quinta-feira, abril 30, 2026

Autor: Redação

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caminhos para a liderança na COP30


À medida que o Brasil se prepara para sediar a COP 30 em novembro deste ano, o momento não poderia ser mais oportuno para refletir e debater sobre o que o país precisa enfrentar para se firmar como líder climático.

Sendo historicamente o sexto maior emissor de Gases de Efeito Estufa (GEE) e outros poluentes, o Brasil carrega a responsabilidade e a oportunidade de moldar o futuro no combate às mudanças climáticas.

Há alguns elementos-chave para que a transição ecológica se concretize, sendo o engajamento internacional o primeiro deles. O Brasil é um ator relevante nas discussões globais sobre mudanças climáticas.

A recente apresentação da nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) para 2035 representa um compromisso importante de reduzir as emissões em até 50% em relação aos níveis de 2019, alinhando-se à meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C.

Essa ação não apenas reafirma o objetivo de zerar o desmatamento ilegal, como também anuncia a intenção de transferir Resultados de Mitigação Transferidos Internacionalmente (ITMOs), fomentando a participação ativa do Brasil no mercado internacional de carbono.

Além disso, a presidência brasileira do G20 reuniu importantes atores públicos e privados em torno do financiamento climático, expandindo a agenda nacional. Assim, o Brasil se coloca no centro da liderança climática, especialmente ao sediar a COP 30 em Belém — um evento que será decisivo para as negociações globais.

Redução do desmatamento no Brasil

Os dados recentes sobre desmatamento refletem um avanço significativo. A redução da destruição na Amazônia e no Cerrado, com quedas de 30,6% e 25,7%, respectivamente, entre 2023 e 2024, é um claro indicador de sucesso no combate à principal fonte de emissões do país.

Essa diminuição evitou a emissão de mais de 400 milhões de toneladas de CO₂ equivalente. A consolidação de uma matriz elétrica majoritariamente renovável, com destaque para a energia hidrelétrica, somada ao reconhecimento do Brasil como o sexto maior produtor de energia solar do mundo, demonstra o potencial do país em liderar a transição energética.

Essas conquistas, junto com a aprovação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), criam um ambiente regulatório favorável à redução de emissões e provam que a economia brasileira pode crescer de forma sustentável.

Além da mitigação, o Brasil reconhece a necessidade urgente de adaptação às mudanças climáticas. O lançamento da Estratégia Nacional de Adaptação (ENA), primeira etapa do Plano Clima, é uma resposta aos eventos climáticos extremos aos quais o país é vulnerável. Permanecer inerte diante dessa realidade é um luxo que o Brasil não pode se dar, especialmente considerando o custo estimado de R$ 1,8 trilhão no PIB até 2050.

Inovação e responsabilidade

Ao investir em projetos concretos que somam pelo menos R$ 100 bilhões nos próximos cinco anos para adaptação e resiliência, o Brasil terá a chance de apresentar essa meta ousada na COP 30 como um marco de inovação e responsabilidade.

Instrumentos financeiros criativos, como títulos sustentáveis e mecanismos de financiamento combinado, serão fundamentais para garantir recursos e estimular o investimento privado em adaptação climática.

A construção do Plano Clima, que busca tornar o Brasil uma economia de emissões líquidas zero até 2050, é um pilar central da governança climática. Paralelamente, o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) desenvolve a Estratégia Brasil 2050, que avalia os impactos das mudanças climáticas e promove o alinhamento entre União, estados e municípios por meio da criação do Conselho da Federação.

Esse espírito de cooperação é essencial para enfrentar os desafios climáticos de forma conjunta, pois o conceito de “federalismo climático” reconhece que a ação climática deve ser responsabilidade compartilhada entre todos os níveis de governo.

Mesmo diante de desafios internos, como o aumento das emissões em alguns setores, o Brasil vem consolidando uma base robusta de políticas, estratégias e instrumentos financeiros para enfrentar as mudanças climáticas. Com metas ambiciosas, avanços no combate ao desmatamento, investimentos em energia renovável e um foco estratégico em adaptação e financiamento, o país está pronto para atuar como um influente protagonista no cenário climático global — especialmente com a proximidade da COP 30.

Mais do que nunca, o mundo precisa que o Brasil exerça sua liderança e sirva de exemplo sobre como enfrentar a crise climática com determinação e inovação, não apenas em benefício próprio, mas pelo futuro de todo o planeta.

*Ana Paula Abritta é diretora de Estratégia e Inovação da BMJ Consultores Associados, onde atua desde 2016 liderando equipes de Relações Governamentais, Inovação e Comércio Internacional. É mestra em Poder Legislativo (Câmara dos Deputados), com MBA em Comércio Internacional (FGV) e graduação em Relações Internacionais (UCB). É cofundadora da rede Women Inside Trade (WIT).


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Em meio ao tarifaço dos EUA, Brics discute comércio e integração financeira do bloco



Os líderes dos países do Brics discutiram, nesta segunda-feira (8), como ampliar os mecanismos de comércio entre as nações do bloco de países emergentes.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva organizou uma cúpula virtual com o objetivo de coordenar estratégias centradas no multilateralismo, em meio à nova política dos Estados Unidos de elevar as tarifas de parceiros comerciais.

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“O comércio e a integração financeira entre nossos países oferecem opção segura para mitigar os efeitos do protecionismo”, afirmou em discurso aos chefes de Estado.

Para Lula, o grupo de potência do Sul Global tem “a legitimidade necessária para liderar a refundação do sistema multilateral de comércio em bases modernas, flexíveis e voltadas às nossas necessidades de desenvolvimento”.

Em seu discurso, ele citou o papel do Novo Banco de Desenvolvimento (banco do Brics) na diversificação das bases econômicas e as complementariedades entre os países.

“Juntos, representamos 40% do PIB global, 26% do comércio internacional e quase 50% da população mundial. Temos entre nós grandes exportadores e consumidores de energia. Reunimos as condições necessárias para promover uma industrialização verde, que gere emprego e renda em nossos países, sobretudo nos setores de alta tecnologia. Reunimos 33% das terras agricultáveis e respondemos por 42% da produção agropecuária global”, disse.

Para o presidente brasileiro, a crise de governança “não é uma questão conjuntural” e cabe ao Brics mostrar que a cooperação “supera qualquer forma de rivalidade”.

“A Organização Mundial do Comércio [OMC] está paralisada há anos. Em poucas semanas, medidas unilaterais transformaram em letra morta princípios basilares do livre comércio como as cláusulas de Nação Mais Favorecida e de Tratamento Nacional. Agora assistimos ao enterro formal desses princípios. Nossos países se tornaram vítimas de práticas comerciais injustificadas e ilegais”, disse.

“A chantagem tarifária está sendo normalizada como instrumento para conquista de mercados e para interferir em questões domésticas. A imposição de medidas extraterritoriais ameaça nossas instituições. Sanções secundárias restringem nossa liberdade de fortalecer o comércio com países amigos. Dividir para conquistar é a estratégia do unilateralismo”, acrescentou.
Neste ano, o Brasil está na presidência do Brics. No contexto de mudanças da geopolítica mundial, em diversos fóruns internacionais, desde o início deste terceiro mandato, Lula vem defendendo a reforma de instituições multilaterais de governança global, como o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e a OMC.

“Precisamos chegar unidos na 14ª Conferência Ministerial da OMC no próximo ano, no Cameroun”, defendeu Lula ao discursar aos chefes de Estado.

A reunião foi privada e o discurso do presidente foi divulgado pelo Palácio do Planalto.

“A reunião foi também ocasião para compartilhar visões sobre como enfrentar os riscos associados ao recrudescimento de medidas unilaterais, inclusive no comércio internacional, e sobre como ampliar os mecanismos de solidariedade, coordenação e comércio entre os países do Brics”, diz outra nota da Presidência do Brasil.

Tarifaço

O tarifaço da Casa Branca tenta reverter a relativa perda de competitividade da economia do país norte-americano para a China nas últimas décadas.

Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliam que a medida do presidente Donald Trump também é uma chantagem política com objetivo de atingir o Brics, já que o grupo de potências do Sul Global tem sido encarado por Washington como uma ameaça à hegemonia estadunidense no mundo, em especial, devido à proposta de substituir o dólar nas trocas comerciais.

A reunião extraordinária desta segunda-feira (8) ocorre dois meses após a Cúpula do Brics no Rio de Janeiro, momento em que Trump voltou a ameaçar os países que se alinhem às políticas do bloco.

Durante seu discurso, o presidente da China, Xi Jinping, também falou sobre a criação da Iniciativa de Governança Global (IGG), possível embrião de uma nova ordem mundial.

A proposta foi divulgada durante encontro no início do mês com a presença de 20 líderes de países não ocidentais, incluindo o russo Vladimir Putin e o indiano Narendra Modi, também membros do Brics.

Guerras e COP30

Em seu discurso, Lula ainda abordou o “fracasso” mundial na solução de conflitos entre os países, como a guerra na Ucrânia e genocídio na Faixa de Gaza.

“Quando o princípio da igualdade soberana dos Estados deixa de ser observado, a ingerência em assuntos internos se torna prática comum. A solução pacífica de controvérsias dá lugar a condutas belicosas”, disse.

No mesmo sentido, Lula fez referência à presença de submarino e navios militares dos Estados Unidos no Caribe, na costa da Venezuela, sob argumento do combate ao narcotráfico.

O governo dos EUA acusa o governo venezuelano de Nicolás Maduro de liderar um cartel narcotraficante. Maduro rejeita as acusações e diz que Washington usa esse argumento para promover uma “troca de regime” no país sul-americano, dono das maiores reservas de petróleo do mundo.

Para Lula, tanto o terrorismo quanto os desafios de segurança pública que muitos países enfrentam são fenômenos distintos e que “não devem servir de desculpa para intervenções à margem do direito internacional”.

“A América Latina e o Caribe fizeram a opção, desde 1968, por se tornar livres de armas nucleares. Há quase 40 anos somos uma Zona de Paz e Cooperação. A presença de forças armadas da maior potência do mundo no Mar do Caribe é fator de tensão incompatível com a vocação pacífica da região”, disse.

Ainda, o presidente brasileiro reforçou o convite aos líderes para participar da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), em Belém, em novembro próximo.

Lula ainda sugeriu a criação de um Conselho de Mudança do Clima da ONU, que articule diferentes atores, processos e mecanismos que hoje “se encontram fragmentados”.

“O impacto do unilateralismo também é grave na esfera ambiental. Os países em desenvolvimento são os mais impactados pela mudança do clima. A COP30, em Belém, será o momento da verdade e da ciência. Além de trabalhar pela descarbonização planejada da economia global, podemos utilizar os combustíveis fósseis para financiar a transição ecológica. Precisamos de uma governança climática mais forte, capaz de exercer supervisão efetiva”, disse.

Por fim, os líderes trocaram impressões em preparação à 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que ocorre em Nova York, no fim deste mês. Para Lula, será a oportunidade de defender “um multilateralismo revigorado” e tratar sobre a arquitetura multilateral no âmbito digital.

“Sem uma governança democrática, projetos de dominação centrado em poucas empresas de alguns países vão se perpetuar. Sem soberania digital, seremos vulneráveis à manipulação estrangeira. Isso não significa fomentar um ambiente de isolacionismo tecnológico, mas fomentar a cooperação a partir de ecossistemas de base nacional, independentes e regulados”, disse.

Participaram da cúpula virtual desta segunda-feira os líderes de China, Egito, Indonésia, Irã, Rússia, África do Sul, além do príncipe herdeiro dos Emirados Árabes Unidos, do chanceler da Índia e do vice-ministro das Relações Exteriores da Etiópia.



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Operação apreende baterias de carro e 440 caixas de cerveja fraudadas



Ficais da Secretaria de Estado da Fazenda do Pará aprenderam em operação realizada nos dias 3 e 4 de setembro mercadorias avaliadas em R$ 181.980,92 nos municípios de Oriximiná e Terra Santa.

Entre os produtos recolhidos estavam 440 caixas com 6.280 unidades de cerveja; 1.200 fardos de refrigerantes, com 11.100 unidades; 100 fardos com 900 garradas de água mineral; 20 unidades de baterias automotivas; 5.137 unidades de perfil metálico, entre outras.

Os agentes atuam na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Tapajós, no Baixo Amazonas, e tiveram apoio do Comando de Policiamento Regional da Polícia Militar de Santarém.

Segundo o coordenador da ação, Roberto Mota, foram identificadas infrações como ausência de documentação fiscal, não recolhimento do Diferencial de Alíquota do ICMS (Difal) devido ao Estado, compras em nome de Cadastro de Pessoa Física (CPF) mas que, pelo volume, indicavam finalidade comercial e falta de Conhecimento de Transporte Eletrônico (CTe).

Como resultado foram lavrados 16 Termos de Apreensão e Depósito (TADs), que totalizaram R$ 65.505,38, referentes a cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e multas.



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Barra Agroshow atrai mais de 12 mil pessoas e destaca potencial da fruticultura


Encerrada no último sábado (6), a primeira edição da Barra Agroshow atraiu público de mais de 12 mil pessoas, de acordo com o Sindicato dos Produtores Rurais de Barra e teve a fruticultura como um dos destaques do evento realizado pela primeira vez em Barra, no Oeste da Bahia.

Entre as novidades apresentadas, a produção de uvas de mesa, vem surpreendo produtores e despertando o interesse de investidores da região, assim como o mirtilo, que está em fase de experimentação.

A introdução do cultivo da uva no semiárido baiano chama a atenção pelo alto valor agregado, principalmente quando a plantação já está consolidada.

O empresário José Carlos Dourado, que participou do evento, destacou o potencial de diversificação que a região oferece:

“Não tenho no Goiás a mesma oportunidade de culturas com valor agregado tão alto. Mas passa pelo nosso planejamento investir aqui em variedades que possam trazer retorno maior do que soja, milho e feijão”, afirmou.

Produção em expansão

Na Fazenda São José, o cultivo de uva começou em 2023 e já ocupa 65 hectares da variedade Autumn Crisp, considerada como uma das mais procuradas no mercado nacional e internacional.

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Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural Bahia

De acordo com especialistas, Barra reúne condições climáticas ainda mais favoráveis que o Vale do São Francisco, principal polo produtor do Brasil.

O produtor e consultor de viticultura Fábio Ferreira explica que a região tem diferenciais importantes:

“Barra possui solos adequados, água de extrema qualidade e uma amplitude térmica maior do que no Vale. Isso garante coloração melhor e qualidade superior, permitindo que a uva expresse todo o seu potencial genético.”

O investimento inicial na Fazenda São José foi de cerca de R$ 250 mil. Para o produtor Antônio Geraldo Mesquita, os custos elevados no início são compensados pelo retorno esperado a médio prazo.

“Estimamos que nosso custo-benefício se tornará interessante a partir do quarto ano. Até 2028, a atividade será autossustentável”, afirmou.

Além da uva, a propriedade já aposta na produção de mirtilo. Em fase experimental, o cultivo conta com duas mil plantas e deve ganhar escala comercial ainda este ano.

“Em dezembro iniciaremos o projeto comercial, com meta de atingir entre 15 e 20 hectares até 2027”, destacou Mesquita.

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Muda de mirtilo introduzida em propriedade em Barra (BA) | Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural Bahia

Seminário da Fruticultura Irrigada

As visitas técnicas às fazendas fizeram parte da segunda edição do Seminário da Fruticultura Irrigada, que integrou a programação da Barra Agroshow.

Além da Fazenda São José, outro grupo visitou a produção de cacau e coco da Fazenda São Roque. A rodada de palestras abordaram os desafios e oportunidades, com destaque também para o cacau.

O encontro reuniu palestras sobre desafios e oportunidades do setor, com destaque também para o cultivo de cacau.

Segundo o pesquisador Dario Ahnert, os primeiros plantios de cacau já mostram adaptação promissora na região.

No caso do cacau especificamente, já têm os primeiros plantios, já foram feitas introduções dos materiais que já estão produzindo em alguns lugares, então já fica fácil você verificar aqueles que mais se aclimataram aqui. Estamos acompanhando a questão da evolução tecnológica“, destaca Ahnert.

Para a vice-presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Barra, Gleise de Melo, o saldo foi positivo:

Para a gente, a feira se encerra com um brilho de um trabalho coletivo que foi muito bem feito e que contou com o apoio de colaboradores, patrocinadores, produtores e equipe técnica. Acho que foi um ganho comum à todos, principalmente pra Barra e Região“, disse.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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Lista de desconto em crédito para a agricultura familiar é ampliada


A lista que reúne os produtos com bônus de desconto no pagamento de parcelas de crédito rural do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) foi ampliada neste mês de setembro. Foram incluídos 20 produtos em diferentes regiões do país.

Entre as culturas que passaram a integrar a lista estão: açaí, alho, banana, cana-de-açúcar, cará (inhame), cebola, feijão, feijão-caupi, laranja, raiz de mandioca e o trigo. Também terão direito ao benefício, produtores de dez estados que cultivam múltiplas culturas incluindo feijão, leite, mandioca e milho.

A medida é parte do Programa de Garantia de Preço para a Agricultura Familiar (PGPAF), que visa compensar produtores afetados pela redução dos valores de mercado abaixo do valor de garantia definido para cada cultura. E a lista vale para o período entre 10 de setembro e 9 de outubro de 2025.  

Os descontos são calculados com base nos valores de mercado divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento e validados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

Os bônus são aplicados por unidade da federação, com base nos preços do mês anterior, nesse caso, de agosto. E os percentuais de desconto dado aos agricultores familiares no pagamento de parcelas ou na liquidação das operações de crédito rural do Pronaf variam conforme a diferença entre preços médios de mercado e os valores de garantia definidos para as culturas pelo PGPAF.

Por exemplo, este mês, os produtores de cará, da agricultura familiar no Paraná, terão o maior bônus de desconto, com redução de 59,52%, enquanto os de cana-de-açúcar na Bahia terão o menor, de 0,47%.

Para o mês, saíram da lista a batata-doce, o arroz (TO), a banana (TO, SC e GO), a cana-de-açúcar (MA) e o mel de abelha (PI e RS).



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Importação chinesa de soja sobe 1,2% em agosto



A China importou 12,28 milhões de toneladas de soja em agosto deste ano, 1,2% acima do registrado em agosto de 2024, de acordo com dados preliminares publicados nesta segunda-feira, 8, pela Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês). Em valores, as compras da oleaginosa somaram US$ 5,45 bilhões no sétimo mês deste ano.

Além disso, no acumulado de janeiro a agosto, a Gacc informou que as importações de soja atingiram cerca de 73,31 milhões de toneladas, 4% maior do que o volume reportado em igual período do ano anterior.

Segundo a Gacc, a China importou 732 mil toneladas de óleos vegetais no mês passado, alta de cerca de 15,5% ante o volume de agosto de 2024. No total, os chineses desembolsaram US$ 878 milhões com a compra do produto em agosto. Nos oito meses do ano, contudo, as importações alcançaram 4,45 milhões de toneladas, 6,5% abaixo do nível registrado em igual período do ano anterior.

Enquanto isso, as importações chinesas de carnes e miúdos totalizaram 505 mil toneladas em agosto, 10,6% a menos que igual período de 2024, segundo dados da Gacc. O valor desembolsado foi de US$ 2,01 milhões. No acumulado dos oito meses completos deste ano, o volume importado retrocedeu 3,6% em comparação com igual período do ano passado, alcançando 4,24 milhões de t.

De fertilizantes, a China importou 841 mil toneladas em agosto deste ano, queda de 20,2% ante o registrado no mesmo mês de 2024. Em valores, as importações no mês passado somaram US$ 316 milhões. De janeiro a agosto, 8,46 milhões de toneladas foram compradas pelos chineses no exterior, 6,8% abaixo do volume registrado um ano antes.



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AgroNewsPolítica & Agro

Comercialização da soja segue lenta


No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, a comercialização da soja segue lenta, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de preços para pagamento em meados de setembro, com entrega entre agosto e setembro, ficaram em R$ 141,70 (+1,21%) nos portos. No interior, as cotações marcaram ganho e ficaram em torno de R$ 135,00 (+0,75%) por saca, em Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa para 30/09”, comenta.

Santa Catarina mostra estabilidade com variações regionais. “O mercado da soja em Santa Catarina apresentou movimentação pontual e sem tendência unificada. Não foram encontrados dados oficiais sobre comercialização, fretes ou armazenagem na data, o que reforça a leitura de um mercado disperso e guiado por condições específicas de cada região. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 142,84”, completa.

No Paraná, o mercado registra retração em parte das praças, mas o porto sustenta cotações. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 142,35 (-0,11%). Em Cascavel, o preço foi 129,01 (-0,98%). Em Maringá, o preço foi de R$ 130,47 (-2,14%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 132,26 (-0,89%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 124,00. No balcão, o preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

O Mato Grosso do Sul tem mercado estável, mas com quedas pontuais. “A dinâmica sugere pressões de baixa em regiões específicas, possivelmente relacionadas à logística ou à maior concentração de oferta em determinadas áreas. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 123,51 (+2,07%), Campo Grande em R$ 123,51 (+2,07%), Maracaju em R$ 122,76 (+0,62%), Chapadão do Sul a R$ 121,96 (-0,40%), Sidrolândia a em R$ 122,60 (-0,57%)”, informa.

O Mato Grosso mantém valorização da soja apesar da queda em Chicago. “As altas observadas em algumas regiões, mesmo em um cenário de queda em Chicago e de recuos em outros estados, sugerem um aquecimento da demanda local por parte das indústrias ou um ajuste na oferta disponível nessas áreas, visto que o produtor tende a tentar segurar mais quando os preços não estão adequados. Campo Verde: R$ 123,50 (+2,70%). Lucas do Rio Verde: R$ 119,16, Nova Mutum: R$ 119,16. Primavera do Leste: R$ 123,50 (+2,18%). Rondonópolis: R$ 130,00 (+8,11%). Sorriso: R$ 119,30 (+0,21%)”, conclui.

 





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Comercialização de soja envolve 20,5% da safra 25/26



A comercialização da safra 2024/25 de soja no Brasil alcançou 84,1% da produção projetada, segundo levantamento da Safras & Mercado com dados até 5 de setembro. No relatório anterior, referente a 5 de agosto, o índice era de 78,4%.

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Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 87,7% da safra, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 89,3%. Considerando a produção estimada em 171,83 milhões de toneladas, o total de soja já comprometido chega a 144,54 milhões de toneladas.

Comercialização 2025/26

Para a temporada 2025/26, cuja produção é projetada em 180,92 milhões de toneladas, a comercialização antecipada atinge 20,5%, o equivalente a 37,06 milhões de toneladas. No mesmo período do ano passado, o índice era de 24,8%, contra uma média de 29,2%.

O relatório anterior, de 5 de agosto, apontava 16,8% da safra 2025/26 já negociada, o que mostra avanço no ritmo, ainda que abaixo do histórico.



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AgroNewsPolítica & Agro

preços abaixo do custo preocupam


O mercado de milho segue pressionado por preços pouco atrativos para 2026, tanto no Brasil quanto no cenário internacional. De acordo com a TF Agroeconômica, os valores atuais ficam bem abaixo do custo de produção, o que exige atenção redobrada dos produtores. No mercado doméstico, a saca é negociada a R$ 68,92, 6,29% abaixo do custo estimado em R$ 73,55. Já na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços estão em R$ 57,84, 21,26% abaixo da média de produção.

No Brasil, a expectativa é de alta no segundo semestre, impulsionada pela demanda das indústrias de carnes e etanol, mas seria necessário um avanço de ao menos 10% para garantir rentabilidade. Para julho de 2026, os preços precisariam ultrapassar R$ 80,00/saca para compensar os custos. Entretanto, a supersafra norte-americana tende a prejudicar as exportações brasileiras, deixando a aposta no consumo interno como principal sustentação. Por outro lado, o trigo no país apresenta tendência de valorização, o que também merece atenção do setor.

Entre os fatores de alta estão: o avanço das exportações americanas, que alcançaram 2,117 milhões de toneladas no último relatório do USDA; a piora nas condições das lavouras nos EUA, com queda de 71% para 69% das áreas em boas/excelentes condições; e a queda acentuada das exportações da Ucrânia, que despencaram 63,88% no início de julho. Além disso, o Brasil vem ampliando participação no mercado europeu, beneficiado pela retração das vendas ucranianas, e deve ver estoques internos reduzidos conforme avança o consumo doméstico.

Por outro lado, pesam no mercado os fatores de baixa, como o rápido progresso da colheita americana, que promete volumes recordes acima de 421 milhões de toneladas, segundo estimativas da StoneX. No Brasil, as exportações também perderam ritmo, estimadas em 6,37 milhões de toneladas em setembro, abaixo das 7,31 milhões embarcadas no mês anterior e inferiores ao mesmo período de 2024. Com esses elementos, o mercado segue dividido entre fundamentos altistas e baixistas, exigindo estratégias cautelosas dos produtores.

 





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JBS já entregou mais de 120 mil brincos para rastreamento de rebanho a pecuaristas



O programa Acelerador JBS alcançou a marca de 123.765 tags (brincos) entregues gratuitamente para rastreamento de rebanho no Pará. Desse total, 65.902 já estão nas orelhas dos animais, em 89 propriedades rurais do estado. O avanço permitiu à Friboi realizar o primeiro processamento de bovinos rastreados individualmente no estado, marco inédito para a cadeia pecuária.

O lote de 20 machos devidamente registrados, oriundos de uma fazenda em Marabá, foi destinado à unidade da Friboi sob inspeção federal no município. Todo o processo foi monitorado por uma plataforma do Programa Pecuária Sustentável do Pará, da saída da propriedade até a indústria, garantindo rastreabilidade plena na cadeia produtiva.

Vinicius Lima, responsável pela empresa Apoema Agro, foi o fornecedor do lote rastreado à Friboi. Lima é um entusiasta do programa. Essa iniciativa do estado, em parceria com outras entidades, tem como meta identificar individualmente todos os bovinos e bubalinos em trânsito a partir de janeiro de 2026, e alcançar a totalidade do rebanho estadual a partir de janeiro de 2027.

“Tenho expectativas muito altas em relação à rastreabilidade de rebanho no estado do Pará. Esse era um futuro que virou presente”, afirma Lima: “O que considero mais interessante nesse processo é a valorização de nossa produção, que é a carne”. Segundo ele, os investimentos em genética, tecnologia e bem-estar animal, entre outros pontos de melhores práticas, somados à rastreabilidade, farão com que “nossa mercadoria se valorize e nosso negócio seja mais próspero. Será bom para toda a cadeia pecuária”. O produtor informou que receberá mais de 2.000 brincos adicionais da JBS para a identificação de seu rebanho.

Acelerador

O Acelerador JBS integra o investimento de mais de R$ 35 milhões da Companhia em rastreabilidade e apoio a pequenos produtores no Pará. Com suporte técnico, tags de identificação e ferramentas digitais, o programa incentiva a adesão de produtores à Plataforma Pecuária Transparente, reforçando o compromisso da JBS com uma cadeia de fornecimento cada vez mais sustentável. A entrega gratuita de tags via Acelerador da Companhia termina em dezembro deste ano.

Fábio Dias, Líder de Pecuária Sustentável da JBS, ressalta que “o primeiro processamento de animais rastreados individualmente no Pará reforça o compromisso da JBS em apoiar os produtores na construção de uma pecuária mais sustentável e transparente”.

Programa estadual

Lançado pelo governo estadual na COP28, em Dubai, há dois anos, o Programa Pecuária Sustentável do Pará visa assegurar a conformidade sanitária, fundiária e socioambiental de toda a cadeia produtiva por meio de parcerias entre instituições públicas, empresas e produtores rurais.

Nesse contexto, iniciativa da JBS com a ONG The Nature Conservancy (TNC) prevê a doação de 2 milhões de tags, principalmente para pequenos produtores, utilizando recursos do Bezos Earth Fund. O programa Acelerador JBS se desenvolve de forma independente a essa doação. Para garantir a funcionalidade do sistema, a JBS também doou 175 leitores de RFID (identificação por radiofrequência) para a Adepará, equipando a agência estadual.

O programa Escritórios Verdes, lançado nacionalmente pela JBS em 2021, também é outro ponto de apoio para a iniciativa. No Pará, a JBS mantém atendimentos em quatro municípios estratégicos para a pecuária: Marabá, Redenção, Tucumã e Santana do Araguaia. Em patamar nacional, o programa alcançou a marca de quase 20 mil propriedades rurais com regularização ambiental realizada. Somente no Pará, foram mais de 4 mil.



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