domingo, maio 3, 2026

Autor: Redação

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Granizo encobre rodovia do Paraná e moradores acham que é neve



As câmeras de monitoramento da concessionária EPR Litoral Pioneiro registraram, na manhã desta terça-feira (26), imagens impressionantes da chuva de granizo que atingiu a cidade Castro, no Paraná.

Pouco depois das 9h, a região central e diversos bairros do município ficaram cobertos pelo gelo, em um cenário que lembrou neve e surpreendeu moradores. A PR-151, que corta a cidade, também ficou tomada pelas pedras de gelo. Até o momento, não há informações oficiais sobre estragos provocados pela chuva de granizo.

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De acordo com o meteorologista Allef Matos, do Simepar, o fenômeno foi provocado pelo deslocamento de um vórtice ciclônico em altos níveis sobre o Paraná.

“É um sistema de baixa pressão bem desenvolvido que se forma a cerca de 5 quilômetros de altitude, o que favorece a formação de tempestades. Além disso, o sistema carrega ar bastante frio, criando um ambiente atmosférico ideal para a ocorrência de granizo. Como a temperatura na superfície também está mais baixa, as pedras de gelo conseguem se conservar até chegar ao solo”, explica.



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AgroNewsPolítica & Agro

Floração do pêssego avança com risco de geadas



Frio intenso acumulou 704 horas abaixo de 7,2 °C no RS




Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (21), o cultivo de pêssego segue em diferentes estágios nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul. Em Caxias do Sul, a poda está praticamente concluída. “Nos pomares das variedades mais precoces, as plantas estão encerrando o florescimento e já apresentam pequenos frutos. As variedades médias e tardias iniciam ou estão em plena floração, provavelmente influenciada pelo número de horas frio”, informou a entidade.

A Emater/RS-Ascar destacou que, em algumas localidades, fatores climáticos têm antecipado a floração até mesmo de cultivares intermediárias. “Esse cenário causa apreensão nos persicultores pela possibilidade de geadas tardias”, registrou o informativo. Para reduzir riscos, seguem os tratamentos preventivos contra antracnose e podridões.

Na região de Pelotas, a cultura permanece em plena floração. “As principais cultivares apresentam excelente aspecto sanitário e expectativa de produção”, apontou a Emater/RS-Ascar. Segundo a publicação, a poda de inverno está em fase final e a primeira adubação já foi iniciada. A entidade ressaltou ainda que o frio intenso acumulou 704 horas de temperaturas iguais ou inferiores a 7,2 °C, valor que já alcança a média histórica registrada pela Estação Meteorológica da Embrapa Clima Temperado, na unidade da Cascata. Diante das baixas temperaturas registradas e previstas, muitos produtores recorreram ao uso de fumaça para proteger os pomares contra geadas, sobretudo em áreas mais baixas e suscetíveis.





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Negociações do acordo de livre comércio entre Mercosul e Canadá serão retomadas, diz Alckmin



Em reunião realizada na segunda-feira (25/8) em Brasília, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e o ministro de Comércio Internacional do Canadá, Maninder Sidhu, concordaram que há condições para a retomada das negociações do acordo de livre comércio entre Mercosul e Canadá, paralisadas desde 2021.

Na avaliação de Alckmin, foi uma boa conversa, que demonstra a disposição das duas partes em avançar nas tratativas, que podem abrir novas oportunidades para produtores, empresários, trabalhadoras e trabalhadores do Brasil. “Podemos ampliar ainda mais essa parceria para fortalecer as relações bilaterais com o Canadá e aumentar nossas trocas comerciais”, afirmou o ministro após se reunir com Sidhu.

Para avançar neste caminho, está previsto, para outubro, uma reunião entre negociadores-chefe do Canadá e do Mercosul. Neste semestre, o Brasil tem a presidência temporária do bloco regional. A retomada formal das negociações com o Canadá, com estabelecimento de cronogramas de rodadas de negociação, será objeto de coordenação interna no bloco.

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Durante a reunião, os ministros discutiram ainda a importância de fortalecer a cooperação
bilateral e ampliar a complementariedade econômica em diferentes setores como mineração,
agribusiness, fertilizantes, defesa, energia renovável e complexo industrial de saúde. Um trabalho a ser desenvolvido com a participação dos setores privados dos dois países.

Nesta terça-feira (26/8), o vice-presidente embarca para o México e cumprirá uma agenda de encontros políticos e empresariais em busca de ampliar mercados para produtos brasileiros.

Para o Brasil, o acordo com o Canadá tem potencial para ampliar o acesso a mercados, reduzir barreiras comerciais e diversificar destinos das vendas nacionais, além de possibilitar a integração de cadeias produtivas e estimular investimentos sustentáveis. Por meio de um acordo, também será possível avançar em disciplinas de facilitação de comércio, medidas sanitárias e fitossanitárias e regras que favoreçam inovação.

O Canadá é hoje o 7º destino das exportações brasileiras. O Brasil é o maior investidor
latino-americano no Canadá, com oportunidades em infraestrutura, tecnologia, energia renovável e agronegócio.



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Embrapa lança cartilha de boas práticas



A Embrapa Soja, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a BASF Soluções para Agricultura, lançou, nesta segunda-feira (26), a cartilha “Boas Práticas para Integração entre Apicultura e Sojicultura”. O documento funciona como um guia de instruções para apoiar a convivência harmoniosa entre a produção de soja e de mel e já está disponível no site do Senar.

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Para quem é a cartilha?

Destinada a agricultores, apicultores e profissionais do setor agropecuário, a cartilha é resultado de um projeto conjunto realizado pela Embrapa, BASF e Senar ao longo de três safras (2022/2023, 2023/2024 e 2024/2025) em áreas do Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

Durante esse período, técnicos e pesquisadores da Embrapa trabalharam na validação de um protocolo de boas práticas agrícolas e apícolas, buscando uma convivência segura e produtiva entre as abelhas e as lavouras de soja.

“A cartilha representa um passo importante na transferência de tecnologias para o setor produtivo. Reúne informações qualificadas que auxiliam técnicos e produtores a aplicar corretamente o manejo Integrado de pragas, ao mesmo tempo em que promove a comunicação eficaz entre apicultores e sojicultores”, afirma Carina Rufino, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Soja.

Integração entre soja e abelhas

Estudos da Embrapa mostram que a presença de abelhas pode aumentar a produtividade da soja em até 13%, chegando a 18% em alguns casos. Para a apicultura, os benefícios também são expressivos: colmeias próximas às lavouras de soja podem produzir até três vezes mais mel durante a floração da cultura.

Além de ganhos de produtividade, a adoção de boas práticas agrícolas evita impactos negativos de defensivos sobre as abelhas e contribui para a conservação da biodiversidade local. “As abelhas são indicadores de saúde ambiental. Quando bem manejadas, refletem positivamente em matas, cursos de água e demais espécies silvestres próximas às áreas de produção”, observa Gazzoni.

Valoração do serviço ecossistêmico

A polinização é um serviço ecossistêmico essencial para a reprodução de plantas e a produção de frutos, sementes e mel. Embora a soja não seja uma planta melífera clássica, estudos da Embrapa mostram que as abelhas forrageiam nessas lavouras, destacando sua relevância para a produtividade agrícola. Estimativas globais apontam que o valor anual da polinização varia entre US$ 235 e US$ 577 bilhões, enquanto no Brasil chega a cerca de US$ 12 bilhões.

O manejo como orientação na cartilha

O documento orienta que agricultores e apicultores em áreas contíguas mantenham diálogo constante sobre suas atividades, evitando surpresas ou conflitos. “É essencial que haja troca de informações sobre o manejo agrícola e o cuidado com as abelhas, especialmente quando uma ação impacta a outra”, explica Décio Gazzoni, pesquisador da Embrapa Soja.

Apoio

A cartilha, integrante da Coleção Senar, será utilizada como material de apoio em cursos voltados a produtores rurais e apicultores. O documento já está disponível para download gratuito no site do Senar e em formato e-book no aplicativo Estante Virtual.



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é hora de transformar a política agrícola


Todo ano, instabilidades de mercado e eventos climáticos — geadas, secas, enchentes, chuva na colheita, granizo, incêndios — geram prejuízos e pressionam o setor agropecuário. A resposta recorrente do governo é a prorrogação de dívidas.

Esse alívio imediato cria passivos que se arrastam por anos, trava crédito novo e reduz capacidade de investimento. O “sinal trocado” do governo — apostar em renegociações emergenciais em vez de prevenção estruturada — envia a mensagem errada ao setor e mantém produtores reféns de soluções de curto prazo.

Paliativos que custam caro

As soluções emergenciais apenas “resolvem” problemas momentâneos. Cada renegociação carrega consigo a perda de competitividade e a perpetuação do ciclo de vulnerabilidade e pobreza.

Além disso, existe o custo indireto das renegociações: ao carregar um passivo de dois a cinco anos, o produtor tem seu acesso a crédito e investimentos em tecnologia reduzido, sofre queda de produtividade e vê sua renda diminuir.

Sem a proteção do seguro rural, novas instabilidades exigem renegociações adicionais, empurrando com a barriga a situação, mascarando a inadimplência.

Histórico de improvisos

Desde os instrumentos financeiros criados na década de 1970, passando pela securitização e pelo Pesa nos anos 1990, a política agrícola brasileira tem privilegiado soluções paliativas. Grandes renegociações, como a Lei 11.775 de 2008, os ajustes frente às secas e geadas subsequentes e os problemas recentes no Rio Grande do Sul poderiam ter sido significativamente minimizados com a priorização do seguro rural.

Décadas de medidas pontuais custaram caro aos cofres públicos e geraram efeitos negativos em toda a cadeia — do sistema financeiro a cooperativas, revendas, agroindústrias e produtores — mantendo vulnerabilidades estruturais e repetindo ciclos de fragilidade.

Falta decifrar a eficiência da Política Agrícola

É fundamental divulgar de forma transparente quanto cada instrumento — crédito rural, Proagro e seguro rural — realmente custa e qual é seu retorno efetivo. No caso do crédito rural, não basta considerar apenas os valores desembolsados, como se números recordes fossem sinônimo de sucesso.

É preciso avaliar também os benefícios e os custos indiretos associados ao crédito concedido sem garantias, que frequentemente resultam em prorrogações de dívidas, perdas de produtividade e renda e, em situações extremas, prejuízos ao patrimônio, recuperações judiciais ou até mesmo a saída do produtor da atividade rural.

Prevenir é melhor que renegociar

O contraste entre crédito e seguro rural é claro. Em 2021, cada R$ 1 investido em subvenção para o seguro gerou R$ 57 em importância segurada, enquanto o crédito rural gerou apenas R$ 7 em valor financiado.

Em 2024, R$ 600 milhões foram efetivamente liberados para o seguro rural, enquanto R$ 354 milhões permaneceram bloqueados no auge da contratação. Apesar de sua efetividade, o seguro rural ainda recebe recursos irrisórios diante dos bilhões destinados ao combo crédito rural, renegociações e Proagro, que somam mais de R$ 15 bilhões em subsídios.

O Zonamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), da Embrapa, precisa de orçamento robusto para servir como base científica do seguro rural. Apenas com informações confiáveis, planejamento orçamentário previsível e políticas de prevenção estruturadas será possível transformar a política agrícola em um instrumento de resiliência, produtividade e competitividade, rompendo décadas de improvisação.

Neste momento, enquanto o governo federal define o orçamento do próximo ano, é crucial que a Lei Orçamentária Anual (LOA 2026) permita que o seguro rural atue de forma estruturante. Para mudar o jogo e dar à política agrícola a importância que merece, os valores bloqueados de R$ 354 milhões neste ano precisam ser liberados ainda em setembro de 2025 e o orçamento do PSR para 2026 deve prever R$ 3 bilhões estáveis e não contingenciáveis. Agora, a palavra está com o governo e com o Congresso Nacional.

*Pedro Loyola é consultor em gestão de riscos agropecuários e financiamento sustentável e coordenador executivo do Observatório do Seguro Rural da FGV Agro.


Canal Rural e a FGV Agro não se responsabilizam pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seu autor. O Canal Rural se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Comida de verdade continua dominando pratos pelo mundo


Nos últimos tempos, o planeta se deslumbrou com a ideia de que as proteínas inovadoras seriam transformadoras. Carnes criadas em laboratório, hambúrgueres plant-based, fermentação minuciosa… tudo parecia inevitável. O pressuposto era de que o tradicional arroz com feijão estaria com seus dias contados, substituído por opções modernas, impulsionadas por bilhões em investimentos e reportagens otimistas.

Contudo, a realidade de 2025 apresenta um quadro bem distinto. Empresas tidas como referências mundiais perderam valor e fregueses. A Beyond Meat, outrora destaque nas bolsas de valores, hoje tem um valor ínfimo se comparado ao seu lançamento. No Brasil, a Fazenda Futuro, que representava a entrada do país nesse mercado alternativo, desistiu da expansão global e voltou seu foco ao mercado nacional. A fermentação minuciosa, vista como revolução, continua dispendiosa e dependente de energia.

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As dificuldades não acabam aí. Nos Estados Unidos, alguns estados já vetaram a carne cultivada em laboratório. Na União Europeia, a moderação prevalece. Na Ásia, a adesão é variável, com reações distintas conforme a cultura local. O ânimo inicial se transformou em receio, desconfiança dos clientes e dificuldade das empresas em manter modelos de negócio que, na prática, não geram lucro.

O que revelam os consumidores

Uma pesquisa global solicitada pela Ingredient Communications ajuda a elucidar essa situação. Os vegetarianos, que ainda consomem produtos de origem animal, se tornaram os mais rigorosos e os mais insatisfeitos com as opções plant-based. A satisfação geral diminuiu consideravelmente desde 2018.

Os veganos até manifestam alguma aceitação , embora ainda em níveis baixos. No Brasil, o vegetarianismo cresceu 75% em oito anos, atingindo 30 milhões de adeptos. Um dado chama atenção: os vegetarianos já representam cerca de 20% do consumo de feijão no país. Isso demonstra que, mesmo reduzindo a proteína animal, o feijão, alimento essencial da nossa cultura, permanece como base.

A grande questão das carnes vegetais, dos leites e dos ovos produzidos com ingredientes vegetais reside na experiência sensorial. O sabor, a textura e a suculência ainda não correspondem totalmente às expectativas. Os leites vegetais frequentemente deixam um resíduo de sabor de ervilha ou soja. Os ovos à base de plantas ainda não conseguem reproduzir fielmente a experiência de um ovo tradicional. Existem, contudo, previsões otimistas que apontam para um mercado de 162 bilhões de dólares até 2030, o que representaria um aumento de cinco vezes em relação ao tamanho atual. Essa expansão seria impulsionada principalmente pelos flexitarianos, consumidores que diminuem, mas não eliminam completamente o consumo de carne. No Brasil, 52% da população já se identifica com esse perfil. No entanto, entre as projeções e a realidade, existe uma grande distância que ainda não foi superada.

Enquanto uma parte do mundo deposita suas esperanças em promessas futuras, o setor agrícola brasileiro segue um caminho mais concreto: aumentar a produtividade, investir na qualificação dos produtores e fortalecer a pesquisa. O banco suíço Lombard Odier já reconheceu em um relatório recente que as proteínas alternativas deixaram de ser uma prioridade. O foco agora é a agricultura tradicional, realizada no campo, que garante a segurança alimentar.

No Brasil, essa abordagem ganha ainda mais relevância, pois o prato que nos define é o feijão com arroz. É ele que nutre milhões de pessoas diariamente, oferecendo um equilíbrio nutricional a um custo acessível. Enquanto investidores buscam recuperar perdas, os agricultores brasileiros continuam a cumprir sua missão: fornecer comida de verdade para a população.

Orgulho do que produzimos

Cada nação tem seus próprios motivos de orgulho tecnológico. Alguns países  celebram seus feitos como  foguetes dão ré,  carros elétricos e robôs, inteligência artificial e por aí vai.  Todas essas iniciativas são válidas e importantes. Contudo, existe uma verdade inegável: sem alimentação adequada três vezes ao dia, nenhum gênio pode se destacar ou sequer pensar.

É nesse ponto que reside o nosso orgulho. O Brasil não é apenas um exportador de commodities. Somos o país que alimenta aqueles que constroem foguetes, programam inteligência artificial e desenvolvem o carro do futuro. O agroalimento brasileiro fornece energia para a mente e o corpo de mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Essa é uma conquista que sustenta sociedades inteiras, embora muitas vezes receba menos atenção do que as novidades tecnológicas.

Um futuro realista para as proteínas

Os cientistas estão certos em preparar alternativas para alimentar os seres humanos.  Isto poderá em algum momento ser a única saída mas até lá o concreto para a inovação,  não está em tentar substituir radicalmente os alimentos que as pessoas consomem, mas sim em aprimorar o que já existe. Um exemplo disso vem da China, que começou a enriquecer macarrão de arroz com proteína de feijão. Essa estratégia não altera a forma do alimento, mas o torna mais nutritivo. É uma abordagem simples, prática e bem aceita pelos consumidores.

Eis uma abordagem promissora: enriquecer alimentos populares com a proteína dos pulses, elevando seu valor nutricional. É algo familiar, bem recebido e facilmente incorporado pelos consumidores. Bem diferente de imaginar que um brasileiro abandonará o tradicional arroz, feijão, bife e salada em favor de uma alternativa vegetal disruptiva. Essa mudança ainda exige tempo, avanços na tecnologia e preços competitivos para se tornar viável.

No coração da alimentação

Embora o futuro possa incluir carnes criadas em laboratório e hambúrgueres tecnológicos, o presente, que garante o sustento da maioria, permanece sendo, para nós o prato básico, saudável e essencial de feijão com arroz.

E para o mundo muito suco de laranja, café, frutas, amendoim, gergelim, linhaça, painço, chia, pipoca, carnes, feijões são a nossa  contribuição: comida autêntica e acessível, que nutre aqueles que impulsionam o mundo.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


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AgroNewsPolítica & Agro

exportações devem tomar força a partir de outubro



Exportações soja somaram 12,3 milhões de toneladas em julho




Foto: Canva

Segundo o relatório de agosto sobre o mercado de grãos e oleaginosas, o Brazilian G&O Monthly Update, elaborado pela analista Marcela Marini, do Rabobank, os preços do milho ao produtor registraram avanço de 1% em relação a julho e estão 3% acima dos níveis de agosto de 2024.

O documento destaca ainda que, em julho de 2025, as exportações brasileiras de soja somaram 12,3 milhões de toneladas, volume 9% inferior ao mês anterior. No acumulado do ano, entretanto, o total embarcado permanece 2% acima do registrado no mesmo período do ano passado. “Apesar das tensões comerciais entre Estados Unidos e China e da safra recorde no Brasil, o crescimento das exportações em 2025 permaneceu modesto”, observou o relatório.

No mesmo mês, as exportações de milho alcançaram 2,4 milhões de toneladas, o que representa alta de 559% em relação a junho. Ainda assim, o acumulado do ano está 25% abaixo do nível de 2024. A expectativa, segundo o estudo, é de que os embarques se intensifiquem a partir de meados de outubro. Para a temporada 2024/25, o RaboResearch projeta safra recorde de 139 milhões de toneladas de milho no Brasil.





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Montarias em touros pela LNR começam na 70ª Festa do Peão de Barretos



A final da Liga Nacional de Rodeio (LNR) teve início na noite desta segunda-feira (25), na 70ª edição da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos de, com empate na primeira posição entre os competidores Guilherme Souza Melo (Ribeirão Preto-SP) e Tiago Lucas (Amparo-SP), que conquistaram 91 pontos ao montar os touros Brasileiro e Marinheiro, da Companhia Califórnia. Das 41 montarias realizadas na Festa do Peão de Barretos, apenas 16 conseguiram pontuar na abertura da LNR.

A competição prossegue, nesta terça-feira (26), com a segunda turma de competidores, na arena de Barretos. De acordo com o regulamento da Liga Nacional de Rodeio, os competidores que ganharam mais de uma etapa têm a oportunidade de montar mais de uma vez, porém se alcançar uma nota que ele ache suficiente não é obrigado a montar nos demais touros.

Campeões de etapas da LNR

Os competidores que chegam à final com títulos em outras etapas da LNR são: Lucas Correia – 6 etapas; Robson Vasconcellos – 5 etapas; Damião Moreira da Cunha – 2 etapas; Kayke Campos – 2 etapas; Daniel Araújo Pereira – 2 etapas; Marcos Vinícius de Castro – 2 etapas; Luciano Ruivo Alves – 2 etapas; Luciano Pereira – 2 etapas; Jefferson da Cruz – 2 etapas; Bruno Vicente Duarte – 2 etapas; Alisson Trindade – 2 etapas; Richard Giovani – 3 etapas; e Renan Almeida – 2 etapas.

Resultado da 1ª etapa em Barretos

  • 1 – Guilherme Souza Melo – Ribeirão Preto-SP – 91 pontos – Touro Brasileiro
  • 2 – Tiago Lucas – Amparo-SP – 91 pontos – Touro Marinheiro
  • 3 – Nelson Vinicius Santana – 88,25 pontos – Touro – Guardião
  • 4 – Luciano Pereira – 87,25 pontos – Touro Gringo
  • 5 – Renan Almeida Alves – 87,00 pontos – Touro Ousado

Três Tambores

A Taça Os Independentes de Três Tambores teve início nesta segunda-feira (25), na arena de rodeios do Parque do Peão de Barretos. Após competirem no Campeonato Barretos, os 10 melhores competidores de cada categoria iniciaram a disputa.

A bicampeã de Barretos, a mineira Clara Gonçalves Silva (Itapagipe-MG) foi a melhor da categoria Jovem B, com o tempo de 17.982. “Quero agradecer a Deus, minha família, meu treinador e todos que estão em casa torcendo por mim”, afirmou a amazona que enalteceu a parceria com a sua égua Leidy Peppy Zorrero.

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Já na categoria Jovem A, a paulista de Botucatu-SP, Helena Zerbinato Costa, fez o melhor tempo com 17.262, montando o cavalo MJS Blonde Ta Fame.

O coordenador da prova dos Três Tambores, Marcelo Xavier, afirmou que a Taça Os Independentes reúne 10 competidores na categoria Jovem A (11 anos ou mais) e outros 10 na categoria Jovem B (12 a 14 anos). Segundo ele, a competição tem como objetivo a formação de novos talentos.

“Temos muitos jovens talentosos e com muita habilidade nos Três Tambores. Eles serão os competidores do futuro”, afirmou Xavier.

Resultado Categoria Jovem A

  • 1 – Helena Zerbinato Costa – Botucatu‐SP – 17.262
  • 2 – Henry Rezende Zanetti Malandro – São Jorge Do Ivai‐PR – 17.595
  • 3 – Adryan Gabriel Ferreira – Monte Aprazível‐SP – 17.712
  • 4 – Antônio Miguel Terui Nappi – Santa Adélia‐SP – 18.143
  • 5 – Lívia Alves – São João Boa Vista‐SP – 18.143

Resultado Categoria Jovem B

  • 1 – Clara Gonçalves Silva – Itapagipe‐MG – 17.982
  • 2 – Joaquim Vicentini Prudente Correa – Terra Roxa ‐ SP – 18.023
  • 3 – Manuela Trazzi – São José do Rio Preto‐SP – 18.148
  • 4 – Melissa Silva Terêncio – Barretos‐SP – 18.166
  • 5 – Leonardo Roberto da Silva Mendes – Barretos‐SP – 18.331

A 70ª edição da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está sendo transmitida pelo BR IN TV, do grupo Canal Rural, em parceria com a BRTVMAX, até 31 de agosto de 2025. O público pode acompanhar a programação pelas TVs conectadas Samsung (canal 2080), LG (canal 137) e TCL (canal 3380).



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Moratória da soja desafia a soberania jurídica do Brasil


Criada em 2006, sob forte pressão de ONGs internacionais e grandes tradings de grãos, a Moratória da Soja foi apresentada como solução para conter o desmatamento na Amazônia. Na prática, o acordo estabeleceu que empresas não comprariam soja produzida em áreas desmatadas após julho de 2008.

O detalhe é que essa restrição não diferencia os desmatamentos ilegais dos que são permitidos pela legislação brasileira. Assim, produtores que cumpriram todas as exigências do Código Florestal, com autorizações oficiais, passaram a ser tratados como infratores e tiveram sua produção rejeitada.

O contraste com a decisão do STF

O Supremo Tribunal Federal decidiu recentemente que leis estrangeiras não podem ser aplicadas no Brasil para restringir atividades econômicas. O entendimento é claro: a soberania do país e o papel do Congresso Nacional como legislador não podem ser relativizados por normas externas.

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A contradição surge quando, na prática, a moratória cria uma espécie de tribunal paralelo. São entidades privadas, influenciadas por interesses internacionais, que definem quais produtores podem ou não acessar o mercado global, ainda que estejam em total conformidade com a lei nacional.

Um cenário de punição sem crime

O Código Florestal Brasileiro é considerado um dos mais rígidos do mundo. Ele exige, por exemplo, que produtores mantenham reservas legais que chegam a 80% da área em alguns biomas. Mesmo assim, a moratória vai além da lei e impõe punições a quem age dentro da legalidade.

Esse mecanismo cria insegurança jurídica e ameaça a competitividade do agro brasileiro, já que produtores passam a responder não só às autoridades nacionais, mas também a pressões comerciais e políticas externas.

Ao ignorar o marco legal brasileiro, a moratória funciona como instrumento de pressão internacional. Países importadores, que subsidiam pesadamente seus agricultores, conseguem impor barreiras adicionais ao Brasil. O resultado é um desequilíbrio que fragiliza o produtor nacional e enfraquece a soberania da legislação brasileira.

A decisão do STF de rejeitar a aplicação de leis estrangeiras deveria inspirar uma revisão crítica da Moratória da Soja. O Brasil não pode aceitar que produtores sejam punidos por cumprirem a própria lei do país.

Se a prioridade é a preservação ambiental, que ela se dê pelo fortalecimento e fiscalização do Código Florestal, e não pela substituição da lei nacional por regras ditadas no exterior. A justiça e a soberania brasileira exigem que a preservação caminhe junto com o respeito ao produtor rural.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


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Compras públicas não impedirão que produtores tenham prejuízo com o tarifaço, avalia economista



O governo federal divulgou na segunda-feira (25) a lista de alimentos atingidos pelo tarifaço dos Estados Unidos que passarão a integrar o programa de compras públicas. A iniciativa busca garantir o escoamento da produção e a renda de produtores e exportadores prejudicados.

Para o economista Alessandro Azoni, no entanto, a medida não impedirá que os produtores tenham perdas significativas. Segundo ele, os preços praticados nos programas governamentais ficam muito abaixo da cotação internacional, que é feita em dólar, reduzindo drasticamente a margem de lucro dos agricultores.

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“O produtor vai ter prejuízo, porque os preços internos usados pelo governo ficam aquém do mercado internacional e, muitas vezes, não cobrem sequer os custos de produção”, avaliou.
Além da compra pública, o governo anunciou o Plano Brasil Soberano, pacote estimado em R$ 30 bilhões que inclui linhas de crédito subsidiado e outras ações emergenciais. Azoni alerta, contudo, para o impacto nas contas públicas.

“Fechamos julho com déficit de R$ 47 bilhões. Com esse programa, poderemos ultrapassar R$ 80 bilhões até o fim do ano. Minha preocupação é de onde sairá esse dinheiro, já que o arcabouço fiscal prevê déficit zero em 2024 e superávit a partir de 2025”, destacou.

O economista também observa que os gastos podem ultrapassar o valor anunciado, já que o próprio presidente Lula afirmou que os R$ 30 bilhões seriam apenas o início do plano.

“Isso abre uma lacuna preocupante. Vemos o presidente falar em mais verbas, mas não há posicionamento claro do Ministério da Fazenda ou do Planejamento sobre a viabilidade. É como se o dono da empresa prometesse investimentos, mas o diretor financeiro não confirmasse os recursos”, disse.

Na avaliação de Azoni, o governo também falhou na condução diplomática com Washington. Ele defende que Lula deveria ter adotado postura mais ativa, aproveitando a vulnerabilidade econômica dos Estados Unidos, que enfrenta inflação elevada e riscos de desabastecimento.

“O agro representa mais de 20% do PIB brasileiro e exigiria maior presença do presidente nas negociações. Outros países atingidos reagiram de forma mais imediata. O Brasil demorou, e hoje quem está negociando diretamente são as cooperativas e empresas exportadoras com seus clientes nos EUA”, criticou.

Para ele, o momento poderia ter sido usado como oportunidade estratégica. “O tarifaço eleva em até 50% o preço dos produtos brasileiros nos EUA. Isso agrava a inflação deles e gera carência de itens como café, carnes e pescados. O Brasil poderia ter explorado melhor essa fragilidade para buscar um acordo mais favorável”.



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