terça-feira, abril 28, 2026

Autor: Redação

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A vantagem silenciosa do Brasil


Muito se fala sobre produtividade, exportações recordes e protagonismo do Brasil na produção de alimentos, mas há uma oportunidade estratégica pouco explorada que pode reposicionar o país na bioeconomia global. Segundo José Carlos de Lima Júnior, Cofundador e Professor da Harven Agribusiness School, transformar resíduos em ativos de valor é um caminho capaz de gerar ganhos ambientais, econômicos e de competitividade.

O que hoje é tratado como subproduto ou passivo ambiental — palha, vinhaça, esterco, bagaço, casca e restos de colheita — pode se converter em biofertilizantes que reduzem a dependência externa, energia renovável em forma de biogás e biometano, além de insumos para proteína animal, biomateriais e até créditos de carbono. Trata-se de um movimento silencioso, ainda fora do centro dos debates sobre soja, milho e carne, mas que carrega o potencial de ser a próxima vantagem competitiva do agronegócio brasileiro.

Entre os fatores que tornam esse cenário promissor estão a redução da vulnerabilidade com insumos importados, a diversificação das fontes de receita do produtor e a maior soberania frente às crescentes barreiras ambientais e comerciais. Esses pontos fortalecem a resiliência e ampliam o poder de negociação do Brasil em um mercado global cada vez mais fragmentado.

Com escala, conhecimento técnico e diversidade produtiva, o país reúne condições únicas para liderar essa transformação. O desafio, porém, está em decidir se o avanço será uma resposta a pressões externas ou se o Brasil assumirá, desde já, o protagonismo de monetizar o “invisível” e consolidar sua posição na bioeconomia mundial.

“O Brasil tem escala, conhecimento técnico e diversidade produtiva para liderar essa transformação. A pergunta que precisamos levar à mesa é “vamos esperar a pressão externa para avançar, ou vamos assumir o protagonismo desde já?”. Tão urgente quanto fazer essa pergunta é avançar na sua resposta”, conclui.

 





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Corte nos juros e dólar em menor nível dos últimos 4 anos são destaques do mercado


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que os mercados aguardam a Super Quarta, com expectativa de corte de 25 pontos-base pelo Fed, pressionando o dólar ao menor nível em quatro anos frente ao euro e elevando o ouro acima de US$ 3.700 a onça.

No Brasil, o câmbio se apreciou a R$ 5,25 e a taxa de desemprego caiu para 5,6%. O foco do dia está nas decisões de juros do Copom e Fed, além do discurso de Jerome Powell.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Sul lidera avanço em recuperações judiciais no 2º tri


O Sul do Brasil registrou um dos maiores avanços proporcionais no número de empresas em recuperação judicial no 2º trimestre de 2025. Segundo o Monitor RGF da Recuperação Judicial, a região contabilizou 1.127 companhias com processos ativos, crescimento de 4,5% em relação ao trimestre anterior. O destaque ficou para o Rio Grande do Sul, que passou de 427 para 460 empresas em recuperação, aumento de 7,7%.

Na outra ponta, o Centro-Oeste mostrou estabilidade, com elevação discreta de 1,0% e total de 610 empresas em RJ, mas segue com o maior índice proporcional do país: o IRJ (Índice RGF de Recuperação Judicial) atingiu 2,75. Entre os estados, Goiás lidera com 309 processos ativos, seguido por Mato Grosso (213), enquanto Mato Grosso do Sul e Distrito Federal permanecem com 44 casos cada.

No balanço geral do trimestre, o Sudeste ainda lidera em volume absoluto, com 2.346 empresas em recuperação (+1,6%), mas é no Sul (IRJ de 2,41) e no Centro-Oeste (2,75) que a situação preocupa mais, pois a proporção frente ao total de negócios ativos supera a média nacional. Já o Nordeste registrou queda de 2,3%, com destaque para as reduções na Bahia (-15%), Ceará (-5,6%) e Paraíba (-2,9%). O Norte, por sua vez, somou 161 casos, alta de 5,2%.

“Apesar de o Sudeste ainda liderar em volume absoluto, é no Sul e no Centro-Oeste que os indicadores mais preocupam. A proporção de empresas em recuperação judicial frente ao total de negócios ativos nessas regiões é significativamente mais alta que a média nacional”, analisa Rodrigo Gallegos, sócio da RGF.

 





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o que esperar nos próximos meses?


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nesta terça-feira (16) a edição do Boletim Agroclimatológico Mensal para o trimestre de setembro, outubro e novembro de 2025. O documento detalha os efeitos da interação entre a superfície dos oceanos e a atmosfera sobre o clima no Brasil e no mundo.

De acordo com o boletim, no Brasil, fenômenos como o El Niño-Oscilação Sul (ENOS), no Oceano Pacífico Equatorial, e o gradiente térmico do Oceano Atlântico Tropical, conhecido como Dipolo do Atlântico, influenciam diretamente as condições climáticas no país. “Quando as águas do Atlântico Tropical Sul estão mais quentes e as do Atlântico Tropical Norte mais frias, há favorecimento à ocorrência de chuvas em grande parte do Norte do Brasil, condição conhecida como Dipolo Negativo”, informou o Inmet. Na situação inversa, “há redução das chuvas na região, caracterizando o Dipolo Positivo.”

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Segundo os dados de agosto de 2025, a anomalia de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no Atlântico Tropical Norte foi de 0,42 °C, enquanto no Atlântico Tropical Sul ficou em 0,06 °C, configurando condição de neutralidade do Dipolo do Atlântico. O boletim destaca que “o aquecimento observado no Atlântico Norte em relação ao mês anterior contribuiu para o deslocamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) para o norte de sua posição climatológica”, o que desfavorece a formação de chuvas ao longo da costa norte do Nordeste.

Fonte: Inmet

No Oceano Pacífico Equatorial, as anomalias médias mensais de TSM na região Niño 3.4, referência para a definição do ENOS, apresentaram valores próximos de zero nos últimos meses, reforçando a persistência das condições de neutralidade. “Os valores de desvios estão entre -0,5 °C e 0,5 °C”, ressaltou o Inmet. 

Fonte: Inmet

A análise do modelo de previsão do ENOS, realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), aponta probabilidade de 57% de permanência das condições neutras durante o trimestre de setembro a novembro. Ainda assim, o boletim observa que “o rápido resfriamento registrado nas últimas semanas sinaliza um possível avanço para condições de La Niña nos próximos meses”.





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Mercado de boi gordo registra queda nas cotações



Exportação de carne bovina sobe 14,6% em setembro



Foto: Canva

De acordo com análise divulgada nesta terça-feira (16) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, houve queda nas cotações do boi gordo, da vaca e da novilha em São Paulo. Segundo o levantamento, “a oferta de bovinos aumentou e o escoamento da carne não acompanhou esse movimento”. A consultoria informou ainda que “algumas indústrias ficaram fora das compras, remanejando as escalas de abate com a boiada já adquirida”.

Esses fatores resultaram em menor preço pago pelos compradores, com redução de R$ 2,00 por arroba para boi gordo, vaca e novilha. Em contrapartida, a Scot Consultoria destacou que “a exportação de carne bovina teve bom desempenho, sustentando a cotação do ‘boi China’, que não mudou”.

No Pará, o dia iniciou com cotações estáveis para a região de Marabá, Redenção e Paragominas.

Na região Noroeste do Paraná, o mercado local registrou queda de R$ 2,00 por arroba para as fêmeas e de R$ 3,00 por arroba para os machos.

Em relação à exportação de carne bovina in natura, até a segunda semana de setembro o volume exportado somou 137,2 mil toneladas, com média diária de 13,7 mil toneladas. O informativo aponta aumento de 14,6% frente ao embarcado por dia no mesmo período de 2024. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,6 mil, alta de 24,4% na comparação ano a ano.





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safra 2025/26 de milho supera média de 5 anos



Mato Grosso encerra segunda safra com recorde



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal divulgada nesta segunda-feira (15) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a estimativa de área colhida nos Estados Unidos para a safra 2025/26 registrou aumento de 1,53% em relação ao relatório do mês anterior, totalizando 36,44 milhões de hectares, o que representa 8,63% acima da temporada 2024/25. O Imea destacou que “no que se refere à produção norte-americana, em setembro de 2025, a estimativa está 13,10% maior que a safra 2024/25 e 15,10% acima da média das últimas cinco temporadas, totalizando 427,11 milhões de toneladas”.

O crescimento da produção nos Estados Unidos é reflexo do desempenho das lavouras, que até 14 de setembro estavam com 67,00% das áreas classificadas como boas ou excelentes, 2,00 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período da safra anterior e 9,60 pontos percentuais superior à média dos últimos cinco anos.

O Imea ressaltou que “a colheita de milho no país segue em fase inicial e, até o dia 14/09, os trabalhos a campo alcançaram 7,00% das áreas, avanço de 3,00 pontos percentuais ante a semana anterior e 1,00 ponto percentual menor que no mesmo período da safra passada”.

De acordo com dados do 12º Levantamento da Safra de Grãos do ciclo 2024/25 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita do milho segunda safra em Mato Grosso atingiu um marco significativo, encerrando-se com elevada produtividade média estadual. O levantamento atribui o resultado à combinação das condições climáticas favoráveis com as práticas agrícolas avançadas, como o uso de sementes de alta qualidade, manejo eficiente de fertilizantes e contenção de pragas, fatores que “culminaram no recorde de produtividade e produção, beneficiando não apenas produtores locais como também o abastecimento nacional e global”.





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Resíduos de papel ganham nova vida na agricultura



A tecnologia também pode ser aplicada a outros materiais celulósicos


A tecnologia também pode ser aplicada a outros materiais celulósicos
A tecnologia também pode ser aplicada a outros materiais celulósicos – Foto: Nadia Borges

Uma pesquisa inovadora da Universidade Federal de Lavras (UFLA) está transformando resíduos da indústria de papel em hidrogéis à base de nanofibrilas de celulose (NFC), com aplicações práticas e sustentáveis em diversas culturas agrícolas. Segundo os pesquisadores, materiais simples como tubos de papelão podem ser convertidos em hidrogéis avançados, com alta estabilidade e eficiência graças à nanotecnologia, que aumenta a área de contato e fortalece a estrutura do gel.

A tecnologia também pode ser aplicada a outros materiais celulósicos, como cascas e serragens, ampliando as possibilidades de reaproveitamento de resíduos dessa indústria. Os testes realizados indicaram que os hidrogéis são eficazes na germinação de sementes, substituindo o ágar, e no enraizamento de mudas, em alternativa à vermiculita. Além disso, podem ser utilizados no plantio de culturas como café e eucalipto, na forma de discos ou microesferas, de acordo com a etapa de uso.

Outro benefício relevante é a capacidade de armazenamento hídrico dos hidrogéis, que chegam a absorver até 1.500% do seu peso em água. Essa característica permite a liberação gradual da água no solo, auxiliando na mitigação de efeitos de estiagens e promovendo maior resiliência das lavouras.

Além de água, os hidrogéis demonstraram potencial para retenção de nutrientes e fertilizantes, garantindo liberação controlada e reduzindo a poluição causada pelo uso indiscriminado de defensivos agrícolas. Essa inovação abre caminho para soluções mais sustentáveis, eficientes e econômicas no manejo agrícola, integrando tecnologia de ponta e economia circular.

 





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Fertilizantes foliares garantem mais produtividade e eficiência com aplicação precisa



Plantas com crescimento saudável, alta produtividade e com um desenvolvimento que promove a sustentabilidade no campo. É com tecnologia de ponta que a Yara tem disponível sua linha de fertilizantes foliares, produtos que são grandes aliados do produtor rural pela eficiência e alta precisão.

Por que o fertilizante foliar é vantajoso? Por ser aplicado diretamente na folha, o produto atende à necessidade da planta de forma mais precisa e evita a subnutrição ou uso em excesso. A adubação foliar permite que os nutrientes sejam absorvidos diretamente pelas folhas, o que acelera a resposta das plantas e maximiza a eficiência da nutrição.

Esse tipo de adubação é indicado para a complementação de nutrientes por exemplo, em estágios específicos da cultura, como em fases de semeadura, floração e enchimento dos grãos. Funcionam como um complemento eficaz a adubação no solo especialmente em estágios críticos do desenvolvimento das culturas. E isso se reflete em mais rentabilidade para o produtor e menor impacto ao meio ambiente.

“Para um bom fertilizante foliar, além da matéria prima de alta qualidade, os produtos possuem em sua formulação, adjuvantes essenciais para o bom desempenho desses produtos na lavoura. São agentes que ajudam na absorção, estabilidade, durabilidade e eficiência dos fertilizantes, potencializando a eficácia da adubação e tornando o manejo mais prático e seguro. Para isso, a Yara investe em pesquisa para entregar qualidade e performance em todos os seus adubos foliares, oferecendo um produto diferenciado”, afirma Thayna Pereira Garcia, analista técnica comercial da empresa.

Resultados

Para obter esses resultados, a empresa oferece a linha YaraVita. Com formulação inovadora, os produtos combinam nutrientes prontamente assimiláveis como o nitrato de cálcio, que melhoram a performance da planta em momentos críticos do seu desenvolvimento. Fortalecer as raízes, melhorar a estrutura celular e aumentar a resistência ao estresse ambiental de várias culturas são vantagens de produtos como YaraVita Balance, YaraVita Bortrac e YaraVita Grãos. A linha tem produtos indicados para grãos, cana-de-açúcar, café e citros.

O produtor José Ricardo Barbosa, de Pirassununga (SP), explica a decisão de adotar a linha da YaraVita no seu pomar de 105 mil pés de laranja. “O plantio de laranja é um planejamento. A qualidade precisa vir desde a muda, porque tem um investimento alto, preparo de solo, tudo que vem antes da muda e depois na condução dela. A gente buscou tecnologia para fazer a produtividade vir antes porque quanto antes começar a produzir, mais cedo ela se paga devido à pressão fitossanitária do greening. E as tecnologias que a gente tem buscado hoje nos ajudam muito”.

Cada produto atende a necessidades específicas, como é o caso do Bortrac, fertilizante foliar concentrado de boro, de fácil aplicação e alta concentração, que favorece o pegamento de flores, frutos e grãos. Ou o YaraVita Balance, que complementa a adubação sólida, melhorando a fotossíntese, a floração e a atividade enzimática em cultivos como citros, cana-de-açúcar e café.

Para lidar com os desafios no campo, a linha YaraAmplix combina nutrientes com uma fração de matriz orgânica, capaz de melhorar a tolerância e permitir a rápida recuperação das plantas ao enfrentarem estresses ambientais, como secas e picos de temperatura ou ainda de manejo, como aplicações de herbicidas. Isso é essencial para a produtividade, já que uma nutrição equilibrada ajuda a reduzir os impactos sofridos pelas plantas em um cenário de mudanças climáticas, evitando assim o abortamento de flores e frutos, por exemplo.

Esses produtos irão otimizar o metabolismo das plantas e permitir a alta eficiência do uso de nutrientes e da água. Características que promovem plantas mais preparadas para enfrentar condições de estresses bióticos e abióticos.

E os resultados na prática? O produtor de Pirassununga conta o que a linha da Yara de matriz orgânica tem proporcionado na lavoura. “O resultado é que aplicação foliar com as tecnologias que os produtos novos oferecem é uma absorção mais rápida e a planta corrige uma deficiência, ajuda no ‘pegamento’ da fruta. É tudo resposta imediata, que na aplicação na raiz demora um pouco mais. No momento certo, com o produto certo, a gente tem um resultado maravilhoso”, conta José.

Além disso, a aplicação de micronutrientes foliares como manganês e zinco em culturas como o tomate, por exemplo, pode ser ajustada para garantir que as plantas recebam esses elementos em momentos críticos de seu ciclo, evitando deficiências que comprometem o desenvolvimento e a qualidade final dos frutos. Desse modo, é possível conseguir um produto final de melhor qualidade, com maior tempo de prateleira e que atenda as demandas específicas de diversos mercados, incluindo a indústria.

Um produto final com melhores características e classificação significa alto valor agregado nas vendas, o que reflete em lucratividade para o agricultor. Em lavouras demonstrativas da Yara, a aplicação de fertilizantes foliares da linha YaraVita, por exemplo, representou um ganho médio de 96 caixas/ha no cultivo de tomate.



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Exportações de milho avançam em setembro em compasso com demanda por carnes e etanol



As exportações brasileiras de milho registraram avanço em setembro, com resultados semelhantes aos do mesmo período do ano passado.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que a demanda interna por carnes e etanol também impulsionou o crescimento das importações do cereal.

Segundo o diretor do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, nas duas primeiras semanas de setembro foram exportados mais milho do que soja: 3 milhões de toneladas de milho contra 2,7 milhões de toneladas de soja. “Esse movimento é natural, o milho está ‘tirando o atraso’ dos últimos meses, quando a soja predominou”, ressalta.

De acordo com ele, entre os períodos de janeiro a setembro dos últimos cinco anos (2021 a 2024), e parcialmente até setembro de 2025, o Brasil exportou 18,8 milhões de toneladas de milho, enquanto no mesmo período do ano passado foram 24,3 milhões de toneladas. Os resultados podem chegar próximo do número alcançado em 2024 quando setembro fechar.

O destaque, segundo Ferreira, são as importações, afinal, foram compradas mais de 1 milhão de toneladas em 2025, acima dos últimos dois anos, quando o volume registrado foi de 790 mil toneladas em 2023 e 880 mil toneladas em 2024. “Podemos chegar próximo das 1,74 milhão de toneladas de 2022”, destaca.

De acordo com o diretor, o crescimento da produção é um fator determinante. A safra atual atinge cerca de 140 milhões de toneladas nas duas temporadas, um aumento de mais de 50 milhões de toneladas em 10 anos, considerando que há uma década a produção brasileira era de 85 milhões de toneladas.

“Nesse período, a demanda também cresceu, inicialmente para a produção de carnes, que consumia boa parte do milho produzido”, explica.

Novas demandas para o milho

Segundo o Ferreira, nos últimos anos, novas demandas surgiram. A exportação se tornou um importante destino do cereal, assim como a produção de etanol de milho, que atualmente consome cerca de 30 milhões de toneladas.

“Em 2024, exportamos 55 milhões de toneladas; no ano passado, esse volume caiu para 39 milhões. A produção de etanol também cresceu com a expansão das usinas de milho”, afirma.

De acordo com Ferreira, no porto de Paranaguá, no Sul, a exportação cresceu de 500 mil para mais de 2 milhões de toneladas. O milho do Centro-Oeste é majoritariamente destinado ao etanol e ao mercado doméstico, enquanto o excedente do Sul vai para exportação.

“O mercado é livre e competitivo. A demanda interna cresce, e quem pagar mais, leva”, completa.



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Após alta em julho, frete volta a ficar mais barato em agosto



O preço médio do frete por quilômetro rodado no país registrou queda em agosto, mostram os dados da última análise do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), divulgados nesta terça-feira (16).

Assim, o valor nacional passou de R$ 7,40 em julho para R$ 7,36 em agosto, recuo de 0,54%.

Conforme o levantamento, a redução reflete a contração de alguns setores da indústria, já percebida nos últimos meses e o novo reflexo da política tarifária dos Estados Unidos, que diminuíram a demanda por transporte.

A queda do dólar também ajudou a aliviar custos. Com a taxa básica de juros mantida em 15% ao ano, o cenário permaneceu estável, favorecendo a retração.

“Alguns fatores, porém, evitaram uma queda maior. O escoamento da segunda safra de milho manteve a procura por transporte, o reajuste do piso da tabela de frete em julho ainda impactou os preços e o diesel registrou leve aumento no mês”, destaca a análise.

Segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel comum subiu 0,65% em agosto e foi vendido, em média, a R$ 6,19. O diesel S-10 avançou 0,81%, alcançando R$ 6,22.

“O resultado de agosto mostra como diferentes fatores se equilibraram. A menor atividade da indústria pressionou os preços para baixo, enquanto a safra de milho, a tabela de frete e o aumento do diesel impediram uma redução mais acentuada”, contextualiza Vinicios Fernandes, diretor da Edenred Frete.

Para os próximos meses, a expectativa é de pequenas oscilações no índice, influenciadas pelo comportamento dos combustíveis, pelo câmbio e por possíveis alterações regulatórias.

O IFR é um índice do preço médio do frete e sua composição é levantada com base nos dados exclusivos das 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela Edenred Repom.



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