quinta-feira, abril 30, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Produtores de trigo intensificam controle de doenças


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (4), a safra de trigo no Rio Grande do Sul apresenta bom desenvolvimento e condições fitossanitárias adequadas. A alternância entre períodos chuvosos e secos tem favorecido o perfilhamento, os alongamentos de colmos e o início das fases reprodutivas.

Segundo o boletim, 70% dos trabalhadores estão em fase vegetativa, 20% em combustível e 10% em enchimento de grãos. Nas áreas em fase reprodutiva, a atenção dos produtores está voltada para a prevenção de doenças foliares e da giberela. “O cenário estadual permanece dentro da normalidade, e há perspectivas positivas de produtividade, caso as condições climáticas sigam desenvolvidas ao longo do período crítico de escassez e abastecimento de grãos”, informou a Emater/RS-Ascar.

A área de cultivo no Estado está projetada em 1.198.276 hectares, com estimativa de produtividade de 2.997 quilos por hectare. As aplicações preventivas de fungicidas foram priorizadas, especialmente diante da previsão de chuvas no início de setembro.

Na região de Bagé, as lavouras apresentam recuperação após os excessos de chuva em junho e se encontram em planos de emborrachamento, espigamento, abastecimento e enchimento de grãos nas áreas mais adiantadas. Na Campanha, o tempo seco melhorou a coloração e o vigor vegetativo das plantas.

Em Caxias do Sul, a adubação de cobertura foi praticamente concluída, mas ventos intensos dificultaram pulverizações nos Campos de Cima da Serra. Em Frederico Westphalen, a adubação nitrogenada refletiu em trabalhos vigorosos, com 85% das áreas em fase vegetativa e 15% em acústica.

Na região de Ijuí, mais de 80% das atividades estão em estágios finais de desenvolvimento vegetativo, com fitossanidade considerada adequada. Em Passo Fundo predominam as fases de afilamento e alongamentos, com operações de adubação e controle de invasoras já concluídas.

Na região de Pelotas, 56% das áreas estão em fase vegetativa, 34% em combustível e 10% em enchimento de grãos. Chuvas intensas ainda mantêm áreas encharcadas, o que levou produtores a exigirem o uso de drones para pulverizações.

Em Santa Rosa, 67% dos trabalhadores estão em desenvolvimento vegetativo, 26% em enferrujado e 7% em enchimento de grãos, com boa disponibilidade hídrica e baixa pressão de doenças. Já em Soledade, áreas afetadas pela erosão hídrica apresentam deficiência nutricional, mas a cultura segue em evolução, com 50% das atividades em perfilhamento, 45% em alongamento e 5% em espigamenpara e competir.





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Ferrugem, pragas e daninhas: como proteger a soja?



Outro ponto crítico é o manejo de plantas daninhas


Outro ponto crítico é o manejo de plantas daninhas
Outro ponto crítico é o manejo de plantas daninhas – Foto: USDA

A safra 2025/26 de soja já traz alertas importantes para os produtores, especialmente no estágio V2 da cultura. Segundo André Formighieri Angonese, gerente de vendas, práticas integradas de manejo são fundamentais para preservar a produtividade e reduzir custos de produção.

No campo das doenças, a ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi) continua sendo a maior ameaça, com potencial de perdas que variam de 10% a 90%. Entre as estratégias de prevenção estão o vazio sanitário, o uso de cultivares resistentes e de ciclo precoce, além do monitoramento com coletores de esporos, que permitem identificar o fungo antes do aparecimento dos sintomas visuais. A aplicação de fungicidas deve ser racional e baseada em dados, evitando pulverizações desnecessárias.

No manejo de pragas, o MIP-Soja (Manejo Integrado de Pragas) já se consolidou como prática eficiente, reduzindo em média 51% das aplicações de inseticidas no Paraná e garantindo ganhos de até 2,3 sacas por hectare. O processo envolve monitoramento com pano-de-batida, definição de níveis de ação para intervenção, preservação de inimigos naturais e uso racional de inseticidas apenas quando indispensável.

Outro ponto crítico é o manejo de plantas daninhas, que competem por recursos essenciais e afetam diretamente o rendimento da lavoura. O controle deve combinar herbicidas de pré e pós-emergência, práticas culturais como rotação de culturas e cobertura vegetal, além da semeadura direta, que reduz a pressão de espécies como capim-marmelada e trapoeraba.

Caso doenças, pragas e plantas daninhas não sejam controladas, os impactos fisiológicos na soja podem ser severos, incluindo redução da fotossíntese, abortamento de flores e vagens, estresse oxidativo e desbalanço nutricional. Esses fatores comprometem o crescimento, o enchimento de grãos e levam à desuniformidade no desenvolvimento vegetativo, atrasando a floração e a maturação.

 





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Setor comemora decreto que impulsiona biometano e garante rastreabilidade da produção



A publicação do decreto nº 12.614, que regulamenta o Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano, conforme estabelecido na Lei nº 14.993/2024, que institui o marco legal do programa Combustível do Futuro, foi comemorada pelo setor.

A Bioenergia Brasil e a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) divulgaram nota parabenizando o governo federal e, em especial, o Ministério de Minas e Energia.

“A iniciativa representa um avanço regulatório fundamental, consolidando o Brasil na vanguarda da transição energética global ao estabelecer metas obrigatórias de descarbonização para o segmento de gás natural, com ênfase no uso progressivo do biometano”, destacam.

Rastreabilidade da cadeia produtiva

O decreto garantirá a instituição do Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB), instrumento para assegurar a rastreabilidade da cadeia produtiva, viabilizar o cumprimento das metas de redução de emissões e, ainda, permitir iniciativas voluntárias de descarbonização por parte de empresas comprometidas com práticas sustentáveis.

“O setor sucroenergético brasileiro, detentor do maior potencial de produção de biometano a partir de subprodutos agroindustriais como a vinhaça e a torta de filtro, reitera seu papel estratégico na promoção de economia circular, com geração de empregos, atração de investimentos e aumento da competitividade nacional”, ressaltam as entidades.

De acordo com a nota, a utilização do biometano não apenas reforça os compromissos ambientais assumidos pelo Brasil, como também contribui de forma direta para a redução das emissões de gases de efeito estufa no setor energético e em outras áreas da economia brasileira.

“A regulamentação e o início do programa, legalmente previsto para começar em 2026, constituem marco relevante na consolidação de uma matriz energética diversificada, resiliente e de baixo carbono, reforçando o protagonismo brasileiro no desenvolvimento de soluções sustentáveis com base em bioenergia avançada”.

O deputado federal e presidente da Comissão Especial da Transição Energética da Câmara dos Deputados, Arnaldo Jardim, ressaltou que ampliar a participação do biometano na matriz energética brasileira contribuirá significativamente para o atendimento de compromissos assumidos em acordos internacionais sobre o clima.

“O biometano é uma energia limpa, renovável, que transforma passivos ambientais, como resíduos sólidos urbanos e agroindustriais, em riqueza e desenvolvimento para o país”, disse.

Para ele, o biometano ajudará o Brasil a se consolidar como protagonista da nova economia, demonstrando que é possível unir agronegócio, proteção ambiental e inovação e acelerar ainda mais a transição para um modelo de menos impacto ambiental.



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veja como as exportações de carne impactaram a arroba hoje



O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com preços acomodados, com manutenção do padrão dos negócios em grande parte do país.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos de maior porte ainda dispõem de boa incidência de animais de parceria (contratos a termo), além da utilização de confinamentos próprios.

“Exportações seguem como o grande destaque da atual temporada, com forte ritmo de embarques nas últimas semanas, e destaque para as vendas com destino ao México e para a China”, diz.

Preços da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 311,42
  • Goiás: R$ 303,57
  • Minas Gerais: R$ 298,24
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,89
  • Mato Grosso: R$ 309,66

Mercado atacadista

O mercado atacadista iniciou a semana com preços firmes e perspectiva positiva para a primeira quinzena do mês, com a entrada da massa salarial na economia impulsionando o consumo.

O quarto traseiro do boi ainda é precificado a R$ 24 por quilo; o dianteiro a R$ 18,10 por quilo; e a ponta de agulha cotada a R$ 17,10 por quilo.

Exportações de carne

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 435,206 milhões em setembro até o momento (5 dias úteis), com média diária de US$ 87,041 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 78,338 mil toneladas, com média diária de 15,667 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.555,40.

Em relação a setembro de 2024, houve alta de 60,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 30,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 23,1% no preço médio da carne do boi.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,04%, sendo negociado a R$ 5,4177 para venda e a R$ 5,4157 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4027 e a máxima de R$ 5,4482.



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MST bloqueia rodovia para cobrar desapropriação de duas fazendas



Um grupo de cerca de mil pessoas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) bloqueou, nesta segunda-feira (8), um trecho da rodovia TO-404, em Araguatins, cidade do norte do Tocantins, a cerca de 600 quilômetros da capital do estado.

Segundo o movimento, as pessoas no ato 2013 vivem no Acampamento Carlos Marighella desde 2013, montado às margens da rodovia, participaram do protesto.

O objetivo do ato era pressionar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a desapropriar duas propriedades rurais na região conhecida como Bico do Papagaio e destinar a área ao Programa Nacional de Reforma Agrária.

Portando bandeiras da organização, cabos e enxadas, os sem-terra atravessaram pneus, troncos e galhos de árvores ao longo da rodovia, interrompendo o trânsito de veículos entre as cidades de Araguatins e Augustinópolis, ambas no Tocantins, das 5 horas da manhã até por volta do meio-dia.

O bloqueio só foi encerrado após representantes da superintendência estadual do Incra garantirem que se reunirão com as famílias para discutir as reivindicações do grupo. O próprio instituto confirmou que o superintendente, Edmundo Rodrigues; o conciliador agrário regional, Geraldino Gustavo, e o chefe da Diretoria de Obtenção de Terras, Hilton Faria, se reunirão com o MST nesta terça-feira (9).

Desapropriação de fazendas

O movimento afirma que a diretoria do Incra descumpriu os acordos de vistoriar as duas propriedades rurais em disputa: as fazendas Água Amarela e Santa Hilário, ambas em Araguatins.

Ainda de acordo com o grupo, os dois imóveis estão em áreas públicas e, por isso, o título de propriedade da primeira (de 951,7 hectares) já foi cancelado e, contra a segunda, pesa uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que teria validado o processo de desapropriação.

“Apesar da clareza legal, as famílias [sem-terra] denunciam o adiamento contínuo das vistorias, além de um aumento preocupante da violência no local, com carros passando e disparando contra o o acampamento e barracos sendo incendiados”, sustenta o MST.

A superintendência do Incra em Tocantins informou, em nota, que vem trabalhando para dar conta das demandas do Programa Nacional de Reforma Agrária, “paralisado nas últimas gestões”.

“As demandas apresentadas pelas famílias [do Acampamento Carlos Marighella] já foram tratadas em reunião ocorrida na superintendência, no mês de agosto”, acrescentou o instituto, confirmando o compromisso de vistoriar o imóvel ainda este mês.

“A superintendência também vem mantendo o diálogo com as famílias do acampamento, com a direção do MST e com o comandante da PM da região, buscando uma saída pacífica para a desobstrução”, acrescentou a superintendência.

Os responsáveis pelas fazendas citadas ainda não se manisfestaram.

Com informações da Agência Brasil



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Lista atualizada traz novos produtos com descontos no Pronaf



A lista mensal do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) para setembro amplia os benefícios a agricultores familiares de várias regiões do país, que terão direito a reduções nas parcelas de financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Os percentuais de desconto são elaborados com base no levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e aplicados quando os valores de mercado ficam abaixo dos preços de garantia definidos para cada cultura.

A portaria publicada nesta segunda-feira (8), no Diário Oficial da União, inclui os seguintes produtos:

  • Alho (MG e GO);
  • Banana (PE);
  • Borracha (SP);
  • Cana-de-açúcar (RJ);
  • Cebola (BA e DF);
  • Feijão (RJ);
  • Feijão-caupi (PI);
  • Laranja (BA e RS);
  • Raiz de mandioca (RJ);
  • Trigo (GO e PR)

Por outro lado, deixam de ser contemplados a batata-doce, o arroz (TO), a banana (TO, SC e GO), a cana-de-açúcar (MA) e o mel de abelha (PI e RS).

Entre os maiores percentuais de desconto deste mês estão:

  • Cará/inhame no Paraná, com redução de 59,52%;
  • Feijão-caupi em Mato Grosso (54,15%);
  • Raiz de mandioca no Rio de Janeiro (52,12%); e
  • Cebola em São Paulo (46,88%)

Outros registros relevantes foram observados para a batata no Distrito Federal (40,87%) e para o feijão em estados do Sul do país.

Os índices são calculados a partir da diferença entre os preços médios de mercado e os valores de garantia definidos para cada cultura. Assim, com base nas informações levantadas pela Conab, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) valida e publica a portaria oficializando os produtos, estados e percentuais beneficiados.

As condições divulgadas passam a valer de 10 de setembro a 9 de outubro de 2025. A Portaria SAF/MDA nº 347, de 5 de setembro de 2025, traz a relação completa de produtos, estados e percentuais de desconto aplicados no período.



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veja como as cotações abriram a semana


O mercado brasileiro de soja registrou negócios pontuais, impulsionados pela recuperação dos preços em Chicago, que haviam caído na semana anterior.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Thiago Oleto, a maioria dos preços apresentou aumento, sustentados por prêmios firmes e uma leve valorização nas diferenciações para prazos mais longos em comparação com a semana passada.

O dólar, por outro lado, não teve um aumento expressivo durante o dia, o que desestimulou ainda mais a comercialização.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): aumentou de R$ 134 para R$ 135
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 135 para R$ 136
  • Porto de Rio Grande (RS): cresceu de R$ 140 para R$ 141,50
  • Cascavel (PR): permaneceu em R$ 136
  • Porto de Paranaguá (PR): registrou alta de R$ 140 para R$ 141
  • Rondonópolis (MT): foi de R$ 127 para R$ 128
  • Dourados (MS): teve incremento de R$ 127,00 para R$ 128
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 125 para R$ 126

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais altos.

O mercado se recuperou das recentes perdas, com agentes buscando um melhor posicionamento frente ao relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta-feira (12).

No entanto, a reação técnica seguiu limitada pelo cenário fundamental, ainda marcado pela ausência da China na ponta compradora de soja norte-americana. “Além disso, as lavouras se desenvolvem bem e, às vésperas da colheita nos Estados Unidos, a expectativa é de uma ampla safra”, diz Oleto.

As importações de soja em grão pela China no mês de agosto somaram 12,28 milhões de toneladas, 1,2% superior ao mesmo mês de 2024, quando somou 12,14 milhões de toneladas.

Este foi o melhor resultado da história para o mês de agosto, impulsionado pelos embarques sul-americanos, em meio à disputa entre Pequim e Washington. No acumulado de 2025, as compras chinesas somaram 73,31 milhões de toneladas, avanço de 4% sobre igual período de 2024.

Contratos futuros

soja preço cotação pib Chicago dólarsoja preço cotação pib Chicago dólar

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 6,75 centavo de dólar, ou 0,65%, a US$ 10,33 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,52 3/4 por bushel, com alta de 7,25 centavos ou 0,69%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 1,60 OU 0,56%, a US$ 285,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 51,47 centavos de dólar, com ganho de 0,24 centavo ou 0,46%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,04%, sendo negociado a R$ 5,4177 para venda e a R$ 5,4157 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4027 e a máxima de R$ 5,4482.



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expectativa de recorde em 2025



No segmento de fosfatados, a transformação também está em curso


No segmento de fosfatados, a transformação também está em curso
No segmento de fosfatados, a transformação também está em curso – Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de fertilizantes passa por transformações importantes, especialmente nos segmentos de nitrogenados e fosfatados. Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, os números indicam que 2025 poderá registrar recordes de entregas de fertilizantes no país, embora a evolução precise ser observada separadamente por tipo de nutriente.

Desde o início do ano, Souza acompanha um movimento de mudança na participação de mercado: o sulfato vem ganhando espaço, enquanto a ureia apresenta redução de share. Ele alerta que será importante monitorar os resultados ao longo do ano, principalmente com atenção aos desdobramentos do recente tender indiano.

No segmento de fosfatados, a transformação também está em curso, refletindo ajustes na oferta e demanda que podem impactar diretamente a cadeia agrícola. A expectativa é que essas alterações tragam novos desafios e oportunidades para produtores e distribuidores.

O analista destaca ainda a relevância do contato direto com consultores agronômicos, como a agenda que terá em Londrina, para captar insights próximos ao produtor e compreender melhor as tendências do setor. Souza finaliza ressaltando a importância de eventos como o congresso da ANDA para networking e atualização de mercado. 

“Ao que tudo indica, realmente teremos recordes de entregas de fertilizantes no Brasil em 2025, contudo, será necessário observarmos a evolução por nutriente. Outro ponto é o gráfico que venho acompanhando desde o começo do ano, mostrando o sulfato ganhando espaço e a ureia perdendo share. Vamos ver como terminaremos 2025, lembrando que ainda aguardamos mais detalhes do tender indiano desta semana”, comenta. As informações foram divulgadas no seu perfil da rede social LinkedIn.

 





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DNA em moscas revela presença de onças e primatas em fazenda de fabricante de cerveja


Um estudo realizado em uma fazenda do Grupo Heineken, no município de Itu, em São Paulo, revelou a presença de espécies silvestres raras como a onça-parda (Puma concolor), a anta (Tapirus terrestris) e três espécies de primatas.

A descoberta foi possível por meio da análise genética do material presente no trato digestivo de moscas, que habitam o território.

A técnica, conhecida como iDNA (DNA derivado de invertebrados), é usada globalmente para mapear a fauna com precisão e, pela primeira vez, foi aplicada na região com o objetivo de avaliar o impacto da regeneração ambiental na biodiversidade local.

Fazenda de agricultura regenerativa

fazenda grupo heineken
Fazenda Grupo Heineken. Foto: Divulgação

A fazenda, com mais de 800 hectares dedicados à restauração ecológica e à agricultura regenerativa, abriga estações de coleta que permitem um monitoramento contínuo da fauna a partir de soluções biotecnológicas inovadoras.

“O projeto começou com uma meta clara de cuidar da água e capturar carbono, mas rapidamente entendemos que restaurar a biodiversidade era um passo essencial e complementar nesse processo”, afirma o vice-presidente de Sustentabilidade & Assuntos Corporativos do Grupo Heikenen, Mauro Homem.

Para realizar o estudo, foram instaladas 18 armadilhas de captura de moscas em pontos estratégicos da propriedade, respeitando o distanciamento mínimo de 600 metros entre si.

Após a coleta, os insetos foram armazenados a -20°C e submetidos a procedimentos laboratoriais que extraíram e analisaram o DNA presente em seus tratos digestivos. Como as moscas se alimentam de matéria orgânica de origem animal, o material genético identificado revela quais espécies estão presentes na região.

O chefe de sustentabilidade da Rizoma, Osvaldo Stella Martins, empresa envolvida no projeto, ressalta que a ferramenta utilizada para mensurar, com precisão científica, os avanços da agricultura regenerativa e do restauro florestal na promoção da biodiversidade é valiosa.

“Esse estudo se vale de recursos avançados da biotecnologia para traduzir em dados concretos o impacto positivo que buscamos gerar no território”, conta.

O CEO do Instituto BioCGen, Pedro Galetti, parceiro da iniciativa, reforça que o uso das ferramentas moleculares no levantamento e monitoramento da biodiversidade é uma realidade mundial crescente. “Os resultados obtidos comprovam a eficiência destas novas tecnologias, que vêm contribuir para o entendimento do papel destas áreas na conservação da fauna e de seus serviços ecossistêmicos”, conclui.



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hora de fixar preços e garantir lucros



Com um cenário de forças opostas, a orientação segue no sentido da prudência

Com um cenário de forças opostas, a orientação segue no sentido da prudência
Com um cenário de forças opostas, a orientação segue no sentido da prudência – Foto: Divulgação

A soja segue em um cenário de volatilidade no mercado internacional, com movimentos que indicam tanto oportunidades quanto riscos para produtores e exportadores. Segundo a TF Agroeconômica, a alta atual ainda é considerada frágil, motivo pelo qual a recomendação é aproveitar o momento para fixar ao menos parte dos preços da safra vigente. Para a próxima temporada, o lucro projetado gira em torno de 15,42%, percentual que, se julgado satisfatório, deve ser aproveitado com a fixação parcial dos lotes, uma vez que qualquer margem positiva merece ser assegurada.

Entre os fatores de alta, destaca-se a expectativa de menor produção nos Estados Unidos. A consultoria StoneX reduziu sua projeção para 115,86 milhões de toneladas, com base em uma produtividade menor e na revisão da área colhida pelo USDA. Além disso, o Departamento de Agricultura dos EUA confirmou novas vendas de soja americana 2025/2026, somando 327,6 mil toneladas. No Brasil, a forte demanda chinesa também tem impulsionado os preços, favorecendo a disputa entre exportadores e indústrias.

Por outro lado, há elementos que pressionam para baixo as cotações. A ausência de compras significativas da China na nova safra americana tem surpreendido o mercado, criando um ambiente baixista na Bolsa de Chicago (CBOT), ainda que positivo para a soja brasileira. Outro ponto é o relatório semanal de exportações dos EUA, que registrou vendas de 818,5 mil toneladas, número inferior ao da semana anterior e dentro da faixa mínima esperada pelos traders. Soma-se a isso a intensificação das compras brasileiras de soja paraguaia, que podem alcançar 832 mil toneladas em 2025, volume cerca de 25% superior ao do ano passado, o que reforça a oferta para a indústria nacional.

Com um cenário de forças opostas, a orientação segue no sentido da prudência. Garantir margens agora, seja para a safra atual ou para a próxima, ajuda a reduzir riscos em um mercado que ainda deve reagir a novos relatórios oficiais e às movimentações da demanda internacional.

 





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