quarta-feira, abril 29, 2026

Autor: Redação

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Boi gordo hoje fecha em baixa nas principais praças do país; veja cotações



O mercado físico do boi gordo apresenta pressão de queda no decorrer desta semana.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias lembra que os frigoríficos de maior porte contam com escalas de abate confortáveis, considerando a incidência de animais de parceria (contratos a termo), somado a utilização de confinamentos próprios.

“Além disso, o mercado doméstico não apresentou bons índices de consumo durante a primeira quinzena de setembro. Por outro lado, como ponto de suporte para o mercado restou a exportação, que segue em ritmo acelerado durante o ano, com o país caminhando a passos largos para um recorde de embarques, com grande destaque para a receita obtida”, disse.

Preços do boi gordo

  • São Paulo: R$ 308,58 — ontem: R$ 310,83
  • Goiás: R$ 295,36 — R$ 301,96
  • Minas Gerais: R$ 292,94 — R$ 297,06
  • Mato Grosso do Sul: R$ 321,02 — R$ 320,82
  • Mato Grosso: R$ 301,89 — R$ 303,45

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com acomodação dos preços para a carne bovina no decorrer da quinta-feira.

De acordo com Iglesias, a possibilidade de reajustes diminui nos próximos dias, considerando que durante a segunda quinzena o apelo a reajustes é significativamente menor. “Além disso, a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade”, ressalta.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 24,10 por quilo; o quarto traseiro segue cotado a R$ 18,00 por quilo; e a ponta de agulha permanece no patamar de R$ 17,10, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,27%, sendo negociado a R$ 5,3916 para venda e a R$ 5,3896 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3738 e a máxima de R$ 5,4253.



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AgroNewsPolítica & Agro

Lavouras de trigo mantêm potencial produtivo



Estado projeta produtividade do trigo em 2.997 kg/ha



Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (11) pela Emater/RS-Ascar, “a evolução das lavouras de trigo segue adequada, e 55% estão no final do ciclo vegetativo, especialmente em alongamento do pseudocaule e em desenvolvimento das bainhas foliares, que sustentarão a espiga; 30% estão em floração; e 15% em enchimento de grãos”. O órgão informou que “o estado geral das plantas nessas diferentes fases está satisfatório, compatível com o desejável no ciclo da cultura”.

O informativo destacou que “a permanência de elevado teor de umidade no solo, decorrente das chuvas frequentes, tem dificultado o manejo fitossanitário, principalmente a aplicação de fungicidas preventivos”. Segundo a Emater/RS-Ascar, “apesar das dificuldades operacionais, a sanidade da cultura está apropriada na maior parte das regiões”.

Ainda conforme a entidade, “o potencial produtivo segue promissor em razão do bom estande de plantas e das temperaturas amenas, que favorecem o ciclo da cultura”. No entanto, “os triticultores reforçaram o monitoramento das fases reprodutivas, dado o risco de incidência de doenças fúngicas, que podem comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade industrial dos grãos”. A Emater/RS-Ascar projetou “a área cultivada no Estado em 1.198.276 hectares e a estimativa de produtividade em 2.997 kg/ha”.





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Veja como fecharam os preços da soja na véspera do relatório do USDA


O mercado brasileiro de soja apresentou poucos movimentos, em um dia marcado pela expectativa em torno do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta (12).

O analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira destaca que o ritmo das negociações foi contido, mas houve destaque para o Rio Grande do Sul, onde foram reportados volumes mais agressivos.

“Já no Paraná, a movimentação foi discreta, e nos demais estados praticamente não houve registros relevantes”, comenta.

Em Chicago, a soja encerrou em alta, mas o dólar operou abaixo de R$ 5,40 durante boa parte da sessão, o que reduziu o impacto positivo. “Os prêmios também não ajudaram para dar mais força às indicações”, acrescenta Silveira.

Preço da saca de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): permaneceu em R$ 135
  • Santa Rosa (RS): ficou em R$ 136
  • Porto de Rio Grande (RS): se manteve estável em R$ 141
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 135 para R$ 136
  • Porto de Paranaguá (PR): seguiu em R$ 140,50
  • Rondonópolis (MT): aumentou de R$ 128 para R$ 129
  • Dourados (MS): avançou de R$ 127 para R$ 128
  • Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 126

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais altos.

De acordo com Silveira, o mercado buscou suporte em compras de barganha. “A expectativa de que haja uma revisão para baixo na produção norte-americana também ajudou na recuperação”.

O grão se afastou das máximas do dia nos últimos negócios, principalmente pela ausência de demanda por parte da China.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 541.100 toneladas na semana encerrada em 04 de setembro.

Destinos desconhecidos lideraram as compras, com 431.700 toneladas. Analistas esperavam
exportações entre 400 mil e 1 milhão toneladas.

Expectativas para o relatório

O USDA deverá indicar corte na projeção de safra dos Estados Unidos em 2025/26. Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra norte-americana em 2025/26 deverá ficar em 4,273 bilhões de bushels, contra 4,292 bilhões previstos em agosto.
Para os estoques de passagem, a previsão é de um número de 293 milhões de bushels para 2025/26, contra 290 milhões projetados em agosto. Para 2024/25, a aposta é de um corte, passando dos 330 milhões indicados em julho para 327 milhões de bushels.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 125,6 milhões de toneladas. Em agosto, o número ficou em 125,2 milhões. Segundo o mercado, a indicação do USDA para 2025/26 deverá ser de 125,4 milhões de toneladas, contra 124,9 milhões projetados em agosto.

Contratos futuros

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Os contratos da soja em grão com entrega em setembro de 2025 fecharam com alta de 8,25 centavos de dólar por bushel ou 0,80%, a US$ 10,33 1/2 por bushel.

A posição novembro de 2025 teve cotação de US$ 10,52 1/2 por bushel, avanço de 7,75 centavos de dólar por bushel ou 0,74%.

Nos subprodutos, a posição dezembro de 2025 do farelo fechou com ganho de US$ 1,90 ou 0,66%, a US$ 287,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2025 fecharam a 51,60 centavos de dólar por libra-peso, elevação de 0,59 centavo ou 1,15%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,27%, sendo negociado a R$ 5,3916 para venda e a R$ 5,3896 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3738 e a máxima de R$ 5,4253.



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confeiteiro transforma doce em versão salgada e criativa



Um dos doces mais populares do país ganhou nova versão no litoral paulista. O confeiteiro Matheus Medeiros de Carvalho, de 23 anos, inovou ao unir duas paixões nacionais em uma só: o brigadeiro e o camarão.

Natural de São Vicente, ele usou a paisagem típica da cidade para preparar o prato à beira-mar. O profissional já acumula cerca de 284 mil seguidores e 334 publicações em sua rede social. 

“Até eu me surpreendi, fica maravilhoso! Se bobear melhor que o brigadeiro de bacon “, comenta Carvalho, em resposta a um de seus seguidores. 

Em outra publicação, ele relembrou como iniciou na confeitaria, destacando o início das vendas na rua. “Não importa se estava chovendo ou um sol de rachar, todo dia eu saía para vender na esperança de algo melhor no futuro”.

Aprenda a receita:

Ingredientes

  • 1 Lata de leite condensado
  • 1 lata de creme de leite
  • 50g de chocolate branco
  • 100g de camarão-de-sete-barbas frito em pedaços
  • 1 colher de manteiga
  • Cream cheese

Modo de preparo

  1. Derreta a manteiga e refogue o camarão.
  2. Acrescente o leite condensado e o creme de leite, mexendo até atingir o ponto de brigadeiro
  3. Retire da panela, transfira para uma superfície e deixe esfriar
  4. Modele em bolinhas e finalize com rosetas de cream cheese para decorar

Outros sabores de brigadeiros

O confeiteiro também criou versões alcoólicas do doce, como de cerveja e vinho, além de variações alternativas, entre elas bubbaloo, carne seca e açaí. Embora os brigadeiros sejam destaque em suas publicações, ele também compartilha receitas de outras sobremesas.





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Umidade relativa do ar bate 6% em cidade brasileira; tempo seco deve continuar?



O Brasil entrou em emergência na tarde de quarta-feira (10) pelo tempo mais seco em 2025. A umidade relativa do ar (URA) em 10% ou abaixo foi registrada no Paraná, em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, no Tocantins, na Bahia e no Maranhão.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

No aeroporto de Ribeirão Preto, cidade do norte paulista, aliás, esse índice foi de apenas 6%, de acordo com a Climatempo. Para se ter ideia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a umidade no ar em torno dos 60% como adequada para o conforto humano.

Os níveis extremos de baixa umidade no ar estão diretamente relacionados com o grande aumento do calor que vem sendo observado no Brasil nesta segunda semana de setembro de 2025.

Na tarde de quarta, os termômetros em torno dos 40°C foram observadas em estados do Centro-Oeste, do Norte e do Nordeste, mas muitas áreas no interior de São Paulo, oeste e norte de Minas Gerais e norte do Paraná registram temperaturas entre 35°C a 39°C.

“Quanto mais quente o ar, maior é a evaporação natural da umidade. O aumento do calor desta semana está fazendo com que o ar, o solo, a vegetação percam mais umidade”, diz a Climatempo.

Tempo seco vai continuar?

A maioria das áreas do Brasil vai continuar sem chuva pelo menos até o início da próxima semana, diz a Climatempo.

As temperaturas vão continuar elevadas no Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste e parte do Paraná, onde não há expectativa de entrada de ar frio que possa ajudar a diminuir o calor.

Níveis de umidade do ar entre 21% e 30% serão observados em amplas áreas do país até o começo da próxima semana. Além disso, índices de umidade relativa do ar em torno dos 10% devem voltar a se repetir em várias áreas do interior do Sudeste, nos estados do Centro-Oeste, no interior do Nordeste e também no Tocantins e em áreas do leste do Pará.



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Manejo de pastagem: o guia para escolher o capim ideal para gado e cavalo


Pecuaristas, a busca por uma pastagem que sirva para o gado e para os cavalos na mesma área é um desafio. Raimundo Marcos, de Palmas, no estado do Tocantins, tem essa dúvida e quer saber se existe alguma variedade de capim que possa atender a ambos os animais. Assista ao vídeo abaixo e confira as recomendações na íntegra.

Nesta quinta-feira (11), o engenheiro agrônomo Wagner Pires, especialista em pastagens e embaixador de conteúdo do Giro do Boi, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”.

Ele explica que a maioria das gramíneas serve para os dois, mas o segredo está no manejo, devido às diferentes formas de pastejo.

Diferença no pastejo: gado vs. cavalo

Foto: Ricardo Paino Beltrame/Embrapa

A principal diferença entre o pastejo do gado e do cavalo é a forma como eles cortam o capim. O bovino come andando, pegando as pontas do capim. Já o cavalo come parado e corta o capim até embaixo, e se não houver um manejo correto, ele pode ir até a raiz.

Para os bovinos, essa forma de pastejo não traz problema. O problema mora nos equídeos, pois se eles comerem a gema apical (o tecido de onde brota a folha), a planta não vai brotar novamente e a forrageira pode ser prejudicada.

Por isso, para os cavalos, é preciso plantar um capim que tenha a gema apical bem baixinha.

Capins ideais para gado e cavalo

Capim humidicola. Foto: DivulgaçãoCapim humidicola. Foto: Divulgação
Capim humidicola. Foto: Divulgação

A maioria das gramíneas serve para o gado e para o cavalo, mas algumas variedades são mais indicadas para equídeos por terem a gema apical mais baixa e uma melhor digestibilidade. Wagner Pires recomenda:

  • Braquiária humidícola
  • Dictyoneura ou laneiro
  • Tifton
  • Grama estrela
  • Panicum aruana: É um material excelente para equinos, caprinos e ovinos por ter a gema apical baixa.

O especialista alerta para o uso do capim Massai. Quando está baixo, o cavalo come bem. No entanto, à medida que cresce, o capim Massai perde digestibilidade.

O cavalo, que gosta do capim, come em grande quantidade, o que pode causar empazinamento e, em alguns casos, até a morte do animal.

O uso do Mombaça e do Zuri, que são capins de porte mais alto, deve ser feito com cautela, pois o cavalo pode comer a gema apical e estragar a forrageira. O segredo, portanto, é a escolha do capim certo para o manejo que você pretende ter.



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Exportação de produtos atingidos por tarifaço cai 22% em agosto


As exportações de produtos afetados pelo tarifaço norte-americano caíram 22,4% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2024. Já as vendas de itens que não sofreram taxas adicionais recuaram 7,1%.

A constatação está no Monitor de Comércio Brasil-EUA, boletim elaborado pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), entidade sem fins lucrativos que representa mais de 3,5 mil empresas envolvidas no comércio entre os dois países.

A análise é feita em cima de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que já havia revelado que as exportações brasileiras para os Estados Unidos regrediram 18,5% em agosto ante o mesmo mês de 2024.

De acordo com a Amcham, os dados do mês passado indicam que as sobretaxas impostas pelos EUA provocaram uma queda expressiva nas exportações brasileiras e vêm contribuindo também para a desaceleração das importações.

Já em relação aos produtos não taxados, a Amcham avalia que a queda de 7,1% foi influenciada “sobretudo por fatores de mercado, como a menor demanda dos EUA por petróleo e derivados”.

Segundo parceiro comercial

Os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, perdendo apenas para a China.

No acumulado dos primeiros oito meses do ano, o comércio entre os dois países chegou a US$ 56,6 bilhões. As exportações brasileiras somam US$ 26,6 bilhões e apresentam alta de 1,6% ante janeiro a agosto de 2024.

Mas o resultado isolado de agosto significou a maior queda mensal de 2025, “indicando que o tarifaço influenciou as decisões empresariais”, frisa a Amcham.

Tarifaço do governo Trump

Donald Trump
Foto: Divulgação Casa Branca

A aplicação de taxas de até 50% para grande parte das vendas brasileiras para os Estados Unidos ficou conhecida como tarifaço.

O governo de Donald Trump assinou uma ordem executiva que estipulou a cobrança a partir de 6 de agosto, mas deixou cerca de 700 produtos em uma lista de exceções. Entre eles estão suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo motores, peças e componentes. Também ficaram de fora produtos como polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos.

Trump alega que os americanos têm déficit comercial (compram mais do que vendem) com o Brasil – o que é desmentido por números oficiais de ambos os países.

O presidente americano também usou como justificativa o tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que considera ser perseguido. Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o tarifaço de 50% incide em cerca de um terço (35,9%) das exportações brasileiras para os Estados Unidos.

Os dados mostram que, diferentemente do alegado por Trump, os Estados Unidos vendem mais do que compram do Brasil. Apenas em agosto, esse déficit comercial brasileiro ficou em US$ 1,2 bilhão, alta de 188% ante mesmo mês do ano passado.

Já no consolidado de janeiro a agosto, o déficit soma R$ 3,4 bilhões.

O levantamento da câmara empresarial mostra que, de janeiro a julho, o déficit americano com o mundo todo é de US$ 809,3 bilhões, alta de 22,4% ante o mesmo período de 2024. Mas o Brasil está na outra ponta dessa conta como o quinto parceiro que mais tem déficit na relação com os americanos, perdendo apenas para Países Baixos, Hong Kong, Reino Unido e Emirados Árabes.

Importações brasileiras

De acordo com a Amcham, o impacto do tarifaço também se manifesta nas importações brasileiras, “especialmente em setores mais integrados com a indústria americana, como carvão mineral, essencial para a produção da siderurgia no Brasil”, ou seja, materiais que as empresas brasileiras compram dos Estados Unidos para revender aos americanos incorporados em outros produtos.

Em agosto, as importações brasileiras subiram 4,6%, mas em ritmo de expansão abaixo dos registrados em 18,1% (julho) e 18,8% (junho), indicando perda de dinamismo nas trocas bilaterais.

“A forte desaceleração no ritmo das importações brasileiras vindas dos EUA sinaliza um efeito indireto das tarifas, reflexo do alto grau de integração e de comércio intrafirma entre as duas maiores economias das Américas”, avalia o presidente da Amcham, Abrão Neto.



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AgroNewsPolítica & Agro

só 69% das lavouras têm internet


Um levantamento da ConectarAGRO, em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), revela que apenas 69% das lavouras de café no Brasil têm acesso à internet, mostrando desigualdades regionais significativas. Segundo Paola Campiello, presidente da associação, o dado evidencia desafios em estados com topografia complexa e pequenas propriedades, como Minas Gerais.

O estudo cruzou informações de produção e cobertura digital 4G e 5G em 1,27 milhão de hectares cultivados. Paraná (81,8%), Espírito Santo (79,5%) e São Paulo (76,3%) lideram em conectividade, favorecendo o uso de tecnologias como agricultura de precisão e rastreabilidade. Minas Gerais, maior produtor do país, conecta 67,8% de seus 886 mil hectares, enquanto Bahia (40,7%) e Goiás (10,5%) apresentam os piores índices, dificultando a inserção plena na agricultura 4.0.

A análise municipal reforça os contrastes. Patrocínio, no Cerrado Mineiro, conecta 57,9% das lavouras, enquanto Monte Carmelo alcança 81,9% e Serra do Salitre apenas 23%, demonstrando como a falta de infraestrutura limita produtividade mesmo em áreas tradicionais. “O dado, que à primeira vista parece robusto, esconde os desafios do estado, cuja produção é marcada por topografia montanhosa, grande dispersão territorial e predominância de pequenas propriedades, o que dificulta a universalização da cobertura digital mesmo em regiões de forte tradição cafeeira, como Sul de Minas e Matas de Minas”, explica.

“A conectividade representa inclusão social, segurança alimentar e soberania tecnológica. Garantir acesso digital nas lavouras é assegurar que o café brasileiro continue sendo referência mundial em qualidade, inovação e sustentabilidade, em um mercado cada vez mais exigente”, conclui Campiello.

 





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Certificado que atesta qualidade de citros para a UE é emitido pela 1ª vez


Pela primeira vez, o Brasil exportou uma carga de lima ácida (limão thaiti) destinada à União Europeia com certificação de conformidade oficial que atesta a qualidade do produto.

O documento foi apresentado na terça-feira (9), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, onde o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mantém uma unidade do sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro).

De acordo com o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Mapa, Hugo Caruso, a comprovação da fitossanidade já era uma exigência cumprida pelo setor produtivo brasileiro há muito tempo, mas a certificação da qualidade é uma novidade.

“Agora precisamos atuar para que a União Europeia reconheça o Brasil como exportador de produtos com a qualidade certificada”, afirmou. O pedido já foi solicitado e a emissão do certificado é a comprovação de que o país está seguindo os requisitos.

Emissão eletrônica

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Foto: Divulgação

O certificado que atende os requisitos da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) é emitido de forma eletrônica, de forma rápida e segura. Segundo Caruso, as primeiras ações para chegar à emissão começaram em 2018, com um treinamento no entreposto da Ceagesp, em São Paulo.

Já em 2022, o primeiro treinamento para fiscais do Mapa ocorreu na sede da Superintendência de Agricultura e Pecuária em São Paulo (SFA-SP). Assim, servidores do Vigiagro foram capacitados para poder fiscalizar, por meio de amostragem, se os citros exportados pelo Brasil seguem os padrões exigidos pelo órgão europeu.

No caso desta carga da carga de lima ácida, a certificação envolveu a primeira empresa registrada como Serviço de Controle Autorizado para atendimento dos padrões OCDE de frutas, a Andrade Sun Farms Agroindustrial, que cultiva o fruto nas regiões de Mogi Mirim (SP), Mogi Guaçu (SP) e Paraguaçu (MG).

Redução do tempo de inspeção

A inspetora e certificadora de qualidade da Andrade Sun, Renata Imperato, informa que a carga viaja de navio por 24 a 25 dias e tem enfrentado atraso no desembarque, que pode chegar a 13 dias, sendo que a inspeção que comprova a sanidade e a qualidade no destino pode levar mais quatro ou cinco dias.

“Mesmo com o transporte feito em contêineres refrigerados, com ventilação, umidade e temperatura controladas, cada hora conta para esse tipo de carga”, disse ela.

Segundo o diretor do Dipov, o certificado oficial deve reduzir o tempo de inspeção, permitindo que as frutas cheguem mais cedo aos pontos de venda. Ele conta que a ideia é reduzir as amostras que são inspecionadas no destino de 60% da carga para 5%, o que deve acelerar o processo de desembaraço na União Europeia.

Caruso disse ainda que esse foi o primeiro de muitos certificados em conformidade com os requisitos da OCDE. “Queremos que essa conquista inspire outras cadeias. Além da certificação, queremos continuar como voz ativa na elaboração das chamadas brochuras da OCDE”, falou. Essas brochuras funcionam como um manual da qualidade da fruta, com fotos e informações sobre os padrões e a classificação dos produtos.



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Tuberculose bovina: a doença sem cura que desabilita a exportação do gado! Veja


Pecuaristas, a tuberculose bovina é um dos maiores desafios da pecuária, causando prejuízos bilionários e desabilitando lotes inteiros de gado para exportação. Transmitida pelo ar, é uma doença silenciosa e incurável, o que a torna ainda mais perigosa. Assista ao vídeo abaixo e saiba como prevenir a doença e se livrar dos prejuízos.

Nesta entrevista no programa Giro do Boi, o médico-veterinário Everton Andrade, da Friboi, e a pesquisadora Cristina Corsi Dib, do Instituto Biológico de São Paulo, explicaram os perigos da tuberculose bovina e a importância da prevenção para a saúde do rebanho e do consumidor.

O que é a tuberculose bovina?

A tuberculose bovina é uma doença infecciosa e crônica, causada pela bactéria Mycobacterium bovis. Ela é caracterizada pela formação de lesões (granulomas) nos órgãos do animal, principalmente nos pulmões e linfonodos.

O grande problema é que a doença é subclínica, ou seja, não apresenta sinais ou sintomas na maior parte dos casos.

O animal com tuberculose pode parecer saudável, mas está transmitindo a bactéria para todo o rebanho, contaminando o ambiente por meio das fezes, urina e secreções.

Por ser uma zoonose, a doença pode ser transmitida para o homem por meio da ingestão de leite ou carne contaminados, o que reforça a necessidade de um controle sanitário rigoroso.

Prejuízos à pecuária: da fazenda à exportação

Bovinos em área de confinamento na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do BoiBovinos em área de confinamento na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Bovinos em área de confinamento na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi

A tuberculose bovina é uma doença incurável e não tem tratamento. Uma vez que o animal é detectado com a doença, ele deve ser sacrificado para evitar a contaminação de outros animais e de humanos.

Para o produtor, o prejuízo financeiro é enorme. A tuberculose desabilita a exportação do gado, pois se um animal de um lote é detectado com a doença, todo o lote é desabilitado.

O produtor perde todo o investimento feito na engorda e sanidade, o que pode chegar a milhões de reais, dependendo do tamanho do lote.

Como prevenir a doença?

Foto: Reprodução

A prevenção é a única forma de combater a tuberculose bovina. As medidas de controle devem ser feitas desde a origem dos animais, com um diagnóstico preciso para garantir a saúde do rebanho.

  • Exija certificado sanitário: Ao comprar um lote de gado, exija um certificado assinado por um médico-veterinário que ateste que os animais estão livres de tuberculose e brucelose.
  • Teste de tuberculinização: O teste de tuberculinização é feito no campo, por um veterinário habilitado. O Instituto Biológico vende as tuberculinas para este teste.
  • Higiene: A limpeza e desinfecção das instalações são fundamentais, pois a bactéria é resistente e pode sobreviver no ambiente por longos períodos.
  • Ronda sanitária: A observação diária do gado em confinamento é crucial para a detecção precoce de sinais de doença e a identificação de animais suspeitos.

Onde buscar informações?

Foto: Divulgação

O Instituto Biológico de São Paulo, uma das maiores instituições de pesquisa do Brasil, oferece serviços de diagnóstico e produção de antígenos para a detecção da tuberculose. O pecuarista pode entrar em contato com a instituição para buscar auxílio e sanar dúvidas.

A Friboi, em parceria com diversos especialistas, elaborou um e-book com dicas de prevenção e controle da tuberculose bovina e outras doenças que acometem o rebanho.

Clique aqui para baixar a cartilha que traz informações essenciais para que o produtor possa proteger seu rebanho e garantir a segurança dos alimentos.



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