segunda-feira, maio 4, 2026

Autor: Redação

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O que mais te ajudaria a usar mais tecnologia no campo?


Na enquete da semana perguntamos: O que mais te ajudaria a usar mais tecnologia no campo?

Segundo os resultados, 49% dos participantes acreditam que cursos ou orientação técnica são o que mais ajudaria na adoção de tecnologia no campo. Já 33% apontaram o preço mais acessível como fator determinante, enquanto 18% destacaram a necessidade de internet melhor.

Interpretação dos resultados

Para o gestor estadual do agronegócio do Sebrae-SP, Rodrigo Poli, os números revelam tendências importantes sobre o comportamento do produtor rural em relação à inovação.

“O acesso à internet não é mais um grande desafio no meio rural, devido às diversas ofertas de serviço por cabeamento, rádio e satélite. Talvez por isso esse resultado de 18% tenha sido o menor dentre os três apresentados”, analisa Poli.

Já o fato de o preço mais acessível aparecer em segundo lugar (33%) demonstra que ainda existe a percepção de que investir em tecnologia pode ser caro ou até mesmo inviável. “A dificuldade do produtor em estar em contato com empresas que ofertam soluções também é uma possibilidade”, completa.

O ponto mais relevante da pesquisa foi a liderança da opção curso ou orientação técnica (49%). Para Poli, isso evidencia que a maioria dos produtores entende que não é possível investir em inovação sem antes conhecer os benefícios e a aplicabilidade das ferramentas.

“É uma visão assertiva de gestão da propriedade. Primeiro é preciso compreender o que pode ser feito e com qual propósito, para só depois investir”, afirma o especialista.

Apoio do Sebrae na adoção de tecnologias

Diante desse cenário, o Sebrae-SP oferece diversas iniciativas para apoiar os produtores rurais. Entre elas:

  • ALI Rural: acompanhamento personalizado e presencial por 12 meses na propriedade, com foco em inovação e implementação de tecnologia
  • Cursos em parceria com o Senar: voltados para o uso de soluções tecnológicas aplicadas ao campo.
  • Dias de campo: eventos que expõem tecnologias capazes de aumentar eficiência e produtividade.
  • Vitrine Virtual do Sebrae-SP com um portfólio completo de informações, ferramentas de gestão e finanças.
  • Rede de consultores credenciados: suporte para planejar e estruturar estratégias de médio e longo prazo voltadas à inovação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores rurais devem se proteger contra fraudes de cerealistas, alerta especialista


Nos últimos anos, aumentaram os relatos de produtores rurais que entregaram suas safras a cerealistas e acabaram sem receber o pagamento, resultando em perdas que, em muitos casos, ultrapassam milhões de reais. Segundo o especialista Leandro Amaral, além de comprometer a safra, esses calotes podem colocar em risco a continuidade do negócio e a segurança financeira das famílias produtoras.

Segundo informações de Amaral, grande parte dessas negociações ocorre sem contratos formais, baseadas apenas na confiança e em acordos verbais. Quando o pagamento não é efetuado, os produtores descobrem que seus ativos já estão comprometidos com bancos ou que não há garantias jurídicas para reaver o crédito.

Para minimizar riscos, Amaral recomenda que os produtores adotem uma gestão de risco mais estruturada. “A confiança é importante, mas não substitui a segurança jurídica. Um contrato bem elaborado e garantias reais podem fazer a diferença entre receber ou perder a safra”, afirma.

Entre as principais recomendações estão: pesquisar a saúde financeira da cerealista, verificar se há protestos ou ações judiciais, confirmar se silos e armazéns não estão alienados a bancos e consultar outros produtores que já negociaram com a empresa. Durante a negociação, é essencial exigir contrato formal com quantidade, preço e prazos claros, além de buscar garantias reais ou financeiras, como fiança bancária ou seguro de crédito.

Na entrega do produto, guardar notas fiscais, romaneios assinados e registrar fotos ou vídeos da pesagem e descarga ajudam a comprovar a transação caso haja litígio. Após a negociação, monitorar prazos de pagamento e reagir rapidamente a atrasos pode reduzir prejuízos. Amaral lembra que muitos produtores perdem milhões por acreditarem em sucessivas promessas de pagamento sem formalizar garantias.

Por fim, a diversificação de compradores, preferência por empresas sólidas e acompanhamento jurídico contínuo são medidas estratégicas de longo prazo para proteger a safra e a sustentabilidade do negócio rural. Segundo Amaral, seguir essas práticas não elimina completamente o risco, mas aumenta significativamente a segurança do produtor rural diante de possíveis calotes.





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Brasil pode perder espaço no mercado global de carbono



Uma das principais oportunidades é o programa CORSIA



Uma das principais oportunidades é o programa CORSIA
Uma das principais oportunidades é o programa CORSIA – Foto: Divulgação

Os estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão) podem gerar até US$ 1,4 bilhão por ano com créditos de carbono, segundo estudo do Earth Innovation Institute (EII). A projeção considera a adoção do modelo REDD+ jurisdicional, com pagamentos previstos a partir de 2026 e receita acumulada de US$ 21,6 bilhões até 2030. 

O valor seria ainda maior com a implementação das cartas de ajuste correspondente, previstas no Artigo 6 do Acordo de Paris, que evitam dupla contagem e permitem a negociação em mercados regulados internacionais, onde os preços chegam a ser 50% superiores, podendo elevar a receita anual a US$ 2 bilhões.

Uma das principais oportunidades é o programa CORSIA, da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), voltado ao setor aéreo. Porém, o Brasil ainda não está estruturado para oferecer créditos compatíveis e tampouco firmou acordos bilaterais que garantam reconhecimento internacional, o que limita sua competitividade. Países vizinhos, como o Peru, já avançaram nesse caminho ao fechar parcerias com compradores como a Suíça, assegurando condições mais favoráveis de comercialização.

Segundo o especialista em negócios climáticos Pedro Plastino, a ausência de uma diplomacia ativa do Itamaraty na negociação de Transferências Internacionais de Resultados de Mitigação (TIRMs) compromete a liquidez dos créditos brasileiros. Ele aponta como prioridades a assinatura de acordos bilaterais, a criação de governança transparente com distribuição de benefícios a comunidades e povos indígenas, o alinhamento a padrões internacionais como o CORSIA e o envolvimento do Ministério Público Federal.

 





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dia terá temporais com granizo e termômetros a 37°C



O Sul do país segue sob fortes instabilidades com o avanço de uma nova frente fria que traz chuva forte, granizo e rajadas de vento. Já grande parte do Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste convivem com tempo seco de deserto. Veja a previsão do tempo para este sábado (23):

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A combinação de uma área de baixa pressão sobre o norte da Argentina e o avanço de uma nova frente fria favorecem a formação de instabilidades no Sul do Brasil. Pancadas de chuva entre moderada e forte intensidade se espalham pelo Rio Grande do Sul, acompanhadas de rajadas de vento, descargas elétricas e queda de granizo, com risco de temporais. Também há previsão de chuva no centro-oeste de Santa Catarina e sul e sudoeste do Paraná, com risco de ventos fortes. As temperaturas caem em território gaúcho. No extremo norte paranaense, o calor persiste.

Sudeste

A maior parte da região segue sem previsão de chuva. Contudo, há chance de pancadas fracas e chuviscos no norte do Espírito Santo e no extremo nordeste de Minas Gerais. A nebulosidade se concentra nessas áreas, enquanto nas demais regiões o tempo firme predomina. As temperaturas ficam elevadas em toda a região, com máxima de 34°C em Presidente Prudente (SP), 35°C em Araçatuba (SP) e em Iturama (MG). A umidade relativa do ar segue baixa em grande parte do interior paulista e no centro-oeste mineiro, podendo ficar abaixo de 30% e até próximo dos 20% no noroeste de São Paulo e no Triângulo Mineiro.

Centro-Oeste

Com o deslocamento da frente fria, novas áreas de instabilidade avançam pelo sudoeste de Mato Grosso do Sul e, de forma mais fraca, pelo sudoeste de Mato Grosso. A nebulosidade aumenta no sul e sudoeste sul-mato-grossense, enquanto nas demais áreas o tempo firme predomina. As temperaturas ficam bem elevadas em todos os estados da região, com máximas de 39°C em Cuiabá (MT), 37°C em Sinop (MT) e 35°C em Campo Grande (MS). O ar segue muito seco, com umidade relativa abaixo de 30% em grande parte da região e, em pontos do norte de Goiás e leste de Mato Grosso, pode ficar em alerta, abaixo dos 20%.

Nordeste

Chuvas entre o litoral sul da Bahia até o Rio Grande do Norte, além de precipitações isoladas no Ceará e no litoral norte do Maranhão. Bastante nebulosidade na faixa leste da Região. As temperaturas ficam elevadas em grande parte do Nordeste, podendo chegar a 37°C em Imperatriz (MA) e 35°C em Teresina (PI), enquanto em Porto Seguro (BA) as máximas não passam dos 24°C.

Norte

As chuvas continuam no Amapá, Acre, norte e oeste do Amazonas e noroeste de Roraima, com possibilidade de chuva fraca no norte do Pará. A nebulosidade fica maior nas áreas com previsão de chuva e aumenta em alguns pontos do território paraense. Nas demais regiões, o sol predomina. As temperaturas seguem elevadas, com máxima de 37°C em Porto Velho (RO) e 35°C em Manaus (AM). A qualidade do ar é baixa no Tocantins, em Rondônia e no sul do Pará.



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Rondônia colhe resultados acima do esperado



Soja se prepara para novo ciclo após o vazio sanitário


Foto: Divulgação

Em um momento climático que favorece o campo, agricultura de Rondônia está otimista. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) destaca que o clima seco predominante no estado contribuiu para a maturação dos grãos e o bom andamento da colheita do milho na segunda safra. Os dados mostram condições favoráveis no estado, onde a colheita avança com qualidade acima da expectativa.

A situação positiva do período é visível no campo, segundo Hudslon Huben, gerente sr. de efetividade e go to market da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, especializada em soluções sustentáveis e gestão integrada para Rondônia, MATOPIBAPA e Mato Grosso. “O clima seco e solos no ponto ideal de umidade ajudam a colheita de qualidade, com grãos bem formados e alto rendimento.”

Além do clima favorável, Rondônia também está cuidando para proteger a próxima safra de soja. Entre 10 de junho e 10 de setembro de 2025, está em vigor o “vazio sanitário da soja”, quando não é permitido plantar ou manter qualquer pé de soja vivo – nem mesmo aqueles que nascem sozinhos, os “guaxas” ou “tigueras”.

De acordo com o 9º levantamento da safra de grãos da Conab, o clima seco e as temperaturas elevadas em julho favoreceram a maturação das lavouras, principalmente do milho. “A expectativa é de boa produtividade. A soja colhida (2024-2025) apresentou bom rendimento, mantendo a tendência positiva observada desde o início do ciclo”, explica Manoel Álvares, gerente de inteligência da ORÍGEO.

O desempenho da agricultura em Rondônia leva o estado a superar a média nacional e alcançar quase 30% de crescimento da produção de grãos, resultado direto do esforço e da dedicação dos produtores rurais. “Esse resultado mostra que Rondônia está se tornando uma potência no campo, ganhando cada vez mais importância para a agricultura do Brasil”, ressalta o especialista da ORÍGEO.





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Clima favorece avanço da semeadura do milho


O início da safra 2025/2026 de milho no Rio Grande do Sul ocorre de forma gradual, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (21) pela Emater/RS-Ascar. Segundo o boletim, a implantação das lavouras está sendo conduzida em conformidade com as condições climáticas e com as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).

Desde o início de agosto, têm predominado as operações de preparo do solo e a dessecação das áreas destinadas ao cultivo. “A semeadura foi iniciada em localidades de menor suscetibilidade à ocorrência de geadas”, destacou o informativo. As condições recentes de tempo seco, insolação e aumento gradual das temperaturas do solo favoreceram o avanço do plantio, criando ambiente propício para o estabelecimento das lavouras.

O documento aponta tendência de expansão da área cultivada em comparação à safra anterior. Esse movimento é associado “aos resultados satisfatórios alcançados na última safra, aos programas de fomento, à necessidade de rotação de culturas e à adoção de estratégias de manejo voltadas à mitigação da variabilidade climática”.

A Emater/RS-Ascar realiza levantamento de campo para estimar a área cultivada e o potencial produtivo. Os dados consolidados serão divulgados em 2 de setembro, durante a 47ª Expointer, em Esteio. Na safra 2024/2025, a produtividade estadual de milho, segundo o IBGE, foi de 7,37 t/ha em uma área total de 711,1 mil hectares.

Na Fronteira Oeste, o aumento da temperatura do solo impulsionou a implantação das lavouras. Em Maçambará, cerca de 750 hectares foram semeados, principalmente sob irrigação. Em São Borja, já foram implantados aproximadamente 4,5 mil hectares, sobretudo em propriedades que planejam uma segunda safra após a colheita do milho precoce. A Emater/RS-Ascar ressalta que, no município, “semeaduras realizadas nos dois primeiros decêndios de agosto apresentam historicamente desempenho superior em termos de produtividade, já que atrasos expõem os cultivos a maior risco de estiagens durante o estádio reprodutivo”.

Na região de Caxias do Sul, o solo está em fase de preparo, com início do plantio previsto para setembro, seguindo o calendário recomendado. Há expectativa de pequeno acréscimo na área em relação à safra anterior.

Em Erechim, muitos agricultores estão utilizando recursos próprios para o cultivo, alegando que crédito e seguro agrícola apresentam custos elevados. O plantio começou em áreas de menor risco de geadas.

Na região de Ijuí, a semeadura avançou intensamente na última semana, sobretudo nos municípios da Região Celeiro. Nos demais, os produtores aguardam a elevação das temperaturas para iniciar a implantação. O manejo químico com herbicidas está sendo concluído.

Na região de Santa Rosa, estima-se que 40% da área já esteja implantada. Algumas lavouras mais precoces apresentam adequada emergência das plantas. Até o momento, não há registros de cigarrinha, mas os agricultores foram orientados a monitorar os cultivos.

Em Soledade, o preparo do solo foi intensificado. Conforme o Zarc, a semeadura começou em 1º de setembro nos municípios de baixa altitude do Baixo Vale do Rio Pardo e, a partir do dia 11, nos demais. Em Rio Pardo e Candelária, mais de 50% do previsto já foi implantado. Segundo o boletim, observa-se tendência de ampliação da área “impulsionada pela utilização de cultivares de ciclo precoce e pela semeadura antecipada, estratégia voltada à redução dos riscos de estiagens e de altas temperaturas no final do ano”.

No mercado, a Emater/RS-Ascar registrou elevação de 0,84% no preço médio estadual do milho, que passou de R$ 61,85 para R$ 62,37 a saca.





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Óleo de soja fecha semana em leve alta



A leve alta, no entanto, reflete uma pressão de baixa menor em outros derivados



A leve alta, no entanto, reflete uma pressão de baixa menor do que a observada em outros derivados
A leve alta, no entanto, reflete uma pressão de baixa menor do que a observada em outros derivados – Foto: United Soybean Board

O mercado do óleo de soja teve uma semana marcada pela volatilidade na Bolsa de Chicago, alternando quedas e recuperações pontuais. Segundo levantamento da StoneX, o movimento acompanhou a soja em grão e o farelo, embora com menor intensidade, refletindo preocupações com a safra americana e os números de esmagamento de julho nos EUA divulgados pela NOPA. Como resultado, o contrato de setembro terminou cotado a US¢ 53,2/lb, registrando valorização semanal de 0,9%.

O otimismo em relação ao óleo de soja esteve ligado principalmente à percepção de risco maior para a safra dos Estados Unidos, após ajustes nas estimativas do USDA. Esse cenário, aliado à força dos derivados e ao ritmo de esmagamento, ajudou a sustentar preços mesmo em meio à instabilidade do mercado. A leve alta, no entanto, reflete uma pressão de baixa menor do que a observada em outros derivados da soja.

Já o óleo de palma foi o grande destaque positivo da semana, acumulando alta de 5,7% e atingindo o maior patamar em quatro meses. O suporte inicial veio dos números do Conselho de Óleo de Palma da Malásia (MPOB), que apontaram produção e estoques abaixo das expectativas, reforçados por estimativas da SPPOMA que indicaram queda de 6,25% na produção nos primeiros dez dias de agosto.

Esse movimento ganhou ainda mais força com o avanço dos embarques malaios. Inspetores de cargas estimaram crescimento entre 16,5% e 23,7% nas exportações na primeira metade do mês, sinalizando um aperto maior no balanço global de oferta e demanda. Com isso, o contrato de outubro encerrou a semana negociado a USD 1.062/t, consolidando uma expressiva valorização.

 





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Produtor ressalta potencial das variedades de cevada da Embrapa



Podutor comentou sobre a possibilidade de produzir alimentos orgânicos




Foto: Canva

Em visita no dia 22 de agosto ao Centro de Inovação em Genética Vegetal (CIGV) da Embrapa Cerrados (DF), localizado na Fazenda Sucupira, em Brasília, o produtor rural Joe Valle, proprietário da Fazenda Malunga, conheceu os ensaios com diversas variedades de cevada. Ele foi recebido pelo chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia, Fábio Faleiro; pelo supervisor do CIGV, Lincoln Loures; pelo pesquisador Renato Amabile e pelo extensionista da Emater-DF, Hélcio Santos. Valle, que produz e comercializa a cerveja Malungueira, fabricada com ingredientes orgânicos, acredita que é possível produzir uma bebida de alta qualidade a partir de materiais de cevada selecionados para cultivo no Cerrado. “Quando vemos um campo como este, no CIGV, e o potencial dos materiais que estão sendo testados, acreditamos que faremos não só uma boa cerveja, mas a melhor cerveja do mundo com material da Embrapa, do Cerrado e orgânico”.

O produtor também comentou sobre a possibilidade de produzir alimentos orgânicos a partir da cevada nua, variedade voltada à alimentação humana devido às propriedades funcionais. “Essa é uma grande tendência de mercado. Vemos lançamentos nesse sentido todo dia, e esses produtos aparecem nas nossas lojas. Tenho certeza de que, com a capacidade produtiva e de adaptação desse material, será um sucesso. Vamos fazer a farinha de cevada na Malunga e lançá-la em nossas lojas”, afirmou.

O pesquisador Renato Amabile está conduzindo, além dos ensaios no CIGV, uma unidade demonstrativa de cevada orgânica na Fazenda Malunga (veja na foto abaixo).

 





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Desapropriações só podem acontecer com infraestrutura mínima nos assentamentos, define Comissão



A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4564/24, que condiciona novas desapropriações pelo programa de reforma agrária à existência de uma infraestrutura mínima nos assentamentos, conforme definido em regulamento do governo federal. A regra vale a partir de 2026.

O texto, do deputado José Medeiros (PL-MT), detalha como infraestrutura mínima, pelo menos: energia elétrica, água, saneamento básico e coleta de lixo. A proposta regulamenta a Lei da Reforma Agrária.

Pelo projeto, o governo federal deverá disponibilizar na internet uma lista da infraestrutura dos assentamentos e a porcentagem das unidades beneficiadas pelos serviços.

Segundo o relator, deputado Thiago Flores (Republicanos-RO), muitas vezes, os gestores se preocupam mais em desapropriar novas áreas do que em fazer com que os assentamentos já existentes se tornem devidamente produtivos.

“Enquanto isso, milhares de assentados vivem em condições indignas, em áreas sem qualquer infraestrutura e, até mesmo, em barracos de lonas”, diz. Flores afirmou que a medida irá racionalizar o programa nacional de reforma agrária.

O relator incluiu mudança para garantir o fornecimento de serviços essenciais, como água e luz, aos assentamentos, mesmo em caso de controversa judicial sobre a propriedade da área rural.

“Eventual decisão judicial será cumprida a seu tempo, não cabendo aos trabalhadores rurais suportarem a mora do Judiciário e arcarem com eventual equívoco do Executivo ao criar o assentamento em área que não lhe pertencia”, disse Flores.

A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.



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Veja como a arroba do boi gordo terminou a semana



O mercado físico do boi gordo se depara com manutenção do padrão das negociações em grande parte do país.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios no restante de agosto ainda sugere por um perfil mais lateralizado, com os frigoríficos ainda encontrando certa dificuldade na composição de suas escalas de abate.

“Para o último quadrimestre a expectativa em torno dos preços da arroba do boi gordo ainda é favorável, considerando a continuidade de um ritmo forte de exportação, somado ao auge do consumo no mercado doméstico”, conta.

  • São Paulo: R$ 312,02 — ontem: R$ 311,68
  • Goiás: R$ 302,14 — R$ 301,25
  • Minas Gerais: R$ 303,53 — R$ 302,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,32 — R$ 319,09
  • Mato Grosso: R$ 309,93 — R$ 309,53

Mercado atacadista

O mercado atacadista encerra a semana apresentando acomodação em seus preços. De acordo com Iglesias, o cenário traçado para o restante do mês aponta para pouco espaço de recuperação dos preços da carne bovina no atacado.

“A expectativa é que os preços reajam de maneira mais incisiva durante a primeira quinzena de setembro. Vale destacar que a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade se comparado às proteínas concorrentes, em especial na comparação com a carne bovina”, assinalou.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23 por quilo; o dianteiro segue cotado a R$ 18; e a ponta de agulha se mantém a R$ 17.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,95%, sendo negociado a R$ 5,4253 para venda e a R$ 5,4233 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4116 e a máxima de R$ 5,4766. Na semana, a moeda norte-americana teve valorização de 0,49%.



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