segunda-feira, maio 4, 2026

Autor: Redação

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Energia solar deve gerar 3,6 milhões de empregos



“Não se trata apenas de reduzir a fatura de energia”



“Não se trata apenas de reduzir a fatura de energia"
“Não se trata apenas de reduzir a fatura de energia” – Foto: Pixabay

A energia solar fotovoltaica está em plena expansão no Brasil e deve alcançar 33% da matriz elétrica nacional até 2030. O avanço da tecnologia, a queda nos custos de instalação e o acesso facilitado a crédito vêm impulsionando a adoção do modelo, que já gerou mais de 1,4 milhão de empregos desde 2012. As projeções indicam que, nos próximos cinco anos, o setor poderá criar mais de 3,6 milhões de postos de trabalho, consolidando-se como um dos principais motores da economia verde.

Para empresas de diversos setores, a adoção da geração própria representa mais do que uma alternativa sustentável: trata-se de uma resposta estratégica a tarifas energéticas elevadas e à pressão por práticas responsáveis. A possibilidade de reduzir em até 95% os custos com eletricidade atrai negócios com alto consumo e pouca previsibilidade de despesas. Além disso, fortalece o posicionamento institucional, reduz riscos e melhora a percepção da marca em um mercado cada vez mais competitivo.

De olho nesse cenário, o Grupo Studio estruturou uma vertical de energia voltada à implantação de sistemas fotovoltaicos em empresas. A atuação abrange desde o diagnóstico técnico e econômico até a execução e monitoramento dos projetos, com foco em transformar custos recorrentes em ativos estratégicos. A proposta busca unir eficiência financeira e compromisso com inovação e sustentabilidade.

“Não se trata apenas de reduzir a fatura de energia, mas de transformar um passivo em ativo estratégico. A energia solar permite que a empresa retome o controle sobre uma das suas maiores despesas operacionais, enquanto avança em compromissos com inovação e sustentabilidade. É uma virada de chave na gestão”, afirma Carlos Braga Monteiro, CEO da empresa.

Com a pressão global por descarbonização e o protagonismo crescente da energia limpa, a transição deixou de ser uma tendência futura e tornou-se urgência estratégica. O avanço da energia solar sinaliza que investir agora pode definir quais empresas estarão na vanguarda da transformação e quais ficarão para trás em um mercado em rápida evolução.

 





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Ministério do Meio Ambiente fala em preocupação com suspensão da Moratória da Soja



O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) divulgou, na noite de terça-feira (20), uma nota sobre a decisão preventiva da Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que determinou a suspensão da Moratória da Soja sob a alegação de possíveis práticas anticompetitivas.

No comunicado, o MMA afirmou “preocupação” em relação à decisão e destacou a longevidade do pacto.

“O compromisso ambiental formalizado na Moratória da Soja, com participação de agentes econômicos e apoio de órgãos governamentais, possui quase 20 anos de vigência, com resultados inegáveis para a proteção ambiental. A perenidade do acordo indica seu sucesso e a ausência de elementos que possam, por si só, caracterizar um cartel de compra que justifique uma medida preventiva”, diz trecho da nota.

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O ministério também ressaltou os dados positivos alcançados ao longo da vigência do acordo:
“Entre 2006 e 2023, a área dedicada à soja no bioma Amazônia cresceu 427%, sem provocar novos desmatamentos. No mesmo período, o crescimento no restante do Brasil foi de 115%. Além disso, 97,6% do desmatamento ocorrido nesse intervalo não esteve associado à expansão da sojicultura”.

Ainda segundo o MMA, a Moratória da Soja demonstra que é possível conciliar crescimento agrícola com sustentabilidade:

“A experiência da Moratória da Soja mostrou que é possível expandir a produção agrícola de forma competitiva, com ganhos de produtividade, respeito à legislação e proteção dos direitos humanos. Longe de restringir o mercado, o acordo contribuiu para consolidar a imagem do Brasil como fornecedor confiável de soja produzida sem desmatamento e violações socioambientais”.

Entenda o caso

A Moratória da Soja é um acordo ambiental firmado em julho de 2006 entre entidades representativas dos produtores de soja, organizações não governamentais (ONGs) e o governo federal. Inicialmente prevista para durar dois anos, a iniciativa foi renovada em 2016 por prazo indeterminado. O pacto estabelece medidas para impedir a comercialização de soja produzida em áreas desmatadas da Amazônia.

Na última segunda-feira (19), a Superintendência-Geral do Cade determinou que empresas que comercializam soja suspendam a adesão à Moratória no prazo de 10 dias, sob pena de multa. Para o órgão, o pacto configura um acordo anticompetitivo entre concorrentes e prejudica a exportação do grão.



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Restaurante capixaba fortalece produtores locais e atrai turistas


Nas montanhas do Espírito Santo, em Domingos Martins, a cerca de  50 km da capital, Vitória, está o restaurante Cordillera Mar e Fuego, que vem ganhando destaque por unir sabor, história e valorização da produção agrícola local.

Com um ar nostálgico e uma decoração rústica que acolhe os turistas, o restaurante está sob o comando do chef Paulo Buzon. A casa se firmou como referência em parrilla argentina e frutos do mar, conquistando não apenas prêmios, mas também a fidelidade de clientes e turistas que buscam experiência única e repleta de sabores.

“No ano passado, fui agraciado com a vitória em um reality show de churrasco, o que agregou um valor muito significativo ao restaurante. Neste ano, o restaurante também foi premiado como o melhor restaurante de cozinha contemporânea nas montanhas capixabas”, conta Buzon orgulhoso dos seus 15 anos dedicados à gastronomia.

Comprometido com os detalhes dos pratos e com a qualidade, ele busca pessoalmente cada ingrediente, priorizando os micro e pequenos produtores rurais da região. 

“Só compro os ingredientes de produtores rurais daqui. Isso garante um produto diferenciado, porque podemos conversar diretamente com o produtor e pedir exatamente o que precisamos. Assim como folhas, queijos, embutidos e até ovos chegam frescos”, explica o chef. Atualmente, cerca de 30 produtores locais são beneficiados pelas compras do restaurante.

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Cerveja artesanal e pousada histórica

Na foto, aparece um casal, o home está segurando uma taça de chopp. Na foto, aparece um casal, o home está segurando uma taça de chopp.
Casal Angelo e Regina Rigo na cervejaria Altezza (ES). Foto: Fabiana Bertinelli | Canal Rural

O Cordillera Mar e Fuego está integrado à Cervejaria Altezza, do Angelo Afonso Rigo, que produz cervejas artesanais e recebe turistas desde que, por acaso, decidiu abrir as portas. “Começou sem planejamento. As pessoas vinham, o público cresceu naturalmente e decidimos profissionalizar, abrindo restaurante e, depois, a pousada”, conta Rigo.

A pousada, instalada em um casarão do século XIX preservado, é administrada por Regina, esposa de Rigo, que cuida de cada detalhe da hospedagem. 

“Enquanto ela garante conforto e acolhimento, eu sigo produzindo as cervejas artesanais”, complementa Rigo.

Essa integração de talentos e negócios mostra como o turismo rural pode preservar tradições, gerar renda e encantar visitantes com experiências autênticas e saborosas.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação





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Frente fria associada a ciclone avança e causa instabilidade, veja a previsão do tempo para hoje



A frente fria associada ao ciclone avança no país nesta quarta-feira (20) e espalha as instabilidades sobre todos os estados da região Sul. Ainda durante a madrugada, as áreas de chuva começam a ganhar força sobre o Rio Grande do Sul, com risco de chuva forte e até mesmo temporais localizados. Conforme o deslocamento do sistema, não está descartada a formação de alguma linha de instabilidade sobre Santa Catarina e o interior do Paraná.
Apesar disso, já a partir do início da tarde, as instabilidades começam a perder força nos três estados, com algumas pancadas de chuva mais expressivas apenas sobre o norte paranaense. Além da chuva, os ventos também continuam sendo destaque em toda a região.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Entre as áreas de maior atenção, a serra gaúcha e catarinense se destacam, com ventos que podem ultrapassar os 91 km/h. Nas demais áreas da metade leste gaúcha, rajadas de vento de até 90 km/h – sobretudo entre o período da manhã e tarde

No Sudeste, algumas áreas de instabilidade associadas ao deslocamento da frente fria também podem avançar sobre o estado de São Paulo. A partir do período da tarde, haverá condições para que as pancadas de chuva avancem sobre o oeste, sul e litoral paulista, não sendo descartada a ocorrência de chuva pontualmente forte seguida por raios.

Na Grande São Paulo, algumas áreas também podem contar com a ocorrência de pancadas com raios a partir da segunda metade da tarde. Apesar da chuva, outro destaque gira também em torno dos ventos, que começam a soprar ainda no período da manhã, com rajadas de até 50 km/h no interior e leste paulista. Ainda assim, boa parte do estado segue com tempo firme e seco, e o alerta para baixa umidade do ar segue nas horas mais quentes do dia entre o norte e noroeste paulista.

Entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o predomínio continua sendo de tempo aberto, com destaque para o calor que ganha força no decorrer das horas. O interior mineiro segue com umidade relativa do ar em níveis críticos na parte da tarde.

Enquanto no Centro-Oeste, o deslocamento da frente fria também deve influenciar as condições de tempo sobre parte de Mato Grosso do Sul. Ainda pela manhã, as instabilidades começam a ganhar força sobre a metade sul do estado, com risco para fortes pancadas de chuva, seguidas por raios e rajadas de vento – não sendo descartada também a ocorrência de granizo isolado.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

No decorrer das horas subsequentes, essa chuva começa a se espalhar pela porção oeste e central do estado – incluindo Campo Grande –, incidindo ainda por meio de pancadas irregulares, mas que podem cair com maior intensidade. O cenário ainda é de perigo para algumas áreas entre a região central e o sul do estado, onde há risco para temporais com volumes expressivos.

Entre o norte e noroeste, pode chover de maneira isolada já no final do período da tarde. Em Mato Grosso, haverá condições para a ocorrência de algumas pancadas isoladas de chuva sobre o noroeste e sudoeste do estado, em algumas áreas pontuais e sem risco para acumulados significativos. Entre Goiás e o Distrito Federal, o destaque segue sendo o tempo firme, calor e alerta de baixa umidade do ar.

Já no Nordeste, a circulação de ventos que sopram do oceano trazendo umidade ainda pode resultar em episódios de chuva com moderada e eventual forte intensidade no litoral de Alagoas e Pernambuco. Em algumas áreas do sul da Paraíba, também pode chover de maneira isolada e com fraca intensidade. Nas demais regiões do interior e meio-norte nordestino, o tempo segue aberto, marcado pela presença do sol e bastante calor ao longo do dia. Algumas áreas entre o oeste da Bahia, sul do Piauí e do Maranhão seguem com alerta de baixa umidade do ar à tarde.

E no Norte, as instabilidades seguem concentradas entre o norte do Amazonas, Roraima e o Amapá, ainda com chance para chuva forte ao longo do dia. Algumas áreas da metade sul do Amazonas também podem contar com a ocorrência de pancadas isoladas. Já nos estados do Pará, Tocantins, Acre e Rondônia, o tempo segue predominantemente aberto, sem previsão de chuva significativa, com predomínio de sol e calor ao longo do dia.



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USDA prevê safra recorde de milho em 2025/26



Apesar do crescimento, a produção superou o consumo




Foto: Agrolink

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (18), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou as projeções para a safra 2025/26 de milho do país.

De acordo com o relatório, a produção norte-americana foi estimada em 425,26 milhões de toneladas, um aumento de 6,60% em relação a julho de 2025 e 12,61% frente ao mesmo período do ano anterior. O USDA afirmou que esse volume “é o maior já registrado na série histórica e representa o maior crescimento já observado em um único relatório do Departamento”.

O documento apontou ainda que as exportações devem atingir 73,03 milhões de toneladas, avanço de 7,48% em comparação à estimativa anterior e de 1,95% em relação à safra passada. O consumo doméstico foi projetado em 332,25 milhões de toneladas, acréscimo de 4,39% frente à safra 2024/25 e de 2,71% sobre julho de 2025.

Apesar do crescimento, a produção superou o consumo, o que resultou na elevação dos estoques finais, que subiram 27,51% em relação a julho, totalizando 53,77 milhões de toneladas. Diante desse cenário, o preço do contrato de milho para julho de 2026 na CME-Group recuou 0,92% em comparação à última semana.

O Imea destacou que, caso as estimativas sejam confirmadas, “pode haver uma pressão ainda mais forte em Chicago no segundo semestre do ano”.





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Excedente global pressiona preços do açúcar no mercado


O açúcar bruto iniciou 2025 cotado a 19,5 c/lb, atingindo o pico em fevereiro, em meio a perspectivas desfavoráveis para a safra 2024/25 da Índia e preocupações sobre a produção da região Centro-Sul do Brasil em 2025/26. No entanto, os preços recuaram à medida que a produção brasileira se mostrou mais resiliente. A coordenadora de inteligência de mercado da Hedgepoint, Lívea Coda, afirmou que “apesar dos desafios, como a produtividade e a qualidade da cana abaixo do esperado, a moagem brasileira deve ultrapassar 600 milhões de toneladas, um resultado sólido em comparação com as safras anteriores, especialmente quando combinado com um mix de açúcar recorde”.

Segundo Coda, “esse resultado, juntamente com as condições favoráveis para a safra 2025/26 no Hemisfério Norte, levou a um ajuste do mercado. Os preços se estabilizaram em torno de 16,5 c/lb, refletindo as expectativas de aumento da oferta em comparação com as safras anteriores. No entanto, a demanda global persistente por açúcar impediu que os preços permanecessem na baixa de junho, de 15,5 c/lb”.

A analista destacou que, durante junho, surgiram especulações sobre um possível desvio do etanol na região Centro-Sul do Brasil. Ela acrescentou que “os preços do açúcar permaneceram atraentes, especialmente nos principais estados produtores de São Paulo e Minas Gerais, que continuaram a impulsionar o mix de açúcar para níveis excepcionalmente altos, mitigando qualquer risco significativo de reduções no resultado do mix”.

Coda observou que a China voltou a se posicionar como principal compradora de açúcar brasileiro durante maio, junho e julho, aproveitando oportunidades de arbitragem e superávit do período. “No nível de 15,5 c/lb, a demanda chinesa voltou ao mercado”, disse.

Ela também comentou sobre a expectativa para os próximos meses: “esperamos que os fluxos comerciais permaneçam baixistas, com um excedente projetado superior a 2,5 milhões de toneladas entre o terceiro trimestre de 2025 e o terceiro trimestre de 2026. Embora fatores sazonais, como o período de entressafra no Brasil e os baixos estoques domésticos de etanol, possam oferecer algum suporte aos preços, o excedente previsto entre o terceiro e o quarto trimestre de 2025 provavelmente atenuará qualquer impulso de recuperação significativa nos preços que possa ocorrer no início de 2026”.

A analista acrescentou que o aumento da disponibilidade global, especialmente da Índia, também pressiona os preços. “Isso reforça uma perspectiva baixista para o açúcar”, afirmou.

No entanto, Coda ponderou que a baixa expectativa de preços não significa quedas abruptas ou paridade com o etanol. Ela explicou: “uma forte recuperação dos preços provavelmente exigiria interrupções relacionadas ao clima ou mudanças relevantes nos fundamentos, seja do lado da oferta ou da demanda, para alterar a trajetória atual. Por enquanto, não esperamos mudanças significativas”.

De acordo com dados oficiais, a produção de açúcar na safra 2024/25 (abril-março) atingiu 3,75 milhões de toneladas, com moagem de aproximadamente 58,4 milhões de toneladas de cana, ATR de 132 kg/ton e mistura de açúcar de 51%. Lívea Coda explicou que, embora algumas áreas apresentem chuvas acima da média, que podem reduzir ligeiramente o ATR para cerca de 131 kg/ton, “essa queda marginal deve ser mais do que compensada pelo aumento da disponibilidade de cana e por um mix maior de açúcar”.

Atualmente, a produção de açúcar na região está estimada em 3,9 milhões de toneladas, junto com 2,2 bilhões de litros de etanol de cana. Considerando a expansão da capacidade de etanol de milho, incluindo investimentos da Inpasa, a produção total de etanol para 2025/26 pode chegar a 2,75 bilhões de litros.





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Decisão do STF causa insegurança jurídica em bancos; ouça os destaques econômicos do dia


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a decisão do STF aumentou a insegurança jurídica e derrubou o Ibovespa em 2,10%, aos 134 mil pontos. O dólar subiu 1,22%, para R$ 5,50, e os juros futuros abriram mais de 20 pontos.

Lá fora, petróleo e commodities recuaram, enquanto investidores aguardam Jackson Hole e a ata do FOMC. Hoje, atenção ao CPI da Zona do Euro, ata do Fed e fluxo cambial no Brasil.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Queda no preço do arroz acende alerta no setor e pode impactar próxima safra


A queda nos preços do arroz, influenciada pelo aumento da oferta interna e por oscilações do mercado internacional, tem gerado preocupação no setor orizícola. Para o Sindicato das Indústrias de arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) as constantes variações do preço afetam diretamente o estoque das indústrias e podem impactar até mesmo na próxima safra. Pensando em evitar ainda mais desgaste, a entidade avalia que o equilíbrio entre produtores, indústrias e consumidores seria o ideal para a manutenção de toda a cadeia produtiva.

Conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil produziu 12,3 milhões de toneladas de arroz neste ano, um número consideravelmente maior do que as 11,7 milhões de toneladas estimadas inicialmente. Um cenário de superoferta que também se repete no Mercosul. Segundo números do AgroDados Inteligência em Mercados de Arroz, a expectativa inicial era de até 16,5 milhões de toneladas para os países do bloco (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), mas a produção superou os 17 milhões de toneladas.

Conforme alertam os presidentes do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, e da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), Renato Franzner, o aumento significativo gerou estoques elevados em toda a cadeia. Ao mesmo tempo, observa-se uma redução no consumo interno, especialmente entre as novas gerações, o que agrava ainda mais o desequilíbrio entre oferta e demanda.

O cenário se torna ainda mais desafiador, conforme Rampinelli, com a reabertura das exportações de arroz pela Índia e o aumento da competitividade dos Estados Unidos no mercado global. Diante do câmbio desfavorável, o Brasil optou por reduzir suas exportações, o que pressionou os preços internos, que chegaram a recuar para a casa dos R$ 60 a saca de 50 kg em algumas semanas.

Impactos na safra 25/26

A semeadura da safra 2025/26 deve começar entre agosto e setembro, podendo se estender até outubro em algumas regiões. No entanto, de acordo com o presidente do SIndArroz-SC, o atual contexto pode desestimular os produtores a investirem na lavoura, o que comprometeria a eficiência produtiva.

“Santa Catarina poderá manter sua produtividade, desde que o clima se mantenha favorável. Porém, diante dos preços baixos, os agricultores devem buscar alternativas para reduzir custos, especialmente no uso de insumos essenciais como adubo e ureia, o que pode afetar a qualidade da produção”, afirma Rampinelli.

As indústrias e a pressão do mercado

As indústrias orizícolas, elo fundamental entre o campo e o consumo, enfrentam pressão tanto de produtores quanto do varejo. Com margens reduzidas e estoques elevados, as empresas operam em um ambiente de alta complexidade e buscam soluções para manter sua competitividade.

“As indústrias precisam trabalhar e vender. Até a próxima safra, devemos permanecer em um empate, mas precisamos de preços mais atrativos para o próximo ciclo, pensando também nos produtores, pois estamos ao lado deles. Queremos que o preço do arroz reaja e se mantenha justo, sem tantos picos para cima ou para baixo. Hoje, as indústrias estão com margens apertadas e baixo resultado, mas precisamos acreditar que haverá recuperação”, enfatiza o presidente do SindArroz-SC.

Caminhos para restabelecer o preço

Na avaliação do presidente da Abiarroz, o Brasil possui dois caminhos para tentar equilibrar o preço do arroz para toda a cadeia produtiva: escoar ou reter a produção. A primeira alternativa envolve o programa “Brazilian Rice”, desenvolvido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que pensando em aumentar as exportações, já abriu mercados na América Latina e também possui tratativas em andamento com países da África e no Oriente Médio. Já a segunda alternativa seria a criação de um estoque regulador, por meio de compras governamentais realizadas pela Conab, a serem usadas em eventuais períodos de frustração em safras futuras.

Além disso, uma campanha nacional de incentivo ao consumo será lançada pela Abiarroz em setembro, com foco nas novas gerações, resgatando o valor cultural, nutricional e social do arroz. “Estruturamos um fundo para essa ação e acreditamos que a sensibilização da sociedade é fundamental para garantir a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva”, conclui Franzner.





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boi gordo tende a manter viés de alta nos próximos meses



Imea aponta queda do EF e pressão sobre o boi gordo




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O indicador do Equivalente Físico (EF) em Mato Grosso registrou -5,79% em julho de 2025, segundo a análise semanal do Imea divulgada nesta segunda-feira (18). O índice calcula a diferença entre o preço de comercialização da carne com osso no atacado e o valor da arroba do boi gordo.

De acordo com o Imea, houve recuo de 1,43 ponto percentual em comparação com junho de 2025. O resultado foi influenciado pelas pressões baixistas sobre o preço da arroba, que alcançou R$ 295,38/@ no último mês, queda de 2,75% ante junho.

O relatório destaca que “a maior desvalorização da carcaça casada, que retraiu 4,23% no mesmo comparativo, resultou no encurtamento das margens da indústria”.

Segundo o Imea, no curto prazo, mesmo com o aumento sazonal na demanda externa pela proteína neste segundo semestre, o indicador negativo indica que as indústrias devem atuar para conter altas mais expressivas.

O instituto conclui que, diante desse cenário, “os preços do boi gordo tendem a manter o viés de alta nos próximos meses, pressionando o indicador”.





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Comissão aprova redução da fração mínima de parcelamento de imóveis rurais



Deputados aprovam reduzir limite mínimo para divisão de imóveis rurais


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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6088/23, do deputado Zé Trovão (PL-SC), que estabelece em 5 mil metros quadrados (0,5 hectare) a fração mínima de parcelamento (FMP) do imóvel rural.

Criada em 1972, a FMP é a menor dimensão que um imóvel rural pode ter. Atualmente, o valor varia por município, oscilando entre dois e cinco hectares. Valores abaixo da fração mínima não podem obter registro cartorial nem se cadastrar no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O relator, deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), recomendou a aprovação da proposta. Ele argumentou que a mudança é uma demanda de produtores. “Com o avanço da tecnologia e o aumento da produtividade, a produção em áreas menores pode se tornar economicamente viável e lucrativa”, disse.

Ele acrescentou que o turismo rural é outra possibilidade de uso para propriedades menores, “cada vez mais apreciado por setores da população brasileira”.

Próximos passos

O projeto vai ser analisado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

 





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