Pecuaristas, o cenário global da carne brasileira está em um momento de mudança. O aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, em especial a carne bovina, exige um debate aprofundado sobre os rumos do setor. Confira a entrevista.
Nesta entrevista no programa Giro do Boi, o economista João Otávio Figueiredo, líder de pesquisa da DATAGRO Pecuária, apresentou o 5º Fórum da Pecuária Brasil, um evento essencial para discutir o novo cenário global da carne.


O 5º Fórum da Pecuária Brasil, promovido pela DATAGRO, se consolida como um evento crucial para o setor.
O encontro, que será realizado no dia 17 de setembro, no World Trade Center (WTC), em São Paulo, tem como objetivo reunir as principais lideranças, técnicos e especialistas da pecuária brasileira para debater questões atuais e estratégicas.
A programação do evento é completa e abordará:
O evento contará com a presença de grandes nomes do setor, como Plinio Nastari (presidente da DATAGRO), Roberto Perosa (presidente da ABIEC), Mauricio Velloso (presidente da Assocon) e Sérgio Bortolozzo (presidente da SRB), além de executivos de grandes frigoríficos.
Um dos destaques do fórum será a apresentação dos resultados da segunda edição do Indicador do Boi na Estrada, um projeto da DATAGRO que percorreu propriedades em nove estados e traz um retrato direto da realidade do setor, com dados concretos.
O indicador, que é o índice oficial da B3, monitora mais de 75% do abate nacional, reunindo dados de milhares de produtores e mais de 120 frigoríficos. Ele é uma ferramenta crucial para a tomada de decisões no mercado.
O Fórum da Pecuária Brasil é um espaço para a união de todos os elos da cadeia, que busca oferecer informação de qualidade e um ambiente de diálogo estratégico para que o setor avance de forma sustentável e competitiva, mesmo diante de um cenário global desafiador.

Com o fim do vazio sanitário nesta segunda-feira (15), os produtores de Mato Grosso do Sul estão liberados para iniciar o plantio da safra de soja 2025/26 a partir de hoje. A expectativa é de uma temporada de crescimento, tanto na área cultivada quanto na produção, em comparação ao ciclo anterior.
Segundo a Aprosoja-MS, a área plantada deve chegar a quase 4,8 milhões de hectares, um aumento de 5,9% em relação à safra passada. A produção também deve avançar, alcançando cerca de 15,2 milhões de toneladas, 8,1% a mais que no último ciclo. A produtividade média projetada é de 52,8 sacas por hectare.
Para o presidente da entidade, Jorge Michelc, o início do plantio é um momento de confiança para o setor, mas que precisa ser acompanhado de cautela diante dos desafios climáticos e econômicos.
“Mato Grosso do Sul vive uma expansão consistente da soja, fruto da dedicação dos produtores e do uso de novas tecnologias de manejo. Mas sabemos que o clima será decisivo para transformar esse potencial em realidade. Planejamento e práticas modernas serão fundamentais para garantir os resultados esperados e fortalecer ainda mais a posição do nosso estado no cenário nacional”, destacou.
Apesar do otimismo, o desempenho da safra ainda depende das chuvas, que costumam ser irregulares e já causaram perdas importantes em anos anteriores. A estimativa de produtividade foi feita de forma moderada justamente para considerar essa incerteza.
Com mais área plantada, expectativa de aumento na produção e um mercado externo aquecido, Mato Grosso do Sul entra na safra 2025/26 em posição de destaque. “O cenário é positivo, mas exige equilíbrio entre otimismo e prudência. A capacidade de unir tecnologia, planejamento e gestão de risco será essencial para transformar projeções em resultados”, conclui Jorge.
Com o reforço de que o estado se destaca na produção de soja, o município de Sidrolândia (MS) receberá a Abertura Nacional do Plantio da Soja. O evento acontece no dia 3 de outubro, às 9h (horário de Brasília), direto da Fazenda Recanto, e marca o início da safra de soja 2025/26. O processo de inscrição é bem simples: basta acessar o link, preencher os dados e garantir sua vaga.
A primeira quinzena de setembro já trouxe termômetros acima dos 41°C nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Tocantins. Contudo, nos próximos dias, as temperaturas vão aumentar em áreas ainda mais abrangentes e o Brasil viverá a sexta onda de calor do ano.
De acordo com a Climatempo, o fenômeno deve começar na próxima quinta-feira (18) e se estenderá até a próxima segunda (22), ou seja, no início da primera, que começa, oficialmente, às 15h19, pelo horário de Brasília.
No mapa de referência abaixo, a área vermelha representa as regiões do país que estarão em onda de calor, onde as temperaturas devem ficar pelo menos 5°C acima da média normal para setembro, ou seja, partes de Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, além da totalidade dos estados de Mato Grosso do Sul e Goiás.


Já área laranja também indica calor intenso, mas com temperaturas entre 3°C e 5°C acima da média para esta época do ano.
Temperaturas acima dos 40°C voltam ser registradas em vários locais do Centro-Oeste, do Norte e do Nordeste do Brasil.
Segundo a Climatempo, é possível que novos recordes de calor para este ano sejam estabelecidos em capitais como Goiânia, Brasília, Campo Grande, Cuiabá e Palmas.
Oferta restrita e clima elevam preços do feijão, safra 2024/25 deve recuar

Foto: Canva
A segunda semana de setembro foi marcada por valorizações no mercado de feijão. Segundo pesquisadores do Cepea, para o tipo carioca de melhor qualidade, a oferta bastante limitada nas principais regiões produtoras manteve os preços em alta.
Além disso, a combinação de clima adverso, de colheita finalizada em importantes regiões e de estratégias de armazenamento reforçaram o movimento de avanço dos preços deste feijão. Quanto ao grão preto, o mercado apresenta sinais de recuperação, ainda que os valores permaneçam abaixo das médias históricas. Pesquisadores do Cepea indicam que o suporte aos preços vem da retomada pontual da demanda.
No campo, dados divulgados pela Conab no dia 11 apontam que a safra 2024/25 nacional de feijão deve somar 3,07 milhões de toneladas, recuo de 3,9% em relação ao ciclo anterior. Esse é o resultado da queda de 5,6% na área cultivada e do ganho parcial de 1,8% na produtividade.

O Brasil formalizou sua adesão ao Tratado de Budapeste, acordo internacional que unifica procedimentos de depósito de microrganismos para fins de patente. Na visão da Associação Brasileira de Indústrias de Bioinsumos (Abinbio), trata-se de um passo estratégico para o futuro da biotecnologia e do agronegócio nacionais.
A anuência do país ao acordo aconteceu após a publicação do Decreto Legislativo nº 174/25. Para o setor produtivo, o movimento tem sido visto como um divisor de águas, especialmente para as indústrias de bioinsumos, segmento que cresce em ritmo acelerado no país.
Assim, a expectativa é que a medida signifique não apenas a redução de custos e a desburocratização de processos, mas também o fortalecimento da soberania científica e da competitividade das empresas brasileiras.
“Estamos diante de um marco regulatório que terá impacto direto no ambiente de negócios. A adesão representa menos barreiras burocráticas, maior segurança jurídica para proteger nossas inovações e um cenário mais atrativo para investimentos no setor de bioinsumos e biotecnologia”, avalia o diretor de Relações Internacionais da Abinbio, Mauro Heringer.
Até agora, empresas e pesquisadores brasileiros eram obrigados a recorrer a instituições estrangeiras para fazer o depósito de microrganismos necessários à proteção de patentes em biotecnologia.
Segundo a Abinbio, esse processo gerava custos financeiros significativos e processos burocráticos que, muitas vezes, inviabilizavam pesquisas de ponta.
Desta forma, com a adesão ao Tratado, o Brasil passa a ter a possibilidade de credenciar instituições nacionais como Autoridades Depositárias Internacionais (IDAs). Organizações como a Embrapa Cenargen e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estão entre as candidatas naturais a sediar esse serviço estratégico.
“Muitos empreendedores do setor de bioinsumos simplesmente desistiam de levar adiante patentes internacionais pela complexidade e pelo custo de fazê-las fora do país. Com o Tratado, teremos eficiência operacional, redução de custos em moeda estrangeira e mais agilidade. Isso altera de forma decisiva o nosso ambiente de negócios”, considera Heringer.
O mercado global de bioinsumos é um dos que mais crescem no setor agrícola, com demanda crescente por soluções sustentáveis que substituam defensivos químicos ou complementem processos produtivos.
Segundo analistas de mercado, o Brasil já desponta como uma das principais fronteiras para o desenvolvimento de bioinsumos, tanto na agricultura quanto em aplicações médicas e industriais. Na safra 23/24, por exemplo, houve avanço de 15% na adoção de produtos de controle, inoculantes, bioestimulantes e solubilizadores em comparação à temporada anterior, conforme dados da Croplife Brasil.
Para a Abinbio a adesão ao Tratado de Budapeste fará com que o país crie as condições para acelerar ainda mais esse crescimento e se posicionar de forma mais competitiva no mercado internacional.
“Os bioinsumos têm um papel central na transição para uma agricultura mais sustentável e competitiva. A adesão fortalece o setor em todas as etapas – da pesquisa e inovação até a chegada do produto ao mercado. Essa medida envia uma mensagem clara para investidores: o Brasil é seguro para inovar”, observa Heringer.
A Abinbio ressalta que o maior ganho da adesão, além da redução de custos, é a integração internacional. Isso porque o modelo do Tratado de Budapeste garante que um único depósito seja reconhecido em todos os países signatários, eliminando duplicidades que antes drenavam tempo e recursos.
“Estamos falando de algo que vai muito além do nosso setor. É um avanço que impacta desde startups até grandes multinacionais instaladas no Brasil. A adesão cria um ecossistema inovador mais robusto, capaz de acelerar a chegada de novos bioinsumos ao campo e de novas tecnologias à indústria”, destaca o diretor.
Na visão da Associação, a medida pode atrair um ciclo crescente de investimentos e parcerias estratégicas, com multinacionais podendo encontrar no Brasil um ambiente mais competitivo e, enquanto isso, as empresas nacionais podem ter mais condições de transformar conhecimento científico em produtos de alto valor agregado.
“O Brasil agora mostra ao mundo que está preparado para competir em um dos setores mais estratégicos do futuro: a biotecnologia. Isso terá reflexos diretos na geração de empregos qualificados, na balança comercial e na autonomia tecnológica nacional”, conclui Heringer.

Atenção, sojicultor: a menos de vinte dias para a Abertura Nacional do Plantio da Soja, as inscrições seguem abertas para quem deseja acompanhar o evento de forma presencial. O encontro marca o início da safra de soja 2025/26 e o processo de inscrição é bem simples: basta acessar o link, preencher os dados e garantir sua vaga. Vale dizer que toda a celebração será transmitida, também, pelo canal do Canal Rural no Youtube.
A cerimônia será realizada no dia 3 de outubro, a partir das 9h (horário de Brasília), na Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS), e também celebra o início da 14ª temporada do projeto Soja Brasil.
Organizado pelo Canal Rural, em parceria com a Aprosoja Brasil, o evento reunirá autoridades, produtores rurais e especialistas para debater temas como o mercado mundial da soja, condições climáticas e cenário geopolítico.
Além das discussões, os participantes poderão acompanhar máquinas agrícolas em operação no campo e participar de um almoço de confraternização.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, classificou como “estratégico e decisivo” o acordo de livre comércio entre Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), assinado nesta terça-feira (16/9). O acordo fortalece a inserção dos países do bloco sul-americano no continente europeu e apresenta novas oportunidades comerciais para os exportadores brasileiros.
“É um passo estratégico e decisivo para a política comercial do Brasil e para o Mercosul. O acordo mostra ao mundo que o Brasil está pronto para competir e cooperar em alto nível”, afirmou Alckmin.
Com população de 15 milhões de habitantes e Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 1,4 trilhão, os quatro países da EFTA (Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia) estão entre os maiores PIB per capita do mundo.
Para o Brasil, o acordo amplia a rede de parceiros comerciais em um cenário internacional de crescente protecionismo.
Alckmin disse ainda que a parceria é importante também em aspectos que vão além do comercial, ao reforçar valores como democracia, direitos humanos e sustentabilidade. “Abrir mercados não é apenas sobre comércio exterior. É sobre aumentar a renda da população, fortalecer a indústria e tornar o Brasil mais competitivo no cenário global. É comércio com propósito”, disse.
O vice-presidente que o governo tem trabalhado para a finalização do Acordo Mercosul–União Europeia e do Acordo Mercosul–Singapura, bem como para concluir negociações com os Emirados Árabes Unidos, retomar conversas com o Canadá e expandir acordos já existentes com o México e a Índia.
Segundo dados de 2024, a conclusão das negociações com EFTA, União Europeia e Singapura aumenta em 152% a corrente de comércio brasileira sob regimes preferenciais, saltando de US$ 73,1 bilhões para US$ 184,5 bilhões.
Acordo
Pelos termos do acordo, a EFTA eliminará 100% das tarifas de importação sobre produtos industriais e pesqueiros. Quase 99% das exportações brasileiras destinadas ao bloco terão livre acesso.
Já o Brasil colocará 97% do comércio bilateral em liberalização imediata, mantendo margens de proteção em setores sensíveis.
O país também garantiu a exclusão de compras relacionadas ao SUS e manteve flexibilidade para utilizar encomendas tecnológicas e políticas de compras governamentais em favor da indústria nacional.
Há tópicos também sobre barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias e facilitação de comércio, que promovem transparência e previsibilidade ao comércio entre os blocos
“O acordo ampliará as oportunidades para setores diversos da economia brasileira, do agro à indústria de transformação, reforçando nosso compromisso por um comércio internacional baseado em regras e a busca do governo brasileiro por um país mais integrado, competitivo e preparado para os desafios do futuro”, comenta a Secretária de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, Tatiana Prazeres.
Estudos estimam que, até 2044, o tratado poderá adicionar R$ 2,69 bilhões ao PIB brasileiro, atrair R$ 660 milhões em novos investimentos e elevar em R$ 3,34 bilhões as exportações. Os ganhos serão impulsionados pela eliminação integral de tarifas industriais já no primeiro dia de vigência e por medidas que reduzem barreiras técnicas e sanitárias.
O capítulo sobre serviços e investimentos também é visto como fundamental, já que a Suíça figura como o 11º maior investidor estrangeiro direto no Brasil, com estoque de US$ 30,5 bilhões, enquanto a Noruega se destaca como principal doadora do Fundo Amazônia, com aportes de R$ 3,4 bilhões.
Entre os principais beneficiados estão os setores de maior valor agregado. Produtos agroindustriais como carnes bovina, de aves e suína, milho, farelo de soja, frutas (banana, melão e uva), café torrado, sucos de laranja e maçã, mel, etanol e fumo não manufaturado terão acesso preferencial.
Na indústria, áreas como madeira, celulose, pedras ornamentais e semimanufaturados de ferro e aço também devem ganhar espaço.
De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), os setores com maior potencial são alimentos, químicos, máquinas e equipamentos, metalurgia e produtos de metal. Cada segmento, porém, deverá ajustar sua estratégia considerando demanda, preços e logística
Pecuaristas, o wagyu é uma raça conhecida mundialmente por sua carne macia e com alto marmoreio, mas o longo período de terminação sempre foi um desafio para a rentabilidade. No entanto, um estudo inédito da USP, conduzido pelo Laboratório de Ciência da Carne, traz uma notícia revolucionária para o setor, com novas perspectivas para a pecuária de corte. Veja o vídeo abaixo e saiba mais.
A pesquisa revelou que é possível manter a qualidade de carcaça, maciez e perfil saudável da carne, mesmo com uma redução de 15 meses na idade de abate dos animais. A médica-veterinária Angélica Pereira, professora da USP, e a técnica da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Wagyu, Iris Santana, detalharam o estudo no programa Giro do Boi.


O estudo, que durou dois anos e meio, acompanhou o desenvolvimento de bovinos Wagyu Kuroge na Fazenda Yakult, em Bragança Paulista, no estado de São Paulo. Os pesquisadores compararam dois grupos de machos castrados, mantidos nas mesmas condições de manejo e dieta.
Os resultados mostraram que a idade não alterou atributos relevantes de qualidade, como maciez, deposição de gordura, palatabilidade e aceitação sensorial da carne. Aos 28 meses, as progênies de Wagyu Kuroge já apresentam as características que o mercado gourmet exige.


A redução na idade de abate do Wagyu traz vantagens para todos os elos da cadeia da carne, da fazenda à mesa do consumidor:


Um segundo experimento avaliou a influência de quatro linhagens de Wagyu Kuroge (100% Tajima, Hiroshima, Alto 100% Tajima e Itozakura) sobre o desempenho e a qualidade da carne. Os animais foram mantidos nas mesmas condições de manejo e dieta por 666 dias.
O estudo conclui que todas as linhagens têm um alto valor agregado, mas as linhagens Hiroshima e 100% Tajima se destacam. As linhagens 100% Tajima e Itozakura tiveram melhores indicativos no escore de marmorização e na espessura de gordura subcutânea.
O estudo inédito da USP, que agora está na reta final, reforça o potencial do Wagyu na pecuária brasileira e traz um caminho para que os produtores possam ampliar a presença da carne mais valorizada do mundo no prato dos brasileiros, com maior eficiência e sustentabilidade.

O Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA, na sigla em inglês) assinaram nesta terça-feira (16), no Rio de Janeiro, um acordo de livre comércio que abrange oito países e envolve um mercado de quase 300 milhões de pessoas e um PIB conjunto superior a US$ 4,3 trilhões.
O entendimento prevê acesso ampliado a mercados para mais de 97% das exportaçõesentre os blocos, além de novas regras para facilitar o comércio e dar maior previsibilidade jurídica às transações. Segundo os governos signatários, a medida deve gerar benefícios para empresas de diferentes portes, incluindo pequenas e médias, e abrir novas oportunidades de negócios em setores variados.
O acordo abrange comércio de bens e serviços, investimentos, propriedade intelectual, compras governamentais, concorrência, regras de origem, defesa comercial, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias. Também prevê um capítulo específico sobre comércio e desenvolvimento sustentável.
As negociações começaram em 2017, em Buenos Aires, e somaram 14 rodadas até a conclusão. Em 2025, os blocos retomaram as tratativas com três rodadas presenciais na capital argentina e reuniões virtuais.
Assinaram o documento, pelo Mercosul, representantes da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai; e, pela EFTA, autoridades da Suíça, Islândia, Noruega e Liechtenstein. Os dois blocos declararam intenção de ratificar o acordo e colocá-lo em vigor o mais rapidamente possível.