terça-feira, abril 28, 2026

Autor: Redação

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preços caem mesmo com alta em Chicago



O mercado brasileiro de soja teve uma terça-feira (16) marcada por poucas ofertas e preços mais fracos, segundo Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado. “Chicago até subiu, mas o dólar recuou novamente, e os prêmios também cederam, o que acabou neutralizando qualquer ganho para o mercado interno”, destacou.

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Silveira acrescenta que, embora algumas ofertas pontuais tenham surgido, a indústria manteve ritmo lento e os portos registraram poucas indicações. O spread entre as ofertas de compradores e vendedores seguiu elevado.

Confira as cotações de soja no país:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 136,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 140,50 para R$ 141,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 140,00 para R$ 139,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 128,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 125,50 para R$ 125,00

Chicago

Os contratos futuros da soja subiram na sessão desta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A piora nas lavouras americanas, a queda do dólar frente a outras moedas, a menor aversão ao risco diante de corte nos juros americanos e o sentimento favorável sobre um acordo comercial entre China e EUA formaram um combo de notícias positivas para as cotações.

Lavouras de soja nos EUA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 14 de setembro, 63% estavam entre boas e excelentes condições, 26% em situação regular e 11% em condições ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 64%, 26% e 10%, respectivamente.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 6,25 centavos de dólar, ou 0,59%, a US$ 10,49 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,69 1/4 por bushel, com alta de 6,25 centavos ou 0,58%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,40 ou 0,14%, a US$ 286,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 53,20 centavos de dólar, com ganho de 0,93 centavo ou 1,77%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,43%, sendo negociado a R$ 5,2981 para venda e a R$ 5,2961 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2917 e a máxima de R$ 5,3217



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Mamão brasileiro ganha padrão internacional de qualidade



A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicou, em seu portal oficial, a brochura internacional de classificação e qualidade para o mamão.

O documento representa um avanço estratégico para a padronização da fiscalização da fruta no comércio internacional.

A iniciativa, proposta pelo Brasil, buscou harmonizar critérios de qualidade e identidade do mamão, garantindo maior previsibilidade e transparência nas transações comerciais.

Os parâmetros técnicos servirão de referência para importadores e exportadores, reduzindo barreiras não tarifárias e fortalecendo a competitividade da fruticultura nacional em mercados exigentes.

“A publicação dessa brochura representa um marco para a fruticultura nacional, pois garante que o mamão brasileiro, reconhecido pela sua qualidade, seja avaliado de acordo com padrões internacionais de excelência”, destaca o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), Hugo Caruso.

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores mundiais de mamão, com destaque para os estados do Espírito Santo, Bahia e Rio Grande do Norte.

A brochura contribuirá diretamente para facilitar o acesso a mercados, apoiar ações de fiscalização e inspeção do Mapa e ampliar a competitividade do setor.

O que são as brochuras

As brochuras da OCDE reúnem imagens e descrições que caracterizam os defeitos e as características essenciais dos produtos hortícolas. São ferramentas fundamentais para que inspetores de qualquer parte do mundo possam classificar os produtos de forma padronizada e emitir certificados.

Esses documentos também favorecem o comércio internacional, ao permitir que compradores e consumidores reconheçam produtos de maior qualidade, ampliando a confiança nas transações e garantindo melhor experiência de consumo.



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Chuvas fortes e calor extremo acionam alerta de risco em dois estados



O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás e a Defesa Civil de São Paulo emitiram alertas para a população diante de riscos climáticos, como chuvas e calor extremo, previstos nos próximos dias. 

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Em Goiás, o Centro de Informações Hidrológicas, Meteorológicas e Geológicas de Goiás (Cimehgo) indica possibilidade de chuvas intensas, rajadas de vento e descargas elétricas em mais de 60 municípios, incluindo Goiânia e Aparecida de Goiânia.

Já em São Paulo, a última semana do inverno será marcada por altas temperaturas, baixos índices de umidade relativa do ar e risco de queimadas.

O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás recomenda que a população evite áreas alagadas, não enfrente correntezas, procure abrigo seguro durante as tempestades e mantenha distância de árvores, placas e fiações elétricas. A corporação também indica reforçar telhados e estruturas vulneráveis antes da chegada da chuva.

Em São Paulo, o Gabinete de Crise do estado reunirá, de forma presencial, representantes de diferentes órgãos estaduais e parceiros da Operação SP Sem Fogo. O objetivo é otimizar a resposta às ocorrências de incêndio, reduzir o tempo de mobilização de recursos e ampliar a eficiência no enfrentamento aos eventos críticos.

Segundo o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Henguel Ricardo Pereira, a instalação do Gabinete de Crise é uma medida fundamental para enfrentar os próximos dias.

“Estamos diante de um cenário de risco que exige muita atenção, além da união de esforços e respostas rápidas. A presença integrada das instituições permite salvar vidas, proteger o meio ambiente e minimizar os prejuízos causados pela estiagem”, afirma.



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AgroNewsPolítica & Agro

Abrapa participa de encontro internacional de pesquisadores de algodão na Argentina


Com o objetivo de desenvolver uma agenda de trabalho conjunta entre os países produtores de algodão, o ICAC International Cotton Advisory Committee, através da Rede Latino-Americana de Pesquisa e Desenvolvimento do algodão (Alida) e em parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina (INTA), realizou, de 9 a 11 de setembro, o XV Encontro Regional de Pesquisadores de algodão da América Latina e Caribe. O evento ocorreu na Estação Experimental Agropecuária de Reconquista, na Argentina, e teve a participação do diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de algodão (Abrapa), Marcio Portocarrero, e de representantes do setor algodoeiro de nove países incluindo Paraguai, Peru, Colômbia, Bolívia, Equador, México e Chile.

Desde 1986, o ICAC apoia a organização da Alida e promove edições do encontro a cada dois anos. Em 2025, o tema central foi “Horizontes produtivos do algodão na América Latina e Caribe”. Foram três dias de palestras e atividades voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva da região, por meio da colaboração e do intercâmbio de conhecimentos entre os participantes.

O algodão na América Latina

O cultivo de algodão na América Latina é uma prática tradicional da região, que impulsiona a economia e conecta comunidades as suas culturas ancestrais.

O Brasil, que é líder regional de produção, nos últimos anos se tornou uma referência atual em termos de rastreabilidade, de sustentabilidade e qualidade. A Argentina e o Paraguai são outros grandes produtores do continente, que tendem a ampliar a área plantada com a pluma nos próximos anos. O Peru ganhou notoriedade durante o encontro pelo cultivo do algodão Pima, que apesar de ser produzido em pequena quantidade, tem um alto valor agregado e conquistou mercados internacionais de nicho.

Nos demais países, como o Equador e a Bolívia, a cotonicultura é desenvolvida por comunidades indígenas e pequenos agricultores, não tendo grandes produções voltadas à exportação, mas ao uso tradicional e consumo interno, portanto não tendem ao aumento expressivo da produção.

Apesar das diferenças, os países participantes enfrentam problemas em comum, como a estagnação da demanda mundial a falta de tecnologias disponíveis para a melhoria da qualidade e o controle de pragas. Fatores que também foram pautas do evento por elevarem os custos de produção e diminuírem a margem de lucro dos produtores.

Organização e valor agregado do algodão brasileiro

Na primeira apresentação, detalhou o modelo associativo da Abrapa, que reúne 11 associações estaduais responsáveis por 99% da produção nacional de algodão. “Enquanto associação, a Abrapa assume o papel de elevar os padrões da cadeia produtiva brasileira, oferecendo às filiadas programas de rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade. Esses três pilares, em conjunto, ajudaram o país a alcançar o patamar de maior exportador global de algodão”, destacou.

Na segunda fala, o diretor apresentou os avanços em rastreabilidade, qualidade da fibra e comercialização da pluma brasileira. Ele explicou que os programas da Abrapa garantem transparência sobre a origem e a qualidade do algodão, desde a fazenda até o consumidor final.

Segundo Portocarrero, “ao longo dos anos, o sistema de rastreabilidade foi ampliado com informações socioambientais, sistemas de georreferenciamento e certificações”. Ele também mencionou o movimento Sou de Algodão e o programa Cotton Brazil, ressaltando a importância de cada iniciativa na promoção da fibra brasileira. “Em 2016, nasceu o movimento Sou de Algodão, que fortaleceu o mercado interno e uniu milhares de marcas em prol da fibra natural e sustentável. Para ampliar a presença internacional, especialmente na Ásia, o programa Cotton Brazil foi fundamental para consolidar o país na liderança das exportações globais”, afirmou.

Portocarrero reforçou ainda que o grande objetivo atual da Abrapa é assegurar excelência e padronização da qualidade da pluma brasileira, de modo a fidelizar clientes e expandir mercados.

Bandeira global

Além da produção, beneficiamento e comercialização da fibra, o encontro abordou o combate ao avanço das fibras sintéticas em detrimento das naturais no setor têxtil. Houve consenso sobre a necessidade de ações conjuntas, inclusive com produtores australianos e americanos, para conscientizar sobre os impactos ambientais e à saúde dos derivados de petróleo.

Resultados do encontro

O encontro promovido pelo ICAC, INTA e Alida reuniu pesquisadores e técnicos da cadeia do algodão latino-americano para trocar experiências e gerar conhecimentos que contribuam para o crescimento sustentável da produção e da área cultivada na região, além de abrir novas oportunidades de desenvolvimento.





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5º Fórum da Pecuária: o evento que vai guiar o setor da carne brasileira


Pecuaristas, o cenário global da carne brasileira está em um momento de mudança. O aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, em especial a carne bovina, exige um debate aprofundado sobre os rumos do setor. Confira a entrevista.

Nesta entrevista no programa Giro do Boi, o economista João Otávio Figueiredo, líder de pesquisa da DATAGRO Pecuária, apresentou o 5º Fórum da Pecuária Brasil, um evento essencial para discutir o novo cenário global da carne.

Fórum Pecuária Brasil: o debate que move o setor

Foto: Reprodução/Grupo Facholi

O 5º Fórum da Pecuária Brasil, promovido pela DATAGRO, se consolida como um evento crucial para o setor.

O encontro, que será realizado no dia 17 de setembro, no World Trade Center (WTC), em São Paulo, tem como objetivo reunir as principais lideranças, técnicos e especialistas da pecuária brasileira para debater questões atuais e estratégicas.

A programação do evento é completa e abordará:

  • Perspectivas futuras do setor: Análises detalhadas sobre as tendências e inovações na pecuária.
  • Desafios da indústria: Discussão sobre o mercado interno e externo, incluindo as tarifas impostas pelos Estados Unidos e a necessidade de novas estratégias comerciais.
  • Oportunidades: Novas perspectivas para o setor e a retomada da liquidez do contrato futuro de boi gordo na B3, o que pode trazer mais segurança e previsibilidade ao pecuarista.

Líderes do setor e dados exclusivos

O evento contará com a presença de grandes nomes do setor, como Plinio Nastari (presidente da DATAGRO), Roberto Perosa (presidente da ABIEC), Mauricio Velloso (presidente da Assocon) e Sérgio Bortolozzo (presidente da SRB), além de executivos de grandes frigoríficos.

Um dos destaques do fórum será a apresentação dos resultados da segunda edição do Indicador do Boi na Estrada, um projeto da DATAGRO que percorreu propriedades em nove estados e traz um retrato direto da realidade do setor, com dados concretos.

O indicador, que é o índice oficial da B3, monitora mais de 75% do abate nacional, reunindo dados de milhares de produtores e mais de 120 frigoríficos. Ele é uma ferramenta crucial para a tomada de decisões no mercado.

O Fórum da Pecuária Brasil é um espaço para a união de todos os elos da cadeia, que busca oferecer informação de qualidade e um ambiente de diálogo estratégico para que o setor avance de forma sustentável e competitiva, mesmo diante de um cenário global desafiador.



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MS dá a largada para safra de soja 25/26 com aposta em crescimento; clima será fator decisivo



Com o fim do vazio sanitário nesta segunda-feira (15), os produtores de Mato Grosso do Sul estão liberados para iniciar o plantio da safra de soja 2025/26 a partir de hoje. A expectativa é de uma temporada de crescimento, tanto na área cultivada quanto na produção, em comparação ao ciclo anterior.

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Segundo a Aprosoja-MS, a área plantada deve chegar a quase 4,8 milhões de hectares, um aumento de 5,9% em relação à safra passada. A produção também deve avançar, alcançando cerca de 15,2 milhões de toneladas, 8,1% a mais que no último ciclo. A produtividade média projetada é de 52,8 sacas por hectare.

Para o presidente da entidade, Jorge Michelc, o início do plantio é um momento de confiança para o setor, mas que precisa ser acompanhado de cautela diante dos desafios climáticos e econômicos.

“Mato Grosso do Sul vive uma expansão consistente da soja, fruto da dedicação dos produtores e do uso de novas tecnologias de manejo. Mas sabemos que o clima será decisivo para transformar esse potencial em realidade. Planejamento e práticas modernas serão fundamentais para garantir os resultados esperados e fortalecer ainda mais a posição do nosso estado no cenário nacional”, destacou.

Clima e custos

Apesar do otimismo, o desempenho da safra ainda depende das chuvas, que costumam ser irregulares e já causaram perdas importantes em anos anteriores. A estimativa de produtividade foi feita de forma moderada justamente para considerar essa incerteza.

Perspectiva para o plantio de soja

Com mais área plantada, expectativa de aumento na produção e um mercado externo aquecido, Mato Grosso do Sul entra na safra 2025/26 em posição de destaque. “O cenário é positivo, mas exige equilíbrio entre otimismo e prudência. A capacidade de unir tecnologia, planejamento e gestão de risco será essencial para transformar projeções em resultados”, conclui Jorge.

Abertura Nacional do Plantio de soja

Com o reforço de que o estado se destaca na produção de soja, o município de Sidrolândia (MS) receberá a Abertura Nacional do Plantio da Soja. O evento acontece no dia 3 de outubro, às 9h (horário de Brasília), direto da Fazenda Recanto, e marca o início da safra de soja 2025/26. O processo de inscrição é bem simples: basta acessar o link, preencher os dados e garantir sua vaga.



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Sexta onda de calor deve atingir 10 estados: veja quando começa e as áreas impactadas


A primeira quinzena de setembro já trouxe termômetros acima dos 41°C nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Tocantins. Contudo, nos próximos dias, as temperaturas vão aumentar em áreas ainda mais abrangentes e o Brasil viverá a sexta onda de calor do ano.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

De acordo com a Climatempo, o fenômeno deve começar na próxima quinta-feira (18) e se estenderá até a próxima segunda (22), ou seja, no início da primera, que começa, oficialmente, às 15h19, pelo horário de Brasília.

No mapa de referência abaixo, a área vermelha representa as regiões do país que estarão em onda de calor, onde as temperaturas devem ficar pelo menos 5°C acima da média normal para setembro, ou seja, partes de Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, além da totalidade dos estados de Mato Grosso do Sul e Goiás.

sexta onda de calorsexta onda de calor
Foto: Divulgação Climatempo

Já área laranja também indica calor intenso, mas com temperaturas entre 3°C e 5°C acima da média para esta época do ano.

Calor acima dos 40°C

Temperaturas acima dos 40°C voltam ser registradas em vários locais do Centro-Oeste, do Norte e do Nordeste do Brasil.

Segundo a Climatempo, é possível que novos recordes de calor para este ano sejam estabelecidos em capitais como Goiânia, Brasília, Campo Grande, Cuiabá e Palmas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Oferta limitada eleva preço do feijão em setembro



Oferta restrita e clima elevam preços do feijão, safra 2024/25 deve recuar


Foto: Canva

A segunda semana de setembro foi marcada por valorizações no mercado de feijão. Segundo pesquisadores do Cepea, para o tipo carioca de melhor qualidade, a oferta bastante limitada nas principais regiões produtoras manteve os preços em alta.

Além disso, a combinação de clima adverso, de colheita finalizada em importantes regiões e de estratégias de armazenamento reforçaram o movimento de avanço dos preços deste feijão. Quanto ao grão preto, o mercado apresenta sinais de recuperação, ainda que os valores permaneçam abaixo das médias históricas. Pesquisadores do Cepea indicam que o suporte aos preços vem da retomada pontual da demanda. 

No campo, dados divulgados pela Conab no dia 11 apontam que a safra 2024/25 nacional de feijão deve somar 3,07 milhões de toneladas, recuo de 3,9% em relação ao ciclo anterior. Esse é o resultado da queda de 5,6% na área cultivada e do ganho parcial de 1,8% na produtividade. 





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Adesão brasileira ao Tratado de Budapeste reduzirá custos com bioinsumos, diz setor



O Brasil formalizou sua adesão ao Tratado de Budapeste, acordo internacional que unifica procedimentos de depósito de microrganismos para fins de patente. Na visão da Associação Brasileira de Indústrias de Bioinsumos (Abinbio), trata-se de um passo estratégico para o futuro da biotecnologia e do agronegócio nacionais.

A anuência do país ao acordo aconteceu após a publicação do Decreto Legislativo nº 174/25. Para o setor produtivo, o movimento tem sido visto como um divisor de águas, especialmente para as indústrias de bioinsumos, segmento que cresce em ritmo acelerado no país.

Assim, a expectativa é que a medida signifique não apenas a redução de custos e a desburocratização de processos, mas também o fortalecimento da soberania científica e da competitividade das empresas brasileiras.

“Estamos diante de um marco regulatório que terá impacto direto no ambiente de negócios. A adesão representa menos barreiras burocráticas, maior segurança jurídica para proteger nossas inovações e um cenário mais atrativo para investimentos no setor de bioinsumos e biotecnologia”, avalia o diretor de Relações Internacionais da Abinbio, Mauro Heringer.

Na prática, o que muda?

Até agora, empresas e pesquisadores brasileiros eram obrigados a recorrer a instituições estrangeiras para fazer o depósito de microrganismos necessários à proteção de patentes em biotecnologia.

Segundo a Abinbio, esse processo gerava custos financeiros significativos e processos burocráticos que, muitas vezes, inviabilizavam pesquisas de ponta.

Desta forma, com a adesão ao Tratado, o Brasil passa a ter a possibilidade de credenciar instituições nacionais como Autoridades Depositárias Internacionais (IDAs). Organizações como a Embrapa Cenargen e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estão entre as candidatas naturais a sediar esse serviço estratégico.

“Muitos empreendedores do setor de bioinsumos simplesmente desistiam de levar adiante patentes internacionais pela complexidade e pelo custo de fazê-las fora do país. Com o Tratado, teremos eficiência operacional, redução de custos em moeda estrangeira e mais agilidade. Isso altera de forma decisiva o nosso ambiente de negócios”, considera Heringer.

Mercado brasileiro de bioinsumos

O mercado global de bioinsumos é um dos que mais crescem no setor agrícola, com demanda crescente por soluções sustentáveis que substituam defensivos químicos ou complementem processos produtivos.

Segundo analistas de mercado, o Brasil já desponta como uma das principais fronteiras para o desenvolvimento de bioinsumos, tanto na agricultura quanto em aplicações médicas e industriais. Na safra 23/24, por exemplo, houve avanço de 15% na adoção de produtos de controle, inoculantes, bioestimulantes e solubilizadores em comparação à temporada anterior, conforme dados da Croplife Brasil.

Para a Abinbio a adesão ao Tratado de Budapeste fará com que o país crie as condições para acelerar ainda mais esse crescimento e se posicionar de forma mais competitiva no mercado internacional.

“Os bioinsumos têm um papel central na transição para uma agricultura mais sustentável e competitiva. A adesão fortalece o setor em todas as etapas – da pesquisa e inovação até a chegada do produto ao mercado. Essa medida envia uma mensagem clara para investidores: o Brasil é seguro para inovar”, observa Heringer.

A Abinbio ressalta que o maior ganho da adesão, além da redução de custos, é a integração internacional. Isso porque o modelo do Tratado de Budapeste garante que um único depósito seja reconhecido em todos os países signatários, eliminando duplicidades que antes drenavam tempo e recursos.

“Estamos falando de algo que vai muito além do nosso setor. É um avanço que impacta desde startups até grandes multinacionais instaladas no Brasil. A adesão cria um ecossistema inovador mais robusto, capaz de acelerar a chegada de novos bioinsumos ao campo e de novas tecnologias à indústria”, destaca o diretor.

Na visão da Associação, a medida pode atrair um ciclo crescente de investimentos e parcerias estratégicas, com multinacionais podendo encontrar no Brasil um ambiente mais competitivo e, enquanto isso, as empresas nacionais podem ter mais condições de transformar conhecimento científico em produtos de alto valor agregado.

“O Brasil agora mostra ao mundo que está preparado para competir em um dos setores mais estratégicos do futuro: a biotecnologia. Isso terá reflexos diretos na geração de empregos qualificados, na balança comercial e na autonomia tecnológica nacional”, conclui Heringer.



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