terça-feira, maio 5, 2026

Autor: Redação

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Importação de fertilizantes no Brasil bate recorde em meio a preços em alta


O Brasil importou, em julho, o maior volume de fertilizantes do ano, com 4,79 milhões de toneladas, segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

O resultado representa alta de 15,6% em relação a junho e de 7,1% frente ao mesmo mês de 2024, estabelecendo um recorde histórico para julho.

No acumulado de 2025, as importações brasileiras de fertilizantes somam 24,2 milhões de toneladas, aumento de 8,8% em comparação ao mesmo intervalo de 2024. Trata-se do maior volume já registrado para o período, superando o recorde anterior de 2022 (23,67 milhões de toneladas) em 2,2%.

principais origens dos fertilizantes importados pelo Brasilprincipais origens dos fertilizantes importados pelo Brasil
Foto: Divulgação Datagro

Os dados do Ministério dão conta, ainda, que entre janeiro e julho de 2025, a Rússia manteve-se como principal fornecedora, com 6,88 milhões de toneladas embarcadas (28,2% do volume total), alta de 18% sobre igual período do ano anterior.

Na sequência, a China enviou 5,14 milhões de toneladas (21,2% do volume total), com crescimento de 75,7% na comparação anual, enquanto o Canadá ocupou a terceira posição, com 3,1 milhões de toneladas (12,8% do volume total), recuo de 2,2% frente a 2024.

importação de fertilizantes por tipoimportação de fertilizantes por tipo

Em balanço sobre esses números, a consultoria Datagro destaca que, após as incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio, entre Israel e Irã, em junho, o mercado registrou, em julho, uma intensificação das tensões com a escalada da guerra tarifária conduzida pelos Estados Unidos.

“A possibilidade de novas tarifas norte-americanas sobre países que mantêm relações comerciais com a Rússia, como o Brasil, aumentou o risco de interrupções no abastecimento e pressionou as cotações internacionais dos principais fertilizantes. A Índia foi o exemplo mais recente, sofrendo um acréscimo de 25 pontos percentuais nas tarifas de importação, totalizando 50%”, lembra a nota.

Segundo a consultoria, de forma geral, os produtores buscaram antecipar compras para garantir o suprimento necessário à produção.

“Agricultores latino-americanos podem enfrentar dificuldades caso os Estados Unidos ampliem sanções a importadores de fertilizantes russos — insumos essenciais para ganhos de produtividade em culturas como, por exemplo, abacate no México, café e frutas na Colômbia, e soja e milho no Brasil. Os números de julho já indicam um movimento de antecipação, e, com a maior demanda, os preços atingiram novos patamares de equilíbrio”, ressalta a Datagro.

Alta de preços de fertilizantes

preços médios das importaçõespreços médios das importações

Para a Datagro, o viés altista dos preços — já presente devido a restrições de oferta na China e na Rússia — intensificou-se no atual contexto. Assim, o preço médio CIF de compostos NP atingiu US$ 570,87/t, alta de 13,2% sobre junho e de 15,9% no comparativo anual.

Já a ureia CIF avançou 7% no mês, para US$ 427,37/t. MAP e KCl subiram entre 5% e 6% frente a junho. Em relação a julho de 2024, a ureia acumula aumento de 23%, o MAP de 23,8%, o KCl de 14,5% e o sulfato de amônio de 6,2%.

“Outro ponto de atenção é a preocupação de empresas importadoras de fertilizantes russos com possíveis retaliações dos EUA, levando-as a buscar fornecedores alternativos em um mercado de oferta restrita. A Mosaic, sediada nos Estados Unidos, alertou que novas interrupções comerciais entre os maiores fornecedores globais poderiam aumentar a volatilidade dos preços.”

Portas de entrada

portos de entrada fertilizantes portos de entrada fertilizantes

No acumulado do ano, o porto de Paranaguá, no Paraná, foi a principal porta de entrada de fertilizantes no Brasil, com 6,34 milhões de toneladas (26,2% do total), seguido por:

  • Santos (SP) – 3,91 milhões ou 16,2%;
  • Rio Grande RS – 3,86 milhões ou 16%;
  • São Luís (MA) – 2,31 milhões ou 9,5%;
  • Salvador (BA) – 1,61 milhão ou 6,7%.

O dispêndio brasileiro com fertilizantes atingiu US$ 8,8 bilhões, alta de 16% na comparação anual, reflexo do maior volume importado e da elevação dos preços. As compras do insumo representaram 5,2% do total das importações brasileiras no período, ante 4,9% no mesmo intervalo de 2024.

A Datagro aponta que o segundo semestre costuma ser um período de aquecimento nas compras de fertilizantes no Brasil, o que, sazonalmente, mantém os preços em níveis mais altos. “Com as importações em trajetória ascendente, 2025 caminha para novo recorde, tanto em volume quanto em valor”, considera.

Para a consultoria, dado esse contexto, a relação de troca tende a piorar para os produtores, a depender também do preço da commodity, especialmente para aqueles que adiaram aquisições à espera de oportunidades mais favoráveis.

“Ainda assim, mesmo diante de preços elevados, a compra do insumo tende a ser mantida, já que a perda de produtividade por falta de tratos culturais teria impacto mais severo que o aumento de custos”, finaliza a nota da empresa.



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Sanções da Otan contra Rússia podem elevar custo de fertilizantes no Brasil



Um novo risco geopolítico pode impactar diretamente a agricultura brasileira. O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), com apoio dos Estados Unidos, anunciou a possibilidade de impor sanções secundárias a países que mantêm relações comerciais com a Rússia.

As informações constam no Agro Mensal, relatório divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA. O documento destaca que o Brasil depende da Rússia para 26% das importações de fertilizantes e que, em caso de restrição, o país teria de buscar fornecedores alternativos, provavelmente mais caros, o que aumentaria os custos de produção.

Dependência brasileira dos fertilizantes russos

Segundo o relatório, em 2024 a Rússia foi responsável por 53% do fosfato monoamônico (MAP), 40% do cloreto de potássio (KCl) e 20% da ureia importados pelo Brasil.

O fornecimento russo é considerado estratégico por reunir disponibilidade e competitividade em relação a outras origens.

O Agro Mensal também mostra que os preços já registram pressão. Em julho, a ureia subiu 5,2% nos portos brasileiros, alcançando USD 455/t. O MAP recuou 0,3% no mês, para USD 757,5/t, enquanto o KCl permaneceu estável em USD 362,5/t.

O relatório aponta que, diante desse cenário, produtores — especialmente os de grãos — enfrentam uma relação de troca menos vantajosa entre produtos agrícolas e fertilizantes.

Oferta global em risco

O documento do Itaú BBA chama atenção ainda para os problemas de oferta global. Fábricas de ureia no Egito pararam, a produção no Irã foi reduzida devido à guerra contra Israel, e em julho uma planta russa de nitrogenados foi atingida por drone.

Esse quadro levou países com compras centralizadas, como a Índia, a anteciparem aquisições por precaução. Mesmo com a queda nos preços internacionais do gás natural — principal insumo dos nitrogenados —, a ureia e outros produtos seguem em trajetória de alta.

Perspectivas para o setor

De acordo com o Agro Mensal, caso a Otan avance com as sanções secundárias, o Brasil terá de avaliar alternativas de fornecimento em um mercado já pressionado. A medida pode elevar os custos da agricultura nacional e ampliar a dependência de origens mais caras.



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Foi dada a largada! Inscreva-se para a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2025/26!



O evento que marca a abertura da safra 2025/26 de soja já está com as inscrições abertas para quem deseja participar presencialmente. A Abertura Nacional do Plantio da Soja será realizada no dia 3 de outubro, a partir das 9h (horário de Brasília), diretamente da Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS). A cerimônia celebra também o início da 14ª temporada do Projeto Soja Brasil. Não fique de fora: clique aqui e faça sua inscrição gratuitamente!

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Realizado pelo Canal Rural em parceria com a Aprosoja Brasil, o encontro reunirá autoridades, produtores rurais e especialistas para debater temas de impacto no setor, como os desafios do mercado mundial, as condições climáticas para a safra e o cenário geopolítico.

Além das discussões, os participantes poderão acompanhar máquinas em ação no campo e prestigiar um almoço especial de confraternização. Faça parte deste momento histórico para a soja brasileira. Inscreva-se!



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Brasileira relata aumento de quase 90% em peças de carne nos EUA



A brasileira Elizabete Saboia foi a um supermercado no estado da Flórida, nos Estados Unidos, mostrar, na prática, os efeitos do tarifaço de 50% imposto por Donald Trump aos produtos brasileiros, como a carne bovina.

De acordo com ela, uma bandeja com quatro pedaços de costela bovina era vendida no local, em meados de julho, por cerca de US$ 9 (R$ 48,90) e, agora, sai por mais de US$ 17 (R$ 92,39), ou seja, um aumento de 89%.

Outro flagrante do vídeo de Elizabete foram quatro peças de peito bovino sem osso, vendidos entre US$ 92 (R$ 500) e US$ 111 (R$ 603). E o pior: encalhadas faltando apenas dois dias para o vencimento.

A carne bovina é uma das commodities atingidas com a sobretaxa, fazendo com que as exportações brasileiras ao mercado norte-americano ficassem inviáveis.

Nos primeiros seis meses de 2025, o Brasil enviou um volume recorde de proteína animal ao país, com 157 mil toneladas e uma receita de US$ 791 milhões (R$ 4,3 bilhões), conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A ausência da carne brasileira nos supermercados norte-americanos acontece em um momento em que os Estados Unidos contam com o menor rebanho bovino em meio século.

De acordo com o Departamento de Agricultura do país (USDA), são, atualmente, 95 milhões de cabeças, sendo que em meados de 1975, no auge do plantel, eram mais de 140 milhões. A título de comparação, o Brasil conta com, aproximadamente, 220 milhões de cabeças.



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‘Irrigação é a principal ferramenta do agricultor para enfrentar as mudanças climáticas”, diz presidente da FIIB



A irrigação é um dos pilares para ampliar a produtividade agrícola e garantir o uso eficiente da água no campo. Nesta semana, Campinas (SP) recebe a quinta edição da Feira Internacional da Irrigação Brasil (FIIB), que reúne especialistas, pesquisadores e representantes do setor para debater sustentabilidade, políticas públicas e o futuro do agronegócio no Brasil e no mundo.

Para o presidente da FIIB, Denizart Vidigal, a irrigação é essencial para enfrentar os desafios climáticos e promover o desenvolvimento do setor.

“A irrigação é a principal ferramenta que o agricultor dispõe para enfrentar as mudanças climáticas. Isso é fundamental para a sustentabilidade e para o crescimento do agro como um todo”, afirmou.

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Vidigal destacou ainda a capacidade transformadora da técnica, citando exemplos já consolidados no país:

“No Vale do São Francisco, por exemplo, houve uma verdadeira revolução. Uma região antes árida e improdutiva se tornou referência em desenvolvimento socioeconômico graças à irrigação. A Agência Nacional de Águas já identificou pelo menos 26 polos de irrigação no Brasil que poderiam seguir esse mesmo modelo de sucesso”, explicou.

Entre os temas da FIIB também está o potencial de expansão da irrigação no Vale do Rio Paraná, área estratégica para estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná.

“Queremos mostrar como a irrigação pode gerar impactos positivos não apenas na produtividade agrícola, mas também no desenvolvimento regional”, completou Vidigal.
A Feira Internacional da Irrigação Brasil começa nesta terça (19) segue até a próxima quinta-feira (21), no Expo Dom Pedro, em Campinas (SP).



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AgroNewsPolítica & Agro

Crescimento da aveia favorecido por temperaturas amenas


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (14), a aveia-branca registra desempenho satisfatório no Rio Grande do Sul, com a maior parte das lavouras em estágio vegetativo. “Predominantemente em estágio vegetativo (68%), as lavouras avançam de forma acelerada para a fase reprodutiva, com 22% em floração e 10% em enchimento de grãos”, informou a Emater/RS-Ascar.

O boletim destacou que o índice de área foliar segue elevado, com folhas basais ativas e coloração verde intensa, evidenciando adequado estado nutricional e ausência de estresses hídricos ou térmicos relevantes. Nas lavouras em floração, há grande número de flores por panícula e sincronia adequada de emissão, fatores que contribuem para o potencial de enchimento de grãos. “As condições meteorológicas — temperaturas amenas e disponibilidade hídrica — têm favorecido esta fase fenológica, considerada crítica para a definição do rendimento final”, afirmou a instituição.

A Emater/RS-Ascar também observou que, em áreas afetadas por geadas, houve danos pontuais, enquanto a incidência de doenças foliares permanece baixa, restrita a focos isolados. A projeção para a safra é de 401.273 hectares plantados, com produtividade estimada de 2.254 kg/ha.

Nas regiões administrativas, a situação varia. Em Bagé, o desenvolvimento da cultura está satisfatório, mas algumas áreas sofreram redução de potencial produtivo devido a precipitações entre maio e junho. Em Erechim, 25% da área está em vegetativo e 75% em floração, com geadas causando danos pontuais, mas ocorrendo rebrote das plantas afetadas. Em Frederico Westphalen, 30% dos cultivos estão vegetativos, 35% em florescimento e 35% em enchimento de grãos, e algumas áreas precoces sofreram perdas expressivas devido às geadas, exigindo dessecação e posterior plantio de milho. Nessas lavouras, a aplicação de fungicidas tem sido necessária devido à pressão de doenças foliares.

Em Ijuí, 67% da área permanece vegetativa, 23% em floração e 10% em enchimento de grãos, com baixa incidência de doenças. Em Soledade, os primeiros cultivos iniciaram o florescimento, enquanto a maior parte permanece em perfilhamento e elongação do colmo.

No mercado, para a indústria alimentícia, o preço médio da saca de 60 quilos foi de R$ 60,00 na região de Ijuí. Em Erechim e Frederico Westphalen, a cotação alcança R$ 76,00, dependendo da variação do peso hectolitro.





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IBC-Br cai 0,1% em junho ante maio, afirma Banco Central



O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 0,1% em junho, na comparação com maio na série com ajuste sazonal, informou a autarquia nesta segunda-feira, 18. O resultado ficou abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de alta de 0,05%, e próximo ao piso de -0,20%, com teto de 0,40%.

O IBC-Br ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor sobre a atividade, subiu 0,1% em junho, após queda de 0,31% em maio. O indicador da agropecuária cedeu 2,3%, após uma baixa de 4,25% no mês anterior, informou o BC.

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O índice de serviços aumentou 0,1%, depois de ter crescido 0,01% no mês anterior; o da indústria recuou 0,1%, após alta de 0,52% em maio ; e o de impostos – equivalente, em linhas gerais, à rubrica de impostos líquidos sobre produtos do Produto Interno Bruto (PIB) – subiu 0,1%, após uma queda de 1,20%.

Interanual

Na comparação com junho de 2024, o IBC-Br total cresceu 1,4% na série sem ajuste sazonal – acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de 1,25%. As estimativas do mercado iam de 0,70% a 2,80%.

O índice ex-agropecuária avançou 1,2% na comparação interanual, após alta de 2,86% no mês anterior . O da agropecuária teve alta de 5,0%, depois de ter crescido 8,43% em maio. O indicador de serviços cresceu 1,8%, após alta de 2,86%, e o da indústria avançou 0,6%, depois de ter subido 3,25%. O índice de impostos caiu 0,6%, após alta de 2,30%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Manejo integrado para preservar herbicidas



Entre as principais recomendações, está a rotação de herbicidas



Entre as principais recomendações, está a rotação de herbicidas
Entre as principais recomendações, está a rotação de herbicidas – Foto: USDA

O manejo de resistência a plantas daninhas é fundamental para preservar a eficácia dos herbicidas e assegurar uma produção agrícola sustentável. Segundo o engenheiro agrônomo Marcus Costa, a adoção de estratégias integradas é decisiva para evitar o avanço de populações resistentes e manter a produtividade no campo.

Entre as principais recomendações, está a rotação de herbicidas com diferentes modos de ação, que ajuda a reduzir a seleção de plantas tolerantes. O manejo integrado de plantas daninhas (MIPD), que combina métodos mecânicos, culturais e químicos, é outra ferramenta essencial, incluindo práticas como rotação de culturas, plantio direto e capinas. O monitoramento frequente das lavouras possibilita detectar precocemente sinais de resistência e ajustar as práticas. O uso de culturas mais competitivas e o controle mecânico, como capina, aração e desbaste, também contribuem para diminuir a pressão das invasoras. Capacitar produtores e técnicos, por meio de educação e treinamento, completa o conjunto de ações recomendadas.

No âmbito do controle químico, a Bayer trabalha para ampliar as opções disponíveis no mercado. Até 2026, deve lançar o herbicida Convintro Duo, formulado com diflufenicam (HRAC 12) e metribuzim (HRAC 5), destinado à fase de pré-emergência da soja. Outro produto previsto é o icafolin-methyl, uma molécula inédita com ação sobre plantas mono e dicotiledôneas, incluindo espécies como capim-amargoso e capim-pé-de-galinha. A integração dessas práticas com novas tecnologias é vista como o caminho mais eficaz para garantir o controle de plantas daninhas e retardar o desenvolvimento de resistência.

 





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Fórum leva a “Visão além dos números” à 18ª ExpoGenética


Com o tema “Transformando genética em lucro”, a 18ª ExpoGenética, em Uberaba (MG), reforça a missão de mostrar como a seleção de animais de ponta pode resultar em maior produtividade e rentabilidade na pecuária. Entre os destaques da programação está o 2º Fórum Genético Melhora+, que acontece no dia 22 de agosto, no Espaço ABCZ Mulher.

Fórum Melhora+: “Visão além dos números”

Roberta Gestal Expogenética 2025 Fórum Melhora+
Roberta Gestal no pavilhão da Melhora+, Expogenética 2025 | Foto: Larissa Bezerra

Este ano, o Fórum Melhora+ traz como tema “Visão além dos números”, discutindo o papel dos índices genéticos e a necessidade de olhar para além das métricas. A proposta é promover uma troca entre produtores, técnicos e o meio científico para alinhar expectativas e estratégias dentro do melhoramento bovino.

Em entrevista exclusiva ao Lance Rural, a zootecnista e diretora técnica da Melhora+, Roberta Gestal, destacou que o fórum chega em 2025 com um debate ainda mais necessário:

“O Fórum é um momento de reflexão. No ano passado, tivemos a primeira edição, mas este ano o tema é muito atual e tem trazido inquietação entre técnicos, criadores e o meio científico: para onde os índices genéticos estão levando o melhoramento?”, afirma.

Roberta explica que as avaliações genéticas devem ser vistas como ferramentas de apoio, e não como ponto final:

“A avaliação genética é uma ferramenta. Ela não é o fim, mas o meio para que possamos fazer a seleção, a escolha dos animais e provocar a melhoria genética dentro do rebanho.”

Índices como guia, não como destino

Segundo a especialista, os programas de melhoramento no Brasil oferecem excelentes recursos, mas os índices precisam ser utilizados com critério:

“O índice é um facilitador. O criador que produz genética vai usar várias ferramentas para modelar seu rebanho, mas o usuário final muitas vezes olha apenas o índice, e ele nem sempre atende às necessidades específicas de cada fazenda. É isso que queremos discutir: qual o caminho que estamos dando ao melhoramento genético?”

Além dos números: a essência do melhoramento

Para Roberta, o grande desafio é ir além da leitura dos dados e compreender o impacto real no rebanho:

“Nós não estamos simplesmente atribuindo números aos animais. Estamos mexendo na estrutura genética de um rebanho. Estamos arquitetando essa genética. Por isso o tema é a visão além dos números: o que está por trás deles e o que realmente buscamos como essência do melhoramento.”

Ela ainda reforçou que, diferentemente do passado, hoje o pecuarista dispõe de ferramentas capazes de predizer resultados:

Roberta Gestal Expogenética 2025 Fórum Melhora+Roberta Gestal Expogenética 2025 Fórum Melhora+
Roberta Gestal, na 18ª Expogenética | Foto: Larissa Bezerra

“Antes, escolhíamos um touro ou uma vaca acreditando que eram os melhores e esperávamos para ver o produto nascer. Hoje, podemos predizer o valor genético das futuras gerações. Essa é a riqueza que temos com as ferramentas disponíveis nos programas de melhoramento.”

Serviço:

  • Evento: 2º Fórum Genético Melhora+
  • Data: 22 de agosto
  • Horário: 13h
  • Local: Espaço ABCZ Mulher – Uberaba (MG)
  • Tema do fórum: “Visão além dos números”

Leia também: Leilões da Expogenética movimentam mais de R$56 milhões



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