sexta-feira, maio 1, 2026

Autor: Redação

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Tarifa dos EUA ameaça indústria química brasileira


A imposição de uma tarifa linear de 50% sobre as vendas de produtos brasileiros nos Estados Unidos já preocupa diferentes setores da economia nacional. Segundo Wander Pascini da Silveira, Head de Desenvolvimento Técnico do Grupo Flexível, um estudo do Banco Inter aponta que, caso o Brasil adote a reciprocidade tarifária contra os americanos, a indústria química seria uma das mais afetadas, com perda estimada de 6,6% na produção e impactos em 56 dos 66 segmentos da indústria de transformação.

A relevância da indústria química é evidente: ela representa cerca de 11% do PIB da transformação e é essencial para áreas estratégicas como saúde, agronegócio, construção civil e automotiva. Produtos como poliuretano e elastômeros de PU, por exemplo, têm aplicações que vão desde isolamento térmico em granjas e tanques de leite até componentes que aumentam a eficiência e a durabilidade de máquinas agrícolas e veículos.

O setor também impulsiona a construção civil, ao oferecer soluções que reduzem custos, aumentam a eficiência energética e ampliam a sustentabilidade das obras. Já na indústria automotiva, os polímeros químicos substituem metais e vidro, ajudando a reduzir peso, aumentar a segurança e ampliar a capacidade de inovação no design dos veículos.

Apesar de sua importância, a indústria química brasileira enfrenta grandes desafios estruturais, como o alto custo de insumos e energia, além de gargalos logísticos. Segundo a Abiquim, o setor registrou no primeiro trimestre de 2025 seu pior desempenho em mais de três décadas, com queda de 3,8% na produção. Esse cenário reforça a urgência de políticas que fortaleçam a competitividade, diante de um contexto global de tarifas e disputas comerciais.

“Parte disso acontece, pois o setor paga por insumos 5 a 7 vezes mais do que em outros países. Além disso são necessárias reformas estruturantes que contribuam para reduzir custos de energia e de logística, que são essenciais para a indústria química. Apesar de não ter sido elaborado com esse objetivo, o estudo do Banco Inter reforça a importância dos produtos químicos para toda a indústria de transformação e para a economia nacional”, conclui.

 





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Nova tecnologia promete controle de buva e capim pé-de-galinha resistentes


O capim pé-de-galinha e a buva são espécies reconhecidas pela alta capacidade de infestação, o que dificulta o manejo das culturas principais e compromete a produtividade agrícola devido à intensa competição por água e nutrientes. Essas plantas também são conhecidas pela resistência a determinados herbicidas, o que torna necessária a introdução de novas moléculas como ferramentas estratégicas no controle efetivo do problema.

A UPL Brasil anunciou o lançamento de Thunder, herbicida descrito pela companhia como “altamente sistêmico”, que percorre toda a planta e causa a morte de espécies daninhas de difícil controle. Segundo a empresa, o produto pode ser utilizado no manejo antecipado de diferentes cultivos, como soja, milho, algodão, trigo e feijão, oferecendo versatilidade desde o início da safra.

De acordo com a empresa, a ferramenta é considerada fundamental nos programas de combate à buva (Conyza spp.) e ao capim pé-de-galinha (Eleusine indica). Além disso, auxilia na preservação do potencial produtivo e da rentabilidade dos cultivos, já que combate plantas daninhas que apresentam resistência crescente a graminicidas e ao glifosato.

Rafael Rovêa, gerente de marketing para herbicidas da UPL Brasil, destacou: “Thunder é uma tecnologia inédita para a soja, exclusiva da UPL, que se destaca pela segurança no manejo antecipado e pela eficácia contra plantas daninhas resistentes. Seu ingrediente ativo, sem registros de resistência em nenhuma região do mundo, representa um avanço importante no controle do capim pé-de-galinha. Enquanto outros herbicidas do mercado atuam apenas em estágios iniciais dessa planta, Thunder pode ser aplicado com segurança em indivíduos com até 15 centímetros de altura – um diferencial técnico significativo frente às soluções atuais”.

O especialista explicou ainda que o capim pé-de-galinha tem apresentado resistência crescente ao mecanismo que bloqueia a enzima Acetil-CoA Carboxilase (ACCase), o que tem dificultado manejos tradicionais e reduzido a eficácia de graminicidas. Nesse cenário, o novo herbicida é apontado pela empresa como eficaz em populações já resistentes a esse tipo de produto.

Segundo informações da companhia, o ingrediente ativo do Thunder atua inibindo a enzima di-hidropteroato sintase (DHPS), essencial para a síntese do ácido fólico, composto fundamental para o crescimento e reprodução celular das plantas. Ao bloquear essa via metabólica, o herbicida compromete o desenvolvimento das plantas daninhas, levando à sua morte. Para alcançar maior eficácia, a UPL recomenda a aplicação em associação com adjuvantes agrícolas à base de óleo metilado de soja, como o Strides, também desenvolvido pela empresa, que melhora a aderência e a penetração do produto nas folhas.





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o futuro do alimento depende da riqueza que há sob os nossos pés


A agropecuária brasileira é, há décadas, o motor da nossa economia e o pilar que sustenta nosso país como potência global na produção de alimentos. Colhemos os frutos de uma terra fértil e de trabalho e inovação constantes, mas há uma vulnerabilidade estratégica que precisa ser urgentemente enfrentada: a nossa dramática dependência da importação de fertilizantes.

Mais de 70% dos insumos que nutrem nossas lavouras e garantem a produtividade recorde vêm de outros países, um dado alarmante que coloca em risco a segurança alimentar e a estabilidade econômica do setor.

É momento de olharmos para o solo brasileiro não apenas como superfície produtiva, mas também como a solução que reside em seu subsolo, através de uma mineração sustentável e responsável.

O Brasil é detentor de algumas das maiores reservas de potássio e fosfato do mundo, elementos vitais para a composição dos fertilizantes. A contradição de importarmos o que temos em abundância é um paradoxo que só será resolvido com investimento e visão estratégica de longo prazo.

Avançar na mineração destes recursos nacionais significa criar uma cadeia de produção interna, gerando empregos, economizando divisas e, o mais importante, blindando nosso agricultor das crises geopolíticas e da volatilidade do mercado internacional, como a exposta recentemente com o conflito na Ucrânia, um de nossos principais fornecedores.

Mineração sustentável

A mineração para fertilizantes é, portanto, uma questão de segurança nacional e soberania alimentar. No entanto, é imperativo que este avanço ocorra dentro dos mais rigorosos preceitos de sustentabilidade ambiental e social.

O setor agropecuário sabe melhor do que ninguém a importância de preservar os recursos naturais para as futuras gerações. Neste contexto, a recente Lei do Licenciamento Ambiental representa um marco regulatório fundamental e um divisor de águas. Ela não flexibiliza a proteção ao meio ambiente, mas confere clareza, previsibilidade e celeridade aos processos, desburocratizando investimentos sem abrir mão do rigor técnico.

Antes, projetos importantes ficavam anos aguardando análise, gerando incerteza e desestimulando investimentos essenciais. Agora, temos um marco que define prazos e regras mais claras, assegurando que os empreendimentos minerários possam ser avaliados com a seriedade que merecem, garantindo a viabilidade econômica aliada à indispensável responsabilidade socioambiental.

Não se trata de escolher entre produzir alimentos ou minérios. Ambas as atividades são complementares e estratégicas para o Brasil. A mineração sustentável é a chave para libertar o agronegócio da dependência externa de fertilizantes, conferindo-lhe uma autonomia nunca antes experimentada.

Papel da Frente Parlamentar

Na Frente Parlamentar da Mineração Sustentável, trabalhamos para construir uma agenda positiva para o setor, pautada no equilíbrio indispensável entre o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental. Defendemos a modernização do marco regulatório, com regras claras que atraiam investimentos e garantam segurança jurídica, aliadas à adoção de práticas de alto padrão de responsabilidade socioambiental.

Lutamos por iniciativas que fomentem a inovação e a tecnologia para aumentar a eficiência na exploração dos recursos, reduzir impactos e promover a recuperação de áreas degradadas, assegurando que a mineração seja, de fato, uma força propulsora para a geração de emprego, renda e desenvolvimento regional sustentável em nosso país.

Temos a oportunidade histórica de atrair investimentos para explorar nossas riquezas minerais com tecnologia de ponta e compromisso inabalável com o meio ambiente. Precisamos unir forças, campo e indústria, para transformar nosso potencial geológico em prosperidade para o agro e em desenvolvimento para toda a nação brasileira. O futuro do alimento brasileiro depende também da riqueza que há sob os nossos pés.

*Arnaldo Jardim é deputado federal, foi relator da Lei do Combustível do Futuro e é presidente da Comissão Especial de Transição Energética e Produção de Hidrogênio e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Guarda Ambiental resgata 60 galos vítimas de maus-tratos em rinha fluminense



A Guarda Ambiental de Barra Mansa, no Rio de Janeiro, apreendeu nessa quarta-feira (3) 60 galos que supostamente eram utilizados para a realização de rinhas no bairro Jardim América. Os agentes chegaram ao local após denúncia anônima de maus-tratos.

Algumas aves estavam presas em pequenas baias e apresentavam ferimentos e indício de que estavam sendo utilizadas na realização da prática criminosa.

Segundo o veterinário da Vigilância em Saúde Ambiental, Gilberto Bruno, alguns galos estavam feridos e presos em espaços de apenas 1 metro de altura com teto de zinco, o que gera estresse térmico.

O veterinário conta que os animais estavam sob condições insalubres e que o local não era adequado para a criação.

“Algumas baias estavam com muitas fezes. Sem contar que em uma área urbana é proibida a criação de animais de produção, como porcos, ovinos e as aves encontradas. O dono do local não possui registro de criador, o que se enquadra em uma prática irregular”, destaca.

Veterinários da Secretaria Municipal de Proteção e Bem-Estar dos Animais também estão acompanhando o caso.

O responsável pelo local foi encaminhado à 90ª DP para registro da ocorrência. A prática de rinhas e a situação em que os animais foram encontrados configuram crime de maus-tratos, previsto no artigo 32 da Lei Federal 9.605/1998. A Lei Municipal 4.330/2014 prevê multa de até R$ 600 por animal.



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Exportações para os EUA caem 18,5% em agosto, mas crescem 30% para a China



As exportações de produtos brasileiros para os Estados Unidos caíram 18,5% em agosto (US$ 2,762 bilhões), primeiro mês de vigência da taxa de 50% aplicada pelo governo Donald Trump aos produtos brasileiros, ante agosto de 2024.

Os dados da balança comercial brasileira foram divulgados nesta quinta-feira (4), pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

No ano, de janeiro a agosto, as vendas de produtos brasileiros aos Estados Unidos cresceram 1,6%, somando US$ 26,576 bilhões.

Já as importações de produtos norte-americanos cresceram 4,6% em agosto (US$ 3,994 bilhões), em comparação ao mesmo mês de 2024. Nos oito meses de 2025, as compras vindas dos EUA cresceram 11,4%, o equivalente a US$ 29,970 bilhões.

Comércio com a China

Enquanto as exportações para os Estados Unidos caíram em agosto, as vendas para a China subiram 29,9% no mesmo mês, ante igual período de 2024.

“Observamos aqui uma recuperação, um grande aumento da exportação para a China, que vinha caindo ao longo do ano por conta, principalmente de preço”, disse o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão.

No ano, as vendas para a China apresentaram recuo de 3,0%, que, segundo Brandão, foram motivadas por uma queda de preço de 7,0%. “O volume que a China adquire do Brasil é crescente, em 3,0%”, ressaltou ele.

Outros mercados

De acordo com os dados apresentados, houve queda, no mês passado, nas vendas para a União Europeia, de 11,9%. No mês de agosto, outros destaques foram as altas das exportações para México (43,8%), Argentina (40,4%) e Japão (7,6%).

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 6,133 bilhões em agosto, após saldo positivo de US$ 7,075 bilhões em julho. O valor foi alcançado com exportações de US$ 29,861 bilhões e importações de US$ 23,728 bilhões.

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No ano, o saldo positivo é de US$ 42,812 bilhões. Nas exportações, comparado o valor de janeiro a agosto de 2025 (US$ 227,58 bilhões) com o do mesmo período de 2024 (US$ 226,54 bilhões) houve crescimento de 0,5%.

Em relação às importações, o aumento é de 6,9% entre o valor dos oito primeiros meses de 2025 (US$ 184,77 bilhões) na comparação com o mesmo período de 2024 (US$ 172,91 bilhões).



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Tratores LS destacam tecnologia e força na 48ª Expointer


A eficiência no campo passa, necessariamente, pela escolha dos equipamentos certos. No manejo da pecuária, onde as tarefas são intensas e diárias, contar com tratores versáteis, robustos e eficientes, é um diferencial que garante produtividade, segurança e redução de custos operacionais. É com esse foco que a LS Tractor, fabricante sul-coreana com coração brasileiro, marca presença na 48ª edição da Expointer, que acontece de 30 de agosto a 7 de setembro de 2025, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio/RS.

Entre os destaques apresentados pela marca estará a Série Plus, projetada para atender às mais diversas demandas da pecuária moderna. Com modelos de 80 cv, 90 cv e 105 cv, disponíveis nas versões ROPS e cabinada, os tratores da série são equipados com motores Perkins de 4 cilindros, reconhecidos pelo alto torque, economia de combustível e baixa emissão de poluentes. Características essenciais para quem precisa de força, desempenho e eficiência no campo.

De acordo Astor Kilpp, consultor de marketing da LS Tractor, essa é uma linha que atende muito bem à pecuária atual, principalmente pela sua capacidade operacional na produção de alimentos para o gado como silagem, além de ser versátil na limpeza de currais e cochos, manejo de confinamento, distribuição de ração, entre outras atividades. “Na pecuária, o trator trabalha o tempo todo, pois as tarefas são diárias e contínuas. Por isso, o equipamento precisa ser robusto e estar pronto para o trabalho pesado”, reforça.

Diferenciais técnicos da Série Plus:

Motor Perkins 4 cilindros diesel projetado para o trabalho agrícola, é o coração destes modelos. Desempenho em média 26% superior aos concorrentes, o torque disponível para as operações e a reserva de torque são elementos cruciais para o melhor desempenho operacional e o sistema eletrônico de gerenciamento e proteção de motor minimiza as falhas otimizando o desempenho da máquina além de garantir a vida útil do motor. “Torque e Reserva de Torque são fatores determinantes para um bom desempenho de campo

Transmissão LS: Synchro Shuttle com 20 opções de velocidades à frente e 20 à ré, além de ser mais eficiente no trabalho é muito fácil de operar, com uma transmissão totalmente sincronizada, inclusive o reversor. O sistema de super redução – Creeper permite realizar tarefas que exigem velocidades reduzidas.

Tomada de força (TDP): com uma disponibilidade de potência 15% superior aos concorrentes diretos e 5 opções de rotação (540 / 540E, 540SE, 750, 1.000 rpm, traz muita flexibilidade para este trator operar uma ampla gama de implementos. O acionamento Eletro-Hidráulico proporciona maior conforto, precisão e facilidade para a condução dos implementos e a ergonomia traz muita facilidade de operação ao sistema da TDP, com um forte impacto na produtividade e a segurança operacional.

Sistema Hidráulico com 36% a mais de rendimento e eficiência operacional, em função da capacidade de levante e o fluxo hidráulico com mais vazão e agilidade dos comandos a maior disponibilidade de componentes de controle remoto com 3 conjuntos de VCR, “Superioridade técnica que define a eficiência e versatilidade destes tratores.

Modelos para demandas especiais;

A LS Tractor também vai expor na 48º Expointer seus modelos para atender aquelas demandas de campo que exigem tratores especiais. Entre os destaques, estão os dois recentes lançamentos. O modelo MT4.70 apresentado ao mercado brasileiro em maio deste ano, se destaca por ser o SUV dos tratores, um verdadeiro utilitário e fabricação nacional. Projetado para atender aos mais variados desafios do campo em pequenas, médias e grandes propriedades, o modelo combina, tecnologia e eficiência operacional, com o menor consumo combustível da categoria. Equipado com motor LS Diesel de 4 cilindros e potência de 62 cv, apresenta um excelente torque e 11% a mais de reserva de torque em relação à média dos principais concorrentes.

Disponível nas versões com cabine original de fábrica ou plataformado (Rops), o modelo está equipado com a transmissão LS de 32 marchas à frente e 16 à ré, reversor sincronizado e super redutor integrado. Sistema hidráulico com válvula de vazão variável com ajuste de 0 à 35 litros/minuto. “Essa é uma excelente oportunidade para o produtor modernizar sua frota com um equipamento moderno, que oferece a maior eficiência operacional do mercado, 50% superior aos seus concorrentes, redução de custos e muito mais conforto para o operador”, destaca Astor Kilpp, consultor de produto da LS Tractor.

Outra novidade é o MT2.27E, voltado para a agricultura familiar, um trator de pequeno porte, porém robusto e ideal para mecanizar propriedades que ainda não contam com soluções mais eficientes.

O novo modelo equipado com motor LS Diesel de três cilindros e 25 cv, transmissão LS de 12 marchas à frente e 12 à ré, com reversor sincronizado. “Essa nova tecnologia garante ótimo desempenho, um trator de pequeno porte projetado para o uso intensivo, excelente conforto operacional e um baixo índice de consumo de combustível”, afirma Kilpp.

 “Os visitantes poderão ver de perto a funcionalidade desses equipamentos, que certamente trarão ainda mais eficiência aos manejos da fazenda”, completa o especialista.

48º Expointer 2025: o grande palco do agro brasileiro

Reconhecida como a maior feira agropecuária a céu aberto da América Latina, a Expointer 2025 traz este ano o tema: “Nosso futuro tem raízes fortes” e promete uma das edições mais completas da história.

Entre os números previstos para a edição deste ano, destacam-se a exposição de cinco mil animais, a participação de mais de 2,5 mil expositores, incluindo 456 agroindústrias familiares (um recorde para o segmento). Também são esperados mais de 120 expositores do setor de máquinas e implementos agrícolas, além de uma programação intensa com 500 atividades e eventos distribuídos ao longo dos nove dias de feira.

Segundo Kilpp, a Expointer chega nesta edição mais fortalecida e mantém sua essência como vitrine da genética animal, recebendo visitantes e produtores de todas as regiões do Brasil, em especial do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “É um evento estratégico, onde recebemos públicos com as diferentes necessidades. Por isso, estaremos com nossa equipe completa e preparada durante todos os dias da feira para apresentar nossos produtos e tirar dúvidas dos produtores”, finaliza.

Sobre a LS Tractor

A LS Tractor é a marca de tratores da sul-coreana LS Mtron, integrante do LS Group – o 13º maior grupo empresarial da Coreia do Sul, com presença global, mais de 21 mil colaboradores e vendas anuais acima de 30 bilhões de dólares. Presente no Brasil desde 2013, com fábrica em Garuva (SC), a empresa atua no setor de máquinas agrícolas com uma linha de tratores voltada a diferentes perfis de produtores. Com mais de 70 concessionárias em território nacional, a LS Tractor tem ampliado sua presença no mercado brasileiro por meio de estratégias baseadas nos dados de mercado, expansão da rede com foco na proximidade com os clientes e desenvolvimento de novas tecnologias em transmissão para atender as demandas do campo.


 





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Arroba do boi gordo segue em disputa entre demanda e escalas confortáveis


O mercado físico do boi gordo se deparou com predominante acomodação em seus preços nesta quinta-feira (4).

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos, em especial os de maior porte, ainda desfrutam de uma posição mais confortável em suas escalas de abate.

“Essas indústrias contam com a incidência de animais de parceria (contratos a termo), somado a utilização de confinamento próprio para suprir suas necessidades”, diz.

De acordo com ele, as exportações em alto nível ainda são o grande ponto de sustentação do mercado, com um ritmo acelerado de embarques nas últimas semanas.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 312,17 — ontem: R$ 313
  • Goiás: R$ 303,57 — R$ 306,61
  • Minas Gerais: R$ 299,12 — R$ 299,71
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,66 — R$ 319,20
  • Mato Grosso: R$ 311,69 — R$ 313,38

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com reajustes em seus preços no decorrer da quinta-feira. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“Mais uma vez é importante mencionar que a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade se comparado as proteínas concorrentes, em especial na comparação com a carne bovina”, declara o analista.

O quarto traseiro ainda é cotado a R$ 24,00 por quilo; o quarto dianteiro foi precificado a R$ 18,10, por quilo, alta de R$ 0,10; e a ponta de agulha foi indicada a R$ 17,10, por quilo, alta de R$ 0,10.

Exportações de carne bovina

carne bovina - exportaçõescarne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,504 bilhão em agosto (21 dias úteis), com média diária de US$ 71,622 milhões, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 268,562 mil toneladas, com média diária de 12,788 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.600,00.

Em relação a agosto de 2024, houve alta de 56% no valor médio diário da exportação, ganho de 23,5% na quantidade média diária exportada e avanço de 26,3% no preço médio. 

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,66%, sendo negociado a R$ 5,4753 para venda e a R$ 5,4733 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4452 e a máxima de R$ 5,5012.



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Algodão de seda: como eliminar a planta invasora que assombra seu pasto?


Pecuaristas, o algodão de seda é uma planta daninha que tem se espalhado por fazendas, tornando-se um problema para as pastagens. José Fernando, produtor de Serra do Ramalho, no estado da Bahia, busca ajuda para eliminar a invasora que está tomando conta de seus pastos.

Nesta resposta no programa Giro do Boi, o zootecnista e mestre em pastagem e forragicultura Edmar Peluso, da consultoria Gerente de Pasto, explicou que essa invasora é difícil de combater e que o controle foliar e a roçada não são eficientes.

O controle do algodão de seda: uma solução cara e pontual

Detalhe da planta algodão de seda. Foto: Reprodução/Giro do BoiDetalhe da planta algodão de seda. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Detalhe da planta algodão de seda. Foto: Reprodução/Giro do Boi

Edmar Peluso é direto: o algodão de seda é uma invasora “chatinha de morrer”. O controle foliar, com a aplicação de herbicidas na folha, tem baixíssima eficiência, e o controle por roçada, seguido da aplicação de glifosato no toco, também não funciona bem devido ao caule fino da planta.

O método mais eficaz, segundo o especialista, é o controle no caule.

  • Solução: O controle é feito com uma solução de Garlon (ou herbicida genérico) e óleo diesel. A aplicação é feita com um bico de baixa pressão, pulverizando toda a circunferência do caule da planta, de 50 cm de altura até o solo.
  • Custo: Essa solução tem um custo elevado, devido ao preço do herbicida e do óleo diesel, além da mão de obra necessária para fazer o trabalho em toda a circunferência da planta.

Diante de uma infestação alta, a pergunta que o pecuarista deve fazer é: será que compensa investir nesse controle pontual?

Reforma do pasto: a solução definitiva

Área de pastagem infestada com o algodão da seda. Foto: DivulgaçãoÁrea de pastagem infestada com o algodão da seda. Foto: Divulgação
Área de pastagem infestada com o algodão da seda. Foto: Divulgação

Pela foto de José Fernando, o especialista acredita que a infestação do algodão de seda está alta. Nesses casos, pode ser mais barato e mais eficiente reformar o pasto.

A reforma do pasto, se feita de forma correta, é a solução definitiva para eliminar o algodão de seda e outras plantas invasoras. Edmar Peluso recomenda os seguintes passos:

  • Análise e correção do solo: Faça uma análise para saber as necessidades de calcário e fósforo. Corrija o pH e a saturação de cálcio e magnésio, e incorpore o calcário no perfil do solo.
  • Sementeira e pastejo: Use bastante semente para o capim fechar bem e, no primeiro pastejo, faça o “teste do arranque” para ver se a planta está firme.
  • Adubação de cobertura: Após o primeiro pastejo, faça uma adubação de cobertura com, por exemplo, 180 a 200 kg de 20-20, para que a planta perfilhe, feche o solo e o pasto se forme completamente.

Com um pasto bem formado e o solo corrigido, a planta principal terá mais vigor para competir com qualquer invasora, como o algodão de seda, garantindo a produtividade e a saúde da pastagem.



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Soja registra alta nos preços e negócios pontuais



O mercado brasileiro de soja registrou poucos negócios nesta quinta-feira. De acordo com Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, a sessão foi marcada por volatilidade em Chicago: o dia começou em queda, mas reverteu no final, enquanto os prêmios subiram e trouxeram alguma melhora aos preços. “Ainda assim, o movimento foi pontual, sem expressão significativa”, disse.

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Segundo o analista, Goiás apresentou os principais lotes negociados, mas, de forma geral, o ritmo de comercialização seguiu lento. “Nos portos do Paraná e do Rio Grande do Sul até ocorreram alguns negócios, mas não houve reportes de vendas agressivas. Para a safra nova, o cenário também permanece sem grandes avanços”, acrescentou Silveira.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 134,50
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 135,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 126,00 para R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 125,00 para R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 125,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais altos. Após atingir o menor patamar em duas semanas e meia, o mercado recuperou parte do terreno perdido na parte final da sessão. Compras técnicas garantiram a reação, enquanto alguma preocupação com o desenvolvimento das lavouras e incidência de doenças ajudou no movimento de recuperação. Ainda assim, o cenário fundamental segue exercendo pressão.

A fraca demanda pela soja americana por parte da China tem sido o fator determinante para o comportamento recente do mercado. Os investidores se mostram céticos sobre um possível acordo comercial entre China e Estados Unidos. A cúpula em Pequim nesta semana, envolvendo líderes do país asiático, Rússia e Índia, parece afastar ainda mais chineses e norte-americanos.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 1,50 centavo de dólar, ou 0,14%, a US$ 10,33 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,51 1/2 por bushel, com alta de 1,50 centavo ou 0,14%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 1,20, ou 0,42%, a US$ 283,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 51,93 centavos de dólar, com ganho de 0,09 centavo ou 0,17%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,12%, sendo negociado a R$ 5,4468 para venda e a R$ 5,4448 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4423 e a máxima de R$ 5,4718



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Brasil intensifica negociações para voltar a exportar pescados à Europa



O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, se reuniu nesta quinta-feira (4) com o comissário da DG’Santé, Olivér Várhelyi, a autoridade sanitária da União Europeia.

O objetivo do encontro foi discutir a reabertura do mercado europeu para o pescado brasileiro, uma prioridade assumida pelo governo brasileiro desde a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023. 

A conversa aconteceu na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e contou com a intermediação do ministro Carlos Fávaro.

O bloco deixou de comprar pescados do Brasil em maio de 2018, quando suspendeu a importação após uma avaliação sanitária que identificou falhas na indústria de processamento do produto.

Durante a reunião, de Paula solicitou a revisão das restrições ao comércio do pescado nos países do bloco. “Queremos acelerar nosso pedido para que possamos voltar a comercializar nosso pescado nos países europeus. Estamos abertos a atender às auditorias da autoridade sanitária ainda em 2025”, afirmou. 

O ministro também destacou a relevância histórica das relações comerciais entre o Brasil e a União Europeia. “Reforço a importância de restaurar nossos laços comerciais, que sempre foram baseados na transparência”, declarou. 

O comissário Várhelyi detalhou que o pedido será analisado pela autoridade sanitária, que planeja realizar as auditorias em breve. Caso esse procedimento aconteça de forma favorável, a reabertura ainda depende da aprovação dos membros da União Europeia. 

Histórico das negociações dos pescados

Desde a recriação do ministério a reabertura do mercado europeu é uma prioridade. Em 2023 a pasta começou a atuar junto ao Mapa no diálogo com a autoridade sanitária da União Europeia. A partir de então, o MPA adotou medidas para atender os critérios higiênico-sanitários de embarcações pesqueiras que desejam exportar para a UE e o Reino Unido. 

Em 2024, o MPA e o Mapa receberam uma auditoria da autoridade sanitária do Reino Unido, que trabalha com critérios equivalentes ao dos países do bloco europeu.

Já em fevereiro de 2025, representantes dos dois ministérios participaram de uma reunião em Bruxelas, na Bélgica, para discutir o Mecanismo SPS, um sistema de regras e procedimentos para garantir a segurança dos produtos alimentares, vegetais e animais, incluindo as medidas relacionadas com a saúde pública e o bem-estar animal, que regem o comércio de alimentos e outros produtos agrícolas. 

Além disso, o MPA tem um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a ApexBrasil para promoção do pescado brasileiro no mercado internacional.



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