sábado, maio 2, 2026

Autor: Redação

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Preços do milho seguem estáveis no mercado brasileiro


De acordo com a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 22 a 28 de agosto e divulgada nesta quinta-feira (28), os preços do milho no Brasil mantiveram estabilidade. A média no Rio Grande do Sul ficou em R$ 61,68 por saca, enquanto nas principais praças do estado os valores seguiram entre R$ 59,00 e R$ 60,00, patamar semelhante ao das últimas semanas. No restante do país, as cotações oscilaram de R$ 44,00 a R$ 64,00 por saca.

A colheita da safrinha encontra-se praticamente finalizada. Até 21 de agosto, o Centro-Sul havia colhido 98% da área, enquanto o plantio da safra de verão alcançava 3,2% do total esperado, segundo a AgRural. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que, até 23 de agosto, a colheita nacional chegava a 94,8%. No Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral) destacou que o plantio da safra de verão 2025/26 representava 1% da área projetada, enquanto a colheita da safrinha avançava para a conclusão, com variações de produtividade ligadas à seca, geadas e acamamento. “Em alguns municípios paranaenses as perdas chegaram a superar 50% da produção, embora, no geral, as produtividades tenham permanecido próximas ao esperado”, informou o órgão.

Segundo a Conab, a produção total da atual safrinha deve alcançar 109,6 milhões de toneladas, frente a 90,1 milhões no ano anterior. Considerando as três safras, a produção nacional de milho está estimada em 137 milhões de toneladas, contra 115,5 milhões no ciclo anterior. Isso representa um crescimento de 21,6% na safrinha e de 18,6% no total, o que ajuda a explicar a ausência de reação nos preços.

Analistas privados projetam números ainda maiores. A AgResource Brasil estima que a safra total do país possa chegar a 138,4 milhões de toneladas em 2025/26.

As exportações continuam em ritmo acelerado. Nos primeiros 16 dias úteis de agosto, os embarques somaram 4,96 milhões de toneladas, o que corresponde a 81,8% do volume exportado em todo o mês de agosto de 2024. A média diária supera em 12,5% o resultado do mesmo período do ano passado, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Apesar do bom desempenho externo, a logística interna segue como entrave. A Conab calcula que a capacidade estática de armazenagem brasileira equivale a 70% da produção de soja e milho, contra 130% nos Estados Unidos. Apenas 17% da capacidade de estocagem está dentro das propriedades, enquanto no mercado norte-americano esse índice chega a 65%. Além disso, 60% do escoamento de grãos no Brasil ainda depende do transporte rodoviário. “Diante desse problema crônico, os produtores são forçados a vender logo após a colheita, quando há maior concentração de oferta e pressão sobre preços e espaço nos portos”, aponta a análise.





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Controle biológico ganha espaço contra nematoides



Nematoides reduzem vigor e rentabilidade das lavouras




Foto: Divulgação

Nematoides parasitas do solo seguem como um dos principais fatores de perda de produtividade em diversas culturas agrícolas no Brasil. Esses organismos atacam as raízes das plantas, provocando lesões que reduzem a absorção de água e nutrientes. O impacto é observado em lavouras menos vigorosas, mais suscetíveis a doenças e com menor rentabilidade por hectare.

Na cana-de-açúcar, os danos são ainda mais expressivos. Além de diminuir a longevidade do canavial, os parasitas exigem reformas antecipadas e elevam os custos de produção. Estimativa da Sociedade Brasileira de Nematologia (2022) aponta que as perdas econômicas chegam a R$ 35 bilhões por ano, com quedas de produtividade que variam entre 10% e 30%, conforme a cultura.

Nesse contexto, práticas de manejo sustentável têm se destacado, especialmente com o uso de microrganismos que auxiliam no controle dos nematoides. Uma das alternativas é o Bionematicida Fazen, lançado pela Allterra. O produto é composto por duas bactérias — Bacillus subtilis e Bacillus licheniformis — e um fungo, Purpureocillium lilacinum.

Segundo a empresa, o diferencial está no modo de ação múltiplo, que permite atingir o parasita em todas as fases do ciclo de vida. Essa característica é essencial em áreas onde a praga já está estabelecida. Outro aspecto apontado é a formulação, desenvolvida para diferentes usos. O produto pode ser aplicado no tratamento de sementes, sulco de plantio ou via drench, sem necessidade de refrigeração. Classificado na categoria toxicológica 5, é considerado seguro e se integra ao manejo integrado de pragas.

Soluções biológicas como essa contribuem para o controle mais eficiente dos nematoides e para a melhoria da saúde do solo, fatores determinantes para a manutenção da produtividade agrícola com menor impacto ambiental.





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Agricultura familiar recebe R$ 60 milhões em bioinsumos



Entre os bioinsumos apoiados estão inoculantes e bioestimulantes



Entre os bioinsumos apoiados estão inoculantes e bioestimulantes
Entre os bioinsumos apoiados estão inoculantes e bioestimulantes – Foto: Pixabay

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou nesta terça-feira (26), na abertura do Semiárido Show em Petrolina (PE), a iniciativa BNDES Bioinsumos, que destinará até R$ 60 milhões em recursos não reembolsáveis a cooperativas da agricultura familiar. O programa, inovador no formato e no público atendido, conta com recursos do Fundo Socioambiental do BNDES e apoio técnico da Embrapa, e foi apresentado por Celina Tura, chefe do Departamento de Inclusão Produtiva e Educação do banco.

Por meio de chamada pública nacional, com prioridade para Norte e Nordeste, o BNDES Bioinsumos pretende fomentar a produção e multiplicação de bioinsumos em unidades industriais ou semi-industriais, promovendo a transição tecnológica para bioprodutos integrados a agroecossistemas. O objetivo é ampliar o acesso da agricultura familiar a insumos de baixo custo, fortalecendo a autonomia produtiva e potencializando a oferta de alimentos saudáveis em bases sustentáveis.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a iniciativa atende a compromissos do governo Lula, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional e fortalecendo a geração de renda de cooperativas da agricultura familiar. O programa busca reduzir custos e aumentar a produtividade, ao mesmo tempo em que promove soluções sustentáveis e inovadoras para o campo.

Entre os bioinsumos apoiados estão inoculantes e bioestimulantes de microrganismos (fungos e bactérias), microrganismos e insetos para controle biológico de pragas, além de biofertilizantes produzidos a partir de biomassa vegetal, compostagem e compostos fermentados. A iniciativa reforça o papel da tecnologia sustentável na agricultura familiar e no desenvolvimento regional.

 





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Ourofino Saúde Animal apresenta novas tecnologias para os produtores na Expointer 2025


A Ourofino Saúde Animal já está pronta para receber produtores e parceiros na Expointer 2025, que acontece de 30 de agosto a 7 de setembro, em Esteio/RS. No evento, um dos maiores encontros do agro da América Latina, a empresa leva seu time de especialistas e soluções pensadas para o dia a dia no campo, reforçando o objetivo de estar ao lado de quem faz a pecuária acontecer todos os dias, com novas tecnologias e produtos inovadores pensados no bem-estar animal e na produtividade.

Uma das principais atrações será a inauguração da nova Casa Ourofino Saúde Animal na Expointer. O espaço oficial da empresa foi totalmente reformado para oferecer mais conforto e comodidade a clientes, parceiros e profissionais do setor. A cerimônia que marcará a abertura do local ocorrerá no dia 2 de setembro, às 10h, com a presença de autoridades, convidados e diretores da companhia.

Além disso, a feira também será palco para o lançamento do Nexlaner®. O novo produto da companhia é um ectoparasiticida, à base de Fluralaner, indicado para bovinos. Sua formulação atua por contato e de forma sistêmica, com dosagem que traz mais conforto, segurança para espalhar o volume no dorso do animal durante a aplicação e mais versatilidade para o pecuarista no manejo dos lotes.

O Nexlaner® reforça o portfólio da empresa no controle estratégico dos ectoparasitas, como carrapatos, bernes, miíases e moscas-dos-chifres, reafirmando o compromisso da Ourofino Saúde Animal com a produtividade, eficiência, rentabilidade e bem-estar animal.

Valorização do consumo de leite e derivados

Durante a Expointer 2025, a Ourofino Saúde Animal também promoverá o Milk Day, uma iniciativa realizada em parceria com o movimento Beba Mais Leite, com o objetivo de valorizar o consumo de leite e derivados, além de destacar os benefícios desses produtos para a sociedade.

O evento acontece no dia 04 de setembro, às 9h30, e contará com um café da manhã especial com variedade de produtos lácteos, bate-papo sobre a cadeia produtiva com convidados especiais, pintura ao vivo e a entrega de quadros exclusivos do artista plástico Emanuel Santana a clientes.

Durante toda a feira, o time de especialistas da empresa apresentará aos produtores e convidados o Boostin®, solução inovadora que passou a

integrar o portfólio da companhia neste ano. Com formulação à base de somatotropina bovina recombinante, o produto foi desenvolvido para vacas em lactação, promovendo ajustes metabólicos que priorizam a função secretora da glândula mamária e aumentam a eficiência no aproveitamento dos nutrientes, elevando de forma consistente a produção de leite.

Outro destaque será o Sellat®, selante intramamário da Ourofino. O produto atua como uma barreira mecânica no canal do teto, impedindo a entrada de microrganismos causadores de mastite durante o período seco e desempenhando um papel essencial na prevenção de novas infecções intramamárias. Ao proteger a glândula mamária, o Sellat® contribui diretamente para maior eficiência produtiva e melhor qualidade do leite.

O principal objetivo da Ourofino Saúde Animal no evento é oferecer um espaço para debater a inovação no setor leiteiro e mostrar como a tecnologia pode gerar benefícios para todo o setor, apresentando soluções como o Boostin®, Sellat® e outras novidades.





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CDR vota anistia a dívidas de produtores de cacau da Bahia


A Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR) tem reunião agendada para a terça-feira (2) com nove itens na pauta. A comissão deve votar o projeto que dá anistia para produtores de cacau endividados. O voto do relator do PL 479/2024, o senador Chico Rodrigues (PSB-RR), é favorável à aprovação.

O projeto, do senador Angelo Coronel (PSD-BA), estabelece o programa Renova Cacau, que concede anistia total às dívidas contraídas pelos cacauicultores da Bahia em um programa anterior de incentivo ao setor. O programa também tem como objetivos o fortalecimento dos órgãos técnicos que dão suporte aos produtores e a reestruturação econômica do setor.

O projeto anistia totalmente as dívidas de operações de crédito rural do programa anterior contratadas junto a instituições financeiras federais e estaduais para o combate à doença vassoura-de-bruxa. Serão anistiados inclusive juros e taxas extras.

De acordo com o autor, a crise na produção de cacau na Bahia tem mais de 30 anos e foi agravada por omissões e ações equivocadas do governo. A situação, segundo ele, levou à extinção de empregos e afetou a economia de cerca de 100 municípios. 

Para o relator, senador Chico Rodrigues (PSB-RR), a dívida dos cacauicultores tornou-se “impagável e injusta”. Depois da CDR, o texto segue para exame da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Também está na pauta o PL 2.932/2024, que oficializa a Rota Turística dos Lençóis Maranhenses e Delta, nos municípios de Barreirinhas, Humberto de Campos, Paulino Neves, Primeira Cruz, Santo Amaro do Maranhão, Araioses, Água Doce do Maranhão, Urbano Santos e Tutóia, no estado do Maranhão.

A rota terá como objetivos desenvolver o potencial turístico regional e local, fomentar o empreendedorismo e a inovação das atividades turísticas, fortalecer e fomentar os setores ligados ao turismo, promover o crescimento econômico local, sustentável e inclusivo e valorizar os atrativos naturais e culturais. A relatora é a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), presidente da CDR, que já votou pela aprovação.

O projeto é da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), que classifica a região dos Lençóis como um “paraíso escondido no Nordeste do Brasil”. Ela explica que os Lençóis Maranhenses são um dos principais destinos turísticos do Maranhão. Criado em 1981, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses tem área de mais de 150 mil hectares e está concorrendo ao título de Patrimônio Natural da Humanidade, segundo a senadora.

“A região dos Lençóis Maranhenses é ainda maior que o Parque Nacional. As dunas – comuns nessa região do país – são formadas pela força dos ventos, que criam uma paisagem única e alteram constantemente sua aparência. Nesse ‘deserto’ gigante é possível encontrar lagoas formadas pelo acúmulo de água das chuvas. Os Lençóis Maranhenses são considerados uma formação geológica rara no planeta, apresentando um ecossistema único e riquíssimo. As dunas chegam do litoral adentrando em até 25 km da costa. As inúmeras e límpidas lagoas se formam com as chuvas do período chuvoso que vai de dezembro até abril”, descreve a senadora.

Também podem ser votados os projetos da inclusão do evento Pingo da Mei Dia, que ocorre em Mossoró no Rio Grande do Norte, no calendário turístico oficial do país (PL 3.035/2023); da extensão da área de atuação da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) para a bacia do Rio Poti (PL 2.117/2023); e o que flexibiliza as medidas da faixa não edificável ao longo das ferrovias (PL 4.042/2020).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)





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Demanda por transporte cresce com colheita no Oeste baiano


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 22 a 28 de agosto, e do Boletim Logístico de agosto da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), publicado nesta sexta-feira (29), os valores de frete na Bahia apresentaram oscilações de acordo com a região produtora de grãos.

Em Luís Eduardo Magalhães, a demanda por transporte de soja, milho e algodão elevou os preços. A Conab informou que “os fretes para os portos têm fluxo de retorno garantido devido à alta na importação de fertilizantes”. Além da movimentação para os portos de Salvador, Aracaju, Santos e São Luís, o transporte de algodão entre propriedades e indústrias de beneficiamento registrou crescimento, reflexo do avanço de 50% da colheita. O milho também puxou a demanda, com 98% da segunda safra colhida e comercialização dos estoques da primeira.

Já em Irecê e Paripiranga, o cenário foi de estabilidade, com baixa procura por transporte. “Na praça de Irecê foi observada estabilidade nos fretes, com equilíbrio entre a baixa demanda e a baixa oferta de prestadores de serviço”, destacou a Conab.

A entressafra e o baixo volume de estoques de milho, feijão e mamona reduziram a movimentação, enquanto a queda na demanda por mamona foi influenciada pela alta nas importações do óleo. No primeiro semestre, o Brasil importou 5,48 mil toneladas do produto, um aumento de 240% frente ao mesmo período de 2024, tendo a Índia como principal fornecedora.

Em Paripiranga, a manutenção dos valores deve permanecer pelos próximos dois meses. A Conab apontou que “a demanda deve voltar a crescer com a colheita do milho de terceira safra, mas ainda restam semanas para a maturação das primeiras lavouras”. Além disso, produtores planejam adiar a colheita para buscar maior valorização no mercado.

No mercado externo, os dados do Portal Comex Stat mostram que, em julho, houve alta de 3,6% nas exportações do complexo soja, com a China como principal compradora. Já o algodão apresentou retração, associada ao fim dos estoques da safra passada. As entregas da safra atual já começaram, mas em ritmo considerado lento.





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Minas Gerais destina R$ 2 bilhões ao agronegócio


O Governo de Minas Gerais anunciou um financiamento de R$ 2 bilhões para a safra 2025/2026 do agronegócio, por meio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o valor é o maior já disponibilizado pela instituição, representando um aumento de 40% em relação à safra anterior, quando foram liberados R$ 1,4 bilhão.

Segundo a Seapa, somente no primeiro semestre de 2025, metade de todos os financiamentos concedidos pelo BDMG foi direcionada ao setor, que responde por 22% do Produto Interno Bruto (PIB) mineiro, conforme dados da Fundação João Pinheiro (FJP).

O banco informou que, dentro do Plano Safra, serão oferecidos R$ 614 milhões em sete linhas de crédito, volume quase três vezes maior que os R$ 228 milhões destinados em 2024/2025. Pela primeira vez, o BDMG atuará com recursos do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), que poderão ser aplicados na compra de máquinas e equipamentos, recuperação de pastagens, construção e reforma de instalações. Outras linhas de crédito vão financiar a construção de armazéns, modernização das propriedades, adoção de inovações tecnológicas e práticas de agricultura sustentável.

No caso específico do café, o BDMG vai operar R$ 316 milhões via Funcafé, alta de 36% em comparação com a safra anterior. Minas Gerais é o maior produtor nacional do grão. Entre as linhas, a novidade é a operação do Funcafé Custeio, que financia insumos como sementes, adubos e a secagem do café. Os valores poderão chegar diretamente aos produtores ou por meio de cooperativas.

O banco continuará a atuar com as demais linhas: Funcafé Comercialização, que financia cooperativas na venda futura do produto; Funcafé FAC, para compra direta do café dos produtores; e Capital de Giro. Desde 2018/2019, o BDMG desembolsou 100% dos recursos do Funcafé que recebeu, somando mais de R$ 2,5 bilhões.





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Justiça dos EUA determina que maioria das tarifas de Trump é ilegal



Um tribunal de apelações dos Estados Unidos decidiu nesta sexta-feira (29) que a maior parte das tarifas impostas por Donald Trump é ilegal, informou a agência de notícias Reuters.

Contudo, o tribunal determinou que as medidas que penalizam exportadores continuem em vigor até 14 de outubro, concedendo ao governo Trump a chance de recorrer à Suprema Corte dos Estados Unidos.

“O estatuto confere ao Presidente autoridade significativa para tomar diversas ações em resposta a uma emergência nacional declarada, mas nenhuma dessas ações inclui explicitamente o poder de impor tarifas, tributos ou similares, nem o poder de taxar,” afirmou o tribunal.

De acordo com a Reuters, a decisão, por 7 votos a 4, do Tribunal de Apelações do Circuito Federal, em Washington, analisou a legalidade das chamadas tarifas “recíprocas” impostas por Trump em abril, no contexto da guerra comercial, além de outro conjunto de tarifas aplicadas em fevereiro contra China, Canadá e México.

A decisão não altera tarifas estabelecidas com base em outras leis, como as aplicadas por Trump sobre importações de aço e alumínio.

Trump defendeu as tarifas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), cujo texto autoriza o presidente a enfrentar “ameaças incomuns e extraordinárias” em situações de emergência nacional.

“Parece improvável que o Congresso tenha pretendido, ao promulgar a IEEPA, romper com sua prática anterior e conceder ao Presidente autoridade ilimitada para impor tarifas,” diz a decisão judicial, conforme a Reuters.

“O estatuto não menciona tarifas (nem sinônimos) e tampouco possui salvaguardas processuais que estabeleçam limites claros ao poder do Presidente de impor tarifas.”

Tarifas como arma política

O comentarista do Canal Rural Miguel Daoud enfatiza que Trump trata tarifas como arma política e não como política econômica séria. “Isso gera inflação nos EUA, cria incerteza para investidores e ameaça a confiança internacional”, pontua.

Segundo ele, o Brasil sente diretamente esse peso. “Café, carne e açúcar estão entre os produtos mais afetados pelo tarifaço. Produtores e exportadores, que já enfrentam custos altos e concorrência acirrada, ficam reféns de uma decisão política que nada tem a ver com eficiência ou qualidade.”

Daoud acredita que se a Suprema Corte confirmar a decisão da Apelação, estará reafirmando um princípio básico: o presidente não pode agir sozinho em medidas que afetam toda a economia mundial. “Até lá, o comércio global segue preso a uma medida que já foi considerada ilegal, mas que continua em vigor”, diz.



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Pesca de 19 mil pirarucus é autorizada em reserva ambiental



O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a captura legal de 19.405 pirarucus na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, no Médio Solimões, no Amazonas.

Em agosto, foram emitidas, pela Superintendência do Ibama no estado, 13 autorizações para entidades que organizam o manejo da espécie junto a comunidades locais.

A autorização de pesca beneficiou 22 setores da RDS Mamirauá. Nessas localidades, foram contabilizados 68.063 pirarucus em idade adulta adequados para o abate, tendo sido liberada a cota de 19.405 peixes, ou seja, 28% do total. Geralmente, os setores alcançam, em média, 25% de cota autorizada.

Como é feito o cálculo

De acordo com o superintendente do Ibama no Amazonas, Joel Araújo, a cota máxima de permissão de pesca legal pode chegar a 30% do total de peixes, a depender da capacidade logística e do apoio institucional.

“Quando a comunidade demonstra seriedade e dedicação para alcançar os resultados do Programa de Manejo do Pirarucu, ela é reconhecida com a autorização máxima, podendo pescar mais peixes, em termos proporcionais”, declara Araújo.

As variações nas porcentagens de autorização (18%, 20% ou 25%) refletem a adaptação ao contexto de cada setor: áreas mais abundantes permitem maior retirada, enquanto as mais frágeis têm cotas menores, evidenciando o caráter científico do manejo.

“Essa limitação é a base da sustentabilidade, pois assegura a reprodução e a manutenção dos estoques para os anos seguintes”, explica o superintendente.

A instituição autorizada deve entregar relatório de atividades no prazo de 90 dias. As autorizações têm validade até 30 de novembro de 2025. As atividades serão fiscalizadas e monitoradas pelos fiscais de órgãos ligados ao Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama).

Exigências técnicas necessárias:

  • Biometria obrigatória (peso, comprimento e sexo) de todos os peixes;
  • Uso de lacres numerados, assegurando a rastreabilidade;
  • Relatórios anuais com dados de produção, custos e comercialização;
  • Monitoramento das áreas de pesca por meio de georreferenciamento;
  • Acompanhamento constante de órgãos ambientais e representações indígenas.

O transporte do pescado também só será permitido mediante guias de trânsito emitidas pelo Ibama, as quais devem estar acompanhadas das planilhas biométricas e da declaração de venda, assegurando legalidade e transparência em todo o processo.

Desenvolvimento e conservação

Reconhecido exemplo bem-sucedido de conciliação entre preservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico, o manejo do pirarucu transforma realidades em comunidades amazônicas. Em Mamirauá, a atividade gera emprego e renda para dezenas de famílias ribeirinhas e indígenas, bem como ajuda a equilibrar os estoques naturais.

As autorizações também determinam a doação obrigatória de peixes capturados fora dos critérios legais como os abaixo do tamanho mínimo ou pescados no período de defeso.

Além disso, os relatórios anuais devem registrar preços, custos e a renda líquida obtida, garantindo clareza econômica e fortalecendo o protagonismo das comunidades envolvidas.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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confira o fechamento da arroba e do atacado



O mercado físico do boi gordo encerra a semana apresentando perfil acomodado em grande parte do país.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, muitos frigoríficos estão ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas.

“Eles devem retomar a compra de gado na segunda-feira no período da tarde ou na terça-feira, no período da manhã. Por enquanto, as escalas de abate estão posicionadas entre seis e oito dias úteis na média nacional”, diz.

De acordo com ele, sob o prisma da demanda, o grande destaque do ano permanece nas exportações de carne bovina, com grande potencial no restante de 2025, com expectativa de crescimento do volume embarcado e principalmente da receita.

  • São Paulo: R$ 313 — ontem: R$ 312,42
  • Goiás: R$ 307,14 — R$ 305,54
  • Minas Gerais: R$ 304,12 — R$ 304,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 316,59 — R$ 317,05
  • Mato Grosso: R$ 313,18 — R$ 312,70

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta acomodação em seus preços durante a sexta-feira. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes dos preços ao longo da primeira quinzena do mês, considerando a entrada dos salários na economia como motivador da reposição entre atacado e varejo.

“A carne de frango ainda dispõe de maior competitividade ante as proteínas concorrentes, em especial se comparado a carne bovina”, destaca.

O quarto traseiro segue cotado a R$ 22,90 por quilo; o dianteiro ainda é precificado a R$ 18,25 por quilo; e a ponta de agulha segue no patamar de R$ 17,25.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,29%, sendo negociado a R$ 5,4219 para venda e a R$ 5,4199 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4128 e a máxima de R$ 5,4531. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,06%, enquanto no mês o recuo foi de 3,18%.



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