segunda-feira, abril 27, 2026

Autor: Redação

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Brasil registrou recorde de aves comerciais e ovos em 2024, mostra IBGE



Os produtores brasileiros reuniam um recorde de 1,6 bilhão de aves comerciais no ano de 2024, uma alta de 1,7% em relação a 2023, o equivalente a 26,8 milhões de aves a mais.

Os dados são da pesquisa Produção da Pecuária Municipal 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A Região Sul concentrou 47,3% do efetivo nacional, 748,7 milhões de galináceos, queda de 0,8% ante o ano anterior.

O Sudeste teve expansão de 5,2% no número de aves, para 376,5 milhões, uma participação de 23,8% no total nacional.

Entre os estados, o Paraná teve alta de 2,4% no número de animais, para 456,0 milhões de animais, o equivalente a 28,8% do efetivo nacional.

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São Paulo concentrou 205,0 milhões de galináceos, aumento de 3,0% ante 2023, com uma fatia de 13,0% do efetivo nacional.

Já o Rio Grande do Sul somou 155,2 milhões de aves, queda de 2,2% ante 2023, mas ainda responsável por 9,8% do total nacional.

O município de Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo, liderou o ranking de maior efetivo de galináceos, seguido por São Bento do Una (Pernambuco), Bastos (São Paulo), Toledo (Paraná) e Uberlândia (Minas Gerais).

Galinha poedeira

A criação de galinhas, aves fêmeas destinadas à produção de ovos para consumo ou incubação, somou um recorde de 277,5 milhões de animais em 2024, alta de 6,8% ante 2023.

A Região Sudeste aumentou em 9,3% a criação de galinhas, para 99,3 milhões de aves, 35,8% do efetivo nacional. O Sul deteve 68,2 milhões de galinhas, alta de 4,8% ante 2023, com 24,6% do total nacional.

O estado de São Paulo concentrou 56,8 milhões de galinhas poedeiras, aumento de 4,6% ante o ano anterior, uma fatia de 20,5% da produção brasileira. O Paraná somava 27,9 milhões de aves, aumento de 2,7% ante 2023, uma participação de 10,1% na produção nacional. O Rio Grande do Sul tinha 22,3 milhões de galinhas, elevação de 4,8% em um ano, 8,0% de participação no efetivo nacional.

Produção de ovos

A produção nacional de ovos de galinha atingiu o recorde de 5,4 bilhões de dúzias em 2024, um crescimento de 8,6% em relação a 2023. Segundo o IBGE, a produção de ovos vem aumentando ininterruptamente desde 1999. O valor de produção totalizou R$ 31,9 bilhões em 2024, crescimento de 4,9% em relação ao ano anterior. O preço médio foi estimado em R$ 5,89 por dúzia.

O Sudeste foi responsável por 40,4% do total de ovos produzidos em 2024, e o estado de São Paulo se destacou como o maior produtor, com uma fatia de 23,6% da produção nacional.

O IBGE observou produção de ovos em 5.451 municípios brasileiros. Os cinco principais, tanto de galinhas quanto de ovos, foram: Santa Maria de Jetibá (Espírito Santo), Bastos (São Paulo), São Bento do Una (Pernambuco), Primavera do Leste (Mato Grosso) e Beberibe (Ceará).



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Carga de soja incendeia em rodovia e demanda 18 mil litros de água no combate



O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na noite desta quarta-feira (17), um incêndio em uma carreta carregada com soja na rodovia MT-130, km 174, em Primavera do Leste, a 265 km de Cuiabá. A ocorrência foi registrada por volta das 23h43.

A equipe da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) foi acionada através do número de emergência 193 para atender a ocorrência. Ao chegar ao local, os combatentes se depararam com parte da carga em chamas.

Devido à inflamabilidade do grão, os bombeiros utilizaram a técnica de combate por inundação, que consiste em cobrir o material em chamas com grande quantidade de água. O método apaga as chamas rapidamente, resfria a carga para evitar reignição do fogo e reduz a emissão de fumaça e gases tóxicos.

Para isso, foi necessário aproximadamente 18 mil litros de água. A rápida ação dos bombeiros evitou que o fogo atingisse a parte frontal da carreta. Após a contenção do incêndio, foi feito o rescaldo, que consiste na eliminação de possíveis focos remanescentes.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o motorista estava fora do veículo no momento do incidente e não sofreu nenhum tipo de ferimento.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil amplia abates no segundo trimestre



Mato Grosso lidera abates apesar de retração



Foto: Pixabay

Segundo a análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (15), “o Brasil ampliou os abates no segundo trimestre de 2025 enquanto Mato Grosso recuou, mas segue como líder nacional”.

De acordo com dados do IBGE, “no segundo trimestre de 2025, o Brasil abateu 10,46 milhões de bovinos, alta de 4,25% em relação ao segundo trimestre de 2024, com produção de 2,65 milhões de toneladas de carcaça, avanço de 1,91% no mesmo comparativo”. O Imea informou que “em Mato Grosso foram abatidos 1,74 milhão de animais no segundo trimestre de 2025, retração de 4,66% ante o segundo trimestre de 2024”.

No acumulado do primeiro semestre de 2025, o estado somou “3,41 milhões de cabeças, equivalente a 16,76% dos abates nacionais”. A produção de carne mato-grossense foi de “463,29 mil toneladas no trimestre, queda de 5,93% na comparação anual, totalizando 899,54 mil toneladas no semestre, o que corresponde a 17,47% da produção brasileira”.

O Imea ressaltou que, “mesmo com a retração nos indicadores, Mato Grosso segue em patamar elevado de abates e produção de carne, registrando o segundo maior volume para um primeiro semestre na série histórica, atrás apenas de 2024, quando houve forte descarte de fêmeas”.





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Cotações do boi gordo hoje: veja o preço da arroba e do atacado


pecuária, gado , boi
Foto: Gilson Abreu/AEN

O mercado físico do boi gordo se depara com preços acomodados. Os frigoríficos se deparam com escalas confortáveis em grande parte do país, posicionados para o restante de setembro.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a tendência é que a indústria siga pressionando os pecuaristas por preços mais baixos até o final do mês.

“As exportações são o grande ponto de suporte neste momento, com volumes bastante expressivos no decorrer de 2025”, diz.

Cotação média do boi gordo

  • São Paulo: R$ 302,75
  • Goiás: R$ 289,29
  • Minas Gerais: R$ 287,65
  • Mato Grosso do Sul: R$ 320,34
  • Mato Grosso: R$ 298,78

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com preços acomodados durante a quinta-feira para a carne bovina. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 24,10 por quilo; o dianteiro segue a R$ 18 por quilo; e a ponta de agulha se mantém no patamar de R$ 17,10 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,32%, sendo negociado a R$ 5,3190 para venda e a R$ 5,3170 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2697 e a máxima de R$ 5,3195.

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Pecuária sustentável: o trabalho dos Escritórios Verdes da JBS no Pará



Pecuaristas, a busca por uma pecuária sustentável na Amazônia tem um aliado importante. Lançado em 2021, o projeto Escritórios Verdes da JBS no estado do Pará já auxiliou na regularização de mais de 3 mil propriedades rurais. O resultado é impressionante: uma área de quase 4 mil hectares de floresta nativa em recomposição.

O programa, no entanto, vai muito além da sua atuação no campo. Recentemente, a equipe de analistas de sustentabilidade da JBS esteve na Universidade Federal Rural da Amazônia, em Parauapebas, para mostrar o trabalho dos Escritórios Verdes para estudantes de Agronomia, Engenharia Florestal e Zootecnia.

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Educação e tecnologia para a pecuária sustentável

A JBS entende que a sustentabilidade é um caminho sem volta para o agronegócio. Por isso, a empresa tem investido na educação e na transferência de tecnologia para as futuras gerações de profissionais do campo.

A professora e coordenadora do curso de Zootecnia da Universidade Federal Rural da Amazônia, Flávia, ressalta a importância de eventos acadêmicos que tratem sobre a sustentabilidade e a rastreabilidade na cadeia produtiva da carne.

  • Transferência de informação: A universidade atua como um canal para que as inovações e as tecnologias implementadas na pecuária cheguem aos estudantes.
  • Protagonismo no campo: Os discentes, que futuramente atuarão como profissionais no campo, exercerão o protagonismo na transformação da pecuária, tornando-a mais sustentável.

O trabalho dos Escritórios Verdes, que já auxiliou na regularização de mais de 3 mil propriedades rurais, é um exemplo prático de como a sustentabilidade e a tecnologia podem se unir para impulsionar a pecuária e a economia do Pará.



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Senadores dos EUA querem cancelar tarifaço contra o Brasil



A tarifa de 50% aos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos pode ter um fim, a depender de cinco senadores norte-americanos que apresentaram uma resolução contra a medida.

O texto tem como meta cancelar imediatamente a cobrança de 40% desse montante, imposto em agosto deste ano com base na Lei de Poderes de Emergência Econômica Internacional (IEEPA, na sigla em inglês).

Contudo, o intento dos parlamentares não contempla o adicional de 10%, em vigor desde abril e anunciada quando Donald Trump penalizou diversas outras nações, sendo a China, à época, a mais afetada.

Ao todo, cinco senadores apoiam o fim da cobrança ao Brasil, incluindo um republicano, Rand Paul, do estado do Kentucky. Os outros quatro nomes são Jeanne Shaheen, de New Hampshire, Tim Kaine, de Virginia, Ron Wyden, do Oregon e o líder da minoria democrata, Chuck Schumer, de Nova York.

Os representantes alegam que não há situação de emergência econômica com o Brasil, pressuposto necessário à implementação da IEEPA, visto que a balança comercial é superavitária para os Estados Unidos. Assim, a justificativa legal usada por Trump não seria válida.

Os senadores também se dizem preocupados com o aumento dos preços de produtos à população norte-americana. Exemplo disso é o café. Antes do início da vigência do tarifaço, o Brasil era responsável por mais de 30% dos grãos consumidos pelos Estados Unidos.

Motivos políticos

De acordo com reportagem da CNN, em comunicado, o republicano que se juntou aos democratas na iniciativa, ainda se refere ao julgamento de Jair Bolsonaro pelo plano de golpe como “perseguição”, mas diz não deve haver relação com os limites constitucionais do Executivo norte-americano.

Segundo ele, a política comercial dos Estados Unidos é de competência do Congresso, não da Casa Branca. “Estou alarmado com a perseguição de um ex-presidente pelo governo brasileiro e com a repressão autoritária à liberdade de expressão, mas isso não tem qualquer relação com os limites constitucionais do nosso próprio Executivo”, declarou Paul.

De acordo com o republicano, o presidente dos Estados Unidos não tem autoridade, sob a IEEPA, para impor tarifas unilateralmente.

Já o líder da minoria democrata, Chuck Schumer, afirma que Trump declarou uma emergência econômica falsa para ajudar seu aliado, Jair Bolsonaro, e pede apoio dos republicanos para conseguir a aprovação da medida no Congresso.

“Trump instituiu a falsa ‘declaração de emergência’ após a acusação de seu aliado, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em uma clara extrapolação de seu poder presidencial”, escreveu.

Conforme Schumer, os norte-americanos não merecem que Trump faça jogadas políticas com seu sustento e seus bolsos. “Já passou da hora de os republicanos no Congresso acabarem com essa loucura e se unirem aos democratas para enfrentar o imposto tarifário de Trump”, concluiu.



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Soja travada: preços caem e produtores seguram vendas; Chicago recua



O mercado brasileiro de soja apresentou pouco movimento nesta quinta-feira (18) . Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, os produtores, em várias regiões, já se preparam para o plantio e seguem segurando as ofertas, mantendo pedidas em patamares altos.

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A indústria, por sua vez, também mantém cautela. “As margens de esmagamento continuam pressionadas pelos preços mais caros da soja”, observou. Na Bolsa de Chicago, houve leve recuo; o dólar oscilou bastante, mas sem grandes variações. Os prêmios chegaram a cair durante o dia, mas recuperaram parte das perdas. No fim, os preços ficaram entre estáveis e um pouco mais fracos nas indicações de compra.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de 134,00 para 133,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de 135,00 para 134,00
  • Rio Grande (RS): caiu de 140,00 para 139,00
  • Cascavel (PR): manteve em 134,50
  • Paranaguá (PR): caiu de 138,50 para 138,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em 127,00
  • Dourados (MS): manteve em 125,00
  • Rio Verde (GO): manteve em 124,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja recuaram na sessão desta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A fraca demanda por parte da China, a entrada da safra americana e as incertezas sobre o mandato de biocombustíveis nos Estados Unidos pressionaram as cotações.

A proposta da Agência de Proteção Ambiental (EPA), apresentada na terça-feira, não esclarece como as obrigações de mistura de biocombustíveis seriam realocadas no âmbito do programa de Isenção para Pequenas Refinarias do governo.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 923.000 toneladas na semana encerrada em 11 de setembro. O Egito liderou as compras, com 228.400 toneladas. Para a temporada 2026/27, foram mais 2.300 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 400 mil e 1,5 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 6,25 centavos de dólar, ou 0,59%, a US$ 10,37 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,56 1/2 por bushel, com baixa de 6,50 centavos ou 0,61%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,00 ou 0,35%, a US$ 284,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 51,13 centavos de dólar, com perda de 0,65 centavo ou 1,25%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,32%, sendo negociado a R$ 5,3190 para venda e a R$ 5,3170 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2697 e a máxima de R$ 5,3195



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Setembro Amarelo: como a gestão de pessoas e o diálogo mudam a vida na fazenda


Pecuaristas, a saúde mental, que antes era vista como um problema exclusivo das grandes cidades, tem se tornado cada vez mais comum no campo. Questões como depressão e ansiedade, aliadas ao isolamento e à solidão das fazendas, têm feito com que trabalhadores rurais sofram em silêncio. Confira o vídeo.

Nesta entrevista no programa Giro do Boi, a jornalista Jaqueline Lubaski, especialista em gestão de trabalhadores rurais, ressalta que o Setembro Amarelo atua como um alerta para a importância da conversa, que pode salvar vidas.

Jaqueline Lubaski, que atende centenas de fazendas no Brasil, afirma que o problema da saúde mental no campo sempre existiu, mas que, felizmente, tem sido debatido com mais frequência. Ela explica que as fazendas têm aderido às campanhas, investindo em ações sociais e de recursos humanos, e levando o tema para discussão.

A especialista destaca que um funcionário com a saúde mental abalada é improdutivo, o que impacta diretamente na receita da propriedade. É impossível “deixar o problema no portão” da fazenda e não levá-lo para a rotina de trabalho. Por isso, o gestor tem um papel crucial:

  • Olhar o funcionário como um ser humano: A fazenda é uma extensão da casa do proprietário, e os problemas dos colaboradores também são problemas do gestor.
  • Aproveitar recursos públicos: Todas as cidades têm Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), que oferecem profissionais da saúde para palestras e apoio gratuito.
  • Fazer Diálogo Semanal de Segurança (DSS): Esses diálogos, de 15 minutos, devem ser utilizados para debater temas que vão além da segurança do trabalho, como a saúde mental, alcoolismo e outros assuntos que afetam a rotina.

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O caso da Fazenda LPCD e a nova geração

Setembro amarelo é tema de discussão entre trabalhadores rurais. Foto: Divulgação.

O Grupo LPCD, um dos maiores projetos de pecuária do Brasil, é um exemplo prático de como o manejo dos trabalhadores rurais, com foco na saúde mental, pode trazer resultados. O grupo, que tem quase 200 mil cabeças de gado, possui uma pessoa focada em ações sociais e investe em melhorias para os colaboradores.

A jornalista Jaqueline Lubaski ressalta que o grupo tem um grande problema: 40 vagas para vaqueiros em Tangará da Serra, no estado de Mato Grosso. A falta de mão de obra mostra uma mudança de comportamento:

  • A busca por qualidade de vida: A nova geração de trabalhadores rurais busca mais do que um salário, que é uma obrigação. Eles querem qualidade de vida, um ambiente saudável e leve, moradia decente e acesso à internet.
  • A importância do investimento: O gestor que não se adaptar a essa nova realidade, investindo no bem-estar dos colaboradores, não conseguirá reter mão de obra, pois as gerações passadas já estão se aposentando e as novas têm outras prioridades.

Casos de sucesso no campo

Jaqueline Lubaski conta que já identificou, através de pesquisas de clima, casos de depressão em trabalhadores rurais e, com o apoio de profissionais da saúde, conseguiu reverter o quadro.

O Setembro Amarelo é um convite para que o pecuarista se preocupe com o bem-estar do seu funcionário, pois o cuidado com as pessoas não se reflete apenas na redução de problemas pessoais, mas também na melhoria da produtividade.



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Em MT, programa monitora e auxilia sojicultores no momento da escolha da semente



Garantir que o produtor rural inicie a safra com sementes de qualidade é essencial para o sucesso das lavouras de soja. Fatores como taxas de germinação, vigor e sanidade influenciam diretamente no desempenho das plantas, o que afeta desde a densidade de estande até a produtividade final.

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Com esse objetivo, o programa Semente Forte, criado em 2017 pela Aprosoja Mato Grosso, realiza coletas de amostras em propriedades rurais e análises em laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), assegurando que os lotes adquiridos estejam dentro dos padrões estabelecidos pela legislação.

O processo começa quando o agricultor aciona o Canal do Produtor e solicita uma Ordem de Serviço. A coleta é feita por supervisores de campo certificados como amostradores oficiais pelo Mapa, seguindo um padrão técnico que garante confiabilidade nos resultados. Assim, os produtores conseguem ajustar a densidade de semeadura de acordo com a qualidade real do lote adquirido.

O delegado do núcleo de Sorriso, Edgard Gomes Silva, lembra que já recebeu sementes fora dos padrões exigidos e que o acompanhamento técnico foi decisivo para corrigir a população de plantas. ”Se começa errado, termina errado. Um estande mal estabelecido gera custos desnecessários, aumenta riscos de acamamento, reduz a performance e pode até favorecer a invasão de plantas daninhas. Ter esse apoio dá muita segurança e confiança para iniciar o cultivo”, comenta.

Além da produtividade e rentabilidade, a avaliação correta das sementes também impacta na sustentabilidade da agricultura. Sementes de boa qualidade reduzem desperdícios de insumos, oferecem maior resistência a doenças e melhor adaptação às condições climáticas.

Além das análises, o programa orienta os agricultores sobre a importância de conferir a integridade das embalagens e a presença de documentos obrigatórios, como Nota Fiscal, Boletim Oficial de Análise e Certificado ou Termo de Conformidade.



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AgroNewsPolítica & Agro

semeadura do triticale encerra em julho



Chuvas intensas impactam triticale semeado em maio e junho



Foto: Pixabay

De acordo com dados do 12º Levantamento da Safra de Grãos do ciclo 2024/25 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), “no Rio Grande do Sul, a semeadura do triticale foi encerrada ainda em julho”. A Conab detalhou que “a evolução da operação se deu em 5% da área em maio, 40% em junho e 55% em julho”.

A Conab informou que “apesar de mais atrasadas, são as lavouras semeadas em julho que apresentam as melhores condições”. Segundo a companhia, “as condições meteorológicas, com volumes pluviométricos menores e chuvas menos intensas e temperaturas baixas, favoreceram o perfilhamento e a manutenção da sanidade das plantas”.

Nas lavouras semeadas em maio e junho, a Conab registrou que “as chuvas torrenciais e volumosas, aliadas à nebulosidade alta, causaram a perda de fertilizantes por erosão e percolação, bem como desenvolvimento inicial lento”. “Embora o início do ciclo não tenha sido adequado, a melhora das condições meteorológicas permitiu melhora visual das lavouras, e as expectativas de produtividade inicial ainda podem ser mantidas”, avaliou.

A Conab apontou que “as lavouras semeadas em maio (5%) alcançam a fase reprodutiva durante agosto e, ao final de agosto, estavam no início do enchimento de grãos”. “Das áreas semeadas em junho, as que foram semeadas mais cedo dentro do mês também já estão na fase reprodutiva, mas no florescimento (totalizam 30% do total cultivado). O restante (65%) está no desenvolvimento vegetativo (perfilhamento, alongamento dos entrenós e emborrachamento)”, detalhou a companhia.





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