56% dos participantes escolheram a irrigação automática como prioridade.

Essa solução é reconhecida por otimizar o uso da água, reduzir desperdícios e garantir a hidratação ideal das plantas, mesmo em períodos de estiagem. Para muitos agricultores, trata-se de um investimento que aumenta a produtividade e diminui custos operacionais a longo prazo.

Em segundo lugar, 29% das pessoas que votara escolheram pelos drones para acompanhamento da lavoura. Essa tecnologia vem ganhando espaço no agro pela capacidade de monitorar grandes áreas com agilidade, identificar pragas, falhas no plantio e problemas de irrigação. O uso de drones também permite o mapeamento preciso da propriedade, ajudando na tomada de decisões mais assertivas.

15% dos participantes indicaram interesse em um aplicativo para anotar todas as informações da roça. Ferramentas digitais desse tipo permitem registrar dados sobre plantio, colheita, insumos e manejo, facilitando o controle da produção e a gestão financeira.

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O resultado da enquete revela uma tendência: produtores estão cada vez mais atentos a tecnologias que tragam retorno direto na produtividade e eficiência, mas ainda valorizam soluções que melhorem o gerenciamento e o acompanhamento das lavouras.

Seja por meio de sistemas de irrigação inteligente, ferramentas de monitoramento aéreo ou aplicativos de gestão, o agro brasileiro segue em busca de inovação para enfrentar os desafios climáticos, reduzir custos e aumentar a competitividade no mercado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil amplia exportação de carne bovina para Filipinas



Brasil abre mercado de carne bovina com osso e miúdos nas Filipinas




Foto: Divulgação

Os governos do Brasil e das Filipinas concluíram negociação sobre os requisitos sanitários para a exportação de carne bovina com osso e miúdos bovinos brasileiros para o país asiático.

Com mais de 118 milhões de habitantes e consumo crescente de proteína animal, as Filipinas são um mercado estratégico para o agronegócio nacional. Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários para o país, entre os quais se destacam carnes, cereais, farinhas e produtos do complexo sucroalcooleiro. A ampliação dos produtos autorizados a ingressar no mercado filipino fortalece a relação comercial bilateral e abre novas oportunidades para a cadeia produtiva da bovinocultura brasileira.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 400 aberturas de mercado desde o início de 2023, sendo 100 apenas em 2025. Tais resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

 





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Lula defende comércio com a China e critica EUA



Ao participar da inauguração de uma montadora chinesa (GWM) de carros elétricos e híbridos na cidade de Iracemápolis (SP), a 160 km de São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez elogios à China, “maior parceiro comercial do país”, e voltou a criticar o governo dos Estados Unidos. 

“Não dá para a gente aceitar a criação de uma imagem mentirosa contra um país como o Brasil, que não tem contencioso no mundo”, disse o presidente.

A empresa chinesa estima investimento de R$ 4 bilhões até 2026 no país, o que já engloba a abertura da nova fábrica. De 2027 a 2032, são previstos mais R$ 6 bilhões. 

“A China é o nosso principal parceiro comercial. A gente vai tentar brigar para que o comércio mundial seja equilibrado. A gente quer que volte o multilateralismo”, afirmou Lula.

Aliado

O presidente defendeu que o Brasil tem sido aliado da China por um mundo mais justo e um planeta mais sustentável. “É importante que as pessoas saibam que o comércio do Brasil com a China hoje é de US$ 160 bilhões contra US$ 80 bilhões com os Estados Unidos”, comparou.

Lula afirmou que, por causa de Trump, o Brasil vive uma “turbulência desnecessária”.

“A ideia de passar para o mundo que o Brasil é um país horrível para negociar não é verdade. Eu não posso admitir que um presidente de um país do tamanho dos Estados Unidos possa criar a quantidade de inverdades que ele tem contado sobre o Brasil”. 

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O presidente pediu que mais empresas chinesas desembarquem no Brasil para gerar mais empregos. Ele lembrou que quando deixou a presidência em 2010, havia comércio de 3,6 milhões de carros. Mais de uma década depois, as vendas estão na casa de 1,6 milhão de veículos. “É por isso que nós estamos recuperando a indústria com política de créditos”, disse.

Lula afirmou que não aceita que países grandes sufoquem os menores. “Isso não é comércio justo. O comércio justo é aquele em que as regras são estabelecidas em igualdade de condições para todo mundo”. 

Fábrica chinesa

Lula lamentou que fábricas da norte-americana Ford tenham deixado o Brasil em 2021, e celebrou a chegada da empresa chinesa. “Essa visão que os chineses têm de que eles podem ocupar uma parte do mundo vendendo e produzindo e ensinando, que nós vamos aproveitar”. 

Lula dirigiu-se aos diretores da empresa chinesa e pediu que façam do Brasil uma base de vendas na América Latina. “Para quem quiser vir, nós estaremos de braços e coração abertos”.

Empregos

O vice-presidente Geraldo Alckmin, também presente ao evento, lembrou que o Brasil tem a oitava maior indústria automotiva do mundo e que o país recebeu sete novas montadoras. Ele elogiou a empresa chinesa que contará com um centro de pesquisa, desenvolvimento e inovação. “Aqui são 700 empregos. Até o começo do ano que vem, 1.300, mais 10 mil indiretos”, disse Alckmin.  

Geraldo Alckmin citou que a indústria automotiva, ano passado, cresceu, no Brasil, 9,3%, enquanto que no mundo a média é de 2%. “A venda de veículos cresceu 14,1%. Em razão do ganho da massa salarial, caiu o desemprego”.

Ponto de partida

O presidente da montadora GWM, Mu Feng, disse que a fábrica não é apenas um compromisso com o mercado brasileiro, mas também o ponto de partida para criar um futuro com os parceiros latino-americanos. A empresa está presente em 170 países. 

“O Brasil possui uma sólida base industrial e excelente capacidade de integração regional. Acreditamos que o compromisso do governo e dos consumidores brasileiros com inovação, qualidade e sustentabilidade está totalmente alinhado com nossos valores”, disse o chinês.

Ele garantiu que os direitos trabalhistas e responsabilidade corporativa são princípios da empresa.



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Apex abre novo escritório nos EUA para apoiar empresas atingidas por tarifaço



Em entrevista à TV Brasil, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, ressaltou empenho do governo federal para apoiar as empresas brasileiras atingidas e convencer as autoridades dos EUA a revogar o tarifaço ou, ao menos, mitigá-lo. 

Viana destacou os R$ 30 bilhões do Plano Brasil Soberano destinados às empresas nacionais afetadas e a abertura de um novo escritório da Apex em Washington, capital dos Estados Unidos. 

“São R$ 30 bilhões que criam um ambiente de seguro, de empréstimo, de diminuição de carga tributária, exclusivamente para empresas que foram alcançadas pelo tarifário. Nós também estamos marcando presença, esticando o nosso escritório de Miami para Washington, já temos em Nova York e em São Francisco”, disse nesta sexta-feira (15). 

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O presidente da Apex disse que o governo brasileiro já estabeleceu parcerias com a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) e com setores que importam produtos brasileiros, “que podem fazer força junto à Casa Branca para a gente excluir mais produtos desse tarifaço”.

Soberania

Para Viana, se o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil tivesse sido causado por uma questão comercial, ela já estaria resolvida. O presidente da Apex afirmou ainda que as exigências dos Estados Unidos para revogar as sanções contra o Brasil ferem a soberania do país.

“Não tem como ter ação política nesse caso, quando as condições que estão sendo colocadas pelo presidente dos Estados Unidos ferem a soberania do Brasil. [O presidente estadunidense] está querendo fazer uma interferência em um poder, no caso, o judiciário brasileiro, e isso é inconcebível. Se fosse uma questão só comercial, já estava resolvida”, disse.

Viana classificou a situação comercial dos Estados Unidos com o Brasil como “extraordinária, fantástica, para eles” e “boa para nós”, e ressaltou que, em razão disso, uma das estratégias brasileiras contra o tarifaço será a de o país se aproximar dos empresários estadunidenses importadores de produtos nacionais. 

“Nós não queremos desistir desse comércio. E para não desistir, nós temos que também trazer para o nosso lado os importadores que ganham muito dinheiro com os produtos brasileiros que chegam lá. Isso vale para o café. Vale para produtos como a carne, que está encarecendo nos Estados Unidos porque o rebanho deles caiu muito”.

Novos mercados

O presidente da Apex afirmou que outra estratégia será a de encontrar novos países compradores dos produtos brasileiros, e que a agência já mapeou novos mercados.

“Tem mercados para a gente colocar do café ao calçado. Nós já estudamos mais de 108 mercados, há setores que podem ter novos mercados em 72 países”, disse.

Segundo Viana, os novos mercados mapeados são “bastante significativos” para absorver os produtos que estão deixando de ser importados pelos Estados Unidos, em razão do tarifaço.

“Nós achamos que os setores atingidos, fazendo trabalho de participação em feiras, eventos, e trazendo compradores para o Brasil, nós vamos encontrar compradores para uma parte desses 18 bilhões de dólares [em exportações do Brasil para os EUA], que é a fatia que está sendo alcançada pelo tarifaço”.

Oportunidades

O presidente da Apex disse que o Brasil está muito bem preparado para enfrentar a crise com os Estados Unidos e que deve encontrar novas oportunidades em meio ao entrave. Segundo Viana, em uma guerra comercial todos os envolvidos perdem, mas “às vezes perde mais é quem provocou a guerra”.

“O Brasil está muito bem para enfrentar essa crise. Numa guerra comercial, que eu acho que é isso que está sendo feito pelos Estados Unidos, todo mundo perde. Mas, às vezes, perde mais quem provocou a guerra. [O Brasil tem] o BRICS, o Brasil tem uma ótima relação com a Índia, com a China, com a Rússia. Temos amizade com todos os países, inclusive com os Estados Unidos”. 

“Todo mundo perde, mas quem melhor aproveitar as oportunidades pode sair melhor dessa crise”, acrescentou. 

Exportações 

Dados da ApexBrasil mostram que, de janeiro a março deste ano, o Brasil exportou US$ 77,3 bilhões em bens, valor menor que os US$ 77,7 bilhões do mesmo período de 2024. O saldo comercial fechou positivamente em US$ 10 bilhões. 

Os principais produtos exportados foram petróleo bruto, soja, minério de ferro e café verde, com destaque para as exportações de bens industrializados, que tiveram alta no período, inclusive em itens como máquinas e aparelhos elétricos.

Em relação aos principais países de destino das exportações brasileiras, destacam-se, no primeiro trimestre, China (US$ 19,8 bilhões), União Europeia (US$ 11,1 bilhões), Estados Unidos (US$ 9,7 bilhões) e Mercosul (US$ 5,8 bilhões), com destaque para a Argentina, com um aumento de 51%.



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quando defender a pátria é maior que qualquer divergência


Nos últimos meses, o Brasil tem sido alvo de sucessivos ataques econômicos e políticos vindos da maior potência econômica e militar do planeta: os Estados Unidos. Medidas unilaterais, sanções e tarifas abusivas estão sendo usadas como armas para enfraquecer setores estratégicos da nossa economia, atingindo desde a indústria até o nosso carro-chefe: o agronegócio.

Essas ações não apenas ferem a soberania nacional, mas também colocam em risco milhões de empregos e a sobrevivência de famílias inteiras. Quando o alvo é a nossa economia real, aquela que produz, exporta e garante renda, não estamos diante de um simples embate comercial, mas de uma tentativa clara de enfraquecer o Brasil no cenário global.

Divergências internas não justificam omissão

É público e notório que existem críticas legítimas às decisões do Judiciário brasileiro e às políticas do atual governo. A democracia nos garante o direito de discordar e cobrar. No entanto, diante de uma ameaça externa que coloca em xeque o bem-estar de milhões de brasileiros, não podemos permitir que divergências internas nos impeçam de defender a pátria.

No passado recente, empunhamos nossa bandeira, apoiamos governos e marchamos nas ruas acreditando que poderíamos mudar o Brasil para melhor. Hoje, porém, diante de um ataque direto à nossa soberania, muitos se escondem em silêncio, justificando-se pelo fato de não concordarem com quem está no poder. Em que momento estaremos certos na história? Quando defendemos com coragem ou quando nos omitimos no momento mais crítico?

Ignorar o que está acontecendo por achar que “o erro é dos outros” é um equívoco grave. Quando nos omitimos, estamos, na prática, aceitando que setores produtivos sejam sacrificados, que produtores rurais sejam esmagados por barreiras comerciais e que trabalhadores percam o sustento de suas famílias.

Cada tarifa imposta, cada sanção aplicada, cada barreira criada representa menos recursos para saúde, educação e desenvolvimento. Representa mais brasileiros dependendo de auxílio para sobreviver. Estamos, literalmente, furando o casco do nosso próprio barco e fingindo que ele não vai afundar.

Defender o Brasil neste momento exige união, de produtores, empresários, trabalhadores, formadores de opinião e lideranças políticas de todos os espectros. É hora de pressionar nossas instituições para que reajam com firmeza, buscando alternativas comerciais, fortalecendo alianças estratégicas e deixando claro que o Brasil não aceitará ser tratado como um peão no tabuleiro geopolítico de outra nação.

Se não reagirmos agora, corremos o risco de ver o país perder mercados estratégicos, enfraquecer sua economia e comprometer décadas de progresso no agronegócio e na indústria. A defesa da pátria não é um ato de conveniência, é um dever de todos.

Podemos e devemos criticar governos e instituições quando erram. No entanto, diante de ataques externos que comprometem nossa soberania e colocam em risco a vida de milhões, não há espaço para neutralidade. Defender o Brasil é defender cada cidadão que trabalha, produz e acredita que esta nação tem o direito de decidir seu próprio futuro.

“A glória é a sombra da virtude.” — Sócrates

A história julgará: seremos lembrados como aqueles que levantaram a bandeira ou como os que se esconderam quando a pátria mais precisou?

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Nova rota marítima entre Brasil e China deve facilitar escoamento de exportações agrícolas



Um dos resultados mais significantes do fortalecimento das relações bilaterais entre Brasil e China é a criação da rota marítima direta entre a região da Grande Baía de Guangdong e o Porto de Santana das Docas, no Amapá, que atualmente funciona de forma experimental.

Considerando o impacto dessa iniciativa para a inclusão brasileira nas cadeias globais de valor, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, se reuniu, na sexta-feira (15), com o vice-governador da província de Guangdong, Zhang Hu. O encontro teve como foco apresentar oportunidades de comércio dos produtos da bioeconomia da Amazônia, especialmente do Amapá, que desempenham papel fundamental na valorização das práticas de manejo agrícola das populações tradicionais.

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Reconhecida como a maior potência econômica da China, a Província de Guangdong lidera o Produto Interno Bruto (PIB) nacional e é um dos principais motores do crescimento e inovação do país. Além disso, concentra o maior número de empresas com atuação no Brasil, incluindo setores como o automobilístico, o industrial e o de tecnologia da informação e comunicação (TIC).

Na ocasião, Waldez Góes afirmou que a experiência da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau pode inspirar parcerias voltadas à bioindústria, transição energética, infraestrutura sustentável, desenvolvimento urbano e cooperação educacional e científica.

“É muito importante estreitarmos essa cooperação e fortalecermos o desenvolvimento regional do Brasil e da China. Devemos utilizar todas as possibilidades de cooperação no comércio para ampliar essa lista, indo além da soja, do café e da carne, com produtos que também despertam o interesse dos chineses, como açaí, cacau, mel, chá, champanhe, vinho e café”, exemplificou o ministro.

Em resposta às propostas brasileiras, o vice-governador da Província de Guangdong, Zhang Hu, afirmou que o governo local está disposto a ampliar as cooperações bilaterais e fortalecer a integração logística entre Brasil e China por meio da rota marítima entre a Baía de Guangdong e o Porto de Santana.

“Essa rota ainda está em fase experimental, mas Guangdong está disposta a fortalecer a conexão portuária e marítima do lado do Brasil, otimizando o layout das rotas e elevando a existência logística”, declarou.

O ministro do Desenvolvimento Regional também ressaltou que o governo brasileiro acompanha com atenção os avanços da China em políticas territoriais e considera essencial o diálogo com governos subnacionais que lideram processos de transformação econômica e social. “O Brasil e a China estão vivendo, depois de décadas, um dos melhores momentos de cooperação. São mais de cinquenta instrumentos de cooperação, nas mais diferentes áreas, construídos pelo presidente Lula e pelo presidente Xi Jinping”, resumiu.

Um dos órgãos que apoiam o governo brasileiro e as empresas nacionais que promovem a integração com empreendedores chineses de tecnologia, inovação e inteligência artificial é a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que abriu um escritório em Shenzhen em julho. A cidade está localizada na província de Guangdong.

Rota marítima

O Brasil e a China firmaram, em 4 de novembro de 2024, um protocolo para a criação da rota marítima direta entre a região da Grande Baía (Guangdong‑Hong Kong‑Macau) e o Porto de Santana das Docas, no Amapá. Essa conexão reduz em aproximadamente 14 dias o tempo de transporte em comparação às rotas tradicionais, posicionando Santana como um centro estratégico para importação de biofertilizantes e futuro escoamento de produtos agrícolas brasileiros para a China.

Além do acordo de infraestrutura, foi lançada a Plataforma Integrada de Serviços Econômicos e Comerciais Sino‑Latino‑Americana, em parceria com a empresa chinesa Zhuhai Sino‑Lac e a Companhia Docas de Santana. O ministro Waldez Góes formalizou o protocolo durante visita da comitiva ao Amapá, destacando o esforço para simplificar processos comerciais, reduzir barreiras e ampliar a cooperação sino‑brasileira em logística estratégica.



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