quarta-feira, abril 29, 2026

Autor: Redação

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Estudo mostra que 75% das culturas agrícolas dependem de animais polinizadores



A coexistência entre animais polinizadores e agricultura beneficia ambos. Os polinizadores (abelhas, borboletas, besouros e aves) são essenciais para a reprodução e podem elevar a produtividade de muitas culturas agrícolas.

Segundo o pesquisador João Vitor Ganem Barateiro, doutor em Entomologia, estudos científicos indicam que 87% das plantas com flores dependem de polinizadores animais e que cerca de 75% das culturas agrícolas cultivadas pelo ser humano são diretamente beneficiadas pela polinização.

Agricultura e polinizadores

De acordo com ele, quando a agricultura adota Boas Práticas Agrícolas (BPAs), incluindo o manejo responsável de defensivos, cria condições favoráveis para que os polinizadores encontrem alimento (néctar e pólen) e abrigo, fortalecendo essa relação de cooperação.

Barateiro destaca que a apicultura e a meliponicultura reforçam ainda mais essa conexão. Isso porque além de contribuírem para a polinização, geram renda, trabalho e empreendedorismo para comunidades rurais, por meio da produção de mel e outros derivados de alto valor nutricional e medicinal.

Segundo o pesquisador, um exemplo inspirador é a Associação de Apicultura do Vale do Capão, na Bahia, pioneira no estado a conquistar a certificação orgânica, abrindo portas para mercados especializados.

Importância das abelhas no ecossistema

Entre todos os polinizadores, as abelhas são as mais representativas, atuando tanto em ambientes agrícolas quanto naturais. Assim, elas contribuem não só para o aumento da produtividade e da qualidade das colheitas, mas também para serviços ecossistêmicos fundamentais, como a conservação da biodiversidade, a promoção da saúde do solo e o sequestro de carbono, resultado da sua interação com as plantas.

“O polinizador dentro de um sistema de cultivo, como as abelhas, desempenha um papel fundamental pensando em questões econômicas e sociais, beneficiando toda a cadeia de produção e de preservação”, destaca.

Barateiro lembra que práticas como o aluguel de colmeias já se consolidaram como estratégia de incremento de produtividade em culturas totalmente dependentes da polinização, como a maçã em Santa Catarina e o melão no Rio Grande do Norte e Ceará.

Além disso, o Brasil possui uma rica diversidade de abelhas nativas, adaptadas às condições locais, que ampliam a eficiência da polinização em diferentes culturas.

Desafios e ameaças aos polinizadores

Apesar de sua relevância, as abelhas enfrentam diversas ameaças ambientais, incluindo a degradação de habitats, doenças, uso inadequado de defensivos e os efeitos das mudanças climáticas. Nesse cenário, agricultores, apicultores, meliponicultores e demais agentes do setor desempenham papel decisivo na sua proteção.

O pesquisador reforça que a convivência equilibrada entre agricultura e polinizadores depende da adoção de práticas que aliem produtividade e conservação ambiental.

No meio de todos esses desafios, a convivência harmônica depende, diretamente, da adoção de Boas Práticas Agrícolas (BPAs), que incluem o uso responsável das tecnologias disponíveis.

Tais técnicas asseguram ganhos de produtividade, reduzem custos e preservam os recursos naturais para as futuras gerações.

Instituições como a Embrapa e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) oferecem cursos e manuais de referência que orientam produtores sobre manejo adequado, destacando cuidados necessários para proteger tanto os cultivos quanto os polinizadores.

Como reforça Barateiro, compreender a biologia dos insetos e a fisiologia das plantas é essencial. Além disso, manter diálogo com vizinhos sobre o manejo das lavouras ajuda a prevenir riscos e preservar colmeias próximas.

Inovação e sustentabilidade

A agricultura tem intensificado esforços para reduzir riscos aos polinizadores por meio de soluções inovadoras.

O melhoramento genético, a biotecnologia e os bioinsumos vêm possibilitando o desenvolvimento de culturas mais resilientes, que demandam menos pulverizações e expansão de áreas, diminuindo os impactos sobre os insetos.

Paralelamente, a agricultura digital inaugura uma nova era de sustentabilidade, integrando sensores, robótica, automação e análise de dados.

O pesquisador ressalta que tecnologias como drones e sensores remotos permitem monitoramento contínuo das lavouras, enquanto dados de alta precisão ajudam a definir áreas de conservação para polinizadores. Essas inovações não apenas aumentam a proteção desses insetos, mas também fortalecem a biodiversidade e promovem o uso mais racional da terra.

Entre as boas práticas agrícolas, Barateiro cita o uso correto de defensivos agrícolas que, antes de serem aprovados, já passam por rigorosa avaliação regulatória. “Quando usados de forma correta, conforme orientações em rótulos, bulas e receita agronômica oferecem proteção aos cultivos com segurança para polinizadores e seres humanos. O uso inadequado, por outro lado, representa riscos graves ao meio ambiente”, contextualiza.



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Pesquisadores da Unesp descobrem uma nova espécie de peixe



Um grupo de pesquisadores do Instituto de Biociências de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (IBB-Unesp) descobriu uma nova espécie de bagre que recebeu o nome científico de Imparfinis arceae. É um pequeno representante dos bagres e endêmico da bacia do rio Xingu, adicionando mais um elemento à rica biodiversidade latino-americana.

No trabalho, que contou com apoio da Fapesp, o grupo descreve as características morfológicas, relacionadas à aparência, e genéticas dos exemplares encontrados, evidenciando as diferenças existentes entre outras espécies do gênero Imparfinis e também o grau de proximidade da nova espécie com as outras conhecidas.

A primeira característica que chamou a atenção dos pesquisadores para a possibilidade de se tratar de uma espécie ainda não descoberta é uma faixa preta presente em toda a lateral do peixe.

“Existem algumas espécies de bagres que apresentam essa faixa lateral escura, mas elas não são tão amplas como essa, o que despertou nossa desconfiança”, contou Gabriel de Souza da Costa e Silva, líder da pesquisa e doutorando da Unesp

Segundo o pesquisador, a busca por novas espécies não é linear e nunca é possível prever o que será encontrado. Por isso, o primeiro sinal, para um olhar mais cuidadoso, são sempre as características físicas: um padrão diferente, uma coloração que varia, o formato da cauda que é levemente distinto dos demais. A partir disso é que os pesquisadores irão aprofundar, ou não, a investigação.

Análise morfológica detalha diferenças físicas

Com a suspeita de uma nova espécie, o grupo realizou uma análise morfológica na qual foram coletadas diversas informações físicas dos 20 indivíduos: padrões de coloração, número de vértebras, comprimento, diâmetro dos olhos, tamanho da cabeça etc.

Esse primeiro passo permitiu demarcar algumas diferenças em relação à espécie Imparfinis hasemani, que também conta com uma faixa escura lateral e que poderia levar a confundir um exemplar com outro. Além dos padrões das faixas apresentarem tamanhos distintos, outras diferenças emergiram: a I. arceae possui 39 vértebras, enquanto a I. hasemani conta com 40; os olhos da nova espécie também são menores e, além disso, o comprimento da cabeça é maior.

Combinado com as análises morfológicas, o grupo realizou, também, análises genéticas para conseguir um detalhamento maior das características do animal. “Nós fizemos um sequenciamento de um fragmento de DNA das diferentes espécies, o que permite a comparação dos DNAs entre si”, explicou Silva. Isso faz parte de um ramo chamado de taxonomia integrativa, que combina dados morfológicos e moleculares para entender melhor a história evolutiva e a classificação de organismos que estão sendo estudados.

Ao obter e comparar as sequências dos diferentes peixes, os pesquisadores puderam comprovar que, além de compartilharem um código genético semelhante, os exemplares estudados apresentavam mais de 6% de divergência genética em relação a outras espécies do gênero Imparfinis. “Isso evidenciou o fato de que esses animais correspondem a uma nova espécie”, afirmou o pesquisador.



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Procon apreende 155 kg de produtos vencidos em supermercado



O Procon Goiás apreendeu nesta semana 424 produtos vencidos em um supermercado localizado em Nerópolis, região metropolitana de Goiânia, Goiás. Atendendo a denúncias, alimentos, bebidas e produtos de limpeza estão na lista dos produtos fiscalizados e apreendidos pela fiscalização.

De acordo com os fiscais, foram encontradas 236 latas de cerveja vencidas, além de 10 garrafas de refrigerante de 2 litros com validade expirada em abril deste ano e outras 20 garrafas de 1,5 litro vencidas em julho.

Também foram apreendidas 11 unidades de catuaba com data de validade até abril de 2023. No total, a ação resultou na apreensão de aproximadamente 155 quilos de produtos.

Além das bebidas, os agentes do Procon encontraram outros alimentos como macarrão instantâneo e biscoitos vencidos em julho e 30 unidades de batata frita expiradas no início de agosto.

A operação ainda descobriu outros alimentos, como farofas, pães, bolos e embutidos fora do período indicado para consumo. O Procon autuou o estabelecimento por comercialização de produtos impróprios, apreendeu e inutilizou os produtos. A empresa tem o prazo de 20 dias para apresentar defesa.

Orientações

O Procon orienta os consumidores a verificarem a data de validade, antes de consumir ou adquirir qualquer espécie produto, tendo em vista que itens vencidos podem causar danos sérios à saúde.

“Muitas vezes, os estabelecimentos oferecem descontos para produtos que estão perto do vencimento, o que é permitido, mas é importante o consumidor verificar sempre a condição do produto”, diz o órgão, em nota.

Além disso, é importante averiguar se o produto está devidamente embalado. Caso esteja com a embalagem violada, o consumidor deve solicitar imediatamente a troca ao fornecedor.

“Em mercados e supermercados, os produtos mais próximos da data de validade, geralmente, ficam na parte da frente das prateleiras, para garantir maior rotatividade. Uma boa dica é o consumidor se atentar nessa disposição e pegar os produtos que estão na parte de trás da prateleira”.

Denuncie ao Procon

Consumidores que se sentirem lesados podem registrar denúncias ao Procon Goiás pelos telefones 151 (Goiânia) ou (62) 3201-7124 (interior).



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Você viu? Cálculo mais preciso da calagem aumenta produtividade do milho em 50%


Pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (Ufla), em Minas Gerais, desenvolveram um método prático para estimar a necessidade de calagem com base nos atributos químicos do solo e na composição do calcário. Essa foi uma das notícias mais lidas do site do Canal Rural durante a semana.

Fruto de dez anos de estudo e de quase 30 anos de experiência do professor Silvino Guimarães Moreira, da Escola de Ciências Agrárias de Lavras (Esal/Ufla), com estudos sobre calcário, o método leva em conta a relação entre cálcio, magnésio e pH do solo.

Desta forma, permite estimar doses específicas para duas profundidades: de 0 a 20 cm e de 0 a 40 cm — sendo esta última o principal foco do trabalho. Ao contemplar a correção em camadas mais profundas, a metodologia favorece a melhoria da fertilidade do subsolo e amplia o volume explorado pelas raízes.

O estudo acaba de ser publicado na revista internacional Soil & Tillage Research, uma das mais prestigiadas publicações internacionais na área de ciência do solo.

Melhoria das estimativas

A pesquisa vem sendo realizada para melhorar as estimativas de cálculo de doses de calcário, uma vez que os métodos atualmente disponíveis acabam por subestimar as quantidades necessárias quando se objetiva corrigir o pH do subsolo, sobretudo em áreas agrícolas novas.

Como observa o professor, ao subestimar as doses necessárias, tornam-se necessárias reaplicações e atrasos na correção da acidez, com impactos econômicos relevantes, sobretudo em áreas arrendadas, em que o tempo de retorno da calagem não acompanha o ciclo produtivo.

diferenças nas lavouras de milhodiferenças nas lavouras de milho
À esquerda, dose de 3 t/ha de calcário; à direita, aplicação de 12 t/ha. Foto: Divulgação Ufla

Para chegar ao novo método, os pesquisadores conduziram sete experimentos de campo em diferentes municípios de Minas Gerais e abrangendo diferentes condições edafoclimáticas, ao longo de quatro anos (14 safras).

Os municípios que receberam os experimentos foram: Ijaci, Nazareno, Ingaí, Uberlândia, Araguari, São João del Rei e Formiga. Nesses locais, os pesquisadores avaliaram diferentes doses de calcário incorporadas até 0,40 m de profundidade.

De acordo com o professor Silvino Moreira, essa diversidade geográfica e temporal confere robustez aos resultados, garantindo que as conclusões não sejam pontuais, mas representativas de diferentes realidades de solo e clima.

Os resultados mostraram ser possível aumentar a produtividade das culturas anuais e a resiliência destas culturas aos déficit hídricos, comuns nas condições de cultivos de sequeiro na região sob Cerrado, especialmente na segunda safra.

Isso foi possível com níveis mais elevados de cálcio e magnésio no solo não só na camada de 0 a 20 cm, mas também na camada de 20 a 40 cm. O estudo define novos níveis críticos para os nutrientes cálcio e magnésio no solo para estas duas camadas de solo, os quais são maiores do que os tradicionalmente recomendados.

Em lavouras de milho segunda safra submetidas a veranicos severos, a aplicação baseada na nova metodologia proporcionou ganhos de produtividade superiores a 50%. Em lavouras de soja houve ganhos de até 30%.

O efeito foi atribuído ao maior desenvolvimento radicular em profundidade, o que permitiu às plantas acessar água e nutrientes mesmo em períodos de déficit hídrico. Nas fotos da lavoura de milho (acima) é possível verificar a diferença no desenvolvimento das plantas, com dose de 3 t/ha de calcário (primeira foto de milho) e com 12 t/ha de calcário (segunda foto de milho).

O produtor Evandro Ferreira, da Fazenda Campo Grande, em Nazareno, considera que a pesquisa foi um divisor de águas na busca por altas produtividades na região. “As chamadas ‘altas doses de calcário’ não representam excesso, mas sim a aplicação criteriosa e ajustada às reais necessidades do solo”, pontuou.

Profundidade da aplicação de cálcio

O método mostrou que, para atingir 95% da produtividade das lavouras anuais, é preciso garantir 60% de cálcio na camada de 0 a 20 cm do solo e 39% na camada de 20 a 40 cm.

Essa proposta foi especialmente desenvolvida para correção de solos para implantação de culturas anuais sobre sistema de plantio direto (SPD) ou para reabertura de áreas atualmente em uso, mas que não tiveram uma correção adequada. A proposta também já começa a ser testada em lavouras de café.

Os pesquisadores envolvidos no estudo esperam que o método tenha impacto direto na agricultura brasileira, sobretudo em regiões como o Cerrado, onde a produção de grãos depende fortemente da correção da acidez do solo.

Isso porque, com uma recomendação mais precisa de calagem, produtores podem alcançar maior eficiência no uso de insumos, reduzir custos a longo prazo e aumentar a resiliência das lavouras frente às variações climáticas.

“Trata-se de uma contribuição relevante não apenas para a agricultura mineira, mas também para outras regiões tropicais, onde solos ácidos e altamente intemperizados impõem sérias limitações à produção agrícola”, considera o professor Silvino Moreira.



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São Paulo amplia linhas de crédito para o agronegócio



O FEAP é um dos principais instrumentos de financiamento do agronegócio paulista



Foto: Canva

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo anunciou um aporte suplementar em três linhas de crédito do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP). A iniciativa reforça a política pública do governo paulista de ampliar o acesso ao crédito, à inovação e à sustentabilidade no campo.

Com a deliberação, o valor destinado à linha de crédito Desenvolvimento Rural Sustentável Paulista passou de R$ 20 milhões para R$ 50 milhões. A linha apoia projetos de energias renováveis, agricultura irrigada, produção em ambiente protegido, modernização e regularização de pequenas agroindústrias, contribuindo para geração de renda e agregação de valor no setor rural.

O FEAP Mulher, voltado ao incentivo da participação feminina no campo, teve incremento de R$ 5 milhões, somando R$ 15 milhões disponíveis. Já o FEAP Orgânicos Agro SP, que apoia a transição agroecológica e a produção de alimentos saudáveis, elevou seu orçamento de R$ 2 milhões para R$ 3 milhões.

O FEAP é um dos principais instrumentos de financiamento do agronegócio paulista, com linhas de crédito que vão da modernização tecnológica a práticas sustentáveis e inclusivas. Ao direcionar recursos para projetos específicos, como o Mulher Agro SP e os Orgânicos Agro SP, a Secretaria atende à demanda por alimentos produzidos de forma ambientalmente responsável. Com o novo aporte, a expectativa é ampliar o recurso para até 600 produtores, fortalecendo o desenvolvimento rural.





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Resíduos de frutas e verduras são usados na produção de energia



Todos os meses, 17 a 25 toneladas de resíduos da Central de Abastecimento do Ceará (Ceasa – CE) são enviadas ao aterro sanitário, a um custo aproximado de R$ 230 mil. Para transformar esse passivo em energia renovável, pesquisadores da Embrapa e da Universidade Federal do Ceará (UFC) desenvolveram o Sistema Integrado de Reatores Anaeróbios.

A inovação aumenta a produção de biogás, com alto teor de metano, ocupa menos área e reduz custos e emissão de GEE. Projetada para a Ceasa do estado, a tecnologia tem potencial de replicação nas outras 57 centrais de abastecimento brasileiras.

O modelo permite aproveitar integralmente frutas e hortaliças impróprias para o consumo humano, resultado das perdas durante o transporte e armazenamento. Essa biomassa não utilizada, altamente biodegradável, é ideal para produzir um biogás rico em metano, aproveitável na forma de combustível.

No método usual, a fermentação dos resíduos de frutas e verduras ocorre em Reatores de Mistura Completa (CSTR, sigla em inglês). Mas estes possuem limitações operacionais e exigem grandes volumes.

Assim, o novo sistema aprimora esse processo ao aplicar um pré-tratamento que separa os resíduos por meio de trituração e prensagem em duas frações: líquida e sólida, cada uma, enviada a um reator especializado.

A fração líquida é tratada em reatores de manta de lodo de fluxo ascendente (UASB, sigla em inglês), eficazes para cargas orgânicas elevadas, e oferecem excelente rendimento na digestão de substratos altamente biodegradáveis. E a fração sólida, por sua vez, é encaminhada para compostagem, o que resulta em um fertilizante de alta qualidade, ou para reatores de metanização seca, capazes de operar com resíduos com alto teor de sólidos, mas ainda em fase de estudos.

Segundo o pesquisador que coordenou esse trabalho, Renato Leitão, da Embrapa Agroindústria Tropical (CE), o novo sistema produz biogás o suficiente para gerar energia elétrica e suprir em 100% a demanda da Ceasa-CE em horários de ponta e mais 20% da energia fora desses períodos. “Caso não seja utilizado na própria Ceasa, esse biogás pode ser comercializado na forma de biometano após tratamento adequado”, complementa.

Entre as vantagens desse tipo de aproveitamento está a redução do impacto ambiental e também a diminuição de custos de transporte e tratamento do material. Isso porque atualmente existe um contrato para encaminhamento desses resíduos para o aterro sanitário.

Renato Leitão explica que o sistema representa uma solução promissora para transformar grandes volumes de resíduos orgânicos em energia renovável, reduzindo custos de descarte e emissões de gases do efeito estufa. O próximo passo do estudo é ampliar a escala de produção, mas para isso é necessária a construção de uma unidade-piloto maior, para calibrar os equipamentos.

“O impacto pode ser enorme: energia limpa, menos resíduos, mais empregos e economia circular na prática.”, acrescenta o professor André dos Santos, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da UFC.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.



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Panetone brasileiro faz sucesso fora do país e fatura mais de R$ 120 milhões



Em 2024, o Brasil exportou 5,2 mil toneladas de panetones, gerando receita de US$ 21,2 milhões (cerca de R$ 121,9 milhões).

A tradicional receita de fim de ano se mantém como destaque nas exportações do setor de panificação, especialmente entre os membros da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias, Pães e Bolos Industrializados (Abimapi).

O diretor internacional da entidade, Rodrigo Iglesias, destaca que o panetone é o quarto produto mais relevante da pauta exportadora da cesta Abimapi, logo atrás dos biscoitos.

“A importância do panetone é ainda mais evidente quando se observa que as exportações das empresas associadas representam 95% de todos os panetones brasileiros exportados para o mundo”, conta.

Além do volume, o panetone se destaca pelo valor de mercado considerando os investimentos na composição dos produtos, além das embalagens presenteáveis.

“Em 2024, o preço médio FOB do panetone exportado foi de USD 4 por kg (cerca de R$ 21,70 por kg), o produto com maior valor agregado do setor considerando os preços de embarque USD/kg”, destaca Iglesias.

O panetone tradicional de frutas é a porta de entrada para o desenvolvimento da categoria, mas são os recheados e com gotas de chocolate que estão diferenciando as marcas brasileiras no exterior.

A sazonalidade também é uma característica marcante das exportações de panetone, com os embarques iniciando em julho, mas se concentrando em agosto e setembro, terminando em janeiro com o fim da campanha nos pontos de venda pelo mundo.

Maior mercado internacional

O mercado dos EUA é o maior comprador dos panetones brasileiros. Em 2024, foram 3,2 mil toneladas com faturamento de US$ 12,1 milhões (ou cerca de R$ 70 milhões).

“Até agosto deste ano, as exportações de panetone para os Estados Unidos cresceram 130%, embarcamos 1,8 mil toneladas, com faturamento de 6,7 milhões de dólares. Esperamos concluir 2025 mantendo o volume de embarques ao país”, afirma Iglesias.

Novos mercados para o panetone

De acordo com Iglesias, as empresas exportadoras já possuem experiência nas negociações internacionais, iniciando os anos fechando os principais contratos para as vendas de panetones no 2º semestre. Assim, o início dos embarques em julho deste ano sinalizam incremento das exportações que vão além do mercado norte-americano.

Japão, México, Venezuela, Peru, Canadá, República Dominicana e Chile cresceram mais de cinco vezes até o momento. “Isso mostra maior planejamento estratégico das empresas para desenvolver o portfólio sazonal de panetones no mercado externo”, conclui.



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Mercado do boi gordo segue estável



Compradores alongam escalas e reduzem ofertas



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De acordo com a análise divulgada na sexta-feira (12) pelo informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, as cotações do boi gordo, da novilha e do “boi China” registraram quedas ao longo da segunda semana de setembro. Segundo a publicação, “a oferta de bovinos confortável atendeu à demanda com tranquilidade, permitindo que parte dos compradores alongasse suas escalas”. O cenário desacelerou as negociações e, conforme o informativo, “na sexta-feira, parte da indústria frigorífica optou por se manter fora das compras, aguardando um melhor posicionamento do mercado em relação aos preços e ao desenrolar das vendas de carne”. Entre os compradores ativos, “as negociações ocorreram com cautela: alguns reduziram suas ofertas, contudo, a ponta vendedora se manteve firme”.

Dessa forma, o informativo aponta que “as cotações de todas as categorias permaneceram estáveis na comparação dia a dia”. As escalas de abate ficaram, em média, em dez dias.

Na Bahia, “embora não houvesse excedentes, a oferta conseguiu suprir a demanda, permitindo um alongamento das escalas”. Com isso, “na região Oeste, a cotação do boi gordo recuou R$3,00/@, enquanto a das fêmeas permaneceu estável em relação ao dia anterior”. Na região Sul do estado, “as cotações permaneceram estáveis para todas as categorias”.

Em Santa Catarina, “a oferta e a demanda estiveram equilibradas, o que contribuiu para que as cotações se mantivessem as mesmas durante toda a semana, cenário que se repetiu na sexta-feira”, informa o “Tem Boi na Linha”.





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Qual assunto você quer entender melhor no agro? Veja o que os produtores escolheram


Na interatividade da semana, perguntamos aos produtores rurais: “Qual assunto você gostaria de entender melhor?” O resultado mostrou que a tecnologia é o tema que mais desperta interesse. 50% indicaram querer aprender a usar tecnologia no dia a dia. Para apoiar esse público, o Sebrae já mantém um portal exclusivo com conteúdos, cursos e ferramentas voltados para inovação no campo, reforçando o quanto o tema é prioritário para o agronegócio.

O que os produtores querem aprender

Além da tecnologia, outros temas também chamaram atenção. De acordo com o levantamento, 28% dos produtores demonstraram interesse em reduzir custos na produção, buscando maior eficiência e rentabilidade. Já 21% afirmaram querer aprender como vender mais pela internet, o que evidencia que o comércio digital continua sendo uma oportunidade importante para o agronegócio.

Por que a tecnologia é prioridade no campo

A adoção de ferramentas tecnológicas já deixou de ser tendência para se tornar uma realidade no agronegócio brasileiro. Hoje, softwares de gestão, aplicativos de monitoramento, sensores, drones e máquinas inteligentes ajudam a otimizar processos e ampliar resultados.

Além disso, o uso de tecnologia no dia a dia traz vantagens concretas, como:

  • Aumento da produtividade;
  • Redução de desperdícios;
  • Melhoria na tomada de decisões;
  • Maior competitividade no mercado.

Outro ponto importante é que, ao investir em inovação, o produtor rural também contribui para um setor mais sustentável e preparado para os desafios do futuro.

Sebrae apoia a inovação no campo

O Sebrae é referência quando o assunto é inovação no agronegócio. O portal dedicado à tecnologia rural oferece materiais educativos, consultorias e exemplos práticos para agricultores e pecuaristas aplicarem soluções digitais no dia a dia. Com esse apoio, os produtores têm acesso a ferramentas que podem transformar seus negócios e gerar mais competitividade.



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Trigo volta a romper piso dos US$5 em Chicago



Colheita do trigo de primavera avança nos EUA



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Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 5 a 11 de setembro e publicada nesta quinta-feira (11), o primeiro mês cotado para o trigo em Chicago voltou a romper o piso dos US$ 5,00/bushel no dia 10/09, após quase um mês, ao fechar em US$ 4,95. No dia seguinte, 11/09, véspera do relatório de oferta e demanda do USDA, o bushel do cereal subiu levemente e fechou em US$ 5,03, contra US$ 5,02 registrado uma semana antes.

Nos Estados Unidos, a colheita do trigo de primavera atingia 85% da área semeada até 07/09, frente à média histórica de 84%. Já o plantio da nova safra de trigo de inverno alcançava 5% da área esperada, contra 6% na média histórica.

Os embarques de trigo estadunidense, na semana encerrada em 4 de setembro, somaram 424.993 toneladas, dentro do esperado pelo mercado. Com isso, o total embarcado no atual ano comercial, iniciado em 1º de junho, chega a 7,1 milhões de toneladas, ficando 10% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.





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