De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (4), a área plantada de milho no Rio Grande do Sul deve atingir 785.030 hectares na safra 2025/2026. A produtividade tende a permanecer praticamente estável, estimada em 7.376 quilos por hectare, com variação de -0,03% em relação ao ciclo anterior. A produção deve alcançar 5.789.995 toneladas, crescimento de 9,45% em relação ao período passado, impulsionado pelo aumento da área cultivada.
Na safra 2024/2025, o milho alcançou produtividade média de 7.378 quilos por hectare, com produção total de 5.290.051 toneladas em uma área de 718.190 hectares, conforme dados do IBGE.
O avanço na nova temporada é atribuído à boa renda por unidade de área obtida no último ciclo, ao apoio de programas estatais, à possibilidade de cultivos sucessivos e à manutenção das cotações acima do ano anterior, mesmo em patamares inferiores aos históricos.
A semeadura apresenta ritmos distintos nas regiões, de acordo com condições de solo, relevo e regime térmico. As chuvas de agosto e início de setembro favoreceram a umidade em grande parte das áreas, garantindo germinação uniforme. Em regiões de maior altitude, o avanço é mais lento devido ao frio residual.
Nas áreas implantadas, as lavouras apresentam estande adequado e baixa incidência de pragas e doenças. Há, contudo, registros localizados da cigarrinha-do-milho, principalmente no Noroeste do Estado, exigindo monitoramento.
As estimativas regionais indicam cenários distintos. Em São Borja, dos 22 mil hectares previstos, 16,5 mil já foram semeados, enquanto em Santa Margarida do Sul as chuvas intensas obrigaram ao replantio de cerca de 150 hectares. Em Caxias do Sul, o cultivo deve atingir 93.020 hectares, com produtividade projetada em 7.546 quilos por hectare. Em Erechim, a projeção é de 39.902 hectares e rendimento médio de 8.745 quilos por hectare.
Em Ijuí, a área estimada é de 87.048 hectares, com produtividade média de 9.350 quilos por hectare. A semeadura já supera 60% da área prevista, embora parte das lavouras ainda esteja em emergência inicial. Em Santa Rosa, maior região produtora, são projetados 137.501 hectares, com rendimento médio de 8.240 quilos por hectare. Há, no entanto, presença inicial da cigarrinha-do-milho em algumas localidades, o que pode demandar controle imediato.
Outras regiões, como Soledade, Lajeado, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre e Santa Maria, também avançam no plantio, com produtividade variando conforme as condições locais de clima e solo.
Foi inaugurado na última semana o Espaço Itália na Expointer 2024, no Pavilhão Internacional, em Esteio (RS). A iniciativa, promovida pelo Consulado-Geral da Itália em Porto Alegre e pela Câmara de Comércio Italiana do Rio Grande do Sul, tem como objetivo estreitar os laços econômicos, culturais e institucionais entre o estado e o país europeu.
Segundo informações divulgadas pelos organizadores, o evento contou com a presença do governador Eduardo Leite, do cônsul-geral Valerio Caruso e do presidente da Câmara de Comércio Italiana e CEO da Be8, Erasmo Battistella, além de secretários estaduais, empresários e representantes da comunidade ítalo-gaúcha.
Um dos anúncios mais aguardados durante a cerimônia foi a confirmação de uma missão oficial à Itália, prevista para outubro. A comitiva, liderada pelo governador, deverá cumprir agendas em Roma e outras cidades italianas, com encontros na embaixada brasileira, reuniões em ministérios e rodadas de negócios com representantes do setor produtivo. Entre os temas centrais está a criação de um voo direto entre Porto Alegre e Roma ou Milão, medida considerada estratégica para ampliar investimentos, turismo e intercâmbio cultural.
O governador Eduardo Leite destacou que a iniciativa simboliza não apenas a celebração da herança cultural italiana no Rio Grande do Sul, mas também uma oportunidade concreta de ampliar parcerias. “É uma celebração das nossas raízes, mas também um compromisso com o presente e o futuro. Queremos transformar essa relação em novas parcerias, investimentos e desenvolvimento econômico”, afirmou.
O cônsul Valerio Caruso reforçou a importância da iniciativa, lembrando que a ida da comitiva gaúcha à Itália terá forte peso diplomático. “Será recebida como um gesto de amizade e cooperação. Temos muito a ganhar ao aprofundar essa relação bilateral”, destacou.
O estande italiano, com cerca de 100 m², foi projetado como um espaço de negócios e networking. Mais de 20 empresas italianas e ítalo-brasileiras participam da exposição, apresentando inovações nos setores agroindustrial, de mecanização e de serviços. O local também faz parte das comemorações dos 150 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul, a serem celebrados em 2025. Entre os atrativos do espaço está o lançamento do NOVA Espumante Branco Seco Trebbiano Toscano – Edizione Speciale, elaborado pela Vinícola Nova Aliança, escolhido como o rótulo oficial das festividades do sesquicentenário da imigração.
O agronegócio brasileiro deve se preparar para uma semana marcada por contrastes climáticos que podem impactar diretamente as lavouras em diferentes regiões do país. Enquanto áreas do Norte e do Sul receberão volumes expressivos de chuva, o Centro-Oeste, o Sudeste e boa parte do Nordeste seguirão sob condições de estiagem e baixa umidade relativa do ar, o que exige atenção redobrada dos produtores.
Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as instabilidades devem se concentrar no norte e sudoeste do Amazonas, com previsão de volumes que podem superar 60 mm, chegando a 80 mm no centro-norte do estado. Já no Pará, Tocantins, Amapá e sul de Rondônia, o cenário é oposto, com ausência de chuva ao longo da semana e queda na umidade relativa do ar para índices abaixo de 30%.
Na Região Nordeste, o cenário é de tempo firme na maior parte dos estados, com destaque para a redução da umidade no sul do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia. Nessas áreas, os valores podem cair abaixo de 30%, o que eleva o risco de estresse hídrico nas lavouras e de queimadas. Nas áreas litorâneas, as precipitações previstas não devem ultrapassar 10 mm, mantendo condições de pouca relevância para a agricultura.
O Centro-Oeste segue como uma das regiões mais afetadas pela estiagem. A previsão do Inmet aponta ausência de chuva em praticamente todos os estados, acompanhada de baixa umidade relativa do ar, especialmente em Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. A falta de precipitações pode comprometer a recuperação dos solos e atrasar o planejamento agrícola da próxima safra.
No Sudeste, a situação é semelhante. A maior parte da região deve enfrentar dias de tempo estável, com volumes de chuva restritos ao Espírito Santo e ao leste de Minas Gerais, onde não devem ultrapassar 10 mm. No Triângulo Mineiro e em grande parte do estado de São Paulo, a baixa umidade abaixo de 30% tende a intensificar a preocupação com o armazenamento de água no solo e aumentar os riscos de incêndios em áreas rurais.
Já no Sul do país, a previsão é de volumes mais significativos. No sudoeste do Rio Grande do Sul, os acumulados podem chegar a 100 mm, enquanto em Santa Catarina, especialmente nas regiões Serrana e do Vale do Itajaí, os volumes devem alcançar até 50 mm. Apesar da chuva, o Inmet também destaca baixos índices de umidade no centro-norte do Paraná, o que pode trazer dificuldades para culturas em desenvolvimento.
O excesso de chuva no Norte pode dificultar operações de colheita e transporte, enquanto a estiagem no Centro-Sul pode agravar a necessidade de irrigação e comprometer o preparo do solo para o plantio. No Sul, embora a chuva seja positiva para a reposição hídrica, volumes elevados em áreas pontuais também podem afetar a qualidade de algumas lavouras.
A previsão do tempo até a próxima segunda-feira (15) do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva volumosa em algumas regiões e a completa ausência dela em outras. Confira:
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Sul
Ao longo da semana, são previstos acumulados de até 100 mm de chuva no sudoeste do Rio Grande do Sul (tons em amarelo e vermelho no mapa abaixo) e volumes de até 50 mm na porção entre as mesorregiões de Serrana e Vale do Itajaí, em Santa Catarina (verde). No restante da região, com exceção do centro-norte paranaense, o Inmet indica precipitações de até 10 mm (azul e cinza). Destaca-se, ainda, a baixa umidade relativa abaixo de 30% prevista no centro-norte do Paraná durante os próximos dias.
Sudeste
A previsão indica ausência de chuva para a maior parte dos estados do Sudeste. Contudo, volumes de até 10 mm são previstos em todo o Espírito Santo e leste de Minas Gerais (azul e cinza). Ressalta-se, também, a umidade relativa abaixo de 30% prevista para os próximos dias nas regiões do Triângulo Mineiro e grande parte do estado de São Paulo.
Centro-Oeste
Foto: Reprodução
A previsão do Inmet mostra tempo estável, com ausência de chuva em praticamente todos os estados (áreas em branco). Destaca-se, também, a previsão de umidade relativa abaixo de 30% em toda a região para os próximos dias, principalmente no centro-sul de Goiás, centro norte de Mato Grosso do Sul e em praticamente todo o Mato Grosso.
Nordeste
Não há previsão de chuva ao longo da semana, com tendência de redução da umidade relativa do ar, especialmente na porção sul do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia, onde os valores ficam abaixo de 30%. Já na parte litorânea da região os volumes de chuva permanecem abaixo de 10 mm (azul).
Norte
Áreas de instabilidade deverão se concentrar na porção norte e sudoeste do Amazonas, com volumes que podem superar 60 mm (amarelo e laranja). Os maiores acumulados de chuva, da ordem de 100 mm, são previstos para o centro-norte do Amazonas. Em contraste, em grande parte do Pará, Tocantins, Amapá e sul de Rondônia não há previsão de chuva ao longo da semana. No sul do Pará, Tocantins e extremo sul de Rondônia a tendência é de redução da umidade relativa do ar, que poderá atingir níveis inferiores a 30%.
A Polícia Militar do Paraná (PMPR) apreendeu um caminhão carregado com uma grande quantidade de mercadorias ilegais, incluindo caixas de vinho oriundas da Argentina.
A ação, realizada na noite de segunda-feira (8), ocorreu durante ação da equipe da Patrulha Rural na Linha São José, zona rural do município de Pranchita, no sudoeste paranaense.
Após encontrarem o veículo, que transitava na contramão e transportava repolho, uma mercadoria incomum para a região, os policiais realizaram a abordagem.
Durante a vistoria, foi encontrado um fundo falso onde estavam escondidas 683 caixas de vinho, encobertas por 169 sacas de repolho. Também foram encontradas outras mercadorias que não foram declaradas, como azeitonas, azeite balsâmico e espumantes.
O motorista do caminhão foi preso em flagrante. O veículo e toda a carga foram encaminhados à Receita Federal de Santo Antônio do Sudoeste, enquanto o condutor foi encaminhado à Polícia Federal.
O Brasil exportou 3,144 milhões de sacas de 60 kg de todos os tipos café em agosto de 2025, queda de 17,5% na comparação com os 3,813 milhões do mesmo mês do ano passado, de acordo com relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores Café do Brasil (Cecafé).
A receita cambial, por sua vez, cresceu 12,7% no mesmo intervalo comparativo, saltando para US$ 1,101 bilhão.
A queda no montante embarcado já era aguardada, conforme avalia o presidente da entidade, Márcio Ferreira, devido ao país vir de exportações recordes em 2024 e possuir menor disponibilidade de café em função de uma safra que ficou aquém de seu potencial máximo produtivo.
Ele comenta, ainda, que o tarifaço de 50% imposto pelo governo de Donald Trump sobre os cafés do Brasil a serem exportados para os Estados Unidos potencializou essa redução.
“Os EUA deixaram de ser os maiores compradores de nosso café em agosto, descendo para o segundo lugar, com 301 mil sacas importadas – de negócios realizados antes da vigência do tarifaço –, o que implicou queda de 46% ante o mesmo mês de 2024 e de 26% contra julho deste ano. Assim, os norte-americanos ficaram atrás da Alemanha, que importou 414 mil sacas no mês passado”, revela.
Volatilidade nos preços do café
Ferreira analisa que o tarifaço também afetou o mercado internacional do café, trazendo muita volatilidade aos preços e fazendo com que as cotações disparassem.
“Os fundamentos já são favoráveis para a alta há algumas safras, com oferta e demanda muito ajustadas ou mesmo com déficit de oferta, devido a adversidades climáticas nos principais produtores, em especial no Brasil, mas o tarifaço desordenou o mercado e deu abertura para movimentos especulativos”, afirma.
Ele completa que, de 7 de agosto, quando entrou em vigência a taxação, até o fechamento do mês passado, o café arábica subiu 29,7% na Bolsa de Nova York, saindo de US$ 2,978 por libra-peso para US$ 3,861.
“Se o tarifaço persistir, além de as exportações de café do Brasil seguirem inviáveis aos EUA, os consumidores americanos também enfrentarão preços onerosos para degustar sua bebida favorita, uma vez que não há oferta de outros países para suprir a ausência brasileira no mercado dos Estados Unidos, criando-se, assim, um cenário inflacionário por lá”, projeta.
Exportações ao longo do ano
Também de acordo com o relatório estatístico mensal do Cecafé, o Brasil embarcou 25,323 milhões de sacas no acumulado entre janeiro e o fim de agosto deste ano, apresentando uma queda de 20,9% na comparação com o volume remetido ao exterior nos mesmos oito meses de 2024.
Já a receita cambial é recorde para esse intervalo, saltando para US$ 9,668 bilhões no acumulado de 2025.
“O cenário, tanto em agosto quanto no acumulado do ano, não é tão distinto, com a queda no volume já esperada pela menor oferta após os embarques recordes em 2024, bem como maiores ingressos de divisas ao caixa do Brasil devido a maiores cotações internacionais, impulsionados pelo equilíbrio entre oferta e demanda há anos e, agora, potencializados pelo tarifaço”, destaca.
Principais destinos
Foto: Pixabay
Mesmo com a queda nas compras em agosto, no acumulado dos oito primeiros meses de 2025, os norte-americanos permanecem como o principal importador do produto brasileiro:
Estados Unidos: 4,028 milhões de sacas, queda de 20,8% na comparação com o intervalo de janeiro ao fim de agosto de 2024;
Alemanha: importação de 3,071 milhões de sacas (-32,9%)
Itália: 1,981 milhão de sacas (-23,6%);
Japão: 1,671 milhão de sacas (+15,6%); e
Bélgica: 1,517 milhão de sacas (-48,3%)
Tipos de café
Nos primeiros oito meses de 2025, o café arábica foi a espécie mais exportada pelo Brasil, com a remessa de 20,209 milhões de sacas ao exterior, montante que equivale a 79,8% do total e implica queda de 13% frente a idêntico intervalo anterior.
A espécie canéfora (conilon + robusta) vem na sequência, com embarques equivalentes a 2,570 milhões de sacas (10,1% do total), seguido pelo segmento do café solúvel, com 2,508 milhões de sacas (9,9%), e pelo setor industrial de café torrado e torrado e moído, com 36.700 sacas (0,1%).
As exportações brasileiras dos cafés que possuem certificados de práticas sustentáveis ou qualidade superior totalizaram 5,1 milhões de sacas no acumulado dos oito primeiros meses de 2025, o que corresponde a 20,1% dos embarques de todos os tipos de café nesse período, mostra o relatório do Cecafé.
Contudo, esse volume implica queda de 9,3% na comparação com as remessas ao exterior registradas entre janeiro e agosto do ano passado.
Com preço médio de US$ 427,05 por saca, a receita cambial com os embarques do produto diferenciado chegou a US$ 2,178 bilhões, o que equivale a 22,5% do total obtido com todos os embarques nos oito primeiros meses deste ano. Na comparação com o mesmo intervalo de 2024, o valor é 54,2% superior.
No ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, aparecem os seguintes países:
Estados Unidos: compra de 893.651 sacas, o equivalente a 17,5% do total desse tipo de produto exportado;
Alemanha: 656.585 sacas (12,9%);
Bélgica: 579.954 sacas (11,4%);
Holanda (Países Baixos): 428.540 sacas (8,4%); e
Itália: 332.700 sacas (6,5%)
O levantamento do Cecafé mostra, também, que o Porto de Santos permanece como o principal exportador dos cafés do Brasil no acumulado de 2025, com o embarque de 20,310 milhões de sacas e representatividade de 80,2% nos oito primeiros meses do ano.
Na sequência, vêm o complexo portuário do Rio de Janeiro, que responde por 15,8% ao enviar 4,010 milhões de sacas ao exterior, e o Porto de Paranaguá (PR), que exportou 245.100 sacas e tem representatividade de 1%.
O mercado brasileiro de soja teve um dia de negócios moderados, com volumes discretos. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Thiago Oleto, apesar do recuo nas cotações de Chicago, a leve apreciação do dólar resultou em spreads positivos nas operações domésticas.
“A presença ativa da indústria aportou liquidez ao mercado, remunerando ofertas e viabilizando transações, enquanto os prêmios se mantiveram firmes, sustentando a atratividade econômica das vendas”, destacou.
Passo Fundo (RS): aumentou de R$ 135 para R$ 135,50
Santa Rosa (RS): de R$ 136 para R$ 136,50
Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 141,50 para R$ 142
Cascavel (PR): permaneceu em R$ 136
Porto de Paranaguá (PR): alta de R$ 141 para R$ 141,50
Rondonópolis (MT): subiu de R$ 128 para R$ 129
Dourados (MS): estabilizou em R$ 128
Rio Verde (GO): foi de R$ 126 para R$ 127
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos.
O dia foi de ajustes, com os agentes posicionando suas carteiras frente ao relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que deve indicar corte na projeção de safra dos Estados Unidos em 2025/26.
Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra norte-americana em 2025/26 deverá ficar em 4,273 bilhões de bushels, contra 4,292 bilhões previstos em agosto.
Para os estoques de passagem, a previsão é de um número de 293 milhões de bushels para 2025/26, contra 290 milhões projetados em agosto. Para 2024/25, a aposta é de um corte, passando dos 330 milhões indicados em julho para 327 milhões de bushels.
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 125,6 milhões de toneladas. Em agosto, o número ficou em 125,2 milhões.
Para o mercado, a indicação do USDA para 2025/26 deverá ser de 125,4 milhões de toneladas, contra 124,9 milhões projetados em agosto.
Contratos futuros da soja
Foto: Reprodução
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,25 centavos de dólar, ou 0,31%, a US$ 10,31 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,50 1/2 por bushel, com baixa de 3,25 centavos ou 0,30%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 3,00 ou 1,05%, a US$ 289,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 50,48 centavos de dólar, com perda de 1,08 centavo ou 2,09%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou em alta de 0,33%, sendo negociado a R$ 5,4358 para venda e a R$ 5,4338 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4144 e a máxima de R$ 5,4394.
As exportações brasileiras de carne bovina cresceram em volume e receita em agosto, destacou a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
O país embarcou 299.449 toneladas, alta de 20,7% sobre as 248.033 toneladas registradas no mesmo mês de 2024. A receita alcançou US$ 1,60 bilhão, aumento de 49,8% em relação ao ano anterior.
O principal destino continua sendo a China, que comprou 161.010 toneladas, equivalentes a US$ 894 milhões. Outros mercados importantes foram:
Rússia: 14.262 t e US$ 65 milhões;
México: 13.346 t e US$ 75,4 milhões; e
Chile: 12.058 t e US$ 67,6 milhões
Vendas de carne para os EUA
O destaque negativo ficou com os Estados Unidos, que caíram da segunda posição para a oitava, com 9.382 toneladas embarcadas, redução de 51,1% frente a agosto de 2024.
No acumulado de janeiro a agosto, as exportações somaram 2,08 milhões de toneladas, com receita de US$ 10,51 bilhões, crescimento de 15% em volume e 32,9% em valor frente a igual período de 2024.
A China concentra quase metade das exportações brasileiras neste ano, com 962.852 toneladas, seguida pelos Estados Unidos (209.108 t) e Chile (81.323 t).
Entre os destinos que mais ampliaram suas compras neste ano estão o México (+198%), Estados Unidos (+71,5%), União Europeia (+37,8%) e Rússia (+31%).
No início de setembro, de 1º a 8, o Brasil já exportou 78.339 toneladas de carne bovina in natura, gerando US$ 435,2 milhões. A China manteve a liderança, seguida por México, Chile e Filipinas.
Possível queda em 2025
O presidente da Abiec, Roberto Perosa, disse nesta terça-feira, em coletiva de imprensa, em Brasília, que o volume de carne bovina exportado em 2025 vai ser “menor ou um pouco menor” em relação ao ano passado.
Perosa destacou que o Brasil vive pleno emprego, com capacidade de compra, e a primeira opção do brasileiro é pela carne bovina.
“A preferência do brasileiro é a carne bovina. Em momentos de crise, migra (para outras carnes”, disse. “Estamos conseguindo manter preços estáveis dentro do mercado interno”, defendeu.
Segundo ele, as carnes exportadas (30% do excedente da produção brasileira) são as que têm menor apetite pelo mercado nacional.
Pesquisadores, profissionais e estudantes que desejam expor seu trabalho no APSUL América 2025, o maior evento de Agricultura de Precisão e Máquinas Precisas da América Latina, têm apenas até esta quarta-feira, 10 de setembro de 2025, para enviar suas contribuições.
Os trabalhos científicos, casos técnicos ou relatos de experiência aprovados serão publicados no e-book oficial da 7ª edição do APSUL América e poderão ser expostos em formato de banner físico durante o evento, que acontece nos dias 23 e 24 de setembro de 2025, no Parque da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque/RS.
Esta é a última oportunidade de participar ativamente deste evento que reúne as principais inovações e discussões sobre o futuro do agronegócio, conectando pesquisadores, empresários, produtores e grandes lideranças do setor de diferentes países.
Baixe o modelo correspondente ao seu tipo de trabalho:
Trabalho Científico.
Caso Técnico / Relato de Experiência.
Preencha rigorosamente o conteúdo dentro do modelo indicado, seguindo as normas de formatação.
Envie o arquivo pelo formulário disponível na página até o prazo final.
Importante:
Não há limite de submissões por autor.
Cada trabalho pode ter até 8 autores.
Participar é Fazer Parte da História do Agro Moderno
Além de compor o e-book oficial do APSUL América, que será distribuído a um público estratégico formado por pesquisadores, produtores e empresas do setor, os trabalhos aprovados terão a chance de serem expostos no evento em formato de banner físico, com alta visibilidade.
Especificações para a Exposição de Banners:
Modelo disponível no site: Desde 1º de julho de 2025.
Dimensões obrigatórias: 90 cm de largura x 120 cm de altura.
Apresentação: O banner deve ser levado impresso pelos autores, com bastão e cordas para fixação, e será montado no espaço de exposição no primeiro dia do evento (23 de setembro, pela manhã).
Por que Submeter seu Trabalho?
– Publicação no e-book oficial: Destaque científico e técnico em um material distribuído a líderes, instituições e empresas renomadas no setor agropecuário.
– Exposição no maior evento de Agricultura de Precisão da América Latina: Mostre seu trabalho a um público qualificado de mais de 60 painelistas e moderadores, empresários, produtores e pesquisadores.
– Conexão com grandes temas do setor: As submissões aceitas estarão alinhadas às categorias principais do evento, conectadas às demandas atuais e futuras do agro.
– Certificação: Receba reconhecimento e destaque com a certificação de participação no evento e no e-book.
Sobre o APSUL América 2025
O APSUL América – Congresso Sul-Americano de Agricultura de Precisão e Máquinas Precisas – é o ponto de encontro entre tecnologia, sustentabilidade e inovação.Neste ano, o evento traz o tema “AGRICULTURA 4.0: INOVAÇÃO DIANTE DOS DESAFIOS CLIMÁTICOS, ECONÔMICOS E SOCIAIS”, com mais de 60 painelistas de 4 países (Brasil, Holanda, Argentina e Estados Unidos), além de minicursos gratuitos, demonstrações de drones e máquinas, e painéis com grandes nomes do setor. O evento será realizado no Parque da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque/RS, nos dias 23 e 24 de setembro de 2025.
Pecuaristas, o segredo para o sucesso no confinamento está nos detalhes. A ronda no confinamento, que é a visita diária às baias, é a chave para garantir um bom desempenho do gado, monitorar sua saúde e otimizar a engorda. Assista ao vídeo.
Nesta terça-feira (9), o zootecnista Maurício Scoton, professor da Uniube, apresentou no quadro “Dicas do Scoton” do Giro do Boi os principais pontos de um checklist para uma ronda eficiente. Ele reforça que a observação apurada é crucial para o pecuarista que busca alta performance.
O checklist da ronda: o que observar
Foto: Reprodução
A ronda no confinamento deve ser feita com atenção aos mínimos detalhes. É um trabalho que exige um olho treinado para detectar sinais de saciedade, saúde e bem-estar do gado.
Comportamento do gado: O gado satisfeito e tranquilo tende a estar deitado no fundo do curral antes do primeiro trato. Se a boiada está em pé e berrando no cocho, é um sinal de que está com fome e o consumo precisa ser ajustado.
Leitura de cocho: O cocho deve ter “migalhas” sobrando. Se o cocho está lambido, a dieta precisa ser aumentada. Se há sobra excessiva, é desperdício e custo desnecessário. O segredo é ajustar a dieta para que o animal consuma o que foi fornecido.
Escore de fezes: As fezes devem ser pastosas, não líquidas (acidose) ou duras. As fezes líquidas indicam um problema de dieta, como excesso de amido ou falta de fibra. O escore de fezes, quando avaliado em um lote, é um indicador da saúde ruminal do gado.
Consumo de água: A ronda deve incluir a avaliação do consumo de água na pilha, para garantir que o gado esteja bem hidratado.
A maratona do confinamento: do cocho à balança
Vista aérea de confinamento de bovinos de corte. Foto: Reprodução
O confinamento não é uma corrida de 100 metros, mas uma maratona de 100 dias de cocho.
Adaptação: Na dieta de adaptação, o consumo deve ser leve e aumentado gradativamente. As fezes ideais são mais firmes. O objetivo é que o animal se adapte ao cocho sem problemas digestivos que possam comprometer a curva de consumo.
Terminação: No final do confinamento, o consumo começa a cair naturalmente, pois o gado está mais gordo. Isso é um indicativo do ponto de abate e de que o animal está pronto para a indústria.
A ronda no confinamento é o elo que conecta a dieta, o manejo e a saúde do gado. Se o pecuarista quer apurar o lucro que desenhou na sua planilha, ele precisa checar o seu operacional.
A observação diária é a chave para a excelência e para garantir que o trabalho do confinamento, da fabricação à entrega, seja constante, preciso e eficiente.