sexta-feira, maio 1, 2026

Autor: Redação

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Brasil intensifica negociações para voltar a exportar pescados à Europa



O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, se reuniu nesta quinta-feira (4) com o comissário da DG’Santé, Olivér Várhelyi, a autoridade sanitária da União Europeia.

O objetivo do encontro foi discutir a reabertura do mercado europeu para o pescado brasileiro, uma prioridade assumida pelo governo brasileiro desde a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023. 

A conversa aconteceu na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e contou com a intermediação do ministro Carlos Fávaro.

O bloco deixou de comprar pescados do Brasil em maio de 2018, quando suspendeu a importação após uma avaliação sanitária que identificou falhas na indústria de processamento do produto.

Durante a reunião, de Paula solicitou a revisão das restrições ao comércio do pescado nos países do bloco. “Queremos acelerar nosso pedido para que possamos voltar a comercializar nosso pescado nos países europeus. Estamos abertos a atender às auditorias da autoridade sanitária ainda em 2025”, afirmou. 

O ministro também destacou a relevância histórica das relações comerciais entre o Brasil e a União Europeia. “Reforço a importância de restaurar nossos laços comerciais, que sempre foram baseados na transparência”, declarou. 

O comissário Várhelyi detalhou que o pedido será analisado pela autoridade sanitária, que planeja realizar as auditorias em breve. Caso esse procedimento aconteça de forma favorável, a reabertura ainda depende da aprovação dos membros da União Europeia. 

Histórico das negociações dos pescados

Desde a recriação do ministério a reabertura do mercado europeu é uma prioridade. Em 2023 a pasta começou a atuar junto ao Mapa no diálogo com a autoridade sanitária da União Europeia. A partir de então, o MPA adotou medidas para atender os critérios higiênico-sanitários de embarcações pesqueiras que desejam exportar para a UE e o Reino Unido. 

Em 2024, o MPA e o Mapa receberam uma auditoria da autoridade sanitária do Reino Unido, que trabalha com critérios equivalentes ao dos países do bloco europeu.

Já em fevereiro de 2025, representantes dos dois ministérios participaram de uma reunião em Bruxelas, na Bélgica, para discutir o Mecanismo SPS, um sistema de regras e procedimentos para garantir a segurança dos produtos alimentares, vegetais e animais, incluindo as medidas relacionadas com a saúde pública e o bem-estar animal, que regem o comércio de alimentos e outros produtos agrícolas. 

Além disso, o MPA tem um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a ApexBrasil para promoção do pescado brasileiro no mercado internacional.



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Sobe para 612 o número de mortes de animais em investigação após uso de vacina



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atualizou para 612 o número de mortes de animais que teriam relação com a vacina contra clostridiose Excell 10, de propriedade do laboratório Dechra Brasil Produtos Veterinários Ltda.

De acordo com a pasta, os óbitos envolvendo caprinos, ovinos e bovinos vêm sendo comunicados por produtores à medida que ocorrem.

O Mapa orienta que as notificações sejam encaminhadas via sistema e-Sisbravet, ferramenta eletrônica específica para o registro e acompanhamento de notificações de suspeitas de doenças e das investigações realizadas pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO).

Segundo Ministério, as notificações já encaminhadas pelo canal FalaBr também serão atendidas e transferidas para o sistema e-sisbravet.

O Mapa também recomenda que os casos sejam registrados junto aos canais da empresa proprietária da vacina, Dechra Brasil Produtos Veterinários Ltda., pelos contatos de telefone 0800 400 7997 e whatsapp: (43) 99135-1168, além do endereço eletrônico: [email protected].

A pasta destaca que a vacinação contra a clostridiose continua sendo considerada uma estratégia eficaz no combate à doença, altamente letal. “O consumo de produtos de origem caprina, ovina e bovina, provenientes de animais saudáveis e inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial, é seguro”, reforça o Ministério, em nota.

Entenda o caso da vacina

A ocorrência de reações adversas em animais com possível relação ao uso dos lotes 016/2024 e 018/2024 da vacina Excell 10 foi notificado ao Mapa em agosto pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi).

Logo em seguida, o Ministério determinou, cautelarmente, a apreensão de todos os lotes do imunizante, além da interdição da fabricação do produto, da realização de auditoria na empresa fabricante e da coleta de amostras para análise no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária. A empresa, por sua vez, iniciou o recolhimento dos dois lotes após determinação do Mapa.

O Ministério informa que há relatos de mortes de animais em outros estados, que ainda estão em investigação para verificar possível correlação com o uso da vacina.

“A causa das mortes ainda não foi confirmada. O Ministério segue atuando de forma coordenada e integrada com os órgãos estaduais de defesa sanitária para esclarecer os fatos e adotar todas as medidas necessárias à proteção da pecuária nacional”, diz a pasta.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja cai levemente; milho sobe com demanda forte



No Brasil, o clima também é favorável ao início do plantio



No Brasil, o clima também é favorável ao início do plantio
No Brasil, o clima também é favorável ao início do plantio – Foto: Nadia Borges

As cotações da soja em Chicago registraram leve baixa na última semana, com o contrato de novembro fechando próximo à estabilidade em 1.054,5 cents/bushel. Segundo a StoneX, os fundamentos permanecem estáveis, com perspectivas favoráveis para a safra 25/26 dos EUA, que deve alcançar produtividade recorde, embora o USDA tenha revisado a produção para baixo após corte de área. 

Apesar de chuvas e temperaturas mais baixas em algumas regiões americanas, as lavouras seguem em condições muito acima da média histórica. No Brasil, o clima também é favorável ao início do plantio, mas o mercado acompanha com atenção possíveis impactos da política de biocombustíveis nos EUA e o ritmo das exportações, principalmente para a China. A ocorrência de La Niña, embora ainda pouco provável, pode trazer riscos de clima mais seco ao Sul do Brasil e à Argentina.

No milho, os futuros registraram nova semana de alta na CBOT, com o contrato de dezembro/25 encerrando a US¢420,25/lb (+2,1%). De acordo com a StoneX, o mercado reage a preocupações com a reta final da safra americana e ao fortalecimento da demanda internacional. Apesar das revisões positivas para a oferta feitas pelo USDA, investidores mantêm cautela diante da expectativa de níveis de produtividade média considerados excelentes.

Na B3, os contratos de milho oscilaram entre estabilidade e baixa, refletindo ajustes nos preços físicos e nos prêmios portuários, que enfraqueceram nos últimos pregões. A combinação de alta demanda externa e fundamentos sólidos segue dando suporte aos preços internacionais, mantendo o setor atento a novos relatórios de produção e condições climáticas. O mercado agrícola continua em foco, com soja e milho mostrando resiliência diante de incertezas climáticas e políticas, enquanto os players acompanham a evolução das safras na América do Norte e o comportamento das exportações latino-americanas.

 





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Farelo de soja atinge mínima em 10 anos e óleo sustenta margens da indústria em 2025


O mercado de farelo e óleo de soja em 2025 foi marcado por forte volatilidade, tanto na Bolsa de Chicago (CBOT) quanto no mercado doméstico brasileiro.

Como o complexo soja conta com uma precificação que vem de fora para dentro, não podemos deixar de lado um dos principais acontecimentos que impactaram os contratos de farelo e óleo de soja na CBOT.

No cenário internacional, os preços oscilaram intensamente diante das incertezas sobre a política de biocombustíveis dos Estados Unidos. O anúncio do novo mandato de biodiesel para 2026, com aumento de 3,3 para 5,6 bilhões de galões, inicialmente impulsionou os contratos em Chicago.

No entanto, dúvidas quanto à viabilidade da medida, às regras da Environmental Protection Agency (EPA) sobre isenções para pequenas refinarias e ao uso de matérias-primas importadas trouxeram instabilidade ao mercado.

Além disso, discussões sobre tarifas de importação e possíveis ajustes regulatórios reforçaram os movimentos de correção e especulação.

No Brasil, o cenário não foi muito diferente. A suspensão do B15 em março deste ano trouxe muitas incertezas ao mercado, já que o governo não havia anunciado nenhuma previsão ou confirmação de que o B15 ainda seria efetivado neste ano de 2025. Porém, o anúncio veio próximo do início de julho, com a efetivação da mistura obrigatória de B15 iniciada em primeiro de agosto.

A alta fortaleceu a demanda doméstica, sustentando os preços mesmo em momentos de queda em Chicago. Vale lembrar que mais de 60% de todo óleo de soja produzido no país é destinado ao setor de biodiesel, representando mais de 75% da matéria-prima utilizada para produção do biocombustível. Essa relação direta tornou o B15 o principal fundamento de suporte ao óleo de soja nesta temporada.

Custo de esmagamento de soja

Mesmo com uma safra de soja que deve ser consolidada em cerca de 170 milhões de toneladas nesta temporada, o custo de esmagamento da soja segue alto nas indústrias do país. Portanto, esta demanda maior ao derivado pelo setor de biodiesel torna o óleo de soja o principal pagador da margem de esmagamento e mantém a tendência de firmeza aos preços internos de óleo mesmo em casos de recuos na CBOT. 

Estes movimentos impactaram diretamente nos preços do farelo de soja, que acaba por ficar mais ofertado no mercado internacional e no mercado doméstico. Na CBOT os contratos atingiram os menores patamares em 10 anos, empurrando, assim, a paridade de exportação para baixo nos portos brasileiros e, como ocorre nos Estados Unidos, o avanço da demanda por óleo no Brasil acontece sem uma contrapartida na demanda do farelo.

Tal cenário pressiona os prêmios e preços do derivado também no mercado brasileiro. Com isso, mantém-se uma tendência de preços enfraquecidos pelo restante da temporada 2025, apesar das recentes recuperações no mês de agosto.

*Gabriel Castagnino Viana é economista com mais de 10 anos de experiência no mercado de soja, especialista em derivados, farelo e óleo. Tem participado de estudos e análises que impactam diretamente a indústria.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Expo Rio Preto 2025: maior edição da história se prepara para receber 3 mil animais


Pecuaristas, preparem-se para um dos eventos mais importantes do agronegócio paulista. A 62ª Expo Rio Preto promete ser a maior de sua história, com um investimento de R$ 2 milhões e uma programação dividida em duas fases: a “Etapa Leite” e a “Etapa Corte”. Assista ao vídeo abaixo e confira a programação.

A feira, que acontecerá no Recinto de Exposições Alberto Bertelli Lucatto, em São José do Rio Preto, no estado de São Paulo, terá entrada e estacionamento gratuitos para toda a população.

O programa Giro do Boi entrevistou Carina Ayres, produtora rural, embaixadora do Congresso Nacional das Mulheres do Agro e secretária de Agricultura e Abastecimento do município.

Ela destacou a missão da feira de dar suporte a pequenos e médios produtores e promover a capacitação técnica, a sustentabilidade e a inovação.

Organizadores da Expo Rio Preto. Foto: DivulgaçãoOrganizadores da Expo Rio Preto. Foto: Divulgação
Organizadores da Expo Rio Preto. Foto: Divulgação

A 62ª Expo Rio Preto, sob o slogan “Bom de negócio. Bom para a família”, foi planejada para atender a todos os elos da cadeia produtiva do agro. O evento se divide em duas etapas estratégicas:

  • Etapa Leite: De 13 a 21 de setembro.
  • Etapa Corte: De 28 de setembro a 5 de outubro.

A entrada e o estacionamento gratuitos são um dos grandes diferenciais da feira, que busca levar entretenimento e cultura para a população. A programação inclui a “Fazendinha”, com exposição de mini animais e espécies exóticas, para as crianças da rede municipal de Educação.

Programação diversificada e foco em negócios

Foto: Divulgação

A Expo Rio Preto, que é reconhecida como a maior feira agropecuária do Noroeste Paulista e a terceira maior do estado em número de animais, terá uma programação diversificada e completa, com foco em negócios e conhecimento.

  • Exposição de animais: Serão cerca de 3 mil animais, entre bovinos, equinos e ovinos, de diversas raças (nelore, gir, girolando, mangalarga, quarto de milha, entre outras).
  • Julgamentos e leilões: Haverá julgamento de raças, sete leilões (incluindo leilão de genética de touros e leilão beneficente de ovinos, com verba revertida para a APAE).
  • Provas esportivas: Na nova arena multiuso, o público poderá acompanhar a Prova do Tambor e o Ranch Sorting.
  • Exposição de máquinas: A feira terá exposição de máquinas e implementos agrícolas, mostrando as novidades em tecnologia de ponta.
  • Debates e capacitação: A Intertech Agro promoverá encontros e painéis com foco em inovação, sustentabilidade e agricultura familiar. A programação inclui o Encontro de Jovens do Agro e o Encontro de Mulheres Embaixadoras do Agro.

A reativação do projeto CATI Leite, que promete fortalecer a cadeia produtiva do leite, também será um dos destaques do evento, que busca o desenvolvimento e a capacitação de todos os produtores, especialmente os pequenos e médios.



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Brasil no topo: a ASBIA e a genética que nos fará o maior produtor de carne


Pecuaristas, o mercado de genética bovina no Brasil está em ascensão. Com um crescimento expressivo na comercialização de sêmen, o país se aproxima cada vez mais da meta de se tornar o maior produtor mundial de carne bovina. Assista ao vídeo abaixo e confira essa história.

Para liderar essa jornada, a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) tem uma nova diretoria e um plano de continuidade que promete fortalecer ainda mais o setor.

Nesta entrevista no programa Giro do Boi, o médico-veterinário Luis Adriano Teixeira, novo presidente da ASBIA, falou sobre os resultados do INDEX-ASBIA e as metas para os próximos três anos de sua gestão.

Números recordes e a democratização da genética

Tanque com sêmen congelado. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa Amazônia OrientalTanque com sêmen congelado. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa Amazônia Oriental
Tanque com sêmen congelado. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa Amazônia Oriental

O mercado de genética bovina no Brasil teve um aumento expressivo no primeiro semestre de 2025. O relatório INDEX ASBIA revelou um crescimento de 14,37% na entrada de doses de sêmen no mercado, em relação ao ano anterior.

Ao todo, foram comercializadas quase 11 milhões de doses, com a pecuária de corte crescendo 5,5% e a de leite, 7,9%.

Luis Adriano Teixeira destaca que o Brasil tem o potencial de se tornar o maior produtor mundial de carne bovina, superando os Estados Unidos.

A ASBIA, que está à frente da entidade no triênio 2025-2028, tem como meta a democratização do melhoramento genético, garantindo que as tecnologias de inseminação cheguem a todos os pecuaristas, independentemente do porte de sua fazenda.

O aperfeiçoamento do INDEX ASBIA e a chegada do INDEX Embriões

Botijão com semen bovino para os protocolos de IATF na fazenda. Foto: ReproduçãoBotijão com semen bovino para os protocolos de IATF na fazenda. Foto: Reprodução
Botijão com semen bovino para os protocolos de IATF na fazenda. Foto: Reprodução

Uma das missões da nova gestão é o aperfeiçoamento do INDEX ASBIA, um dos relatórios mais avançados e completos do mundo, que oferece dados cruciais para o planejamento estratégico do setor.

Além disso, a ASBIA, em parceria com a Sociedade Brasileira de Tecnologia de Embriões (SBTE), lança uma novidade: o INDEX Embriões. O relatório, que chega ao mercado como uma ferramenta de excelência, fará um “raio-x” completo da produção nacional de embriões bovinos, segmentados por raça e estado.

O objetivo do INDEX Embriões é proporcionar aos associados oportunidades concretas de crescimento, reconhecimento e inovação.

A ASBIA está de olho no mercado e seguirá atuando para que seus associados se posicionem cada vez melhor nesse cenário de crescimento e de busca pela liderança mundial na produção de proteína animal.



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Jantar em São Paulo homenageará duas lideranças da pecuária nacional



A consultoria agrícola Datagro promove no dia 18 de setembro, no Palácio Tangará, em São Paulo, a primeira edição do Beef Dinner, uma noite de gala que reunirá as principais lideranças da pecuária brasileira.

A inspiração para o evento vem do tradicional Sugar Dinner de Nova York, evento que a empresa organiza na cidade norte-americana com os principais atores da cadeia do açúcar e etanol.

O jantar integra a programação oficial da Beef Week e ocorre no dia seguinte ao 5º Fórum Pecuária Brasil, ocasião em que o “tarifaço” dos Estados Unidos ao Brasil entrará em pauta.

“O Beef Dinner inaugura um espaço de referência para a pecuária brasileira. Assim como o Sugar Dinner se tornou um marco global para o setor sucroenergético, este encontro nasce para reforçar a posição da produção da carne bovina do Brasil no cenário internacional e destacar sua relevância para o desenvolvimento econômico e social do país”, afirma o presidente da Datagro, Plinio Nastari. 

Nesta primeira edição, o evento presta homenagem a dois nomes que ajudaram a transformar
a pecuária brasileira em protagonista mundial: José Batista Sobrinho, fundador da J&F, maior conglomerado empresarial do país, detentor de marcas como a JBS, líder global na produção de proteína animal; e Antônio Campanelli, cuja empresa que leva seu sobrenome se tornou referência em produção de excelência e inovação tecnológica.  

“O reconhecimento a lideranças que ajudaram a moldar o setor mostra como a pecuária brasileira constrói sua trajetória com base em trabalho, inovação e visão de longo prazo. Esse encontro simboliza a celebração de uma história que ainda tem muito a contribuir para o Brasil e para o mundo”, destaca João Otávio Figueiredo, head de pecuária da Datagro. 

Serviço 
Beef Dinner – 1ª edição 
Data: 18 de setembro de 2025 
Local: Palácio Tangará – São Paulo (SP)



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Ferramentas da Embrapa Soja ganharão destaque em evento internacional de sustentabilidade



As inovações da Embrapa Soja estão entre os destaques da Conferência Internacional da Mesa Redonda da Soja Responsável (Round Table on Responsible Soy Association – RTRS), que acontece nos dias 17 e 18 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo.
O evento reunirá representantes de toda a cadeia da soja, lideranças internacionais e especialistas em sustentabilidade.

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Na Sessão 4 – “Getting practical: solutions for Regenerative Agriculture & Carbon”, no dia 18, o pesquisador da Embrapa Soja, Marco Antonio Nogueira, participará das discussões sobre práticas regenerativas e estratégias relacionadas ao carbono. A presença da instituição reforça o papel da pesquisa científica na busca por soluções que unam produtividade, resiliência climática e sustentabilidade.

Embrapa Soja e a agricultura tropical

Desde a década de 1970, a Embrapa tem sido protagonista no desenvolvimento de tecnologias que transformaram a agricultura tropical, como a correção da fertilidade dos solos, o sistema de plantio direto, a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), o zoneamento agrícola de risco climático (Zarc) e o uso de bioinsumos.

Um dos marcos da instituição é a fixação biológica de nitrogênio (FBN), base do cultivo da soja no país. Três das quatro cepas hoje autorizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para a produção de inoculantes foram obtidas pela Embrapa, a partir de pesquisas que selecionaram bactérias altamente eficientes.

A Embrapa Soja também desenvolveu práticas de manejo conservacionista e de recuperação de áreas degradadas, como o Sistema Santa Fé, que integra braquiárias a culturas como milho e soja, aumentando a produção de forragem e melhorando a qualidade do solo.

Avanço dos insumos biológicos

O uso de insumos biológicos na agricultura cresce de forma acelerada no Brasil, acompanhando tendência mundial. Segundo o pesquisador Marco Antonio Nogueira, os produtores brasileiros estão entre os mais dispostos a adotar essas tecnologias, em parte pela experiência consolidada com inoculantes e agentes de controle biológico.

Na soja, por exemplo, já se utiliza mais insumos biológicos do que químicos para o controle de fitonematoides. A adoção do Sistema Plantio Direto e o avanço dos bioinsumos refletem uma transição gradual para práticas de menor impacto ambiental, estimulada tanto pela pesquisa quanto pelo setor privado.

Contribuição para a sustentabilidade

Para Nogueira, iniciativas como a RTRS ajudam a aproximar os diferentes atores da cadeia produtiva e reforçam a adoção de boas práticas. “Essas estratégias de transferência de tecnologia contribuem cada vez mais para sistemas regenerativos, beneficiando produtores e a sociedade. Essa é a contribuição que a agricultura brasileira pode oferecer: além de alimentos, fibras e bioenergia, sustentabilidade”, conclui o pesquisador.



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AgroNewsPolítica & Agro

Óculos de realidade virtual proporcionam imersão em fazendas com diferentes sistemas de cultivo na Expointer


Óculos de realidade virtual estão permitindo que visitantes da 48ª Expointer simulem uma visita a duas fazendas, com diferentes sistemas de cultivo e manejo, sem sair do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A iniciativa, da Rede ILPF, está disponível para experimentação no estande da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), no Pavilhão Internacional, em todos os dias da feira.

A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é um sistema de produção sustentável e regenerativo que integra, em uma mesma área, atividades agrícolas, pecuárias e florestais. A combinação fortalece a produtividade, a rentabilidade e a conservação dos recursos naturais. Com os óculos de realidade virtual, o visitante tem uma experiência imersiva, na qual visita duas fazendas: uma que ainda utiliza o sistema de monocultivo tradicional e outra que já faz uso das técnicas e ferramentas do sistema ILPF.

“É uma tecnologia portátil que conseguimos levar a exposições e feiras pelo Brasil. Com uma vivência de seis minutos, a pessoa pode ver como funciona o monocultivo e sua degradação do solo, em contraste com um exemplo de sistema ILPF, dentre diversos outros modelos possíveis de integração”, explica a coordenadora de projetos da Rede ILPF, Andreza Cruz.

Além dos óculos de realidade virtual, a visita é guiada por fones de ouvido, com opções de áudio de narração em português, espanhol e inglês.

A Rede ILPF é uma associação formada por parceria público-privada entre a Embrapa, a cooperativa Cocamar e as empresas Bradesco, John Deere, Soesp, Suzano, Syngenta e Timac Agro.





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Ministério regulamenta pedidos de registro de novos defensivos agrícolas



O Ministério da Agricultura regulamentou o recebimento de pedidos de registros de novos defensivos agrícolas. A partir de 15 de setembro de 2025, as empresas que pretendem pleitear o registro de agrotóxicos deverão protocolar seus novos processos de registros exclusivamente junto ao Ministério da Agricultura por meio de sistema eletrônico, conforme ato da Secretaria de Defesa Agropecuária da pasta, publicado no Diário Oficial da União.

O ato ocorre no âmbito da regulamentação da Lei 14.785/2023, conhecida como novo marco legal dos defensivos agrícolas, que estabelece a competência do protocolo e distribuição das solicitações de registro de agrotóxicos ao Ministério da Agricultura.

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Após o recebimento dos pedidos de registro de novos produtos, o ministério deve distribuir os processos para análise dos órgãos competentes – à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

De acordo com a portaria, os protocolos de registros de produtos pleiteados a partir de 15 de setembro juntamente à Anvisa e Ibama não serão considerados.

A lei que regulamenta o registro, controle e fiscalização de defensivos agrícolas estabelece que o peticionamento para registro dos produtos deve ser centralizado no Ministério da Agricultura, que coordena a fila de protocolos. Mas a análise sobre os produtos permanece de forma tripartite, sendo compartilhada pelos órgãos de defesa agropecuária, de meio ambiente e saúde pública.



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