sexta-feira, maio 1, 2026

Autor: Redação

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indústria tenta reduzir preço da arroba, mas demanda segura cotação



O mercado físico do boi gordo começa a se deparar com algumas tentativas de compra em patamares mais baixos no decorrer desta semana.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, algumas indústrias passam a indicar uma posição mais confortável das escalas de abate, com boa incidência de animais confinados.

Os grandes frigoríficos, por sua vez, possuem boa incidência de animais de parceria (contratos a termo) e a utilização de confinamentos próprios.

“No ponto de vista da demanda, as exportações seguem em altíssimo nível e são o grande diferencial para o ano”, disse.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 313 — ontem: R$ 312,42
  • Goiás: R$ 306,61 — R$ 305,54
  • Minas Gerais: R$ 299,71 — R$ 304,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,20 — R$ 317,05
  • Mato Grosso: R$ 313,38 — R$ 312,70

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com alguma volatilidade, com recuperação dos preços do traseiro bovino no decorrer da semana.

O ambiente de negócios ainda sugere por altas no decorrer da primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo.

“A situação das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango, ainda é relevante no curto prazo, ressaltando que a população de menor renda seguirá priorizando o consumo de proteínas mais acessíveis, com destaque para embutidos, frango e ovos“, diz Iglesias.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 24 por quilo, alta de R$ 1,10; o dianteiro foi cotado a R$ 18,00 por quilo, queda de R$ 0,25; enquanto a ponta de agulha foi indicada a R$ 17,00 por quilo, queda de R$ 0,25.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,66%, sendo negociado a R$ 5,4753 para venda e a R$ 5,4733 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4452 e a máxima de R$ 5,5012.



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Procurador pede suspensão do leilão do túnel Santos-Guarujá; entenda


O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) protocolou um requerimento na terça-feira (2), no Tribunal de Contas da União (TCU), pedindo a suspensão do leilão do túnel Santos-Guarujá, marcado para esta sexta-feira (5), na sede da B3, em São Paulo. O processo ainda não foi aberto para análise.

Assinado pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, o documento questiona o modelo do leilão, que poderia sugerir que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) “teria favorecido grupos estrangeiros e imposto restrições às empresas brasileiras, inviabilizando sua participação no certame”.

Para Furtado, o modelo atual do leilão impediu que empresas brasileiras, como Odebrecht e Andrade Gutierrez, pudessem apresentar propostas “devido à impossibilidade de obter financiamento ou atender às garantias exigidas pelo BNDES”.

Ao todo, apenas duas empresas estrangeiras apresentaram propostas para participar do certame para a construção do túnel, que vai ligar as cidades de Santos e Guarujá, no litoral paulista. As empresas que vão participar do leilão são a espanhola Acciona e a portuguesa Mota-Engil.

“Adicionalmente, há alegações de que o BNDES teria favorecido grupos estrangeiros, como a espanhola Acciona e a portuguesa Mota-Engil, esta última com participação acionária da gigante chinesa CCCC. A meu ver, tal situação levanta preocupações sobre a possível exclusão de empresas brasileiras em um projeto estratégico para o país, comprometendo a soberania nacional e o desenvolvimento da indústria de infraestrutura local”, escreveu Furtado no requerimento.

O túnel

projeto túnel santos guarujáprojeto túnel santos guarujá
Perspectiva do projeto, em desenho do Ministério de Portos e Aeroportos

O túnel Santos-Guarujá será a primeira travessia submersa do Brasil e terá 1,5 quilômetro de extensão, sendo 870 metros imersos, com módulos de concreto pré-moldados instalados no leito do canal portuário.

Quando concluído, o túnel se tornará a principal via de ligação entre as duas cidades, que atualmente é feito por via terrestre, em um trajeto de 43 km pela Rodovia Cônego Domênico Rangoni, ou por meio de balsas. Com o túnel, a previsão é de que o tempo gasto nessa travessia deva cair para cerca de 2 minutos.

O investimento estimado é de R$ 6,8 bilhões, com aporte público de até R$ 5,14 bilhões, dividido igualmente entre o governo de São Paulo e o governo federal. O restante será coberto pela iniciativa privada.

Posição do BNDES

Em resposta à Agência Brasil, o BNDES informou não ter recebido o ofício do MPTCU e que “não há qualquer pedido de financiamento privado para a construção do túnel Santos Guarujá”.

“O banco [BNDES] é o principal financiador de infraestrutura do Brasil e tem tido uma atuação inovadora no setor com amplo reconhecimento, tendo recebido 17 premiações internacionais desde 2023 pela estruturação de financiamento a grandes projetos de infraestrutura”, diz a nota da instituição.



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Produtor de soja também de olho no milho; confira o fechamento de mercado



A quarta-feira (3) foi de poucas mudanças no mercado brasileiro de soja. Os preços recuaram em algumas praças, em dia de poucas ofertas no mercado. “No Paraná, a diferença entre comprador e vendedor é de R$ 5 e há poucos lotes saindo. Em Goiás rodaram volumes melhores, mas, no geral, o mercado esteve calmo”, resumiu o analista e consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira.

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Na safra nova, o mercado manteve a mesma linha. “Os contratos futuros recuaram em Chicago, o dólar também está no vermelho e os prêmios melhoraram, mas o efeito altista não apareceu”, explica o analista. Segundo ele, muitas empresas já estão cobertas de posição. Já o produtor segura a soja, já de olho no plantio da próxima safra e buscando negócio no milho, completou.

No mercado físico, os preços de soja evoluíram da seguinte forma:

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 140,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 135,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 140,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 126,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais baixos. Os fundamentos voltaram a ser motivo de preocupação, principalmente as dúvidas sobre a demanda chinesa pela soja americana.

A ausência de procura por parte do principal comprador do mundo teve sua preocupação reforçada pela oposição geopolítica aos Estados Unidos. Pequim está recebendo esta semana líderes não ocidentais, incluindo o presidente russo Vladimir Putin e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi. Os chineses têm dado preferência ao produto do Brasil e de outros países sul-americanos.

O temor é que essa demonstração de vínculo com outras nações comprometam ainda mais as negociações comerciais entre China e Estados Unidos.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 9,50 centavos de dólar, ou 0,91%, a US$ 10,31 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,50 por bushel, com baixa de 9,50 centavos ou 0,89%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,30, ou 0,45%, a US$ 282,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 51,84 centavos de dólar, com perda de 0,82 centavo ou 1,55%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,39%, sendo negociado a R$ 5,4538 para venda e a R$ 5,4518 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4344 e a máxima de R$ 5,4684.



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Falta um mês para a Abertura Nacional do Plantio da Soja; inscreva-se!



Faltam exatos 30 dias para a Abertura Nacional do Plantio da Soja, evento que marca o início da safra de soja 2025/26. As inscrições para participação presencial estão abertas e são gratuitas. O processo é simples: basta acessar o link, preencher os dados e garantir a vaga. É simples, né?

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A cerimônia será realizada no dia 3 de outubro, a partir das 9h (horário de Brasília), na Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS), e também celebra o início da 14ª temporada do projeto Soja Brasil.

Organizado pelo Canal Rural, em parceria com a Aprosoja Brasil, o evento reunirá autoridades, produtores rurais e especialistas para debater temas como o mercado mundial da soja, condições climáticas e cenário geopolítico.

Além das discussões, os participantes poderão acompanhar máquinas agrícolas em operação no campo e participar de um almoço de confraternização.





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AgroNewsPolítica & Agro

Lideranças do agro reforçam união durante visita à Expointer 2025


O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) esteve, nesta segunda-feira (1º), na Casa do Sindicato de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), durante a Expointer 2025, em Esteio (RS). A visita contou também com a presença do presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, e do presidente do Simers, Claudio Bier.

Encontro de cúpula no agro

No encontro, as lideranças discutiram medidas conjuntas para fortalecer o agronegócio brasileiro, com destaque para a mecanização agrícola, políticas de incentivo à produção e os desafios enfrentados pelo setor diante de um cenário de custos elevados e pressões ambientais.

Segundo Claudio Bier, presidente do Simers, “a união entre entidades é essencial para garantir competitividade ao produtor. Precisamos de políticas públicas que estimulem inovação, crédito acessível e sustentabilidade”.

Já o presidente da CNA reforçou a importância do diálogo constante com os estados. “O agro gaúcho tem papel estratégico na produção nacional, seja na pecuária, nos grãos ou na indústria de máquinas agrícolas. Estar aqui é reconhecer essa força e trabalhar em conjunto por soluções de longo prazo”, afirmou.

Expointer como espaço de articulação

A presença das três lideranças reforça a função da Expointer como mais do que uma vitrine de tecnologia: o evento se consolida como espaço de articulação política e institucional. Para Gedeão Pereira, presidente da Farsul, “a feira sempre foi palco de negócios e inovação, mas também é um fórum de debates que influencia decisões em Brasília e nos estados”.

Com público esperado de mais de 500 mil visitantes e bilhões em negócios, a Expointer mantém sua relevância como a maior feira agropecuária da América Latina, reunindo pecuaristas, agricultores, indústria e governo.

Impactos para o setor

O encontro sinaliza uma agenda conjunta entre CNA, Farsul e Simers para enfrentar os gargalos da produção e ampliar a voz do setor nos debates nacionais. Entre os temas discutidos estão crédito rural, logística, política de exportação e apoio à inovação tecnológica.

A expectativa é que, a partir dessa aproximação, novas propostas sejam encaminhadas ao governo federal e estadual nos próximos meses. “Mais do que celebrar conquistas, a Expointer é o momento de alinhar estratégias que impactam toda a cadeia produtiva”, resumiu Claudio Bier.

   





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La Niña tem 60% de chances de ocorrer; veja as regiões onde deve chover mais



O fenômeno El Niño está descartado pelos modelos meteorológicos desde março deste ano. Com isso, acreditava-se em neutralidade climática porque as anomalias de temperatura da superfície do mar permaneceram próximas da média ao longo dos últimos meses.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Contudo, os mais recentes dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM) indicam que esse padrão pode estar com os dias contados. Isso porque a tendência para o surgimento do La Niña nos próximos meses é cada vez mais forte, ainda que o fenômeno deva ser de fraca intensidade. Mesmo assim, tal cenário traz mudanças no regime de chuvas do Brasil.

De acordo com as previsões dos Centros Globais de Produção de Previsão Sazonal da OMM, as chances estão assim distribuídas de setembro a novembro de 2025:

  • 55% de probabilidade de formação da La Niña
  • 45% de probabilidade de manutenção das condições neutras
  • 0% de chance de formação de um El Niño

Outubro a dezembro de 2025:

  • 60% de chance de La Niña
  • 40% de chance de neutralidade

Esses valores indicam que a tendência de La Niña se fortalece com o avanço da primavera, tornando cada vez mais provável a instalação do fenômeno ainda em 2025.

Segundo a Climatempo, é importante destacar que, para que o fenômeno seja oficialmente caracterizado, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) considera, principalmente, o Índice Oceânico Niño (ONI), sendo necessário que a anomalia da temperatura da superfície do mar fique abaixo de -0,5 °C por três trimestres móveis consecutivos.

“Neste momento, ainda não há essa confirmação, mas os modelos já indicam que a tendência pode se consolidar nos próximos meses”, ressalta a empresa.

O que esperar do fenômeno La Niña?

Apesar da possível fraca intensidade, os impactos típicos da La Niña podem ocorrer, especialmente em regiões mais sensíveis à variabilidade climática. De acordo com a Climatempo, entre os efeitos mais comuns, destacam-se:

  • Chuvas acima da média no Norte e Nordeste do Brasil, especialmente durante o verão;
  • Tempo mais seco no Sul do Brasil, o que pode agravar ou antecipar estiagens em áreas agrícolas;
  • Risco maior de incêndios no Pantanal e na Amazônia, caso haja redução das chuvas em meses-chave.

Segundo a Climatempo, por ser um fenômeno que interage com outros sistemas atmosféricos, como a Oscilação Madden-Julian e os padrões de bloqueio atmosférico, os efeitos da La Niña podem variar bastante de um ano para o outro, especialmente em episódios fracos e de curta duração.



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Embrapa lança gramínea BRS Sarandi: a evolução do capim andropogon


Pecuaristas, a busca por forrageiras mais produtivas e resistentes aos desafios climáticos e biológicos é uma constante na pecuária. A Embrapa lançou uma gramínea que promete ser um “porto seguro” para o produtor. Durante a Dinapec 2025, em Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul, a Embrapa Cerrados apresentou a nova cultivar de capim-andropogon, a BRS Sarandi. Assista ao vídeo abaixo e confira a novidade. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Nesta reportagem especial, o Giro do Boi conversou com Allan Kardec Ramos, pesquisador da Embrapa Cerrados, que participou de todo o processo de pesquisa.

Ele detalhou as virtudes da BRS Sarandi, uma planta adaptada a solos fracos e ideal para os sistemas de cria e recria.

BRS Sarandi: a evolução do capim andropogon

Foto: Divulgação/Embrapa

O BRS Sarandi é a evolução de um capim tradicional na pecuária brasileira, o andropogon. Após 15 anos de trabalho e esforço, a Embrapa desenvolveu uma planta que agrega todas as características valiosas do andropogon, mas com diferenciais importantes:

  • Maior proporção de folhas: A planta tem mais folhas e um porte mais baixo, o que facilita o manejo do pastejo e promove uma maior produtividade animal. Na prova de desempenho, a planta surpreendeu com ganhos acima de 1,1 kg por animal ao dia.
  • Resistência extrema a pragas: A BRS Sarandi é extremamente resistente à cigarrinha e a outros insetos que podem comprometer a pastagem.
  • Controle de nematoides: A gramínea tem um baixo fator de reprodução para nematoides, o que a torna uma excelente opção para rotação de cultivos e como planta de cobertura.
  • Rebrote rápido: A planta tem um rápido rebrote após as primeiras chuvas, o que a torna ideal para a fase de transição entre a seca e as águas, garantindo pasto de qualidade.

O andropogon como “porto seguro”

Foto: Divulgação/Embrapa

O andropogon sempre foi um capim rústico, que tolera desafios e é um “porto seguro” para o pecuarista quando outras forrageiras colapsam. A BRS Sarandi, com suas novas características, agrega ainda mais valor a essa virtude.

A nova cultivar facilita o manejo do pastejo, tem uma touceira mais uniforme, com mais perfilhos e perfilhos mais finos. Isso se traduz em mais massa verde e uma qualidade de forragem superior.

Allan Kardec Ramos ressalta que o melhoramento genético vegetal é a base de toda a produção de carne brasileira.

A Embrapa, com seu portfólio de cultivares, tem se preocupado em atender às demandas dos produtores, oferecendo plantas específicas e especializadas para cada bioma, tipo de solo e sistema de produção.

Manejo e acesso à tecnologia

Para a implantação e manejo da BRS Sarandi, a Embrapa disponibiliza uma publicação específica e um comunicado técnico com orientações sobre preparo do solo, correção, semeadura e recomendação de altura para entrada e saída do gado.

A nova cultivar, a exemplo das demais cultivares da Embrapa, está na plataforma Pasto Certo. No portal embrapa.br/cultivares, o produtor tem acesso a todas as informações, links para as publicações e o confronto das características morfológicas, zootécnicas e agronômicas da planta.

A BRS Sarandi é um produto que nos orgulha e é a bola de segurança que todo pecuarista precisa. Com a tecnologia da Embrapa, é possível produzir mais e com mais sustentabilidade.



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Conab anuncia R$ 21,7 milhões para equalização de preços da safra 24/25 de feijão



Na manhã desta quarta-feira (3), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou, durante a Expointer 2025, o investimento de R$ 21,7 milhões para equalização de preços de 50 mil toneladas de feijão cores e feijão-preto da safra 2024/2025 dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O presidente da entidade, Edegar Pretto, e o diretor de Operações e Abastecimento, Arnoldo de Campo, detalharam como será realizado o apoio aos agricultores e agricultoras feijoeiros da região Sul do país. Essas são as primeiras ações deste ano para dar suporte ao escoamento de feijão da safra 2024/2025 para fora dos estados de origem da produção.

“Queremos arrematar até 50 mil toneladas de feijão para enxugar este mercado e garantir que nosso produtor receba o mínimo pelo custo de sua produção. Assim, ele segue motivado a continuar plantando feijão e os preços ficam equilibrados nas prateleiras dos supermercados”, ressaltou Pretto.

Para isso, a Conab realiza, nos próximos dias 10 e 11, os primeiros leilões públicos do grão. Serão ofertadas 25 mil toneladas para o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e também 25 mil toneladas para o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP).

Leilões da agricultura familiar

Os leilões marcados para a próxima quarta-feira (10) são destinados para a participação da agricultura familiar. A Companhia ofertará 7,5 mil toneladas de Pepro de feijão preto exclusivamente para esse público, bem como suas cooperativas sediadas nos estados da região Sul do país.

Segundo Pretto, para receber o prêmio, o produtor ou cooperativa deverá comprovar a produção e a venda/escoamento do feijão preto para indústria de beneficiamento ou comerciante de uma localidade diferente de onde ocorre o plantio do produto.

No mesmo dia, também serão oferecidas outras 7,5 mil toneladas de PEP para indústrias de beneficiamento e comerciantes de feijão preto do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Neste leilão de Prêmio para Escoamento de Produto, o participante deverá comprovar a compra do feijão preto in natura obrigatoriamente de agricultores familiares diretamente ou por meio de suas cooperativas, pelo Preço Mínimo e o posterior escoamento do produto.

Já na próxima quinta (11) o leilão Pepro será realizado, desta vez, em caráter de ampla concorrência, ou seja, todos os produtores, cooperativas, inclusive agricultores familiares, poderão participar.

O mesmo ocorre com a operação de PEP, em que as indústrias de beneficiamento e comerciantes do grão deverão comprovar a compra do feijão preto in natura de agricultores, inclusive da agricultura familiar, pelo preço mínimo e o posterior escoamento do produto.

Limite para subvenção

O limite por produtor para a subvenção é de 8,4 toneladas do grão. De acodo com a Conab, caso o agricultor participe das operações de Pepro e venda seu produto para os arrematantes nos leilões de PEP, esse volume máximo estabelecido não poderá ser excedido.

Para participar dos leilões, os interessados deverão estar inscritos na Bolsa de Mercadorias pela qual pretendem atuar e em situação regular perante o Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais (Sican) da Conab, além de possuir cadastro em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), como também perante ao Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), entre outras exigências previstas nos editais.

Cálculo do Valor Máximo do Prêmio

O Valor Máximo do Prêmio (VMP) será calculado pelo Mapa de acordo com a fórmula VMP = PM – Pmm, onde: VMP é o Valor Máximo do Prêmio; PM é o Preço Mínimo vigente; e Pmm é o Preço médio de mercado do produto na Unidade da Federação ou na região de produção apurado pela Conab.

O Preço Mínimo de garantia do governo vigente para a safra 2024/2025 é de R$ 181,23 por 60 kg para o feijão cores; e de R$ 152,91 por 60 kg para o feijão-preto.

A ação foi autorizada pela Portaria Interministerial dos ministérios da Agricultura e Pecuária, da Fazenda, do Planejamento e Orçamento, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar n.º 24/2025, publicada em 25 de agosto de 2025.

O documento define um volume de recursos de até R$ 21,7 milhões para escoamento de 32,4 mil toneladas de feijão da safra 2024/25 para fora dos estados de origem da produção.

Serviço:

Leilões de Pepro e PEP de feijão
Aviso Pepro nº 80/2025
Data: quarta-feira, 10 de setembro
Horário: a partir de 9h

Aviso PEP nº 81/2025
Data: quarta-feira, 10 de setembro
Horário: a partir de 9h

Aviso Pepro nº 82/2025
Data: quarta-feira, 11 de setembro
Horário: a partir de 9h

Aviso PEP nº 83/2025
Data: quarta-feira, 11 de setembro
Horário: a partir de 9h



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Presidente da Aprosoja RS comenta PL que auxilia afetados por desastres climáticos



A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (2), o projeto de lei que concede preferência no recebimento dos recursos financeiros do Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais às unidades produtivas familiares rurais atingidas por desastres climáticos. A proposta, agora, será enviada ao Senado.

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Segundo o texto aprovado, a preferência será para recursos destinados à reestruturação da infraestrutura produtiva. As famílias beneficiárias também receberão assistência técnica prioritária para a elaboração e implantação de projeto de reestruturação, contemplando ações de planejamento e gestão de riscos em eventos climáticos.

O presidente da Aprosoja Rio Grande do Sul, Ireneu Orth, avaliou que a proposta é positiva, mas reforçou a necessidade de avanço em todo o processo legislativo. ”Isso mostra que, mais uma vez, há um reforço para que o pequeno produtor de soja possa ter acesso ao crédito”, afirmou.

Segundo ele, no entanto, é preciso que a tramitação continue, que passe pelas comissões onde ainda tem que passar, seja aprovada no Senado e, posteriormente, receba a sanção presidencial.

Orth acrescentou que a medida é “mais um elemento, mais um fator que demonstra como a Câmara dos Deputados tem defendido o setor primário, especialmente o pequeno e médio produtor”. Por outro lado, destacou que “essa mesma posição não é defendida por parte do governo”.

Ireneu Orth completou: ”Ainda assim, vamos ficar na torcida para que o projeto avance nas etapas necessárias, seja aprovado e colocado em prática. Só assim nós teremos, quem sabe, uma maior oportunidade para que o pequeno e médio produtor tenha acesso a esses financiamentos.”



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