quinta-feira, abril 30, 2026

Autor: Redação

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Indonésia amplia número de frigoríficos brasileiros habilitados para exportar carne



A Indonésia oficializou a habilitação de 17 frigoríficos brasileiros para exportar carne bovina ao país. A medida é resultado de negociações bilaterais e de inspeções presenciais realizadas no mês passado por autoridades sanitárias indonésias no Brasil, informou o Ministério da Agricultura em comunicado.

Com a decisão, 38 estabelecimentos brasileiros estão autorizados a atender o mercado local, o que representa um aumento de 80% no número de frigoríficos habilitados.

O anúncio sucede outro importante avanço nas exportações de carne bovina para o destino asiático: a abertura realizada em agosto, quando as autoridades indonésias permitiram a importação de carne bovina com osso, miúdos, produtos cárneos e preparados de carne do Brasil.

A Indonésia, com mais de 270 milhões de habitantes, é o quarto país mais populoso do mundo e vem ampliando suas compras externas para suprir a crescente demanda por proteínas animais.

A expectativa é de que as novas habilitações ampliem o volume e a diversidade dos embarques, reforçando a posição do Brasil como um dos principais fornecedores do Sudeste Asiático.

A medida também contribui para a geração de emprego e renda na cadeia agropecuária nacional e fortalece a imagem do país como parceiro confiável em segurança alimentar.



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Em mês de tarifaço, estado exportador de carne bate recorde de vendas



Em agosto, mês que passou a vigorar as taxas de 50% impostas pelos governo dos Estados Unidos, as exportações de carne bovina do estado do Mato Grosso cresceram 0,22% em comparação ao mês de julho. O estado possui o maior rebanho bovino do Brasil e é o principal exportador da proteína no país.

No mês passado, foram exportadas 89,68 mil toneladas de carne, segundo a Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Esse número representa o maior volume já exportado pelo estado. Além disso, o preço médio por carne exportada, que foi de US$ 4.368,59 por tonelada, resultando em um faturamento de US$ 391,80 milhões em agosto.

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Fora a demanda chinesa, que ainda se mantém aquecida, com aumento de 1,71% em relação a julho, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) pontuou o destaque da Rússia, que ultrapassou os Estados Unidos nas exportações totais, sendo responsável por 6,47% de toda exportação de carne bovina do Mato Grosso em 2025.

Ainda de acordo com IME, o aumento na demanda externa no segundo semestre tende a aumentar a intensidade da alta nos preços do boi gordo, dado que a demanda interna também é maior neste período.

China compensa EUA

A ampliação da importação de carne bovina brasileira pela China compensou a queda nas exportações para os EUA devido ao tarifaço. De acordo com dados do MDIC, as exportações de carne bovina brasileira para o país asiático saltaram de 106 mil toneladas em agosto de 2024 para 158 mil toneladas em agosto deste ano, crescimento de 50% nos embarques. Já as vendas para os Estados Unidos caíram de 15 mil toneladas em agosto de 2024 para cerca de 6,4 mil toneladas neste ano, uma redução de 58%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores priorizam controle preventivo na cevada



Cevada mantém uniformidade no desenvolvimento no RS



Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (4), a cultura da cevada apresenta desenvolvimento uniforme no Rio Grande do Sul. Predomina o estádio vegetativo, enquanto o florescimento avança em áreas mais adiantadas.

Segundo o boletim, as condições climáticas de agosto favoreceram o crescimento e mantêm boas expectativas de produtividade. “O manejo fitossanitário foi priorizado no período, com foco no controle preventivo de doenças foliares, a fim de evitar perdas de qualidade e a consequente desclassificação dos grãos destinados à malteação pela indústria cervejeira”, destacou a Emater/RS-Ascar.

Na região de Erechim, mesmo com a redução da área cultivada em relação a 2024, a expectativa de produtividade segue elevada. As lavouras estão em estádio vegetativo e apresentam projeção de rendimento superior a 3.600 quilos por hectare.

Em Ijuí, 90% das áreas estão em final de estádio vegetativo e 10% em floração. O boletim aponta que o potencial produtivo é elevado, com uniformidade no estande de plantas e manejo nutricional considerado adequado. Até o momento, não houve registros significativos de doenças ou pragas.





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STF retoma nesta terça julgamento de Bolsonaro e mais sete réus


A primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta terça-feira (9) o julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados pela trama golpista para tentar reverter o resultado das eleições de 2022. O grupo faz parte do núcleo crucial da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O julgamento começou na semana passada, quando foram ouvidas as sustentações das defesas do ex-presidente e dos demais acusados, além da manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, favorável à condenação de todos os réus.

A partir desta terça-feira (9), será iniciada a votação que resultará na condenação ou absolvição dos réus. Também foram reservadas as sessões dos dias 10,11 e 12 de setembro para finalização do julgamento. 

Os acusados respondem pela suposta participação na elaboração do plano “Punhal Verde e Amarelo”, com planejamento voltado ao sequestro e homicídio do ministro Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente, Geraldo Alckmin.

Também consta na denúncia da PGR a produção da chamada “minuta do golpe”, documento que seria de conhecimento de Jair Bolsonaro e serviria para a decretação de medidas de estado de defesa e de sítio no país para tentar reverter o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse de Lula. 

A denúncia cita ainda o suposto envolvimento dos acusados com os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. 

Quem são os réus

Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;

Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);

Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;

Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;

Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);

Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;

Walter Braga Netto – ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro na chapa de 2022;

Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Crimes 

Todos os réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

A exceção é o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes. A regra está prevista na Constituição. 

A suspensão vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro. 

Relator

A sessão será aberta, às 9h, pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin.

Em seguida, será passada a palavra ao relator, ministro Alexandre de Moraes, que será o primeiro a votar.

Em sua manifestação, o ministro vai analisar questões preliminares suscitadas pelas defesas de Bolsonaro e dos demais acusados, como pedidos de nulidade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e um dos réus, alegações de cerceamento de defesa, pedidos para retirar o caso do STF, além das solicitações de absolvição.

Moraes poderá solicitar que a turma delibere imediatamente sobre questões preliminares ou deixar a análise desses quesitos para votação conjunta com o mérito.

Após a abordagem das questões preliminares, Moraes se pronunciará sobre o mérito do processo, ou seja, se condena ou absolve os acusados e qual o tempo de cumprimento de pena.

Sequência de votação

Após o voto do relator, os demais integrantes da turma vão proferir seus votos na seguinte sequência:

Flávio Dino;
Luiz Fux;
Cármen Lúcia;
Cristiano Zanin.

A maioria de votos pela condenação ou absolvição ocorrerá com três dos cinco votos do colegiado.

Se as penas forem maiores que oito anos de prisão, o regime inicial de cumprimento de pena será o fechado. Penas menores que oito anos darão direito ao semiaberto. 

Prisão

A eventual prisão dos réus que forem condenados não vai ocorrer de forma automática. Somente após a análise dos recursos contra a condenação, a prisão será efetivada. 

Recursos

Em caso de condenação, Bolsonaro e os demais réus terão direito a recorrer para evitar a prisão. 

Com a publicação do acórdão com eventual placar desfavorável, as defesas poderão apresentar os chamados embargos de declaração, recurso que tem o objetivo de esclarecer omissões e contradições no texto final do julgamento. Em geral, esse tipo de recurso não tem poder para rever o resultado do julgamento e costuma ser rejeitado. Os embargos são julgados pela própria turma. 

Para conseguir que o caso seja julgado novamente e levado a plenário, os acusados precisam obter pelo menos dois votos pela absolvição, ou seja, placar mínimo de 3 votos a 2. Nesse caso, os embargos infringentes poderão ser protocolados contra a decisão.



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Fortalecimento do Brics pode gerar oportunidades para o agro diante de incertezas globais


A cúpula virtual dos líderes do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) reforçou o desejo de maior integração comercial e financeira como resposta ao avanço do protecionismo internacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o encontro para criticar o que chamou de “chantagem tarifária” e a “conduta belicosa” dos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump, destacando que tais práticas enfraquecem o sistema multilateral de comércio.

Segundo Lula, o Brics tem legitimidade para propor um modelo alternativo, mais justo e inclusivo, voltado às necessidades do Sul Global. A ideia é estimular o uso de moedas nacionais nas transações, fortalecer acordos bilaterais e ampliar mecanismos próprios de cooperação, reduzindo a dependência de instituições dominadas pelo Ocidente.

Para o Brasil, o debate tem impacto direto na agropecuária, setor já responsável por alimentar cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo. Com a integração do bloco, o país pode ampliar exportações de soja, milho, carnes e café para mercados estratégicos como Índia, China e África do Sul.

Entre os benefícios projetados estão a diversificação de destinos, a redução da exposição cambial e a construção de cadeias produtivas mais estáveis. A crescente demanda por alimentos na Ásia e na África torna o Brasil um parceiro-chave para o abastecimento global.

Apesar do tom positivo, analistas destacam que a reconfiguração do comércio global pode gerar resistências. Estados Unidos e União Europeia, pressionados por seus setores agrícolas, podem impor novas barreiras tarifárias, ambientais ou fitossanitárias. Nesse cenário, o protagonismo brasileiro pode transformar-se também em alvo de retaliações.

O desafio, portanto, será avançar em duas frentes: aproveitar a integração comercial do BRICS para ampliar mercados e, ao mesmo tempo, reforçar a diplomacia e a inovação tecnológica como escudo contra pressões externas.

A reunião virtual do Brics mostrou que, mesmo em meio às tensões globais, existe espaço para ampliar o comércio e fortalecer a cooperação. Para o agro brasileiro, o momento é de reafirmar sua imagem como fornecedor confiável, sustentável e estratégico. O equilíbrio entre a crítica ao protecionismo e a construção de novas parcerias será decisivo para transformar riscos em oportunidades concretas.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Prato Feito é patrimônio imaterial e feijão produzido com biológicos é a estrela


Ao refletir sobre a essência do Brasil na culinária, o icônico Prato Feito surge na minha mente. Arroz, feijão, uma fonte de proteína e uma salada singela. Um almoço diário para milhões, seja em casa, restaurante ou no trabalho. É acessível, nutritivo e, acima de tudo, sinônimo de identidade.

Mais do que isso: precisamos resgatar o orgulho do brasileiro por ter aqui esse prato único, que pode ser chamado de Prato Feito, prato executivo ou qualquer outro nome que receba. Ele é nosso cartão de visitas gastronômico, uma prova de que a simplicidade também pode carregar grandeza.

E o feijão, no coração desse prato. Ele é a base alimentar de verdade, pilar protéico da refeição. Aprendi com especialistas que quem se alimenta com feijão cinco vezes por semana já está cuidando da saúde. Uma fonte de proteínas vegetais, fibras e ferro, ajuda na prevenção e dá energia para o dia a dia.

Produção biológica do feijão

Ainda assim, o mais crucial é pensar como o feijão, o arroz e demais ingredientes são produzidos. Nos últimos anos, uma metamorfose no campo chamou minha atenção. Produtores estão usando cada vez mais produtos biológicos.

Feitos de microrganismos e extratos naturais, esses ajudam a proteger as plantas, fortalecer o solo e enriquecer os grãos em nutrientes. Para o consumidor, isso quer dizer um feijão mais puro, sem resíduos e com qualidade extra.

Gosto de uma comparação bem simplesinha. Nós não tomamos remédios fortes, antibióticos todo dia. No dia a dia, se a gente não está bem, prefere um chazinho, um jeito mais natural, algo levinho. Só no fim mesmo que se recorre a um remédio mais pesado. A ideia é igualzinha no campo. Os biológicos são um tratamento natural para a roça, usados para manter o equilíbrio. Os produtos químicos ficam para os momentos de aperto.

Agora, como se isso não fosse suficiente, o feijão traz uma coisa maravilhosa: tem pouca pegada de carbono. Quer dizer, sua produção manda muito menos gases que prejudicam a natureza do que carne, leite e até outras fontes vegetais de proteína. Isso faz o feijão ser um dos alimentos mais positivos para o planeta.

E quando a gente junta essa pegada de carbono pequena com os biológicos, o feijão fica quase invencível. É tradição, saúde, cuidado com a natureza e sabor, tudo num grão só.

E volto para o Prato Feito. Cada PF servido no Brasil pode ser algo mais que uma refeição ligeira, mas um ato de saúde e um compromisso com o planeta. Quando o feijão desse prato especial é cultivado de forma biológica, transcende a simples função de sustento, transformando-se em um símbolo de esperança para o futuro.

Campos mais equilibrados trazem menos prejuízos, fornecimento garantido e preços mais atrativos. O consumidor talvez não perceba de imediato, mas é essa a base que assegura o grão acessível e presença constante na mesa de milhões.

O feijão é uma lembrança carinhosa, parte da cultura, elemento-chave da identidade nacional. Contudo, com a produção biológica e baixo impacto ambiental, ele também oferece soluções para os desafios atuais.

O Prato Feito não foi oficialmente reconhecido como patrimônio imaterial por órgãos como o Iphan, mas representa a culinária brasileira, um dos principais elementos culturais e de identidade nacional. Diversos pratos e receitas regionais da culinária já alcançaram o status de patrimônio imaterial em suas localidades, como o Virado à Paulista no estado de São Paulo e o bolinho de feijoada no Rio de Janeiro.

Portanto, insisto sempre: consumir feijão cinco vezes por semana é um gesto de cuidado com a saúde. Escolher feijões cultivados com respeito ao meio ambiente é uma forma de zelar pelo planeta. Quando estes dois elementos se unem no Prato Feito brasileiro, vemos a comprovação de que a comida verdadeira está ao nosso dispor, no nosso cotidiano. A comida perfeita já está aqui e ela se chama feijão.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


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Ciclone e frente fria seguem causando instabilidades nos estados; veja a previsão do tempo



O ciclone extratropical ainda atua ao largo da costa da região Sul e sua frente fria associada provoca pancadas de chuva entre a metade norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná no período da madrugada e manhã desta terça-feira (9). Entre a serra e planalto gaúcho, no sul, centro e oeste catarinense, além do extremo sul paranaense, haverá risco de temporais.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Em Porto Alegre, risco de chuva forte restrita apenas ao período da madrugada e início da manhã. Em Santa Catarina, essa condição de chuva forte vem ao longo da manhã. Em Curitiba, as pancadas de chuva variam entre fraca a moderada intensidade. Já na parte da tarde, as instabilidades perdem força na medida em que a massa de ar polar avança, derrubando as temperaturas à noite.

Em paralelo, as rajadas de vento continuam ganhando força ao longo de todo o dia em boa parte dos três estados, com destaque para a condição de ventos mais fortes sobre a costa gaúcha e toda metade leste catarinense e paranaense – onde os ventos podem ultrapassar os 50 km/h.

No Sudeste, a frente fria avança enfraquecida em alto-mar, mantendo apenas chuva isolada em algumas áreas do oeste e sul de São Paulo, além do litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Apesar da baixa influência na chuva, o deslocamento da frente fria deve favorecer a ocorrência de fortes rajadas de vento em boa parte do estado de São Paulo, no Rio de Janeiro, Minas Gerais e sul do Espírito Santo. Atenção maior para o estado paulista – sobretudo faixa leste –, no Rio de Janeiro e algumas áreas da zona da mata mineira, onde as rajadas podem chegar a 70 km/h, mesmo sem a ocorrência de chuva.

No interior de São Paulo e Minas Gerais, o calor predomina durante o dia e a umidade relativa do ar segue em níveis críticos na parte da tarde, variando entre limiares de atenção (abaixo de 30%) e até mesmo alerta (abaixo de 20%). Já no período da noite, as instabilidades alcançam a região da costa verde e metropolitana do RJ, com risco de pancadas fortes de chuva isoladas, seguidas pela ocorrência de raios e trovoadas.

Enquanto no Centro-Oeste, o deslocamento da frente fria deve espalhar áreas de instabilidade sobre o sul e oeste de Mato Grosso do Sul ainda pela manhã, com chance para pancadas fortes isoladas. À tarde, o tempo volta a firmar em todo o estado. No estado de Goiás e no Distrito Federal, sol e calor predominam, com alerta de baixa umidade do ar na parte da tarde. Na capital federal, os índices podem ficar abaixo de 12% durante as horas mais quentes. Entre o norte e noroeste de Mato Grosso, há risco de fortes pancadas de chuva no período da tarde, motivadas pela circulação de umidade vindo da região norte na atmosfera local.

Já no Nordeste, a circulação de ventos vindos do oceano mantém pancadas isoladas em parte da costa leste, entre o litoral da Bahia até o Rio Grande do Norte. Atenção maior para Sergipe e para Alagoas, onde há risco para fortes pancadas de chuva. Por outro lado, o interior nordestino segue com predomínio de tempo firme, sol e calor intenso durante o dia.Em boa parte do sertão e meio norte, os índices devem variar entre limiares de atenção e alerta durante as horas mais quentes.

E no Norte, o calor e a umidade sustentam pancadas de chuva no Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, podendo ser fortes em alguns pontos. Entre Tocantins, Amapá e centro-leste do Pará, o tempo firme predomina, com calor intenso. Entre o sul do Pará e o Tocantins, alerta de baixa umidade à tarde.



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Inflação na China e índices industriais estão no radar do mercado


No morning call desta terça-feira (9), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que mercados globais tiveram movimentos mistos, com o Nasdaq renovando máximas e o ouro em novo recorde.

No Brasil, juros futuros recuaram levemente com alívio externo, enquanto o dólar fechou estável em R$ 5,41 e o Ibovespa caiu 0,59% a 141 mil pontos. Hoje, destaque para IPC da FIPE, indicadores industriais e dados de inflação na China.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Vinho artesanal homenageia legado familiar e fortalece turismo regional



Produzir vinho vai muito além de técnica e cultivo de uvas. Para a Vila Serra, localizada na região da Serra dos Pireneus (GO), cada garrafa é carregada de significado, memória e afeto. Foi assim que nasceu o vinho Eli, elaborado a partir da variedade Syrah, como forma de homenagear o patriarca da família.

“Optamos por colocar o nome do nosso pai, Eli, em homenagem a ele. Hoje a gente só existe a Vila Serra, só existe o parreiral, porque ele deixou esse legado, deixou esse terreno e essa vontade de empreender”, afirma Maiara, uma das responsáveis pela vinícola.

O rótulo ganhou ainda mais autenticidade por carregar a assinatura e um desenho deixado pelo próprio Eli, eternizando sua presença na história da família. “Cada vinho conta uma história. E a gente decidiu contar a nossa também”, completa Maiara.

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Tradição empreendedora que atravessa gerações

A força para empreender não surgiu do acaso. Para a irmã Marcela, a origem dessa vocação vem desde cedo:

“Meu pai sempre nos treinou para isso, sabe? Para, na falta dele, eu e meus irmãos darmos continuidade em tudo que ele conquistou. Somos formadas em áreas diferentes, mas essa veia empreendedora falou mais alto.”

Essa transição para o agronegócio se consolidou com a criação do Parreiral Olho, que hoje divide a produção entre uvas de mesa e a Syrah destinada ao vinho.

Apoio do Sebrae e a Rota dos Pireneus

O surgimento da Rota dos Pireneus de Queijos e Vinhos foi um marco na trajetória da família. A iniciativa, estruturada com apoio do Sebrae, impulsionou produtores locais a unirem forças em torno do turismo, da gastronomia e do fortalecimento da economia regional.

“O Sebrae é um dos nossos maiores incentivadores. Com o apoio deles, mudamos nossa forma de ver processos e conseguimos estruturar essa experiência para o visitante”, destaca Marcela.

Hoje, além da produção de vinhos, a Vila Serra também recebe turistas que buscam vivenciar a cultura e os sabores da Serra dos Pireneus. O resultado é um negócio que alia legado familiar, empreendedorismo feminino e desenvolvimento regional.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brotação precoce marca início do ciclo da uva



Clima favorável permitiu o avanço das podas de inverno


Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (4), o clima favorável permitiu o avanço das podas de inverno nas videiras da região administrativa de Caxias do Sul. A entidade destacou que a prática “segue intensa e deve ser encerrada nos próximos dias”.

Na Serra, Hortênsias e Campos de Cima da Serra, cerca de 15% da área cultivada ainda não foi podada, mas o ritmo dos trabalhos indica conclusão em breve. As variedades mais precoces, como a uva Vênus, e as videiras localizadas em áreas mais quentes já iniciaram a brotação, embora ainda sem emissão de botões florais.





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