quinta-feira, abril 30, 2026

Autor: Redação

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expectativa de recorde em 2025



No segmento de fosfatados, a transformação também está em curso


No segmento de fosfatados, a transformação também está em curso
No segmento de fosfatados, a transformação também está em curso – Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de fertilizantes passa por transformações importantes, especialmente nos segmentos de nitrogenados e fosfatados. Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, os números indicam que 2025 poderá registrar recordes de entregas de fertilizantes no país, embora a evolução precise ser observada separadamente por tipo de nutriente.

Desde o início do ano, Souza acompanha um movimento de mudança na participação de mercado: o sulfato vem ganhando espaço, enquanto a ureia apresenta redução de share. Ele alerta que será importante monitorar os resultados ao longo do ano, principalmente com atenção aos desdobramentos do recente tender indiano.

No segmento de fosfatados, a transformação também está em curso, refletindo ajustes na oferta e demanda que podem impactar diretamente a cadeia agrícola. A expectativa é que essas alterações tragam novos desafios e oportunidades para produtores e distribuidores.

O analista destaca ainda a relevância do contato direto com consultores agronômicos, como a agenda que terá em Londrina, para captar insights próximos ao produtor e compreender melhor as tendências do setor. Souza finaliza ressaltando a importância de eventos como o congresso da ANDA para networking e atualização de mercado. 

“Ao que tudo indica, realmente teremos recordes de entregas de fertilizantes no Brasil em 2025, contudo, será necessário observarmos a evolução por nutriente. Outro ponto é o gráfico que venho acompanhando desde o começo do ano, mostrando o sulfato ganhando espaço e a ureia perdendo share. Vamos ver como terminaremos 2025, lembrando que ainda aguardamos mais detalhes do tender indiano desta semana”, comenta. As informações foram divulgadas no seu perfil da rede social LinkedIn.

 





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DNA em moscas revela presença de onças e primatas em fazenda de fabricante de cerveja


Um estudo realizado em uma fazenda do Grupo Heineken, no município de Itu, em São Paulo, revelou a presença de espécies silvestres raras como a onça-parda (Puma concolor), a anta (Tapirus terrestris) e três espécies de primatas.

A descoberta foi possível por meio da análise genética do material presente no trato digestivo de moscas, que habitam o território.

A técnica, conhecida como iDNA (DNA derivado de invertebrados), é usada globalmente para mapear a fauna com precisão e, pela primeira vez, foi aplicada na região com o objetivo de avaliar o impacto da regeneração ambiental na biodiversidade local.

Fazenda de agricultura regenerativa

fazenda grupo heineken
Fazenda Grupo Heineken. Foto: Divulgação

A fazenda, com mais de 800 hectares dedicados à restauração ecológica e à agricultura regenerativa, abriga estações de coleta que permitem um monitoramento contínuo da fauna a partir de soluções biotecnológicas inovadoras.

“O projeto começou com uma meta clara de cuidar da água e capturar carbono, mas rapidamente entendemos que restaurar a biodiversidade era um passo essencial e complementar nesse processo”, afirma o vice-presidente de Sustentabilidade & Assuntos Corporativos do Grupo Heikenen, Mauro Homem.

Para realizar o estudo, foram instaladas 18 armadilhas de captura de moscas em pontos estratégicos da propriedade, respeitando o distanciamento mínimo de 600 metros entre si.

Após a coleta, os insetos foram armazenados a -20°C e submetidos a procedimentos laboratoriais que extraíram e analisaram o DNA presente em seus tratos digestivos. Como as moscas se alimentam de matéria orgânica de origem animal, o material genético identificado revela quais espécies estão presentes na região.

O chefe de sustentabilidade da Rizoma, Osvaldo Stella Martins, empresa envolvida no projeto, ressalta que a ferramenta utilizada para mensurar, com precisão científica, os avanços da agricultura regenerativa e do restauro florestal na promoção da biodiversidade é valiosa.

“Esse estudo se vale de recursos avançados da biotecnologia para traduzir em dados concretos o impacto positivo que buscamos gerar no território”, conta.

O CEO do Instituto BioCGen, Pedro Galetti, parceiro da iniciativa, reforça que o uso das ferramentas moleculares no levantamento e monitoramento da biodiversidade é uma realidade mundial crescente. “Os resultados obtidos comprovam a eficiência destas novas tecnologias, que vêm contribuir para o entendimento do papel destas áreas na conservação da fauna e de seus serviços ecossistêmicos”, conclui.



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hora de fixar preços e garantir lucros



Com um cenário de forças opostas, a orientação segue no sentido da prudência

Com um cenário de forças opostas, a orientação segue no sentido da prudência
Com um cenário de forças opostas, a orientação segue no sentido da prudência – Foto: Divulgação

A soja segue em um cenário de volatilidade no mercado internacional, com movimentos que indicam tanto oportunidades quanto riscos para produtores e exportadores. Segundo a TF Agroeconômica, a alta atual ainda é considerada frágil, motivo pelo qual a recomendação é aproveitar o momento para fixar ao menos parte dos preços da safra vigente. Para a próxima temporada, o lucro projetado gira em torno de 15,42%, percentual que, se julgado satisfatório, deve ser aproveitado com a fixação parcial dos lotes, uma vez que qualquer margem positiva merece ser assegurada.

Entre os fatores de alta, destaca-se a expectativa de menor produção nos Estados Unidos. A consultoria StoneX reduziu sua projeção para 115,86 milhões de toneladas, com base em uma produtividade menor e na revisão da área colhida pelo USDA. Além disso, o Departamento de Agricultura dos EUA confirmou novas vendas de soja americana 2025/2026, somando 327,6 mil toneladas. No Brasil, a forte demanda chinesa também tem impulsionado os preços, favorecendo a disputa entre exportadores e indústrias.

Por outro lado, há elementos que pressionam para baixo as cotações. A ausência de compras significativas da China na nova safra americana tem surpreendido o mercado, criando um ambiente baixista na Bolsa de Chicago (CBOT), ainda que positivo para a soja brasileira. Outro ponto é o relatório semanal de exportações dos EUA, que registrou vendas de 818,5 mil toneladas, número inferior ao da semana anterior e dentro da faixa mínima esperada pelos traders. Soma-se a isso a intensificação das compras brasileiras de soja paraguaia, que podem alcançar 832 mil toneladas em 2025, volume cerca de 25% superior ao do ano passado, o que reforça a oferta para a indústria nacional.

Com um cenário de forças opostas, a orientação segue no sentido da prudência. Garantir margens agora, seja para a safra atual ou para a próxima, ajuda a reduzir riscos em um mercado que ainda deve reagir a novos relatórios oficiais e às movimentações da demanda internacional.

 





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Brasil abre novos mercados na Argentina e no Paraguai



O Brasil concluiu negociações com Argentina e Paraguai para iniciar exportações de produtos agropecuários, informou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nesta segunda-feira (8).

Para o Paraguai, chia em grão começará a ser vendida. De acordo com a pasta, trata-se de uma oportunidade de negócio para pequenos e médios produtores rurais, principalmente nos estados do Centro-Oeste, no oeste paranaense e noroeste do Rio Grande do Sul.

Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 963 milhões em produtos agropecuários para a nação vizinha, que possui cerca de 7 milhões de habitantes.

Já para a Argentina, os embarques de ovos em pó para alimentação animal, matérias-primas de suínos e miúdos suínos “in natura” serão iniciados a partir de agora .

“Essas novas aberturas de mercado fortalecem a integração comercial entre Brasil e Argentina, principais parceiros no âmbito do Mercosul. Com mais de 45 milhões de habitantes, a Argentina tem um mercado de produtos “pet” em expansão, com demanda crescente por produtos voltados para a indústria de nutrição animal”, diz o Mapa, em nota.

No caso da cadeia suinícola, o setor produtivo nacional terá novas oportunidades de negócio para cortes menos consumidos no mercado doméstico.

Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários para a Argentina, com destaque para produtos agroflorestais, cacau e café.

Com estes anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 426 aberturas de mercado desde o início de 2023.



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Da sanidade ao lucro: o guia de cuidados para garantir o bezerro do cedo e mais lucro


Pecuaristas, a busca por uma pecuária mais eficiente e lucrativa começa ainda na fase de cria. O objetivo é garantir o nascimento do bezerro do cedo, que chega ao mundo entre agosto e outubro, no período mais favorável do ano, e desmama mais pesado. Para alcançar este objetivo, um protocolo sanitário e um manejo eficiente são cruciais. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Nesta segunda-feira (8), o programa Giro do Boi recebeu o médico-veterinário Fernando Dambrós, gerente de marketing da Ourofino Saúde Animal, que detalhou a importância da sanidade na fase pré-estação de monta e nos primeiros meses de vida do bezerro.

O bezerro do cedo e a taxa de desfrute

Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe

O bezerro do cedo é um animal que nasce de uma vaca que teve a gestação no período mais favorável do ano. Ele nasce mais pesado, desmama mais pesado e tem um desempenho superior, seja para reprodução ou para corte.

Fernando Dambrós ressalta que o Brasil tem uma taxa de desfrute (o que é retirado do negócio em um ano) muito inferior à de outros países, como os Estados Unidos. Lá, eles produzem quase a mesma quantidade de carne que o Brasil com metade do rebanho, devido à maior eficiência na produção.

Para aumentar a taxa de desfrute no Brasil, é fundamental o investimento em sanidade, em um manejo que garanta a saúde e o bem-estar animal, e a diminuição das perdas na cria, que chegam a 10% da bezerrada que nasce no país.

O protocolo sanitário que garante mais bezerros

Um dos grandes desafios na pecuária é a baixa taxa de prenhez, que pode ser corrigida com um protocolo sanitário. Estudos mostram que o uso de vermífugos e a indução de ciclicidade em novilhas, podem aumentar a taxa de prenhez em até 7%.

  • Vermifugação: O uso de vermífugos no dia zero da IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo) aumenta a taxa de prenhez.
  • Indução de ciclicidade: Em novilhas, a indução de ciclicidade é um procedimento que contribui para que as fêmeas entrem no processo reprodutivo e aumentem a prenhez.
  • Vacinas reprodutivas: Vacinas contra doenças como brucelose, IBR, BVD e leptospirose garantem a saúde da matriz e diminuem o risco de abortos.
  • Controle de ectoparasitas: A fêmea que vai entrar em reprodução deve estar limpa por dentro e por fora, sem se preocupar com problemas como carrapato e bicheira.

O foco da fêmea deve ser a gestação, e para isso, ela precisa estar com a saúde em dia.

Após o nascimento do bezerro, os cuidados devem continuar. O médico-veterinário ressalta que o Brasil perde cerca de 4,5 milhões de bezerros por ano, por questões de saúde e acidentes de manejo. Essa perda representa de R$ 12 bilhões a R$ 15 bilhões em prejuízos.

As duas regras básicas para a cria são:

  • Colostragem: É fundamental que o bezerro receba o colostro nas primeiras horas de vida para garantir a imunidade.
  • Cura do umbigo: A cura do umbigo evita a entrada de bactérias que podem causar infecções graves.

Além disso, é importante que o criador se atente a doenças como a neosporose, transmitida pelo cocô de cachorro, que causa abortos nas vacas, e a coccidiose, que causa diarreia.

A Ourofino tem uma equipe de técnicos que pode auxiliar os pecuaristas na elaboração de um protocolo sanitário e em treinamentos para os vaqueiros, garantindo o manejo correto e a maior lucratividade na fazenda.



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Da tradição à sustentabilidade: a história do Grupo Facholi e o gado pesado ideal


Pecuaristas, o sucesso na pecuária brasileira se constrói com dedicação, inovação e tradição. Há mais de meio século, o Grupo Facholi, uma empresa familiar genuinamente brasileira, se dedica ao setor agropecuário. Pela inovação e pioneirismo, a fazenda é referência na produção de gado pesado ideal, com foco em nutrição animal, sementes forrageiras e tecnologias para a engorda no cocho. Assista ao vídeo abaixo e confira essa história.

Em uma reportagem especial no programa Giro do Boi, José Luiz Facholi, Matheus Guimarães e Moisés Calixto Jr., do Grupo Facholi, detalharam o trabalho que os tornou pioneiros no gado pesado ideal.

A empresa, que atua em todo o Brasil e em outros países da América Latina e África, tem a vocação para a produção agropecuária em seu DNA.

Tradição e inovação no ciclo completo

Foto: Reprodução/Grupo Facholi

O Grupo Facholi iniciou suas atividades com a agricultura (algodão e amendoim) e logo migrou para a produção de sementes forrageiras.

A partir daí, a empresa se expandiu e fundou a sua própria empresa de nutrição animal, com o objetivo de ter um ciclo completo de produção de carne.

O planejamento e a gestão impecável são a base do trabalho do Grupo Facholi. As fazendas de cria, recria e engorda são gerenciadas com um rigoroso protocolo que tem como pilares:

  • Bem-estar animal: O gado é tratado com cuidado e respeito, o que se reflete na qualidade do produto final.
  • Melhoria contínua: A empresa investe em tecnologia e inovação para otimizar os processos, buscando sempre a melhoria de seus resultados.
  • Nutrição de ponta: A dieta do confinamento é elaborada com ingredientes de alta qualidade, como milho 100% reidratado (grão úmido), DDG, silagem e torta de algodão.
  • Protocolo sanitário: Um rigoroso protocolo garante a saúde do gado em todas as fases, desde a cria até a terminação.
  • Gestão da informação: O uso de dados e tecnologias para tomar as melhores decisões e garantir a rentabilidade.

A segunda geração da família já está no comando de alguns setores, trazendo novas tecnologias e ideias, o que faz a empresa crescer e dar passos mais rápidos.

Gado pesado ideal: o segredo da nutrição

Foto: Reprodução/Grupo Facholi

O segredo para a produção de gado pesado ideal do Grupo Facholi está na nutrição. A dieta, que é uma dieta “quente”, densa e forte, é elaborada com tecnologias que garantem a saúde ruminal, a conversão alimentar e a eficiência dos animais no confinamento.

  • Milho reidratado: O milho é 100% reidratado (grão úmido) para melhorar a digestibilidade e a energia, o que se traduz em maior ganho de peso.
  • DDG: O DDG é utilizado em 30% da dieta, como uma fonte estratégica de proteína e energia.
  • Aditivos nutricionais: Os aditivos melhoram o desempenho, garantindo a saúde ruminal e a conversão alimentar.

A recria intensiva do gado é feita em áreas próximas ao confinamento. Os animais que vêm da recria, que já estão acostumados com dieta no cocho, chegam ao confinamento mais cedo, o que otimiza os dias de cocho e aumenta o giro da baia, gerando mais lucro.

Resultados de alta performance

O gado do Grupo Facholi é abatido jovem, com idade média de 18 a 25 meses. Os animais são abatidos com média de 560 kg a 570 kg, com rendimento de carcaça de 56% a 56,5%, o que se traduz em animais de 20 a 22 arrobas, e alguns chegam a 24 arrobas.

José Luiz Facholi destaca que a pecuária vive um bom momento, e vale a pena investir em tecnologia, principalmente em pastagem, que é a base de tudo. Produzir o que o consumidor quer e exige, com qualidade e eficiência, é o caminho para o sucesso.



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Soja cai em Chicago com China fora das compras


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a sexta-feira (6) e também a semana em queda, pressionada pela ausência da China nos relatórios de vendas oficiais dos Estados Unidos. Segundo análise da TF Agroeconômica, esse movimento reforça a percepção de que o volume exportado pelos norte-americanos nesta nova temporada tende a ser menor, aumentando a preocupação do mercado.

No fechamento do dia, o contrato de novembro recuou 0,58%, ou US$ -6,00 cents/bushel, ficando em US$ 1.027,00. Para janeiro, a queda foi de 0,57%, também de US$ -6,00 cents/bushel, encerrando a US$ 1.045,50. Já o farelo de soja para outubro apresentou leve alta de 0,14%, cotado a US$ 280,50 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja para outubro caiu 1,36%, a US$ 50,81 por libra-peso.

O USDA reportou reduções semanais nas vendas de soja e de seus derivados, abaixo do esperado pelo mercado, o que contribuiu para a pressão negativa. Mesmo com anúncios de compras externas, como as 327 mil toneladas destinadas a locais não revelados, não há confirmação de que o destino seja a China, e por isso as operações seguem envoltas em especulações. Ao mesmo tempo, os chineses seguem nomeando navios para embarques no Brasil, reforçando a concorrência direta com o produto americano.

No acumulado da semana, a soja perdeu 2,61%, equivalente a US$ -27,50 cents/bushel. O farelo recuou 1,0%, ou US$ -2,9 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja caiu 1,72%, ou US$ -0,89 por libra-peso. Para os analistas, esse comportamento indica que os preços continuam frágeis, diante da combinação entre exportações americanas mais fracas e a preferência da China pelo produto brasileiro.

 





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caminhos para a liderança na COP30


À medida que o Brasil se prepara para sediar a COP 30 em novembro deste ano, o momento não poderia ser mais oportuno para refletir e debater sobre o que o país precisa enfrentar para se firmar como líder climático.

Sendo historicamente o sexto maior emissor de Gases de Efeito Estufa (GEE) e outros poluentes, o Brasil carrega a responsabilidade e a oportunidade de moldar o futuro no combate às mudanças climáticas.

Há alguns elementos-chave para que a transição ecológica se concretize, sendo o engajamento internacional o primeiro deles. O Brasil é um ator relevante nas discussões globais sobre mudanças climáticas.

A recente apresentação da nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) para 2035 representa um compromisso importante de reduzir as emissões em até 50% em relação aos níveis de 2019, alinhando-se à meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C.

Essa ação não apenas reafirma o objetivo de zerar o desmatamento ilegal, como também anuncia a intenção de transferir Resultados de Mitigação Transferidos Internacionalmente (ITMOs), fomentando a participação ativa do Brasil no mercado internacional de carbono.

Além disso, a presidência brasileira do G20 reuniu importantes atores públicos e privados em torno do financiamento climático, expandindo a agenda nacional. Assim, o Brasil se coloca no centro da liderança climática, especialmente ao sediar a COP 30 em Belém — um evento que será decisivo para as negociações globais.

Redução do desmatamento no Brasil

Os dados recentes sobre desmatamento refletem um avanço significativo. A redução da destruição na Amazônia e no Cerrado, com quedas de 30,6% e 25,7%, respectivamente, entre 2023 e 2024, é um claro indicador de sucesso no combate à principal fonte de emissões do país.

Essa diminuição evitou a emissão de mais de 400 milhões de toneladas de CO₂ equivalente. A consolidação de uma matriz elétrica majoritariamente renovável, com destaque para a energia hidrelétrica, somada ao reconhecimento do Brasil como o sexto maior produtor de energia solar do mundo, demonstra o potencial do país em liderar a transição energética.

Essas conquistas, junto com a aprovação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), criam um ambiente regulatório favorável à redução de emissões e provam que a economia brasileira pode crescer de forma sustentável.

Além da mitigação, o Brasil reconhece a necessidade urgente de adaptação às mudanças climáticas. O lançamento da Estratégia Nacional de Adaptação (ENA), primeira etapa do Plano Clima, é uma resposta aos eventos climáticos extremos aos quais o país é vulnerável. Permanecer inerte diante dessa realidade é um luxo que o Brasil não pode se dar, especialmente considerando o custo estimado de R$ 1,8 trilhão no PIB até 2050.

Inovação e responsabilidade

Ao investir em projetos concretos que somam pelo menos R$ 100 bilhões nos próximos cinco anos para adaptação e resiliência, o Brasil terá a chance de apresentar essa meta ousada na COP 30 como um marco de inovação e responsabilidade.

Instrumentos financeiros criativos, como títulos sustentáveis e mecanismos de financiamento combinado, serão fundamentais para garantir recursos e estimular o investimento privado em adaptação climática.

A construção do Plano Clima, que busca tornar o Brasil uma economia de emissões líquidas zero até 2050, é um pilar central da governança climática. Paralelamente, o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) desenvolve a Estratégia Brasil 2050, que avalia os impactos das mudanças climáticas e promove o alinhamento entre União, estados e municípios por meio da criação do Conselho da Federação.

Esse espírito de cooperação é essencial para enfrentar os desafios climáticos de forma conjunta, pois o conceito de “federalismo climático” reconhece que a ação climática deve ser responsabilidade compartilhada entre todos os níveis de governo.

Mesmo diante de desafios internos, como o aumento das emissões em alguns setores, o Brasil vem consolidando uma base robusta de políticas, estratégias e instrumentos financeiros para enfrentar as mudanças climáticas. Com metas ambiciosas, avanços no combate ao desmatamento, investimentos em energia renovável e um foco estratégico em adaptação e financiamento, o país está pronto para atuar como um influente protagonista no cenário climático global — especialmente com a proximidade da COP 30.

Mais do que nunca, o mundo precisa que o Brasil exerça sua liderança e sirva de exemplo sobre como enfrentar a crise climática com determinação e inovação, não apenas em benefício próprio, mas pelo futuro de todo o planeta.

*Ana Paula Abritta é diretora de Estratégia e Inovação da BMJ Consultores Associados, onde atua desde 2016 liderando equipes de Relações Governamentais, Inovação e Comércio Internacional. É mestra em Poder Legislativo (Câmara dos Deputados), com MBA em Comércio Internacional (FGV) e graduação em Relações Internacionais (UCB). É cofundadora da rede Women Inside Trade (WIT).


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Em meio ao tarifaço dos EUA, Brics discute comércio e integração financeira do bloco



Os líderes dos países do Brics discutiram, nesta segunda-feira (8), como ampliar os mecanismos de comércio entre as nações do bloco de países emergentes.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva organizou uma cúpula virtual com o objetivo de coordenar estratégias centradas no multilateralismo, em meio à nova política dos Estados Unidos de elevar as tarifas de parceiros comerciais.

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“O comércio e a integração financeira entre nossos países oferecem opção segura para mitigar os efeitos do protecionismo”, afirmou em discurso aos chefes de Estado.

Para Lula, o grupo de potência do Sul Global tem “a legitimidade necessária para liderar a refundação do sistema multilateral de comércio em bases modernas, flexíveis e voltadas às nossas necessidades de desenvolvimento”.

Em seu discurso, ele citou o papel do Novo Banco de Desenvolvimento (banco do Brics) na diversificação das bases econômicas e as complementariedades entre os países.

“Juntos, representamos 40% do PIB global, 26% do comércio internacional e quase 50% da população mundial. Temos entre nós grandes exportadores e consumidores de energia. Reunimos as condições necessárias para promover uma industrialização verde, que gere emprego e renda em nossos países, sobretudo nos setores de alta tecnologia. Reunimos 33% das terras agricultáveis e respondemos por 42% da produção agropecuária global”, disse.

Para o presidente brasileiro, a crise de governança “não é uma questão conjuntural” e cabe ao Brics mostrar que a cooperação “supera qualquer forma de rivalidade”.

“A Organização Mundial do Comércio [OMC] está paralisada há anos. Em poucas semanas, medidas unilaterais transformaram em letra morta princípios basilares do livre comércio como as cláusulas de Nação Mais Favorecida e de Tratamento Nacional. Agora assistimos ao enterro formal desses princípios. Nossos países se tornaram vítimas de práticas comerciais injustificadas e ilegais”, disse.

“A chantagem tarifária está sendo normalizada como instrumento para conquista de mercados e para interferir em questões domésticas. A imposição de medidas extraterritoriais ameaça nossas instituições. Sanções secundárias restringem nossa liberdade de fortalecer o comércio com países amigos. Dividir para conquistar é a estratégia do unilateralismo”, acrescentou.
Neste ano, o Brasil está na presidência do Brics. No contexto de mudanças da geopolítica mundial, em diversos fóruns internacionais, desde o início deste terceiro mandato, Lula vem defendendo a reforma de instituições multilaterais de governança global, como o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e a OMC.

“Precisamos chegar unidos na 14ª Conferência Ministerial da OMC no próximo ano, no Cameroun”, defendeu Lula ao discursar aos chefes de Estado.

A reunião foi privada e o discurso do presidente foi divulgado pelo Palácio do Planalto.

“A reunião foi também ocasião para compartilhar visões sobre como enfrentar os riscos associados ao recrudescimento de medidas unilaterais, inclusive no comércio internacional, e sobre como ampliar os mecanismos de solidariedade, coordenação e comércio entre os países do Brics”, diz outra nota da Presidência do Brasil.

Tarifaço

O tarifaço da Casa Branca tenta reverter a relativa perda de competitividade da economia do país norte-americano para a China nas últimas décadas.

Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliam que a medida do presidente Donald Trump também é uma chantagem política com objetivo de atingir o Brics, já que o grupo de potências do Sul Global tem sido encarado por Washington como uma ameaça à hegemonia estadunidense no mundo, em especial, devido à proposta de substituir o dólar nas trocas comerciais.

A reunião extraordinária desta segunda-feira (8) ocorre dois meses após a Cúpula do Brics no Rio de Janeiro, momento em que Trump voltou a ameaçar os países que se alinhem às políticas do bloco.

Durante seu discurso, o presidente da China, Xi Jinping, também falou sobre a criação da Iniciativa de Governança Global (IGG), possível embrião de uma nova ordem mundial.

A proposta foi divulgada durante encontro no início do mês com a presença de 20 líderes de países não ocidentais, incluindo o russo Vladimir Putin e o indiano Narendra Modi, também membros do Brics.

Guerras e COP30

Em seu discurso, Lula ainda abordou o “fracasso” mundial na solução de conflitos entre os países, como a guerra na Ucrânia e genocídio na Faixa de Gaza.

“Quando o princípio da igualdade soberana dos Estados deixa de ser observado, a ingerência em assuntos internos se torna prática comum. A solução pacífica de controvérsias dá lugar a condutas belicosas”, disse.

No mesmo sentido, Lula fez referência à presença de submarino e navios militares dos Estados Unidos no Caribe, na costa da Venezuela, sob argumento do combate ao narcotráfico.

O governo dos EUA acusa o governo venezuelano de Nicolás Maduro de liderar um cartel narcotraficante. Maduro rejeita as acusações e diz que Washington usa esse argumento para promover uma “troca de regime” no país sul-americano, dono das maiores reservas de petróleo do mundo.

Para Lula, tanto o terrorismo quanto os desafios de segurança pública que muitos países enfrentam são fenômenos distintos e que “não devem servir de desculpa para intervenções à margem do direito internacional”.

“A América Latina e o Caribe fizeram a opção, desde 1968, por se tornar livres de armas nucleares. Há quase 40 anos somos uma Zona de Paz e Cooperação. A presença de forças armadas da maior potência do mundo no Mar do Caribe é fator de tensão incompatível com a vocação pacífica da região”, disse.

Ainda, o presidente brasileiro reforçou o convite aos líderes para participar da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), em Belém, em novembro próximo.

Lula ainda sugeriu a criação de um Conselho de Mudança do Clima da ONU, que articule diferentes atores, processos e mecanismos que hoje “se encontram fragmentados”.

“O impacto do unilateralismo também é grave na esfera ambiental. Os países em desenvolvimento são os mais impactados pela mudança do clima. A COP30, em Belém, será o momento da verdade e da ciência. Além de trabalhar pela descarbonização planejada da economia global, podemos utilizar os combustíveis fósseis para financiar a transição ecológica. Precisamos de uma governança climática mais forte, capaz de exercer supervisão efetiva”, disse.

Por fim, os líderes trocaram impressões em preparação à 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que ocorre em Nova York, no fim deste mês. Para Lula, será a oportunidade de defender “um multilateralismo revigorado” e tratar sobre a arquitetura multilateral no âmbito digital.

“Sem uma governança democrática, projetos de dominação centrado em poucas empresas de alguns países vão se perpetuar. Sem soberania digital, seremos vulneráveis à manipulação estrangeira. Isso não significa fomentar um ambiente de isolacionismo tecnológico, mas fomentar a cooperação a partir de ecossistemas de base nacional, independentes e regulados”, disse.

Participaram da cúpula virtual desta segunda-feira os líderes de China, Egito, Indonésia, Irã, Rússia, África do Sul, além do príncipe herdeiro dos Emirados Árabes Unidos, do chanceler da Índia e do vice-ministro das Relações Exteriores da Etiópia.



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Operação apreende baterias de carro e 440 caixas de cerveja fraudadas



Ficais da Secretaria de Estado da Fazenda do Pará aprenderam em operação realizada nos dias 3 e 4 de setembro mercadorias avaliadas em R$ 181.980,92 nos municípios de Oriximiná e Terra Santa.

Entre os produtos recolhidos estavam 440 caixas com 6.280 unidades de cerveja; 1.200 fardos de refrigerantes, com 11.100 unidades; 100 fardos com 900 garradas de água mineral; 20 unidades de baterias automotivas; 5.137 unidades de perfil metálico, entre outras.

Os agentes atuam na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Tapajós, no Baixo Amazonas, e tiveram apoio do Comando de Policiamento Regional da Polícia Militar de Santarém.

Segundo o coordenador da ação, Roberto Mota, foram identificadas infrações como ausência de documentação fiscal, não recolhimento do Diferencial de Alíquota do ICMS (Difal) devido ao Estado, compras em nome de Cadastro de Pessoa Física (CPF) mas que, pelo volume, indicavam finalidade comercial e falta de Conhecimento de Transporte Eletrônico (CTe).

Como resultado foram lavrados 16 Termos de Apreensão e Depósito (TADs), que totalizaram R$ 65.505,38, referentes a cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e multas.



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