terça-feira, abril 28, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

PIB catarinense avança com alta em suínos e frango


O Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina avançou 5,4% nos 12 meses encerrados em junho, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo estimativas da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan). No acumulado de janeiro a junho de 2025, a economia catarinense registrou expansão de 6,1%.

Um dos motores desse crescimento é a pecuária, que mantém desempenho positivo com aumento na produção de carne de frango e carne suína, marcando o sétimo ano consecutivo de evolução. Na suinocultura, Santa Catarina se mantém como líder nacional, respondendo por 29,1% dos abates e por 29,5% do peso total das carcaças produzidas. Na avicultura, o estado também registra avanço consistente, consolidando-se como o segundo maior produtor do país, com participação de 13,4% da produção nacional.

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, destaca que Santa Catarina reafirma sua posição de protagonismo no agronegócio brasileiro. “Esses resultados são fruto das políticas públicas e do esforço conjunto de produtores, cooperativas, agroindústrias e da forte estrutura sanitária do estado. Seguiremos trabalhando para fortalecer ainda mais esse setor estratégico, que tem impulsionado o crescimento econômico catarinense, gerado empregos e levado a excelência da nossa produção para o mundo”, afirma Chiodini. 

O Brasil, quarto maior produtor mundial de carne suína, registrou em 2024 crescimento de 1,1% na produção, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse cenário, Santa Catarina reafirmou sua liderança no setor, respondeu por 29% dos abates e 29,3% do peso total das carcaças produzidas no país.

Dados da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina (2024) mostram que a produção estadual alcançou 1,57 milhão de toneladas de carcaça no ano passado. Apesar da leve retração de 0,2% frente a 2023, Santa Catarina manteve a liderança nacional no setor. Segundo a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), foram produzidos 17,97 milhões de suínos em 2024, alta de 0,1% em relação ao ano anterior. Esse resultado dá sequência a uma trajetória de crescimento que se mantém de forma ininterrupta desde 2013 e representa o maior montante de abates da história do estado.

Além da relevância no mercado interno, o estado segue como protagonista nas exportações. Em 2024, Santa Catarina embarcou 719,4 mil toneladas de carne suína, crescimento de 9,3% em volume em relação a 2023. As receitas chegaram a US$1,70 bilhão, avanço de 7,9% sobre o ano anterior, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desempenho foi marcado por uma mudança no perfil dos destinos. As Filipinas assumiram a liderança das compras, ultrapassando a China após seis anos de hegemonia. O mercado filipino cresceu 48,2% em volume e 39,0% em valor, enquanto a participação chinesa perdeu força, após ter representado mais de dois terços das exportações catarinenses no auge da Peste Suína Africana.

Conforme o último Boletim Agropecuário, publicado pela Epagri/Cepa, os números de 2025 reforçam a trajetória positiva. De janeiro a julho, Santa Catarina exportou 433,5 mil toneladas de carne suína, com receitas de US$ 1,07 bilhão, altas de 7,3% e 16,2% frente ao mesmo período de 2024. O estado respondeu por 51,5% do volume e 52,1% do valor das exportações brasileiras no período. Esses valores representam o melhor resultado da série histórica para os sete primeiros meses do ano.

Segundo o analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, a produção catarinense de suínos cresceu 1,2% entre julho de 2024 e junho de 2025. Esse resultado consolida um ciclo de expansão contínua iniciado em 2013. “A suinocultura é hoje a principal atividade econômica do meio rural catarinense, respondendo por mais de 21% do valor da produção agropecuária do Estado, o que reforça sua relevância para a economia catarinense de forma geral”, ressalta.

O setor avícola brasileiro vem consolidando seu crescimento nos últimos anos, reforçando a posição do país como principal player global da proteína. Dados do IBGE mostram que, em 2024, o Brasil produziu 13,6 milhões de toneladas de carne de frango, crescimento de 2,4% frente ao ano anterior.

Dentro desse cenário, Santa Catarina se destaca. Os dados da Cidasc mostram que o estado abateu 886,7 milhões de frangos no ano passado, crescimento de 1,8% em relação ao ano anterior. No comparativo entre julho de 2024 e junho de 2025 com os 12 meses anteriores, período considerado no cálculo de PIB da Seplan, a produção catarinense cresceu 1,9%. 

No mercado externo, o estado manteve-se como segundo maior exportador do país, responsável por 22,6% das receitas nacionais no ano passado. As exportações cresceram 5,7% em volume e 0,2% em valor, em relação a 2023, garantindo recorde histórico em receitas e o terceiro maior volume já registrado. O principal destino foi o Japão, com 12,4% de participação.

Em 2025, Santa Catarina manteve o bom desempenho nas exportações de carne de frango. Até julho, o estado embarcou 668,2 mil toneladas, que renderam US$ 1,37 bilhão, altas de 0,3% em volume e 7,3% em valor na comparação com o mesmo período de 2024, segundo a Epagri/Cepa.

Conforme o analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, os resultados mais recentes reforçam a gradual retomada das exportações, após um período de restrições implementadas em decorrência da detecção de um foco de influenza aviária (H5N1) no Rio Grande do Sul, em maio. “A manutenção de resultados positivos evidencia o desempenho sólido das exportações catarinenses no primeiro quadrimestre do ano e a gradual recuperação dos embarques”, afirma Alexandre.

 





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Congresso de Marketing do Agro ABMRA destaca pessoas, processos e tecnologia no setor



Em sua 17ª edição, o Congresso de Marketing do Agro ABMRA, realizado pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro, traz o tema “Os 5 Ps do Marketing: A Evolução Aplicação no Agro”. O encontro será realizado na próxima quinta-feira (18), a partir das 7h, no Blue Tree Transatlântico, em São Paulo.

A programação será composta por cinco painéis – Pessoas, Processos, Praça, Promoção e Performance –, que reunirão 15 especialistas e debatedores de diferentes áreas. O objetivo é compartilhar experiências práticas, tendências e estratégias para empresas, marcas e agências de comunicação que atuam no agronegócio.

Pessoas: foco no capital humano

O primeiro painel terá como destaque a valorização de equipes e colaboradores. A proposta é mostrar como o engajamento interno pode se transformar em fidelidade do cliente. Entre os participantes estão Bill Moraes, CEO da FranklinCovey Brasil; Claudio Vicente, especialista no modelo Disney de excelência; e Paulo Camargo, ex-CEO do McDonald’s. A mediação será feita pelo jornalista Pedro Costa, com participação especial de Afonso Abelhão, presidente da APP Brasil.

Processos: tecnologia e inovação em destaque

O segundo bloco vai explorar como a otimização de fluxos de trabalho e o uso da inteligência artificial (IA) podem criar vantagem competitiva para empresas do agro. O painel contará com Adriano Henriques, vice-presidente do comitê de IA do IAB; e Marcondes Farias, diretor do Innovation Hub da Microsoft. A jornalista Marusa Trevisan, do Canal Rural, será a mediadora, com participação especial de Bia Ambrogi, presidente da Apro+Som.

Praça: logística e distribuição no agro

A terceira mesa de debates tratará da importância de um plano de distribuição eficiente para ampliar a presença das marcas nos pontos de venda. Participam Rafael Vieira, especialista em logística da Harven Agribusiness School, e Paulo César Tiburcio, presidente executivo da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav).

O quarto painel terá como foco o impacto de campanhas e estratégias de comunicação. A discussão será embasada em dados inéditos da 9ª Pesquisa ABMRA – Hábitos do Produtor Rural. Entre os convidados estão Bruno Busquet, presidente da Popai Brasil, e Melissa Vogel, executiva de mídia. A mediação ficará por conta de Jaqueline Silva, diretora de conteúdo e programação do Canal Rural, com participação especial de Rodrigo Neves, presidente da AnaMid.

Performance: métricas e resultados

Encerrando a programação, o quinto painel abordará indicadores de desempenho e controle de ROI. Estarão presentes Diego Senise, CEO da Ilumeo e professor de IA na USP, e Juliano Machado, vice-presidente da Ram. A mediação será conduzida pela jornalista Angela Ruiz.

Inscrições abertas

O Congresso ABMRA é reconhecido como um dos principais encontros de marketing do agronegócio no Brasil, com mais de quatro décadas de experiência na promoção de debates e atualização profissional. As inscrições já estão disponíveis no site oficial do evento.

17º Congresso de Marketing do Agro ABMRA



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Porto de Paranaguá lidera exportações de soja no Brasil



Segundo informações do governo do estado do Paraná, o Porto de Paranaguá liderou as exportações de soja no Brasil no mês de agosto, com um volume de 2 milhões de toneladas. O número alcançou a cifra de US$ 845,9 milhões FOB, valor correspondente ao preço do produto no ponto de embarque. Com isso, a marca representa 21,7% de todo o volume exportado pelo país no mesmo período.

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Embarques de soja: janeiro a agosto

De janeiro a agosto de 2025, foram embarcadas no Porto de Paranaguá 11,3 milhões de toneladas de soja, que correspondem a US$ 4,5 bilhões FOB. Esse valor supera em US$ 1,2 bilhão o total exportado pelos produtores paranaenses, de acordo com os dados divulgados na última semana pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

A diferença se deve ao fato de que o Porto de Paranaguá também realiza a operação do produto proveniente de outros estados. “É uma clara demonstração de que estamos prontos para atender toda a nossa hinterlândia, que corresponde ao Paraná e partes de Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás”, ressalta o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O principal destino da soja exportada no período foi a China, que representou mais de 90% da demanda. Em seguida aparecem a Tailândia (2,2%) e o Iraque (1,6%).

Apesar de um terço do mês ter sido marcado por chuvas, que paralisaram as operações, o Porto de Paranaguá movimentou 7 milhões de toneladas em agosto, maior quantidade registrada para o mês na média histórica.

Segundo o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira, mesmo com a ampliação dos embarques de grãos, as embarcações não ficam em filas para atracar. ”Nosso corredor de exportação não enfrenta um dia de fila além do necessário para os trâmites de liberação e do processo de atracação”, destaca.

Liderança na exportação de proteína animal

Ao longo do mês, outra commodity de destaque foi o frango congelado, com 185,5 mil toneladas movimentadas, o que corresponde a 49,6% da exportação nacional, praticamente metade de todo o volume brasileiro. A principal origem do produto exportado são os estados do Paraná e parte de Santa Catarina.

No acumulado de 2025, já foram exportadas via Paranaguá 1,7 milhão de toneladas de frango. Isso representa 44,4% de toda a exportação nacional, consolidando o porto como maior corredor de exportação de frango do mundo. Em valor FOB, foram mais de US$ 2,4 bilhões referentes ao produto enviado para o exterior.

Farelo de soja no mercado internacional

Outro produto que vem ganhando cada vez mais espaço é o farelo de soja. As exportações registradas pelo Porto de Paranaguá representam 29,1% da movimentação nacional, segundo maior volume do Brasil, com 4,5 milhões de toneladas embarcadas em 2025. Somente em agosto, foram movimentadas 508 mil toneladas.

Os principais destinos foram Países Baixos (Holanda), França, Coreia do Sul, Espanha, Indonésia e Alemanha. Neste oitavo mês do ano, a França liderou as importações de farelo.



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Agricultura lidera geração de empregos no Brasil em julho



O setor agropecuário liderou a criação de empregos no Brasil no trimestre encerrado em julho de 2025. A ocupação na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura cresceu 2,7%, com 206 mil pessoas a mais trabalhando no setor. Os dados, divulgados nesta terça-feira (16), mostram o peso do agronegócio no avanço do mercado de trabalho.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse crescimento contribuiu para o avanço do mercado de trabalho, especialmente em regiões com forte presença do agronegócio. Além disso, a taxa de desocupação caiu para 5,6%, o menor nível desde 2012. O resultado representa recuo de 1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e 1,2 ponto frente ao mesmo período de 2024.

Setores com empregos alta

Outros grupamentos que registraram aumento foram transporte, informação e comunicação, indústria e administração pública e serviços sociais. Esses setores impulsionaram o crescimento da população ocupada em 1,2% no trimestre e 2,4% no ano, atingindo novos recordes históricos.

No mesmo período, em julho, o contingente de desempregados foi estimado em 6,1 milhões de pessoas, redução de 14,2% no trimestre e 16% no ano. A população ocupada chegou a 102,4 milhões, recorde histórico, com o nível de ocupação atingindo 58,8% da população em idade de trabalhar.

Subutilização e renda

Mais um dado em destaque é que a taxa de subutilização caiu para 14,1%, o menor valor da série histórica. O indicador reúne pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas e desalentadas. O número de trabalhadores subutilizados foi estimado em 16,1 milhões, queda de 1,6 milhão no trimestre e de 2,3 milhões no ano.

O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.484, crescimento de 1,3% no trimestre e 3,8% em 12 meses. Já a massa de rendimentos alcançou R$ 352,3 bilhões, outro recorde histórico.



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Japão ultrapassa EUA e se torna o maior importador de ovos do Brasil



O Japão assumiu em agosto a liderança entre os destinos das exportações brasileiras de ovos, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Cepea. O país asiático comprou 578 toneladas de ovos in natura e processados, um aumento de 29% em relação a julho.

A mudança ocorre após a redução das compras dos Estados Unidos, que perderam a posição de maior importador devido às tarifas impostas pelo governo norte-americano. Desde março, os EUA lideravam as aquisições da proteína brasileira.

No total, o Brasil embarcou 2,13 mil toneladas de ovos em agosto, queda de 60% frente a julho, mas ainda 72% acima do volume de agosto de 2024.

Apesar da retração nos últimos dois meses, o desempenho acumulado de 2025 segue expressivo. Entre janeiro e agosto, as exportações somaram 32,3 mil toneladas, alta de 192,2% na comparação anual e já 75% acima do total registrado em todo 2024.



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os desafios para a nova safra de soja em MT



A temporada de soja já começou em Mato Grosso, mas o clima indefinido e os custos de produção ainda obrigam o produtor a ter cautela. A preocupação agora é garantir a semeadura dentro da janela ideal, já que o milho de segunda safra depende do ritmo da oleaginosa.

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Em Novo Ubiratã, no médio-norte do estado, o agricultor Nathan Belusso planeja cultivar 2.500 hectares nesta safra. Por enquanto, as plantadeiras estão em operação apenas nas áreas irrigadas, que somam 100 hectares.

“A ideia é até a semana que vem finalizar 100% da área irrigada e, com isso, aguardar a chuva. Assim que tivermos um volume considerável para garantir a boa emergência das plantas, vamos iniciar o plantio no sequeiro. A irrigação é uma ferramenta que ajuda a consolidar a produção e antecipar as operações seguintes, como milho e feijão”, explica Belusso.

Sem chuva, sem soja?

Em Sorriso, a estratégia também começou sob pivôs, abrindo espaço para cerca de 480 mil hectares do cereal no próximo ciclo. Mas, segundo Diogo Damiani, presidente do Sindicato Rural do município, as chuvas ainda não chegaram. “Ainda não tivemos plantio, nem no irrigado e muito menos no sequeiro. Estamos aguardando as previsões para a segunda quinzena de setembro”, afirma.

Ele lembra ainda que os custos elevados e as margens apertadas exigem que o produtor faça girar as três safras ao longo do ano. “Se a soja vier mais cedo, abre-se uma janela positiva para o milho e isso garante o giro de negócios”, complementa.

Nas vendas futuras, o avanço ainda é tímido. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), apenas 15,51% da safra de milho 25/26 foi comercializada até agora. O percentual supera o do ano passado, mas continua abaixo da média dos últimos cinco anos.

Os desafios no estado

O presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, alerta para o equilíbrio entre cautela e necessidade de avançar com a semeadura. ”O custo de sementes e insumos é muito alto, então é preciso cuidado. Por outro lado, há o desafio do milho, que precisa ser plantado em uma janela curta. Ou seja, é fundamental que a soja seja semeada rapidamente para garantir produtividade e rentabilidade nas duas safras”, comenta.

A expectativa climática aponta para a influência do La Niña, que pode trazer melhores volumes de chuva ao Centro-Oeste, mas também irregularidades que mantêm a apreensão do setor.



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Super Quarta pode revelar rumos dos juros nos EUA e Brasil


Nesta Super Quarta, dia em que os bancos centrais dos EUA e do Brasil anunciam suas decisões de política monetária, o mercado volta seus olhos para o gráfico de pontos do Fed (dot plot), projeção que sinaliza os rumos dos juros americanos.

O que é o gráfico de pontos?

Publicado a cada trimestre, o dot plot mostra as expectativas individuais dos dirigentes do Federal Reserve para o nível dos juros nos próximos anos.

  • Pontos elevados: indicam manutenção de juros altos.
  • Pontos em queda: sugerem cortes.

Embora não seja uma promessa, o gráfico é referência para investidores globais.

Segundo o Barclays, o gráfico deve indicar três cortes de juros até o fim de 2025. Isso mostraria início de flexibilização após um ciclo prolongado de aperto monetário.
Mas há incertezas: a inflação segue resistente e o ex-presidente Donald Trump pressiona abertamente por cortes mais rápidos, gerando questionamentos sobre a independência do Fed.

Enquanto isso, o Banco Central brasileiro deve optar por manter a Selic em 15%, nível já considerado extremamente elevado. A decisão reflete tanto a necessidade de conter riscos fiscais quanto a preocupação com a credibilidade da política monetária.

Essa diferença de trajeto entre EUA e Brasil pode atrair mais capital estrangeiro para o país e fortalecer o real. Nesse cenário, o dólar poderia recuar para a faixa de R$ 4,80 a R$ 5,00.
Impacto no agronegócio

  • Efeito negativo: exportadores de soja, milho, café e carnes receberam menos em reais, reduzindo margens já pressionadas por supersafra e crédito caro.
  • Efeito positivo: insumos importados (fertilizantes, defensivos, maquinário) ficariam mais baratos, aliviando custos.

O saldo tende a ser adverso: “dólar fraco, agro frágil” resume o risco de perda de competitividade do campo brasileiro.

A Super Quarta mostra dois movimentos distintos: nos EUA, expectativa de cortes graduais; no Brasil, juros firmes em 15%. Para o agro, a equação é clara: dólar mais baixo reduz receita e exige planejamento financeiro mais sofisticado para enfrentar um ciclo desafiador.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Preços da mandioca sobem com oferta limitada



Oferta menor e clima seco elevam preços da mandioca em setembro


Foto: Canva

A última semana foi marcada por oferta restrita de mandioca em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores, esse cenário continua atrelado ao baixo interesse pela comercialização de raízes de 1º ciclo – devido à menor rentabilidade – e também ao clima seco, que chegou a interromper os trabalhos no campo em diversas áreas. 

Como resultado, os preços seguiram em alta, registrando a maior elevação semanal desde outubro de 2021, conforme levantamentos do Centro de Pesquisas. Entre 8 e 12 de setembro, a média nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 487,54 (R$ 0,8479/grama de amido) – o maior valor em oito semanas –, avanço de 4,3% em relação ao intervalo anterior. 

Segundo dados do Cepea, o esmagamento de mandioca nas fecularias foi estimado em 43,7 mil toneladas para a semana passada, queda de 8% frente à anterior. No acumulado da primeira quinzena, o volume está 20% inferior ao observado em igual período de agosto. A ociosidade industrial aumentou, com média em 60,8% da capacidade instalada.





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Manga palmer valoriza enquanto cotações da tommy caem



Após semanas em alta, as cotações da manga tommy caíram, pressionadas pelo aumento no volume disponível, sobretudo no Vale do São Francisco (PE/BA). 

Levantamentos do Hortifrúti/Cepea mostram que, na última semana, a variedade foi comercializada à média de R$ 2,55/kg no Vale, recuo de 19% frente ao período anterior. Por outro lado, a palmer se valorizou 31% na mesma região, negociada a R$ 2,91/kg. 

Segundo pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, o impulso para a variedade vem da menor oferta da fruta no mercado, reforçada pelos embarques crescentes à Europa. 

Na Ceagesp, a cotação da palmer subiu 12% no comparativo semanal, para R$ 5,22/kg, enquanto a tommy seguiu a R$ 5,84/kg.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Preços do trigo recuam com a colheita ganhando ritmo no Paraná



Os preços do trigo caíram nos últimos dias refletindo o avanço da colheita da nova safra, sobretudo no Paraná, combinado à desvalorização do dólar frente ao Real. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, vendedores passam a ficar mais ativos no mercado spot. Já os compradores estão retraídos, indicando estar abastecidos com cereal importado em meses anteriores.

No relatório de setembro/25, a Conab reduziu a estimativa de produção brasileira, diante da menor área cultivada. A safra foi projetada em 7,536 milhões de toneladas, 3,5% abaixo da apontada em agosto e 4,5% inferior à de 2024, o menor volume desde 2020.

A área deve somar 2,449 milhões de hectares, queda de 3,8% sobre o relatório anterior e de 19,9% em relação a 2024. Segundo pesquisadores do Cepea, o ligeiro aumento de 0,3% na produtividade (3,077 t/ha) não compensa a retração da área.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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