sábado, maio 2, 2026

Autor: Redação

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Tarifaço afeta a previsibilidade e o crescimento da economia, avalia ex-diretor da OMC



Em entrevista ao Canal Rural, o diplomata e ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo, avaliou os impactos a longo prazo do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre a economia brasileira. Azevedo destacou que a nova política tarifária de Donald Trump causa um desarranjo significativo na economia global, afetando a previsibilidade dos mercados e gerando incertezas.

“Hoje, o sistema multilateral não está funcionando. As regras da OMC não estão sendo respeitadas. Isso cria um cenário de total imprevisibilidade. O impacto será negativo, tanto nos fluxos de investimento quanto no crescimento econômico, além de gerar pressões inflacionárias. Minha esperança é que, no futuro, haja algum tipo de acomodação que leve a uma estabilidade sem uma ruptura tão drástica”, afirmou Azevedo.

Ele também ressaltou que, embora os efeitos no valor agregado da economia brasileira possam não ser tão visíveis em termos absolutos, o impacto setorial será muito mais forte. “O efeito será mais evidente em setores específicos, principalmente em indústrias que dependem 100% das exportações para os Estados Unidos. São milhares de empregos em risco se essa situação persistir”, afirmou o ex-diretor da OMC.

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Azevedo ressaltou que muitos setores da economia brasileira têm uma dependência crucial do mercado norte-americano, e a imposição de tarifas elevadas pode levar a uma desaceleração econômica significativa. “Não vou nomear setores específicos para não ser injusto, mas o impacto será devastador para muitas indústrias”, completou.

Brasil acionou a OMC

Em resposta ao aumento das tarifas impostas pelos EUA, o Brasil acionou formalmente a Organização Mundial do Comércio. A denúncia brasileira foi motivada pelo aumento de tarifas sobre produtos como aço e alumínio, que impactam diretamente a indústria nacional. O governo brasileiro considera essas tarifas como uma violação das regras comerciais internacionais estabelecidas pela OMC.

Apesar de aceitar a consulta solicitada pelo Brasil, os Estados Unidos argumentaram que as tarifas impostas estão relacionadas a questões de segurança nacional, o que complica o processo de resolução no âmbito da OMC. Esse tipo de justificativa é permitido em certas circunstâncias, mas precisa ser bem fundamentada para que seja aceita pelas autoridades internacionais.

A ação do Brasil visa garantir que as regras do comércio global sejam cumpridas, buscando uma solução que proteja os interesses da indústria nacional, sem prejudicar a estabilidade econômica global.



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AgroNewsPolítica & Agro

oferta atende frigoríficos, mas sem excedentes



Mercado do boi encerra semana sem variações em São Paulo




Foto: Divulgação

O informativo Tem Boi na Linha, divulgado nesta sexta-feira (29) pela Scot Consultoria, apontou estabilidade nas cotações do boi gordo em São Paulo. Segundo a análise, “as cotações fecharam a semana estáveis, sem alterações em relação ao dia anterior”.

De acordo com o levantamento, a oferta de bovinos foi suficiente para atender às escalas dos frigoríficos, sem excedentes. O escoamento da carne no mercado interno continuou, embora em ritmo menor em relação ao início do mês. As exportações mantiveram desempenho positivo. As escalas de abate no estado estavam, em média, programadas para nove dias.

No Mato Grosso, o cenário variou entre estabilidade e alta, dependendo da região. No Norte, não houve alteração nos preços. No Sudoeste, os valores permaneceram estáveis para boi gordo e novilha, enquanto a vaca teve aumento de R$ 5,00 por arroba na comparação diária. Em Cuiabá, a cotação do boi gordo e da vaca subiu R$ 3,00/@, enquanto a da novilha não sofreu mudanças. No Sudeste, não foram registradas alterações em nenhuma categoria. O preço do chamado “boi China” também não variou. Todos os valores foram brutos e com prazo.

Na região Sudeste de Rondônia, a entressafra de capim e a redução da capacidade de suporte dos pastos diminuíram a oferta de bovinos terminados. Ao mesmo tempo, o bom desempenho das exportações incentivou os frigoríficos a oferecer preços maiores. “Na comparação diária, a cotação do boi gordo e do ‘boi China’ subiu R$ 1,00/@, enquanto a da vaca e da novilha registrou alta de R$ 2,00/@”, informou a Scot Consultoria. As escalas de abate na região atenderam, em média, a oito dias.





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ILP e irrigação: a receita para produzir carne e grãos o ano todo


Pecuaristas, a busca por uma produção de carne e grãos mais sustentável e de alta precisão é uma realidade em muitas fazendas brasileiras. Para garantir a produção o ano todo, mesmo em tempos de seca e veranicos, a Agropecuária Maragogipe tem investido pesado em tecnologia e em sistemas integrados de produção, como a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e a irrigação. Assista ao vídeo abaixo e confira esta história.

Em mais um episódio de “A Saga Maragogipe”, o diretor de Operações Agropecuárias, Lucas Marques, e o supervisor agrícola, Emanuel Pereira Araújo, mostraram o trabalho de preparo de solo para a implantação de um novo projeto de irrigação na fazenda, destacando como o sistema ILP e a irrigação se complementam para um negócio de alta performance.

O solo como base da produção: ILP e preparo de solo

Plantio de soja em área de integração. Foto: Divulgação/Agropecuária MaragogipePlantio de soja em área de integração. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe
Plantio de soja em área de integração. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe

Na Agropecuária Maragogipe, a principal premissa é investir no solo, a base de toda a produção agrícola e animal.

A fazenda está em um projeto contínuo de recuperação do solo, com a implantação de 500 hectares de área irrigada. No entanto, o projeto não se resume a apenas “colocar a água”, mas a preparar o solo de forma estratégica.

O preparo do solo é feito com um arado da Iveco, que revira o solo em uma profundidade de 35 a 40 centímetros.

O objetivo é corrigir a acidez e fornecer calcário, gesso e micronutrientes, permitindo que as raízes da soja ou do capim se aprofundem em busca de água e nutrientes, o que é fundamental para a produtividade.

A Integração Lavoura-Pecuária (ILP) é o coração da produção da fazenda. A metodologia convencional da ILP, que é utilizada em 90% da área da fazenda, consiste em:

  • Plantar soja: Colhe-se a soja na época das águas.
  • Plantar capim: A área é destinada para a safra de carne.
  • Plantio direto de soja: Quando o gado sai da área de pasto, a massa que fica é utilizada para o plantio direto da soja na safra seguinte.

A presença do boi no pasto ajuda a melhorar o solo, fazendo com que as raízes do capim se aprofundem, o que contribui para o sucesso da cultura seguinte.

Irrigação: garantindo a produção o ano todo

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Foto: Reprodução

A irrigação é uma ferramenta de suma importância para o negócio, pois ela corta os veranicos, que causam quebras de safra e perdas de produtividade. Mesmo com o preparo do solo, a temperatura pode influenciar na produção, e a água é um fator que mitiga o risco, garantindo a produtividade.

O sistema da Agropecuária Maragogipe, com a integração da agricultura e da pecuária e o uso da irrigação, cria um ciclo dinâmico e versátil. Após uma safra de soja, uma safra de milho com capim pode ser plantada.

O milho se transforma em silagem para o confinamento, e depois a área é usada para a safra de boi, ou para silagem de capim. O sistema de ILP faz com que 1+1 seja igual a 3, dando mais dinamismo e alternativas ao negócio.

A produção de carne e grãos na fazenda é um caminho sem volta, e o investimento em preparo de solo, ILP e irrigação tem se mostrado viável e de alta rentabilidade.

O sucesso da Agropecuária Maragogipe, com produções de até 87 sacas de soja por hectare, comprova que a tecnologia, a gestão e a sustentabilidade andam de mãos dadas para garantir a produção o ano todo.



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Ciclone provoca temporais com queda de granizo e ventos fortes



Um ciclone extratropical deve se formar na altura do Uruguai, trazendo temporais não só para o Rio Grande do Sul, mas também para grande parte do Centro-Oeste. Segundo Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural, a virada de domingo (31) para segunda-feira (1) trará a canalização da umidade, atingindo áreas de fronteira com a Bolívia e Mato Grosso, Paraguai, Mato Grosso do Sul e até Rondônia.

Parte do estado do Rio Grande do Sul estará sob risco de queda de granizo e rajadas de vento intensas no domingo (31). A partir de segunda-feira (1), o sistema se desloca para o oceano, formando uma frente fria que permanecerá estacionária sobre o Rio Grande do Sul durante toda a semana. A previsão é de chuva, granizo e rajadas de vento, com risco de danos às estruturas agrícolas.

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Nos próximos cinco dias, a previsão é de chuvas entre 30 a 40 mm, mas o acumulado pode superar os 200 mm ao longo da semana, especialmente nas áreas produtoras do centro do Rio Grande do Sul. Em locais como Cruz Alta, espera-se um acúmulo superior a 200 mm até a segunda quinzena de setembro.

Esse volume de chuva pode provocar alagamentos e deslizamentos de terra. Com a previsão de temporais durante toda a semana, há risco de queda de árvores e, consequentemente, de interrupção no fornecimento de energia.

No entanto, a partir do dia 5, a temperatura começa a cair, com mínimas chegando a 8°C, mas sem risco de geada. As temperaturas devem se manter dentro da média para a época do ano,afirma Arthur.

Em contrapartida, as demais regiões do país terão tempo mais firme. São Paulo e Triângulo Mineiro terão dias secos, enquanto o Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de Minas Gerais enfrentam chuvas. No Centro-Oeste, a chuva se concentra apenas no domingo (31) em Mato Grosso do Sul e nas áreas de fronteira de Mato Grosso com a Bolívia.

Na Região Norte, a previsão é de chuvas isoladas, com temperaturas que podem chegar a 37°C a 38°C no Matopiba e Rondônia até o final de semana e o tempo segue firme também no Nordeste.

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Produtores de leite contam os cuidados e vantagens da terceira ordenha



A família Bester transformou a produção de leite apostando na terceira ordenha, técnica ainda pouco conhecida por muitos produtores. Os irmãos Guilherme, Daniel e Rogério alcançaram alto rendimento na propriedade localizada em Ajuricaba, noroeste do Rio Grande do Sul. O que começou com apenas uma vaca, agora somam quase 150.

Para os produtores, o autoinvestimento trouxe foco para aumentar a produtividade. “O investimento não é barato. Ele demora a se pagar porque a gente tem muita oscilação de preço e não consegue controlar o quanto vai ganhar.” conta Rogério Bester.

Parte do investimento da família foi destinada a um galpão com sistema chamado cross ventilation. As vacas ficam em um ambiente fechado, e o sistema de circulação de ar renova o espaço, oferecendo conforto térmico aos animais.

As vacas são monitoradas por brincos de cores diferentes: o laranja controla nutrição e reprodução, e o amarelo a produtividade. Todas as informações ficam registradas em um aplicativo, que auxilia na gestão e acompanhamento do bem-estar dos animais.

Adoção da terceira ordenha

No noroeste gaúcho, a maior região produtora de leite do Rio Grande do Sul, muitas propriedades já adotam a terceira ordenha, que traz resultados positivos, mas exige planejamento antes de ser implementada.

Normalmente, propriedades leiteiras fazem duas ordenhas ao dia, no início da manhã e no final da tarde. Na propriedade da família Bester, a terceira ordenha já é rotina há mais de 15 anos. O trabalho é realizado a cada oito horas, nos horários de 5h30, 13h30 e 21h30.

Segundo Guilherme Bester, a vantagem óbvia da terceira ordenha é o aumento da produtividade média por vaca. Mas o resultado só é possível com o estímulo do úbere mais vezes ao dia, o que também melhora a saúde mamária das vacas.

“A saúde da vaca passa por um bom sistema mamário. Então entre ter o dobro de leite sendo carregado durante o dia no úbere, a escala de produção acaba sendo dividida em três partes. Não vai forçar os tetos, o esfincter, o ligamento central, não força muito”, conta.

“A gente percebia que as vacas poderiam responder um pouco mais. Então, quando a gente começou a terceira ordenha tivemos um acréscimo de 5 litros quando o sistema ainda era a pasto. Quando confinou a resposta foi maior, com média de 46 litros de média no rebanho total”, diz Rogério Bester.

Enquanto muitos produtores pensam em reduzir a produção, a propriedade dos Bester já ultrapassa 6 mil litros por dia, e possui planos de expansão. “Hoje a nossa ideia é dobrar a capacidade de produção. Nós estamos em torno de 150 animais na ordenha. Queremos chegar a 250 vacas”, afirma Daniel Bester.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Preocupação com as tarifas derruba os preços do café no fechamento desta 4ª…


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O mercado cafeeiro fechou a sessão desta quarta-feira (06) consolidando baixas nas bolsas internacionais. Segundo o Barchart, os preços do café recuaram devido a preocupações tarifárias, já que o presidente Trump ainda não isentou o produto da tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras, e isso pode prejudicar as vendas do Brasil para os EUA e aumentar os estoques brasileiros.

De acordo com o Cepea, a tarifa adicional ainda não é um fato consumado, e pode haver uma definição mais clara nos próximos dias. A expectativa do setor é reforçada pela pressão exercida por empresas norte-americanas interessadas na manutenção do suprimento regular de cafés brasileiros, insumo essencial na composição de blends industriais. O Brasil é responsável por fornecer cerca de 25% do café importado pelos EUA e é o principal fornecedor da variedade arábica, insumo base para a indústria local de torrefação.

Boletim do Escritório Carvalhaes destaca que os fundamentos do mercado cafeeiro seguem também sustentando a volatilidade dos futuros. Como os estoques estão em níveis historicamente baixos, tanto nos países produtores como nos consumidores, e o clima segue irregular, a imposição desta tarifa irá desorganizar o mercado internacional. “Não existe café sobrando em nenhum país produtor, e a compra pelos importadores americanos de grandes volumes em outras origens não tarifadas em 50%, deslocará os importadores usuais desses cafés que, por sua vez, irão procurar novos fornecedores, desorganizando assim o mercado mundial. É provável que, mesmo com as taxas, os importadores americanos continuem comprando cafés brasileiros em bons volumes”, completou o documento.

Informações da Reuters apontam que o governo do Brasil avalia que não terá dificuldade em redirecionar as exportações de café após as tarifas dos EUA, enquanto a China aprovou 183 novas empresas brasileiras exportadoras de café. Porém, os comerciantes expressaram dúvidas de que a China possa compensar a perda das vendas brasileiras para os EUA. 

Em NY, o arábica encerra o dia com baixa de 530 pontos no valor de 293,40 cents/lbp no vencimento de setembro/25, e uma queda de 450 pontos nos de dezembro/25 e março/26 negociado por 286,40 cents/lbp e 278,85 cents/lbp. 

O robusta registra uma perda de US$ 18 no contrato de setembro/25 no valor de US$ 3,394/tonelada, um recuo de US$ 19 cotado por US$ 3,340/tonelada no de novembro/25, e uma desvalorização de US$ 34 no valor de US$ 3,277/tonelada no de janeiro/26.

Mercado Interno

As áreas monitoradas pelo Notícias Agrícolas acompanharam as quedas de NY, e o Café Arábica Tipo 6 registra baixa de 2,67% em Varginha/MG no valor de R$ 1.820,00/saca, um recuo de 2,17% negociado por R$ 1.805,00/saca em Campos Gerais/MG, e uma perda de 2,11% em Franca/SP no valor de R$ 1.860,00/saca. Já o Cereja Descascado encerra com queda de 2,56% em Varginha/MG cotado por R$ 1.900,00/saca, e uma baixa de 0,44% em Poços de Caldas/MG no valor de R$ 2.260,00/saca. 





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AgroNewsPolítica & Agro

Cana responde por 16,8% da bioenergia no Brasil



O cenário global reforça a tendência



O cenário global reforça a tendência
O cenário global reforça a tendência – Foto: Canva

A bioenergia já representa quase 30% da matriz energética brasileira, de acordo com dados do Observatório de Bioeconomia da FGV. Dentro desse cenário, a biomassa de cana-de-açúcar tem papel central, respondendo por 16,8% da oferta nacional. Projeções da Mobility Foresights indicam que o mercado brasileiro deve avançar de forma consistente, com taxa de crescimento anual entre 9% e 13% até 2030, podendo movimentar de US$ 8 bilhões a US$ 12 bilhões até o fim da década.

Na Feira de Bioenergia 2025, realizada em Sertãozinho (SP), o debate destacou a importância da modernização tecnológica para garantir produtividade e segurança no setor. A expansão da bioenergia no país depende da adoção de soluções que tornem as operações mais eficientes e reduzam riscos em ambientes de alto potencial de acidentes, como os complexos sucroalcooleiros.

A Trackfy apresentou sistemas de monitoramento que utilizam sensores em equipamentos de proteção, capazes de identificar a presença de trabalhadores, exposição a riscos e sinais de fadiga em tempo real. Essa abordagem vem demonstrando resultados relevantes, com reduções expressivas em incidentes de segurança e ganhos de eficiência nas operações, além de impactos positivos em custos e cronogramas de projetos.

O cenário global reforça a tendência. Segundo a International Energy Agency (IEA), a bioenergia moderna responde por 6% da oferta mundial de energia, correspondendo a mais da metade de toda a energia renovável utilizada atualmente. Embora sua participação na geração elétrica seja limitada, países que investem em sistemas avançados de cogeração já ultrapassam 15% de utilização, sinalizando o potencial do setor também no Brasil.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do milho seguem estáveis no mercado brasileiro


De acordo com a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 22 a 28 de agosto e divulgada nesta quinta-feira (28), os preços do milho no Brasil mantiveram estabilidade. A média no Rio Grande do Sul ficou em R$ 61,68 por saca, enquanto nas principais praças do estado os valores seguiram entre R$ 59,00 e R$ 60,00, patamar semelhante ao das últimas semanas. No restante do país, as cotações oscilaram de R$ 44,00 a R$ 64,00 por saca.

A colheita da safrinha encontra-se praticamente finalizada. Até 21 de agosto, o Centro-Sul havia colhido 98% da área, enquanto o plantio da safra de verão alcançava 3,2% do total esperado, segundo a AgRural. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que, até 23 de agosto, a colheita nacional chegava a 94,8%. No Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral) destacou que o plantio da safra de verão 2025/26 representava 1% da área projetada, enquanto a colheita da safrinha avançava para a conclusão, com variações de produtividade ligadas à seca, geadas e acamamento. “Em alguns municípios paranaenses as perdas chegaram a superar 50% da produção, embora, no geral, as produtividades tenham permanecido próximas ao esperado”, informou o órgão.

Segundo a Conab, a produção total da atual safrinha deve alcançar 109,6 milhões de toneladas, frente a 90,1 milhões no ano anterior. Considerando as três safras, a produção nacional de milho está estimada em 137 milhões de toneladas, contra 115,5 milhões no ciclo anterior. Isso representa um crescimento de 21,6% na safrinha e de 18,6% no total, o que ajuda a explicar a ausência de reação nos preços.

Analistas privados projetam números ainda maiores. A AgResource Brasil estima que a safra total do país possa chegar a 138,4 milhões de toneladas em 2025/26.

As exportações continuam em ritmo acelerado. Nos primeiros 16 dias úteis de agosto, os embarques somaram 4,96 milhões de toneladas, o que corresponde a 81,8% do volume exportado em todo o mês de agosto de 2024. A média diária supera em 12,5% o resultado do mesmo período do ano passado, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Apesar do bom desempenho externo, a logística interna segue como entrave. A Conab calcula que a capacidade estática de armazenagem brasileira equivale a 70% da produção de soja e milho, contra 130% nos Estados Unidos. Apenas 17% da capacidade de estocagem está dentro das propriedades, enquanto no mercado norte-americano esse índice chega a 65%. Além disso, 60% do escoamento de grãos no Brasil ainda depende do transporte rodoviário. “Diante desse problema crônico, os produtores são forçados a vender logo após a colheita, quando há maior concentração de oferta e pressão sobre preços e espaço nos portos”, aponta a análise.





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AgroNewsPolítica & Agro

Controle biológico ganha espaço contra nematoides



Nematoides reduzem vigor e rentabilidade das lavouras




Foto: Divulgação

Nematoides parasitas do solo seguem como um dos principais fatores de perda de produtividade em diversas culturas agrícolas no Brasil. Esses organismos atacam as raízes das plantas, provocando lesões que reduzem a absorção de água e nutrientes. O impacto é observado em lavouras menos vigorosas, mais suscetíveis a doenças e com menor rentabilidade por hectare.

Na cana-de-açúcar, os danos são ainda mais expressivos. Além de diminuir a longevidade do canavial, os parasitas exigem reformas antecipadas e elevam os custos de produção. Estimativa da Sociedade Brasileira de Nematologia (2022) aponta que as perdas econômicas chegam a R$ 35 bilhões por ano, com quedas de produtividade que variam entre 10% e 30%, conforme a cultura.

Nesse contexto, práticas de manejo sustentável têm se destacado, especialmente com o uso de microrganismos que auxiliam no controle dos nematoides. Uma das alternativas é o Bionematicida Fazen, lançado pela Allterra. O produto é composto por duas bactérias — Bacillus subtilis e Bacillus licheniformis — e um fungo, Purpureocillium lilacinum.

Segundo a empresa, o diferencial está no modo de ação múltiplo, que permite atingir o parasita em todas as fases do ciclo de vida. Essa característica é essencial em áreas onde a praga já está estabelecida. Outro aspecto apontado é a formulação, desenvolvida para diferentes usos. O produto pode ser aplicado no tratamento de sementes, sulco de plantio ou via drench, sem necessidade de refrigeração. Classificado na categoria toxicológica 5, é considerado seguro e se integra ao manejo integrado de pragas.

Soluções biológicas como essa contribuem para o controle mais eficiente dos nematoides e para a melhoria da saúde do solo, fatores determinantes para a manutenção da produtividade agrícola com menor impacto ambiental.





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AgroNewsPolítica & Agro

Agricultura familiar recebe R$ 60 milhões em bioinsumos



Entre os bioinsumos apoiados estão inoculantes e bioestimulantes



Entre os bioinsumos apoiados estão inoculantes e bioestimulantes
Entre os bioinsumos apoiados estão inoculantes e bioestimulantes – Foto: Pixabay

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou nesta terça-feira (26), na abertura do Semiárido Show em Petrolina (PE), a iniciativa BNDES Bioinsumos, que destinará até R$ 60 milhões em recursos não reembolsáveis a cooperativas da agricultura familiar. O programa, inovador no formato e no público atendido, conta com recursos do Fundo Socioambiental do BNDES e apoio técnico da Embrapa, e foi apresentado por Celina Tura, chefe do Departamento de Inclusão Produtiva e Educação do banco.

Por meio de chamada pública nacional, com prioridade para Norte e Nordeste, o BNDES Bioinsumos pretende fomentar a produção e multiplicação de bioinsumos em unidades industriais ou semi-industriais, promovendo a transição tecnológica para bioprodutos integrados a agroecossistemas. O objetivo é ampliar o acesso da agricultura familiar a insumos de baixo custo, fortalecendo a autonomia produtiva e potencializando a oferta de alimentos saudáveis em bases sustentáveis.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a iniciativa atende a compromissos do governo Lula, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional e fortalecendo a geração de renda de cooperativas da agricultura familiar. O programa busca reduzir custos e aumentar a produtividade, ao mesmo tempo em que promove soluções sustentáveis e inovadoras para o campo.

Entre os bioinsumos apoiados estão inoculantes e bioestimulantes de microrganismos (fungos e bactérias), microrganismos e insetos para controle biológico de pragas, além de biofertilizantes produzidos a partir de biomassa vegetal, compostagem e compostos fermentados. A iniciativa reforça o papel da tecnologia sustentável na agricultura familiar e no desenvolvimento regional.

 





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