terça-feira, maio 5, 2026

Autor: Redação

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Governo apresenta ‘defesa’ em relação investigação dos EUA que mira Pix e rua 25 de março



O governo brasileiro apresentou na segunda-feira (18) um documento se defendendo, de forma oficial, das alegações de ‘práticas desleais de comércio’ feitas pelo EUA. Para iniciar a investigação da da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA de 1974, o governo Trump citou Pix, estanol, desmatamento ilegal e até a rua 25 de março, localizada em São Paulo, como justificativas.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a manifestação brasileira demonstra, de forma detalhada e com base em vasta documentação, que as alegações dos EUA são improcedentes. O documento comprova que as políticas brasileiras investigadas são transparentes, não discriminatórias, estão em plena conformidade com as melhores práticas internacionais e com as obrigações do país na Organização Mundial do Comércio (OMC).

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“O Brasil reitera que não reconhece a legitimidade de instrumentos unilaterais como a Seção 301, que são inconsistentes com as regras e o sistema de solução de controvérsias da OMC. A participação brasileira no processo se dá em espírito de diálogo e de esclarecimento de fatos e não constitui reconhecimento da validade ou jurisdição do procedimento”, diz trecho da nota emitida pelo ministério.

O texto ainda diz que não é correto dizer que os EUA tenham prejuízo no comércio com o Brasil, já que há um superávit comercial em favor dos norte-americanos.

Investigação

Anunciada em 15 de julho de 2025, a investigação abrange um extenso conjunto de temas, entre eles comércio digital (incluindo o Pix), tarifas preferenciais, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, aplicação de leis anticorrupção e desmatamento.



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o encontro de startups e inovação do Brasil



O Startup Summit 2025, que acontece de 27 a 29 de agosto em Florianópolis (SC), se consolida como um dos principais encontros de startups e inovação do Brasil. Com expectativa de receber mais de 10 mil participantes presenciais e 30 mil online, o evento amplia sua estrutura e fortalece a conexão entre startups, investidores e grandes empresas.

Organizado pelo Sebrae Startups e pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), o Summit chega à oitava edição ainda maior. Serão 200 palestrantes distribuídos em 20 trilhas de conteúdo, incluindo Customer Experience e Customer Success, Deeptech, Fusões e Aquisições, Indústria 4.0, Varejo e Internacionalização. Além de nove palcos e uma plenária, o evento contará com 150 expositores e a presença de 250 fundos de venture capital.

A programação abrange temas como inovação aberta, inteligência artificial, transformação digital, empreendedorismo e investimentos para startups. Dessa forma, reflete a maturidade do ecossistema brasileiro. A edição 2025 busca aprofundar debates estratégicos e ampliar o alcance do conteúdo, focando em fundadores, executivos de grandes empresas, investidores e representantes do governo.

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Entre as novidades está a ampliação dos espaços de conexão entre startups e investidores. Por meio de áreas exclusivas de matchmaking e o LinkLab Open Day, que promove interação com 250 corporações em programas de inovação aberta. A iniciativa pretende estimular novas rodadas de investimento e gerar parcerias comerciais.

Portanto, o Startup Summit 2025 reforça Florianópolis como polo de inovação e fortalece o ecossistema brasileiro de startups, oferecendo oportunidades para networking, aprendizado e negócios. Em resumo, é uma oportunidade única para empreendedores, investidores e empresas se conectarem e impulsionarem o desenvolvimento de novos projetos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita de feijão avança, mas sofre perdas no noroeste de Minas Gerais



Conab vê impacto da mosca-branca na safra




Foto: Pixabay

Segundo o 11º Levantamento de Safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), cerca de 20% da área cultivada de feijão comum em Minas Gerais já se encontra em fase de colheita. O relatório aponta que a situação é mais delicada no noroeste do estado, principal região produtora, onde a elevada incidência de mosca-branca comprometeu fortemente as lavouras.

A Conab explicou que o veranico ocorrido em meados de fevereiro favoreceu a proliferação da praga, e, com o retorno das chuvas em março, houve atraso na colheita da soja. O órgão destacou que a presença de plantas vivas e de soja tiguera coincidiu com a semeadura do feijão, o que ampliou os danos. “Os produtores que semearam nesse período se depararam com danos severos em suas lavouras que, em alguns casos, foram irreversíveis, com perda total da produção”, informou a Companhia.

Ainda segundo a Conab, houve migração de parte dos produtores para culturas como trigo e plantas de cobertura. Nas demais regiões de Minas Gerais, as lavouras de feijão se desenvolveram satisfatoriamente, sem registros de impactos. O levantamento, entretanto, ressalta que essas áreas representam uma parcela reduzida em comparação ao noroeste do estado.

A Companhia também registrou redução na área total cultivada nesta safra, atribuída aos preços menos atrativos do ciclo. Em relação à produtividade, a Conab apontou um decréscimo em comparação ao levantamento anterior.





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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil amplia importações de trigo em 20%


A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) informou, em análise referente à semana de 8 a 14 de agosto, publicada na última quinta-feira (14), que o preço do trigo voltou a recuar no Paraná. O produto de qualidade superior foi negociado entre R$ 76,00 e R$ 77,00 por saco nas principais praças do estado. No Rio Grande do Sul, o valor permaneceu em R$ 70,00 por saco, enquanto a média local ficou em R$ 69,93 por saco.

A Ceema destacou que “as importações nacionais de trigo continuam subindo”. Nos 12 meses encerrados em julho, o volume importado cresceu 20% em comparação ao mesmo período anterior. Apenas em julho, o Brasil importou 616.910 toneladas, alta de 26,7% frente a junho, mas queda de 4,3% em relação a julho do ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). De agosto de 2024 a julho de 2025, o total importado alcançou 6,83 milhões de toneladas.

O levantamento indica que, na primeira quinzena de agosto, o mercado brasileiro permaneceu travado, sob forte influência dos preços internacionais. No Rio Grande do Sul, o trigo argentino para entrega em dezembro recuou R$ 3,14 por saco. No mercado interno, compradores ofereceram R$ 1.350,00 por tonelada, posto moinho nas regiões de Porto Alegre, Canoas e Serra, e R$ 1.320,00 no centro do estado. Houve negócios pontuais a R$ 1.280,00 por tonelada (R$ 76,80 por saco) para embarque em agosto. Para o trigo destinado à ração, o deságio continuou em 20%.

Em Santa Catarina, a Ceema apontou que o mercado também segue travado. O excesso de trigo gaúcho no estado mantém os preços entre R$ 1.330,00 e R$ 1.360,00 por tonelada, em valores FOB, acrescidos de frete e ICMS. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê queda de 6,3% na produção catarinense, mesmo com aumento da área semeada.

No Paraná, o trigo importado manteve competitividade, favorecido pela valorização do real e pelo menor preço do produto de países vizinhos. No mercado à vista, a cotação recuou para R$ 1.400,00 por tonelada CIF, enquanto o futuro foi negociado a R$ 1.300,00 por tonelada CIF moinho. Também foram registrados negócios com trigo paraguaio a R$ 1.440,00 por tonelada CIF. Segundo a TF Agronômica, “o lucro do triticultor paranaense subiu para 4,32%, mas ainda muito abaixo das oportunidades do mercado futuro, que chegaram a 32,1% ao longo do ano”.





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Inadimplência no agro e a fragilidade orçamentária do seguro rural


A inadimplência no agronegócio brasileiro já virou um problema estrutural. Em 2024, foram 1.272 pedidos de recuperação judicial, mais que o dobro do ano anterior. Apenas nos três primeiros meses de 2025, houve alta adicional de 45%. Bancos e cooperativas de crédito registram crescimento recorde nos atrasos de pagamento, acendendo o alerta sobre a sustentabilidade do setor.

Quando o seguro falta, sobra dívida

O caso recente do Rio Grande do Sul é emblemático: após perdas climáticas severas, o governo criou um grupo de trabalho para discutir medidas de socorro ao endividamento dos produtores. Se houvesse cobertura ampla pelo seguro rural, boa parte dessas demandas emergenciais poderia ter sido evitada.

E não é a primeira vez: o país insiste em renegociações de dívidas sem sequer considerar o seguro rural como parte da equação. Renegociar hoje não resolve se amanhã outra seca ou enchente levar tudo de volta à estaca zero. O que falta são medidas estruturantes, não apenas respostas emergenciais.

Em 2024, menos de 15% da área plantada estava protegida por algum mecanismo de seguro rural ou Proagro. Isso significa que, a cada 100 hectares cultivados no país, 85 hectares ficaram totalmente expostos ao clima. Ainda assim, o seguro mostra resultados concretos.

Entre 2003 e 2024, mesmo com baixo apoio em subsídios, as seguradoras indenizaram produtores em valores atualizados equivalentes a R$ 37 bilhões, sendo mais da metade apenas nos últimos quatro anos.

Se o apoio governamental tivesse sido ampliado, os resultados poderiam ser ainda mais expressivos. Os estados que mais receberam indenizações foram Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul — justamente alguns dos maiores polos agrícolas do país que sofreram com as secas e outras adversidades do clima extremo.

Esses valores deixaram de ir para a mesa de prorrogações do crédito rural — sempre
muito mais onerosas para a União (sociedade), para o sistema financeiro e para o agricultor — em comparação com a via preventiva do seguro.

Orçamento que se perde no caminho

Um dos fatores que alimenta esse cenário de inadimplência é a instabilidade do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), do Ministério da Agricultura (Mapa). Criado para reduzir riscos climáticos e financeiros da produção agrícola, o programa vem sendo esvaziado por cortes, bloqueios e contingenciamentos orçamentários.

O PSR tinha orçamento de R$ 1,06 bilhão para 2025. Mas, na prática, o valor se reduziu
drasticamente:

  • R$ 68 milhões foram usados para quitar parte das pendências de 2024, que ainda
    somam R$ 32 milhões;
  • R$ 37 milhões foram efetivamente cancelados;
  • R$ 354 milhões permanecem bloqueados desde junho, justamente no período de maior contratação das apólices de verão.

Assim, sobraram apenas R$ 601 milhões para operar o programa — montante já quase
integralmente consumido pela safra de inverno e por outras atividades no primeiro
semestre.

Menos seguro, mais risco

A descontinuidade tem reflexo direto na área segurada:

  • 14 milhões de hectares protegidos em 2021;
  • 7 milhões em 2024; e
  • em 2025, a cobertura pode cair para menos de 3 milhões de hectares e retornar a
    patamares de dez anos atrás, caso o MAapa não consiga reverter os valores bloqueados.

Menos seguro significa mais exposição do produtor. E mais exposição significa mais inadimplência, mais renegociações de dívidas e queda de confiança no crédito rural. É um círculo vicioso que ameaça a saúde financeira do setor.

Do socorro à prevenção

O Brasil continua adotando políticas reativas, acionando linhas emergenciais apenas após a ocorrência de perdas, o que é caro e ineficaz para resolver os problemas estruturais.

Em países com abordagem preventiva, o seguro rural é parte central da estratégia. Na Espanha, o Seguro Agrícola Combinado atua como política pública consolidada, com gestão compartilhada entre o Estado (Enesa), o sistema de resseguro público (Consorcio de Compensación de Seguros) e o setor privado (Agroseguro).

O 46º Plano de Seguros Agrários Combinados foi aprovado com dotação de 315 milhões
de euros, ou seja, R$ 2 bilhões, representando um aumento de 10,7% em relação a 2024. Entre 2014 e 2020, o governo espanhol destinou cerca de 2 bilhões de euros (R$ 12,6 bilhões em 7 anos) para subsídios ao seguro rural, sendo o país que mais investe nessa política na União Europeia.

Nos Estados Unidos, o seguro rural — via programa do Farm Bill — representa a política agrícola de maior escala. O programa de seguro agrícola custa cerca de US$ 10 bilhões por ano, com cobertura de 90% das terras elegíveis e subsídio de cerca de 62% do prêmio, o que garante proteção robusta e previsibilidade ao setor.

Um pacto de longo prazo

O Brasil precisa reavaliar sua estratégia agrícola. Com dimensões continentais e papel central no abastecimento global, o país não pode se sustentar com políticas frágeis e improvisadas. É necessário construir um pacto de longo prazo que assegure:

  1. Previsibilidade e capacidade de expansão orçamentária do PSR;
  2. Gestão de riscos eficaz, com maior alcance e adesão;
  3. Sustentabilidade do crédito rural, preservando a confiança de produtores, bancos e cooperativas.

O seguro rural não é gasto: é investimento em resiliência. Sem ele, o Brasil corre o risco de ver o motor do seu agronegócio engasgar justamente quando mais precisa acelerar.

*Pedro Loyola é consultor em gestão de riscos agropecuários e financiamento sustentável e coordenador executivo do Observatório do Seguro Rural da FGV Agro.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Apostas de cortes de juros para dezembro rondam o mercado; ouça o Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que fatores políticos globais impulsionaram dólar e petróleo, com Treasuries em alta.

No Brasil, falas conservadoras do BC elevaram os juros futuros e reduziram apostas de corte já em dezembro; dólar subiu a R$ 5,43 e Ibovespa avançou 0,72% a 137.321 pontos.

Hoje, destaque para IPC-Fipe e leilão do Tesouro, além de dados imobiliários nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Ciclone deve trazer ventania, granizo e fortes pancadas de chuva para hoje



Clima intenso sobre o Sul do país, com formação de ciclone extratropical e pancadas de chuva. Outro destaque vai para o Centro-Oeste, onde a ventania também será forte. Acompanhe a previsão desta terça-feira (19) para todo o país:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A formação de um novo ciclone extratropical entre o nordeste da Argentina e o Uruguai – e posteriormente a formação de uma nova frente fria associada a ele – deve reforçar e espalhar as instabilidades sobre o Rio Grande do Sul nesta terça-feira.

De acordo com a Climatempo, ainda pela manhã, a metade sul gaúcha já deve contar com a ocorrência de pancadas de chuva com moderada a pontual forte intensidade, seguida por raios e fortes rajadas de vento. No decorrer do dia, a chuva se espalha pelas demais regiões do estado, com risco para temporais acompanhados por fortes ventos e queda de granizo.

À noite, a chuva deve avançar sobre áreas do extremo oeste catarinense e no sudoeste e sul paranaense. Diante do avanço da frente fria, não está descartada a formação de linhas de instabilidades no decorrer das horas subsequentes.

Sudeste

A circulação de ventos úmidos vindos do oceano ainda pode promover a formação de nuvens de chuva sobre o litoral sul de São Paulo e do Espírito Santo. Já nas demais regiões, o predomínio segue sendo de tempo mais aberto, com calor voltando a ganhar força ao longo do dia, na medida em que o ar frio começa a perder influência. Interior paulista e mineiro seguem com alerta para baixa umidade do ar à tarde.

Centro-Oeste

O processo de intensificação e formação do ciclone no sul deve favorecer a formação de instabilidades sobre o oeste e sul de Mato Grosso do Sul, e as pancadas de chuva avançam sobre a região no final da tarde, variando entre moderada e forte intensidade – seguidas por raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo isolado. Segundo a Climatempo, não estão descartados possíveis temporais.

O território sul-mato-grossense também deve receber rajadas de vento, que ocorrem ao longo do dia, com ventos que podem chegar a 90 km/h em toda a metade oeste e sul do estado. Já entre Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal, segue o predomínio de tempo aberto, com destaque para o calor e a baixa umidade do ar à tarde – que segue em níveis críticos.

Nordeste

A circulação de ventos vindos do oceano ainda promove a formação de instabilidades sobre Sergipe e Alagoas, e a chuva segue mais irregular no litoral e parte do leste da Bahia. Em território sergipano e alagoano, há risco para pancadas de chuva com moderada a pontual forte intensidade. Entre Recife (PE) e Natal (RN), as pancadas de chuva acontecem de maneira esporádica no decorrer do dia, variando entre fraca e moderada intensidade. O sertão nordestino segue com predomínio de tempo aberto, calor e umidade baixa presentes.

Norte

A circulação de ventos em níveis mais elevados na atmosfera deve contribuir para que as instabilidades permaneçam restritas apenas em algumas áreas do Amazonas e do sul de Roraima, com pancadas de chuva irregulares e com moderada intensidade ao longo do dia. Acre e Rondônia seguem com predomínio de tempo firme e bastante calor durante o dia. Já o Tocantins se mantém sob atuação da massa de ar seco, com alerta de baixa umidade do ar à tarde.



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AgroNewsPolítica & Agro

Grupo de inseticidas age com alta efetividade no controle de ninfas e insetos adultos do ‘psilídeo-dos-citros’


Estudos realizados no Centro de Citricultura do IAC respaldaram aplicações dos ingredientes ativos fenpiroximato, buprofezina e etofenprox, que revelaram indicadores de eficácia de 75% a 100% no controle do vetor do ‘greening’

Pesquisadores do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, vinculado ao IAC – Instituto Agronômico e da companhia Sipcam Nichino, desenvolveram uma nova estratégia para controle do ‘psilídeo-dos-citros’ (Diaphorina citri). O inseto, vetor da bactéria que transmite o ‘greening’ nos pomares de laranja, mostrou-se altamente suscetível aos ingredientes ativos fenpiroximato, buprofezina e etofenprox, do portfólio da Sipcam Nichino.

Segundo explica o engenheiro agrônomo Marcelo Palazim, coordenador de marketing de especialidades, o trabalho de pesquisa, realizado na Estação do IAC em Cordeirópolis-SP, terminou em maio último e observou a eficácia de ação dos produtos Fujimite® (fenpiroximato), Fiera® (buprofezina) e Trebon® (etofenprox) sobre as fases adulto e ninfa (fases jovens) do ‘psilídeo-dos-citros’.

Conforme Palazim, aplicações isoladas ou combinadas das soluções, em intervalos de sete dias, frente a diferentes níveis populacionais do ‘psilídeo’, apresentaram indicadores de eficácia entre 75% e 100%. “São números expressivos, principalmente ante a capacidade reprodutiva e de disseminação dessa praga nos pomares”, diz o agrônomo. “A combinação dos ativos permite a quebra efetiva do ciclo de desenvolvimento da praga”, ele reforça.

De acordo com Palazim, árvores afetadas pelo ‘greening’ registram queda acentuada de frutos, que também ficam menores, deformados e, assimétricos, imprestáveis para o mercado.  “Os inseticidas devem ser aplicados via solo e na parte aérea da planta, logo que se detectar, em monitoramento, a presença dos primeiros indivíduos ‘psilídeo-dos-citros”, acrescenta Palazim.

Segundo a Sipcam Nichino, o inseticida Fiera® conta com propriedades fisiológicas reguladoras de crescimento de insetos. Atua por contato sobre as ninfas do ‘psilídeo’. O inseticida-acaricida Fujimite®, por sua vez, vem sendo empregado com sucesso nos citros para controle de pragas de relevância econômica como o ácaro-da-leprose. Já o inseticida Trebon® constitui um produto de contato com amplo espectro de ação, aplicado em mais de vinte culturas.

“Doença mais desafiadora safra após safra, o ‘greening’ se converteu na preocupação central da cadeia citrícola”, reforça Palazim. “Atualmente, do ponto de vista fitossanitário, uma das principais recomendações ao citricultor é realizar a rotação de produtos com diferentes ingredientes ativos”, ele conclui.

Criada em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam, fundada em 1946, especialista em agroquímicos pós-patentes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.





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Embrapa lança serviço que identifica ovinos e caprinos mais produtivos


A Embrapa lançou a Prova de Eficiência Alimentar e Desempenho (Pead), um serviço que promete revolucionar a caprinocultura e a ovinocultura no Brasil. O objetivo é identificar animais que produzem mais com menos alimento, reduzindo custos para os criadores e impulsionando o melhoramento genético dos rebanhos.

A alimentação representa até 75% das despesas na criação desses animais, e a nova metodologia pode se tornar um diferencial competitivo para os produtores. Além disso, a seleção de reprodutores mais eficientes contribui para a redução da emissão de gases de efeito estufa e de resíduos no ambiente.

Estrutura tecnológica para avaliação dos animais

O novo serviço utilizará o Centro de Eficiência Alimentar e Desempenho de Caprinos e Ovinos (Ceadoc), localizado na Embrapa Caprinos e Ovinos, no Ceará. O espaço foi equipado com baias, comedouros, bebedouros e balanças automatizadas, todos controlados por sensores e chips eletrônicos.

Cada animal terá seu consumo monitorado individualmente, permitindo maior precisão na análise da eficiência alimentar. Também serão avaliados indicadores como ganho de peso, medidas de carcaça obtidas por ultrassonografia e características ligadas à fertilidade.

Como será a participação dos criadores

Os criadores interessados poderão inscrever seus animais nas provas, que terão duração de 70 a 90 dias. Nesse período, os animais permanecerão no Ceadoc em condições padronizadas, com alimentação controlada.

Serão aceitos machos jovens de 90 a 150 dias, em grupos de 32 a 64 animais. Ao final de cada etapa, a Embrapa divulgará os resultados, permitindo que os melhores reprodutores sejam selecionados para multiplicar características superiores nos rebanhos.

Segundo o pesquisador Olivardo Facó, especialista em melhoramento genético da Embrapa, a prova traz benefícios em duas frentes.

“Em curto prazo, conseguimos identificar potenciais reprodutores para ganhos genéticos nos rebanhos. Em médio e longo prazo, esse serviço pode estimular a criação de programas de melhoramento genético mais estruturados para ovinos e caprinos de corte”, explica.

A eficiência alimentar é considerada um atributo-chave porque garante que os animais consumam menos ração para ganhar peso. Isso se traduz em redução de custos e maior rentabilidade, além de sistemas produtivos mais sustentáveis.

Relevância para produção de caprinos e ovinos

O Brasil é o maior produtor da América Latina, com 21,8 milhões de ovinos e 12,9 milhões de caprinos. Apesar do potencial, as cadeias produtivas ainda enfrentam dificuldades de organização, o que limita a implementação de programas de melhoramento.

Hoje, a seleção de reprodutores se baseia principalmente em porte, morfologia ou premiações em exposições. O novo serviço busca mudar esse cenário, fornecendo critérios objetivos, científicos e ligados à produtividade.

Apoio do setor produtivo

A iniciativa conta com o apoio de entidades representativas. A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) e a Associação Brasileira de Criadores de Caprinos (ABCC) já manifestaram interesse em mobilizar seus associados.

Para o presidente da Arco, Edemundo Gressler, a novidade é estratégica:
“Esse serviço é uma ferramenta extraordinária para consolidar o melhoramento das raças envolvidas. Dará oportunidade de aquisição de animais melhoradores que transmitam suas qualidades às próximas gerações”, afirma.

O presidente da ABCC, Pedro Martins, também destacou que a proposta pode fortalecer a base genética da caprinocultura nacional e criar novas oportunidades para o setor.

Foto: Embrapa

Perspectiva de inovação

Além do impacto econômico, a Embrapa projeta estudos avançados, como a análise da arquitetura genética de raças locais e o desenvolvimento de equações de predição genômica para eficiência alimentar. Poucos centros na América Latina possuem estruturas semelhantes, o que coloca o Brasil em posição de destaque.

Para a zootecnista Luciana Guedes, parceira da Embrapa em pesquisas de nutrição animal, integrar a eficiência alimentar aos programas de melhoramento genético é uma estratégia transformadora:
“Isso gera linhagens mais produtivas e competitivas, reduz custos e fortalece a sustentabilidade do setor”, avalia.

Um novo patamar para a pecuária de pequenos ruminantes

A Prova de Eficiência Alimentar e Desempenho abre caminho para um salto de qualidade na pecuária de ovinos e caprinos no Brasil. Com base em dados científicos e tecnologia de ponta, os criadores terão mais segurança para investir em reprodutores que entregam produtividade, rentabilidade e sustentabilidade.

A expectativa é que, com a adesão do setor produtivo, o País consiga estruturar uma base genética sólida, ampliando sua competitividade no mercado e garantindo maior retorno econômico para os produtores.



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AgroNewsPolítica & Agro

Trator da Série S6 da Valtra é destaque na Expointer


A Valtra, referência em tecnologia agrícola no Brasil e no mundo, marcará presença na 48º edição da Expointer, maior feira da agropecuária da América Latina, com uma seleção de suas principais soluções em mecanização agrícola. A Valtra, que completa 65 anos no Brasil, apresenta como destaque a recém-lançada Série S6, linha de tratores de maior potência já produzida pela marca, que chega pela primeira vez ao público gaúcho. O evento acontece de 30 de agosto a 7 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil (PEEAB), em Esteio, no Rio Grande do Sul.

Projetada e fabricada na Finlândia, a linha é ideal para operações de alta demanda, como as da produção de grãos e do setor sucroenergético. Com potência elevada, tecnologia inteligente embarcada e foco no conforto do operador, o modelo é ideal para produtores que buscam máxima performance, inclusive em terrenos desafiadores.

“A Série S6 é ideal para atender as necessidades dos produtores do Sul, que trabalham principalmente com soja, milho e arroz, que são culturas fortes na região e que demandam máquinas potentes, eficientes e com alta capacidade de operação. Apresentar esse trator na Expointer reforça nosso compromisso em entregar soluções que realmente façam a diferença no dia a dia do campo”, afirma Claudio Esteves, diretor de vendas da Valtra.

Durante o evento, os visitantes também poderão conhecer de perto outros modelos reconhecidos da marca, como os tratores da Série Q5, máquinas de alta performance e precisão; o modelo T CVT, equipado com motor AGCO Power e transmissão continuamente variável, que garante melhor controle de potência e velocidade; os tratores da Série A4, ideais para tarefas que buscam força, agilidade, precisão e economia; a plantadora Momentum de 18 linhas, que gera economia de insumos e maior produtividade no cultivo de soja e milho; e o pulverizador BS2225H, com autonomia e desempenho para garantir a máxima eficiência nas pulverizações.

Com mais de quatro décadas de história, a Expointer reúne lançamentos, tendências e inovações que movimentam o agronegócio na região Sul do País. A presença da Valtra na feira reforça o compromisso da marca em estar próxima dos produtores, promovendo tecnologias que aumentam a produtividade no campo.

Linha completa em soluções agrícolas

Além da recém-lançada e premiada Série S6, os visitantes também poderão conhecer de perto outros modelos reconhecidos da marca durante o evento, como os Tratores da Série Q5, que se sobressaem pelo reconhecimento internacional e pela combinação de força e inteligência no campo. Com modelos que variam de 265 cv a 305 cv, os tratores da linha são equipados com motor AGCO Power de 7,4 litros e transmissão CVT da Valtra, garantindo alta performance, manobrabilidade e um nível superior de visibilidade. A tecnologia SmartTurn permite a realização automática das manobras de cabeceira, sem intervenção do operador, trazendo mais precisão e eficiência às operações.

Outro destaque também será o Trator T CVT, voltado para os produtores que demandam alta potência e precisão, já que possui transmissão contínua variável e faixas de potência de 195 cv a 250 cv. Em conjunto com a Plantadeira Valtra Momentum, o modelo entrega alto rendimento, robustez e economia.

A Plantadeira Valtra Momentum de 18 linhas destaca-se por seu conceito inovador de plantadeira dobrável, que garante muito mais flexibilidade para o agricultor. Proporcionando alta precisão na deposição de sementes, ela conta com tecnologia Weight Transfer, que redistribui a carga central do chassi para as pontas, e o sistema exclusivo SmartFrame, que nivela automaticamente as três seções de plantio, garantindo que todas as linhas permaneçam em contato com o solo, mesmo em terrenos irregulares.

A Série A4 HiTech, que também estará em exibição, é projetada para maximizar a economia de combustível e a eficiência operacional. Com motor AGCO Power e transmissão HiTech4 PowerShift, a linha entrega até 12% de economia por hectare trabalhado, devido aos modos de operação inteligentes que permitem ajustes automáticos para diferentes tipos de trabalho, proporcionando a melhor produtividade do seu segmento.

Por fim, a Valtra também destaca o Pulverizador BS2225H, que entrega maior autonomia e produtividade, graças ao motor AGCO Power. Equipado com transmissão 4×4 cruzada permanente e sistema de pulverização controlado por válvula PWM, o modelo garante eficiência mesmo em terrenos inclinados.

 





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