quarta-feira, abril 29, 2026

Autor: Redação

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Preços da soja não sentem impacto de relatório baixista do USDA; veja cotações


O mercado brasileiro de soja registrou baixa liquidez nesta sexta-feira (12), avaliou o analista da Safras & Mercado Thiago Oleto.

“Os ganhos em Chicago não se converteram em comercialização, já que a queda dos prêmios e do dólar pressionou a paridade e desestimulou a formação de preços, mantendo muitos participantes fora do mercado”, disse.

Preços da soja no mercado físico

  • Passo Fundo (RS): permaneceu em R$ 135
  • Santa Rosa (RS): ficou em R$ 136
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 141 para R$ 142
  • Cascavel (PR): se manteve em R$ 136
  • Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 140,50 para R$ 141
  • Rondonópolis (MT): continuou em R$ 129
  • Dourados (MS): seguiu em R$ 128
  • Rio Verde (GO): ficou em R$ 126

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja subiram na sessão desta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Os agentes ignoraram os dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O esperado relatório foi considerado baixista, mas não o suficiente para surpreender os investidores.

O órgão norte-americano indicou que a safra dos EUA de soja deverá ficar em 4,301 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 117,05 milhões de toneladas. No relatório anterior, os números eram de 4,292 bilhões (116,8 milhões). O mercado esperava uma produção de 4,273 bilhões ou 116,3 milhões.

Os estoques finais estão projetados em 300 milhões de bushels ou 8,16 milhões de toneladas, contra 290 milhões do relório anterior – 7,89 milhões. O mercado apostava em carryover de 293 milhões de bushels ou 7,97 milhões de toneladas.

O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,555 bilhões de bushels e exportações de 1,685 bilhão. Em agosto, os números eram de 2,540 bilhões e 1,705 bilhão.

Para a temporada 2024/25, o órgão indicou estoques de passagem de 330 milhões de bushels, acima da estimativa do mercado de 327 milhões. As exportações estão projetadas em 1,875 bilhão e o esmagamento em 2,430 bilhões de bushels.

O relatório projetou safra mundial de soja em 2025/26 em 425,87 milhões de toneladas. Para 2024/25, a previsão é de 424,2 milhões de toneladas. Os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 124 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 125,4 milhões de toneladas.

Os estoques da temporada 2024/25 estão estimados em 123,58 milhões de toneladas, contra expectativa de 125,6 milhões de toneladas.

Safra brasileira e argentina

O USDA indicou safra brasileira em 2025/26 em 175 milhões de toneladas. Para 2024/25, a estimativa foi mantida em 169 milhões de toneladas.

Já a produção da Argentina em 2025/26 está prevista em 48,5 milhões de toneladas. Para 2024/25, o número foi mantido em 50,9 milhões de toneladas.

As importações da China estão estimadas em 112 milhões de toneladas em 2025/26 e em 106,5 milhões de toneladas em 2024/25, sem alterações.

Contratos futuros

cotação preço sojacotação preço soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 12,75 centavos de dólar, ou 1,23%, a US$ 10,46 1/4 por bushel.

A posição janeiro teve cotação de US$ 10,65 1/4 por bushel, com alta de 12,75 centavos ou 1,21%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,90 ou 0,31%, a US$ 288,60 por tonelada.

No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 52,17 centavos de dólar, com ganho de 0,57 centavo ou 1,10%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,70%, sendo negociado a R$ 5,3536 para venda e a R$ 5,3516 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3442 e a máxima de R$ 5,4067. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,13%.



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Mosca-dos-chifres: setembro é o mês chave para o controle e o lucro do gado. Veja


Pecuaristas, a primavera chega com o retorno das chuvas e da estação de monta, mas também traz de volta uma dura realidade: a proliferação de parasitas, especialmente a mosca-dos-chifres (Haematobia irritans). Um animal infestado pode perder mais de meia arroba de carcaça em apenas sete meses, o que representa um prejuízo financeiro significativo para a fazenda. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Nesta sexta-feira (12), o Giro do Boi recebeu o médico-veterinário Felipe Pivoto, gerente de serviços técnicos da Vetoquinol Saúde Animal, que destacou a importância de setembro como um mês estratégico para o manejo preventivo.

O prejuízo silencioso da mosca-dos-chifres

moscas-dos-chifresmoscas-dos-chifres
Foto: Daniel Medeiros/Embrapa Rondônia

A mosca-dos-chifres é um dos parasitas que mais comprometem a rentabilidade e a produtividade da pecuária nacional.

O Brasil, com suas altas temperaturas e chuvas regulares na maior parte do ano, oferece as condições ideais para a sua multiplicação.

  • Perdas de peso: Estudos da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul apontam que a infestação da mosca-dos-chifres pode causar perdas superiores a meia arroba de peso vivo por animal (15 kg) em 210 dias (7 meses).
  • Prejuízo financeiro: Com a arroba valendo em média R$ 300, a perda direta por animal pode chegar a R$ 150, um valor que não dá para deixar escapar.
  • Picadas e estresse: Uma única mosca dá, em média, 40 picadas por dia em cada animal, o que causa estresse, desconforto e impacta negativamente o desempenho e a conversão alimentar.

O manejo preventivo: a chave para o lucro

Bovinos em área de confinamento na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do BoiBovinos em área de confinamento na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Bovinos em área de confinamento. Foto: Reprodução/Giro do Boi

A estratégia mais eficaz de controle da mosca-dos-chifres é o manejo preventivo, que deve ser feito ainda na seca, em agosto, quando as infestações estão baixas.

A Vetoquinol oferece um brinco com ação mosquicida desenvolvido com nanotecnologia que combina os princípios ativos fipronil e diazinon. A tecnologia é eficaz para:

  • Controle preventivo: Aplicar os brincos em todos os animais antes da chegada das chuvas garante que o rebanho esteja protegido, evitando a infestação e o prejuízo.
  • Longa duração: O produto garante proteção por 210 dias ininterruptos, cobrindo todo o período de maior proliferação.
  • Eficácia comprovada: Pesquisas mostram que o produto eliminou infestações em até 30 minutos após a aplicação.
  • Ganho de peso: Ao final do ciclo, o ganho médio por animal foi de 15,8 kg, o que demonstra o retorno do investimento.
  • Sem carência: O produto não tem carência, ou seja, não exige descarte de leite nem impede o abate dos animais, o que é fundamental para a segurança alimentar e a rastreabilidade.

O especialista ressalta que, ao final do ciclo de eficácia, o brinco deve ser retirado para evitar o desenvolvimento de resistência nas moscas, o que poderia agravar o problema.

Capacitação e o futuro da pecuária sustentável

A Vetoquinol, que está entre as 10 maiores indústrias de saúde animal do mundo, realiza a Jornada Fiprotag, uma série de encontros em diversas regiões do Brasil para capacitar os produtores sobre o controle da mosca-dos-chifres.

O compromisso com a capacitação e a sustentabilidade da pecuária nacional é um dos pilares da Vetoquinol, que estará na Expointer 2025 para apresentar suas tecnologias e conversar com os produtores.

O manejo correto e o uso de tecnologias adequadas garantem o bem-estar do rebanho, o aumento da produtividade e a rentabilidade da fazenda.



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Primeira ligação de fornecimento de biometano do Brasil é inaugurada



Presidente Prudente, no interior de São Paulo, é o primeiro município do país a utilizar o gás biometano para o fornecimento urbano.

A ligação do primeiro cliente com abastecimento ocorreu na quinta-feira (11), como parte da iniciativa da cidade para impulsionar a transição energética e a redução de gases do efeito estufa, informou em comunicado a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, que participou da iniciativa.

O biogás é produzido a partir de resíduos da cana-de-açúcar, como bagaço, palha, vinhaça e torta de filtro. Posteriormente, pode ser purificado para gerar biometano, que será distribuído em Presidente Prudente. Com aproximadamente 5,5 milhões de hectares destinados à cultura da cana, São Paulo se destaca como o maior produtor do país da cultura.

A cerimônia foi realizada no restaurante Beef Company Steakhouse & Grill, primeiro estabelecimento da cidade a receber a fonte de energia renovável diretamente da Usina Cocal no município de Narandiba, cidade próxima a Presidente Prudente.

Obras para o transporte de biometano

As obras para o primeiro gasoduto destinado de forma exclusiva ao transporte de biometano no país foram iniciadas em junho e já estão 80% concluídas.

Para o projeto, segundo a secretaria, estão sendo investidos cerca de R$ 12 milhões, com a expectativa de atender cerca de 5 mil pessoas, e 58 estabelecimentos, numa rede de 44 km. Além do restaurante, o gás será ligado em um hotel e em uma padaria na cidade nessa primeira etapa.

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“Fico feliz de ver São Paulo dando exemplo para o Brasil. Com essa ligação, Presidente Prudente se torna um município modelo e referência, sendo a primeira cidade verde do Brasil. A matriz energética de São Paulo é mais de 50% limpa e a gente deve muito isso ao biodiesel, biogás, biometano e ao etanol, que é o nosso pré-sal caipira”, disse em nota o secretário de Agricultura, Guilherme Piai.

Segundo ele, o projeto é um marco e permitirá que milhares de prudentinos tenham acesso aos benefícios do gás canalizado em casa, em seus comércios, indústrias e postos de combustível. “Objetivo da nossa gestão é levar essa rede para todo o estado”, concluiu.

Estudos da Fiesp e do governo de São Paulo de 2024 mostram que a ampliação da produção de biometano tem potencial para criar até 20 mil empregos e contribuir para uma redução de até 16% nas emissões previstas pelas metas climáticas estaduais.

A projeção é que a produção possa aumentar de 0,4 milhão para 6,4 milhões de m³/dia, cobrindo assim 40% da demanda de gás natural.



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Paraná lidera crescimento nas exportações de carne de peru



O Paraná foi o estado brasileiro com o maior crescimento percentual em exportação de carne de peru nos sete primeiros meses do ano. O aumento foi de 5,5% em volume, contrastando com a retração de 11% da média do país.

Em receita cambial, os paranaenses arrecadaram 21,3% a mais, índice significativamente superior aos 2,5% da alta nacional.

De acordo com o Agrostat Brasil, plataforma do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), entre janeiro e julho de 2025 as empresas brasileiras exportaram 30.141 toneladas, com receita de US$ 81,832 milhões. No ano anterior tinham sido 33.851 toneladas e US$ 83,914 milhões em divisas.

“O Brasil não é um dos maiores produtores mundiais de peru, mas a atividade desempenha um papel significativo no mercado interno e também na exportação”, comentou o veterinário Roberto Carlos Andrade e Silva no Boletim de Conjuntura Agropecuária, do Departamento de Economia Rural (Deral), referente à semana de 5 a 11 de setembro.

O Paraná é o terceiro produtor e exportador da proteína, mas foi o único a aumentar o volume de embarque no comparativo com os sete primeiros meses do ano passado, quando enviou 7.244 toneladas ao exterior, faturando US$ 17,932 milhões. Este ano foram 7.642 toneladas a um valor de US$ 21,746 milhões.

Santa Catarina, que lidera o segmento no Brasil, reduziu de 14.537 toneladas para 13.300 (menos 8,5%), embora tenha aumentado em 8,9% a receita cambial, de US$ 35,524 milhões para US$ 38,691 milhões.

O Rio Grande do Sul, por sua vez, reduziu em 25,6% o volume, de 12.051 para 8.962 toneladas, e em 31,4% o faturamento, de US$ 30,383 milhões para US$ 20,834 milhões.

Principais destinos

A carne de peru brasileira foi vendida para os seguintes países nos sete primeiros meses de 2025:

  • México: 4.529 toneladas;
  • Chile: 3.129 toneladas;
  • África do Sul: 2.734 toneladas;
  • Países Baixos: 2.062 toneladas
  • Peru: 2.039 toneladas.



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Safra global de milho é reduzida pelo USDA mesmo com recordes de produção



O relatório de setembro de oferta e demanda mundial de milho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), divulgado nesta sexta-feira (12), trouxe dados relativos à safra 2024/25 e 2025/26.

A safra global 2025/26 foi levemente reduzida de 1.288,58 bilhão de toneladas para 1.286,58 bilhão de toneladas, mesmo com os Estados Unidos chegando próximo às 430 milhões de toneladas, aumento de 13% frente ao ciclo atual.

Quanto aos estoques finais, a projeção é de 281,40 milhões de toneladas, contra as 282,54 milhões de toneladas estimadas em agosto e ante as 282,2 milhões de toneladas previstas pelo mercado.

Principais produtores de milho

Segundo o relatório do USDA, a estimativa de produção em 2025/26 entre os países que mais cultivam o cereal pelo mundo é a seguinte:

  • Estados Unidos: 427,11 mi de ton – aumento frente às 425,26 mi de ton apontadas no mês passado;
  • China: 295 milhões de toneladas, sem alterações
  • Brasil: 131 mi de ton, sem mudanças;
  • Argentina: 53 mi de ton, mesmo volume apontado em agosto;
  • Ucrânia: 32 mi de ton, inalterado;
  • África do Sul: 16,5 mi de ton, similar à prevista em agosto

Safra 2024/25

A safra global 2024/25 de milho foi projetada pelo USDA em 1.226,02 bilhão de toneladas, superando as 1.225,30 bilhão de toneladas apontadas em julho.

O USDA estimou estoques finais da safra mundial 2024/25 em 283,11 milhões de toneladas, abaixo das 284,18 milhões de toneladas indicadas em julho, mas acima das 276,1 milhões de toneladas previstas pelo mercado.

A produção entre as nações que mais destinam suas lavouras ao cereal é a seguinte no atual ciclo:

  • Estados Unidos: 377,63 mi de ton
  • China: mantida em 294,92 mi de ton
  • Brasil: elevada de 132 mi de ton para 135 mi de ton
  • Argentina: 50 mi de ton, sem mudanças ante agosto
  • Ucrânia: 26,8 mi de ton, sem mudanças
  • África do Sul: 16,5 mi de ton, ante as 15,75 mi de ton do mês passado



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho e soja: cenário favorável anima mercado



Produção robusta deve elevar exportações



Foto: Expodireto Cotrijal

Produção robusta deve elevar exportações e garantir abastecimento interno; soja tem destino recorde previsto no mercado externo

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) atualizou, nesta semana, as estimativas dos estoques de passagem para a safra 2024/25. Com a boa perspectiva para o milho, o volume final disponível do cereal deve atingir 12,8 milhões de toneladas. Já no caso da soja, a safra recorde sustenta tanto a expansão das exportações quanto do consumo interno, com reflexos positivos no estoque final do ciclo.

O cenário mais favorável para a produção de milho neste ciclo levou a Conab a revisar para cima os estoques de passagem, agora estimados em 12,8 milhões de toneladas. O número sinaliza maior segurança no abastecimento interno, após períodos de maior volatilidade no mercado.

No caso da soja, a Conab também atualizou o estoque inicial da atual temporada, fixando-o em 4,32 milhões de toneladas. Com uma safra recorde, o Brasil poderá exportar até 106,25 milhões de toneladas da oleaginosa, o que representa um aumento significativo frente ao ciclo anterior. O consumo interno também avança, com estimativa de 57 milhões de toneladas destinadas ao processamento no mercado doméstico.

Apesar desse volume expressivo de comercialização, a soja também deverá registrar recuperação nos estoques finais, estimados em 9,3 milhões de toneladas.

Com a revisão dos estoques, o mercado deve acompanhar de perto os próximos dados de colheita e o comportamento das exportações. O aumento nos volumes armazenados pode influenciar a dinâmica dos preços no segundo semestre, além de garantir maior previsibilidade aos setores de ração, biodiesel e exportadores. Segundo a Conab, a atualização reflete o avanço das colheitas, as condições climáticas favoráveis e a resposta positiva do mercado internacional aos preços brasileiros.





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USDA eleva a produção de soja e de milho dos Estados Unidos



O relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta sexta-feira (12), indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,301 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 117,05 milhões de toneladas.

O número surpreendeu o mercado. Analistas das principais consultorias do globo vinham apontando que a produção seria de, no mínimo, um milhão de toneladas a menos, visto que no documento anterior, de agosto, as perspectivas do órgão eram de 4,292 bilhões (116,8 milhões de toneladas).

Já em relação aos estoques finais, o USDA projetou em 300 milhões de bushels ou 8,16 milhões de toneladas, contra 290 milhões do relório anterior (7,89 milhões de toneladas), enquanto as apostas eram de carryover de 293 milhões de bushels (7,97 milhões de toneladas).

O departamento dos Estados Unidos trabalha, neste momento, com projeção de esmagamento de 2,555 bilhões de bushels e exportações de 1,685 bilhão. Em agosto, os números eram de 2,540 bilhões e 1,705 bilhão, respectivamente.

Para a temporada 2024/25, o USDA indicou estoques de passagem de 330 milhões de bushels, acima da estimativa do mercado de 327 milhões. Quanto às exportações, a projeção é de 1,875 bilhão e o esmagamento em 2,430 bilhões de bushels.

Projeções do USDA para o milho

O relatório do USDA também atualizou números para a temporada 2024/25 e 2025/26 de milho do país. Assim, a expectativa é que os Estados Unidos colham 16,814 bilhões de bushels na temporada 2025/26, contra os 16,742 bilhões de bushels indicados em agosto.

Neste quesito, assim como na soja, o mercado também era mais pessimista, trabalhando com uma estimativa de 16,511 bilhões de bushels.

A área a ser plantada em 2025/26 foi elevada de 97,3 milhões de acres para 98,7 milhões de acres (aproximadamente 40 milhões de hectares). A área a ser colhida em 2025/26 foi aumentada de 88,7 milhões de acres para 90 milhões de acres.

Os estoques finais de passagem da safra 2025/26 foram estimados em 2,110 bilhões de bushels, acima dos 2,117 bilhões de bushels indicados em agosto, enquanto o mercado projetava 2,022 bilhões de bushels.

As exportações em 2025/26 foram indicadas em 2,975 bilhões de bushels, contra os 2,875 bilhões de bushels apontados no relatório do mês passado. O uso de milho para a produção de etanol foi indicado em 5,6 bilhões de bushels em 2025/26, estável em relação ao apontado em agosto.

Na safra 2024/25, o USDA aponta que os Estados Unidos deverão colher 14,867 bilhões de bushels, número estável em relação ao indicado em agosto. A produtividade média em 2024/25 deve atingir 179,3 bushels por acre, também sem mudanças.

A área a ser plantada deve ficar em 90,6 milhões de acres, igual ao indicado em agosto. Já a colheita foi prevista em 82,9 milhões de acres, similar ao indicado no mês anterior.

Os estoques finais de passagem da safra 2024/25 foram estimados em 1,325 bilhão de bushels, ante aos 1,305 bilhão de bushels indicados em agosto e aos 1,308 bilhão de bushels esperados pelo mercado.

Segundo o USDA, as exportações em 2024/25 foram indicadas em 2,83 bilhões de bushels, contra os 2,82 bilhões de bushels previstos no mês passado. O uso de milho para a produção de etanol foi reduzido de 5,47 bilhões de bushels para 5,435 bilhões de bushels.



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AgroNewsPolítica & Agro

Marcos Troyjo destaca insegurança alimentar global e potencial estratégico do Brasil no agro


Durante o Seminário Campo das Ideias, realizado em Porto Alegre, o economista e diplomata Marcos Troyjo alertou para a gravidade da insegurança alimentar mundial e defendeu que o Brasil está prestes a assumir o protagonismo global na produção de alimentos.

No painel de abertura do Seminário Campo das Ideias, promovido pelo Senar-RS nesta quinta-feira (11), o economista, cientista político e diplomata Marcos Troyjo afirmou que o Brasil está em rota para se consolidar como a principal potência mundial na produção de alimentos. Segundo ele, o agravamento da insegurança alimentar global reposiciona os gargalos logísticos brasileiros como um problema geopolítico — e não apenas interno.

“Em um mundo com escassez de alimentos, os nossos desafios de infraestrutura deixam de ser um problema brasileiro e passam a ser uma questão mundial”, afirmou Troyjo, comparando: “Se você deve 10 reais ao banco, o problema é seu; se deve 10 bilhões, o problema é do banco.”

Troyjo ponderou que, apesar do potencial da África, seu mercado consumidor ainda é restrito. “Somando o PIB dos 54 países africanos, temos 3,2 trilhões de dólares — menos que o PIB da França. Uma única França é economicamente maior do que todo o continente africano”, afirmou.

Ele comparou esse cenário com o dos Estados Unidos, destacando o peso do consumo interno norte-americano. “Os americanos importam cerca de 12% do PIB, o que representa 3,6 trilhões de dólares — ou seja, os EUA importam, por ano, o equivalente a uma França inteira”, ressaltou, ao defender que o Brasil aprofunde relações comerciais com os EUA e Ásia.

Outro ponto abordado por Troyjo foi a necessidade de captar investimentos de longo prazo para modernizar a infraestrutura brasileira. Para ele, o cenário atual é mais favorável, graças à diversificação dos centros financeiros globais.

“Hoje, há liquidez em centros como Singapura, Xangai, Doha e Abu Dhabi. O desafio é apresentar projetos estruturados e com segurança jurídica”, alertou.

O economista ainda enfatizou que a judicialização excessiva no Brasil inibe investimentos estruturantes. “Se conseguirmos reduzir o perfil litigioso que domina a atenção de todos os setores, o país poderá consolidar sua posição como superpotência na produção de alimentos”, disse.

MAIS

O Seminário Campo das Ideias é uma iniciativa inédita do Senar-RS, com foco nos principais desafios e oportunidades do agronegócio brasileiro. Realizado no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre, o evento reúne especialistas como Roberto Rodrigues, Fernando Schuler, Aldo Rebelo, Marcelo Portugal e Marcos Fava Neves, além de representantes do Sistema Farsul e da Secretaria da Fazenda do RS.





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Governo divulga lista de produtos prioritários do Brasil Soberano



O governo federal divulgou nesta sexta-feira (12) a lista de produtos elegíveis ao crédito emergencial do Plano Brasil Soberano, conjunto de medidas lançado para apoiar exportadores brasileiros afetados pelas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos no dia 30 de julho deste ano.

A tabela de produtos afetados pelas tarifas adicionais do governo estadunidense já está disponível no portal do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O programa assegura R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) em crédito com juros reduzidos para empresas com pelo menos 5% do faturamento afetado.

Outras empresas poderão acessar R$ 10 bilhões via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). É preciso estar em situação regular na Receita Federal e na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para acessar a linha de crédito.

Ao todo, 9.777 produtos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) terão prioridade na linha de crédito do programa brasileiro. Desse total, 9.075 serão automaticamente considerados, enquanto outros 702 exigem autodeclaração das empresas para comprovar prejuízo nas exportações.

De acordo com o governo, os financiamentos poderão ser usados para capital de giro, capital de giro para produção de bens afetados pelo tarifaço, aquisição de bens de capital e investimento para adaptação da atividade produtiva, adensamento da cadeia produtiva e em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos. Os prazos variam de 5 ano a 10 anos, com carência entre 12 meses e 24 meses.



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Plano para cadeia produtiva do cânhamo no Brasil é lançado


A Embrapa e o Instituto Ficus lançaram nesta quarta-feira (10), em Brasília, o relatório “Caminhos Regulatórios para o Cânhamo no Brasil”. O documento, elaborado por um grupo de trabalho vinculado ao Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Presidência da República (CDESS), apresenta um diagnóstico abrangente e um plano de ação estratégico para estruturar a cadeia produtiva do cânhamo no país.

O documento foi lançado durante o seminário “Caminhos Regulatórios para o Cânhamo no Brasil”, realizado no auditório Biomas, na sede da Embrapa, em Brasília. O evento contou com apresentações de especialistas que detalharam os principais pontos do relatório e apresentaram experiências realizadas à regulamentação, cultivo, pesquisa e ao uso de cânhamo e cannabis no Brasil, no Paraguai e no Uruguai. 

Na abertura, o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa destacou a importância do momento que coloca luz sobre um tema sensível, mas que, na opinião do pesquisador, não pode ser deixado de lado numa casa de ciência e tecnologia. “A Embrapa não deve se furtar de trabalhar para o desenvolvimento da cadeia produtiva da cannabis. Não é concebível, num país como o nosso, estarmos importando matérias-primas importantes para a indústria e para a área de saúde”, afirmou.

Pillon ressaltou que, desde os anos 1970, a Embrapa atua para consolidar várias cadeias produtivas. No caso da cadeia do cânhamo, segundo ele, há espaço para avançar na genética para as condições de produção brasileiras, nos sistemas de produção, em usos industriais e na área de saúde. No entanto, a legislação atual impede a realização de pesquisas sobre o assunto. “A missão da Embrapa é fazer pesquisa e, hoje, há um conjunto de regramentos que não permite à Embrapa e outras instituições realizar sua missão, que é fazer pesquisa”, ressaltou.

O pesquisador Ricardo Alamino Figueiredo, chefe-geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília, DF), ressaltou que as primeiras discussões sobre a pesquisa científica sobre o tema ocorreram há três anos, com a proposição de um programa de pesquisa em cannabis. Para ele, a parceria com o Instituto Ficus é importante para unir pesquisa e setor produtivo. “Esse projeto visa acelerar o desenvolvimento da pesquisa e do mercado da cannabis no Brasil, e o relatório que está sendo apresentado neste evento é uma contribuição inicial desse processo”, ressaltou.

Em mensagem lida durante o evento, a coordenadora do Grupo de Trabalho que produziu o relatório, Patrícia Villela Marino, disse que o lançamento do documento é um momento histórico de colaboração entre o poder público e a sociedade civil. “Esse documento representa muito mais que um conjunto de recomendações técnicas. Constitui-se como um verdadeiro mapa estratégico, um roteiro passo a passo para instaurar a cadeia produtiva do cânhamo em solo brasileiro, incorporado com segurança jurídica e nas mais rigorosas práticas sustentáveis.”

Plano de Ação

O pesquisador Tarso Araújo, consultor do Instituto Ficus, apresentou o plano de ação proposto pelo GT, com ações de curto, médio e longo prazo para impulsionar a regulamentação e o desenvolvimento da cadeia do cânhamo no Brasil.

As ações passam por mudanças na regulamentação, visando diminuir amarras jurídicas que atualmente impedem o avanço da pesquisa e do uso do cânhamo, até, em dez anos, o Brasil se consolidar como um ator mundialmente competitivo.

O primeiro passo deve ocorrer já em outubro, com a liberação, pelo governo, do cultivo do cânhamo industrial. Tarso Araújo também disse ser fundamental a atualização, pela Anvisa, da Portaria 344/1998, que proíbe o cultivo de cannabis, para excluir o cultivo de cânhamo industrial dos controles da Lei de Drogas.

O pesquisador ressalta que há uma dependência do cumprimento das ações de curto prazo para a realização das demais ações do plano. “As ações iniciais vão gerar uma regulamentação que vai permitir o desenvolvimento dos cultivos experimentais para, em seguida, desenvolver a produção comercial. O relatório projeta uma produção comercial já em médio prazo, de dois a cinco anos, com a colheita e beneficiamento de pelo menos uma matéria-prima de baixo valor agregado para exportação ou para consumo interno. Se essa regulamentação atrasar ou não ocorrer, todo o cronograma planejado será perdido e vamos continuar atrasados em relação às possibilidades de exportação”, salientou.

Potencial Econômico

O economista Rafael Giovanelli, do Instituto Escolhas, apresentou dados que mostram como o cânhamo pode se tornar uma nova fronteira agrícola e industrial. Segundo ele, a regulamentação poderia gerar milhares de empregos e movimentar bilhões de reais, superando em rentabilidade culturas tradicionais como soja e algodão.

Para Rafael Giovanelli, a regulamentação do cânhamo é uma oportunidade estratégica para impulsionar um novo ciclo de desenvolvimento econômico sustentável no Brasil. De acordo com o economista, o mercado global de derivados de cânhamo foi estimado entre US$ 5 e 7 bilhões em 2023, com projeções de crescimento anual de 16% a 25% até 2033.

Segundo ele, a regulamentação dessa cadeia produtiva pode gerar mais de 14 mil empregos e receitas líquidas de R$ 5,76 bilhões até 2030. Além disso, Rafael Giovanelli destacou que o cânhamo pode oferecer retornos financeiros mais altos que culturas como algodão, soja, milho, girassol, gergelim e canola, tanto na produção de fibras quanto de sementes. Ele também destacou a redução da dependência de importações e o potencial exportador da cultura. “Atualmente, quase 100% dos derivados de cânhamo no Brasil são importados, incluindo para o mercado de cannabis medicinal, projetado em R$ 1 bilhão para 2025. A produção nacional pode substituir essas importações, baratear produtos e tratamentos, e gerar excedentes exportáveis.”

Pesquisa e Inovação

A pesquisadora Daniela Bittencourt, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, destacou que a falta de autorização para pesquisas com a planta impede o desenvolvimento de cultivares adaptadas ao clima tropical. Isso mantém o país dependente de sementes importadas e limita a competitividade. “Sem ciência, sem pesquisa, aquilo que é potencial não se tornará realidade”, ressaltou a pesquisadora ao afirmar que somente o desenvolvimento científico e tecnológico pode transformar o potencial dessa cultura em realidade, gerando impacto social, novas fontes de renda, emprego e inovação para o país.

A pesquisadora contrastou a situação brasileira com o avanço significativo de países como China, Estados Unidos, Canadá e França, que já investem milhões em pesquisa, desenvolvem novas genéticas e manejos e se estabelecem no mercado global.

Para Daniela Bittencourt, a ausência de regulamentação clara para autorizar pesquisas com cannabis tem travado o avanço científico no país. Ela apontou a burocracia excessiva, a falta de transparência nos processos de autorização de estudos e a morosidade na importação de insumos como grandes entraves à realização de atividades científicas.

Daniela Bittencourt apresentou a proposta do Programa de Pesquisa em Cannabis da Embrapa, estruturado em quatro eixos principais, visando cobrir “desde a semente até o produto final”:

Ela ressaltou que esses eixos são interdependentes e se integram para o desenvolvimento de diferentes sistemas produtivos e processos inovadores. Afirmou ainda que a Embrapa busca uma plataforma de inovação aberta para colaborar com o setor produtivo e a sociedade civil.

Aplicações Industriais

Representantes da Associação Nacional do Cânhamo, Rafael Arcuri, e da Associação Brasileira de Cannabis e Cânhamo Industrial, Luís Maurício Ribeiro, apresentaram os usos já consolidados da planta no mundo. “É uma cadeia produtiva de desperdício zero”, resumiu Arcuri. Luís Maurício Ribeiro ressaltou que existem mais de 25.000 produtos catalogados com a fibra do cânhamo e que o Brasil tem uma grande oportunidade de se tornar protagonista nessa cadeia produtiva.

Segundo Luís Maurício Ribeiro, o cânhamo é uma planta versátil com diversas aplicações industriais. Suas aplicações abrangem têxteis (fibras), biomateriais, construção civil (como o hempcrete), alimentos funcionais (sementes e óleo), cosméticos sustentáveis e insumos farmacêuticos.

Rafael Arcuri destacou a versatilidade do cânhamo, que permite o aproveitamento integral da planta, com seus resíduos sendo utilizados em bioconstrução ou como biochar para a recuperação de solos.

Além disso, o cânhamo pode contribuir para a produção de biocompósitos, reduzindo a dependência de plásticos convencionais, bioembalagens, bioinsumos e biopolímeros, além de papel com propriedades superiores.

Desafios Regulatórios

O professor Sergio Barbosa, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), e o especialista Ricardo Galeano, da Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) do Paraguai, discutiram a definição de limites de THC, licenciamento e fiscalização. Barbosa lembrou que países como Estados Unidos, Canadá e membros da União Europeia já diferenciam o cânhamo da cannabis psicoativa, o que garante segurança jurídica para a produção industrial.

Segundo o pesquisador da UFV, é preciso repensar o limite de 0,3% de concentração de THC (tetrahidrocanabinol) nas plantas de cânhamo para viabilizar a produção e pesquisas no Brasil. Ele explicou que o calor e a luminosidade do país estimulam a produção de THC pelas plantas.

Em seu trabalho de doutorado, Sergio Barbosa avaliou 16 variedades importadas. Apenas uma manteve valores baixos de THC, e ainda assim foram superiores a 0,3%. “Todas as variedades ultrapassaram 0,3% de THC. É necessário repensar esse limite porque é algo que, fisiologicamente, as plantas não vão conseguir cumprir nesse momento no Brasil.” Para resolver essa questão, ele sugere que o Brasil adote limites entre 1% e 2% de THC. Segundo ele, com até 2% da substância, as variedades não são classificadas como “tipo droga”.

Nesse sentido, a legislação paraguaia define cânhamo industrial (ou cannabis não psicoativa) como uma planta cujas flores contenham menos de 0,5% de THC. A experiência do país vizinho na regulamentação do cânhamo foi detalhada por Ricardo Galeano. O Paraguai é atualmente o maior exportador de produtos de cânhamo da América Latina. De acordo com Ricardo Galeano, o país adotou regulamentações internacionais e leis nacionais, culminando no decreto 272/2020, que estabelece as condições gerais para as atividades de produção, comércio e pesquisa.

Inclusão Social e Arranjos Produtivos

O advogado Emílio Figueiredo e a representante do Grupo Centroflora, Tatiana Ribeiro, ressaltaram que o cânhamo pode gerar inclusão social no campo. Eles defenderam políticas que priorizem a agricultura familiar e associações de pacientes, como já ocorre em países vizinhos, a exemplo do Paraguai.

De acordo com Emílio Figueiredo, as associações de pacientes surgiram em 2014, com os primeiros movimentos de pacientes buscando o reconhecimento do uso medicinal da cannabis. Segundo dados de julho de 2025, essas associações atenderam 130.000 pacientes nos últimos 12 meses.

O advogado disse que a omissão regulatória atual gera insegurança jurídica para as associações. Ele informou que atualmente existem 21 decisões judiciais favoráveis às associações no Brasil para não criminalizar o cultivo. Para ele, a regulamentação pode trazer segurança jurídica para os pacientes e fomentar esse arranjo produtivo já existente.

Por sua vez, Tatiana Ribeiro falou sobre o Programa “Parcerias pro Mundo Melhor”, criado pela Centroflora em 2003. A empresa atua com pesquisa e desenvolvimento de botânicos brasileiros. O programa oferece apoio técnico aos produtores de insumos.

Segundo Tatiana Ribeiro, por meio desse programa, as famílias são treinadas em cultivo sustentável e boas práticas. A Centroflora fornece apoio técnico e material e para o cumprimento de aspectos regulatórios junto aos órgãos do governo. Para ela, esse modelo pode ser aplicado junto a associações de produtores.

Experiência Internacional

Encerrando o evento, o engenheiro agrônomo Sergio Vazquez Barrios, do Ministério da Agricultura do Uruguai, relatou como o país estruturou sua regulamentação e hoje exporta derivados de cannabis e cânhamo. Ele destacou que a estabilidade jurídica, com a aprovação de diversas normas a partir de 2013, foi decisiva para atrair investimentos e fomentar inovação. Atualmente, a legislação prevê o uso de cannabis com três finalidades: pesquisa científica ou medicinal; uso não médico (alimento, industrialização, cosméticos) e uso recreativo para adultos.

Sergio Vazquez Barrios apontou a adaptação de variedades importadas como um grande desafio para o setor. “As plantas que vêm do hemisfério norte para as latitudes do Uruguai não se adaptam ou não rendem o suficiente para serem economicamente atrativas. Isso ressalta a importância da pesquisa para desenvolver variedades híbridas e, futuramente, talvez com componentes transgênicos”, afirmou.

Segundo ele, outros desafios incluem a geração de variedades de cânhamo hermafroditas estéreis para evitar a polinização, especialmente para a produção de flores sem sementes para extração de canabinoides. O Uruguai busca a pesquisa em bioplásticos e a harmonização dos sistemas de registro de variedades entre os países do Mercosul.

Veja abaixo o seminário na íntegra:





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