sábado, maio 2, 2026

Autor: Redação

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Polícia Federal destrói 8 mil pés de maconha em operação no Amazonas



A Polícia Federal realiza, desde terça-feira (26), a Operação Alvorada Verde, com o objetivo de confirmar informações sobre o cultivo ilícito de maconha e combater o tráfico de drogas em áreas remotas do interior do Amazonas.

As ações ocorrem nas regiões do rio Abacaxis, em Nova Olinda do Norte (AM), e do rio Curuçá, em Maués (AM). Durante a operação, os agentes localizaram plantações em mata fechada e destruíram cerca de 8 mil pés de maconha.

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De acordo com a PF, a investigação começou a partir de denúncias sobre o cultivo ilegal na região. A ação teve caráter preventivo e repressivo, voltado para eliminar os plantios e reduzir o risco de que comunidades ribeirinhas, indígenas e outros grupos em situação de vulnerabilidade fossem expostos à violência, coação e degradação ambiental.

A Operação Alvorada Verde também teve caráter estratégico, por ser a primeira erradicação na área em anos, em uma região considerada historicamente sensível e palco de conflitos. Foi ainda a primeira missão com o uso do novo helicóptero da Coordenação de Aviação Operacional da PF e com apoio da nova base de aviação da instituição no Amazonas.

A operação contou com a participação de diversos órgãos, como o Censipam,Funai, ICMBio, Ibama e a Força Nacional, reforçando a atuação integrada de proteção ambiental, respeito aos direitos dos povos indígenas e enfrentamento de crimes em áreas estratégicas da Amazônia.



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AgroNewsPolítica & Agro

Câmara aprova crédito para energia solar na agricultura


A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que reserva recursos de garantia para operações de crédito de cooperativas de geração compartilhada de energia fotovoltaica a ser usada na produção rural. A proposta também cria os programas nacionais de Florestas Produtivas de Desenvolvimento e de Sistemas Agroflorestais de Base Agroecológica.

A criação dos dois programas foi incluída pelo relator de Plenário, deputado Nilto Tatto (PT-SP), no Projeto de Lei 1707/24. A proposta, do deputado Pedro Uczai (PT-SC), tratava originalmente apenas das cooperativas. O texto segue para o Senado. De acordo com o substitutivo aprovado, por 18 meses a partir da futura lei, o Fundo Garantidor de Operações (FGO) reservará R$ 400 milhões para garantir financiamentos de projetos de geração compartilhada dessas cooperativas.

Os projetos deverão contar com um percentual mínimo de conteúdo nacional definido em regulamento. A garantia do empréstimo será articulada com os programas federais relacionados às políticas industriais, de transição energética e descarbonização.

Já o dinheiro para o empréstimo a essas cooperativas de geração compartilhada poderá vir do crédito rural do Pronaf, condicionado ao uso da totalidade da energia gerada às atividades de produção agropecuária dos estabelecimentos rurais associados. Caberá ao Conselho Monetário Nacional (CMN) definir as condições dos financiamentos.

O autor do projeto, deputado Pedro Uczai, destacou que o objetivo é garantir a agricultores familiares sua própria cooperativa de energia solar.

Já o deputado Nilto Tatto afirmou que a proposta contribui para acelerar a implantação de usinas de menor porte, descentralizando a produção de energia, ampliando a participação social no setor elétrico e promovendo a democratização do acesso à energia renovável.

“A iniciativa alinha-se plenamente à estratégia de transição energética justa e inclusiva, ao mesmo tempo em que estimula o desenvolvimento regional e a sustentabilidade econômica dos produtores organizados em regime cooperativo”, disse.

Segundo Tatto, o projeto contempla agricultores que atualmente não têm política de apoio para produzir energia. “Cria uma alternativa de baratear o que está produzindo e gerar renda com produção de energia”, afirmou.

Sobre a criação dos programas de Sistemas Agroflorestais (Prosafs) e de Florestas Produtivas, Nilto Tatto explicou que as iniciativas têm articulação direta com a política energética nacional. “Esses programas possibilitam a integração entre produção agrícola, preservação ambiental e geração de energia renovável, sobretudo pelo aproveitamento sustentável dos recursos florestais”, informou.

Programa agroflorestal

Incluído no projeto, o Programa Nacional de Desenvolvimento de Sistemas Agroflorestais de Base Agroecológica (Prosaf) pretende promover a conservação da biodiversidade dos ecossistemas e melhorar a viabilidade econômica dos agricultores familiares rumo a uma agricultura resiliente à mudança do clima, com diversificação ecológica, cultural e agronômica por meio da produção sustentada.

Entre os objetivos do Prosaf estão a implantação de sistemas agroflorestais de base agroecológica em todas as regiões do País; a recuperação de áreas degradadas, prioritariamente aquelas situadas em bacias hidrográficas em estado crítico e áreas consideradas inaptas aos cultivos anuais; e a expansão, conservação e manejo da cobertura florestal dos biomas brasileiros.

O programa também apoiará projetos de redes de coleta e resgate de sementes e de genética animal e de produção de mudas de espécies nativas, com ênfase na agricultura familiar, comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas.

A prioridade do programa será exatamente para os agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais e agricultores do meio urbano.

Conselho e comitê

Para viabilizar o funcionamento do Prosaf, o projeto prevê a existência de uma unidade de gerenciamento, de um conselho orientador e de um comitê técnico.

A unidade de gerenciamento deverá elaborar um plano operacional do programa, com metas anuais, volumes de recursos a serem aplicados e resultados a serem alcançados.

Já o conselho deverá estabelecer as diretrizes e critérios para a implementação do plano e aprová-lo, além de acompanhar a execução e aprovar o relatório anual de atividades do programa.

Caberá ao comitê técnico elaborar um manual técnico com diretrizes e recomendações para o planejamento, a implantação e monitoramento de sistemas agroflorestais de base agroecológica. Também deverá desenvolver metodologia para a valoração de serviços ambientais e ecossistêmicos associados aos sistemas agroflorestais previstos no projeto.

Identificação

Por meio de um Sistema de Identificação e Valorização de Sistemas Agroflorestais de Base Agroecológica, deverão ser habilitados os sistemas agroflorestais de base agroecológica que participarão do programa, inclusive para a produção e comercialização de produtos madeiráveis de espécies nativas e de espécies ameaçadas de extinção, promovendo sua conservação.

Esse sistema incentivará iniciativas de identificação geográfica, identificação de origem e sistemas participativos de garantia e certificação agroflorestal, seja por meio de entidades públicas ou privadas credenciadas.

Quanto à certificação, será estimulada a regularização ambiental de sistemas agroflorestais de base agroecológica junto aos órgãos ambientais, inclusive para a celeridade de vistorias e emissão de autorizações de corte, de transporte e de comercialização de produtos de espécies nativas madeiráveis e de espécies ameaçadas de extinção.

Financiamento

O programa será financiado com recursos do Orçamento da União. Por cinco anos, seguindo regra da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), poderá ser usado dinheiro da conversão de multas em serviços ambientais, do Pronaf, do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, do Fundo Nacional do Meio Ambiente e de fundos constitucionais de desenvolvimento regional.

Florestas produtivas

Em relação ao Programa Nacional de Florestas Produtivas, o objetivo é recuperar áreas que foram alteradas ou degradadas para fins produtivos, a fim de adequá-las para regularização ambiental por meio da agricultura familiar e ampliação da capacidade de produção de alimentos saudáveis e de produtos da sociobiodiversidade.

Entre as ações previstas estão:

No bioma Amazônia, os investimentos no programa considerarão os municípios prioritários definidos no Decreto 11.687/23 para as ações de prevenção, monitoramento, controle e redução de desmatamentos e degradação florestal.

Governança e recursos

Ato conjunto dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; e do Meio Ambiente e Mudança do Clima definirá o colegiado gestor do programa e suas competências.

Já os recursos para financiar as ações virão do Orçamento da União ou de outros órgãos e entidades, públicas ou privadas, inclusive por meio de parcerias com organismos internacionais.

Debate em Plenário

Durante o debate em Plenário, o deputado Gilson Marques (Novo-SC) disse estar preocupado com a possibilidade de os pequenos produtores beneficiados substituírem suas produções por pequenas usinas. Além disso, ele avaliou que a política pública é genérica e pode ter direcionamento eleitoral. “Alguns estados serão mais beneficiados do que outros, e a conta é paga desproporcionalmente pelos estados”, declarou.

Em resposta, o autor do projeto, Pedro Uczai, rebateu a fala de que os recursos serão distribuídos de forma arbitrária pelos estados. “Não tem nenhum recurso distribuído gratuitamente. Todos são financiamentos, dentro das regras do Conselho Monetário Nacional”, explicou.

Já o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da oposição, criticou a inclusão dos sistemas agroflorestais e de florestas produtivas na proposta. “O projeto original não continha esse tipo de matérias, feitas para garantir novos programas para beneficiar assentados da reforma agrária e movimentos sociais em ano de eleição”, reclamou.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda

Edição – Pierre Triboli





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ATTO Sementes aposta em sementes de alto vigor para transformar potencial em máxima produtividade



“Sem semente não tem lavoura e, sem semente de alta qualidade, não tem alta produtividade”, explica Marcelo Laurente, diretor comercial da ATTO Sementes, que participou de um videocast com a equipe do projeto Soja Brasil.

Esse é o compromisso da ATTO Sementes: levar para quem produz o que há de melhor em sementes. Com mais de 40 anos de história, a empresa, sediada em Rondonópolis (MT), é hoje uma das maiores e mais respeitadas empresas do setor no país. Produzir para uma nova fronteira agrícola foi um desafio que começou a ser superado com o projeto pioneiro na Fazenda Adriana, em Alto Garças (MT).

Líder nos segmentos de soja e milheto, a ATTO Sementes é sinônimo de qualidade, tecnologia e inovação. Seus produtos de alto desempenho chegam a milhares de agricultores em todas as regiões do Brasil, com produtividade e segurança para a lavoura.

O papel estratégico da semente

“O papel da semente é inquestionável. É onde tudo começa”, afirma Marcelo Laurente. Ele lembra que, mesmo com investimentos em fertilizantes e insumos de qualidade, um erro na escolha da semente pode comprometer toda a safra. Por isso, a ATTO Sementes assumiu o compromisso de oferecer soluções completas que facilitem o dia a dia no campo e garantam resultados consistentes.

Segundo Marcelo, as sementes representam de 14% a 15% do custo total de produção. “A qualidade é determinante para o sucesso. E quando falamos em qualidade, não basta considerar só a germinação, é preciso avaliar também o vigor. Uma semente pode germinar, mas, se não tiver vigor, o desenvolvimento da planta fica comprometido. O agricultor precisa saber exatamente que tipo de garantia está levando para a sua lavoura”, alerta Laurente.

Ele reforça que sementes de alto vigor podem aumentar a produtividade em até 35%. Porém, o diretor reconhece que o agricultor não é especialista em sementes e que, mesmo com testes de germinação, tomar decisões apenas com base nisso é um risco alto. “A germinação é apenas uma parte do processo. Por isso, na ATTO desenvolvemos o Índice de Potencial de Aplicação (IPA) que cruza mais de 15 testes por lote de sementes e projeta, com maior precisão, como estará a semente no momento do plantio.”

Crescimento com propósito

Produzir sementes de qualidade era um grande desafio no final dos anos 1980, período em que a ATTO Sementes nasceu. Com pioneirismo e dedicação, a empresa rapidamente expandiu suas operações, atendendo inicialmente a região de Rondonópolis e, em pouco tempo, todo o Brasil.

“Naquela época, a maior dificuldade era encontrar sementes confiáveis no mercado. Isso nos motivou a investir em tecnologia, pesquisa e em um controle de qualidade rigoroso”, relembra Laurente.

Hoje, a ATTO Sementes continua com seu compromisso com a excelência. A empresa coleta amostras de sementes de diferentes origens e identifica resultados semelhantes aos apontados pela Embrapa em um estudo publicado em 2019: 79% das sementes analisadas apresentavam menos de 90% de vigor. Para Laurente, esses dados mostram o quanto é importante escolher sementes capazes de expressar todo o potencial genético da cultivar e reduzir riscos no campo.

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Produção de qualidade

O grande diferencial da ATTO Sementes está em sua capacidade de oferecer sementes que geram lavouras mais produtivas e resilientes. Plantas originadas a partir de sementes de alta qualidade se estabelecem mais rápido, crescem melhor em diferentes tipos de solo e clima e são mais resistentes a adversidades como seca e baixas temperaturas.

Já as sementes de baixa qualidade originam plantas fracas e menos competitivas. “Quando o agricultor erra na escolha da semente, dificilmente recupera o investimento em outras etapas do cultivo”, reforça Laurente.

Laboratório pioneiro

Como parte do compromisso com a excelência, a ATTO Sementes foi pioneira no Brasil ao implantar, ainda nos anos 2000, um laboratório interno de análise de sementes. “O laboratório é o cérebro da nossa produção. Realizamos mais de 100 mil análises por ano para garantir que cada semente chegue ao campo com vigor, pureza e alto desempenho”, explica Maíra de Emílio Martins, gerente do laboratório.

Segundo Maíra, o controle de qualidade da ATTO vai muito além das exigências legais. “Trabalhamos com um histórico robusto de dados e experiência prática. Nosso compromisso é garantir que cada agricultor receba sementes capazes de entregar máxima produtividade e segurança em cada safra”, afirma.



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Etapa internacional da Festa do Peão de Barretos começa com vitória de mexicano na montaria


As disputas do 32º Barretos International Rodeo começaram na arena da 70ª Festa do Peão de Barretos na noite de quinta-feira (28), depois de uma abertura que contou com a presença de 70 muladeiros e apresentação de catira em homenagem aos 70 anos do evento.

O mexicano Álvaro Alvarez, da cidade de La Punta Jalisco, foi o vencedor da noite ao alcançar 91,50 pontos, montando o touro Revanche, do tropeiro Tércio Miranda. Ao falar da nota conquistada na arena de Barretos, o competidor disse estar muito contente. “Muitos mexicanos estão vendo isto. Vamos por todos, por minha família, por minha esposa, por meu bebê e por todos do México”, comentou o competidor.

Já o brasileiro que atingiu a melhor nota da noite foi Juliano Silveira, de Guaraci (SP), que somou 89,50 pontos ao montar o touro Emocionante da Califórnia. Das 35 montarias, apenas oito competidores pontuaram nesta quinta-feira.

O Barretos International Rodeo conta com a participação de 35 competidores, entre eles vindos dos Estados Unidos e México, e os brasileiros pelo ranking da CNAR (Confederação Nacional de Rodeio), PBR Brazil, Liga Nacional de Rodeio (LNR), CRP, Rozeta e Independentes. As disputas seguem até domingo, dia 31, quando será conhecido o campeão de 2025.

Confira os resultados da primeira noite das montarias em touro:

  • 1 – Álvaro Alvarez – La Punta Jalisco/México – 91,50 pontos
  • 2 – Juliano Silveira – Guaraci/SP – 89,50 pontos
  • 3 – Vitor Manoel Dias – Sales/SP – 88,75 pontos
  • 4 – Vinicius Santos Almeida – Dom Aquino/MT – 87,75 pontos
  • 5 – Fernando Morais Silva – Canarana/MT – 87,00 pontos

Cutiano

As montarias em cavalos no estilo Cutiano pelo 32º Barretos International Rodeo também começaram na quinta-feira . Foram 15 disputas de competidores da primeira turma.
A melhor nota foi registrada por Fabiano Conceição, de Piracicaba (SP), que recebeu 92,75 pontos ao permanecer os 8 segundos na égua Comitiva, da tropa WR – Roberto Biasi.

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O competidor participa da Festa do Peão de Barretos desde 2006, sendo, inclusive, bicampeão com títulos conquistados em 2012 e 2013. O segundo melhor a pontuar foi Yuri Teodoro Silva, de Mercês (MG), com a nota 91,75, que montou na égua Noiva, da tropa WR.
As montarias do estilo Cutiano prosseguem nesta sexta-feira (29). Os melhores dos dias 28 e 29 garantem vaga para a final da modalidade.

Transmissão

A 70ª edição da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está sendo transmitida pelo BR IN TV, do grupo Canal Rural, em parceria com a BRTVMAX, até 31 de agosto de 2025. O público pode acompanhar a programação pelas TVs conectadas Samsung (canal 2080), LG (canal 137) e TCL (canal 3380)



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Expectativas de cortes de juros e crise institucional nos EUA pressionaram o dólar


No morning call desta sexta-feira (29), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que S&P 500 e Dow Jones renovaram recordes com PIB americano revisado para cima e inflação PCE em desaceleração.

Expectativas de cortes de juros e crise institucional nos EUA pressionaram o dólar, que fechou em queda de 0,20% a R$ 5,40. No Brasil, Ibovespa teve alta de 1,32% a 141 mil pontos, impulsionado por varejistas e bancos. Atenção ao resultado primário do BCB, à bandeira tarifária da Aneel e à taxa de desemprego alemã.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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PCC usou usinas de cana e fintechs para montar esquema bilionário de lavagem de dinheiro



As operações deflagradas na quinta-feira (28) pela Policia Federal e pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) revelaram que a facção criminosa PCC estruturou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo o setor sucroenergético e fintechs . As investigações apuram fraudes na importação irregular de metanol e na adulteração de combustíveis, movimentando valores em escala bilionária.

Como funcionava o esquema

O grupo criminoso importava metanol pelo Porto de Paranaguá (PR) com notas fiscais frias. Em vez de seguir para os destinatários oficiais, o produto era redirecionado a postos e distribuidoras ligadas ao esquema, onde era usado para adulterar combustíveis. As cargas eram transportadas de forma clandestina, sem respeitar normas de segurança, gerando risco a motoristas, pedestres e ao meio ambiente.

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Mais de 300 postos de combustíveis estão sob investigação por comercializar o produto adulterado, causando prejuízos aos consumidores e ao funcionamento dos veículos. Proprietários anteriores de postos usados na fraude também relataram ter sido ameaçados de morte após não receberem os valores da venda de seus estabelecimentos.

Lavagem por usinas e fintechs

Segundo o MP-SP, os lucros obtidos ilegalmente foram canalizados para uma rede de empresas de fachada, fundos de investimento e distribuidoras, além da compra de usinas sucroalcooleiras. A estratégia ampliava o alcance do grupo no setor de combustíveis e permitia dar aparência de legalidade aos recursos.

Uma parte significativa das transações passava por fintechs controladas pelo crime organizado, usadas em vez de bancos tradicionais para dificultar o rastreamento. Essas instituições de pagamento operavam com contabilidade paralela, movimentando valores entre empresas e pessoas físicas sem identificação dos beneficiários finais.

De acordo com a investigação, os clientes dessas fintechs eram em sua maioria empresas do próprio setor de combustíveis, reforçando o elo entre a atividade criminosa e a economia formal.

Recuperação de ativos

Além da responsabilização criminal dos envolvidos, o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de São Paulo (Cira/SP) atuará para bloquear bens e recuperar tributos sonegados, que chegam à casa dos bilhões.

O Ministério Público destacou que a estrutura criminosa combinava práticas sofisticadas de ocultação patrimonial com violência e intimidação, fortalecendo o poder econômico do PCC dentro e fora do sistema prisional.



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o que está em jogo com a aplicação da Lei da Reciprocidade


O presidente Lula autorizou que o Itamaraty acione formalmente a Camex (Câmara de Comércio Exterior) para dar início ao processo de aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos.

Do ponto de vista da soberania, a decisão é correta. O Brasil não pode aceitar passivamente medidas unilaterais que prejudicam sua competitividade. O gesto de Trump foi mais do que econômico, teve forte componente político, ao tentar pressionar o país em questões internas. Lula, ao reagir, envia um recado ao mundo de que o Brasil não se submeterá a imposições externas.

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Mas o movimento exige cautela. Uma retaliação ampla pode gerar efeitos colaterais sobre o agronegócio e sobre cadeias produtivas que dependem de insumos importados dos EUA, como tecnologias e fertilizantes. Além disso, o comércio internacional vive um momento de turbulência, com desaceleração global, inflação de alimentos e disputas geopolíticas em aberto. Nesse cenário, abrir uma frente de guerra comercial seria arriscado.

Mais do que uma demonstração de força, a lei deve ser aplicada com inteligência. O governo precisa equilibrar firmeza e diplomacia, mantendo espaço para negociação. O recurso à OMC e a busca de acordos bilaterais devem andar lado a lado com a retaliação prevista na lei.

A decisão de Lula é um passo firme na defesa da soberania brasileira. Mas o país não pode cair na armadilha de reagir de forma precipitada. Em tempos de instabilidade global, a retaliação deve ser um instrumento de dissuasão inteligente, não de escalada comercial. O Brasil precisa mostrar força, mas também maturidade.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Chegada de milho reforça ProVB no Pará



Em 2024, o ProVB registrou recorde de vendas no estado




Foto: Divulgação

Nesta semana, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) recebeu mais de 205 toneladas de milho em grãos destinados ao Programa de Venda em Balcão (ProVB) no Pará. O produto foi armazenado na Unidade Armazenadora de Ananindeua. Com essa operação, somada à remessa anterior (Frete 023/2025) de cerca de 795 toneladas, será concluída a recepção de um total de 1 mil toneladas de milho para o programa no exercício atual.

Em 2024, o ProVB registrou recorde de vendas no estado, com aproximadamente 1.1 mil toneladas comercializadas, contra mais de 400 toneladas em 2023 — um crescimento de cerca de 172%. Já em 2025, até 21 de agosto, foram removidas mais de 1.3 toneladas de milho para atendimento à demanda, das quais em torno de 900 toneladas já foram vendidas. A expectativa é de que, até o final do ano, o volume comercializado atinja 1.5 mil toneladas, o que representa um aumento superior a 30% em relação ao ano anterior, ampliando o acesso ao produto para pequenos criadores de animais.

Programa – O ProVB possibilita a compra direta do grão por pequenos criadores de animais, com limite mensal de aquisição de até 27 toneladas por cliente. Os preços de venda são atualizados quinzenalmente. Podem participar suinocultores, avicultores, bovinocultores, caprinocultores, ovinocultores, entre outros produtores. Com isso o Programa equipara as condições de acesso ao milho dos estoques públicos para produtores de diferentes portes.

 





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Governo inicia processo para aplicação da Lei da Reciprocidade contra os EUA



O governo brasileiro deu início às tratativas para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, em resposta às tarifas adicionais de 50% impostas pelo país norte-americano sobre exportações brasileiras.

A decisão foi autorizada pelo presidente Lula e prevê a abertura de consultas formais para avaliar quais medidas podem ser adotadas. O processo envolve o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), a Câmara de Comércio Exterior (Camex) e os ministérios da Casa Civil e da Fazenda.

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A Camex terá até 30 dias para elaborar um relatório técnico sobre os impactos do tarifaço e indicar possíveis contramedidas. Entre as alternativas estão a adoção de tarifas adicionais contra produtos e serviços americanos ou ações relacionadas à área de propriedade intelectual.

Os Estados Unidos devem ser notificados oficialmente já nesta sexta-feira (29) sobre o início do processo. Caso haja base legal, será criado um grupo de trabalho específico para definir as medidas de retaliação.

Em entrevista à imprensa, no México, na quinta-feira (28), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço, Geraldo Alckmin, destacou que a aplicação da lei busca “acelerar o diálogo e as negociações” com Washington. Ele ressaltou que o Brasil pretende usar a medida como forma de pressão estratégica, diante da ausência de respostas do governo norte-americano a pedidos de reunião.



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Sexta-feira deve ter chuva em várias partes do país, veja a previsão do tempo



A circulação de ventos trazendo umidade do oceano deve favorecer a ocorrência de chuva fraca sobre o leste e litoral de Santa Catarina nesta sexta-feira (29). No Paraná, algumas áreas entre o norte e nordeste do estado podem contar com a ocorrência de pancadas de chuva com moderada a eventual forte intensidade – acompanhadas por raios e trovoadas –, devido ao avanço de algumas instabilidades que atuam sobre o sul de São Paulo. Entre o leste e litoral paranaense, os ventos úmidos que vêm do oceano também podem provocar a maior formação de nebulosidade e a ocorrência de pancadas de chuva no período da tarde.

No Rio Grande do Sul, o predomínio já será de tempo aberto ao longo das horas, com predomínio de sol entre algumas nuvens no céu. Na metade leste gaúcha, as temperaturas permanecem mais amenas durante o dia, ainda fruto da circulação de ventos frescos que vêm do oceano. Entre a costa doce, litoral e sul gaúcho, as rajadas de vento ganham força ao longo do dia – apesar do tempo aberto – e podem ultrapassar os 50 km/h. Por outro lado, na metade oeste, os termômetros voltam a apresentar maior aumento.

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No Sudeste, o avanço de um cavado meteorológico em níveis médios da atmosfera deve favorecer o retorno das pancadas de chuva sobre o estado de São Paulo, oeste e sul de Minas Gerais, além de parte do Rio de Janeiro. A chuva começa ainda pela manhã em algumas áreas isoladas do estado paulista, ganha força e avança a partir do período da tarde sobre o estado mineiro e no Sul Fluminense, caindo em forma de pancadas. Há risco de chuva forte acompanhada por raios e rajadas de vento em boa parte do interior paulista, centro-sul e oeste mineiro.

Entre a Região Metropolitana de São Paulo, região de Campinas, Vale do Paraíba, Litoral Norte de SP, Sul de Minas e Zona da Mata, além de áreas do Centro e Sul Fluminense, o cenário é de alerta para temporais com raios, ventos e até mesmo eventual queda de granizo.

Em São Paulo, o dia já pode amanhecer debaixo de chuva, que persiste e pode vir forte no decorrer das horas. Pode chover também de maneira isolada e com fraca a moderada intensidade em algumas cidades do sul do Espírito Santo. Na metade norte capixaba e mineira, o predomínio segue sendo de tempo firme, marcado pela presença do sol entre algumas nuvens no céu. Na parte da tarde, calor e baixa umidade do ar seguem marcando presença.

Enquanto no Centro-Oeste, a atuação do mesmo cavado meteorológico que também influencia nas condições de tempo instável no sudeste do país deve contribuir para que se tenha condições para algumas pancadas isoladas de chuva na região central, leste e nordeste de Mato Grosso do Sul, sobretudo entre o fim da manhã e a segunda metade da tarde. Ainda assim, não são esperados acumulados significativos, e apenas algumas áreas do extremo nordeste do estado podem contar com a ocorrência de chuva forte.

Algumas áreas do extremo sul de Goiás também podem contar com a ocorrência de chuva forte com raios no período da tarde. Nas demais regiões, o predomínio continua sendo de tempo firme, com sol e algumas nuvens marcando presença no céu. Entre a metade norte de Goiás, Mato Grosso e o Distrito Federal, o destaque continua sendo a condição de tempo firme, calor intenso e umidade relativa do ar em níveis críticos.

Já no Nordeste, a circulação de ventos que sopram do oceano, trazendo umidade para o continente, deve realizar a manutenção da chuva sobre parte da costa leste. Ao longo do dia, haverá condições para pancadas de chuva com fraca a moderada intensidade, e risco de chuva forte na região do recôncavo baiano, entre Maceió e João Pessoa. Por outro lado, o interior segue mais seco e quente, ainda sob atuação de um sistema de alta pressão em níveis médios da atmosfera, que impede a formação de nebulosidade e instabilidades.

Diversas cidades devem seguir registrando índices de umidade relativa do ar críticos durante as horas mais quentes. Além disso, os ventos continuam soprando no decorrer do dia, com rajadas moderadas que variam entre 40 e 50 km/h em boa parte da região.

E no Norte, boa parte dos estados também deve seguir sob influência da área de alta pressão em níveis médios da atmosfera, e a chuva segue concentrada apenas sobre algumas áreas do estado do Amazonas e em Roraima. Ainda assim, não são esperados episódios de chuva forte generalizada ou até mesmo temporais, apenas pancadas de chuva mais localizadas. Pode chover de maneira isolada também no litoral do Pará. Nas demais regiões, o predomínio segue sendo de tempo firme, com sol entre algumas nuvens e calor marcando presença ao longo do dia. Entre Rondônia, Tocantins e sul do Pará, as máximas podem chegar na faixa dos 40ºC à tarde.

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