terça-feira, abril 28, 2026

Autor: Redação

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Após alta em julho, frete volta a ficar mais barato em agosto



O preço médio do frete por quilômetro rodado no país registrou queda em agosto, mostram os dados da última análise do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), divulgados nesta terça-feira (16).

Assim, o valor nacional passou de R$ 7,40 em julho para R$ 7,36 em agosto, recuo de 0,54%.

Conforme o levantamento, a redução reflete a contração de alguns setores da indústria, já percebida nos últimos meses e o novo reflexo da política tarifária dos Estados Unidos, que diminuíram a demanda por transporte.

A queda do dólar também ajudou a aliviar custos. Com a taxa básica de juros mantida em 15% ao ano, o cenário permaneceu estável, favorecendo a retração.

“Alguns fatores, porém, evitaram uma queda maior. O escoamento da segunda safra de milho manteve a procura por transporte, o reajuste do piso da tabela de frete em julho ainda impactou os preços e o diesel registrou leve aumento no mês”, destaca a análise.

Segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel comum subiu 0,65% em agosto e foi vendido, em média, a R$ 6,19. O diesel S-10 avançou 0,81%, alcançando R$ 6,22.

“O resultado de agosto mostra como diferentes fatores se equilibraram. A menor atividade da indústria pressionou os preços para baixo, enquanto a safra de milho, a tabela de frete e o aumento do diesel impediram uma redução mais acentuada”, contextualiza Vinicios Fernandes, diretor da Edenred Frete.

Para os próximos meses, a expectativa é de pequenas oscilações no índice, influenciadas pelo comportamento dos combustíveis, pelo câmbio e por possíveis alterações regulatórias.

O IFR é um índice do preço médio do frete e sua composição é levantada com base nos dados exclusivos das 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela Edenred Repom.



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veja os preços da arroba e do atacado



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com pressão baixista no decorrer da semana.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curtíssimo prazo.

Isso acontece em virtude da posição mais confortável das escalas de abate que, para muitas indústrias, já está definida ao longo do mês.

“A incidência de animais de parceria, contratos a termo, é um elemento importantíssimo para entender este comportamento. Como contraponto, mais uma vez precisa ser mencionada as exportações, em um desempenho bastante contundente em 2025, caminhando para um recorde histórico, em volume e principalmente em receita”, disse.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 305,50 — ontem: R$ 306,83
  • Goiás: R$ 291,43 — R$ 291,79
  • Minas Gerais: R$ 288,24 — estável
  • Mato Grosso do Sul: R$ 320,55 — R$ 320,82
  • Mato Grosso: R$ 299,26 — R$ 300,41

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com preços acomodados para a carne bovina. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir pela queda das cotações no curto prazo, considerando o arrefecimento do consumo durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.

“Além disso, apesar da recente alta, a carne de frango ainda conta com a preferência da maior parcela da população brasileira, em especial das famílias que contam com menor renda (entre um a dois salários-mínimos)”, diz.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 24,10 por quilo; o traseiro segue cotado a R$ 18,00 por quilo; e a ponta de agulha se mantém no patamar de R$ 17,10, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,43%, sendo negociado a R$ 5,2981 para venda e a R$ 5,2961 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2917 e a máxima de R$ 5,3217.



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Azeite clandestino que se diz argentino é proibido no Brasil



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em decisão publicada nesta terça-feira (16) no Diário Oficial da União, a venda, distribuição, importação e a propaganda de todos os lotes do azeite Los Nobles.

Em sites de empórios e também em marketplaces, o produto é apresentado como argentino, mas, conforme a autarquia brasileira, não possui aprovação da Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia da Argentina (Anmat).

Por conta da falta de registro, é considerado clandestino pelas autoridades brasileiras. Um galão de 5 litros do produto chega a ser encontrado por menos de R$ 120 reais, preço muito abaixo do usualmente praticado pelo mercado.

Além disso, a Anvisa informou que a empresa responsável e o CNPJ da distribuidora são desconhecidos.

Desde o início deste ano, a Agência já proibiu a venda de 20 marcas de azeite, conforme levantamento do G1. Veja os rótulos vetados:

  • Los Nobles – setembro
  • Vale dos Vinhedos – julho
  • Serrano – junho
  • Málaga – junho
  • Campo Ourique – junho
  • Santa Lucía – junho
  • Villa Glória – junho
  • Alcobaça – junho
  • Terra de Olivos – junho
  • Casa do Azeite – junho
  • Terrasa – junho
  • Castelo de Viana – junho
  • San Martín – junho
  • Grego Santorini – maio
  • La Ventosa – maio
  • Escarpas das Oliveiras – maio
  • Almazara – maio
  • Quintas D’Oliveira – maio
  • Alonso – maio
  • Doma – fevereiro
  • Azapa – fevereiro

Como comprar um azeite de qualidade?

A Anvisa alerta os consumidores que a escolha de um azeite de qualidade precisa seguir alguns passos:

  • Escolha um produto com envase recente
  • ️Desconfie de preços muito baixos
  • ️Não compre azeite a granel
  • Veja se o produto já foi proibido pela Anvisa ou pelo Ministério da Agricultura



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Caracu: a genética taurina que se adaptou ao calor do Brasil. entenda


Pecuaristas, a escolha de um touro para a pecuária extensiva em climas quentes exige uma análise aprofundada da sua genética. O Caracu, um taurino adaptado, se destaca pela sua inigualável rusticidade e resistência ao calor. Natan Eduardo, de Mirante, no estado do Maranhão, perguntou quais características genéticas e fisiológicas do gado caracu contribuem para sua adaptação em comparação com outras raças taurinas. Assista ao vídeo abaixo.

Nesta terça-feira (16), o zootecnista Alexandre Zadra, especialista em genética e cruzamento industrial de bovinos, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”. Ele explicou que a adaptação do caracu é resultado de um longo processo de seleção natural e de suas características fisiológicas, que o tornam ideal para o nosso clima.

Seleção natural: o segredo da adaptação do Caracu

Reprodutor Caracu em área de pastagem. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho
Reprodutor Caracu em área de pastagem. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho

As raças ibéricas, das quais o caracu é descendente, foram trazidas ao Brasil há 500 anos. Os animais que sobreviveram a esse longo processo de evolução, por seleção natural, foram os mais adaptados ao clima tropical. O especialista explica que a adaptação do caracu é resultado de um conjunto de características fisiológicas que facilitam a vida do animal no calor:

  • Couro mais grosso: O que ajuda a proteger o animal contra carrapatos, uma praga que causa prejuízos bilionários à pecuária.
  • Pelos mais curtos: Que facilitam a troca de calor com o ambiente, mantendo a temperatura corporal em níveis ideais.
  • Vascularização: A maior vascularização da pele contribui para a termorregulação, permitindo que o animal dissipe o calor do corpo de forma mais eficiente.

Essas características tornam o sistema termorregulatório do caracu mais eficiente em relação aos taurinos do frio. É por isso que ele se adapta bem ao calor e pode cobrir vacas a pasto em regiões como o Centro-Norte do país, sem os problemas de estresse térmico de outras raças europeias.

O Caracu e o cruzamento industrial no trópico

A rusticidade e a resistência ao calor do caracu o tornam uma excelente opção para o cruzamento industrial com o nelore. O cruzamento de um taurino adaptado com um zebuíno resulta em um animal meio-sangue, que tem o melhor das duas raças: a rusticidade e a adaptação do zebuíno e a qualidade de carcaça e a precocidade do taurino.

O caracu, juntamente com o senepol, é uma das raças mais indicadas para a pecuária extensiva no trópico. A sua capacidade de se adaptar ao calor, de ter um bom desempenho reprodutivo e de produzir um bezerro de qualidade o torna uma ferramenta valiosa para o pecuarista que busca alta lucratividade na pecuária, com um manejo simples e eficiente.



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Acordo Mercosul-EFTA abre oportunidades para carnes, café e frutas do Brasil



O acordo de livre comércio entre Mercosul e Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), assinado nesta terça-feira (16), no Rio de Janeiro, deve abrir novas oportunidades comerciais para carnes bovina, de aves e suína, milho, farelo de soja, melaço de cana, mel, café torrado, álcool etílico, fumo não manufaturado, arroz, frutas (bananas, melões, uvas), e sucos de frutas (laranja, maçã) quando entrar em vigor.

Segundo o documento do Ministério das Relações Exteriores, considerados os universos agrícola e industrial, o acesso em livre comércio de produtos brasileiros aos mercados chegará a quase 99% do valor exportado, afirma o governo brasileiro.

Pelo acordo, a EFTA (que inclui Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia) eliminará 100% das tarifas de importação dos setores industrial e pesqueiro no momento da entrada em vigor do acordo (no primeiro dia do terceiro mês seguinte à notificação da conclusão dos trâmites internos por ao menos um país da EFTA e um país do Mercosul).

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Considerados isoladamente, 100% das exportações brasileiras para a Islândia e para Liechtenstein estão na lista de livre comércio, enquanto para Noruega e Suíça os percentuais são de, respectivamente, 99,8% e 97,7%.

Para facilitar o comércio agropecuário, fica estabelecido o “prelisting” – sistema que estabelece um reconhecimento prévio do sistema de inspeção sanitária do Brasil – e procedimentos de regionalização para produtos de origem animal.

Além disso, 63 indicações geográficas brasileiras passarão a ser protegidas nos países da EFTA, fortalecendo a “marca Brasil”.

“O acordo possibilita uma tramitação mais ágil para o reconhecimento de novas indicações geográficas brasileiras e preserva os direitos dos produtores brasileiros que já utilizavam de alguma forma esses termos”, destaca o documento.

O acordo entrará em vigor e produzirá efeitos jurídicos no primeiro dia do terceiro mês seguinte à notificação da conclusão dos trâmites internos por ao menos um país da EFTA e um país do Mercosul.



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preços caem mesmo com alta em Chicago



O mercado brasileiro de soja teve uma terça-feira (16) marcada por poucas ofertas e preços mais fracos, segundo Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado. “Chicago até subiu, mas o dólar recuou novamente, e os prêmios também cederam, o que acabou neutralizando qualquer ganho para o mercado interno”, destacou.

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Silveira acrescenta que, embora algumas ofertas pontuais tenham surgido, a indústria manteve ritmo lento e os portos registraram poucas indicações. O spread entre as ofertas de compradores e vendedores seguiu elevado.

Confira as cotações de soja no país:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 136,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 140,50 para R$ 141,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 140,00 para R$ 139,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 128,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 125,50 para R$ 125,00

Chicago

Os contratos futuros da soja subiram na sessão desta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A piora nas lavouras americanas, a queda do dólar frente a outras moedas, a menor aversão ao risco diante de corte nos juros americanos e o sentimento favorável sobre um acordo comercial entre China e EUA formaram um combo de notícias positivas para as cotações.

Lavouras de soja nos EUA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 14 de setembro, 63% estavam entre boas e excelentes condições, 26% em situação regular e 11% em condições ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 64%, 26% e 10%, respectivamente.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 6,25 centavos de dólar, ou 0,59%, a US$ 10,49 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,69 1/4 por bushel, com alta de 6,25 centavos ou 0,58%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,40 ou 0,14%, a US$ 286,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 53,20 centavos de dólar, com ganho de 0,93 centavo ou 1,77%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,43%, sendo negociado a R$ 5,2981 para venda e a R$ 5,2961 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2917 e a máxima de R$ 5,3217



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Mamão brasileiro ganha padrão internacional de qualidade



A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicou, em seu portal oficial, a brochura internacional de classificação e qualidade para o mamão.

O documento representa um avanço estratégico para a padronização da fiscalização da fruta no comércio internacional.

A iniciativa, proposta pelo Brasil, buscou harmonizar critérios de qualidade e identidade do mamão, garantindo maior previsibilidade e transparência nas transações comerciais.

Os parâmetros técnicos servirão de referência para importadores e exportadores, reduzindo barreiras não tarifárias e fortalecendo a competitividade da fruticultura nacional em mercados exigentes.

“A publicação dessa brochura representa um marco para a fruticultura nacional, pois garante que o mamão brasileiro, reconhecido pela sua qualidade, seja avaliado de acordo com padrões internacionais de excelência”, destaca o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), Hugo Caruso.

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores mundiais de mamão, com destaque para os estados do Espírito Santo, Bahia e Rio Grande do Norte.

A brochura contribuirá diretamente para facilitar o acesso a mercados, apoiar ações de fiscalização e inspeção do Mapa e ampliar a competitividade do setor.

O que são as brochuras

As brochuras da OCDE reúnem imagens e descrições que caracterizam os defeitos e as características essenciais dos produtos hortícolas. São ferramentas fundamentais para que inspetores de qualquer parte do mundo possam classificar os produtos de forma padronizada e emitir certificados.

Esses documentos também favorecem o comércio internacional, ao permitir que compradores e consumidores reconheçam produtos de maior qualidade, ampliando a confiança nas transações e garantindo melhor experiência de consumo.



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Chuvas fortes e calor extremo acionam alerta de risco em dois estados



O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás e a Defesa Civil de São Paulo emitiram alertas para a população diante de riscos climáticos, como chuvas e calor extremo, previstos nos próximos dias. 

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Em Goiás, o Centro de Informações Hidrológicas, Meteorológicas e Geológicas de Goiás (Cimehgo) indica possibilidade de chuvas intensas, rajadas de vento e descargas elétricas em mais de 60 municípios, incluindo Goiânia e Aparecida de Goiânia.

Já em São Paulo, a última semana do inverno será marcada por altas temperaturas, baixos índices de umidade relativa do ar e risco de queimadas.

O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás recomenda que a população evite áreas alagadas, não enfrente correntezas, procure abrigo seguro durante as tempestades e mantenha distância de árvores, placas e fiações elétricas. A corporação também indica reforçar telhados e estruturas vulneráveis antes da chegada da chuva.

Em São Paulo, o Gabinete de Crise do estado reunirá, de forma presencial, representantes de diferentes órgãos estaduais e parceiros da Operação SP Sem Fogo. O objetivo é otimizar a resposta às ocorrências de incêndio, reduzir o tempo de mobilização de recursos e ampliar a eficiência no enfrentamento aos eventos críticos.

Segundo o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Henguel Ricardo Pereira, a instalação do Gabinete de Crise é uma medida fundamental para enfrentar os próximos dias.

“Estamos diante de um cenário de risco que exige muita atenção, além da união de esforços e respostas rápidas. A presença integrada das instituições permite salvar vidas, proteger o meio ambiente e minimizar os prejuízos causados pela estiagem”, afirma.



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AgroNewsPolítica & Agro

Abrapa participa de encontro internacional de pesquisadores de algodão na Argentina


Com o objetivo de desenvolver uma agenda de trabalho conjunta entre os países produtores de algodão, o ICAC International Cotton Advisory Committee, através da Rede Latino-Americana de Pesquisa e Desenvolvimento do algodão (Alida) e em parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina (INTA), realizou, de 9 a 11 de setembro, o XV Encontro Regional de Pesquisadores de algodão da América Latina e Caribe. O evento ocorreu na Estação Experimental Agropecuária de Reconquista, na Argentina, e teve a participação do diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de algodão (Abrapa), Marcio Portocarrero, e de representantes do setor algodoeiro de nove países incluindo Paraguai, Peru, Colômbia, Bolívia, Equador, México e Chile.

Desde 1986, o ICAC apoia a organização da Alida e promove edições do encontro a cada dois anos. Em 2025, o tema central foi “Horizontes produtivos do algodão na América Latina e Caribe”. Foram três dias de palestras e atividades voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva da região, por meio da colaboração e do intercâmbio de conhecimentos entre os participantes.

O algodão na América Latina

O cultivo de algodão na América Latina é uma prática tradicional da região, que impulsiona a economia e conecta comunidades as suas culturas ancestrais.

O Brasil, que é líder regional de produção, nos últimos anos se tornou uma referência atual em termos de rastreabilidade, de sustentabilidade e qualidade. A Argentina e o Paraguai são outros grandes produtores do continente, que tendem a ampliar a área plantada com a pluma nos próximos anos. O Peru ganhou notoriedade durante o encontro pelo cultivo do algodão Pima, que apesar de ser produzido em pequena quantidade, tem um alto valor agregado e conquistou mercados internacionais de nicho.

Nos demais países, como o Equador e a Bolívia, a cotonicultura é desenvolvida por comunidades indígenas e pequenos agricultores, não tendo grandes produções voltadas à exportação, mas ao uso tradicional e consumo interno, portanto não tendem ao aumento expressivo da produção.

Apesar das diferenças, os países participantes enfrentam problemas em comum, como a estagnação da demanda mundial a falta de tecnologias disponíveis para a melhoria da qualidade e o controle de pragas. Fatores que também foram pautas do evento por elevarem os custos de produção e diminuírem a margem de lucro dos produtores.

Organização e valor agregado do algodão brasileiro

Na primeira apresentação, detalhou o modelo associativo da Abrapa, que reúne 11 associações estaduais responsáveis por 99% da produção nacional de algodão. “Enquanto associação, a Abrapa assume o papel de elevar os padrões da cadeia produtiva brasileira, oferecendo às filiadas programas de rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade. Esses três pilares, em conjunto, ajudaram o país a alcançar o patamar de maior exportador global de algodão”, destacou.

Na segunda fala, o diretor apresentou os avanços em rastreabilidade, qualidade da fibra e comercialização da pluma brasileira. Ele explicou que os programas da Abrapa garantem transparência sobre a origem e a qualidade do algodão, desde a fazenda até o consumidor final.

Segundo Portocarrero, “ao longo dos anos, o sistema de rastreabilidade foi ampliado com informações socioambientais, sistemas de georreferenciamento e certificações”. Ele também mencionou o movimento Sou de Algodão e o programa Cotton Brazil, ressaltando a importância de cada iniciativa na promoção da fibra brasileira. “Em 2016, nasceu o movimento Sou de Algodão, que fortaleceu o mercado interno e uniu milhares de marcas em prol da fibra natural e sustentável. Para ampliar a presença internacional, especialmente na Ásia, o programa Cotton Brazil foi fundamental para consolidar o país na liderança das exportações globais”, afirmou.

Portocarrero reforçou ainda que o grande objetivo atual da Abrapa é assegurar excelência e padronização da qualidade da pluma brasileira, de modo a fidelizar clientes e expandir mercados.

Bandeira global

Além da produção, beneficiamento e comercialização da fibra, o encontro abordou o combate ao avanço das fibras sintéticas em detrimento das naturais no setor têxtil. Houve consenso sobre a necessidade de ações conjuntas, inclusive com produtores australianos e americanos, para conscientizar sobre os impactos ambientais e à saúde dos derivados de petróleo.

Resultados do encontro

O encontro promovido pelo ICAC, INTA e Alida reuniu pesquisadores e técnicos da cadeia do algodão latino-americano para trocar experiências e gerar conhecimentos que contribuam para o crescimento sustentável da produção e da área cultivada na região, além de abrir novas oportunidades de desenvolvimento.





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