segunda-feira, maio 4, 2026

Autor: Redação

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Produtor de soja dos EUA pede que Trump garanta compras da China



A Associação Americana de Soja (ASA, na sigla em inglês) pediu na terça-feira (19), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, priorize a oleaginosa nas negociações comerciais com a China.

Em carta enviada à Casa Branca, a entidade afirmou que os agricultores dos Estados Unidos estão em um “precipício comercial e financeiro” diante da ausência de compras chinesas para a safra 2025/26. A ASA exige remoção imediata das tarifas retaliatórias impostas por Pequim e compromissos formais de aquisição.

“Os produtores de soja estão sob extrema pressão financeira. Os preços continuam caindo e, ao mesmo tempo, nossos agricultores estão pagando significativamente mais por insumos e equipamentos”, disse o presidente da ASA, Caleb Ragland, na correspondência. “Os produtores de soja dos EUA não podem sobreviver a uma disputa comercial prolongada com nosso maior cliente”, complementou.

Maior compradora de soja

A China responde por 61% de toda a soja importada mundialmente. Historicamente, os EUA eram o fornecedor preferencial de Pequim. Essa posição mudou após a guerra comercial de 2018, quando o país asiático retaliou tarifas norte-americanas e deslocou a maior parte da demanda para a América do Sul.

“Devido à retaliação tarifária em curso, nossos clientes de longa data na China se voltaram e continuarão a se voltar para nossos competidores na América do Sul para atender sua demanda”, afirma a carta. O documento destaca que “o Brasil pode atender a essa demanda devido ao aumento significativo da produção desde a guerra comercial anterior com a China”.

“O país sul-americano ampliou a capacidade produtiva nos últimos anos e hoje consegue suprir sozinho o volume que Pequim necessita”, diz trecho. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta que o Brasil produziu 42% mais soja que os EUA em 2024/25, totalizando 112 milhões de toneladas exportáveis, volume equivalente à demanda chinesa total.

Tarifas pagas à China

A desvantagem competitiva dos americanos está na tarifa. Atualmente, a soja dos EUA paga uma tarifa retaliatória de 20%, além da tarifa de Nação Mais Favorecida (MFN) de 3% e do imposto sobre valor agregado (VAT), que juntos elevam a alíquota total a 34% em 2025.

Embora a nova tarifa seja 5 pontos porcentuais menor que a aplicada durante a guerra comercial de 2018, o diferencial mantém a soja norte-americana mais cara que a sul-americana, limitando novos negócios.

Um estudo da ASA reforça a preocupação. Segundo o documento, Pequim já contratou volumes recordes do Brasil para os próximos meses e ainda firmou negócios inéditos com a Argentina para fornecimento de farelo. Os EUA, em contrapartida, têm zero embarques vendidos da nova safra, situação inédita às vésperas da colheita.

Em anos normais, pelo menos 14% das compras chinesas já estariam confirmadas até agosto, com picos de 27% em safras recentes. A sazonalidade também favorece o Brasil: enquanto o país domina as vendas entre abril e setembro, os norte-americanos tradicionalmente atendem Pequim de outubro a março.

A ausência da demanda chinesa já pressiona as cotações em Chicago. Entre 18 de julho e 6 de agosto, o contrato novembro 2025 caiu US$ 0,51 por bushel (5%) para US$ 9,84/bushel, bem abaixo do custo médio de produção estimado em US$ 12,05/bushel. No cinturão do Norte, a situação é pior: perdas acima de US$ 1,20/bushel em Dakota do Norte.

Cenário semelhante ao 1º mandato de Trump

O cenário atual remete ao episódio de 2018/2019. Durante a primeira guerra comercial, os agricultores americanos perderam em média US$ 9,4 bilhões por ano em exportações de soja, valor que correspondeu a 71% do prejuízo agrícola total com tarifas.

“Agora, o quadro pode ser ainda pior”, avalia a ASA, “pois a China demonstra disposição de manter a dependência do fornecedor brasileiro”.

As perdas vão além do campo. Menor renda agrícola reduz o reinvestimento em comércio, serviços e infraestrutura nas comunidades rurais. A queda nos embarques do principal produto agrícola exportado pelos EUA também amplia o déficit comercial do setor e atinge diretamente a economia de 30 estados.

O apelo de Ragland a Trump teve tom pessoal. “Senhor Presidente, o senhor tem apoiado fortemente os agricultores e os agricultores têm apoiado fortemente o senhor. Precisamos da sua ajuda”, escreveu. A mensagem foi enviada também a líderes do Congresso e membros do gabinete, incluindo os secretários do Tesouro, Comércio e Agricultura.

Cobrança por reabertura de mercado

A ASA cobra que Washington obtenha um acordo que reabra o mercado chinês, seja pela eliminação das tarifas retaliatórias, seja por cotas específicas de importação. “Quanto mais avançarmos no outono sem chegar a um acordo com a China, piores serão os impactos para os produtores de soja dos EUA”, alerta a carta.

O tema ganhou ainda mais visibilidade após postagem recente de Trump no Truth Social. No dia 11 de agosto, o presidente pediu publicamente que a China “quadruplique rapidamente” suas compras de soja dos EUA, ressaltando a robustez da safra americana. A mensagem foi bem recebida pelos produtores, mas a ASA reforçou que, até o momento, não há contratos firmados com o país asiático.

Para a associação, a consolidação brasileira como principal fornecedor representa risco estratégico duradouro. Com a colheita americana iniciando em setembro, cada semana sem progresso nas negociações reduz ainda mais as chances de recuperação do mercado perdido para o Brasil.



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Preços de soja pouco atrativos limitam o mercado, aponta consultoria



Nesta quarta-feira (20), o mercado brasileiro de soja apresentou pouca movimentação, tanto nos portos quanto no mercado doméstico. Segundo análise de Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, os preços nos portos apresentaram pequenas oscilações ao longo do dia, mas permaneceram dentro de um intervalo estreito de ofertas.

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A comercialização já alcança cerca de 83% a 84%, o que, segundo o analista, indica um ritmo mais moderado daqui em diante. “A indústria mantém suas indicações de compra de forma cadenciada, mas, em setembro, podemos observar eventuais paradas de fábricas ou redução no ritmo de esmagamento, refletindo uma demanda mais fraca. Esse cenário ocorre em meio a preços da soja pouco atrativos, que seguem pressionando as margens da indústria”, destaca Silveira.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 136,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 143,00 para R$ 142,50
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 141,50
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 127,00 para R$ 128,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 126,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços em leve alta, em dia marcado pela volatilidade. Os agentes seguem acompanhando as notícias vindas da crop tour da Pro Farmer, que vai confirmando produtividades positivas. Compras técnicas e o bom desempenho do farelo garantiram a recuperação nas cotações, ainda que tímida.

Em Nebraska, a contagem de vagens da soja chega a 1.348,31 em uma área de três pés por três pés, acima da média dos últimos três anos de 1.132,07. No ano passado, o Crop Tour estimou a contagem de vagens em 1.172,48.

Em Indiana, a contagem de vagens chega a 1.376,59, contra a média dos últimos três anos de 1.294,98. No ano passado, o número foi de 1.409,02.

Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 2,00 centavos de dólar, ou 0,19%, a US$ 10,15 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,36 por bushel, com alta de 2,25 centavos ou 0,21%.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com alta de US$ 4,60, ou 1,60%, a US$ 292,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 51,20 centavos de dólar, com perda de 0,48 centavo ou 0,92%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,51%, sendo negociado a R$ 5,4719 para venda e a R$ 5,4699 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4620 e a máxima de R$ 5,5050.



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Salão Nacional do Turismo 2025 acontece em São Paulo



São Paulo recebe a partir de amanhã a edição 2025 do Salão Nacional do Turismo, o maior evento do setor no país. O encontro segue até o dia 23 de agosto, no Distrito Anhembi, reunindo experiências e representantes de todo o Brasil.

O evento é promovido pelo Ministério do Turismo, em parceria com o Sistema S, e conta com a correalização do Governo do Estado de São Paulo e da Prefeitura de São Paulo. Dessa forma, reafirma o protagonismo paulista no cenário turístico nacional e fortalece a imagem da cidade como vitrine para o setor.

Expectativa de público e programação diversificada

A organização espera receber mais de 30 mil visitantes por dia. Para isso, reunirá representantes das 27 unidades federativas, empresas, instituições e profissionais ligados ao trade turístico. Além da diversidade de participantes, a estrutura do evento terá mais de 10 mil m² de área, o que garante uma programação ampla e interativa.

Nesse espaço, o público poderá conhecer experiências turísticas temáticas, explorar a gastronomia e o artesanato regionais e aproveitar pacotes promocionais exclusivos. Haverá também palestras e oficinas voltadas para o desenvolvimento do setor. Além disso, o destaque ficará por conta do 2º Feirão do Turismo, que trará descontos de até 45% em diárias de hotéis e 30% em passagens aéreas, incentivando viagens em todo o Brasil.

O estado de Goiás terá participação confirmada no Salão Nacional do Turismo 2025. Durante o evento, apresentará as Rotas Turísticas apoiadas pelo Sebrae GO, que foram selecionadas para integrar a mostra nacional do Programa Agente de Roteiro Turístico. Assim, os visitantes poderão conhecer experiências únicas e vivenciar o potencial do turismo goiano.

Serviço – Salão Nacional do Turismo 2025

Local: Distrito Anhembi – Pavilhões 1, 2 e 3
Data: 21 a 23 de agosto de 2025
Endereço: Av. Olavo Fontoura, 1209 – Santana, São Paulo – SP



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ApexBrasil inaugura escritório na capital baiana


A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), inaugurou na última segunda-feira (18), um escritório na capital baiana, Salvador.

A cerimônia ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), com a presença do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, além de autoridades locais, representantes do setor produtivo e parceiros institucionais. 

Durante a sessão solene, Jorge Viana trouxe números das exportações do estado e a relação direta com os Estados Unidos.

“Pegando o pescado como exemplo, a Bahia exporta US$ 11.698 milhões, principalmente para os Estados Unidos, o que gera total dependência. Com sucos de frutas, vegetais e água de coco, a Bahia exporta US$ 28 milhões, sendo US$ 23 milhões para os Estados Unidos, o que representa uma dependência de 83%. É preciso encontrar soluções rápidas, mapear os produtos e trabalhar junto ao setor. No caso do mel, a Bahia exporta US$ 6,7 milhões, sendo US$ 4,6 milhões para os Estados Unidos, com dependência de 68%. Entender os problemas é essencial para encontrar os remédios certos e fortalecer as exportações locais”, destacou. 

Já o governador Jerônimo Rodrigues destacou os impactos do cenário global para o estado e a região. 

“É fundamental que o Brasil, a Bahia e o Nordeste compreendam os diversos conceitos do comércio internacional. O mundo está em guerra, passando por situações difíceis, e os Estados Unidos querem se reencontrar. Se olharmos, é isso: a geopolítica está sendo redefinida”, ressaltou o governador Jerônimo Rodrigues, lembrando que quem não tem informação fica à margem ou perde oportunidades. 

De acordo com a ApexBrasil, o novo escritório fortalece a presença agência no estado e amplia o apoio às empresas baianas nos processos de exportação, internacionalização e atração de investimentos.

Segundo André Queiroz, chefe do Escritório da ApexBrasil na Bahia, a abertura é resultado de um trabalho contínuo de aproximação com o setor produtivo local. 

“A Apex sempre apoiou as empresas baianas. Já atuamos há muitos anos junto a elas e, nos últimos dois anos, ampliamos em mais de 70% nosso apoio. Isso tem sido feito em parceria com a Bahiainveste, Sebrae, FIEB, Governo do Estado e outros parceiros locais. Essa cooperação será agora ainda mais intensa”, afirmou Queiroz. 

Parcerias 

Durante o evento, foi lançado oficialmente mais uma etapa do Programa de Qualificação para Exportação da ApexBrasil (PEIEX/BA), que oferecerá atendimento a 350 empresas do estado.

Além disso, na ocasião, foram assinados três Memorandos de Entendimento (MOU): um entre a ApexBrasil e o Governo do Estado da Bahia; outro entre a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) e a Bahiainveste, agência de desenvolvimento de negócios do estado; e um terceiro entre a ApexBrasil e a Bahiainveste.

Lideranças do agro e autoridades políticas na inauguração do escritório da ApexBrasil na Bahia; Moisés Schmidt
Lideranças do agro e autoridades políticas na inauguração do escritório da ApexBrasil na Bahia | Foto: Amanda Ercília/GOVBA

Também foram firmados o Termo de Cessão entre a ApexBrasil e a Bahiainveste e o Termo de Compromisso entre a ApexBrasil, a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia e o Governo da Bahia. 

Potência estratégica 

No início de julho, a ApexBrasil divulgou o estudo Oportunidades de Exportações e Investimentos na Bahia.

O documento destaca que o estado é um importante exportador: liderou as exportações do Nordeste em 2024, com 43,8% da participação regional e um total de US$ 11,9 bilhões em vendas externas, sendo o nono maior exportador do Brasil.

A pauta é dominada pelas indústrias de transformação (63,6%), seguidas pela agropecuária (30,1%). Os principais destinos incluem China e Singapura, que importam soja, celulose e óleos combustíveis, além do Canadá e Estados Unidos. 

De acordo com a agência, o número de empresas exportadoras também vem crescendo, com destaque para o aumento expressivo de micro e pequenas empresas nos últimos dez anos.

Segundo a ApexBrasil, o estudo ainda identificou 3.683 oportunidades tradicionais de exportação em 76 setores e 168 produtos, abrangendo 186 mercados.

Na atração de investimentos, sete setores se destacam, especialmente construção, transporte, carga e armazenamento, que têm atraído capital estrangeiro direto. 


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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AgroNewsPolítica & Agro

Produtoras rurais premiadas mostram como práticas ESG impulsionam produtividade


Com Serasa Experian como novo apoiador institucional, o Prêmio Mulheres do Agro reforça seu compromisso em reconhecer as boas práticas sustentáveis que transformam o agronegócio

O agronegócio brasileiro tem se consolidado como referência global em práticas sustentáveis, com 91,8% dos produtores rurais implementando iniciativas alinhadas à sustentabilidade, à responsabilidade social e à governança, segundo pesquisa da Serasa Experian. Além disso, 87% dos entrevistados reconhecem que essas práticas contribuem diretamente para a redução de custos e aumento da produtividade, demonstrando que sustentabilidade e lucratividade podem caminhar juntas.

À medida que o Brasil se prepara para sediar a COP30 em Belém (PA), histórias inspiradoras de produtoras rurais reconhecidas pelo Prêmio Mulheres do Agro (PMA), idealizado pela Bayer e pela Associação Brasileiro do Agronegócio (Abag), reforçam como a adoção de boas práticas pode gerar impactos positivos não apenas para o meio ambiente, mas também para as propriedades. Rossana Aboud, Flávia Saldanha e Paula Dias, vencedoras das edições anteriores da premiação, são exemplos concretos de como inovação e responsabilidade socioambiental podem impulsionar ganhos econômicos e otimizar recursos no campo.

Rossana Aboud, da Fazenda África, em Teresina (PI), combina tecnologia e sustentabilidade na pecuária de corte. A adubação orgânica, feita com compostagem do próprio esterco do gado, cria um ciclo virtuoso entre solo e rebanho. Ao adubar o pasto com material orgânico rico em nutrientes, ocorre uma promoção na microbiota do solo, aumentando sua fertilidade e capacidade de retenção de água. O que reflete diretamente na qualidade da pastagem, que por sua vez, impacta positivamente o desempenho dos animais. 

Essas práticas têm contribuído para a eficiência no uso de recursos, na redução de custos operacionais e no aumento da rentabilidade da produção. “Quando o gado vive em um ambiente com bem-estar, ou seja, em piquetes rotacionados, com sombra, manejo humanizado e sem estresse, os resultados zootécnicos são superiores. O solo é mais vivo e o gado mais saudável”, explica Rossana.  

A segunda colocada na categoria Pequena Propriedade do Prêmio Mulheres do Agro de 2023, também abre as portas de sua fazenda para alunos de escolas locais, oferecendo tours educativos que destacam a produção responsável de alimentos e incentivam jovens a enxergar o agronegócio como parte da solução para os desafios climáticos. “Receber jovens em nossa propriedade nos permite plantar neles a ideia de que o agronegócio é parte da solução para os desafios climáticos”, destaca. 

Já Flávia Saldanha, responsável pela Fazenda Califórnia, em Jacarezinho (PR), é um caso em cafeicultura regenerativa, práticas conservacionistas e gestão ESG. Sua propriedade, certificada pela Rainforest Alliance, é exemplo de como práticas sustentáveis agregam valor e visibilidade no mercado global. “Adotar a cafeicultura regenerativa foi uma decisão estratégica para unir produtividade e responsabilidade ambiental”, explica. 

Desde que assumiu a gestão da propriedade, em 2004, Flávia implementou técnicas como compostagem orgânica, uso de bioinsumos e corredores ecológicos, resultando em um aumento de quase 30% na produtividade do café e ganhos significativos. Recentemente, também passou a acrescentar o uso de mix de plantas de cobertura do solo nas entrelinhas do café, promovendo ainda mais a saúde do solo e o equilíbrio do ecossistema.

“Essas práticas têm transformado nosso solo, além de aumentar a resiliência das lavouras e reduzir os impactos das mudanças climáticas. Mais do que produzir café de alta qualidade, queremos mostrar que o agro brasileiro pode ser líder mundial em soluções sustentáveis, inspirar outros produtores e conectar as novas gerações ao campo por meio da educação ambiental”, diz. 

 

Flávia, que foi primeira colocada na categoria Grande Propriedade do Prêmio Mulheres do Agro de 2023, multiplica as experiências na fazenda com os pequenos. O projeto “O Futuro em Nossas Mãos” surgiu a partir da fase escolar de suas filhas.  “Tive um desejo de contribuir ativamente com a formação das minhas filhas, e percebi que as crianças aprendem temas, como zonas rural e urbana, agricultura, biomas, meio ambiente e preservação dos recursos, mas essas informações chegavam até elas de forma superficial, especialmente quando se tratava da agricultura. A partir disso, senti que havia uma oportunidade para contribuir com a temática”, lembra.

Assim, surgiu a ideia de abrir as portas da fazenda e receber alunos e professores para criar um espaço de aprendizado prático, vivencial e lúdico. Atualmente, o projeto tem parceria com universidades, colégios técnicos agrícolas, escolas estaduais, municipais e particulares tanto de Jacarezinho quanto de municípios vizinhos. Ele se tornou parte ativa da rotina da Fazenda Califórnia. “Recebemos mensalmente de dois a três grupos escolares. Ao longo do ano, são aproximadamente 900 crianças e jovens impactados”, conta. 

Paula Dias, proprietária da Grandpa Joel’s Coffee, em Santa Rita do Sapucaí (MG), transformou sua propriedade em um modelo de inovação. Com o objetivo de fortalecer a agricultura regenerativa em sua propriedade, ela investe continuamente na ampliação de seus conhecimentos por meio de cursos e consultorias especializadas. Pioneira no cultivo de baunilha no Sul de Minas, investe em reflorestamento e preservação ambiental, mantém uma estufa de mudas nativas e frutíferas que alimenta o ecossistema local e ajuda a proteger espécies como o lobo-guará. Além disso, ela doa mudas e sementes para a comunidade e incentiva o reuso criativo de embalagens de café como vasos para plantio. A combinação dessas práticas com técnicas de manejo sustentável resulta em melhorias na qualidade dos produtos, fortalece a percepção dos clientes sobre a dedicação da empresa em manter um local de trabalho saudável, consciente e sustentável, e contribui para o crescimento das exportações.

Para a segunda colocada na categoria Pequena Propriedade do Prêmio Mulheres do Agro 2024, cada semente plantada, seja no solo ou na consciência das pessoas, é uma forma de regenerar a natureza e transformar o futuro. “Nosso trabalho com reflorestamento, agricultura regenerativa e educação ambiental melhora a biodiversidade local e inspira outras pessoas a se conectarem com a terra e a valorizarem os recursos naturais. Sustentabilidade é um ciclo, ou seja, o que devolvemos à natureza retorna em forma de produtividade, qualidade e equilíbrio”, conta.  

 

O Prêmio Mulheres do Agro nasceu para reconhecer e valorizar o protagonismo feminino no campo, destacando histórias inspiradoras de mulheres que aliam inovação, sustentabilidade e impacto social em suas propriedades. 

Segundo Isabela Fagundes, Especialista em Comunicação Corporativa da Bayer, anualmente essas histórias ressaltam o protagonismo da agricultura brasileira e a liderança feminina na adoção de práticas sustentáveis e regenerativas no campo. “Esses exemplos não apenas nos colocam como uma referência, mas também destacam o setor agrícola como parte fundamental das soluções para os desafios de segurança alimentar e ambiental”, diz. 

Ela acrescenta que, em 2025, com a realização da COP30 no Brasil, o país terá a oportunidade de debater metas que impactam o meio ambiente e a sociedade como um todo. “A COP30 será um marco para a Bayer, especialmente por ser realizada no Brasil, nosso segundo maior mercado. É um momento estratégico para a companhia demonstrar que é possível unir alta produtividade e desenvolvimento regional, por meio de projetos sociais, parcerias institucionais, promoção do conhecimento e soluções inovadoras em agricultura regenerativa”, acrescenta. 

Serasa Experian é a nova apoiadora institucional do Prêmio Mulheres do Agro 

A oitava edição do Prêmio Mulheres do Agro chega com uma novidade especial: a Serasa Experian é a mais nova apoiadora oficial da premiação. A parceria reforça a relevância do pilar sustentabilidade no reconhecimento das iniciativas de produtoras rurais em todo o país. Como a primeira e maior Datatech do Brasil, a empresa trará uma ferramenta inovadora para potencializar a avaliação das práticas sustentáveis adotadas pelas candidatas, garantindo ainda mais rigor e transparência ao processo de seleção.

“Contribuir com a premiação nessa parceria reforça nosso compromisso de seguir valorizando projetos que entregam produtividade, transparência e sustentabilidade ao setor. Além disso, fortalecemos a missão de impulsionar o protagonismo feminino no campo e de mostrar que o futuro do agronegócio brasileiro está nas mãos de quem cuida da terra, das pessoas e do planeta, consolidando o setor como uma voz essencial na COP 30”, afirma Jeysa Meneses Gerente de Soluções Agro da Serasa Experian.

“Estamos felizes com a potência que essa parceria trará, reforçando nosso compromisso em valorizar projetos que integram inovação e sustentabilidade. Com o apoio da Serasa Experian, fortalecemos a missão de impulsionar o protagonismo feminino no campo, incentivando e valorizando ações sustentáveis”, afirma Isabela.

As vencedoras do Prêmio Mulheres do Agro 2025 serão anunciadas no dia 22 de outubro, durante o Congresso Nacional das Mulheres do Agro, em São Paulo. 

 





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Fiscais apreendem 35 toneladas de farinha de mandioca no Pará


Fiscais de receitas do Pará apreenderam 35 toneladas de farinha de mandioca nesta segunda-feira (18). A equipe atua na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) do Gurupi, no município de Cachoeira do Piriá, divisa com o Maranhão.

Segundo o coordenador da unidade, Gustavo Bozola, as notas fiscais indicavam que a carga tinha origem em Marcolândia, no Piauí, e destino a Breves, no Pará, com valor muito abaixo do mercado.

Durante a inspeção do veículo, foi confirmado que se tratava de farinha, conforme descrito nas notas fiscais.

“O histórico da empresa destinatária mostra que ela foi aberta recentemente, estava com a inscrição cadastral suspensa e entrou em situação irregular diversas vezes”, explicou Bozola.

Farinha de mandioca; apreensão
Foto: divulgação Sefa

A mercadoria teve o preço reajustado, segundo o valor do boletim de preços mínimos do estado, totalizando R$ 145.950,00, e foi lavrado o Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 38.822,70, referente ao imposto e multa.



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Exportações paulistas de limão tahiti crescem 21% no 1º semestre de 2025



No primeiro semestre de 2025, o estado de São Paulo exportou 81 mil toneladas de lima ácida (popularmente conhecido como limão tahiti), com uma receita de US$ 72 milhões. A quantidade representa um aumento de 21% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em 2024, foram colhidas mais de 1,1 milhão de toneladas de limão tahiti no estado, o maior produtor no Brasil, com 70% da fruta destinada à exportação. Os dados partem do Instituto de Economia Agrícola (IEA–Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA).

Principais destinos das exportações

O mercado europeu é o principal destino das exportações, com destaque para os Países Baixos (62,2 mil toneladas), que servem como porta de entrada através do Porto de Roterdã para distribuição aos demais países do bloco. O ranking de destinos inclui ainda:

  • Reino Unido: 11,6 mil t
  • Rússia: 1,3 mil t
  • Canadá: 970 t

“O comércio entre os Países Baixos e o Brasil é um exemplo dinâmico de mercados agrícolas complementares, com o estado de São Paulo desempenhando um papel central como principal produtor e exportador, oferecendo oportunidades significativas para fortalecimento da cooperação bilateral em produção e logística sustentáveis”, destaca o assessor agrícola do Consulado Geral dos Países Baixos Alf de Wit.

“Investimos continuamente na certificação fitossanitária de origem, garantindo que os produtos paulistas cheguem ao mercado internacional com qualidade e segurança.” conta o chefe do Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Vegetal (DDSIV), Alexandre Paloschi.

Capital Nacional do Limão

Considerada a capital nacional do limão, o município de Itajobi, região de São José do Rio Preto, destaca-se na produção da variedade taiti. A empresa familiar Pimentel Itajobi, localizada na cidade, atua no ramo há 30 anos, atendendo, principalmente, o mercado internacional como Reino Unido e a União Europeia. 

“Em 2024, exportamos mais de 4 mil toneladas de limão tahiti, e vimos um ano bastante próspero para o setor, mesmo enfrentando um período de seca bastante severo para a agricultura.”, ressaltou o analista de exportação da Pimentel Alison Dejavite.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Confinamento automatizado: a receita para uma arroba mais barata e lucrativa


Pecuaristas, o segredo para o sucesso no confinamento não está apenas em uma boa dieta, mas em como ela é produzida e entregue aos animais. A diferença entre o lucro simulado em uma planilha e o resultado real pode estar na falta de eficiência operacional. Um confinamento automatizado é a chave para resolver esse problema, garantindo uma arroba mais barata e maiores lucros.Assista ao vídeo abaixo e confira.

Nesta quarta-feira (20), o zootecnista Maurício Scoton, professor da Uniube, apresentou no quadro “Dicas do Scoton” do Giro do Boi um caso de sucesso que ilustra a importância da tecnologia para ganhar eficiência. Ele mostrou como um sistema de automação revolucionou a gestão de um confinamento, transformando a teoria em prática.

O abismo entre a teoria e a prática

Operador de drone em área de confinamento de bovinos de corte. Foto: Divulgação
Operador de drone em área de confinamento de bovinos de corte. Foto: Divulgação

Um dos grandes desafios no confinamento é a diferença entre a dieta formulada pelo nutricionista e o que realmente chega ao cocho. Essa falha operacional, por menor que seja, pode comprometer todo o resultado da engorda.

Em uma simulação de resultados, o lucro esperado era de R$ 776 por animal, mas o produtor não conseguia ver esse dinheiro no final da operação.

Maurício Scoton explica que a origem do problema era um “abismo operacional” na mistura e distribuição da dieta.

Antes da automação, a fazenda cometia erros graves, que elevavam os custos e prejudicavam o desempenho do rebanho:

  • Erros nos ingredientes mais caros: A inclusão de DDG e sorgo, os ingredientes mais caros da dieta, tinha erros na casa de 40%, o que elevava o custo da arroba produzida.
  • Excesso de volumoso: A adição de mais bagaço do que o recomendado, uma fibra de menor qualidade, reduzia o consumo dos animais, diminuindo o ganho de peso.
  • Falta de pré-mistura: A pré-mistura, que contém núcleos e ionóforos essenciais, era adicionada em 20% a menos, causando instabilidade na curva de consumo e impactando o desempenho dos animais.

A automação como solução

Distribuição de ração para bovinos de corte no cocho de alimentação em confinamento. Foto: Divulgação
Distribuição de ração para bovinos de corte no cocho de alimentação em confinamento. Foto: Divulgação

A instalação de um sistema de automação resolveu esses problemas. O software, que se conecta à balança do vagão, monitora com precisão a mistura e a distribuição da dieta, garantindo a consistência e a eficiência.

Após a automação, os resultados foram impressionantes, mostrando a importância da precisão na nutrição:

  • Redução drástica dos erros: O erro na inclusão do DDG e sorgo caiu de 40% para 0,6%. O erro no bagaço foi de 44% para 0,9%. E na pré-mistura, o erro foi para apenas 0,34%.
  • Precisão no fornecimento: A automação corrigiu os desvios no fornecimento do trato, que antes eram enormes (50 kg de matéria seca a mais por dia), e garantiu que a dieta formulada no computador fosse a mesma entregue no cocho, otimizando o consumo e o ganho de peso.

Maurício Scoton enfatiza que a culpa não é do tratador, mas da falta de precisão que um sistema de automação oferece.

A tecnologia empodera a equipe, elevando o nível de excelência no trato e garantindo que o confinamento seja, de fato, uma operação lucrativa e precisa.



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Camarão vendido no Waltmart dos EUA é investigado por conter material radioativo



Camarão cru congelado vendido pela PT. Bahari Makmur Sejati (BMS Foods), da Indonésia, sob a marca Great Value, exclusiva da rede de supermercados Walmart, nos Estados Unidos, estão sob investigação por possível contaminação com Césio-137, isótopo radioativo.

O alerta parte da Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês), agência reguladora norte-americana similar à Anvisa brasileira. A hipótese é que a carga entrou em contato com o material durante o transporte nos contêineres.

O órgão esclarece que, até o momento, nenhum produto com resultado positivo ou alerta para o contaminante entrou no comércio dos Estados Unidos. Apesar disso, o Walmart já anunciou que iniciou o recolhimento dos lotes de produtos que já estavam nas lojas, conforme a BBC.

Em nota, a FDA esclarece que está trabalhando com distribuidores e varejistas que receberam produtos da BMS Foods após a data da primeira detecção de Césio-137 pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), mas de remessas que não apresentaram alerta para o material radioativo, para recomendar que as empresas realizem um recall.

“Em conjunto com outras informações, a FDA determinou que o produto da PT. Bahari Makmur Sejati viola a Lei Federal de Alimentos, Medicamentos e Cosméticos, pois parece ter sido preparado, embalado ou mantido em condições insalubres, podendo ter sido contaminado com Césio-137 e representar um problema de segurança”, destaca a agência.

O camarão cru congelado da BMS Foods é enviado a supermercados Waltmart nos seguintes estados norte-americanos: Alabama, Arkansas, Flórida, Geórgia, Kentucky, Louisiana, Missouri, Mississippi, Ohio, Oklahoma, Pensilvânia, Texas e Virgínia Ocidental.

A FDA orienta que os consumidores da rede Walmart desses locais descartem quaisquer produtos comprados recentemente em três lotes: 8005540-1, 8005538-1 e 8005539-1. Todos têm o dia 15 de março de 2027 como data de validade.

Nível de Césio-137 no camarão

A FDA detectou Césio-137 em uma única remessa de camarão congelado importado da empresa. O nível detectado na remessa retida foi de aproximadamente 68 Bq/kg, abaixo do Nível de Intervenção Derivado da FDA para o contaminante, que é de 1200 Bq/kg.

“Nesse nível, o produto não representaria um risco agudo para os consumidores. Evitar produtos como a remessa testada pela FDA com níveis semelhantes de Césio-137 é uma medida destinada a reduzir a exposição à radiação de baixa intensidade, que pode ter impactos na saúde com a exposição contínua por um longo período”, diz a agência.

A FDA lembra que o principal efeito preocupante para a saúde após exposição prolongada e repetida a baixas doses (por exemplo, através do consumo de alimentos ou água contaminados ao longo do tempo) é um risco elevado de câncer, resultante de danos ao DNA nas células vivas do corpo.

A FDA também emitiu um novo alerta de importação à empresa por contaminação química com o intuito de impedir que os seus produtos entrem em solo norte-americano até que as condições que deram origem à aparente violação sejam resolvidas.



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ferrugem asiática exige controle constante



Ferrugem pode reduzir até 90% da produtividade da soja




Foto: Pixabay

A ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) segue como um dos principais desafios fitossanitários da sojicultura brasileira. De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a doença pode reduzir em até 90% a produtividade em casos severos, sobretudo em áreas com condições climáticas favoráveis à sua ocorrência.

Patrick Santos, consultor de desenvolvimento de produtos da Tropical Melhoramento & Genética (TMG), destacou que a região Sul concentra os maiores focos da ferrugem, principalmente no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Segundo ele, fatores como maior tempo de molhamento foliar, temperaturas entre 15°C e 25°C, alta umidade relativa e chuvas frequentes favorecem o avanço do fungo nessas localidades.

Os fatores ambientais influenciam o comportamento cíclico da ferrugem asiática, que apresenta variações de intensidade entre as safras, apontou a TMG. O consultor reforçou que, em anos de maior pressão, quando a umidade se prolonga e as temperaturas permanecem amenas, o avanço da doença é mais rápido e severo.

“Nesses períodos, o manejo da doença exige cuidados intensificados, e combinar o uso de cultivares resistentes, com um bom programa de fungicidas, aplicações criteriosas, seguido do monitoramento constante, contribuem para o controle do fungo, e reduz consideravelmente as perdas em produtividade”, afirmou Santos.





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