terça-feira, maio 5, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Moagem no Centro-Sul atinge 50,22 milhões de toneladas na segunda metade de julho


 Na segunda quinzena de julho, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 50,22 milhões de toneladas ante a 51,59 milhões da safra 2024/2025 – o que representa uma queda de 2,66%. No acumulado da safra 2025/2026 até 1º de agosto, a moagem atingiu 306,24 milhões de toneladas, ante 334,95 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior – retração de 8,57%.

Operaram na segunda quinzena de julho 257 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 237 unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e dez usinas flex. No mesmo período, na safra 24/25, operaram 261 unidades produtoras, sendo 241 unidades com processamento de cana, nove empresas que fabricam etanol a partir do milho e 11 usinas flex.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na segunda quinzena de julho atingiu apenas 139,62 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 147,29 kg por tonelada na safra 2024/2025 – uma queda de 5,21%. No acumulado da safra, o indicador marca 126,85 kg de ATR por tonelada, registrando retração de 4,77% na comparação com o valor observado na mesma posição no ciclo anterior.

O diretor de Inteligência Setorial da UNICA, Luciano Rodrigues, destaca que “o nível de ATR da safra 2025/2026 é o menor observado em 10 anos. Só no ciclo 2015/2016, registramos um indicador qualidade inferior ao contabilizado até o momento no Centro-Sul”.  

O executivo esclarece que o setor vive uma situação atípica nesta safra, pois normalmente há uma relação inversa entre produtividade agrícola e qualidade da matéria-prima. “Neste ano, o regime de chuvas foi desfavorável em ambas as fases críticas do ciclo da cana-de-açúcar. No verão, a precipitação abaixo do ideal comprometeu o desenvolvimento das lavouras e reduziu a produtividade (TCH). Já durante a colheita, o clima mais úmido prejudicou a concentração de ATR na planta. Como consequência, a safra 2025/2026 apresenta queda simultânea nos indicadores de qualidade (ATR) e de produtividade (TCH)”, explica Rodrigues.

De fato, dados apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) indicam que, no acumulado de abril a julho, a produtividade agrícola registrou queda de 10% na média do Centro-Sul na comparação com o valor observado em igual período do ciclo 2024/2025, atingindo apenas 79,84 toneladas de cana por hectare neste ciclo.

“A queda de 10% no TCH somada à perda de 5% no ATR geraram uma redução próxima a 15% na quantidade de ATR por hectare colhido (TAH), prejudicando a quantidade de produtos extraída por unidade de área. Com exceção do norte do Paraná e da região de Assis em São Paulo, a queda de TAH é generalizada em todo o Centro-Sul, chegando a atingir 18,0% em Goiás, 18,8% em São José do Rio Preto, 23,4% em Minas Gerais e 25,2% em Ribeirão Preto”, explica Rodrigues.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na segunda quinzena de julho totalizou 3,61 milhões de toneladas, registrando queda de 0,80% na comparação com a quantidade registrada em igual período na safra 2024/2025 (3,64 milhões de toneladas). No acumulado desde o início da safra até 1ª de agosto, a fabricação do adoçante totalizou 19,27 milhões de toneladas, contra 20,89 milhões de toneladas do ciclo anterior – redução expressiva de 7,76%.

Na segunda metade de julho, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 2,28 bilhões de litros, sendo 1,40 bilhão de litros de etanol hidratado (-13,54%) e 880,40 milhões de litros de etanol anidro (-6,57%). No acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 13,88 bilhões de litros (-11,96%), sendo 8,84 bilhões de etanol hidratado (-11,85%) e 5,05 bilhões de anidro (-12,15%).

Do total de etanol obtido na segunda quinzena de julho, 17,21% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 392,43 milhões de litros neste ano, contra 344,76 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/2025 – aumento de 13,83%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 2,95 bilhões de litros.

Vendas de etanol

No mês de julho, as vendas de etanol totalizaram 2,93 bilhões de litros. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 1,09 bilhão de litros – avanço de 1,06% – enquanto o etanol hidratado registrou venda de 1,84 milhão de litros.

No mercado doméstico, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 1,75 bilhão de litros, o que representa uma retração de 5,58% em relação ao mesmo período da safra anterior. As vendas de etanol anidro, por sua vez, atingiram a marca de 1,07 bilhão de litros, registrando um avanço de 6,02%.

No acumulado desde o início da safra até primeiro de agosto, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 11,48 bilhões de litros (-2,73%). O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 7,32 bilhões de litros (-5,20%), enquanto o de anidro alcançou 4,16 bilhões de litros (+1,96%).





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Da fronteira à inovação: como a pecuária em Roraima se torna exemplo de sucesso


Pecuaristas, a fronteira da pecuária está se expandindo, e o estado de Roraima é um grande exemplo de como a tecnologia pode impulsionar o agronegócio. O que antes era uma área com pouca expressão na produção, agora se destaca com o uso de drones, genética superior e manejo de ponta.Assista ao vídeo abaixo e confira.

O engenheiro agrônomo Wagner Pires, embaixador de conteúdo do Giro do Boi, esteve em Roraima para entender a evolução da pecuária local.

Ele destacou que, em 10 anos, o rebanho do estado cresceu de 800 mil para mais de 1,2 milhão de cabeças, mesmo com todos os desafios ambientais da região.

Tecnologia de ponta na fronteira da pecuária

Foto: Wagner PiresFoto: Wagner Pires
Foto: Wagner Pires

Roraima, considerada a “última fronteira” da pecuária, junto com o Matopiba, está adotando o que há de mais moderno na tecnologia para produzir de forma sustentável e eficiente.

Um dos destaques é o uso de drones para a semeadura de pastagens. Essa tecnologia, que agora está sendo utilizada no estado, permite:

  • Precisão na semeadura: O drone aplica a quantidade certa de semente pura, sem desperdício, garantindo um estande de pasto mais uniforme.
  • Custo de mão de obra zero: O que barateia o processo e otimiza o tempo do produtor.
  • Pastos de alta qualidade: O uso de drones garante uma semeadura uniforme e eficaz, resultando em pastos de melhor qualidade e mais produtivos.

A pecuária de Roraima está mudando. A chegada da lavoura, a montagem de secadores para a produção de grãos e a utilização de confinamentos para os períodos de seca mostram uma transformação na história do agronegócio local, com uma produção cada vez mais integrada.

Genética e manejo: a base do sucesso

Foto: Wagner PiresFoto: Wagner Pires
Foto: Wagner Pires

Apesar dos desafios, os pecuaristas de Roraima estão investindo pesado em genética superior e em um manejo de ponta.

O aumento nas vendas de sêmen e a disseminação da raça angus na região são prova disso, com a busca por animais precoces e com alta qualidade de carne.

Essa busca por animais de genética superior, aliada a um manejo que inclui monitoramento e semeadura de pastagens com drones, mostra um compromisso com a produção sustentável.

O pecuarista do extremo Norte do Brasil está provando que é possível produzir com qualidade, eficiência e responsabilidade, superando as adversidades e garantindo o sucesso do agronegócio.



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Ciclone com temporais e calor de 40ºC estão na previsão do tempo para a semana; confira



A semana entre 18 e 22 de agosto será marcada por extremos climáticos no Brasil. O destaque da previsão do tempo fica para a formação de um ciclone extratropical no Sul, que deve provocar temporais, queda de granizo e rajadas de vento acima de 70 km/h, com acumulados que podem superar 150 milímetros em apenas dois dias no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Enquanto isso, no Centro-Oeste e no interior do Sudeste, o veranico mantém as temperaturas elevadas, chegando a 40 °C em algumas cidades, aumentando o risco de incêndios e trazendo estresse térmico ao gado. No Nordeste e no Norte, a previsão é de chuva no litoral e de tempo firme no interior, com calor intenso e baixa umidade do ar.

Confira os detalhes da previsão do tempo para cada região do país, com informações da Climatempo e análise do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller.

Sul

O tempo segue instável na região Sul do país. As chuvas atingem o litoral de Santa Catarina, enquanto pancadas mais intensas avançam pelo Rio Grande do Sul e se espalham para as demais áreas. O norte do Paraná ainda terá períodos de sol, mas o cenário muda a partir de terça-feira (19), com a formação de um ciclone extratropical entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai.

Esse sistema deve provocar temporais em toda a região, com risco de queda de granizo e rajadas de vento que podem superar os 70 km/h. Os acumulados devem ultrapassar 150 milímetros em apenas dois dias no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, aumentando a possibilidade de alagamentos e prejuízos no campo.

No Paraná, a chuva será mais concentrada no centro-oeste, com até 50 milímetros, favorecendo a reposição hídrica, mas atrasando a colheita do milho de segunda safra.

Sudeste

O padrão de sol e nuvens predomina no Sudeste, mas novas áreas de instabilidade podem provocar chuva fraca e isolada no litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além da Zona da Mata de Minas Gerais.

Na quarta-feira (20), o avanço de uma frente fria deve trazer acumulados de até 40 milímetros em São Paulo e Paraná, com risco de temporais, ventania e granizo. No interior paulista e mineiro, o veranico mantém as temperaturas elevadas, com máximas em torno de 38 °C, aumentando o risco de incêndios e estresse térmico no gado.

Ainda assim, atividades como a colheita do café, moagem da cana-de-açúcar e a colheita do trigo, milho de segunda safra e algodão devem prosseguir normalmente.

Centro-Oeste

O tempo firme predomina na maior parte da região, com temperaturas acima de 40 °C em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. A umidade relativa do ar atinge níveis críticos, abaixo de 20%, o que aumenta o risco de incêndios florestais.

Na quarta-feira, a frente fria que avança do Sul pode provocar temporais em Mato Grosso do Sul e no oeste de Mato Grosso, com acumulados de até 40 milímetros. As rajadas de vento e a queda de granizo podem prejudicar operações agrícolas. Apesar do calor, as colheitas de café, trigo, algodão e milho de segunda safra, além da moagem da cana-de-açúcar, seguem em andamento.

Nordeste

No Nordeste, a chuva perde força em Salvador (BA), mas ainda pode ocorrer de forma isolada em Sergipe e Pernambuco. Ondas de leste mantêm a instabilidade no litoral da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte, com acumulados de até 60 milímetros ao longo da semana.

Já no interior, o calor chega a 38 °C, com baixa umidade e risco de incêndios. As operações agrícolas seguem sem grandes prejuízos, especialmente na colheita do algodão. A tendência é que as chuvas retornem às áreas produtoras da região apenas no fim de setembro.

Norte

A instabilidade continua em partes da região, com risco de temporais no Amazonas, Acre, Rondônia e norte do Pará. Em Roraima, a chuva pode atingir 50 milímetros, mantendo a umidade do solo. No Tocantins, centro-sul do Pará e Rondônia, o tempo firme e as temperaturas próximas a 38 °C aumentam o risco de incêndios e de estresse no gado.

As atividades agrícolas podem ser realizadas, mas os produtores devem evitar o uso do fogo até a retomada gradual das chuvas, prevista para outubro.

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Agro gera mais empregos e reduz dependência do Bolsa Família


O Brasil registrou em julho de 2025 o menor índice de dependência do Bolsa Família desde 2021. Atualmente, existem 40 famílias beneficiárias para cada 100 pessoas com carteira assinada, contra 50 no início de 2023. Esse dado reflete uma realidade clara: o mercado de trabalho está absorvendo mais brasileiros, e nos estados onde o agronegócio é forte esse movimento é ainda mais evidente.Queda da dependência do programa

O número de famílias atendidas pelo Bolsa Família caiu para 19,6 milhões, o menor desde julho de 2022. Essa redução tem três explicações principais:

  • Aquecimento da economia e da renda: mais pessoas ingressaram no mercado de trabalho.
  • Queda do desemprego: em níveis historicamente baixos.
  • Pente-fino e Regra de Proteção: revisão de cadastros e transição gradual de famílias que passaram a ter renda formal.

Essas mudanças mostram que o programa social continua importante, mas o caminho de saída da pobreza passa, sobretudo, pela geração de emprego formal.

Agro: alavanca de empregos e renda

Nos estados que são potência no agronegócio, o cenário é ainda mais claro. São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul apresentam hoje mais trabalhadores formais do que beneficiários do Bolsa Família.

Alguns destaques:

  • Santa Catarina possui 12 trabalhadores formais para cada beneficiário do Bolsa Família, a menor taxa de dependência proporcional do país.
  • São Paulo tem 12,3 milhões de trabalhadores a mais do que famílias beneficiárias, liderando a transição do assistencialismo para o mercado de trabalho formal.

Esses estados concentram grande parte da produção agropecuária nacional e, por consequência, impulsionam cadeias produtivas inteiras: transporte, agroindústria, comércio e serviços.

Outro dado relevante vem do cruzamento entre Caged (empregos formais) e Cadastro Único. No primeiro semestre de 2025, o Brasil gerou mais de 700 mil vagas formais ocupadas por beneficiários do Bolsa Família, o equivalente a 58% de todos os novos empregos no período.

Entre os estados, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná lideram as contratações desse público, somando mais de 390 mil vagas. Isso mostra que o programa social, ao mesmo tempo em que ampara, também funciona como porta de entrada para o emprego formal quando a economia oferece oportunidade.

A leitura desses números evidencia um ponto fundamental: o agronegócio tem sido um dos maiores motores da inclusão social no Brasil. A pujança do campo, somada à industrialização de alimentos e exportações, não apenas gera divisas, mas também cria empregos formais que retiram famílias da dependência crônica de programas sociais.

Em estados onde o agro é mais dinâmico, como Mato Grosso e Paraná, a proporção de pessoas no Bolsa Família é significativamente menor, comprovando que a melhor política social é a geração de oportunidades produtivas.

O desafio, daqui em diante, é consolidar esse movimento. O Bolsa Família deve permanecer como rede de proteção, mas a porta de saída passa necessariamente pelo fortalecimento da economia real — e nisso o agro brasileiro tem sido protagonista.
O Brasil está diante de um ponto de inflexão. Pela primeira vez desde 2021, o número de famílias dependentes do Bolsa Família caiu de forma consistente, enquanto os empregos formais aumentaram em todos os estados.

O recado é claro: onde o agro é forte, há menos pobreza e mais oportunidades. A força do campo não apenas alimenta o mundo, mas também promove inclusão, dignidade e crescimento social dentro do próprio país.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima e mercado reduzem produção de feijão no Paraná



Instabilidade no mercado leva produtor a plantar milho




Foto: Canva

Segundo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Paraná concluiu a colheita de feijão, mas enfrentou perdas de qualidade e rendimento nas lavouras mais tardias. “Após a colheita, observou-se redução de qualidade e rendimento devido a intempéries climáticas, o que afetou algumas áreas agrícolas ao longo do ciclo da cultura”, informou a Conab.

A companhia destacou que a área plantada diminuiu em relação à safra anterior, reflexo da substituição de lavouras de feijão por milho. Em muitas propriedades onde havia intenção de plantar feijão, optou-se pelo milho.

Apesar de a leguminosa ter registrado bons resultados de comercialização recentemente, a entidade ressaltou que “a instabilidade dos preços, quando comparada com o milho, que apresentou maior estabilidade comercial e demanda, influenciou a decisão dos produtores nesta safra”.





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AgroNewsPolítica & Agro

Safras argentinas: milho perto da conclusão


A Argentina finalizou a colheita de sorgo granífero da safra 2024/25, com produção total estimada em 3,1 milhões de toneladas. Segundo dados da Bolsa de Cereales de Buenos Aires, o rendimento médio alcançou 35,1 qq/ha, ligeiramente abaixo da média das últimas cinco safras, mas ainda assim 100 mil toneladas acima do volume registrado na campanha anterior. As regiões Núcleo e Centro-Norte de Córdoba se destacaram com os melhores resultados, apresentando 57 qq/ha e 52,8 qq/ha, respectivamente, enquanto áreas do NEA e Centro-Norte de Santa Fe sofreram com estresse hídrico, registrando 26,5 qq/ha e 32,4 qq/ha.

O plantio de girassol para a campanha 2025/26 já cobre 12,8% da área projetada, impulsionado pela boa umidade do solo, mesmo sem chuvas recentes, especialmente nas zonas primícias, que avançam acima da média histórica. Quanto ao trigo, o clima favoreceu a recuperação de áreas afetadas por excesso de água, embora ainda haja registros de alagamentos. No norte do país, cerca de metade da área implantada já se encontra em estágios avançados de desenvolvimento, mas novas chuvas seriam ideais para manter o potencial de rendimento.

A colheita do milho destinado a grão avançou para 94,6% do total estimado, com rendimento médio de 72,1 qq/ha. Os melhores resultados foram observados no Centro-Norte de Córdoba (80,4 qq/ha), na província de Entre Ríos (69,4 qq/ha) e na zona Núcleo Norte (93,9 qq/ha). Nas regiões mais atrasadas, no centro e sul de Buenos Aires, a colheita cobre 83,9% da área, com rendimento médio de 69,4 qq/ha. A previsão de produção para a safra 2024/25 se mantém em 49 milhões de toneladas.

Enquanto isso, os primeiros levantamentos para a safra 2025/26 começam em algumas áreas do centro de Santa Fé e Entre Ríos, com condições favoráveis de temperatura do solo e disponibilidade hídrica permitindo o início do plantio. O cenário reforça a importância de monitorar a evolução climática para garantir produtividade e eficiência nas próximas safras.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

mercado fecha semana com alta em São Paulo



Preços do boi gordo variam conforme a região




Foto: Canva

De acordo com análise divulgada na sexta-feira (15) pelo informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo registrou alta de R$ 2,00 por arroba para as fêmeas e para o “boi China” em São Paulo, enquanto o preço do boi gordo permaneceu estável. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a sete dias.

No Acre, as cotações se mantiveram inalteradas em relação ao dia anterior, sem referência para o “boi China”.

Na região Oeste do Maranhão, houve elevação de R$ 2,00 por arroba para o boi gordo e para a novilha, enquanto o preço da vaca não apresentou variação. As escalas de abate também estavam, em média, em sete dias.

Em Alagoas, o cenário foi de estabilidade para o boi gordo e a vaca, com queda de R$ 5,00 por arroba na cotação da novilha. Não houve referência para o “boi China” na região.

No Rio de Janeiro, o preço da novilha subiu R$ 2,00 por arroba, enquanto o boi gordo e a vaca não tiveram alterações de cotação.





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Chuva em várias regiões e elevação das temperaturas; veja a previsão tempo para hoje



O tempo firme predomina no Sul neste domingo (17), porém, as temperaturas continuam amenas. O sol aparece entre nuvens, e apenas em áreas do litoral gaúcho, catarinense e paranaense há chance de pancadas isoladas. No interior, segue sem chuva e com sensação de frio no sul, enquanto norte e noroeste do Paraná  voltam a ter sensação de calor e umidade mais baixa à tarde.

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No Sudeste, a infiltração marítima ainda provoca chuva isolada no litoral do RJ, ES e SP. Nas demais áreas, o tempo firme prevalece. A tarde segue amena nas faixas litorâneas e no sul de Minas, enquanto no interior de SP e MG o calor e o ar seco dominam o cenário.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Enquanto no Centro- Oeste o tempo firme se mantém. A tarde será bastante quente, com máximas na casa dos 40 °C em cidades como Cuiabá. Apenas áreas próximas à divisa de MT com o AM podem ter pancadas fracas. A umidade segue baixa em todo a região

Já no Nordeste, pancadas de chuva continuam entre o litoral da BA, PE, RN, CE e MA — com destaque para chuva pontualmente forte entre litoral baiano e cearense. No interior nordestino, o tempo firme predomina, com calor intenso e baixa umidade ao longo da tarde.

E no Norte, as instabilidades ganham força novamente entre o AM, PA, RR e AP, com pancadas entre fraca e moderada intensidade e risco de temporais localizados à tarde. Já no AC, RO e TO, o tempo firme persiste, com destaque para o calor intenso e umidade em níveis críticos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima favorece produção de erva-mate


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (14) aponta variações na produção, comercialização e condições climáticas da cultura da erva-mate no Rio Grande do Sul.

Na região de Erechim, onde a lavoura ocupa 6.850 hectares, o preço pago pela arroba ficou em R$ 17,00 na indústria, valor considerado abaixo do esperado pelos produtores. No dia 21 de setembro, o município participará do Concurso Árvores Gigantes de Erva-Mate com quatro exemplares.

Em Frederico Westphalen, novos ervais estão sendo implantados em sistemas agroflorestais adensados e também de cultivo isolado. “As condições climáticas colaboraram com a pega das mudas e a produção de folhas”, informou a Emater. Os preços variaram entre R$ 16,00 e R$ 20,00/arroba, tanto para chimarrão quanto para tererê, destinados à indústria e à exportação. Na região das Missões, produtores legalizados relataram concorrência desleal de ervateiras clandestinas que vendem diretamente ao consumidor final.

Em Lajeado, a cultura está em período de hibernação. Agricultores realizam plantio e replantio, mas sem previsão de aumento da área cultivada. A arroba da erva-mate convencional foi negociada entre R$ 15,00 e R$ 18,50; a nativa, a R$ 20,00; a nativa sombreada, a R$ 21,00; e a orgânica, a R$ 22,00. A produção teve alta de aproximadamente 20%, enquanto a procura caiu 5%, pressionando os preços. O excedente de contratos com a indústria foi comercializado a R$ 12,00/arroba. Em Putinga, houve queda de folhas devido ao período prolongado de nebulosidade e umidade. No polo Alto Taquari, que soma cerca de 20 mil hectares, avança o processo para obter a indicação geográfica da produção, com análises químicas já concluídas.

Em Passo Fundo, mudas em fase de rustificação são vendidas de R$ 1,10 a R$ 1,80/unidade. Em Machadinho, a erva-mate comum foi comercializada a R$ 17,50/arroba, e a cultivar Cambona 4, a R$ 20,00. O mesmo valor foi pago pela erva-mate processada pelo sistema barbaquá, tanto no município quanto em Mato Castelhano.

Na região de Soledade, continuam os plantios e replantios. A produtividade é considerada satisfatória, mas a demanda segue abaixo do esperado. O preço ao produtor variou entre R$ 14,00 e R$ 18,00/arroba.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Tarifaço dos EUA reduz competitividade do arroz brasileiro em mercado…


A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) reforça sua preocupação com os efeitos do decreto do governo dos Estados Unidos que impõe uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, incluindo o arroz beneficiado. A medida, que atinge a cadeia orizícola brasileira, passou a vigorar nesta quarta-feira (6).

Os Estados Unidos são hoje um dos mercados mais importantes para o arroz brasileiro, respondendo por 13% do valor exportado de arroz branco no ano passado, variedade de mais alta qualidade e maior valor agregado. De 2021 a 2024, as exportações para o país aumentaram mais de 50%, considerando somente o grão beneficiado.

Trata-se de uma parceria construída ao longo de anos de investimento e promoção, responsáveis por tornar a qualidade do nosso arroz amplamente reconhecida e com remuneração compatível com seu valor agregado. A aceitação do produto brasileiro pelo consumidor norte-americano indica potencial de absorção de volumes ainda maiores, com ampliação dos negócios entre os países.

Essa relação, contudo, apresenta assimetrias importantes: enquanto os Estados Unidos encontram facilidade para substituir o grão brasileiro, o Brasil mantém nesse mercado um canal estratégico para escoamento de cerca de 10% do volume total beneficiado – percentual relevante para a sustentabilidade da atividade, considerando o quadro de oferta e demanda ajustado no país.

A imposição de um aumento tarifário tão expressivo elimina, na prática, a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano, culminando em perdas estimadas de até US$ 25 milhões por ano para a indústria arrozeira nacional. E o cenário é preocupante em longo prazo, uma vez que excedentes de arroz no mercado interno tendem a gerar desequilíbrio de preços, comprometendo a viabilidade econômica do segmento.

Diante dos riscos impostos ao setor, a Abiarroz reafirma a necessidade de avanço nas negociações por parte do governo brasileiro, com postura diligente e altiva, mas também cautelosa, considerando a vulnerabilidade de setores como o arrozeiro. A entidade seguirá trabalhando pela manutenção do arroz brasileiro em mercados estratégicos e pela competitividade e sustentabilidade da cadeia orizícola nacional.

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