sexta-feira, maio 1, 2026

Autor: Redação

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Sorgo cresce como opção lucrativa na safrinha



Combustível do futuro deve impulsionar o setor



Combustível do futuro deve impulsionar o setor
Combustível do futuro deve impulsionar o setor – Foto: Divulgação

O sorgo vem ganhando destaque como uma cultura de rentabilidade na segunda safra, deixando de ser apenas uma alternativa para se tornar uma escolha estratégica do produtor. Com menor exigência de água e boa adaptação às variações climáticas, o grão mantém produtividade mesmo em plantios tardios, como após fevereiro, quando o milho costuma apresentar quedas de rendimento.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de sorgo alcançou 5,96 milhões de toneladas em 2024/2025, crescimento de 34,8% em relação ao ciclo anterior. O avanço reflete aumento de 9,6% na área plantada, totalizando 1,59 milhão de hectares, e elevação de 23% na produtividade média, que chegou a 3.731 kg/ha, segundo dados da consultoria Céleres.

Além dos benefícios agronômicos, a valorização do sorgo no mercado interno e a crescente demanda por biocombustíveis reforçam seu potencial de lucratividade. A Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024) deve impulsionar o setor, com projeção de consumo adicional de milho e sorgo de 22,1 milhões de toneladas e 2,6 milhões de hectares até 2034, conforme estimativa da Céleres.

Entre as inovações tecnológicas, a semente de sorgo ADV 1151 IG, desenvolvida pela Advanta e comercializada pela ORÍGEO, destaca-se pela tolerância a herbicidas imidazolinonas e pode ser plantada em consórcio com Brachiaria. Esse sistema melhora a fertilidade e proteção do solo, aumenta a oferta de alimento para animais na seca e contribui para a integração lavoura-pecuária, tornando o sorgo uma cultura cada vez mais estratégica e rentável.

 





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‘Casa Nostra’ resgata imigração italiana e faz turistas viverem tradições


No distrito de Pindobas, em Venda Nova do Imigrante, região serrana do Espírito Santo (ES), está a ‘Casa Nostra’, um espaço que resgata a trajetória dos imigrantes italianos. Construída nos moldes das antigas casas dos imigrantes, ela fica dentro do Sebrae/ES e transforma lembranças em experiência afetiva e cultural.

Logo na entrada, o visitante é recebido por um guia que apresenta os ambientes da casa e os objetos históricos. Um vídeo também é apresentado, para que o turista entenda o caminho da imigração italiana no Estado.

Cada detalhe do espaço transporta o público para o passado, criando uma conexão entre história e emoção.

“A ideia da Casa Nostra foi juntar a linguagem do contemporâneo com a memória e história dos imigrantes italianos”, diz Ronaldo Barbosa, curador do espaço. 

No entanto, é na sala principal que a magia começa de fato. O visitante encontra o ‘Nono e a Nona’, personagens interpretados por moradores da região. Eles discutem em voz alta, brincam, implicam um com o outro e, de repente, tudo termina em música e dança.

Quem participa acaba envolvido por esse jeito expansivo, tão característico das famílias italianas, que fazem questão de incluir todos. “O dia mais feliz da minha vida é quando eu venho para cá”, conta Maria das Graças Pimenta, uma das integrantes do elenco ‘Casa Nostra’.

Uma senhora com lenço na cabeça. Uma senhora com lenço na cabeça.
Maria das Graças Pimenta, uma das integrantes do elenco Casa Nostra.
Foto: Fabiana Bertinelli
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Uma vivência cheia de sabor

A visita passa pelo quarto, um espaço que, para os italianos, sempre foi muito reservado -, poucas pessoas tinham permissão para entrar. E antes de seguir para a cozinha, os visitantes recebem um lenço para colocar na cabeça, em respeito à tradição da colônia.

“Eu vivi com meus avôs e era desse jeito aqui: casa cheia, família grande e muita alegria” relata Adriana Zandonade, integrante do elenco.

Mulher com a polenta nas mãosMulher com a polenta nas mãos
Adriana Zandonade, integrante do elenco Casa Nostra.
Foto: Fabiana Bertinelli

E como manda a tradição, nada de ficar parado, então, o visitante são convidado a amassar o pão, mexer a polenta, modelar biscoitos e a ajudar a preparar o café, tornando a experiência ainda mais envolvente e afetiva.

“A intenção é que o turista sinta a alegria e a garra dos imigrantes”, conta Renata Agostini Vescovi, analista do Sebrae/ES.

Para participar desta experiência imersiva, os ingressos devem ser adquiridos com antecedência no Sebrae/ES ou acesse aqui.

E vem novidade por aí, em breve, o local ganhará mais um atrativo cultural: o Museu do Imigrante. “É um museu que será criado, editado e curado pelos jovens. Vamos fazer um trabalho com todas as escolas públicas, e será uma espécie de ‘cartografia do afeto’, onde as crianças vão trazer as memórias das suas casa”, relata o curador Barbosa. 



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Cenário internacional tem fortalecimento do dólar e bolsas sob pressão


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que impactos globais, como alta dos Treasuries, fortaleceram o dólar e pressionaram bolsas em NY.

No Brasil, Ibovespa caiu 0,67% a 140 mil pontos, dólar subiu a R$ 5,47 e juros futuros avançaram. PIB do 2º tri veio acima do consenso, mas mostrou desaceleração. Hoje, destaque para a produção industrial, IBC-Br e agenda internacional de serviços e indústria.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Em meio ao “tarifaço”, Datagro reúne cadeia da carne no 5º Fórum Pecuária Brasil em São Paulo 



Em um cenário marcado pelo aumento nas tarifas imposto pelo governo dos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros, entre eles a carne bovina, a Datagro promove, dia 17 de setembro, no Word Trade Center (WTC), em São Paulo, a 5ª edição do Fórum Pecuária Brasil.

O encontro ocorre em um momento decisivo para o setor, reunindo líderes, técnicos, produtores, investidores e representantes da indústria frigorífica para debater os rumos da atividade no país e no mercado internacional.

A programação contará com seis painéis temáticos, abordando desde as perspectivas do setor para os próximos anos, desafios da indústria no mercado interno, oportunidades externas, até a retomada da liquidez do contrato futuro de boi gordo na B3.

Entre os confirmados, além de Plinio Nastari, presidente da Datagro, estão nomes como Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC); Mauricio Velloso, presidente da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon); Sérgio Bortolozzo, presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), além de executivos das principais empresas do setor, como Marfrig, Friboi, Minerva Foods, entre outros.

“O Fórum Pecuária Brasil é um espaço que une todos os elos da cadeia para discutir os desafios e oportunidades que temos pela frente. Nosso objetivo é oferecer informação de qualidade, baseada em dados, e criar um ambiente de diálogo estratégico para que o setor avance de forma sustentável e competitivo”, afirma João Otávio Figueiredo, head de pecuária da Datagro.

Outro destaque da edição é a apresentação dos resultados da mais recente edição do Indicador do Boi na Estrada, projeto que percorreu propriedades em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Tocantins, Goiás, Pará e Bahia.

A iniciativa, realizada em parceria com a Nova Futura Investimentos e a Nutron| Cargill, traz um retrato direto da realidade do segmento no país.

“Mais do que uma rodada pelo campo, o Indicador do Boi na Estrada se consolidou como um evento que busca fomentar o contrato futuro do boi gordo e levar informação de qualidade para a ponta. O mais interessante é que o evento une todos os elos da cadeia de maneira harmoniosa”, ressalta Figueiredo.

Indicador do Boi Datagro

Lançado em 2019, o Indicador do Boi Datagro, índice oficial da B3 desde fevereiro deste ano, já monitora mais de 75% do abate nacional, com dados fornecidos por milhares de produtores de mais de 1,3 mil municípios e mais de 120 unidades frigoríficas. Atualmente, a plataforma reúne mais de 11 mil usuários cadastrados, consolidando-se como a principal referência de dados do setor.

Além de estimular a liquidez do setor, o contrato futuro de boi gordo funciona como um instrumento essencial de gestão de risco diante da volatilidade de preços.

“Essa ferramenta garante previsibilidade para pecuaristas, confinadores e frigoríficos, ao possibilitar a fixação antecipada de valores e a diminuição da vulnerabilidade frente às oscilações do mercado físico”, ressalta Figueiredo.

Na edição de 2024, o Fórum Pecuária Brasil reuniu mais de 550 participantes, incluindo os principais frigoríficos do país, em mais de oito horas de conteúdo especializado e networking.

Serviço

5º Fórum Pecuária Brasil
Data:
17 de setembro
Horário: 8h
Local: World Trade Center São Paulo
Endereço: Av. das Nações Unidas, 12551 – Cidade Monções, São Paulo – SP, 04578-903
Para mais informações, acesse o site do Fórum



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Drones agrícolas reduzem desperdício e aumentam produtividade no campo



A agricultura brasileira enfrenta desafios que vão da elevação do custo de insumos


Foto: Pixabay

A agricultura brasileira enfrenta, a cada safra, desafios que vão da elevação do custo de insumos à necessidade de produzir mais em menos tempo. Em regiões de difícil acesso, como encostas íngremes ou áreas alagadas, a pulverização manual ou com máquinas pesadas pode ser ineficiente e até arriscada. É nesse cenário que os drones agrícolas têm ganhado relevância, trazendo mais segurança, precisão e economia para o dia a dia no campo.

A Fotus Agro tem apostado nesse movimento com equipamentos de pulverização aérea que se destacam pela capacidade de operar em diferentes tipos de terreno. Com sensores que identificam obstáculos de até um centímetro a 40 metros de distância, os drones utilizados pela Fotus, que são o EA-60X da marca EAvision, conseguem acompanhar o relevo e manter a estabilidade, mesmo em áreas acidentadas ou estreitas, onde tratores e aviões agrícolas não chegam.

Na prática, isso significa que culturas como café em encostas de Minas Gerais ou arroz em áreas alagadas no Rio Grande do Sul podem receber a Aplicação de defensivos sem perdas significativas. O agricultor evita o desperdício de insumos, que chegam a representar até 30% do custo de produção em algumas culturas, e ainda garante que a pulverização seja feita de forma uniforme.

Outro ponto de destaque é a segurança. Em muitas propriedades, trabalhadores ainda são expostos diretamente a produtos químicos durante a aplicação. Com o uso do drone, esse contato é reduzido drasticamente. 

Além da pulverização líquida, os drones também permitem a dispersão de sólidos, como sementes e fertilizantes granulados. Esse recurso pode ser decisivo em momentos de replantio após perdas causadas por geadas ou chuvas fortes. Devido à antena RTK inclusa em seu sistema, a margem de erro inferior a dez centímetros assegura que a distribuição seja precisa, evitando sobreposição e falhas no plantio.





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Tarifas dos EUA reduzem investimentos da indústria gaúcha


As tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros reduziram a intenção de investir da indústria gaúcha. De acordo com a Pesquisa Sondagem Industrial, divulgada nesta terça-feira (2) pela Unidade de Estudos Econômicos do Sistema FIERGS, o índice que mede a disposição dos industriais em investir nos próximos seis meses recuou de 59 pontos, em julho, para 54,6 em agosto.

As projeções dos empresários para a demanda e as exportações também caíram no mesmo período. O índice de demanda passou de 53,6 para 49,4 pontos, enquanto o de exportações caiu de 50,1 para 44,4 pontos, o menor patamar desde junho de 2020. A expectativa de menor atividade levou as empresas a projetarem redução no número de empregados e na compra de insumos. O índice de empregados recuou de 51 para 47 pontos e o de aquisição de matérias-primas, de 51,9 para 48,9 pontos.

Segundo o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, a ausência de perspectivas para uma solução diplomática amplia a cautela do setor. “Enquanto não tivermos uma solução concreta para o problema, o cenário é de atenção entre os industriais gaúchos. O impacto da alta das tarifas não impacta só as empresas atingidas neste momento, mas causa incerteza para negócios no futuro”, afirmou. O Rio Grande do Sul é um dos estados mais prejudicados pela taxação americana, com 85,7% dos embarques da indústria de transformação destinados aos Estados Unidos atingidos pela medida.

Apesar da queda nas expectativas futuras em agosto, a produção industrial gaúcha alcançou 51,1 pontos em julho, resultado dentro da normalidade para o período em comparação a junho. Os índices da pesquisa variam de zero a 100 pontos, sendo valores acima de 50 indicativos de crescimento. O emprego, no entanto, recuou para 48,8 pontos, a segunda queda consecutiva.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) permaneceu em 70% em julho, estável em relação a junho, mas considerada abaixo do usual, com índice de 45,2 pontos. Ainda assim, ficou mais próxima do nível considerado adequado (50 pontos) do que no mês anterior, quando havia registrado 43 pontos.

Os estoques de produtos finais cresceram em julho frente a junho, mantendo-se acima do planejado, mas mais próximos do desejado pelas empresas. Tanto o índice de evolução mensal quanto o de estoques em relação ao planejado marcaram 51,1 pontos, completando quatro meses consecutivos acima de 50.

A pesquisa ouviu 164 empresas entre os dias 1º e 12 de agosto, sendo 37 pequenas, 56 médias e 71 grandes.





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Produção de acácia-negra cresce com demanda por energia


De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (28), o mercado da acácia-negra na região administrativa de Caxias do Sul permanece voltado principalmente à produção de energia. Cerca de 90% da madeira é destinada ao consumo doméstico, ao aquecimento industrial, além de usos em lareiras, olarias, restaurantes, padarias, pizzarias e para a produção de carvão. Uma parcela menor é utilizada como escora na construção civil. Com as temperaturas baixas no período, o corte e a comercialização foram intensificados. Em alguns municípios, houve incentivo ao plantio por parte de indústrias do setor, que forneceram mudas. A cultura mantém condições fitossanitárias adequadas, e os preços da lenha e da casca apresentaram leve elevação.

Na mesma região, a demanda por eucalipto segue estável, com utilização em lenha, toras, postes e carvão. Apesar disso, a implantação de novas áreas e o manejo da brotação permanecem abaixo do esperado, o que pode resultar em escassez nos próximos anos. As condições fitossanitárias são consideradas boas. Os preços variaram entre R$ 120 e R$ 200 por estéreo de lenha empilhada, R$ 170 a R$ 350 para lenha entregue ao consumidor e entre R$ 250 e R$ 350 para lenha picada. Em Lajeado, a redução nas vendas de carvão desacelerou a movimentação de madeira. Produtores têm enfrentado dificuldades com mão de obra e altos custos de exploração, o que tem levado à substituição gradual das florestas por cultivos anuais e pecuária. A produtividade média é de 300 st/ha no primeiro corte, entre seis e sete anos, e cerca de 220 st/ha no segundo corte com rebrota. Os estoques de lenha e carvão vegetal permanecem normalizados, garantindo o abastecimento do mercado nos próximos meses.

Na região de Passo Fundo, os bosques remanescentes estão sendo colhidos, e áreas florestais são convertidas em lavouras anuais. Os preços médios registrados foram de R$ 300 por metro cúbico de madeira para serraria em floresta em pé e de R$ 120 por metro cúbico estéreo para lenha entregue à indústria.

Em relação ao pínus, na região administrativa de Caxias do Sul, os preços e a procura por toras se estabilizaram após quedas nos primeiros meses do ano. O mercado segue com pouca movimentação para toras acima de 30 centímetros e estável para toras de 18 a 30 centímetros. As práticas de desrama e desbaste foram retomadas em áreas de menor diâmetro, mas muitas lavouras ainda são destinadas ao corte raso sem replantio, sendo gradualmente substituídas por outros cultivos. O setor alerta para risco de déficit de madeira nos próximos anos. A cultura apresentou boas condições fitossanitárias.

Em Passo Fundo, a coleta de resina de pínus ocorre de forma lenta e restrita a florestas já exploradas, sem disponibilidade de novas áreas para início da atividade.

 





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agronegócio é responsável por cerca de 40% do PIB estadual


O agronegócio segue como principal motor da economia do Rio Grande do Sul, responsável por cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. O dado integra a revista Radiografia da Agropecuária Gaúcha 2025, lançada nesta terça-feira (2/9), no estande do Governo do Estado, no Pavilhão Internacional da 48ª Expointer. A publicação, elaborada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), reúne informações atualizadas sobre a diversidade produtiva, os gargalos e as perspectivas do setor.

Com 43 páginas e disponível em português e em inglês, o material apresenta dados coletados entre 2024 e 2025 sobre 65 culturas agrícolas – entre grãos, frutas e hortaliças –, além das principais cadeias pecuárias, como bovinos de corte e leite, suínos, aves, ovinos, caprinos, bubalinos, equinos, apicultura e piscicultura. A Radiografia também fornece análises sobre irrigação, armazenagem de grãos, importações e exportações.

De acordo com o titular da Seapi, Edivilson Brum, a diversidade produtiva gaúcha garante segurança alimentar, movimenta a economia e fortalece o setor agroindustrial, além de atrair o interesse de outros países. “Essa vitalidade assegura não apenas a produção primária, mas também o potencial de transformação em produtos de maior valor agregado”, destacou, acrescentando que a publicação oferece maior previsibilidade ao produtor.

O chefe da Divisão Agropecuária do Departamento de Governança e Sistemas Produtivos da Seapi, Paulo Lipp João, lembrou que a revista existe desde 2019 e reúne as principais culturas produzidas no Estado. “É um panorama completo da nossa realidade produtiva, agora também disponível em inglês”, frisou.

Na abertura do evento, o diretor do Departamento de Governança dos Sistemas Produtivos, Paulo Roberto da Silva, ressaltou o trabalho coletivo envolvido na produção da publicação.

Produção e destaque nacional

Mesmo com os impactos climáticos, o RS manteve protagonismo na produção nacional de grãos, carnes e lácteos. O Estado segue líder em culturas como arroz, soja e milho, com expectativa de recuperação após perdas recentes. Também figura entre os maiores produtores de carne bovina, suína e de frango, além de leite, consolidando-se como um dos principais fornecedores de proteínas do país.

O estudo, no entanto, aponta entraves que limitam a competitividade do setor, como a dependência das condições climáticas, os gargalos logísticos e a necessidade de linhas de crédito mais acessíveis e estáveis para os produtores.

Perspectivas para 2025

A Radiografia projeta retomada do crescimento neste ano, impulsionada por investimentos em inovação tecnológica, pesquisa e diversificação de mercados. A abertura de novas frentes de produção e a valorização de cadeias como a olivicultura e a fruticultura são apontadas como caminhos para ampliar a base econômica e agregar valor às exportações.

Além da relevância econômica, a publicação enfatiza o papel social e estratégico da agropecuária para o desenvolvimento sustentável do Estado, reforçando a importância de políticas públicas e parcerias que garantam competitividade e resiliência ao setor.





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Crescente mercado de biometano atrai novos investimentos no Rio Grande do Sul


A importância do biometano na transição energética foi o tema do segundo dia do painel Diálogos Energia e Futuro, organizado pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e pela Casa Civil na 48ª Expointer. A apresentação de investimentos e projetos para a crescente demanda do gás produzido a partir de resíduos reuniu integrantes de empresas que são destaque nesse segmento no país e no Estado.

Realizado no estande do Governo do Estado na feira, o painel abordou a cadeia produtiva de ponta a ponta, desde a geração a partir de resíduos até o consumo final. O biometano pode ser utilizado em aplicações industriais, residenciais e veiculares.

Estratégias e investimentos

A Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR) detalhou sua estratégia de transformar resíduo de aterros sanitários para produzir gás. No município de Minas do Leão, a empresa investiu R$ 150 milhões, e agora produz 40 mil metros cúbicos (m³) de biometano por dia. A unidade já tem previsão de ampliação em 2028.

Antes disso, a CRVR terá outras inaugurações. A partir de julho de 2026, produzirá 34 mil m³ diários em uma planta em São Leopoldo, na Grande Porto Alegre. E seguirão novos investimentos com a finalidade de descentralizar a produção: em Santa Maria, Vitor Graeff e Giruá.

A empresa, que hoje produz 66 mil m³/dia, pretende alcançar 250 mil diários até 2030 – volume que representa 10% do consumo atual de gás natural do Estado (cerca de 2,5 milhões de m³/dia).

Na área de transporte, a Reiter Log apresentou a estratégia na busca de neutralizar carbono. Com frota de 2.400 caminhões, tem 290 movidos a gás, que podem usar biometano. O vice-presidente da empresa, Silvio Cesar, explicou que as rotas desses veículos são bem planejadas para encontrar a disponibilidade de abastecimento ao longo do percurso.

O executivo ainda detalhou o investimento que a Reiter Log fará para se tornar produtora de biometano. No município de Capão do Leão, foi constituída uma joint venture entre a Estancia Del Sur, empresa agropecuária do grupo, e a Geo Biogás & Carbon, para a construção de uma usina.

A unidade utilizará como matéria-prima resíduos orgânicos provenientes da produção agropecuária da própria estância para geração de biometano. O combustível abastecerá caminhões da Reiter Log, consolidando um modelo completo de economia circular. Com investimento de R$ 120 milhões, a planta deve começar a operar em 2027 com capacidade inicial de 400 mil m³ de biometano por mês.

Apostas

Na sequência do painel, Tiago Augusto Santos, diretor de Novos Negócios da Ultragaz, disse que a empresa aposta no modal rodoviário para a distribuição do gás no país. Assim, aproveita a capilaridade logística para acessar mercados afastados de gasodutos.

“Temos R$ 150 milhões para investir no Rio Grande do Sul, um Estado pujante e estratégico”, disse. A empresa atua na etapa final da cadeia: compressão, transporte e descompressão do biometano para o consumidor. “A Ultragaz foi a primeira empresa de GLP [gás liquefeito de petróleo] do Brasil, e hoje se posiciona como uma companhia de soluções energéticas”, disse o diretor.

No encerramento do segundo dia do Diálogos Energia e Futuro, Lucas Garrigós, diretor financeiro da Bioo, destacou a atratividade de investimentos em biometano. A empresa já tem uma unidade em Triunfo, com um contrato de venda da produção por dez anos. Agora, está em licenciamento uma planta em Passo Fundo.

A instalação no interior também tem a finalidade de internalizar o produto em locais não atendidos por gasodutos. Conforme o diretor, a falta dessa estrutura pode ser uma oportunidade para novos negócios. “Somos uma empresa jovem, indo para três anos de existência, e temos uma meta bastante clara na economia circular. Recebemos e tratamos resíduos da indústria e geramos biometano, além de biofertilizantes, que voltam para o agro”, detalhou Garrigós.

Expansão

As estratégias apresentadas mostram um ecossistema de biometano em franca expansão no Rio Grande do Sul, impulsionado por empresas que investem em tecnologia, infraestrutura e modelos de negócio circulares para superar os desafios e consolidar o Estado como um protagonista na transição energética nacional.

O painel Diálogos Energia e Futuro prossegue na quarta-feira (3/9), às 9h, no estande do Governo do Estado na Expointer. O tema será a logística envolvendo o hidrogênio verde. A mediação será do presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki.





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Dívidas dos produtores rurais gaúchos totalizam R$ 27,4 bilhões, conclui Farsul



A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) concluiu o levantamento das dívidas dos produtores rurais junto às principais instituições financeiras que operam crédito rural no estado. O valor total atinge R$ 27,4 bilhões e abrange cerca de 65 mil produtores rurais gaúchos.

Os números foram apresentados em reunião online intermediada pelo senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), na tarde desta terça-feira (2), com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, representando o governo federal.

Limite das dívidas

O montante levantado pela assessoria econômica da Farsul junto ao Banco do Brasil, Sicredi e Banrisul e que inclui as Cédulas de Produto Rural (CPRs), é dividido em dois valores: R$ 18,4 bilhões engloba as dívidas dentro do enquadramento da proposta do governo que considera teto máximo de R$ 250 mil, R$ 1,5 milhão e R$ 3 milhões para demais produtores; aqueles que extrapolam o limite totalizam R$ 8,9 bilhões.

O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, reforçou a posição da entidade da necessidade de abranger todos os produtores rurais nas renegociações, incluindo aqueles que ultrapassam os valores limites, bem como os valores ligados a cerealistas, distribuidoras e revendas.

Considerando a proximidade do início da safra 2025/2026, Gedeão também ressaltou a necessidade da urgência na aplicação das medidas. “Daqui um mês botaremos as máquinas no campo e o produtor está descapitalizado. Temos que ter velocidade. Precisamos de uma solução”, afirmou.

O encontro faz parte das tratativas de renegociação do endividamento gerado em razão da sequência de estiagens que assola o Rio Grande do Sul desde 2020.



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