segunda-feira, abril 27, 2026

Autor: Redação

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Exportações de carne bovina seguirão aquecidas apesar de tarifaço dos EUA



As exportações brasileiras de carne bovina se manterão firmes apesar do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. O bom desempenho pode ser explicado pela ampliação dos embarques para outros destinos, como México e Rússia. Além disso, a expectativa é que a China, principal destino do produto, compre mais entre setembro e outubro. 

O consultor Hyberville Neto, diretor da HN Agro, ressalta que mesmo diante das tarifas norte-americanas, as exportações para aquele mercado continuaram, mesmo que em volumes menores. “Em abril o volume foi recorde devido a sazonalidade e ao cenário de baixa oferta nos EUA. Em agosto houve uma redução significativa, mas as exportações não zeraram”, afirma. 

Entre julho e agosto, entretanto, as vendas brasileiras de carne bovina atingiram bons resultados. Conforme números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os embarques in natura foram recordes em julho, somando 276,9 mil toneladas. Em agosto, quando as tarifas do governo de Donald Trump começaram a valer, esse volume diminuiu 3%, com 268,5 mil toneladas.

EUA perdem espaço, México e Rússia ganham força

Depois da China, os países que mais importaram do Brasil em julho e agosto de 2025 foram México e Rússia, com cerca de 28,8 mil toneladas e 23,7 mil toneladas, respectivamente. Os Estados Unidos, por outro lado, ficaram em sexto lugar. No período, foram embarcadas 19 mil toneladas de carne bovina ao mercado norte-americano.

O maior apetite mexicano, inclusive, vem aumentando desde o meio do ano. “O México vem comprando mais do que os Estados Unidos desde junho, quando importou 16,2 mil toneladas. Em julho foram 15,6 mil e em agosto, 13,3 mil toneladas”, analisa Neto. Já o volume exportado para a Rússia surpreendeu o mercado e atingiu o maior volume desde novembro de 2017, com 12,4 mil toneladas em agosto.

Margens da indústria e expectativas

A percepção de que o Brasil conseguiu contornar os entraves do tarifaço com a diversificação de destinos é reforçada pelo coordenador de mercados de Safras & Mercado, Fernando Iglesias. “Por mais que as tarifas tenham sido um problema, nós tivemos uma movimentação bastante agressiva nas exportações brasileiras de carne bovina no período”, explica.

As apostas seguem sendo o mercado chinês. “Tivemos as maiores remessas do ano para a China em julho e agosto, e agora em setembro o ritmo de exportação segue muito forte, com melhora dos preços em dólar”, avalia Iglesias.

O especialista também chama a atenção para os preços do boi, que estão controlados. “Em julho houve uma leve alta, em agosto alguma recuperação, mas em setembro voltaram a cair. Essa estabilidade da matéria-prima manteve margens interessantes para a indústria exportadora”. Porém, no mercado interno a situação é menos favorável por causa da demanda mais fraca.



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Exportações de carne bovina mantêm bom ritmo apesar de tarifaço dos EUA



As exportações brasileiras de carne bovina se manterão firmes apesar do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. O bom desempenho pode ser explicado pela ampliação dos embarques para outros destinos, como México e Rússia. Além disso, a expectativa é que a China, principal destino do produto, compre mais entre setembro e outubro. 

O consultor Hyberville Neto, diretor da HN Agro, ressalta que mesmo diante das tarifas norte-americanas, as exportações para aquele mercado continuaram, mesmo que em volumes menores. “Em abril o volume foi recorde devido a sazonalidade e ao cenário de baixa oferta nos EUA. Em agosto houve uma redução significativa, mas as exportações não zeraram”, afirma. 

Entre julho e agosto, entretanto, as vendas brasileiras de carne bovina atingiram bons resultados. Conforme números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os embarques in natura foram recordes em julho, somando 276,9 mil toneladas. Em agosto, quando as tarifas do governo de Donald Trump começaram a valer, esse volume diminuiu 3%, com 268,5 mil toneladas.

EUA perdem espaço, México e Rússia ganham força

Depois da China, os países que mais importaram do Brasil em julho e agosto de 2025 foram México e Rússia, com cerca de 28,8 mil toneladas e 23,7 mil toneladas, respectivamente. Os Estados Unidos, por outro lado, ficaram em sexto lugar. No período, foram embarcadas 19 mil toneladas de carne bovina ao mercado norte-americano.

O maior apetite mexicano, inclusive, vem aumentando desde o meio do ano. “O México vem comprando mais do que os Estados Unidos desde junho, quando importou 16,2 mil toneladas. Em julho foram 15,6 mil e em agosto, 13,3 mil toneladas”, analisa Neto. Já o volume exportado para a Rússia surpreendeu o mercado e atingiu o maior volume desde novembro de 2017, com 12,4 mil toneladas em agosto.

Margens da indústria e expectativas

A percepção de que o Brasil conseguiu contornar os entraves do tarifaço com a diversificação de destinos é reforçada pelo coordenador de mercados de Safras & Mercado, Fernando Iglesias. “Por mais que as tarifas tenham sido um problema, nós tivemos uma movimentação bastante agressiva nas exportações brasileiras de carne bovina no período”, explica.

As apostas seguem sendo o mercado chinês. “Tivemos as maiores remessas do ano para a China em julho e agosto, e agora em setembro o ritmo de exportação segue muito forte, com melhora dos preços em dólar”, avalia Iglesias.

O especialista também chama a atenção para os preços do boi, que estão controlados. “Em julho houve uma leve alta, em agosto alguma recuperação, mas em setembro voltaram a cair. Essa estabilidade da matéria-prima manteve margens interessantes para a indústria exportadora”. Porém, no mercado interno a situação é menos favorável por causa da demanda mais fraca.



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após atingir alto patamar, tahiti tem ajustes pontuais de preço



Após atingirem patamares elevados, as cotações da lima ácida tahiti vêm passando por ajustes pontuais nas últimas semanas. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Pesquisadores explicam que esse cenário é visto como um movimento natural de correção e não indica reversão de tendência. No geral, a demanda firme tanto por parte do mercado in natura quanto da indústria de processamento sustenta os valores.

Segundo agentes consultados pelo Cepea, nos últimos dias, houve um leve aumento da oferta. Ainda assim, a exigência para o mercado permanece alta, com preferência por frutos acima de 52 milímetros.

Produtores, entretanto, têm enfrentado dificuldades para atender a esse padrão. A maior disponibilidade das frutas está ligeiramente menor, o que resulta em certa depreciação de preços. Nesta semana, o valor médio da lima ácida tahiti atingiu R$ 83,13/caixa de 27,2 kg, queda de 3% frente à anterior.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Agronegócio entre Selic elevada e dólar valorizado


O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, reduziu nesta semana a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 4,00% a 4,25% ao ano, aplicando o primeiro corte em nove meses. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 15% ao ano, reforçando uma postura conservadora diante de uma inflação ainda acima da meta.

A decisão distinta entre os dois países deve gerar efeitos mistos para o agronegócio brasileiro. A Selic elevada ajuda a manter o real valorizado e reduz o custo de insumos importados, mas ao mesmo tempo encarece o crédito rural, limitando investimentos, expansão e modernização da produção.

“A Selic elevada ajuda a manter o real valorizado e reduz o custo de insumos importados, mas ao mesmo tempo encarece o crédito rural, limitando investimentos, expansão e modernização da produção”, afirma Isabella Pliego, Analista de Inteligência e Estratégia da Biond Agro.

A valorização da moeda também diminui a atratividade das exportações, já que cada dólar convertido resulta em menos receita em reais, comprimindo margens e afetando a competitividade no mercado internacional. Por outro lado, se o real se mantiver valorizado, há espaço para negociar melhores condições na compra de insumos, reduzir despesas logísticas e repensar prazos de financiamento interno.

No mercado interno, os efeitos tendem a ser neutros ou levemente positivos, com custos menores sem grandes alterações nos preços de venda. Quem conseguir equilibrar custos, se proteger do câmbio e planejar a longo prazo terá vantagem competitiva. “Quem conseguir equilibrar custos, se proteger do câmbio e planejar a longo prazo sairá em vantagem”, finaliza Isabella.

 





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Produção de ovos bate novo recorde



A produção brasileira de ovos para consumo voltou a crescer no segundo trimestre deste ano, renovando em maio o recorde mensal da série histórica do IBGE, iniciada em 2012.

Dados recentes analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), apontam que, entre abril e junho, a produção de ovos atingiu 1,03 bilhão de dúzias de ovos para consumo, volume 3,2% maior que o do trimestre anterior e de 7,2% superior ao de igual intervalo de 2024. 

Em maio, especificamente, o setor registrou recorde de produção, somando 349,5 milhões de dúzias, aumento de 7% sobre o mesmo mês do ano passado. Mesmo assim, o levantamento do Cepea mostra que os preços no mercado interno não recuaram de forma tão acentuada. Isso se deu frente ao bom desempenho das exportações, que contribuiu para enxugar a disponibilidade doméstica.

Entre abril e junho, a caixa com 30 dúzias do ovo tipo extra branco, negociada em Bastos (SP), se desvalorizou 4,3% frente ao trimestre anterior. Para o produto vermelho, a queda na praça paulista foi de 6% em igual comparativo.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Facções criminosas avançam sobre mercado de defensivos e mancham reputação do agro


O avanço do crime organizado sobre o mercado de defensivos, está se tornando grave para todo o agronegócio brasileiro. Investigações recentes do Ministério Público revelaram que facções como o PCC atuam em redes de contrabando, falsificação e venda ilegal de defensivos agrícolas. São esquemas sofisticados, com núcleos especializados em rótulos, galões, notas fiscais fraudulentas e importações clandestinas vindas de países vizinhos e até da China.

A questão vai muito além do uso de um produto mais barato. O produtor que adquire insumos de origem ilícita não só coloca em risco a eficácia da lavoura e a saúde do aplicador, como também compromete a segurança alimentar, contamina solos e águas e expõe o setor a escândalos de reputação.

O barato pode sair caríssimo: multas, apreensões, perda de certificações e até processos criminais. Mais grave ainda, ao comprar de procedência duvidosa, o agricultor pode ser enquadrado como cúmplice da atividade criminosa, carregando para si uma pecha que atinge toda a categoria.

O agronegócio brasileiro não pode permitir que sua imagem seja manchada por atalhos criminosos. O setor, que construiu reconhecimento internacional pela produtividade e pela tecnologia, corre o risco de ver sua credibilidade arruinada se deixar a porta aberta para práticas ilegais. É preciso que os produtores compreendam que cada compra é também um ato de responsabilidade: verificar a origem, exigir nota fiscal idônea, checar embalagens e selos, comprar apenas de canais oficiais.

O crime organizado é como um gás: ocupa todos os espaços que encontra. E quando explode, a destruição é irreversível. Se o agro permitir que esse veneno infiltre suas raízes, não haverá como reverter os danos à credibilidade, à saúde e ao futuro do setor.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Faltam 15 dias! Inscreva-se para a Abertura Nacional do Plantio da Soja!



Falta pouco! No dia 3 de outubro, em Sidrolândia (MS), acontecerá a Abertura Nacional do Plantio da Soja, que este ano será realizada na Fazenda Recanto. O evento marca oficialmente o início da safra 2025/26 e também dará início à 14ª temporada do projeto Soja Brasil. Não vai ficar de fora, né? Clique aqui e garanta sua vaga!

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Organizado pelo Canal Rural, em parceria com a Aprosoja Brasil, o encontro reunirá governadores, produtores rurais e especialistas para discutir os principais desafios e oportunidades da nova temporada. Na pauta, estarão temas como o mercado internacional da soja, as condições climáticas previstas e os impactos do cenário geopolítico sobre a produção.

Além da programação técnica, a cerimônia terá transmissão ao vivo pelo Canal Rural no YouTube, ampliando o alcance para quem não puder estar presente.



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Poder de compra do avicultor segue favorável, mesmo com alta nos insumos



De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o poder de compra de avicultores paulistas avança ligeiramente na parcial de setembro. 

Segundo o instituto, os recentes aumentos nos preços do milho e do farelo de soja (principais insumos da atividade) preocupam. Mas ao mesmo tempo, o frango vivo vem se valorizado, o que garante uma situação um pouco mais favorável ao produtor. 

Pesquisadores explicam que a alta do animal está associada ao tradicional aquecimento da demanda na primeira metade do mês. No caso do milho, a Equipe Grãos/Cepea, explica  que, mesmo com estimativas indicando crescimento na produção brasileira da safra 2024/25, os preços do cereal seguem registrando pequenos avanços. Isso se dá frente à firme demanda interna e também à posição mais cautelosa de vendedores, que limitam o volume disponível no spot nacional. 

Quanto ao farelo de soja, a Equipe Grãos/Cepea aponta que parte dos consumidores retomou as aquisições do derivado. Assim, os valores oscilaram dentre as regiões pesquisadas pelo instituto.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Brasil procura captar investimentos chineses para recuperação de pastagens



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou na quinta-feira (18), em Santos (SP), o Programa Caminho Verde Brasil a representantes do Departamento de Relações Econômicas Internacionais da China. A iniciativa tem como meta recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas nos próximos dez anos, com apoio de investimentos internacionais.

Segundo o Mapa, o programa já dispõe de R$ 30,2 bilhões, captados por meio do Eco Invest Brasil, para financiar a primeira fase do projeto. O montante permitirá a recuperação de até 3 milhões de hectares de terras abandonadas ou pouco produtivas. Os recursos terão distribuição regional: Amazônia (R$ 3,5 bilhões), Caatinga (R$ 3 bilhões), Pampa (R$ 1,2 bilhão) e Pantanal (R$ 1,1 bilhão).

Modelos de investimento

Na reunião, realizada no Museu do Café, os assessores especiais do Mapa, Carlos Ernesto Augustin e Pedro Cunto, apresentaram dois formatos de aporte financeiro aos chineses:

  • Equity: aquisição de propriedades em sociedade com produtores brasileiros, com o investidor estrangeiro como sócio minoritário. Os recursos são usados na restauração do solo, na ampliação da produção e em tecnologia.
  • Barter: financiamento pago com parte da produção obtida nas áreas recuperadas.

A comitiva chinesa demonstrou interesse e tirou dúvidas sobre os modelos. Novas reuniões devem ser marcadas para aprofundar a negociação.

Sustentabilidade e produção

O Caminho Verde Brasil tem como objetivo aumentar a produção de alimentos e biocombustíveis sem abrir novas áreas de floresta, reforçando o compromisso do país com a sustentabilidade. O programa prevê crédito com juros abaixo do mercado em 10 instituições financeiras, entre elas Banco do Brasil, BNDES, Caixa, Itaú, Bradesco, Santander e Rabobank.

Para participar, os produtores precisam se comprometer a não desmatar novas áreas durante o financiamento e apresentar balanço anual de carbono, entre outras exigências ambientais.



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Brasil quer ampliar comércio do agro com países árabes



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou nesta quinta-feira (19), em Brasília, de uma reunião com o Conselho de Embaixadores da Liga dos Estados Árabes. O encontro, realizado na embaixada da Palestina, reuniu diplomatas, representantes do governo, empresários do agro e a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. O objetivo foi ampliar a cooperação comercial e fortalecer parcerias em ciência e tecnologia.

Brasil é líder em proteína halal

Fávaro lembrou que Brasil e países árabes completam 80 anos de relações diplomáticas em 2025 e destacou o papel do agro nessa relação. “De tudo o que o Brasil exporta para a Liga Árabe, 75% vem da agropecuária. Destaco carnes de aves, bovinos, açúcar, milho e mel. O Brasil é um grande provedor de alimentos para os países árabes”, afirmou.

O ministro também frisou a intenção de ampliar as importações. “Nós queremos ser grandes compradores, não apenas de fertilizantes, que são fundamentais para a nossa produção, mas de outros itens que os países da Liga tenham interesse em comercializar com o Brasil. Estamos abertos a negociar”, disse.

Para o embaixador da Palestina, Ibrahim Alzeben, a qualidade e a competitividade dos alimentos brasileiros são reconhecidas no mundo árabe. “A proteína halal do Brasil tem destaque especial, pois atende aos padrões exigidos e é valorizada em nossos mercados”, declarou.

Comércio bilateral em expansão

O presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, William Adib Dib, lembrou que o comércio bilateral movimenta cerca de US$ 33 bilhões por ano. “Temos muito espaço para avançar em áreas como fertilizantes e na economia halal, que vai além das proteínas animais e inclui alimentos industrializados, cosméticos, medicamentos e serviços”, ressaltou.

Além disso, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, reforçou a importância da cooperação em ciência. “Os desafios de uma agricultura resiliente às mudanças climáticas exigem inovação, e a parceria com os países árabes é estratégica para alcançar esse objetivo”, disse.

Já o embaixador Carlos Duarte, do Itamaraty, destacou a evolução recente das exportações. “O comércio entre o Brasil e os países árabes cresceu mais de 130% em relação a 2023, o que mostra o dinamismo dessa relação”, afirmou.

Ao citar as barreiras impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, Fávaro reforçou a importância de diversificar os destinos. “Conseguimos viabilizar negócios como ovos férteis para a Arábia Saudita, açaí para o Egito, além de café e suco de laranja para os Emirados Árabes Unidos. Queremos transformar amizade e diplomacia em oportunidades comerciais”, disse.

O ministro também apresentou o programa Caminho Verde Brasil. “Nosso objetivo é recuperar até 40 milhões de hectares de pastagens de baixa produtividade em dez anos, convertendo essas áreas em terras agricultáveis de alto rendimento, sem desmatamento”, explicou.



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