quinta-feira, abril 30, 2026

Autor: Redação

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Quais práticas você gostaria de aprender melhor?


Na interatividade da semana perguntamos aos produtores, quais práticas gostariam de aprender? Dentre as 3 opções, o resultado revelou que 45% dos produtores rurais querem saber como “Como vender pela internet”.

O resultado da pesquisa também revelou pontos de grande interesse entre os produtores rurais. Cerca de 34% querem aprender estratégias para economizar água e energia, enquanto 21% demonstraram curiosidade em como usar o celular para cuidar da roça.

Esses dados mostram uma tendência clara: o campo está cada vez mais conectado. Os produtores não buscam apenas melhorar a gestão sustentável de suas propriedades, mas também encontrar novos caminhos para aumentar a renda por meio do comércio digital.

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Segundo especialistas, a venda online de produtos rurais é uma oportunidade estratégica para ampliar mercados, reduzir intermediários e se aproximar diretamente do consumidor. Dentro desse cenário, o programa Porteira Aberta Empreender trouxe dicas valiosas sobre como alavancar as vendas nas redes sociais.

Além disso, foi destaque o uso do WhatsApp Business, uma ferramenta gratuita que oferece recursos como catálogo de produtos, respostas automáticas, etiquetas de organização e listas de transmissão. Soluções simples que podem facilitar o dia a dia do empreendedor rural e abrir espaço para novas oportunidades de negócios.



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AgroNewsPolítica & Agro

Programa Agrofamília formaliza R$ 500 mil em novos contratos na Casa do Badesul na 48ª Expointer


Nesta quinta-feira (4/9), a Casa do Badesul foi palco da assinatura de 17 contratos do Programa Agrofamília, que somam R$ 500 mil em investimentos para o fortalecimento da agricultura familiar. Do total, 12 contratos foram destinados a agroindústrias e 12 a jovens rurais.

A iniciativa é promovida pelo Governo do Estado e pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio do FEAPER, tendo o Badesul como gestor operacional, financeiro e contábil. Além de agroindústrias e jovens rurais, o crédito contempla pescadores e comunidades quilombolas.

O secretário da SDR, Vilson Covatti, destacou que mais de 600 contratos já foram assinados desde abril. “Estamos escrevendo uma linda página na história da agricultura familiar do nosso Estado, junto com os produtores, a agência de fomento Badesul, a FETAG-RS, a Emater-RS e o Governo do Estado. A agilidade de todas as instituições tem sido fundamental”, afirmou.

O diretor financeiro do Badesul, Robson Ferreira, também destacou a parceria entre a agência de fomento, a SDR, a Fetag e Emater-RS. “Unimos esforços para colocar os recursos na rua, fazendo-os chegar nas mãos de quem faz acontecer no campo”, disse.

Representando a FETAG-RS, Lucas Machry lembrou que mais de dez mil jovens se inscreveram para o programa. “Foi um belo trabalho, que atraiu inúmeros interessados e conseguiu fazer com que os valores de fato chegassem a eles”, ressaltou, elogiando a política pública.

“Estamos empenhados em promover o desenvolvimento de modo sustentável. A verdade política pública é a que gera resultado!”, afirmou o presidente da Emater, Luciano Schwertz, também presente no evento.

Entre os produtores rurais beneficiados pelo programa, está o casal Valmir e Rosane Fauro. Com o financiamento, a Agroindústria Faro, especializada no cultivo e processamento de mandioca, vai investir na qualificação da sua infraestrutura. “As melhorias incluem obras, além da aquisição de embalagens, caixaria e caixa térmica”, comemorou Rosane.





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AgroNewsPolítica & Agro

Monitoramento é chave no combate ao psilídeo-dos-citros


Com mais de 25 anos de experiência, o engenheiro agrônomo Hamilton Rocha, presidente do Grupo de Consultores em Citros (GCONCI), destacou que houve avanços no controle químico do psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), inseto vetor do greening (HBL). A associação, sediada em Cordeirópolis (SP) e de caráter técnico sem fins lucrativos, estende hoje sua atuação consultiva a cerca de 40 milhões de plantas cítricas.

Segundo Rocha, o avanço da doença levou ao desenvolvimento de estratégias mais precisas para determinar o momento adequado de aplicação de inseticidas. Ele explicou que surgiram produtos que atuam sobre as fases jovens da praga, sobretudo a chamada ninfa, capazes de “quebrar o ciclo” do inseto.

“Precisamos quebrar a reprodução do inseto em momentos decisivos. Um deles é na florada, que está ocorrendo agora, e outro em dezembro, janeiro, quando há vegetação intensa no pomar”, afirmou o consultor. “Quebrar o ciclo do inseto mudou o conceito de tratamento, trouxe um ganho enorme. O desafio é não deixar a praga se multiplicar, contaminar-se nas plantas doentes.”

Rocha explicou que, após anos de pesquisas, a fase ninfa foi identificada como a mais crítica para a transmissão da bactéria causadora da doença, enquanto antes os tratamentos se concentravam nos insetos adultos. Ele ressaltou que a associação de inseticidas com diferentes ingredientes ativos e modos de ação é fundamental para que atinjam tanto adultos quanto ninfas.

Conforme o presidente do GCONCI, quando aplicados corretamente e no momento adequado, inseticidas específicos para o controle da ninfa podem alcançar eficácia de até 80%. “Essas aplicações devem ser feitas, preferencialmente, do estágio V1 a V4 das folhas de citros (1 cm a 4 cm)”, explicou.

Dados do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) mostram que a incidência do greening em laranjeiras aumentou de 38% em 2023 para 44,35% em 2024. Segundo Rocha, árvores afetadas apresentam queda acentuada de frutos, que ficam menores, deformados e assimétricos. “A planta reage à bactéria que está dentro dela, bloqueia o transporte de seiva aos frutos. Uma parte dos frutos cai. Nossa grande busca é diminuir essa queda e fazer com que a seiva se desloque, apesar da doença”, disse.

Rocha destacou ainda que a intensidade e a qualidade do monitoramento das pragas são fatores determinantes para definir as melhores estratégias de manejo. “Devemos considerar clima, estágio da safra, as fases dos insetos presentes nas plantas. O monitoramento é chave”, reforçou.

O presidente do GCONCI acrescentou que o equilíbrio nutricional das plantas também é essencial. “Necessário haver equilíbrio na nutrição do pomar, fazer análises de solo, das folhas, para que as plantas se fortaleçam. Uma planta bem nutrida resistirá mais diante do psilídeo e também de outras pragas e doenças. Terá menos problemas”, disse. Rocha recomendou ainda o uso de bioestimulantes. “Bioestimulantes ajudam muito em situações de estresse, como a enfrentada nos dias de hoje pelo produtor, com tempo mais seco, ausência prolongada de chuvas e mesmo nos casos de estresse advindos de doenças. Esses produtos deixam a planta mais equilibrada para se ‘autodefender’.”

Apesar da maior pressão do greening sobre os pomares, a última previsão do Fundecitrus aponta que a produção do cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais deverá alcançar 314,6 milhões de caixas de 40,8 kg na safra 2025/26, crescimento de 36% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 230,87 milhões de caixas.

“Há várias regiões que sofreram com a seca nos meses de fevereiro, março e abril. Isso afetou bastante os pomares. Estamos bem no início da safra, colhendo as ‘precoces’”, relatou Rocha. “De modo geral, observamos até o momento que apesar da perspectiva de aumento da colheita, está sendo uma safra marcada pela produção de frutas pequenas.”





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AgroNewsPolítica & Agro

umidade e pragas afetam qualidade das raízes



Geadas prejudicam início da safra de mandioca




Foto: Canva

O plantio de mandioca na região de Santa Rosa, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (4), permanece suspenso em grande parte das áreas de cultivo. Os produtores relataram dificuldades para obter o material propagativo necessário para a implantação das lavouras, devido a danos provocados por doenças, pragas e geadas intensas, que afetaram a qualidade das ramas.

“O cozimento está mais difícil, e algumas variedades não estão viáveis para consumo, com exceção da mandioca de casca roxa e da Baianinha”, afirmou a Emater/RS-Ascar. A instituição ainda destacou relatos de apodrecimento de raízes em função da umidade contínua no solo. O preço praticado no comércio local varia de R$ 8,00 a R$ 10,00 por quilo descascada, e R$ 4,00 por quilo com casca.

Na região de Soledade, a cultura encontra-se em fase de plantio, com maior intensidade no Vale do Rio Pardo. No Alto da Serra do Botucaraí, o plantio ocorre de forma mais tardia, em função das temperaturas médias mais baixas na região. Alguns produtores estão preparando o solo, mas há poucas mudas viáveis, já que a safra sofreu danos totais pelas geadas.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Exportação de carne bovina bate recorde histórico em julho/25, mesmo com…


Brasil embarcou 276,8 mil toneladas de carne bovina in natura no mês, superando em 16,7% o volume exportado em julho de 2024.

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Mesmo diante do impacto da nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, as exportações brasileiras de carne bovina in natura atingiram em julho de 2025 o maior volume já registrado para um único mês em toda a série histórica. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados nesta quarta-feira (06), foram embarcadas 276.879 mil toneladas, o número que supera as 237,2 mil toneladas exportadas no mesmo período do ano passado.

No comparativo anual, o avanço no volume exportado representa uma alta de 16,69%. O volume exportado até a quarta semana de julho também já é superior em 14,81% ao volume total embarcado em junho deste ano, que ficou em 241,09 mil toneladas.

Segundo análise da Scot Consultoria, o volume exportado de carne bovina in natura em julho de 2025 representa um recorde histórico para um único mês, mesmo diante da imposição da tarifa adicional de 50% pelos Estados Unidos.

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Confira a série histórica das exportações | Elaboração: Scot Consultoria

Já com relação à média diária exportada, a média diária ficou próxima de 12,03 mil toneladas e teve um avanço de 16,68% frente a média diária do ano anterior, que ficou em 10,3 mil toneladas. 

Os preços médios pagos pela carne bovina ficaram próximos de US$ 5.551,0 mil por tonelada até a quinta semana de julho/25, isso representa um ganho anual de 25,9%, quando se compara com os valores observados em julho de 2024, em que estavam precificados em US$ 4.409,0 mil por tonelada.

O valor negociado para a carne bovina na quinta semana de julho ficou em US$ 1.536.951,8 bilhão, sendo que em julho do ano anterior a receita total foi de US$ 1.045.913,0 bilhão. 

A média diária do faturamento na quinta semana de julho ficou em US$ 66.824,0 milhões e registrou um ganho de 46,9%, frente ao observado no mês de julho do ano passado, que ficou em US$ 45.474,5 milhões.





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governo lança índice da inflação de alimentos com base em notas fiscais do varejo


O governo do Estado, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), lançou nesta quinta-feira (4/9), durante a Expointer, um conjunto de novidades ligadas ao programa Desenvolve RS – iniciativa da Receita Estadual que transforma a base de dados de documentos fiscais em informações acessíveis e úteis para os setores produtivos e para a sociedade. O objetivo é fomentar a economia e impulsionar a geração de empregos.

Uma das principais novidades é a ampliação e modernização do painel interativo Preços Dinâmicos, que agora passa a monitorar diariamente a variação de preços de 80 alimentos – 15 a mais do que antes. A ferramenta vai acompanhar as oscilações da cesta de consumo das famílias, que abrange todos os itens monitorados, e dos produtos separados por grupos e subgrupos, com possibilidade de consulta das variações por região do Estado. Todos os dados têm como fonte os registros das notas fiscais eletrônicas emitidas pelo varejo.

Dentro do painel, passa a estar disponível o Índice de Inflação da Cesta de Alimentos da Receita Estadual (ICA-RE), que mede a inflação média dos alimentos monitorados. O Rio Grande do Sul será o primeiro estado brasileiro a divulgar um índice próprio de variação de preços dos alimentos, que vai acompanhar as variações da cesta completa, além de fornecer índices por grupos, subgrupos e produtos específicos. Também será possível consultar os resultados por região, o que fornece um retrato mais fiel da realidade local. O índice ainda contará com versão dessazonalizada, que elimina variações extremas provocadas pela oferta irregular de determinados produtos ao longo do ano.

“Para as famílias, a iniciativa permite comparar preços praticamente em tempo real, economizando tempo e aumentando a segurança na hora de aproveitar ofertas. Para as empresas, a ferramenta possibilita monitoramento constante da concorrência e ajustes imediatos em preços, promoções e ofertas. Já para gestores públicos e economistas, o índice fornece subsídios relevantes para a formulação de políticas e a produção de indicadores de inflação”, avalia o subsecretário adjunto da Receita Estadual, Giovanni Padilha.

O ICA-RE poderá ser consultado por variação mensal, acumulado no ano e nos últimos 12 meses. O painel ainda fornece recortes específicos, como a inflação registrada entre empresas do Simples Nacional e do regime geral. O índice também será divulgado mensalmente no Boletim de Preços Dinâmicos, sempre no primeiro dia útil de cada mês, com dados referentes ao período anterior.

Apoio à tomada de decisão

Outra novidade apresentada foi o Painel RS360, que passa a divulgar indicadores econômicos da indústria, do atacado e do varejo, antes disponíveis apenas no boletim setorial da Revista RS360. A ferramenta, com atualização mensal, concentra dados sobre volume de vendas, compras, investimentos em bens de capital e informações como o valor adicionado dos setores, que sinaliza a margem de lucro das atividades econômicas.





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Digitalização é a saída para o Seguro Agrícola



Crises no agro já demonstraram que dificuldades antecipam transformações



Crises no agro já demonstraram que dificuldades antecipam transformações
Crises no agro já demonstraram que dificuldades antecipam transformações – Foto: Pixabay

A imposição de tarifas de 50% pelos EUA sobre produtos brasileiros está acelerando a transformação do seguro agrícola. Segundo Rodrigo Zuini, CTO da Picsel, o impacto atinge produtores em toda a cadeia, reduzindo margens e comprometendo a manutenção de seguros em meio à maior volatilidade climática e de mercado. O corte de 42% no Programa de Subvenção Rural reduziu a área segurada de 14 milhões para 7 milhões de hectares, deixando milhões de hectares vulneráveis a perdas sem respaldo financeiro.

Nesse cenário, a digitalização deixa de ser opcional. Tecnologias como inteligência artificial, Big Data, drones e seguros paramétricos permitem estimar riscos com precisão, reduzir custos e agilizar a emissão de apólices. Startups brasileiras mostram que processos automatizados podem cortar custos em até 90%, tornando o seguro mais acessível e transparente, mesmo sem subsídio público.

Crises no agro já demonstraram que dificuldades antecipam transformações. Plataformas digitais se consolidaram em crédito rural e gestão de propriedades após restrições financeiras e eventos climáticos extremos. Culturas exportadoras como café e carne bovina e regiões do Sul e Sudeste serão as mais impactadas, reforçando a necessidade de soluções tecnológicas ágeis.

“A crise comercial, portanto, não apenas evidencia fragilidades do seguro agrícola, mas também pode acelerar uma revolução digital que levaria décadas para ocorrer naturalmente. Sistemas de precificação dinâmica, emissão rápida de apólices e plataformas digitais para democratizar o acesso ao seguro podem transformar o setor, mitigando riscos financeiros e fortalecendo a resiliência do agro brasileiro em meio a desafios de mercado e clima. Se o Brasil conseguir integrar inovação tecnológica ao seguro agrícola com escala, poderá não apenas reduzir a dependência de subsídio público, mas também criar um novo padrão de gestão de risco rural, mais compatível com os desafios do século XXI”, conclui.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Resistência pede soluções múltiplas no campo



O MIPD combina estratégias químicas, culturais, mecânicas e biológicas



O MIPD combina estratégias químicas, culturais, mecânicas e biológicas
O MIPD combina estratégias químicas, culturais, mecânicas e biológicas – Foto: Nadia Borges

A resistência de plantas daninhas aos herbicidas é um desafio crescente para a agricultura moderna, comprometendo a produtividade e elevando custos de produção. De acordo com o Comitê de Ação e Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR), a adoção do Manejo Integrado de Plantas Daninhas (MIPD) é uma das principais ferramentas para enfrentar essa realidade.

Nesse contexto, o MIPD combina estratégias químicas, culturais, mecânicas e biológicas, reduzindo a pressão de seleção sobre as populações de plantas daninhas e prolongando a vida útil dos herbicidas. Entre as práticas recomendadas estão a rotação de culturas, o uso de diferentes mecanismos de ação, o plantio direto e a utilização de coberturas vegetais. Essas medidas diversificam o manejo e dificultam a adaptação das plantas daninhas, garantindo maior eficiência no controle e, consequentemente, torna a planta mais produtiva.

Além de preservar as tecnologias disponíveis, o MIPD contribui para a estabilidade produtiva no longo prazo. A combinação de diferentes métodos não apenas melhora os resultados imediatos, como também assegura sustentabilidade e equilíbrio no sistema agrícola. Isso é fundamental para manter a competitividade do setor diante de um cenário de crescente pressão sobre os sistemas de produção.

De acordo com as informações, o combate à resistência não se resolve com soluções únicas, mas sim com planejamento, diversidade e responsabilidade. Ao diversificar as práticas de manejo, o produtor não apenas garante maior eficiência no presente, como também preserva o futuro da agricultura. 

 





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Frente fria derrubará temperaturas em três capitais neste fim de semana


A chegada de uma frente fria em São Paulo deve provocar queda brusca de temperatura sobre o estado neste fim de semana, com possibilidade de chuva de baixa intensidade.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a mínima será de 15°C e a máxima não deve ultrapassar os 20ºC no sábado (6) e no domingo (7), Dia da Independência.

Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, também terá os próximos dois dias diferentes, porém, ainda mais frios e com chance de geada. Os termômetros na capital gaúcha ficarão entre 9ºC e 14ºC neste sábado, enquanto no domingo devem variar entre 10ºC e 15ºC.

Já no Rio de Janeiro, que registrou temperaturas acima de 30°C nesta sexta-feira (5), a frente fria também atua a partir de amanhã, levando ventos de até 50 km/h em algumas áreas. A previsão é de céu nublado a encoberto, com chuva fraca, a partir do final da manhã. A temperatura em solo fluminense não deve ultrapassar os 23°C.

Centro-norte do país

onda de calor, altas temperaturas
Foto: Motion Array

No Norte do país, a meteorologia prevê um final de semana com céu com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada nas cidades de Belém (PA) e Manaus (AM).

Segundo o Inmet, a capital paraense terá um sábado de temperatura máxima chegando aos 33°C, enquanto na amazonense será mais elevada, atingindo os 35°C.

Já em Brasília, no final de semana, a temperatura ficará mais amena, com a máxima chegando aos 29°C no sábado, com umidade relativa do ar em torno dos 25%, índice que configura estado de alerta. No domingo, a temperatura máxima chega aos 28°C, mas a umidade relativa do ar ficará ainda mais baixa, em torno de 20%.



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Série especial destaca desafios do combate ao fogo no Cerrado


O Cerrado brasileiro, segundo maior bioma do país, enfrenta todos os anos a devastação provocada pelas queimadas. O fogo transforma a biodiversidade em fumaça e cinzas, impactando fauna, flora, nascentes e a vida das pessoas.

O projeto especial “Cerrado Sem Fogo”, produzido pelo Canal Rural Bahia, mostra, no primeiro episódio, o trabalho árduo dos Bombeiros Militares para manter vivo um dos biomas mais incríveis do país.

Outros três episódios abordarão os impactos no meio ambiente, na saúde humana e na produção agrícola.

Na linha de frente desse combate estão as brigadas do Corpo de Bombeiros da Bahia. De acordo com dados da Operação Florestal 2024, foram 212 dias de atividades, com atendimento em 114 municípios e o combate a 1.099 incêndios.

Além disso, os bombeiros realizaram mais de 2.061 ações preventivas em todo o estado.

Em 2025, até o dia 27 de agosto, a operação já havia registrado 1.730 incêndios em 21 municípios, além de 49 ações de prevenção.

Segundo o comandante da operação, major Erick, os incêndios florestais apresentam desafios que vão além do fogo:

“Eles têm uma característica peculiar de difícil acesso, por causa do terreno, da vegetação e dos fatores meteorológicos. A Bahia tem dimensões comparáveis a um país, com diferentes biomas, o que exige uma atuação capilar e combatentes preparados para diversas realidades.”

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Repórter Vinicius Ramos durante gravações com o Corpo de Bombeiros na Base Oeste em Barreiras (BA)

O trabalho dos bombeiros é intenso. Durante o combate, cada militar carrega mochilas que podem ultrapassar 20 quilos, enfrentando altas temperaturas durante o dia e baixas à noite, além de condições adversas no campo.

Em 2024, o município de Barreiras registrou o maior número de ocorrências, com 123 casos, seguido de Juazeiro e Lençóis. Atualmente, cerca de 80 bombeiros militares estão em atividade nas bases florestais do Oeste baiano.

Prejuízos

Além do risco à saúde e ao meio ambiente, os incêndios geram prejuízos econômicos. Para o gerente de sustentabilidade da Aiba, Eneas Porto, é preciso repensar práticas antigas:

“O fogo traz riscos não só para a atividade rural, mas também para a população. Hoje já temos tecnologia suficiente para substituir o uso do fogo e reduzir os danos ambientais.”

As autoridades reforçam que a consciência e a colaboração da sociedade são fundamentais para manter o Cerrado vivo.

“A orientação é que não se utilize o fogo. Em qualquer necessidade, o número 193 do Corpo de Bombeiros deve ser acionado”, destacou o major Erick.

O Cerrado Sem Fogo, é exibido toda sexta-feira, antes do Rural Notícias e tem apoio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e Sindicatos dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB) e Luis Eduardo Eduardo Magalhães (SPRLEM).


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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