domingo, maio 3, 2026

Autor: Redação

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Gado mais pesado: bebedouro artificial ou açude? especialista responde


Pecuaristas, a qualidade da água é um dos fatores mais importantes para a produtividade do rebanho, mas muitos produtores ainda têm dúvidas sobre qual o melhor sistema de hidratação. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Rogério Santos, de Confresa, no estado de Mato Grosso, questiona se há diferença no ganho de peso do gado que bebe água em açude em relação ao que se hidrata em bebedouro artificial.

Nesta resposta no programa Giro do Boi, o médico-veterinário Fernando Loureiro, especialista em sistemas de distribuição de água, esclarece essa dúvida, reforçando que 100% dos estudos científicos demonstram que o bebedouro artificial é a melhor opção.

O bebedouro artificial e o maior ganho de peso

Detalhe de água límpida caindo em bebedouro de bovinos de corte. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe
Detalhe de água límpida caindo em bebedouro de bovinos de corte. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe

Em todos os trabalhos e estudos científicos, os animais que bebem em bebedouros artificiais sempre apresentam um ganho de peso maior do que aqueles que bebem em açudes.

Esse ganho é variável, mas a diferença pode ser significativa, variando de 47 gramas a 800 gramas por dia, dependendo do sistema de produção.

A razão para essa diferença é simples: no bebedouro artificial, o pecuarista pode exercer a gestão e o controle da água.

O bebedouro artificial pode ser limpo com frequência, o que impede o acúmulo de matéria orgânica (capim, insetos, farelo de ração) e o crescimento de bactérias e protozoários, que são maléficos ao trato gastrointestinal dos animais.

Com uma água mais limpa e de qualidade, o gado bebe mais, o que leva a um maior consumo de matéria seca da dieta.

O animal aproveita melhor o capim, o volumoso e o concentrado, o que resulta em maior ganho de peso, maior produção de carne e maior produção de leite, refletindo diretamente na rentabilidade da fazenda.

O investimento que se paga no primeiro ano

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Fernando Loureiro ressalta que o investimento na implantação de um sistema de bebedouro artificial, que inclui captação, armazenamento e distribuição de água, se paga na maioria dos casos já no primeiro ano.

O ganho de peso adicional obtido com o uso de bebedouros artificiais é o que vai cobrir todo o investimento e trazer um lucro maior para a propriedade, mostrando que a tecnologia, quando bem aplicada, é um excelente negócio.

O especialista enfatiza que o bebedouro artificial é a melhor opção, desde que seja bem atendido, bem cuidado e com a limpeza frequente.



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Ex-lutador de MMA leiloa cavalo para ajudar vítimas de enchentes no RS



O ex-lutador de MMA Minotauro, apelido de Antônio Rodrigo Nogueira, vai leiloar seu cavalo crioulo “Loirinho” na próxima quinta-feira (28), durante a abertura das vendas da 48ª Expointer.

A ação tem como objetivo arrecadar recursos para construção de casas para vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

O comprador que arrematar o animal também levará para casa uma réplica do cinturão do Campeonato Mundial conquistado por Minotauro, que hoje é embaixador do Ultimate Fighting Championship (UFC) e estará presente no evento.

O leilão acontecerá durante o remate da Estância Liberdade, no Tattersall do Cavalo Crioulo, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, Rio Grande do Sul.

A ação é coordenada pelo Instituto Fight For Life, dos irmãos Nogueira, Minotauro e Minotouro, que atua na reconstrução de moradias no estado e conta com a participação de diversos lutadores de nível mundial.

Trajetória de Loirinho

Loirinho é campeão do Potro do Futuro da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), com nota recorde de 226,5 pontos, conquistados na final da competição Rédeas de Ouro, em 2018.

O animal também destacou-se em competições internacionais, como Potro do Futuro da NRHA, nos Estados Unidos e foi finalista premiado no Derby, em solo americano.

Serviço

Abertura das vendas da Expointer 2025
Data: 28 de agosto de 2025
Onde: Parque Estadual de Exposições Assis Brasil (BR 116, Km 13) – Esteio, RS
Mais informações sobre a feira no site oficial



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Pecuária em Rondônia: por que touros Angus não são a melhor escolha?


Pecuaristas, a escolha de um touro de genética de ponta é crucial para a qualidade do rebanho, mas o sucesso depende da adaptação ao clima da sua região. Vagner Brito, assíduo telespectador do Giro do Boi e pecuarista de Cacoal, no estado de Rondônia, tem uma dúvida comum: o que esperar do uso de touros de pelagem escura como angus, ultrablack ou black simental em suas vacas a pasto? Assista ao vídeo abaixo e confira a resposta completa.

Nesta terça-feira (26), o zootecnista Alexandre Zadra, especialista em genética e cruzamento industrial de bovinos, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”. Ele explica que, no calor de Rondônia, a genética deve ser tropicalizada para ter alta performance.

O desafio do clima quente e úmido de Rondônia

Alexandre Zadra ressalta que o clima de Rondônia, quente e úmido, exige que um animal criado extensivamente seja, no mínimo, 50% tropical. Isso significa que a fêmea deve ter pelo menos metade de sangue de raças tropicais, como um zebuíno, um caracu ou um senepol.

O especialista explica que touros de pelagem escura e mais de meio-sangue europeu não têm um sistema termorregulatório adequado para o calor. Eles só vão pastar e se recuperar se a temperatura cair à noite para 23ºC ou 24ºC, o que é raro em Rondônia.

O consumo de alimento durante o dia, quando a temperatura interna do rúmen sobe, pode ser um problema, pois eles não conseguem dissipar o calor, o que compromete o desempenho e o ganho de peso.

Touros europeus e a degeneração testicular

A Ultrablack é uma raça sintética, obtida por meio de cruzamentos, originária dos Estados Unidos – Foto: Eduardo Rocha/Associação Brasileira de Angus

Zadra alerta que touros europeus, como o ultrablack (com 81% de sangue angus) ou o black simental, não devem ser usados no campo extensivamente em regiões quentes.

Eles podem até ter um bom desempenho no primeiro ano, mas no segundo já podem apresentar degeneração testicular, o que compromete a fertilidade e a reprodução, gerando um grande prejuízo para a fazenda.

A recomendação para o pecuarista é clara e estratégica:

  • Use taurinos adaptados ou zebuínos: Raças como senepol, caracu ou bonsmara (de criatórios bem trabalhados) são ideais para o calor, pois são rústicas e se adaptam bem. Touros zebuínos também são uma excelente opção, por sua adaptabilidade comprovada.
  • Considere a inseminação: Use sêmen de black simental ou angus e faça o repasse com touros adaptados. Essa estratégia permite o uso da genética taurina, com a garantia de que o touro de repasse fará o trabalho.
  • Bimestiços: Raças como o canchim e o santa gertrudis podem ser usadas com capricho e em piquetes menores, com acesso à sombra e água de qualidade.

A chave para o sucesso é garantir que o touro se adapte ao clima. Um touro de genética premium não é apenas aquele que tem bom fenótipo, mas aquele que se adapta bem ao ambiente em que será criado, garantindo a sua produtividade e a rentabilidade da fazenda.



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‘Quantos produtores trabalham dentro da lei e não conseguem comercializar a soja?’, questiona sojicultor de Sinop



A Justiça Federal determinou, nesta segunda-feira (25), o impedimento da suspensão da Moratória da Soja, em resposta a um pedido da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). A medida mantém a validade do pacto ambiental, que restringe a compra de grãos cultivados em áreas desmatadas após 2008.

https://www.youtube.com/watch?v=UseCTaXP7bc

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Produtor de soja critica liminar

O produtor de soja Maikon Costa, de Sinop (MT), criticou duramente a manutenção da Moratória. Para ele, a medida prejudica agricultores que abriram áreas de forma legal, mas são impedidos de comercializar com as grandes tradings internacionais.

”Infelizmente, o produtor paga a conta mais uma vez devido a acordos comerciais de ONGs, da Abiove e de empresas multinacionais que deixam de comprar soja produzida em áreas abertas após 2008, mesmo quando essas áreas foram abertas perante a lei, respeitando os 20%, respeitando a legislação no Cerrado e na Floresta Amazônica”, afirmou.

Segundo ele, essa restrição empurra o agricultor para mercados paralelos. “O produtor fica à mercê, tendo que vender para mercados que muitas vezes não pagam, atrasam carregamento, sonegam impostos. Quem paga a conta é sempre o produtor, devido a acordos comerciais entre empresas e ONGs que dificultam a vida de quem produz no Brasil.”

Costa também denuncia que, na prática, a soja acaba sendo exportada da mesma forma. “A soja não tem rótulo, não tem etiqueta. O produtor vende mais barato para atravessadores que fazem triangulação, esquentam a carga e, no final do dia, é a mesma soja que chega ao comprador. Quem sai lesado é sempre o produtor.”

Para ele, a situação é injusta e prejudica o estado. “A lei permite abrir a terra e produzir alimento. Mas, por causa de um acordo comercial, o agricultor legalizado não consegue vender para multinacionais. Isso é muito ruim para Mato Grosso. Quantos produtores estão trabalhando dentro da lei e mesmo assim não conseguem comercializar? Infelizmente, mais uma vez, quem paga a conta é o produtor”, desabafou.

Aprosoja MT se posiciona

Em nota sobre a liminar conquistada pela Abiove, a Aprosoja-MT afirmou respeitar a decisão judicial, mas reforçou esperar que o colegiado do Cade reitere as medidas preventivas que suspendiam os efeitos da Moratória da Soja.

”Reafirmamos que, há anos, um acordo privado, sem respaldo legal, vem impondo barreiras comerciais injustas aos produtores, sobretudo os pequenos e médios, impedindo a comercialização de safras cultivadas em áreas regulares e licenciadas”, disse a entidade.

A Aprosoja-MT afirmou que o fim da Moratória da Soja “é um passo essencial para o Brasil reafirmar que sustentabilidade e legalidade não se opõem” e destacou que “não se pode usar políticas ambientais simuladas como pretexto para a exclusão econômica”.

Segundo a entidade, as tradings, que concentram mais de 90% das exportações, “impõem de forma unilateral condições que afastam do mercado produtores que atuam dentro da legalidade”.



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Milho cai com supersafra americana à vista, mas novas altas ainda estão no radar



O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago fechou a semana passada a US$ 3,88 1/4 por bushel, alta de 1,04% frente ao encerramento da semana retrasada. Na segunda-feira (25), novo crescimento, ainda que tímido: US$ 3,89.

Contudo, nesta terça-feira (26), os dados positivos da provável supersafra nos Estados Unidos levaram os vencimentos a sofrerem baixa de 0,44%, ou 1,75 centavo, indicados em US$ 3,87 1/2 por bushel. O mesmo se viu com os acordos firmados para dezembro, com recuo de 2,75 centavo, ou 0,66%, a US$ 4,09 1/2 por bushel.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o mercado foi pressionado pelo quadro fundamental de ampla oferta global, reforçado pelo último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que manteve a avaliação das lavouras norte-americanas em 71% entre boas e excelentes condições até 24 de agosto, nível mais alto desde 2016 e acima das expectativas de leve queda.

Segundo o órgão, 21% das lavouras estão em condição regular e 8% em situação ruim ou muito ruim, repetindo os índices da semana anterior. Entretanto, traders ajustam posições após a divulgação da estimativa da Pro Farmer na última semana, que ficou abaixo do número oficial do USDA, mas ainda projetando safra robusta.

Assim, a produção de milho nos Estados Unidos caminha para um novo recorde: acima de 425 milhões de toneladas.

No Brasil, os preços têm se mantido firmes, entre R$ 66 e R$ 67 a saca, mesmo com a pressão da entrada da safrinha, que já está cerca de 90% colhida, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundoa plataforma Grão Direto, tal resiliência se deve a uma demanda interna voraz dos setores de etanol e proteína animal, que têm absorvido a produção e criado um piso sólido para as cotações.

Assim, diante da firmeza dos preços e da necessidade de liberar armazéns, os produtores aceleraram a comercialização do milho safrinha. Dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Aplicada (Imea) de julho mostram que 62% da produção do estado já está vendida.

Entretanto, as negociações da safra 2025/26 permanecem atrasadas em relação à média histórica, indicando que o produtor aguarda maior clareza de custos antes de fechar novos negócios.

Supersafra esmagará os preços do milho?

O Brasil entra em sua principal janela de exportação com boas perspectivas, mas em um cenário global competitivo. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projeta embarques de 7,8 milhões de toneladas de milho em agosto, confirmando o interesse internacional.

“Embora o milho brasileiro acesse mercados diversificados, a competitividade será testada pela oferta recorde dos Estados Unidos, tornando a taxa de câmbio um fator decisivo para a atratividade do produto nacional”, contextualizam os especialistas da grão Direto.

Para a empresa, assim como na soja, o clima nos Estados Unidos será o principal catalisador para Chicago. “Por lá, uma quebra, mesmo que marginal, poderia abrir espaço adicional para as exportações brasileiras no início de 2026.”

No entanto, com a colheita da safrinha quase concluída, o desafio agora é logístico. “O grande volume de milho pressionará a capacidade de armazenagem e os custos de frete”, consideram os profissionais da plataforma.

Para a Grão Direto, esse cenário tende a criar disparidades regionais de preços, abrindo janelas de oportunidade para produtores com armazéns próprios, que poderão negociar em condições mais favoráveis na entressafra, quando a demanda da indústria costuma pagar prêmios.



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‘Sairemos vitoriosos no final’, diz diretor da Aprosoja após liminar restabelecer Moratória da Soja



Após a Justiça conceder uma liminar que suspende os efeitos da decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a Moratória da Soja, o diretor-executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, afirmou estar confiante de que o órgão irá recorrer e reverter a medida.

Em entrevista ao jornalista Ricardo Araújo, no Mercado & Cia, desta terça-feira (26), Fabrício destacou que a liminar já era esperada. “É uma tendência que, quando existe uma decisão que mexe com o mercado, haja uma judicialização”, avaliou.

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Segundo ele, a decisão do Cade foi consistente e baseada em argumentos sólidos. “Não temos dúvida de que o Cade pode recorrer da decisão, derrubar essa liminar concedida e manter sua determinação anterior”, afirmou.

O dirigente da Aprosoja acredita ainda que a Justiça acabará decidindo pelo fim da Moratória da Soja. “Já existem outras ações no STF que caminham nesse sentido. Estamos confiantes de que sairemos vitoriosos no final”, completou.

Entenda o caso

No dia 18 de agosto, o Cade acatou uma medida cautelar determinando a suspensão imediata da Moratória da Soja. O processo foi iniciado a partir de representações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Aprosoja-MT, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Embora com argumentos diferentes, todas as entidades alegaram que a Moratória configuraria prática ilícita e deveria ser condenada. Mais recentemente, apenas a CNA solicitou providências urgentes, sustentando haver prejuízos concretos aos produtores que não poderiam esperar a tramitação completa do processo. Para isso, apresentou parecer econômico apontando danos ao setor e ao país.

Com a decisão, o Cade determinou que as empresas envolvidas suspendessem imediatamente o acordo, argumentando que a medida era necessária para evitar o agravamento dos prejuízos até a conclusão do processo.

No entanto, na segunda-feira (25), a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) obteve na Justiça uma liminar suspendendo os efeitos da decisão do Cade. A entidade contestou o caráter monocrático da medida e alegou afronta ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal.

A Moratória da Soja é um pacto multissetorial que impede tradings de adquirirem grãos produzidos em áreas desmatadas no bioma amazônico após julho de 2008.



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Lotes homogêneos no confinamento: o segredo da JBS para alta performance


Pecuaristas, o sucesso do confinamento não se resume apenas à dieta e à estrutura da fazenda. O trabalho de originação, que começa na propriedade do parceiro, é crucial para a formação de lotes homogêneos que garantem o melhor desempenho individual e coletivo dos animais. Assista ao vídeo abaixo e confira esta história.

Em uma reportagem especial do Boitel JBS de Guaiçara, no estado de São Paulo, o Giro do Boi entrevistou Caio Carvalho, do time de originação.

Ele detalhou o trabalho da equipe, que atende a quase 200 parceiros comerciais, e como a formação de lotes homogêneos é fundamental para o sucesso da engorda.

Originação: um trabalho que começa na fazenda

Bovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi
Bovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi

O trabalho da originação da JBS em Guaiçara começa com o atendimento ao pecuarista na sua fazenda. O objetivo é dar orientações e avaliar o padrão racial e o biotipo dos animais.

Caio explica que é preciso conhecer o perfil do gado para identificar seu potencial e dar sequência a um trabalho que começou lá na ponta.

A equipe de originação da JBS faz a apartação do gado na fazenda, dividindo os lotes despadronizados por peso. Essa prática evita a dominância na baia e garante que os animais mais jovens tenham acesso ao cocho, evitando a competição por alimento.

Lotes homogêneos: o segredo da alta performance

Bovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi
Bovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi

A formação de lotes homogêneos é o segredo para o confinamento de alta performance. As vantagens são claras e impactam diretamente a rentabilidade:

  • Otimização do desempenho: Lotes com animais de peso e biotipo semelhantes têm um desempenho mais uniforme, o que facilita o manejo nutricional e a resposta à dieta.
  • Manejo eficiente: A padronização dos lotes facilita o manejo nutricional, sanitário e de bem-estar, com protocolos que se adequam melhor ao perfil dos animais.
  • Padronização na saída: O gado entra junto, é engordado junto e sai junto para o abate, garantindo um padrão de carcaça e um peso final que atende às exigências da indústria.

A equipe da JBS faz uma avaliação dos animais para determinar o tempo que o gado ficará em cada fase (adaptação, crescimento e terminação), o que garante um trabalho mais preciso e correto.

Atendimento personalizado e credibilidade

O trabalho da originação é focado na personalização do atendimento. Se o gado é nelore, a caminhada é de um jeito. Se é anelorado, de outro. Se tem sangue taurino, de outro. Essa personalização ajuda a preparar o terreno para o melhor resultado.

A credibilidade do trabalho é reforçada pela satisfação dos clientes. A JBS em Guaiçara tem mais de 160 baias de diferentes tamanhos (60 a 120 cabeças), o que permite fazer uma apartação precisa e atender a pecuaristas que buscam a terceirização da engorda.

A equipe da JBS está de “porteira aberta” para receber pecuaristas. Quem quiser conhecer o trabalho, pode passar em Guaiçara, tomar um café e ver a operação, que já se tornou parte da estratégia de trabalho de muita gente.



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AgroNewsPolítica & Agro

Área plantada de algodão deve recuar 3,5% no Brasil


A safra brasileira de algodão 2025/26 deve registrar redução na área cultivada. De acordo com levantamento da StoneX, a projeção é de 2,04 milhões de hectares, volume 3,5% menor em relação ao ciclo 2024/25.

O analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Raphael Bulascoschi, destacou que em Mato Grosso a retração será mais expressiva. “Produtores mato-grossenses projetam uma redução mais acentuada, com área de 1,44 milhão de hectares — queda de 75 mil hectares. Considerando uma produtividade dentro da tendência, a produção deve alcançar 3,7 milhões de toneladas no ano que vem, representando um recuo de 4,3% frente à safra atual”, afirmou.

Sobre o ciclo em andamento, Bulascoschi ressaltou que a produção recorde deve ser confirmada. “O cenário é diferente ao olhar para a safra 2024/25, em que a produção recorde de 3,9 milhões de toneladas da pluma deve se confirmar. Ainda assim, o excesso de umidade registrado em agosto pode ter comprometido a qualidade da pluma remanescente em Mato Grosso, fator que seguirá no radar do mercado brasileiro de algodão nas próximas semanas”, observou.

O levantamento da StoneX também indicou que os embarques de algodão perderam ritmo nas últimas semanas. Apesar disso, a expectativa é de exportações em torno de 2,9 milhões de toneladas em 2025, com maior intensidade nos embarques prevista para o quarto quadrimestre.

No mercado interno, a consultoria revisou para baixo a estimativa de consumo. Para a safra 2025/26, a nova projeção é de 685 mil toneladas, uma redução de 35 mil toneladas. Segundo Bulascoschi, a revisão reflete o baixo dinamismo do setor têxtil brasileiro, influenciado pelo ambiente macroeconômico adverso. “Apesar disso, a redução na produção mais do que compensou o ajuste no consumo interno, resultando em estoques finais menos folgados para o próximo ciclo, projetados em 3,08 milhões de toneladas de pluma”, concluiu o analista.





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Brasil começará a vender aves vivas para os Emirados Árabes Unidos



O Brasil e os Emirados Árabes Unidos concluíram negociação sanitária para a abertura de um novo mercado: exportação de aves vivas nacionais (exceto de capoeira) para a nação do Oriente Médio.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o acordo contempla espécies avícolas para fins ornamentais, conservação em zoológicos e outros usos, mas não inclui aves destinadas ao abate comercial e à produção de ovos para consumo.

“Esta nova abertura faz parte da estratégia do governo brasileiro de diversificação da pauta exportadora, gerando oportunidades de negócios para produtores especializados”, diz a pasta, em nota.

Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 3,3 bilhões em produtos agropecuários para os Emirados Árabes Unidos, com destaque para carnes, produtos do complexo sucroalcooleiro e café.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 404 aberturas de mercado, em 71 destinos, desde o início de 2023.



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JBS é eleita a melhor empresa do setor de alimentos e bebidas pelo 4º ano consecutivo


Pelo quarto ano consecutivo, a JBS lidera as principais categorias do prêmio da Institutional Investor. Em 2025, a revista elegeu os executivos da companhia como os melhores CEO e CFO do setor de alimentos e bebidas da América Latina, além de premiar a companhia com o melhor time de Relações com Investidores, o melhor programa de RI e o título de melhor profissional de RI.

Na categoria geral de alimentos e bebidas, a JBS ocupa novamente a primeira posição. A empresa também foi eleita “Most Honored”, que considera todos os setores de atuação analisados pela revista, em pesquisa que reúne mais de 1.000 profissionais de instituições financeiras globais.

O prêmio de melhor CEO foi concedido para Gilberto Tomazoni, enquanto Guilherme Cavalcanti recebeu o de melhor CFO – ambos reconhecidos pela quarta vez consecutiva. A companhia também teve Christiane Assis eleita a melhor profissional de RI.

Executivos da JBSExecutivos da JBS
Gilberto Tomazoni, Christiane Assis e Guilherme Cavalcanti. Foto: Divulgação JBS

Mantendo a tradição, a JBS conquistou o prêmio de Melhor Programa de RI pelo quarto ano seguido e recebeu, pela quinta vez, o reconhecimento de melhor time de relações com investidores do setor na América Latina.

“É um enorme orgulho, como representante dos 280 mil colaboradores da JBS ao redor do planeta, receber pelo quarto ano consecutivo a mais alta distinção da Institutional Investor. Divido esse reconhecimento com cada deles”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.

Ele destaca que o resultado ocorre após um momento estratégico para a companhia, marcado pelo início das negociações de suas ações na Bolsa de Nova York (NYSE), em junho deste ano. “Essa premiação reforça o compromisso da JBS com a excelência em governança e geração de valor aos nossos investidores”, completa.

Para Guilherme Cavalcanti, CFO global da JBS, o resultado reforça a consistência do trabalho do relacionamento da empresa com o mercado de capitais. “É um importante reconhecimento do sucesso da estratégia da JBS de oferecer value e growth a seus investidores”, completa.



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