segunda-feira, abril 27, 2026

Autor: Redação

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Facções criminosas avançam sobre o mercado de agrotóxicos e mancham a reputação do agro


O avanço do crime organizado sobre o mercado de agrotóxicos, está se tornando grave para todo o agronegócio brasileiro. Investigações recentes do Ministério Público revelaram que facções como o PCC atuam em redes de contrabando, falsificação e venda ilegal de defensivos agrícolas. São esquemas sofisticados, com núcleos especializados em rótulos, galões, notas fiscais fraudulentas e importações clandestinas vindas de países vizinhos e até da China.

A questão vai muito além do uso de um produto mais barato. O produtor que adquire insumos de origem ilícita não só coloca em risco a eficácia da lavoura e a saúde do aplicador, como também compromete a segurança alimentar, contamina solos e águas e expõe o setor a escândalos de reputação.

O barato pode sair caríssimo: multas, apreensões, perda de certificações e até processos criminais. Mais grave ainda, ao comprar de procedência duvidosa, o agricultor pode ser enquadrado como cúmplice da atividade criminosa, carregando para si uma pecha que atinge toda a categoria.

O agronegócio brasileiro não pode permitir que sua imagem seja manchada por atalhos criminosos. O setor, que construiu reconhecimento internacional pela produtividade e pela tecnologia, corre o risco de ver sua credibilidade arruinada se deixar a porta aberta para práticas ilegais. É preciso que os produtores compreendam que cada compra é também um ato de responsabilidade: verificar a origem, exigir nota fiscal idônea, checar embalagens e selos, comprar apenas de canais oficiais.

O crime organizado é como um gás: ocupa todos os espaços que encontra. E quando explode, a destruição é irreversível. Se o agro permitir que esse veneno infiltre suas raízes, não haverá como reverter os danos à credibilidade, à saúde e ao futuro do setor.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Fim de semana chega com chuva e e calor; veja a previsão do tempo



A área de baixa pressão centralizada entre o norte da Argentina e o Paraguai deve continuar influenciando nas condições de tempo sobre a região Sul, favorecendo a incursão de umidade e calor vindo da região norte do país e consequentemente estimulando a formação de instabilidades nesta sexta-feira (19).

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

No Rio Grande do Sul, o tempo se mantém instável, com condições para chuva com moderada a pontualmente forte intensidade, seguidas por raios e até mesmo com chance para eventual queda de granizo. Toda metade, oeste e sul do estado, devem seguir com maior atenção para risco de chuva forte e até mesmo possibilidade de eventuais temporais – sobretudo na campanha gaúcha.

Em Santa Catarina e no Paraná, o tempo deve seguir firme ao longo do dia, com predomínio de sol e destaque para o calor, que ganha força no decorrer das horas – especialmente no estado paranaense. No período da tarde, conforme as temperaturas se elevam, a umidade despenca, e as regiões sudoeste, oeste, noroeste e norte paranaenses, devem contar com índices em níveis críticos, variando entre limiares de atenção e até mesmo de alerta.

No Sudeste, a circulação de ventos na atmosfera deve continuar promovendo a formação de instabilidades sobre o sul de Minas Gerais e o Espírito Santo. No estado mineiro, as pancadas de chuva ganham força no período da tarde, variando entre fraca e moderada intensidade. Entre o triângulo e o sul mineiro, há risco de chuva localmente forte, seguida por raios e ventos.

No Espirito Santo, a chuva começa a aparecer ainda pela manhã e persiste durante o dia, adotando comportamento intermitente – também com risco de episódios mais intensos no decorrer das horas. Já o estado de São Paulo e o Rio de Janeiro seguem com maior predomínio de tempo aberto, sol e calor intenso, marcando presença durante o dia. Apenas em algumas cidades do centro-leste e norte paulista, sobretudo aquelas próximas à divisa com Minas Gerais, podem contar com pancadas de chuva isoladas no período da tarde.

A circulação de ventos quentes de origem continental deve contribuir para que o interior paulista, além também de boa parte do estado mineiro, contem com a presença de calor intenso na parte da tarde, além do alerta para baixa umidade do ar.

Enquanto no Centro-Oeste, a circulação de umidade mantém as instabilidades sobre o centro-norte de Mato Grosso, com condições para pancadas de chuva com moderada a pontual forte intensidade na parte da tarde, seguidas por raios e ventos. Mesmo assim, ainda continua bastante quente em todo o estado mato-grossense, com calor intenso marcando presença na parte da tarde.

Algumas áreas do norte de Mato Grosso do Sul podem contar também com episódios de chuva isolada ao longo da tarde, sinalizando esse trânsito de umidade que começa a avançar sobre áreas mais centrais da região. No sul de Mato Grosso do Sul, o cenário é oposto, com predomínio de ar seco e alerta de baixa umidade do ar à tarde. Já no estado de Goiás e no Distrito Federal, haverá risco de fortes pancadas de chuva no período da tarde, seguidas por raios, trovoadas e rajadas de vento.

Já no Nordeste, a incidência de ventos marítimos levando umidade sobre o continente mantém as instabilidades sobre a costa leste da região, condicionando a ocorrência de pancadas de chuva com fraca a moderada intensidade entre o litoral da Bahia e do Rio Grande do Norte.

No litoral baiano, haverá risco de pancadas de chuva mais fortes e acumulados mais significativos durante o dia – sobretudo entre o litoral sul e o recôncavo baiano. Por outro lado, o interior nordestino segue substancialmente seco e quente, cenário que persiste desde os últimos dias e deve continuar acontecendo neste fim da semana. Matopiba ainda com calor intenso e alerta para baixa umidade do ar na parte da tarde.

E no Norte, os temporais seguem presentes no Amazonas, em Roraima e no sul do Pará, ainda alimentados pela interação entre calor e umidade presentes na atmosfera local. Pode chover forte também no Acre e em Rondônia. Já o Amapá e o Tocantins seguem ainda com predomínio de tempo firme e bastante calor durante o dia.



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Mato Grosso amplia envios de bovinos para outros estados



Mato Grosso do Sul lidera destino de gado mato-grossense



Foto: Divulgação

Segundo a análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (15), “Mato Grosso enviou para o gancho em outros estados 10,12 mil animais terminados, segundo o Indea, aumento de 8,99 vezes em relação a jul/25”.

De acordo com o Imea, “esse avanço resultou, principalmente, do aumento expressivo nos envios para Mato Grosso do Sul, cujo volume de bovinos foi 34,61 vezes maior comparado com o de jul/25, sendo responsável por 64,58% dos envios interestaduais por MT em ago/25”.

O instituto destacou que “o aumento nos abates em outros estados está atrelado, principalmente, à competitividade dos preços do boi gordo em Mato Grosso”.

Por fim, o Imea avaliou que, “com a menor competitividade nos preços da arroba do boi gordo mato-grossense frente aos demais estados, os envios interestaduais tendem permanecer nesse ritmo até o início do quarto trimestre de 2025, quando o movimento de recuperação da arroba tende a ocorrer no final do ano”.





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Para onde o mercado está olhando hoje? Não perca a análise do Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que Fed e Copom mantiveram juros, mas o tom cauteloso de Powell e a postura “hawkish” do BC brasileiro marcaram os mercados. NY renovou recordes com alta da Intel e Treasuries subiram.

No Brasil, Selic ficou em 15%, juros futuros avançaram e Ibovespa caiu 0,06% a 145 mil pontos. Dólar fechou a R$ 5,31. Hoje, atenção ao prévio IGP-M e à decisão de juros do BoJ.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Preço médio do frete rodoviário registra leve queda


O preço médio do frete por quilômetro rodado no Brasil voltou a recuar em agosto, segundo o Índice de Frete Rodoviário (IFR) da Edenred, com dados da plataforma Repom. O valor caiu de R$ 7,40 em julho para R$ 7,36, uma redução de 0,54%.

De acordo com Vinicios Fernandes, Diretor da Edenred Frete, a retração reflete a contração de alguns setores da indústria e os efeitos da política tarifária dos Estados Unidos, que reduziram a demanda por transporte. A desvalorização do dólar e a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano também contribuíram para o cenário estável.

“O resultado de agosto mostra como diferentes fatores se equilibraram. A menor atividade da indústria pressionou os preços para baixo, enquanto a safra de milho, a tabela de frete e o aumento do diesel impediram uma redução mais acentuada”, explica Vinicios Fernandes, Diretor da Edenred Frete.

Apesar da queda, fatores como o escoamento da segunda safra de milho, o reajuste do piso da tabela de frete em julho e o aumento do diesel impediram uma redução mais acentuada. Em agosto, o diesel comum subiu 0,65%, a R$ 6,19, e o S-10 avançou 0,81%, para R$ 6,22, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). Para os próximos meses, o IFR deve registrar pequenas oscilações, influenciadas pelo câmbio, pelos combustíveis e por possíveis mudanças regulatórias.

A Edenred é líder em soluções de mobilidade na América Latina, representada no Brasil pelas marcas Ticket Log, Repom, Pagbem e Taggy. Possui mais de 30 anos de experiência no País e conecta pessoas e negócios a uma mobilidade mais eficiente e sustentável.

 





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exportações do agro faturam US$ 12,8 bilhões de janeiro a agosto


Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, “as exportações do agronegócio mineiro alcançaram US$ 12,8 bilhões no acumulado de janeiro a agosto deste ano, com crescimento de 13,5% em relação ao mesmo período do ano anterior”. O órgão informou ainda que, “com esse resultado recorde para o período, Minas Gerais se mantém como o terceiro maior exportador de produtos agropecuários, respondendo por 12% da receita do agro nacional”. O volume embarcado somou 11,6 milhões de toneladas, com redução de 8,7% em comparação aos meses de janeiro a agosto do ano anterior.

Mais de 590 diferentes produtos agropecuários mineiros foram enviados para 174 países. A Secretaria destacou que “o café, carro-chefe das exportações do agro mineiro, alcançou US$ 6,88 bilhões, respondendo por mais da metade da receita do agro”. A receita registrou salto de 52% em relação a 2024, em função da valorização dos preços, do câmbio favorável e da manutenção da qualidade que consolida Minas Gerais como referência no fornecimento do grão. O estado responde, sozinho, por cerca de 70% das exportações brasileiras de café, confirmando sua liderança no segmento.

O complexo soja (grãos, óleo e farelo) registrou US$ 2,4 bilhões com o embarque de 6 milhões de toneladas, queda de 18% e 10%, respectivamente. O volume alcançou a 3 milhões de toneladas, totalizando US$ 1,2 bilhão, com queda de 18,3% na receita.

A receita do setor de carnes (bovina, suína e frango) alcançou US$ 1,2 bilhão no período. O volume total ficou em 324 mil toneladas. A demanda chinesa permanece como motor essencial desse segmento, complementada pela expansão dos embarques para países do Oriente Médio. Os produtos florestais (celulose, madeira e papel) alcançaram cerca de US$ 653 milhões, com o volume embarcado ficou em 1 milhão de toneladas.





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Óxidos de cálcio e magnésio podem auxiliar na recuperação de pastagens


Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), “no Brasil, cerca de 60% das pastagens apresentam algum grau de degradação”. A instituição informa que esse cenário ocorre porque muitas áreas ainda são exploradas de forma extrativista, sem manejo adequado ou reposição de nutrientes, o que compromete a fertilidade do solo. De acordo com a Embrapa, o problema se agrava pela limitada disponibilidade de crédito para renovação das áreas e pela falta de assistência técnica especializada, dificultando o planejamento do manejo e a aplicação correta de insumos, especialmente entre pecuaristas de pequeno e médio porte. Essa situação resulta em pastagens menos produtivas, com menor acúmulo de massa verde e redução da lotação animal por hectare, comprometendo diretamente a produtividade e a sustentabilidade da pecuária. Nesse contexto, a Embrapa aponta que o manejo com óxidos de Cálcio e Magnésio se apresenta como uma alternativa eficaz, uma vez que estudos agronômicos comprovam incrementos superiores a 100% em massa verde ou matéria seca, resultando em maior disponibilidade de alimento para o rebanho, maior capacidade de suporte e ganhos em eficiência produtiva dentro da mesma área.

Os resultados positivos, segundo a Embrapa, decorrem do mecanismo de ação dos minerais, que ajustam o pH do solo, tornam nutrientes essenciais mais acessíveis e criam condições químicas equilibradas para o crescimento das gramíneas. A instituição destaca que um exemplo é o fósforo, que em solos degradados tende a se fixar em minerais e outros elementos químicos, tornando-se indisponível para absorção pelas plantas. O óxido de cálcio e magnésio atua diretamente na liberação de parte desse macronutriente, favorecendo o crescimento de raízes mais fortes e profundas. Esse desenvolvimento radicular permite maior acúmulo de biomassa, resistência ao pisoteio e capacidade de recuperação rápida após o pastejo, oferecendo ganhos concretos para o pecuarista desde as primeiras aplicações. “A combinação aumenta a disponibilidade de fósforo e outros elementos que, em solos degradados, ficam retidos e inacessíveis para as plantas, beneficiando diretamente o desenvolvimento das pastagens”, explica Guilherme Alves de Melo, responsável pelo Desenvolvimento Técnico de Mercado (DTM) da Caltec nas áreas de café e pastagens.

O ferticorretivo produzido pela Caltec, o OXIFLUX, integra o conceito da ferticorreção, que alia o controle da acidez do solo com a oferta de nutrientes, garantindo condições químicas e nutricionais favoráveis ao desenvolvimento das plantas. Mais do que corrigir desequilíbrios, essa prática acelera a resposta produtiva, tornando a adubação mais eficiente. 

“Ao longo do tempo, o uso contínuo dos óxidos de cálcio e magnésio resulta em pastagens mais produtivas, resilientes e equilibradas ambientalmente, oferecendo aos pecuaristas ferramentas para aumentar a eficiência da atividade sem comprometer a sustentabilidade. Mesmo em períodos de mercado desafiador, em que o valor da arroba não é tão favorável, a forma mais eficiente de diluir custos é produzindo mais com menos, por meio do investimento em correção e nutrição de solos. Ao tratar a pastagem como qualquer outra cultura, com adubação, manejo e atenção regular, o pecuarista garante, com o tempo, um sistema mais produtivo, sustentável e lucrativo”, finaliza Melo.





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Milho mantém médias produtivas em Mato Grosso do Sul



Dias quentes aceleram colheita de milho



Foto: Pixabay

De acordo com o 12º Levantamento da Safra de Grãos do ciclo 2024/25, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que “a colheita de milho em Mato Grosso do Sul segue intensificada e, apesar das intempéries ocorridas durante a safra, o potencial produtivo vem confirmando as médias produtivas do estado”. A Conab destacou que a ocorrência de dias quentes e baixa umidade relativa “proporcionou a perda de umidade nos grãos e, consequentemente, a evolução da colheita”.

Na região centro-sul, a Conab relatou que “foram realizados apenas ajustes pontuais” e que, devido ao elevado percentual colhido, “a produtividade final está consolidada”.

Por outro lado, a Conab informou que “a região norte segue mais atrasada devido ao calendário de plantio mais tardio”, acrescentando que “a colheita progrediu em um ritmo mais acelerado somente a partir do primeiro decêndio de agosto”.





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Custos e preços desestimulam cultivo de trigo no Paraná



Geadas pontuais não comprometem trigo no estado



Foto: Pixabay

De acordo com o 12º Levantamento da Safra de Grãos do ciclo 2024/25, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que “a colheita de trigo no Paraná teve início pontual em algumas áreas do território paranaense”. A Conab destacou, no entanto, que “as lavouras se concentram, predominantemente, nos estádios de enchimento de grãos e floração”.

A Conab registrou ainda que “a área cultivada apresentou retração em relação ao ciclo anterior”, resultado das “sucessivas frustrações enfrentadas pelos produtores nas últimas safras”, somadas aos preços pagos pelo cereal, que contribuíram para o desestímulo ao cultivo. O órgão acrescentou que “o custo de produção, em contraste com a rentabilidade, aumenta a preocupação dos agricultores quanto ao retorno econômico da atividade”. Segundo a Conab, esse cenário também é influenciado pelo impacto do calendário do trigo sobre o início da semeadura da soja de primeira safra, “influenciando diretamente a tomada de decisão no planejamento agrícola”.

A Conab informou que “durante agosto, as chuvas foram escassas e mal distribuídas em grande parte das regiões produtoras” e que houve “registro de temperaturas baixas, especialmente nas primeiras horas do dia”. O órgão destacou que “a presença de orvalho ajudou a manter certo nível de umidade superficial, favorecendo temporariamente o desenvolvimento das culturas de inverno”. No entanto, diante dos “baixos níveis de umidade no solo observados na maioria das localidades”, a Conab afirmou ser “necessária a ocorrência de precipitações para evitar queda na produtividade”.

Por fim, a Conab avaliou que, “apesar da ocorrência de geadas neste inverno, os danos foram pontuais” porque “a maioria das lavouras se encontrava, no momento da ocorrência do fenômeno, em estágios menos sensíveis ao frio, como o desenvolvimento vegetativo, o que reduziu consideravelmente os efeitos negativos sobre o potencial produtivo”.





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Brasil registrou recorde de aves comerciais e ovos em 2024, mostra IBGE



Os produtores brasileiros reuniam um recorde de 1,6 bilhão de aves comerciais no ano de 2024, uma alta de 1,7% em relação a 2023, o equivalente a 26,8 milhões de aves a mais.

Os dados são da pesquisa Produção da Pecuária Municipal 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A Região Sul concentrou 47,3% do efetivo nacional, 748,7 milhões de galináceos, queda de 0,8% ante o ano anterior.

O Sudeste teve expansão de 5,2% no número de aves, para 376,5 milhões, uma participação de 23,8% no total nacional.

Entre os estados, o Paraná teve alta de 2,4% no número de animais, para 456,0 milhões de animais, o equivalente a 28,8% do efetivo nacional.

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São Paulo concentrou 205,0 milhões de galináceos, aumento de 3,0% ante 2023, com uma fatia de 13,0% do efetivo nacional.

Já o Rio Grande do Sul somou 155,2 milhões de aves, queda de 2,2% ante 2023, mas ainda responsável por 9,8% do total nacional.

O município de Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo, liderou o ranking de maior efetivo de galináceos, seguido por São Bento do Una (Pernambuco), Bastos (São Paulo), Toledo (Paraná) e Uberlândia (Minas Gerais).

Galinha poedeira

A criação de galinhas, aves fêmeas destinadas à produção de ovos para consumo ou incubação, somou um recorde de 277,5 milhões de animais em 2024, alta de 6,8% ante 2023.

A Região Sudeste aumentou em 9,3% a criação de galinhas, para 99,3 milhões de aves, 35,8% do efetivo nacional. O Sul deteve 68,2 milhões de galinhas, alta de 4,8% ante 2023, com 24,6% do total nacional.

O estado de São Paulo concentrou 56,8 milhões de galinhas poedeiras, aumento de 4,6% ante o ano anterior, uma fatia de 20,5% da produção brasileira. O Paraná somava 27,9 milhões de aves, aumento de 2,7% ante 2023, uma participação de 10,1% na produção nacional. O Rio Grande do Sul tinha 22,3 milhões de galinhas, elevação de 4,8% em um ano, 8,0% de participação no efetivo nacional.

Produção de ovos

A produção nacional de ovos de galinha atingiu o recorde de 5,4 bilhões de dúzias em 2024, um crescimento de 8,6% em relação a 2023. Segundo o IBGE, a produção de ovos vem aumentando ininterruptamente desde 1999. O valor de produção totalizou R$ 31,9 bilhões em 2024, crescimento de 4,9% em relação ao ano anterior. O preço médio foi estimado em R$ 5,89 por dúzia.

O Sudeste foi responsável por 40,4% do total de ovos produzidos em 2024, e o estado de São Paulo se destacou como o maior produtor, com uma fatia de 23,6% da produção nacional.

O IBGE observou produção de ovos em 5.451 municípios brasileiros. Os cinco principais, tanto de galinhas quanto de ovos, foram: Santa Maria de Jetibá (Espírito Santo), Bastos (São Paulo), São Bento do Una (Pernambuco), Primavera do Leste (Mato Grosso) e Beberibe (Ceará).



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