sexta-feira, maio 1, 2026

Autor: Redação

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Ministério regulamenta pedidos de registro de novos defensivos agrícolas



O Ministério da Agricultura regulamentou o recebimento de pedidos de registros de novos defensivos agrícolas. A partir de 15 de setembro de 2025, as empresas que pretendem pleitear o registro de agrotóxicos deverão protocolar seus novos processos de registros exclusivamente junto ao Ministério da Agricultura por meio de sistema eletrônico, conforme ato da Secretaria de Defesa Agropecuária da pasta, publicado no Diário Oficial da União.

O ato ocorre no âmbito da regulamentação da Lei 14.785/2023, conhecida como novo marco legal dos defensivos agrícolas, que estabelece a competência do protocolo e distribuição das solicitações de registro de agrotóxicos ao Ministério da Agricultura.

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Após o recebimento dos pedidos de registro de novos produtos, o ministério deve distribuir os processos para análise dos órgãos competentes – à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

De acordo com a portaria, os protocolos de registros de produtos pleiteados a partir de 15 de setembro juntamente à Anvisa e Ibama não serão considerados.

A lei que regulamenta o registro, controle e fiscalização de defensivos agrícolas estabelece que o peticionamento para registro dos produtos deve ser centralizado no Ministério da Agricultura, que coordena a fila de protocolos. Mas a análise sobre os produtos permanece de forma tripartite, sendo compartilhada pelos órgãos de defesa agropecuária, de meio ambiente e saúde pública.



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Exportações de soja dos EUA registraram alta em julho



As exportações de soja dos Estados Unidos somaram 1,751 milhão de toneladas em julho, um aumento em relação ao número de 1,500 milhão de toneladas registradas em junho e 1,495 milhão de toneladas do mesmo período de 2024. Os dados são do Departamento de Comércio dos EUA.

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Derivados de soja

No segmento de derivados, as exportações de farelo de soja também cresceram, alcançando 1,010 milhão de toneladas em julho, ante 1,000 milhão de toneladas no mês anterior e 768,430 mil toneladas em julho do ano passado.

Já o óleo de soja apresentou queda, com 28,651 mil toneladas embarcadas, abaixo das 42,540 mil toneladas de junho e das 44,168 mil toneladas de julho de 2024.

As informações são da consultoria Safras & Mercado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Arena do Turismo Rural é novidade na Expointer 2025



Espaço de 400m² aposta em valorização do setor rural e das tradições gaúchas


Foto: Divulgação

Quem caminha perto das tradicionais esferas do Parque Assis Brasil, em Esteio, logo percebe uma nova área na 48ª Expointer. É lá que está localizada a Arena do Turismo Rural, um espaço de 400m² que contempla duas estruturas cobertas, conectadas por um pergolado para a circulação dos visitantes. O ambiente promove os destinos turísticos gaúchos através da valorização das manifestações culturais e das experiências locais.   

A ação inédita é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul (Setur/RS) e a Associação Brasileira das Agências de Viagens do Rio Grande do Sul (ABAV/RS).  

Posicionada em local estratégico, a Arena se divide em dois ambientes: o pavilhão principal é inteiramente voltado ao turismo rural, com agências receptivas associadas à ABAV posicionadas em balcões para promover pacotes e roteiros pelo Estado; em frente – e conectada através de uma passagem – está uma área de mesmo tamanho que retrata a história, origens e símbolos do tropeirismo, com direito a historiadores da área contando as tradições para turmas de estudantes que visitam o estande. No mesmo espaço se encontra a área reservada para apresentações artísticas de grupos gaúchos. 

A área, de 400m² ao todo, reconhece o segmento do turismo rural em um importante contexto: nesta quarta-feira (3/9), o secretário estadual do Turismo, Ronaldo Santini, e o ministro do Turismo, Celso Sabino, promovem a assinatura da portaria de autorização do Cadastro de Produtores Rurais no sistema de cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor de turismo, o Cadastur. Com a Nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024, os produtores rurais podem aderir ao Cadastur como prestadores de serviços turísticos, permitindo a promoção de produtos voltados à agricultura familiar. 

Programação dos próximos dias

De quinta-feira (4/9) até domingo (7/9), a Arena do Turismo Rural conta com uma extensa programação de ativações, com exposições de municípios, de produtores gaúchos, além de apresentações culturais, musicais e de cheffs.





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Brasil deve colher 55,2 milhões de sacas de café em 2025, diz Conab



O Brasil deve colher 55,2 milhões de sacas de café, estima a Companhia Nacional de Abastecimento ( Conab). Esse número representa um crescimento de 1,8% em comparação com 2024.

De acordo com levantamento divulgado nesta quinta-feira (4) pela Conab, a produção estimada de café em 2025 é influenciada pela recuperação de 3% na produtividade das lavouras na média nacional, saindo de 28,8 sacas por hectare em 2024 para 29,7 sacas por hectare neste ano. Já a área em produção para o atual ciclo está estimada em 1,86 milhão de hectares, redução de 1,2% ao se comparar com 2024, enquanto a área em formação registra um aumento de 11,9%, podendo chegar a 395,8 mil hectares.

Com isso, a área total destinada à cafeicultura em 2025, considerando as espécies arábica e conilon tanto em produção como em formação, é de 2,25 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 0,9% em relação ao ano anterior.

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A produção do café arábica está estimada em 35,2 milhões de sacas beneficiadas, o que representa uma redução de 11,2% em comparação à safra anterior. Essa queda é explicada, principalmente, pelo ciclo de baixa bienalidade associado à redução da área em produção. Minas Gerais, principal estado produtor de café do país, concentra a maior área com a espécie, totalizando 1,38 milhão de hectares, equivalente a 75,2% da área nacional de arábica.

No estado, a produção está estimada em 24,7 milhões de sacas, redução de 10,8% em relação ao volume total produzido na safra anterior. Além da bienalidade negativa, o registro de longo período de seca nos meses que antecederam à floração influencia na queda esperada.

No caso do conilon, a produção está estimada em 20,1 milhões de sacas beneficiadas, acréscimo de 37,2% em relação à safra anterior. Esse resultado é atribuído à melhor regularidade climática durante as fases críticas das lavouras, que favoreceu parte das floradas, e à boa formação de frutos por rosetas, em especial no Espírito Santo que representa 69% da produção de conilon no país.

No estado, espera-se uma colheita de 13,8 milhões de sacas desta espécie, incremento de de 40,3% em relação à safra anterior. Esta alta é justificada pelas boas precipitações verificadas no norte do estado, que beneficiaram as lavouras de conilon.

Exportações

O Brasil exportou 23,7 milhões de sacas de 60 quilos de café no acumulado de janeiro a julho de 2025, o que representa uma redução de 16,4% na comparação com igual período de 2024, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Apesar da redução no comparativo anual, a quantidade exportada nos sete primeiros meses de 2025 é a terceira maior já registrada no Brasil, na comparação com igual período dos anos anteriores. Essa redução no volume de café exportado pelo Brasil nos primeiros meses de 2025 já era esperada, sendo influenciada pela restrição dos estoques internos após o recorde de exportação em 2024 e pela limitação da produção de arábica na safra em andamento.

No mesmo intervalo, a exportação brasileira de café nos sete primeiros meses de 2025 somou cerca de US$ 9 bilhões, o que representa uma alta de 44,1% na comparação com igual período de 2024 e corresponde ao maior valor já registrado para o período, na comparação com os anos anteriores. A alta dos preços internacionais do café, especialmente no primeiro bimestre do ano, favoreceu esse aumento da exportação em valor, mesmo com a queda do volume embarcado no período.



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Decisão judicial sobre uso de herbicida 2,4-D causa preocupação entre produtores de grãos do RS



Em decisão proferida na última segunda-feira (1º), a juíza Patrícia Antunes Laydner, da Vara Regional do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, determinou a proibição imediata do uso do herbicida à base de 2,4-Dem toda a região da Campanha Gaúcha. A restrição também vale para áreas localizadas a menos de 50 metros de plantações de uva e maçã em qualquer região do estado.

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A magistrada destacou que o produto tem alto potencial de deriva, quando partículas do químico são carregadas pelo vento, atingindo lavouras vizinhas e provocando danos ambientais e riscos à saúde. Entre as culturas mais vulneráveis, foram citadas a viticultura e a fruticultura familiar.

A liminar concede 120 dias para que o governo estadual apresente e implemente um sistema de monitoramento e fiscalização, além de definir zonas de exclusão em locais de maior risco de deriva. Também prevê ampla divulgação da medida a agricultores, distribuidores de insumos e à população. O descumprimento pode gerar multa diária de R$ 10 mil.

Impacto na safra de grãos

Às vésperas do início da safra 2025/26, a decisão gera apreensão entre produtores de grãos, especialmente de soja e arroz.

“Essa decisão traz pontos positivos para culturas mais sensíveis, mas para os produtores de grãos da nossa região tem diversos impactos negativos. Um deles é o alto custo de tecnologias alternativas* contra ervas daninhas resistentes, já que o 2,4-D é, até agora, uma ferramenta barata e eficaz. Além disso, muitos produtores já adquiriram sementes de soja da tecnologia Enlist, que exigem o uso desse herbicida em etapas posteriores. Isso gera complicações na implantação e desenvolvimento da nova safra. No entanto, é preciso buscar caminhos de coexistência entre todas as culturas, pensando sempre no desenvolvimento regional”, afirmou Gilberto Dickel da Fontoura, presidente da Cotrisul, cooperativa de produtores de grãos de Caçapava do Sul.

Secretaria da Agricultura

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi)informou que está avaliando as medidas cabíveis diante da decisão, com o objetivo de assegurar a proteção das lavouras e evitar prejuízos ao calendário agrícola.

Durante a Expointer, a pasta assinou um protocolo de intenções para fortalecer a Política Estadual de Conservação do Solo e da Água, em parceria com entidades como Emater, Fetag-RS e CREA-RS, reforçando o compromisso com práticas agrícolas sustentáveis.

A Seapi lembrou ainda que, desde 2019, adota medidas específicas para reduzir os impactos da deriva do 2,4-D, como as Instruções Normativas nº 05 e 06, que instituíram termos de responsabilidade, cadastramento de aplicadores, registro de áreas sensíveis e exigência de declaração de uso.

Segundo dados da Secretaria, essas ações já resultaram em avanços: houve redução de 40,28% nas ocorrências de deriva entre a safra 2022/23 e as anteriores, acumulando uma queda superior a 63% nos últimos dois anos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Painelistas destacam potencial crescente do hidrogênio verde no Rio Grande do Sul


Diálogos Energia e Futuro, desta quarta-feira (3/9), na Expointer, entrou no debate sobre hidrogênio verde, produzido a partir da eletrólise da água utilizando fontes limpas, como eólica e solar. O investimento no novo vetor energético nasce da necessidade de se buscar alternativas sustentáveis de olho na descarbonização. O painel focou a questão logística do combustível. Participaram representantes de quatro empresas das 12 aprovadas para receberem subvenção econômica do governo do Estado por meio de edital de R$ 102,4 milhões lançado em junho.

A Tramontina propõe a implantação de uma unidade de produção de hidrogênio verde para o energético abastecer a frota de empilhadeiras e veículos industriais internos da empresa, eliminando emissões de carbono. Também será destinado à alimentação de fornos industriais atualmente movidos a hidrogênio cinza, produzido a partir de fontes fósseis. “A Tramontina sempre acreditou no hidrogênio verde como combustível do futuro”, disse o conselheiro-consultor da empresa, Osvaldo Steffani.

O projeto da Refinaria de Petróleo Riograndense prevê a geração de hidrogênio para a produção, em Rio Grande, de combustível sustentável de aviação (Sustainable Aviation Fuel  – SAF). Está prevista, também, a autossuficiência em hidrogênio, com o reaproveitamento de subprodutos como insumo para a produção, reduzindo a intensidade de carbono e eliminando a dependência de fontes fósseis. “Não adianta ser renovável, tem de ser sustentável”, disse o gerente de Novos Negócios da Refinaria Riograndense, João Luís Bulla.

Mobilidade sustentável com hidrogênio verde

A iniciativa da RD Locações em parceria com Protium Dynamics, Marcopolo e empresa Sete de Setembro propõe uma solução completa de mobilidade sustentável com hidrogênio verde no Rio Grande do Sul. A ação abrange a produção local a partir de fontes renováveis, operação de ônibus com células a combustível para transporte urbano e a comercialização do oxigênio gerado, visando descarbonizar o transporte pesado e impulsionar a economia do hidrogênio no Estado. “Definimos que precisávamos produzir onde houvesse produção, pressurização, armazenamento e abastecimento”, afirmou Ricardo Vieira, gerente comercial da RD Locações.

A Be8, em Passo Fundo, projeta a instalação de um posto de abastecimento de hidrogênio verde para caminhões extrapesados com motores adaptados, utilizando o combustível produzido a partir de etanol. Com investimento estimado em R$ 38,7 milhões, a iniciativa busca avaliar a viabilidade técnica, operacional e econômica do uso do H2V no transporte rodoviário pesado, contribuindo para a descarbonização do setor e posicionando o Rio Grande do Sul como referência nacional na transição energética. “A iniciativa do governo do Estado  em incentivar o hidrogênio verde é fundamental”, disse Camilo Abduch Adas, diretor de transição energética e relações institucionais da Be8.

A busca por soluções sustentáveis para reduzir as emissões de carbono tem movimentado governos, empresas e centros de pesquisa. No caso do Rio Grande do Sul, o edital de subvenção econômica do governo atraiu 16 empresas, cujos projetos somados, entre recursos próprios e o aporte, chegam a quase R$ 1 bilhão, o que mostra o potencial do segmento.

O Diálogos Energia e Futuro, organizado pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e pela Casa Civil, terá continuidade nesta quinta (4), também abordando o hidrogênio verde. O foco será em fertilizantes. Participam Roberto Zuch, da Infravix Engenharia; Stevan Silveira, da Renobrax; e Luiz Paulo Hauth, da BeGreen Bionergia. A mediação será de Isa Osterkamp, da Sema. 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Trump planeja se reunir com Putin já na próxima semana, informa New York Times


Logotipo Reuters

 

WASHINGTON (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja se reunir pessoalmente com o presidente russo, Vladimir Putin, já na próxima semana, informou o New York Times nesta quarta-feira, citando duas pessoas familiarizadas com o plano.

Trump então planeja se reunir com Putin e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, informou o jornal, acrescentando que os planos foram divulgados em um telefonema com líderes europeus nesta quarta-feira.

A Casa Branca não respondeu imediatamente sobre a reportagem, mas mais cedo Trump reconheceu que conversou com líderes europeus após a reunião “altamente produtiva” do enviado dos EUA Steve Witkoff com Putin na Rússia.

Ao observar que houve um “grande progresso” durante a reunião, Trump escreveu no Truth Social: “Todos concordam que essa guerra deve chegar ao fim, e trabalharemos para isso nos próximos dias e semanas”.

Trump, que prometeu acabar com a guerra da Rússia na Ucrânia no “primeiro dia” durante sua campanha presidencial, realizou várias ligações telefônicas com Putin e se reuniu com Zelenskiy desde que retornou à Casa Branca em janeiro.

No entanto, nas últimas semanas, ele tem ficado cada vez mais frustrado com Moscou devido à falta de progresso no sentido de encerrar o conflito de três anos.

(Reportagem de Jasper Ward e Andrea Shalal)

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Estudo sobre mercado de trabalho na cadeia da soja é apresentado em congresso internacional



O pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, Rodrigo Peixoto da Silva, apresentou, na última semana, um estudo científico que analisa a evolução do mercado de trabalho na cadeia produtiva da soja e do biodiesel. Apresentado durante o 64º Congresso da European Regional Science Association (ERSA), em Atenas, Grécia, o material foi desenvolvido em parceria entre o Cepea e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

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Serviços com a soja

Entre os resultados, o estudo aponta que a população ocupada na cadeia produtiva da soja e do biodiesel duplicou entre 2012 e 2024, alcançando 2,26 milhões de trabalhadores. O segmento de serviços se manteve como o maior empregador, passando de 793 mil pessoas em 2012 para 1,6 milhão em 2024. Já o segmento primário, ligado diretamente à produção de soja no campo, apresentou o maior avanço proporcional, com crescimento de 118% no período. A indústria também registrou expansão, com aumento de 56% e cerca de 89 mil pessoas ocupadas em 2024.

O perfil da população ocupada na cadeia é predominantemente masculino, formal e mais qualificado. A participação de trabalhadores com carteira assinada se manteve estável em torno de 77% do total, enquanto a presença feminina permaneceu próxima a 35% entre 2012 e 2024. Por outro lado, houve avanço importante no nível de escolaridade: a participação de pessoas com ensino médio cresceu de 32,8% para 40,2% no período, enquanto a presença de profissionais com nível superior subiu de 12% para 20,2%.

Os rendimentos também tiveram crescimento expressivo. No segmento primário da soja, os salários reais aumentaram 37% entre 2012 e 2024, enquanto a indústria registrou alta de 22%. Esse movimento ocorreu em paralelo ao aumento da qualificação, reforçando a tendência de valorização da mão de obra no setor.

Sul do Brasil

Regionalmente, a pesquisa mostra que a região Sul do Brasil é a maior empregadora no segmento primário da soja. O número de trabalhadores cresceu de forma contínua até 2021, quando chegou a 293 mil pessoas ocupadas, mas recuou posteriormente, alcançando 245 mil em 2023. O Centro-Oeste aparece em segundo lugar, com destaque para microrregiões como Cruz Alta, Santiago e Ijuí (RS), Sudoeste de Goiás (GO), Dourados (MS), Parecis e Alto Teles Pires (MT), além de Campo Mourão e Guarapuava (PR).

Centro-Oeste

No caso do Centro-Oeste, a concentração da mão de obra é marcante. Apenas quatro microrregiões, como Sudoeste de Goiás, Dourados, Campo Novo do Parecis e Alto Teles Pires responderam por cerca de 40% da população ocupada na região entre 2022 e 2024, evidenciando a relevância na geração de empregos ligados à produção de soja.

Objetivo

O pesquisador do Cepea Rodrigo Peixoto, que apresentou o estudo no congresso, afirmou que a participação foi uma oportunidade de mostrar a realidade brasileira a pesquisadores de outros países, identificar pontos em comum e discutir soluções para as desigualdades regionais, contribuindo para o debate internacional sobre o mercado de trabalho na cadeia da soja.



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Sebrae impulsiona pequenos negócios rumo à sustentabilidade



Com a COP30 se aproximando, o mundo inteiro volta os olhos para a sustentabilidade e para os caminhos possíveis em direção a um futuro mais verde. Esse cenário representa uma oportunidade única para empreendedores que desejam alinhar seus negócios às práticas sustentáveis e às novas demandas globais. A conferência surge como um marco capaz de transformar o ambiente de negócios, ao impulsionar soluções inovadoras e conscientes. Nesse contexto, o Sebrae se coloca como parceiro estratégico, apoiando e fortalecendo pequenos empreendedores que desejam gerar impacto positivo no planeta.

Setores em destaque para a COP30

Em Belém, cidade-sede do evento, a mobilidade urbana é um dos setores mais impulsionados. O Sebrae apoia negócios inovadores, como aplicativos de transporte e soluções de logística, além de oferecer capacitação em áreas como gestão, segurança e marketing digital. Ao mesmo tempo, a hospitalidade se torna peça-chave para receber visitantes do mundo inteiro. Hotéis, restaurantes e empresas de turismo estão sendo preparados por meio de qualificação profissional, consultorias, incentivo à formalização e maior presença digital, garantindo experiências de qualidade aos turistas.

O setor de alimentos e bebidas também ganha protagonismo, já que a gastronomia regional é um cartão de visita do Pará. Para fortalecer essas empresas, o Sebrae/PA promove melhorias na gestão e nos processos produtivos com programas como o ALI Produtividade. Além disso, estimula a inovação em produtos regionais, facilita o acesso a novos mercados por meio de feiras e rodadas de negócios e incentiva práticas sustentáveis, como embalagens ecológicas e redução do desperdício.

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Outro campo em ascensão é a economia criativa, que valoriza a cultura local e a identidade paraense. Empreendedores de áreas como artesanato, música, moda e design recebem apoio com cursos, oficinas, acesso a crédito e oportunidades de participação em eventos. Com isso, ampliam sua visibilidade e fortalecem redes de colaboração, criando um ecossistema mais sólido e sustentável.

Assim, ao preparar diferentes setores para a COP30, o Sebrae reafirma seu compromisso em impulsionar pequenos negócios.



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Mercado de trabalho fraco nos EUA reforça apostas de cortes no FED


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o petróleo caiu mais de 2% com possível aumento de produção da Opep+, pressionando energia, enquanto tecnologia sustentou ganhos do Nasdaq e S&P 500.

Nos EUA, dados fracos do mercado de trabalho reforçaram apostas de cortes pelo Fed. No Brasil, Ibovespa recuou 0,34% a 139 mil pontos e dólar caiu a R$ 5,45. Hoje, destaque para balança comercial, varejo na zona do euro e indicadores de emprego e serviços nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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