sábado, maio 2, 2026

Autor: Redação

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Produtores de uvas enfrentam falta de mão de obra na poda



Manejo da uva registra estágios distintos no Estado




Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar, os trabalhos de poda seca de inverno e amarrio dos galhos de produção avançaram de forma intensa na região de Caxias do Sul. Produtores relataram dificuldade em contratar mão de obra qualificada para a atividade, recorrendo, em muitos casos, à troca de serviços entre vizinhos. Também estão em andamento a adubação e o manejo de plantas de cobertura do solo.

Durante as operações de poda, foram identificadas diversas áreas atingidas pela cochonilha-de-tronco, praga que exige a adoção de medidas de controle. A variedade Vênus encontra-se em plena brotação, apresentando boa emissão de ramos.

Na região de Frederico Westphalen, a poda está parcialmente concluída na maioria dos vinhedos. Produtores realizam aplicações para a quebra da dormência, com o objetivo de estimular a brotação das gemas, além de adubação de manutenção.

As variedades apresentam diferentes estágios de desenvolvimento: a uva Vênus já está em fase de florescimento, enquanto Bordô, Niágara Rosada, Niágara Branca, Seyve Villard, Carmem e outras estão em início de brotação.





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Trigo mantém preços em queda às vésperas da colheita


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 22 a 28 de agosto e divulgada nesta quinta-feira (28), os preços do trigo seguem em queda no Brasil, mesmo com o início da colheita nacional.

Nas principais praças do Rio Grande do Sul, a saca do cereal de qualidade superior permaneceu em R$ 70,00, enquanto no Paraná foi registrada a cotação de R$ 75,00. O Departamento de Economia Rural (Deral) informou que a colheita paranaense começou de forma lenta, alcançando 2% da área total cultivada. A expectativa é de produção de 2,6 milhões de toneladas em 832,8 mil hectares, volume 26,3% inferior ao do ano passado. Apesar da redução de área e de problemas climáticos pontuais, a perspectiva inicial é considerada positiva.

O Ceema destacou que “com a intensificação da colheita, o preço nacional do trigo tende a recuar ainda mais, mesmo diante de uma safra menor”.

No Rio Grande do Sul, o mercado segue em ritmo lento. Os moinhos estão abastecidos, mas a oferta limitada restringe as negociações. As indicações de compra giram em torno de R$ 1.250,00 no interior, enquanto os vendedores pedem R$ 1.300,00 por tonelada. A previsão é de que os estoques da safra anterior se esgotem até setembro, concentrando o controle nas indústrias. Cerca de 90 mil toneladas já foram negociadas da nova safra, mas o atraso da colheita tem freado o avanço dos contratos.

Para exportação, o preço de dezembro foi fixado em R$ 1.250,00, com possibilidade de entrega de trigo para ração com deságio de 20%. Em Santa Catarina, o mercado também apresenta lentidão, com movimentações restritas a pequenos lotes, sem impacto relevante nas cotações. A concorrência com o trigo gaúcho tem pressionado os preços locais, enquanto o importado via Paranaguá mantém-se mais competitivo que o paranaense.

No Paraná, 83% das lavouras foram classificadas como boas nesta semana. O mercado, entretanto, segue travado. O preço caiu para R$ 1.400,00 por tonelada CIF, enquanto as negociações futuras rondam R$ 1.300,00 CIF. Do lado dos produtores, a pedida é de R$ 1.500,00 FOB, valor que encontra resistência dos compradores. O trigo paraguaio foi ofertado no Oeste paranaense a US$ 240,00 por tonelada, equivalente a R$ 1.312,80 no câmbio atual. Já o argentino, para retirada em Antonina em setembro, foi cotado a US$ 270,00 por tonelada.

De acordo com a Ceema, a margem média de lucro dos produtores caiu para 3,5% na semana.

Pesquisas da Embrapa Agropecuária Oeste, em parceria com a cooperativa Cooperalfa, em Chapecó (SC), realizadas entre 2022 e 2024 no Mato Grosso do Sul, mostraram avanços na produtividade do trigo no Cerrado. Em 2022, a variação foi de 34 a 69 sacos por hectare; em 2023, de 29 a 49 sacos; e em 2024, entre 51 e 88 sacos. Segundo os pesquisadores, há cultivares capazes de alcançar entre 4.000 e 5.000 quilos por hectare, frente à atual média estadual de 3.000 quilos.





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Produção de etanol de milho sobe 20%


Na primeira quinzena de agosto, a moagem de cana-de-açúcar pelas usinas do Centro-Sul alcançou 47,63 milhões de toneladas, alta de 8,17% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, quando foram registradas 44,03 milhões de toneladas. No entanto, o acumulado da safra 2025/26 até 16 de agosto soma 353,88 milhões de toneladas, volume inferior às 378,98 milhões registradas no mesmo período da temporada passada, uma retração de 25,10 milhões de toneladas.

Segundo informações divulgadas pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), 257 unidades produtoras estavam em operação na primeira metade de agosto, sendo 237 usinas processando cana, dez dedicadas ao etanol de milho e dez flex. No ciclo anterior, eram 261 unidades ativas.

A qualidade da matéria-prima também apresentou queda. O Açúcar Total Recuperável (ATR) atingiu 144,83 kg por tonelada de cana, abaixo dos 151,17 kg do mesmo período do ano passado, recuo de 4,19%. Desde o início da safra, o indicador acumula 129,26 kg por tonelada, queda de 4,47% frente ao ciclo anterior.

A produção de açúcar na primeira metade de agosto foi de 3,62 milhões de toneladas, enquanto no acumulado da safra totalizou 22,89 milhões, o que representa queda de 4,67% em comparação com a temporada 2024/25. Já a produção de etanol somou 2,19 bilhões de litros na primeira quinzena do mês, com destaque para o etanol anidro, que cresceu 8,63%, enquanto o hidratado registrou queda de 12,95%. No acumulado, a produção do biocombustível totaliza 16,07 bilhões de litros, queda de 11,12%.

O etanol de milho vem ganhando relevância no setor. Na primeira quinzena de agosto, 373,94 milhões de litros foram produzidos a partir do grão, aumento de 14,98% em relação ao mesmo período da safra anterior. Desde o início do ciclo 2025/26, o volume já soma 3,32 bilhões de litros, avanço de 20,10%.

As vendas de etanol no período chegaram a 1,48 bilhão de litros. O etanol anidro cresceu 11%, com 615,35 milhões de litros comercializados, enquanto o hidratado caiu 10,15%, somando 865,59 milhões. No mercado doméstico, o hidratado totalizou 838,18 milhões de litros vendidos, recuo de 9,18%, enquanto o anidro avançou 21,55%, alcançando 592,16 milhões. No acumulado da safra, as vendas chegam a 12,96 bilhões de litros, queda de 2,69%.

No mercado de créditos de descarbonização (CBios), dados da B3 apontam que, até 27 de agosto, foram emitidos 28,06 milhões de títulos em 2025. A oferta total disponível soma 32,16 milhões de créditos. De acordo com o diretor de Inteligência Setorial da UNICA, Luciano Rodrigues, o setor já disponibilizou cerca de 115% da meta de créditos necessária para este ano.

“A consistência e o ritmo crescente nas emissões de CBios a cada ano mostram o comprometimento do setor com as metas de descarbonização assumidas pelo Brasil”, afirmou Rodrigues. Desde a criação do RenovaBio, a política já evitou a emissão de mais de 185 milhões de toneladas de CO2, resultado de um modelo que alia certificação técnica, metas de longo prazo e estímulo ao desempenho ambiental.





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Mercado global de grãos atento ao clima



No milho, a confirmação de uma safra cheia levou a quedas superiores a 4%



No milho, a confirmação de uma safra cheia levou a quedas superiores a 4%
No milho, a confirmação de uma safra cheia levou a quedas superiores a 4% – Foto: USDA

O mercado internacional de grãos atravessa semanas decisivas, marcado pelo chamado weather market, que se intensifica entre agosto e setembro, fase crítica para as lavouras americanas. Nos Estados Unidos, embora algumas regiões registrem clima mais seco, as chuvas regulares têm garantido bom desenvolvimento de milho e soja. O Pro Farmer Crop Tour 2025 confirmou produtividades superiores à última safra em estados como Indiana e Nebraska, mas ainda abaixo das estimativas oficiais do USDA, o que pode resultar em revisões nos balanços de oferta e demanda.

“Mais do que os números, o Crop Tour funciona como uma leitura prática de campo. Ele confirma produtividades consistentes, mas sinaliza que as estimativas do USDA podem estar superdimensionadas. Isso pode gerar revisões no balanço e impactar os estoques finais”, analisa.

No milho, a confirmação de uma safra cheia levou a quedas superiores a 4% nas cotações em Chicago, atingindo os menores níveis desde 2020. O aumento da produtividade pressiona os preços e limita movimentos de recuperação, mesmo em meio às oscilações da demanda global. Já a soja segue em direção oposta: a redução dos estoques no relatório mais recente do USDA apertou o balanço e sustentou os preços, mantendo a atratividade dos prêmios pagos pelo Brasil.

Para o Brasil, o cenário traz riscos e oportunidades. A forte demanda chinesa valoriza os prêmios da soja e estimula antecipações de venda, enquanto no milho a menor competitividade frente ao produto americano reduz exportações e direciona a oferta ao mercado interno, mantendo preços firmes mesmo com supersafra e câmbio mais baixo. “Uma seca prolongada ou chuvas excessivas poderiam comprometer a produtividade e até mesmo atrasar a colheita. Já vimos isso acontecer recentemente, quando a estimativa da soja foi cortada em função da redução na área cultivada, o que tornou o balanço interno mais apertado”, finaliza. 

 





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Arroba do boi gordo teve aumento de até 7,5% em agosto; setembro também promete altas


O mercado brasileiro de boi gordo chega no final de agosto registrando uma boa recuperação nos preços da arroba na comparação com os valores praticados no término de julho.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, a boa demanda voltada à exportação seguiu contribuindo para o avanço dos preços, especialmente na primeira quinzena do mês.

“Nos últimos dias os negócios andaram um pouco de lado, uma vez que os frigoríficos conseguiram boas ofertas para avançar nas escalas de abate. Contudo, para a primeira semana de setembro, é possível que haja espaço para alguma alta de preços, considerando a boa reposição entre o atacado e o varejo com a entrada dos salários na economia”, diz.

Preço da arroba em agosto x julho

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 28 de agosto:

  • São Paulo (Capital): R$ 310, alta de 3,33% frente aos R$ 300 do final de julho
  • Goiás (Goiânia): R$ 305, aumento de 7,02% frente aos R$ 285
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 305, valor 5,17% acima dos R$ 290
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 315, alta de 3,28% frente aos R$ 305
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 315, avanço de 6,78% ante os R$ 295
  • Rondônia (Vilhena): R$ 285, avanço de 7,55% frente aos R$ 265

Mercado atacadista

Iglesias comenta que o mercado atacadista conseguiu trabalhar com preços mais altos ao longo de agosto, em meio ao quadro de oferta mais equilibrado no cenário doméstico com a forte demanda registrada para a carne bovina na exportação.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 22,90 o quilo, alta de 7,01% frente aos R$ 21,40 praticado no final de julho. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 18,25 o quilo, aumento de 4,29% frente ao valor registrado no fechamento do mês anterior, de R$ 17,50 o quilo.

Exportações de carne bovina

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Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,192 bilhão em agosto até o momento (16 dias úteis), com média diária de US$ 74,550 milhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 212,925 mil toneladas, com média diária de 13,307 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.602,00.

Em relação a agosto de 2024, houve alta de 70,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 34,7% na quantidade média diária exportada e avanço de 26,3% no preço médio. 



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Embrapa desenvolve variedades de banana resistentes à doença mais grave do mundo



A Embrapa desenvolveu duas cultivares brasileiras de banana, chamadas BRS Princesa e BRS Platina, que são altamente resistentes à forma mais devastadora da murcha de Fusarium, conhecida como raça 4 tropical (R4T). Essa é considerada a doença mais grave que atinge a cultura da banana no mundo.

A R4T ainda não foi detectada no Brasil, mas já está presente em países vizinhos: Colômbia (desde 2019), Peru (2020) e Venezuela (2023). Esse cenário mantém a cultura brasileira sob constante vigilância e alerta.

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As mudas das cultivares BRS Princesa e BRS Platina foram enviadas à Colômbia em janeiro de 2022. Após passarem por isolamento seguro (quarentena), foram submetidas ao fungo em ambiente controlado e, depois, plantadas em áreas de terra já infectadas, nas quais a doença está presente desde sua descoberta .

Após três ciclos de produção no campo, menos de 1% das plantas das duas variedades foram afetadas — um índice muito abaixo dos 5–8% considerados de alto risco. Por isso, os pesquisadores as classificam como resistentes.

Próximos passos

Além dos testes, a Embrapa já planeja lançar um dos híbridos comerciais resultantes dos estudos em 2026, mais um passo no programa de melhoria genética em parceria com a Colômbia . Outra frente de pesquisa investiga um “somaclone” (variação genética induzida) de Cavendish com possível resistência à R4T; resultados são esperados em breve.

O grande desafio agora é que essas variedades aliem resistência, produtividade e sabor — um equilíbrio essencial para agradar tanto produtores quanto consumidores.

Alívio para o produtor

A notícia traz esperança para regiões vulneráveis, como o Vale do Ribeira, um importante polo produtor de São Paulo, que poderia ser duramente afetado em caso de disseminação da R4T. “Ter variedades resistentes nos dá tranquilidade de saber que, se a R4T chegar, ainda poderemos produzir”, avalia Augusto Aranha, da Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira.

O Ministério da Agricultura e Pecuária reforçou que, mesmo com essa perspectiva promissora, a vigilância fitossanitária continua indispensável . Medidas como controle de entrada de solos, pessoas, equipamentos e mudas seguem fundamentais para prevenir a chegada da doença ao país .



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área de feijão deve cair 34% na safra 25/26



Feijão preto segue o preferido entre produtores do Estado




Foto: Canva

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgou nesta quinta-feira (28) a primeira estimativa para a área de feijão da safra 2025/26 no Paraná. O levantamento indica 111 mil hectares a serem semeados, número 34% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram cultivados 168 mil hectares.

De acordo com o Deral, cerca de 1% da área já foi plantada, e o processo deve seguir até novembro. O órgão ressalta que a extensão final pode sofrer alterações conforme a conjuntura do mercado. “Se confirmada, a área será muito próxima à observada há dois anos, quando o cultivo atingiu 112 mil hectares”, informou o boletim.

O estudo destaca que a cultura do feijão vem perdendo espaço para a soja e, mais recentemente, também para o milho. A exceção foi a safra 2024/25, quando a área plantada cresceu de forma expressiva devido ao aumento das exportações. No entanto, segundo os analistas, esse movimento ainda precisa se consolidar como alternativa consistente para manter o interesse dos produtores.

A produtividade inicial é estimada em 2.000 quilos por hectare, o que pode resultar em 218 mil toneladas colhidas a partir do final deste ano, com pico em janeiro de 2026.

O boletim aponta que os preços estão em queda em razão das boas colheitas anteriores, especialmente do feijão preto, que foi o preferido pelos produtores no ciclo passado e deve manter essa posição. Contudo, há expectativa de que o feijão carioca recupere parte do espaço perdido, favorecido pelos preços mais atrativos e pelas variedades de escurecimento lento, que possibilitam maior tempo de armazenamento sem perda de qualidade.

Outro fator observado é a oferta de leilões de feijão pelo governo federal. Apesar de poderem dar mais liquidez ao mercado, os analistas avaliam que os efeitos devem ser limitados por conta do momento tardio em que as ações acontecem.





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Operação encontra mais de 2 toneladas de café impróprio para consumo no Rio de Janeiro


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Procon-RJ, a Secretaria de Defesa do Consumidor do Estado do Rio de Janeiro (Sedcon) e a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, realizou, entre os dias 27 e 29 de agosto de 2025, uma operação de fiscalização em indústrias de café torrado e moído na região de Campos dos Goytacazes (RJ). O objetivo foi identificar e coibir práticas irregulares no processamento de café, especialmente o uso de grãos de baixa qualidade, como mofados e ardidos, e a presença de impurezas como cascas e paus de café.

Durante a ação, foram inspecionadas quatro fábricas, onde os auditores constataram lotes de café cru e torrado em desacordo com os padrões oficiais de qualidade previstos na Portaria SDA/Mapa nº 570/2022. Como resultado, 1.070 kg de café impróprio ao consumo humano foram destruídos no ato e 1.350 kg foram apreendidos para destinação adequada e análises laboratoriais. Também foram descaracterizadas três bobinas de rótulos irregulares de diferentes marcas.

Além da retirada imediata dos produtos irregulares, foram lavradas intimações com prazo de 90 dias para que as empresas adequem suas estruturas físicas, processos de higiene e controle de qualidade, bem como implantem procedimentos formais de classificação e rastreabilidade de matérias-primas.



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Planilha calcula custo de produção e tratamento da madeira na propriedade rural



A madeira tratada pode ter inúmeros usos no estabelecimento rural. Pensando nisso, a Embrapa Pecuária Sul (RS) e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) disponibilizam ao produtor uma planilha exclusiva para o cálculo do custo de produção e do tratamento dessa matéria-prima. O objetivo é aprimorar o planejamento e a gestão do recurso nas propriedades.

A planilha auxilia no cálculo do volume de madeira a ser tratada; na obtenção da quantidade de insumos necessários; na inclusão de todos os custos envolvidos no tratamento e na obtenção do seu custo por peça tratada.

Caso o produtor tenha um plantio florestal na propriedade, a tecnologia também calcula o custo de produção com a opção de adicioná-lo ao custo envolvido no tratamento da madeira. Para fazer o download, clique abaixo:

Substituição de seiva

Um dos tratamentos recomendados pela Embrapa é o de substituição de seiva, considerado um procedimento simples para ser feito pelo produtor (veja Comunicado Técnico sobre). Para isso, é preciso dimensionar o volume da madeira a ser tratada e a quantidade de água e de produtos hidrossolúveis usados no processo.

Com a tecnologia, é possível fazer os cálculos automaticamente. “A planilha é um facilitador para o produtor rural calcular a quantidade de produto hidrossolúvel que será usado na sua solução preservativa. Em vez de estar fazendo uma série de cálculos, ele só vai inserir algumas informações na planilha e já vai ter automaticamente os resultados”, destaca o professor da UFPel e um dos responsáveis pela planilha, Leonardo Oliveira.

Conforme o pesquisador da Embrapa Hélio Tonini, também da equipe que desenvolveu a ferramenta, fazer esse tipo de tratamento na propriedade pode ser vantajoso, principalmente para produtores detentores de pequenas áreas florestais em monocultivos ou sistemas silvipastoris que necessitam de madeira tratada para a manutenção de cercas e demais construções rurais, reduzindo os custos com a compra de madeira e o frete até a propriedade.

Durabilidade da madeira na propriedade

Tonini conta que, décadas atrás, as tramas, mourões, palanques, postes etc. utilizados nas cercas das propriedades eram provenientes de espécies nativas, geralmente disponíveis no local, como o angico vermelho e a guajuvira, consideradas de alta durabilidade natural.

“A durabilidade era um fator determinante para a escolha do material utilizado, já que essas peças de madeira têm contato direto com o solo e são expostas às intempéries e a ação de fungos e insetos”, lembra o pesquisador.

“Com a escassez de madeiras nativas de alta durabilidade natural, passou-se a confeccionar essas peças a partir da madeira de eucalipto, normalmente de plantios mais jovens e mais suscetíveis à degradação por agentes decompositores e que necessitam de tratamento com substâncias químicas, capazes de protegê-la da biodegradação e de prolongar sua vida útil”, detalha.

Com o tratamento, a madeira tem durabilidade, no mínimo, cinco vezes maior. “Por exemplo, se nós colocarmos em contato com o solo, uma cerca com madeira de eucalipto sem nenhum tratamento vai durar de dois a três anos, no máximo, e vai se degradar. Entretanto, se fizermos o tratamento dessa peça, ela vai durar 15 anos ou mais. Portanto, a gente prolonga o uso e estende a vida útil desse material, e o produtor vai ter madeira com maior durabilidade dentro da sua propriedade” afirma.



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