domingo, maio 3, 2026

Autor: Redação

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Tempo segue instável e regiões do país tem mais um dia com chuva forte; veja a previsão do tempo



A presença do cavado meteorológico em níveis médios da atmosfera mantém as instabilidades presentes entre Santa Catarina e o Paraná nesta quarta-feira (27). Ainda nas primeiras horas do dia, as pancadas de chuva começam a se espalhar sobre o leste catarinense, entre o leste e litoral paranaense, variando entre fraca a moderada intensidade.

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No decorrer das horas, o tempo segue instável sobre as regiões, mas o potencial para chuva expressiva perde força. Excepcionalmente algumas áreas do litoral paranaense ainda podem contar com a ocorrência de chuva localmente forte.

No Rio Grande do Sul, ainda pode chover de maneira isolada sobre áreas do extremo norte e da serra ainda durante a madrugada. Já nas demais regiões do interior paranaense, no centro e oeste catarinense, além das áreas restantes do estado gaúcho, o padrão de tempo segue estável, apenas com variações de nebulosidade no decorrer das horas. Curitiba e Florianópolis ainda contam com tempo instável durante o dia, sobretudo a capital catarinense, onde haverá condições para chuva mais expressiva. Em Porto Alegre, o tempo segue firme e com temperaturas mais baixas.

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No Sudeste, ainda pela atuação do cavado meteorológico e também pela presença de umidade na atmosfera local, as instabilidades seguem sobre o sul, leste e litoral de São Paulo. Entre o fim da madrugada e início da manhã, as pancadas de chuva começam a se espalhar sobre as regiões, variando entre fraca e moderada intensidade. No período da tarde, a chuva volta a ganhar força e cai em forma de pancadas isoladas, mas que podem vir com raios e trovoadas.

Em São Paulo, quarta-feira de tempo instável e chuva a qualquer hora. Já em boa parte do interior paulista, o tempo segue firme, sem risco de chuva significativa, salvo exceção de algumas áreas próximas ao leste e também no sul, onde ainda haverá condições para chuva isolada.

Na parte da tarde, o calor e o ar seco ganham destaque, com máximas já bastante elevadas e alerta de baixa umidade do ar. Algumas cidades entre o sul fluminense e a costa verde também podem contar com a ocorrência de pancadas de chuva seguidas por raios. No Rio de Janeiro, não está descartada a ocorrência de alguma pancada de chuva ao final do dia. Entre Minas Gerais e Espírito Santo, o padrão de tempo continua sendo predominantemente estável, com variação de nebulosidade, calor e ar seco marcando presença durante o dia.

Enquanto no Centro-Oeste, o tempo já deve seguir firme em todos os estados da região, com destaque para o calor e o ar seco que ganham força no decorrer do dia. Algumas áreas do centro-sul de Mato Grosso do Sul seguem ainda sob influência do ar frio de origem polar, e os termômetros ainda não sobem tanto ao longo das horas. Já nas demais regiões do estado, entre Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal, o padrão de temperaturas já segue mais elevado, com calor intenso marcando presença no período da tarde.

Algumas áreas de Mato Grosso e Goiás devem registrar temperaturas acima dos 35ºC no período da tarde. Em boa parte da região, segue o alerta para baixa umidade relativa do ar, com índices que podem variar entre limiares de atenção e alerta.

Já no Nordeste, a incidência de ventos úmidos vindos do oceano realiza a manutenção das instabilidades sobre parte da costa leste. As pancadas de chuva ocorrem de maneira ocasional ao longo do dia e intercalam com períodos de aparição do sol. Entre o litoral da Bahia e de Sergipe, haverá condições para chuva fraca a moderada intensidade, não sendo descartado também eventuais episódios de chuva forte. Entre Alagoas e o Rio Grande do Norte, haverá condições apenas para chuva fraca ocasional. Por outro lado, áreas do sertão, agreste e meio-norte seguem com predomínio de tempo firme, calor mais intenso e, em algumas áreas, alerta para baixa umidade do ar.

E no Norte, as instabilidades seguem concentradas sobre o Amazonas e Roraima, com previsão de pancadas de chuva com moderada a forte intensidade ao longo do dia. Pode chover com maior intensidade também no norte do Amapá e do Pará – incluindo em Belém. Nas demais regiões, o tempo segue aberto, com predomínio de sol entre algumas variações de nuvens. O calor segue intenso e presente na maior parte da região, com destaque para os estados de Rondônia, Acre e Tocantins, que devem seguir também com alerta para baixa umidade do ar.



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Soja em Chicago fecha em alta



O mercado foi sustentado principalmente pela persistência da falta de chuvas



O mercado foi sustentado principalmente pela persistência da falta de chuvas
O mercado foi sustentado principalmente pela persistência da falta de chuvas – Foto: Abiove

A soja negociada na Bolsa de Chicago encerrou a terça-feira (26) em leve alta, influenciada por fatores climáticos e geopolíticos que movimentaram os contratos futuros. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de setembro fechou em valorização de 0,32% ou US$ 3,25 cents/bushel, a US$ 1.028,75, enquanto novembro subiu 0,17% ou US$ 1,75 cents/bushel, a US$ 1.049,50. O farelo de soja para setembro avançou 0,51%, encerrando a US$ 297,20 por tonelada curta, e o óleo de soja recuou 2,85%, fechando a US$ 52,76 por libra-peso.

O mercado foi sustentado principalmente pela persistência da falta de chuvas no cinturão agrícola dos Estados Unidos, o que eleva os riscos de perda de produtividade nas lavouras em fase de definição do potencial. Nos estados de Illinois e Iowa, as condições caíram em relação ao mesmo período do ano passado, apesar do avanço do indicador nacional. O USDA elevou de 68% para 69% a proporção de lavouras em boas/excelentes condições, acima da média de 67% esperada por investidores, mas os dois principais estados produtores continuam em situação menos favorável.

Outro elemento que limitou a valorização foi a decisão dos EUA de isentar as exportações de óleo de palma da Indonésia de tarifas, medida que aumentou a competitividade frente ao óleo de soja e pressionou as cotações do derivado.

No campo geopolítico, a visita do vice-ministro do Comércio chinês, Li Chenggang, a Washington trouxe expectativas ao mercado. As reuniões trataram de compras de soja e questões tarifárias, e abriram a possibilidade de um encontro futuro entre os presidentes dos dois países, o que pode redefinir os rumos do comércio internacional da oleaginosa.

 





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Independência do FED é posta em xeque por Trump; ouça os destaques do mercado


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a demissão de Lisa Cook do Fed aumentou a incerteza sobre a independência do banco central dos EUA, elevando apostas em cortes de juros e volatilidade no dólar.

O IPCA-15 registrou deflação de 0,14%, reduzindo expectativas para cortes da Selic em 2025, enquanto núcleos de inflação seguem pressionados. O Ibovespa fechou em leve baixa e o dólar avançou a R$ 5,43.

Hoje, destaque para Sondagem da Indústria, dados de crédito e dívida pública, além de estoques de petróleo nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Preços da soja caem em Chicago e preocupam produtores



EUA registram recorde no esmagamento de soja em julho




Foto: Canva

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 15 a 21 de agosto e divulgada na última quinta-feira (21), a soja apresentou variações no mercado de Chicago. O primeiro mês cotado recuou para US$ 10,13/bushel em 19 de agosto, mas voltou a subir no fechamento do dia 21, atingindo US$ 10,34/bushel, contra US$ 10,08 registrados na semana anterior.

O relatório destacou a forte valorização do farelo de soja, que ganhou 11% entre 1º e 21 de agosto, enquanto o óleo apresentou queda de 6,4% entre 1º e 20 de agosto.

As condições das lavouras norte-americanas, em 17 de agosto, indicavam 68% em situação entre boa e excelente, 24% regulares e 8% ruins ou muito ruins. Já na semana encerrada em 14 de agosto, os Estados Unidos exportaram 473.605 toneladas de soja, acumulando 48,9 milhões de toneladas no atual ano comercial.

A Associação Nacional de Processadores de Oleaginosas (NOPA) informou que o esmagamento em julho alcançou 5,33 milhões de toneladas, recorde para o mês, superando em 7% o volume de julho de 2024. No mesmo período, os estoques de óleo de soja ficaram em 1,379 bilhão de libras-peso, o nível mais baixo em 21 anos para julho e 8% inferior ao registrado no ano passado.

A Ceema observou ainda que “em meio ao aumento de custos com insumos e equipamentos, os preços da soja seguem em queda em Chicago e a perspectiva de perda de bilhões de dólares em exportações preocupa o setor, lembrando que os chineses compraram 54% das exportações estadunidenses da oleaginosa em 2023/24”. Atualmente, as compras da China estão próximas de zero, após as medidas tarifárias impostas pelo governo de Donald Trump, que dificultaram os acordos comerciais e afastaram os chineses da soja norte-americana.





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Decreto de Trump impõe tarifa adicional de 25% sobre produtos da Índia


Logotipo Reuters

WASHINGTON (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs nesta quarta-feira uma tarifa adicional de 25% sobre produtos indianos, citando como argumento as contínuas importações de petróleo russo por Nova Délhi, em uma medida que aumenta drasticamente as tensões entre as duas nações após impasse nas negociações comerciais.

O novo imposto de importação, que entrará em vigor 21 dias após 7 de agosto, elevará as tarifas sobre algumas exportações indianas para até 50% — alíquota entre as mais altas cobradas de qualquer parceiro comercial dos EUA.

O decreto de Trump impondo a tarifa extra não menciona a China, que também importa petróleo russo. Um funcionário da Casa Branca não forneceu comentários imediatos sobre a possibilidade de um decreto adicional abrangendo essas compras.

Analistas avaliam que a medida de Trump marca a piora mais séria nas relações entre os EUA e a Índia desde seu retorno ao cargo em janeiro. As tarifas ameaçam interromper o acesso da Índia ao seu maior mercado de exportação, onde os embarques totalizaram quase US$87 bilhões em 2024, atingindo setores como têxteis, calçados, pedras preciosas e joias.

O movimento também marca uma mudança em relação aos laços calorosos vistos durante a reunião de Trump e Modi em fevereiro, afirmam analistas, citando os recentes comentários de Trump referindo-se à economia da Índia como “morta” e a suas barreiras comerciais como “detestáveis”, além de acusar o país de lucrar com o petróleo russo barato, ignorando assassinatos de ucranianos na invasão russa ao país vizinho.

O Ministério das Relações Exteriores da Índia classificou a decisão como “extremamente infeliz”, observando que muitos outros países também importam petróleo russo, dentro de seu interesse econômico nacional.

“A Índia tomará todas as medidas necessárias para proteger seus interesses nacionais”, afirmou, acrescentando que as compras foram motivadas por fatores de mercado e pelas necessidades energéticas dos 1,4 bilhão de habitantes da Índia.

O mais recente episódio entre Índia e Estados Unidos ocorre no momento em que o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, se prepara para sua primeira visita à China em mais de sete anos, sugerindo um possível realinhamento nas alianças, à medida que as relações com Washington se deterioram.

Na semana passada, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, advertiu a China de que a manutenção das compras de petróleo russo poderia desencadear novas tarifas, já que Washington se prepara para o fim de um cessar-fogo tarifário entre os EUA e a China em 12 de agosto.

O comércio entre os Estados Unidos e a Índia — a maior e a quinta maiores economias do mundo, respectivamente — vale mais de US$190 bilhões.

Exportadores e analistas de comércio alertam que as tarifas — apresentadas por Trump como um motor para reduzir os déficits comerciais dos EUA e revigorar a produção nacional — podem prejudicar seriamente as exportações indianas.

Autoridades indianas reconhecem a pressão para retornar às negociações com o governo Trump. Um corte gradual nas importações de petróleo russo e a diversificação poderiam fazer parte de um compromisso.

“Ainda temos uma janela”, disse uma autoridade indiana sênior, solicitando anonimato. “O fato de as novas tarifas entrarem em vigor em 21 dias sinaliza que a Casa Branca está aberta a negociações.”

Outra autoridade afirmou que não havia planos imediatos para Modi ou líderes seniores viajarem para Washington, nem estavam sendo consideradas quaisquer medidas de retaliação.

Em vez disso, o governo estuda um alívio para os exportadores, incluindo subsídios de juros e garantias de empréstimos.

A decisão de Trump ocorre após cinco rodadas de negociações comerciais inconclusivas, paralisadas devido às exigências dos EUA de maior acesso aos mercados indianos de agricultura e laticínios. A recusa da Índia em cortar as importações de petróleo russo — que atingiram um recorde de US$52 bilhões no ano passado — acabou desencadeando a escalada tarifária.

Autoridades norte-americanas e indianas disseram à Reuters que uma mistura de erros políticos, sinais perdidos e amargura atrapalhou as negociações do acordo comercial.

(Reportagem de Doina Chiacu e Andrea Shalal, Manoj Kumar, Ira Dugal, Sarita Chaganti Singh)





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Governo Federal estabelece medidas para compras públicas de alimentos afetados por tarifas dos EUA


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) publicaram, nesta sexta-feira (22), a Portaria Interministerial nº 12/2025, que dispõe sobre procedimentos excepcionais e emergenciais relativos às compras públicas de gêneros alimentícios. A medida atende exclusivamente produtores e exportadores brasileiros impactados pela aplicação de tarifas adicionais de importação pelos Estados Unidos.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro disse que a iniciativa garante uma alternativa para escoamento da produção nacional atingida pelas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos, assegurando renda a produtores rurais e empresas exportadoras. “A portaria estabelece as regras para as aquisições de produtos da agricultura e da agricultura familiar afetados pelos impostos do governo dos Estados Unidos. São vários produtos que agora podem ser comercializados com o Governo Federal, estados e municípios, minimizando os impactos do tarifaço. Também estamos atentos caso outros produtos necessitem entrar nesta lista. O governo do presidente Lula está atento, garantindo os empregos, o crescimento econômico e buscando novos mercados para direcionar os produtos brasileiros,” afirmou.

Segundo a norma, poderão participar produtores e pessoas jurídicas que deixaram de exportar em razão das novas tarifas. Para se habilitar, as empresas exportadoras deverão apresentar uma Declaração de Perda (DP) e comprovar, via Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX), que realizaram exportações desde janeiro de 2023. Já os produtores que fornecem diretamente a essas empresas deverão apresentar uma Autodeclaração de Perda (AP). Nos casos de produtores que exportam diretamente, serão exigidos os mesmos documentos das empresas.

Entre os produtos elegíveis para aquisição estão: açaí (purê, preparações alimentícias e frutas congeladas), água de coco (com valor Brix superior ou não superior a 7,4), castanha de caju (in natura sem casca, além de preparações, sucos e extratos), castanha-do-brasil (fresca ou seca, sem casca), manga (fresca ou seca), mel natural, uvas frescas e pescados, incluindo corvina, pargo, outros peixes frescos, refrigerados ou congelados, além de tilápia em diferentes apresentações (filés frescos, congelados ou refrigerados, e peixes inteiros frescos ou congelados).

Essas aquisições excepcionais serão realizadas pela administração pública conforme previsto na Medida Provisória nº 1.309/2025 e na Lei nº 14.133/2021, a nova Lei de Licitações e Contratos. A Portaria entrou em vigor na data de sua publicação.

Plano Brasil Soberano

A Portaria Interministerial nº 12/2025 integra as ações do Plano Brasil Soberano, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reúne medidas para mitigar os impactos econômicos da elevação das tarifas de importação pelos Estados Unidos. O pacote prevê apoio a exportadores, preservação de empregos e estímulo a investimentos em setores estratégicos, além de facilitar a comercialização de alimentos produzidos no país por órgãos públicos.

Entre as ações, estão a destinação de R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para crédito com taxas acessíveis, a ampliação de linhas de financiamento às exportações, a prorrogação da suspensão de tributos, o aumento do percentual de restituição de tributos via Reintegra e a facilitação da compra de alimentos por órgãos públicos.





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Argentina amplia área de milho em quase 10%



Chicago registra valorização do milho na semana




Foto: Pixabay

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 15 a 21 de agosto e publicada na última quinta-feira (21), o milho apresentou leve valorização no mercado de Chicago. O primeiro mês cotado fechou a US$ 3,87/bushel, contra US$ 3,75 registrados na semana anterior.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em 17 de agosto, 71% das lavouras norte-americanas estavam em condições de boas a excelentes, 21% regulares e 8% entre ruins e muito ruins.

Na semana encerrada em 14 de agosto, os embarques de milho dos EUA alcançaram 1,05 milhão de toneladas, cerca de 500 mil toneladas abaixo do volume da semana anterior. No acumulado do atual ano comercial, o país exportou 64,2 milhões de toneladas, contra 50,2 milhões no mesmo período do ano anterior.

Na Argentina, a expectativa é de aumento de 9,6% na área destinada ao milho, que deve atingir 7,8 milhões de hectares, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Caso a projeção se confirme, será a segunda maior área cultivada com o cereal no país, que ocupa a terceira posição entre os maiores exportadores mundiais.





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Mercado do milho reage com alta do dólar



Exportações e câmbio impulsionam recuperação




Foto: Divulgação

O mercado do milho apresentou uma mudança de cenário ao longo da última semana. Mesmo com a colheita já em fase final, a pressão de queda perdeu intensidade e algumas regiões chegaram a registrar leve valorização nas cotações, trazendo um novo fôlego ao setor.

De acordo com informações divulgadas pelo Cepea, a sustentação dos preços foi resultado da postura mais firme dos vendedores e das valorizações nos portos. O movimento foi impulsionado pela melhora no ritmo dos embarques e pelos avanços tanto do dólar quanto das cotações internacionais. Esse conjunto de fatores trouxe maior suporte às negociações internas.

Outro ponto que contribuiu para essa estabilidade foi a decisão de parte dos vendedores de limitar a oferta no mercado spot. Muitos produtores ainda estão concentrados nas atividades de campo, enquanto outros, que já armazenaram o cereal colhido, não demonstram pressa em vender, aguardando oportunidades mais favoráveis.

Do lado da demanda, compradores domésticos seguem cautelosos. A maioria prioriza o consumo dos estoques disponíveis e adia novas aquisições, mesmo diante das recentes altas. Esse comportamento tem funcionado como um limitador para uma recuperação mais expressiva dos preços no mercado interno.

O cenário mostra que o milho continua sendo influenciado por fatores externos, como câmbio e exportações, mas também pela estratégia de comercialização adotada pelos produtores brasileiros. A tendência é que, no curto prazo, os preços sigam acompanhando o movimento nos portos e a disposição dos vendedores em colocar o produto à venda.

 





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Boi gordo: derivativos movimentam R$ 19,6 bilhões em julho na B3



Os derivativos de boi gordo na B3 alcançaram um volume financeiro recorde de R$ 19,6 bilhões em julho de 2025. O resultado representa salto de mais de 300% em relação aos R$ 4,6 bilhões registrados no igual mês de 2024.

No acumulado do ano, o montante negociado chega a R$ 88 bilhões, de acordo com levantamento da bolsa.

O avanço também se refletiu no número de contratos em aberto, que somou 176 mil até julho, alta de 61% frente aos 109 mil de igual período do ano passado. O volume médio diário de negociação foi de 13,5 mil contratos, com cerca de 60% concentrados em futuros e 40% em opções.

Segundo a B3, o crescimento é resultado de uma série de ajustes no produto, como o novo indicador de liquidação calculado pela Datagro, a possibilidade de abrir opções com vencimento no mesmo dia, a redução da margem de garantia exigida nos futuros, o aumento dos limites de posição para opções e a funcionalidade “implied”, que conecta os livros de ofertas dos futuros e das rolagens. Essas mudanças, aponta a bolsa, contribuíram para maior liquidez e menores custos de execução.

Perfis dos participantes

O perfil dos participantes mostra a diversificação do mercado. Em julho, pessoas físicas responderam por quase metade (46,5%) das negociações, seguidas por investidores internacionais (24,1%), empresas do agronegócio (15%), instituições financeiras (9%) e investidores institucionais (5,4%).

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“Atingimos um novo patamar de liquidez e profundidade no mercado de Boi Gordo, o que na prática significa um ambiente mais eficiente tanto para investidores que buscam ganhos em curto prazo, com a volatilidade da commodity, quanto como ferramenta de gestão de risco para investidores institucionais e toda a cadeia pecuarista”, afirmou a head de produtos commodities da B3, Marielle Brugnari, em nota.



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Entrada de mel orgânico na Europa tem entraves e setor busca aumentar consumo interno



Quase 80% da produção do mel brasileiro é destinada aos Estados Unidos. Contudo, o tarifaço de 50% sobre as exportações do país ao mercado norte-americano inviabilizam os negócios.

De acordo com o diretor-executivo da Apidouro, João Messas, a restrição afeta drasticamente os pequenos produtores e coloca em risco a competitividade do setor nacional.

Segundo ele, desde que o produto não entrou na lista de exceções ao tarifaço (casos de suco de laranja, castanhas e outros itens), foi possível notar que os importadores rapidamente bloquearam os contratos em abertos e frearam novos embarques de mel brasileiro.

“Foi algo que impactou e virou o mercado muito rapidamente. A gente vinha em uma crescente de demanda por parte dos Estados Unidos, assim como um aumento de preços que já eram percebidos desde o início desse ano e comparativamente a 2024, mas, de uma hora para outra, a gente se viu ‘descalso’”, detalha.

Venda de mel a outros destinos

Messas lembra que a maior parte do mel brasileiro é produto certificado orgânico, fator que dificulta o envio do produto a novos mercados.

Assim, desviar a exportação dos Estados Unidos à União Europeia, segundo consumidor do mel brasileiro, encontra como entrave a certificação orgânica atualmente chancelada ao mercado norte-americano, que é a NOP, do USDA.

“Essa certificação NOP não tem uma equivalência com a certificação CE, que é a certificação baseada nas normas de produção orgânica da Comunidade Europeia. […] Acabamos ficando restritos a países que aceitam a certificação orgânica NOP e que possuem essa equivalência em sua norma de produção orgânica”, afirma. Conforme o diretor da Apidouro, este é o caso do Canadá, mercado que o setor tem buscado centralizar forças.

Incentivo ao consumo interno

Segundo Messas, o setor produtivo do mel tem buscado incentivar o consumo interno, visto que o índice per capita no Brasil é muito aquém de Estados Unidos e Europa.

Cada brasileiro consome, em média, apenas 50g de mel, enquanto os norte-americanos ingerem entre 1kg e 1,2 kg, média semelhante à da Europa.

Para fomentar o mel entre os brasileiros, o diretor conta que a Apidouro fechou parcerias com grandes envasadoras, como a Baldone, para escoar a produção em solo nacional.

“Ao mesmo tempo, a gente vem tentando, junto com importadores americanos, algumas tratativas nos Estados Unidos, através de advogados americanos, tomar algumas soluções, algumas medidas cabíveis a essa situação do Brasil e essa particularidade do mel orgânico para que a gente adicione o nosso produto à lista de exclusão da tarifa”, conta.

De acordo com Messas, outro trunfo do país frente à sobretaxa é o aumento do mel orgânico, produto com valor agregado, na gôndola dos supermercados norte-americanos. “Os Estados Unidos também passam por algumas dificuldades econômicas neste momento e em um possível aumento de preço, o consumidor americano acaba deixando de optar pelo consumo do produto orgânico, de valor agregado, e passa a optar por um mel convencional, com um valor menor.”

No entanto, a preocupção é que, diante deste cenário de alta, o mel orgânico brasileiro acabe, com o passar do tempo, perdendo espaço de gôndola e, consequentemente, o interesse do consumirdor, algo que pode demorar a ser reconquistado.

Preço vai baixar para o consumidor e o produtor

O diretor da Apidouro reforça que o conceito de oferta e demanda dará o tom no mercado interno do mel.

“A partir do momento que temos uma cessão das novas demandas por parte dos importadores americanos devido à tarifa e isso acabar impossibilitando novos contratos, como temos uma produção contínua de mel, vamos acabar tendo uma oferta por parte dos produtores muito maior e uma demanda internacional muito menor, o que reflete diretamente no preço pago pela matéria-prima, no preço pago pelo mel”, analisa.

Messa conta que, em sua maior parte, a produção de mel orgânico fica concentrada em estados do Nordeste, principalmente na Bahia, no Ceará, Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte, além de em alguns pontos do Sul do país, como no Paraná.

“Principalmente no Nordeste, a apicultura é de subsistência. Então, são milhares de famílias que serão impactadas diretamente pela queda do preço e que dependem da apicultura”, conclui.



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