quinta-feira, abril 30, 2026

Autor: Redação

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Trigo segue pressionado: Confira



Os preços giram em torno de R$ 1.380 FOB para vendedores


Os preços giram em torno de R$ 1.380 FOB para vendedores
Os preços giram em torno de R$ 1.380 FOB para vendedores – Foto: Divulgação

O mercado de trigo segue pressionado pela proximidade da colheita e pela postura cautelosa de compradores e moinhos. Segundo informações da TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul apresenta um cenário retraído, já que os moinhos permanecem alongados devido às compras antecipadas e à menor moagem. 

Os preços giram em torno de R$ 1.380 FOB para vendedores, enquanto compradores oferecem cerca de R$ 1.250, com negócios pontuais fechados em valores inferiores no Paraná. No estado gaúcho, também foram reportadas 60 mil toneladas já negociadas para exportação, a R$ 1.225,00 posto sobre rodas em Rio Grande, com possibilidade de deságio de 20% para trigo de ração.

Em Santa Catarina, o mercado permanece praticamente parado, com moinhos se abastecendo de trigo gaúcho a cerca de R$ 1.300 FOB. Os preços pagos ao produtor seguem em queda em diversas regiões, como Canoinhas (R$ 75,00/saca) e Chapecó (R$ 72,00/saca), embora Xanxerê tenha registrado leve alta, chegando a R$ 77,00/saca. Esse movimento reforça a expectativa de maior pressão com o avanço da colheita.

Já no Paraná, os preços da safra nova começam a se consolidar entre R$ 1.400 e R$ 1.450 FOB, mas sem compradores nesse patamar. Negócios têm sido reportados a valores menores, especialmente no Sudoeste, ao redor de R$ 1.300. O trigo importado também subiu, acompanhando a alta do dólar, com o argentino cotado a US$ 270 para setembro. Os preços pagos ao agricultor avançaram 2,16% na semana, chegando à média de R$ 74,63/saca, alinhando-se ao custo de produção. Apesar disso, a aproximação da colheita tende a limitar as margens de lucro.

 





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Preços dos alimentos caem no IPCA pelo 3º mês consecutivo, mostra IBGE



Os preços dos alimentos recuaram em agosto pelo terceiro mês consecutivo, após uma sequência de nove meses de aumentos. De junho a agosto, a queda acumulada em alimentação e bebidas foi de 0,91%.

De acordo com o gerente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fernando Gonçalves, a melhora recente tem relação com uma maior oferta de produtos no mercado doméstico, em meio à ocorrência de safras melhores, mas possivelmente também com alguma influência do tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra alguns produtos exportados pelo Brasil para o mercado norte-americano.

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Segundo ele, os itens com reduções de preços, como o café e frutas, apresentam maior oferta no mercado doméstico. Os recuos nos custos no varejo podem embutir já uma expectativa de queda do preço por conta de uma menor exportação futura em função do tarifaço, assim como uma possível redução em si na demanda pelas exportações brasileiras de determinados produtos. Porém, ainda não é possível precisar a ocorrência do fenômeno.

“Eu não tenho como precisar se tem impacto do tarifaço”, ponderou Gonçalves.

O grupo Alimentação e Bebidas saiu de um recuo de 0,27% em julho para uma queda de 0,46% em agosto, uma contribuição de -0,10 ponto porcentual para a taxa de -0,11% registrada pelo IPCA do último mês.

A queda em agosto foi puxada pela alimentação no domicílio, que caiu 0,83%. Os destaques foram as reduções no tomate (-13,39%), batata-inglesa (-8,59%), cebola (-8,69%), arroz (-2,61%) e café moído (-2,17%).

Quanto à alimentação fora do domicílio, houve uma elevação de 0,50% em agosto: o subitem lanche avançou 0,83%, e a refeição fora de casa subiu 0,35%.



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Preços da soja no Brasil baixam com queda em Chicago; veja cotações de hoje


O mercado brasileiro de soja encerrou esta quarta-feira (10) com poucos negócios efetivados. O referencial externo em Chicago ficou em queda e, no Brasil, o recuo mais forte do dólar adicionou pressão sobre os preços em reais, reforçando o tom negativo.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Thiago Oleto, a liquidez permaneceu reduzida. Ele destaca que a combinação de câmbio mais fraco e Chicago em baixa comprimiu a atratividade de venda, levando muitos produtores e ofertantes a adotarem postura mais cautelosa.

“Minas Gerais foi o estado que teve uma saída mais expressiva de lotes, enquanto nos portos os negócios foram pontuais, sem grande relevância”, acrescenta.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 135,50 para R$ 135
  • Santa Rosa (RS): baixou de R$ 136,50 para R$ 136
  • Porto de Rio Grande (RS): foi de R$ 142 para R$ 141
  • Cascavel (PR): diminuiu de R$ 136 para R$ 135
  • Porto de Paranaguá (PR): retração de R$ 141,50 para R$ 140,50
  • Rondonópolis (MT): decresceu de R$ 129 para R$ 128
  • Dourados (MS): passou de R$ 128 para R$ 127
  • Rio Verde (GO): foi de R$ 127 para R$ 126

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja recuaram na sessão desta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

À espera do relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a fraca demanda chinesa pela soja americana voltou a pesar sobre as cotações.

Os agentes buscaram, mais uma vez, posicionar suas carteiras, aguardando os números que serão divulgados na sexta (12), às 13h.

A expectativa é que o USDA indique corte na projeção de safra dos Estados Unidos em 2025/26. Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra americana em 2025/26 deverá ficar em 4,273 bilhões de bushels, contra 4,292 bilhões previstos em agosto.

Para os estoques de passagem, a previsão é de um número de 293 milhões de bushels para 2025/26, contra 290 milhões projetados em agosto. Para 2024/25, a aposta é de um corte, passando dos 330 milhões indicados em julho para 327 milhões de bushels.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 125,6 milhões de toneladas. Em agosto, o número ficou em 125,2 milhões.

Segundo o mercado, a indicação do USDA para 2025/26 deverá ser de 125,4 milhões de toneladas, contra 124,9 milhões projetados em agosto.

Contratos futuros

soja preço baixo guerra comercialsoja preço baixo guerra comercial
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 6,00 centavos de dólar, ou 0,58%, a US$ 10,25 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,44 3/4 por bushel, com baixa de 5,75 centavos ou 0,54%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,20 ou 1,10%, a US$ 285,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 51,01 centavos de dólar, com ganho de 0,53 centavo ou 1,04%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,54%, sendo negociado a R$ 5,4063 para venda e a R$ 5,4043 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3985 e a máxima de R$ 5,4395.



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Vietnã recebe as primeiras 27 toneladas de carne bovina brasileira



O Vietnã recebeu, nesta semana, o primeiro embarque de carne bovina brasileira, uma carga de 27 toneladas do corte patinho da Friboi, marca do grupo JBS.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a remessa marca o início efetivo das exportações para o país asiático após anos de tentativa e negociações e licenças sanitárias concluídas em 28 de março deste ano.

Na ocasião, o presidente Lula destacou que a aproximação abre espaço para investimentos em frigoríficos brasileiros no país, o que pode transformar o Vietnã em uma plataforma de exportação para todo o Sudeste Asiático.

Em 2024, o Vietnã importou US$ 3,9 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para cereais, farinhas, fibras têxteis e o complexo soja. Com uma população de 101 milhões de habitantes, o 14º país mais populoso do mundo representa um mercado em expansão para o agronegócio brasileiro.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, avaliou o embarque como uma conquista para a agropecuária brasileira.

“Cada novo destino alcançado representa mais renda para o produtor rural, mais empregos no Brasil e a certeza de que a nossa produção encontra espaço nas mesas de milhões de pessoas ao redor do mundo”, disse.

A cerimônia que marcou a chegada da carga ao país contou com a presença do adido agrícola do Brasil no Vietnã, Juliano Vieira, que vem participando ativamente das negociações e apoiando a aproximação entre os setores privados dos dois países.

De acordo com o Mapa, a atuação dos adidos agrícolas tem sido decisiva na expansão internacional do agro brasileiro: mais de dois terços das aberturas de mercado ocorreram em postos que contam com adidância agrícola.

Produção brasileira de carne

Em 2024, a pecuária brasileira registrou produção recorde. A carne bovina alcançou 10,9 milhões de toneladas, enquanto o total das carnes bovina, suína e de aves somou mais de 31 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteínas.

“Com o início das exportações ao Vietnã, os dois países aprofundam uma relação comercial que já movimenta bilhões de dólares em produtos agropecuários”, diz o Mapa, em nota.

Segundo a pasta, a expectativa é que o fluxo de embarques se intensifique nos próximos meses, ampliando a presença do Brasil no Sudeste Asiático e consolidando a cooperação técnica e sanitária entre os dois países.



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Mercado de grãos abre o dia com movimentações distintas


O mercado de grãos abriu a quarta-feira (10) com movimentos distintos para trigo, soja e milho nos principais centros de negociação. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo segue pressionado pela ampla oferta no Hemisfério Norte e pela boa perspectiva de safra no Hemisfério Sul, o que limita os ganhos mesmo diante de uma demanda discreta. Em Chicago, o contrato de dezembro/25 fechou a US$ 519,75 por bushel, em leve baixa de 0,50 cent. No Brasil, a colheita nos estados produtores pressiona os preços, que recuaram para R$ 1.387,86 no Paraná e R$ 1.270,79 no Rio Grande do Sul. Na Argentina, compradores reduziram em 3 cents as indicações de dezembro.

A soja apresentou quedas em Chicago, com o contrato de setembro/25 encerrando a US$ 1.006,75 por bushel (-4,00). O mercado aguarda o novo relatório do USDA, enquanto observa o início do plantio no Brasil, ainda limitado pela falta de chuvas. No Paraná, os preços subiram: R$ 135,69 no interior e R$ 141,74 em Paranaguá. Nos EUA, 21% das lavouras já apresentam queda de folhas, ritmo próximo à média histórica. No Canadá, os estoques de canola ficaram em 1,6 milhão de toneladas, 50% abaixo do registrado em 2024, o que trouxe suporte indireto.

Já o milho registrou baixas moderadas em Chicago, com o contrato de dezembro/25 a US$ 417,75 (-2,00). A pressão vem da colheita recorde nos EUA, embora as exportações americanas tenham sustentado parte dos preços, superando seguidamente a média necessária para cumprir a meta da temporada. No mercado brasileiro, os preços se mantiveram firmes: R$ 65,47 na B3 e R$ 65,15 no indicador Cepea. Na Argentina, excesso de chuvas atrasou o plantio de até 1,3 milhão de hectares, enquanto o mercado aguarda os dados do USDA e do WASDE, que podem revisar para baixo a produção norte-americana.

 





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Mercado de fertilizantes deve cair após atingir patamares mais altos desde 2022


Este ano tem sido de mudanças no perfil de compras de fertilizantes: na América do Sul, Brasil e Argentina buscam alternativas mais econômicas, substituindo fontes concentradas por opções de melhor custo-benefício.

Aqui, o cenário abre espaço para o avanço do sulfato de amônio, que vem registrando volumes recordes de importação devido à competitividade frente à ureia. Para os fosfatados, o Super Triplo e o Super Simples estão sendo mais utilizados na safra 25/26, em substituição ao MAP.

Esse movimento reflete a busca por alternativas mais acessíveis diante de custos elevados e relações de troca desfavoráveis.

importações fertilizantes
Fonte: Comex Stat | Elaborado por Safras e Mercado

O momento atual do mercado brasileiro é de finalização das aquisições de suprimentos para o plantio que se aproxima, com alguns negócios ainda em aberto e atenção para a logística. Além dos preços dos fertilizantes, a safra 25/26 está sendo marcada por dificuldade na tomada de crédito, juros altos e inadimplência, que limitaram a antecipação das compras.

Além disso, tem-se grandes incertezas macroeconômicas diante das instabilidades geopolíticas. Por outro lado, boas perspectivas climáticas e de produção trazem ânimo ao agricultor, enquanto o preço do fertilizante começa a recuar.

Após um longo período de elevação de preços e sustentação nos patamares mais altos desde 2022, com máxima atingida em julho, o mercado global de fertilizantes nas últimas semanas indica retração, diante da demanda enfraquecida e recuperação da oferta em alguns segmentos.

A Índia se mantém como principal compradora, garantindo algum suporte às cotações, mas a ausência de outros países tem limitado o fôlego do setor. Do lado da oferta, a China aliviou as cotas de exportação no final de agosto, disponibilizando volumes de ureia e MAP, sendo fundamental para reajustes de queda.

Depois de meses de preços firmes, os fosfatados começam a dar sinais de fraqueza. O retorno da China ao mercado internacional e a resistência dos compradores em adquirir MAP nos níveis atuais pesam sobre o setor. O mercado de potássicos, por sua vez, encontra os principais compradores abastecidos e oferta estável.

Evolução em um ano dos preços do MAP, Ureia e KCl CFR Brasil em US$/t
Evolução em um ano dos preços do MAP, Ureia e KCl CFR Brasil em US$/t. Fonte: Plataforma Safras

A fraqueza da demanda no exterior, somada à queda do dólar frente ao real, tem contribuído para melhorar as relações de troca nas últimas semanas, e reduzir o custo dos insumos em reais.

Janela de oportunidade

Os valores dos fertilizantes continuam elevados, acima dos patamares vistos no ano passado, mas o atual movimento baixista pode representar uma janela de oportunidade para os agricultores no planejamento da próxima temporada.

Há uma perspectiva de novas quedas daqui para o final do ano, enquanto as atenções se voltam principalmente para a ureia, diante da necessidade do uso da fonte de nitrogênio na segunda safra de milho. A decisão de compra deve seguir atrelada ao comportamento dos preços dos grãos, com atenção às relações de troca.

*Maísa Romanello é engenheira agrônoma, especialista em fertilizantes da consultoria Safras & Mercado


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Nova lei do Ibama: entenda como a regularidade de toda a fazenda evita multas


Pecuaristas, uma mudança nas regras do Ibama para o desembargo de áreas impedidas exige atenção máxima de todos que atuam no agronegócio. A nova normativa pode dificultar a regularização e a conformidade ambiental, gerando multas e prejuízos comerciais, principalmente na negociação de gado e grãos. Assista ao vídeo abaixo e confira os esclarecimentos na íntegra.

Nesta quarta-feira (10), o advogado Pedro Puttini Mendes, especialista em legislação rural e ambiental, esclareceu o tema no quadro “Direito Agrário” do programa Giro do Boi.

Ele alertou que, a partir da Instrução Normativa número 8 de 2024, não basta mais regularizar a área embargada, mas sim comprovar a conformidade ambiental de toda a propriedade rural.

Embargos ambientais e a exigência de regularidade total

Foto: Canva

O embargo é uma sanção administrativa imposta por infrações ambientais, como desmatamento ilegal, uso irregular do solo e descumprimento de normas. A penalidade impede a continuidade das atividades na área afetada e exige a recuperação do dano ambiental.

Com a nova instrução normativa do Ibama, para solicitar o desembargo de uma área, o proprietário rural deve:

  • Comprovar a regularidade ambiental de toda a propriedade: A exigência não se limita mais apenas à área da infração, mas a todos os hectares da fazenda.
  • Cumprir outros requisitos federais: A propriedade precisa cumprir outras exigências ambientais mais rigorosas, o que reforça a necessidade de um acompanhamento de uma gestão documental e uma gestão jurídica especializada.

Essa mudança impõe uma maior responsabilidade ao produtor rural para agir de forma preventiva, mantendo toda a documentação da fazenda atualizada e em conformidade.

Documentos essenciais e a importância da gestão

Produtor rural. Foto: Canva
Produtor rural. Foto: Canva

A principal recomendação para os produtores rurais é clara: revisar toda a documentação ambiental da propriedade. Os cadastros obrigatórios, que são autodeclaratórios, precisam estar bem preenchidos e atualizados.

Os documentos essenciais incluem:

  • Cadastro Ambiental Rural (CAR): Ferramenta fundamental para a regularidade ambiental.
  • Matrícula atualizada: Prova de que o proprietário é o dono do imóvel.
  • Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR): Exigido em transações, financiamentos e partilhas.
  • Georreferenciamento: Garante os limites da propriedade sem sobreposição com terras vizinhas.

A falta de atenção a esses documentos pode gerar bloqueios comerciais, pois grandes redes frigoríficas e empresas do setor agrícola já exigem a regularidade socioambiental como critério de contratação de seus fornecedores. Quem não tiver a documentação em dia pode ficar fora do mercado.

A conformidade como proteção patrimonial

Não cumprir as normas ambientais não é mais só uma obrigação legal, é também uma estratégia de proteção patrimonial. A fiscalização está cada vez mais rigorosa, e as exigências ambientais são crescentes no mercado nacional e internacional.

Estar em conformidade com a legislação é o que vai diferenciar aquele que prospera de quem enfrenta prejuízos e restrições.

A orientação é clara: se a propriedade rural tem algum histórico de embargo ambiental ou se você pretende evitar problemas futuros, procure assessoria técnica e jurídica especializada para avaliar toda a documentação, identificar as pendências e elaborar um plano de ação.



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Com supersafras no Brasil e nos EUA, soja e milho devem iniciar ciclo de baixa



A combinação de safras recordes nos Estados Unidos e no Brasil, somada a um real valorizado e a incertezas na demanda chinesa, dão sinais de um ciclo de baixa aos preços das commodities agrícolas, em especial soja e milho.

A afirmação é do consultor Agribusiness na FlowInvest Eduardo Anastácio Jr. Ele lembra que, no Brasil, a soja CIF Paranaguá segue em torno de R$ 140 por saca, praticamente no mesmo nível do ano passado. “Esse aparente equilíbrio, no entanto, esconde pressões estruturais”, adverte.

Isso porque o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em seu último relatório, projeta que a safra 2025/26 norte-americana da oleaginosa seja de 116,8 milhões de toneladas, ao passo que o ciclo do cereal deve atingir o recorde de 425 milhões de toneladas.

Demanda chinesa

O órgão aponta, ainda, que os estoques finais de milho devem alcançar 53,8 milhões de toneladas, o maior patamar em cinco anos. Assim, com a colheita norte-americana ganhando força nas próximas semanas, a demanda ganha papel de destaque.

Neste cenário, os holofotes se dirigem à China. “Tradicionalmente, cerca de três quartos da soja exportada no mundo têm como destino o país asiático. Em 2024, suas importações ficaram em 112 milhões de toneladas, e a projeção para 2025 é de 106,5 milhões de toneladas, segundo o USDA”, destaca Anastácio Jr.

A redução do apetite chinês se deve à diminuição de seu rebanho suíno e às tensões comerciais com Washington.

“Até o momento, Pequim concentrou suas compras no Brasil e na Argentina, deixando de adquirir volumes significativos dos Estados Unidos. Esse movimento tem ajudado a sustentar os preços locais, mas caso se prolongue, pode levar os Estados Unidos a acumular excedentes capazes de pressionar os contratos futuros na Bolsa de Chicago”, considera o consultor da FlowInvest.

De acordo com ele, o milho sofre menos influência direta da China, já que suas importações variam de quatro a 23 milhões de toneladas, dependendo da produção local. “Contudo, o impacto indireto de uma safra farta nos Estados Unidos e da falta de demanda chinesa pode intensificar a pressão global”, salienta.

Oferta brasileira

Em momentos de excesso de estoque, é comum um ajuste do lado da oferta, mas isso não tem ocorrido. Pelo menos no que se refere à soja: de acordo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/26 de soja deve alcançar 175 milhões de toneladas, frente às 169 milhões do ciclo anterior.

Anastácio Jr. lembra que o câmbio é outro fator de peso. “Como as commodities são precificadas em dólar, a conversão para o real impacta diretamente a rentabilidade do produtor. O real está na faixa de R$ 5,40, após se valorizar cerca de 12% em 2025, sustentado pelo fluxo de capital estrangeiro atraído por uma Selic em 15% ao ano. Essa valorização reduz o ganho dos exportadores, mesmo em um cenário de preços internacionais estáveis”, alerta.

De acordo com ele, a próxima janela de oportunidade para valorização pode vir do clima no Brasil, entre setembro e o final do ano.

“Eventos climáticos adversos poderiam reduzir a produção e sustentar as cotações. No entanto, se a safra se desenvolver sem grandes problemas, a tendência é de pressão contínua: a expansão da oferta neutraliza qualquer aumento de consumo estimulado por preços mais baixos.”

O consultor destaca que no cenário macroeconômico também não há sinais de mudança relevante. “O governo segue sem indicar cortes de gastos capazes de abrir espaço para uma queda mais acentuada nos juros, o que poderia levar a uma desvalorização do real”, pondera.

De modo geral, soja e milho enfrentam um cenário de abundância de produção, incerteza na demanda chinesa e moeda doméstica valorizada. Anastácio Jr. reforça que a única variável de curto prazo capaz de alterar essa equação é o clima. “Até lá, produtores e investidores devem se preparar para um mercado pressionado, sem muito espaço para valorização”, conclui.



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