segunda-feira, abril 27, 2026

Autor: Redação

News

Recursos do Banco do Brasil na safra 25/26 somam R$ 40 bilhões desde julho



O Banco do Brasil desembolsou R$ 40 bilhões em financiamentos ao agronegócio entre julho e meados de setembro. Os recursos fazem parte do ciclo da safra 2025/26, que vai até junho do próximo ano, e contemplam operações de crédito rural, títulos como a Cédula de Produto Rural (CPR). Além disso, linhas para cooperativas, agroindústrias e negócios da cadeia de valor do agro também são contempladas.

Custos e investimentos em ajuste

Segundo o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, os programas de custeio, como Pronaf e Pronamp, seguem ritmo semelhante ao das safras anteriores. Já as operações de investimento registraram queda, reflexo da menor liquidez e da necessidade de ajuste de caixa dos produtores. “É um movimento esperado, em um momento de margens mais apertadas, mas sem comprometer a condução da nova safra”, afirmou.

Entre grandes produtores, a cautela se repete tanto em custeio quanto em investimentos. Parte da demanda vem sendo suprida por CPRs emitidas fora do sistema de crédito rural monitorado pelo Banco Central. “Com a taxa Selic atual, muitos produtores que operam em taxas livres estão mais precavidos”, avaliou Bittencourt.

Inadimplência e renegociação de dívidas

Apesar da liberação expressiva de recursos, a inadimplência na carteira de crédito rural do banco subiu para 3,49% no fim de junho, contra 1,32% no ano anterior. Ainda assim, 96% dos contratos permanecem em dia. Para reduzir riscos, o banco tem reforçado a exigência de garantias em operações mais sensíveis.

O executivo lembrou ainda da medida provisória que prevê a renegociação de dívidas de produtores e cooperativas, com a liberação de R$ 12 bilhões do Tesouro. A regulamentação deve sair nos próximos dias, permitindo a reestruturação de parte das dívidas.

Perspectivas da safra

No total, o Banco do Brasil pretende disponibilizar R$ 230 bilhões ao setor nesta safra, 2% acima do ciclo anterior. Desse valor, R$ 106 bilhões vão para agricultura empresarial, R$ 54 bilhões para médios produtores e agricultura familiar e R$ 70 bilhões para a cadeia de valor.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta colheita recorde de 353,8 milhões de toneladas na safra 2025/26. Para o banco, esse cenário aumenta a segurança no retorno dos financiamentos. “A projeção é positiva tanto para a produção quanto para o crédito”, disse Bittencourt.



Source link

News

Projeto de lei nos EUA quer derrubar tarifas sobre o café



O jornal norte-americano Washington Post teve acesso a uma proposta que isentaria o café de qualquer tarifa aplicada após 19 de janeiro de 2025, um dia antes da posse do presidente Donald Trump. A proposta tem dois autores: os deputados Don Bacon, do partido Republicano de Nebraska, e Ro Khanna, do partido Democrata da Califórnia. A isenção abrangeria café torrado, descafeinado, cascas e subprodutos, além de bebidas e substitutos que contenham café.

Segundo a matéria, os parlamentares afirmam que escolheram o café por ser um item básico do consumo diário nos Estados Unidos. Em agosto, o país deixou de ser o maior comprador do grão brasileiro, quando a Alemanha assumiu a liderança das nossas exportações. Os dados, que são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), reforçam o impacto do tarifaço no setor.

Parlamentares querem ampliar debate

No entanto, o artigo do Washington Post ressalta que a proposta tem poucas chances de avançar no Congresso norte-americano, bem como ser sancionada por Trump. Ainda assim, o diálogo em torno do assunto pode fortalecer a oposição contra as medidas do governo.

“Se as pessoas pensarem: ‘Esse imposto no café, não gostamos disso’ — então podemos ampliar a conversa: e o hambúrguer que ficou mais caro por causa da tarifa? E as bananas, as maçãs?”, disse Khanna.

Bacon reforçou: “Por que estamos taxando cidadãos americanos em algo que nem produzimos aqui? Não faz sentido.”

Tarifas já impactam o mercado

O jornal lembra que o início do tarifaço de Trump atingiu produtos de diversos países, incluindo os principais fornecedores de café para os EUA, como Brasil, Colômbia, Nicarágua e Vietnã. A aplicação dessas tarifas já refletiu no aumento dos preços para os consumidores norte-americanos, evidenciando o efeito direto da política sobre o setor de café.

Nas exportações brasileiras de cafés especiais, por exemplo, as novas taxas causaram uma redução de 79,5% na comparação de agosto com o mesmo mês do ano passado.



Source link

News

Beef Dinner celebra pecuária brasileira com homenagem a Zé Mineiro



A primeira edição do Beef Dinner foi realizada na noite de quinta-feira (18), em São Paulo, reunindo cerca de 500 convidados para celebrar a força da pecuária brasileira. Inspirado no tradicional Sugar Dinner, de Nova York, o evento foi organizado pela Datagro e destacou a importância do setor para o desenvolvimento econômico e social do país.

“Há 75 anos é realizado o Sugar Dinner em Nova York, que reúne os maiores protagonistas do mercado de açúcar. Nada mais justo do que fazer a mesma coisa com a pecuária. O grande protagonista do agronegócio brasileiro, agregando valor à soja, ao milho, ao DDG, ao farelo de soja, ao óleo. E hoje estão reunidos aqui os maiores protagonistas desse setor, todos os grandes pecuaristas, confinadores, representantes da indústria”, afirmou Plinio Nastari, presidente da Datagro.

“Estava mais do que na hora de nós fazermos um evento desses. Eu já fui nesse Sugar Dinner várias vezes, mas nós merecíamos fazer um evento disso já há muito tempo”, declarou Jerry O’Callaghan, presidente do Conselho de Administração da JBS.

Homenagem a Zé Mineiro

Um dos momentos mais importantes da noite foi a homenagem a José Batista Sobrinho, o Zé Mineiro, fundador do grupo J&F e patriarca da família Batista. Seu nome está eternizado na sigla da JBS, empresa que hoje é líder global na produção de alimentos à base de proteína e atua em mais de 20 países.

“Meu pai, uma história de vida longa e muitos anos no setor. Para quem começou como ele começou, com certeza ele fica muito orgulhoso de receber as homenagens que recebe. Não porque sou filho, mas são homenagens merecidas, para quem lutou a vida toda no setor trabalhando. Então, assim, ele fica muito feliz”, disse Wesley Batista, acionista da J&F.

O evento também prestou homenagem ao pecuarista Antônio Campanelli, representante de uma família com mais de um século de dedicação à atividade. “Recebo-a em nome da minha família, dos mais de 500 colaboradores que temos, dos meus sobrinhos e dos meus filhos Fábio, César e Vítor Pascol aqui presentes. Foi com a dedicação de todos que pudemos criar nossas empresas e chegar onde chegamos”, afirmou.

Lideranças do setor destacam importância da pecuária

Lideranças do setor marcaram presença no evento e reforçaram o papel estratégico da pecuária brasileira.

“Um Beef Dinner é um jantar realmente de gala com as principais lideranças do setor. Eu acho que é interagir, comemorar o ano que tá sendo muito bom, um ano bom pra indústria, bom pro produtor. Então é interagir, estreitar ainda mais o relacionamento. A JBS valoriza demais, quer estar junto do produtor”, afirmou Renato Costa, presidente da Friboi.

“A carne bovina brasileira é um case de sucesso. Nós saímos, há 30 anos, de uma importação líquida de carne para abastecer a alimentação brasileira, e hoje conseguimos atender o mercado interno e exportar 30% dos excedentes, garantindo a segurança alimentar do mundo todo. Então é uma cadeia de muito orgulho nacional e de orgulho para nós que estamos inseridos nela”, destacou Roberto Perosa, presidente da Abiec.

Para Gabriel Garcia Cid, presidente da ABCZ, o evento simboliza a resiliência do setor:

“Momento extraordinário onde, independente de ciclos que vêm e vão e são naturais dentro da pecuária, independente de momento até político, a pecuária mostra sua força. O Brasil se transformou, da década de 70 para os dias de hoje, no maior exportador de carne do mundo. Para nós, é um orgulho como pecuaristas e como brasileiros.”

Informação e inovação

O crescimento da pecuária brasileira também foi atribuído ao avanço tecnológico, ao melhoramento genético e à difusão de conhecimento, com destaque para o papel da comunicação no setor.

“Pra gente do grupo Canal Rural, isso é de extrema importância e a gente tem que se sentir honrado. Porque nós somos responsáveis por passar a notícia certa, a notícia com qualidade, entregar com qualidade tudo que a gente faz dentro do Canal Rural. Isso é um propósito nosso”, disse Plinio Queiroz, diretor de pecuária do Canal Rural.

“A nossa pecuária é muito relevante para o Brasil e para o mundo, porque vem crescendo numa velocidade muito grande, tanto em volume quanto em qualidade. E em 2027 o Brasil vai ser o maior produtor de carne do planeta. A gente já é o maior exportador, mas vai ser o maior produtor do planeta. Isso vai acontecer graças a um trabalho de muita gente, de toda a cadeia, dos pecuaristas, da indústria, de toda a cadeia de insumos e, óbvio, também de um grande sistema de informação criado no Brasil. Hoje aqui a gente tá vendo uma grande celebração dessas pessoas que ajudaram a construir essa pecuária que está ajudando a alimentar o planeta”, afirmou Julio Cargnino, presidente do Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo no Sul do Brasil perde força



No Paraná, a estabilidade dos preços do trigo importado reforça a disputa


No Paraná, a estabilidade dos preços do trigo importado reforça a disputa
No Paraná, a estabilidade dos preços do trigo importado reforça a disputa – Foto: Seane Lennon

O mercado de trigo no Sul do Brasil atravessa um momento de forte pressão dos importados, especialmente da Argentina e do Paraguai. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul o mercado disponível segue lento devido à combinação de moinhos abastecidos e baixa disponibilidade de cereal. As indicações de comprador permanecem na faixa de R$ 1.250,00 no interior, enquanto vendedores pedem R$ 1.300,00 para retirada em setembro e pagamento em outubro. Para a próxima safra, surgiram ofertas de R$ 1.100,00, mas os produtores ainda resistem a negociar nesses níveis.

No estado, a chegada do navio ES Jasmine, prevista para o fim de setembro com 30 mil toneladas de trigo argentino, deve aumentar a concorrência. Já os preços pagos ao produtor em Panambi recuaram para R$ 68,00 a saca, perdendo competitividade frente ao Paraná. Em Santa Catarina, a demanda segue baixa e é atendida principalmente pelo trigo gaúcho, com negócios a R$ 1.300 FOB + ICMS para o tipo 1. Nas praças locais, os preços da pedra se mantêm firmes, chegando a R$ 75,67/saca em Canoinhas e R$ 76,00 em São Miguel do Oeste.

No Paraná, a estabilidade dos preços do trigo importado reforça a disputa com o produto nacional. Moinhos locais ofertam R$ 1.350 a R$ 1.400 CIF, mas sem grandes avanços nas negociações. O trigo paraguaio é cotado entre US$ 250 e US$ 260 CIF, enquanto o argentino chega a US$ 269 já nacionalizado. Os preços pagos aos produtores recuaram 1,73% na semana, para R$ 73,34/saca, abaixo do custo de produção estimado pelo Deral em R$ 74,63. O cenário pressiona a margem dos triticultores, que já observam redução do potencial de lucro à medida que se aproxima a colheita.

 





Source link

News

Recursos do Banco do Brasil na safra 25/26 somam R$ 40 bilhões até julho



O Banco do Brasil desembolsou R$ 40 bilhões em financiamentos ao agronegócio entre julho e meados de setembro. Os recursos fazem parte do ciclo da safra 2025/26, que vai até junho do próximo ano, e contemplam operações de crédito rural, títulos como a Cédula de Produto Rural (CPR). Além disso, linhas para cooperativas, agroindústrias e negócios da cadeia de valor do agro também são contempladas.

Custos e investimentos em ajuste

Segundo o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, os programas de custeio, como Pronaf e Pronamp, seguem ritmo semelhante ao das safras anteriores. Já as operações de investimento registraram queda, reflexo da menor liquidez e da necessidade de ajuste de caixa dos produtores. “É um movimento esperado, em um momento de margens mais apertadas, mas sem comprometer a condução da nova safra”, afirmou.

Entre grandes produtores, a cautela se repete tanto em custeio quanto em investimentos. Parte da demanda vem sendo suprida por CPRs emitidas fora do sistema de crédito rural monitorado pelo Banco Central. “Com a taxa Selic atual, muitos produtores que operam em taxas livres estão mais precavidos”, avaliou Bittencourt.

Inadimplência e renegociação de dívidas

Apesar da liberação expressiva de recursos, a inadimplência na carteira de crédito rural do banco subiu para 3,49% no fim de junho, contra 1,32% no ano anterior. Ainda assim, 96% dos contratos permanecem em dia. Para reduzir riscos, o banco tem reforçado a exigência de garantias em operações mais sensíveis.

O executivo lembrou ainda da medida provisória que prevê a renegociação de dívidas de produtores e cooperativas, com a liberação de R$ 12 bilhões do Tesouro. A regulamentação deve sair nos próximos dias, permitindo a reestruturação de parte das dívidas.

Perspectivas da safra

No total, o Banco do Brasil pretende disponibilizar R$ 230 bilhões ao setor nesta safra, 2% acima do ciclo anterior. Desse valor, R$ 106 bilhões vão para agricultura empresarial, R$ 54 bilhões para médios produtores e agricultura familiar e R$ 70 bilhões para a cadeia de valor.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta colheita recorde de 353,8 milhões de toneladas na safra 2025/26. Para o banco, esse cenário aumenta a segurança no retorno dos financiamentos. “A projeção é positiva tanto para a produção quanto para o crédito”, disse Bittencourt.



Source link

News

Brasil dependente da China com alta nas exportações? ‘Há risco, mas depende’, aponta Daoud



A crescente presença da China no mercado de soja brasileiro levanta questionamentos sobre uma possível dependência excessiva do país asiático. Hoje, mais de 70% da produção nacional da oleaginosa tem como destino a China, o que alimenta dúvidas sobre os impactos caso haja redução nas compras.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

O Soja Brasil conversou com Miguel Daoud, comentarista do Canal Rural, que explica que esse risco existe, mas é considerado remoto. ”A China tem apenas 7% de seu território agricultável, praticamente esgotado, o que limita a possibilidade de autossuficiência. Além disso, o aumento do consumo de proteína animal pela população chinesa torna a soja importada insubstituível”, diz.

Mesmo que os Estados Unidos tentem ampliar suas exportações, o efeito seria limitado diante da demanda de 1,4 bilhão de pessoas. Daoud destaca ainda que a China vem investindo em infraestrutura no Brasil, justamente para garantir fornecimento estável e competitivo. “Todo negócio tem risco, mas essa probabilidade é remotíssima. O Brasil continuará abastecendo a China”, conclui.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo perde força, soja sustenta ganhos e milho reage



No caso do trigo, os contratos caem diante da oferta abundante


No caso do trigo, os contratos caem diante da oferta abundante
No caso do trigo, os contratos caem diante da oferta abundante – Foto: Canva

Os principais mercados de grãos iniciam esta sexta-feira (19) com movimentos distintos, refletindo tanto fatores climáticos quanto influências macroeconômicas. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo apresenta queda em Chicago, a soja opera em alta e o milho registra leve recuperação técnica após quedas recentes.

No caso do trigo, os contratos caem diante da oferta abundante no mercado internacional e da demanda enfraquecida, cenário que limita o avanço das cotações. A valorização do dólar frente ao euro também pressiona negativamente as exportações americanas, reduzindo sua competitividade. No mercado interno brasileiro, os preços seguem pressionados: o indicador Cepea Paraná caiu 1,41% no dia e acumula perda de 4,89% no mês, enquanto no Rio Grande do Sul a retração diária foi de 0,05%.

Já a soja volta a registrar ganhos em Chicago, apoiada nas expectativas em torno de um possível encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, embora a queda nos preços do óleo de soja limite parte da valorização. O mercado também reflete o início do plantio de verão no Brasil, que ocorre sob condições climáticas favoráveis e com projeção da Conab de safra recorde de 177,67 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 3,6% em relação à temporada anterior. Apesar disso, os contratos ainda sofrem influência da fraca demanda por biocombustíveis nos EUA e das recentes vendas externas decepcionantes.

O milho, por sua vez, registra leve alta em Chicago, em movimento de recuperação após as quedas dos dois pregões anteriores. Relatos apontam para produtividade ligeiramente abaixo do esperado nas lavouras americanas, o que pode levar a revisões no volume projetado pelo USDA. Além disso, previsões de chuvas significativas para o Centro-Oeste brasileiro nos próximos dias podem desacelerar o ritmo da colheita e dar sustentação adicional ao mercado.

 





Source link

News

Produção de laranja na Flórida atinge mínima histórica



A produção de laranjas na Flórida caiu para o menor nível desde a Grande Depressão. No ano comercial 2024/25, o estado colheu 12,2 milhões de caixas, queda de 32% em relação a 2023/24. Doenças nas árvores e impactos climáticos reduziram a produção, pressionando a oferta de frutas e suco no mercado, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Greening e clima afetam rendimento

A doença conhecida como greening segue como principal desafio. Ela impede que as árvores produzam frutos regulares, resultando em laranjas pequenas, deformadas e amargas, que caem antes da colheita. Apesar de não haver cura, tratamentos atuais ajudam a retardar seu avanço.

Além disso, tempestades recentes agravaram as perdas. O furacão Milton atingiu o centro da produção em 2024, e a Flórida ainda se recupera do impacto do furacão Ian, em 2022. Com 71% da produção concentrada em cinco condados, qualquer tempestade reduz significativamente o volume colhido. Diante desse cenário, muitos produtores optam por vender terras para incorporadoras, reduzindo ainda mais a área plantada.

Oferta limitada pressiona preços

A escassez de fruta reflete diretamente no mercado. Até agosto, o preço médio no varejo chegou a US$ 11,80 por galão, alta de quase 20% ante o ano anterior. No mercado de futuros da Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos de suco de laranja congelado concentrado, que chegaram a 548 cents por libra-peso em 2024. Atualmente, os preços são negociados a 240,35 cents/lb, com queda de 5,36% nesta quinta-feira (18).

O cenário indica que a combinação de doenças, clima extremo e redução de áreas produtivas deve manter a oferta limitada, impactando produtores, processadores e consumidores de suco de laranja nos próximos anos.



Source link

News

Fórum Pecuária Brasil reúne mais de 600 participantes e se consolida como principal encontro do setor



Nesta quarta-feira (17), o World Trade Center São Paulo foi palco da 5ª edição do Fórum Pecuária Brasil, organizado pela Datagro. O evento reuniu cerca de 620 participantes, entre produtores, frigoríficos, fornecedores de insumos e representantes do setor financeiro, consolidando-se como o principal encontro da pecuária nacional.

A edição de 2025 trouxe uma novidade de peso: o fórum passou a ser o evento oficial de conteúdo da Beef Week, semana inspirada na tradicional Sugar Week de Nova York, que promove debates e programações voltadas ao futuro da pecuária.

Entre os presntes, estiveram Plinio Nastari, presidente da Datagro; Oswaldo Furlan Júnior, vice-presidente do Grupo Pecuária Brasil; Bento Mineiro, diretor da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ); e José Paulo Cairoli, presidente da Associação Brasileira de Angus. Também participaram Marielle Solzki, head de commodities da B3; e Felipe Bortolotto, gerente de tecnologia de bovinos de corte da Cargill.

Do lado da indústria, o fórum recebeu representantes de Friboi JBS, Minerva, Marfrig, Frigorífico Estrela e o presidente da Abiec, Roberto Perosa, reforçando a relevância do evento para toda a cadeia produtiva.

Transformação e inovação na bovinocultura

Na abertura, destacou-se que a pecuária brasileira vive um momento de intensas transformações, marcado pela profissionalização e pela visão empresarial.

A evolução do setor vem sendo puxada por investimentos em sanidade, genética, nutrição e manejo das pastagens, além do fortalecimento da pesquisa e inovação.

Painéis abordaram os principais desafios e oportunidades

Ao longo do dia, seis painéis discutiram os rumos da pecuária brasileira, com foco em projeções para o abate de bovinos nos próximos anos, desafios da originação no Brasil, oportunidades para a carne bovina brasileira no mercado internacional e retomada da liquidação dos contratos do boi gordo na B3, entre outros temas estratégicos para a competitividade do setor.

Com recorde de público e status ampliado, o Fórum Pecuária Brasil se consolida como espaço fundamental para análise de cenários, geração de negócios e formulação de estratégias para o futuro da carne bovina brasileira.

Confira os principais destaques:



Source link

News

Exportações de carne bovina seguirão aquecidas apesar de tarifaço dos EUA



As exportações brasileiras de carne bovina se manterão firmes apesar do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. O bom desempenho pode ser explicado pela ampliação dos embarques para outros destinos, como México e Rússia. Além disso, a expectativa é que a China, principal destino do produto, compre mais entre setembro e outubro. 

O consultor Hyberville Neto, diretor da HN Agro, ressalta que mesmo diante das tarifas norte-americanas, as exportações para aquele mercado continuaram, mesmo que em volumes menores. “Em abril o volume foi recorde devido a sazonalidade e ao cenário de baixa oferta nos EUA. Em agosto houve uma redução significativa, mas as exportações não zeraram”, afirma. 

Entre julho e agosto, entretanto, as vendas brasileiras de carne bovina atingiram bons resultados. Conforme números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os embarques in natura foram recordes em julho, somando 276,9 mil toneladas. Em agosto, quando as tarifas do governo de Donald Trump começaram a valer, esse volume diminuiu 3%, com 268,5 mil toneladas.

EUA perdem espaço, México e Rússia ganham força

Depois da China, os países que mais importaram do Brasil em julho e agosto de 2025 foram México e Rússia, com cerca de 28,8 mil toneladas e 23,7 mil toneladas, respectivamente. Os Estados Unidos, por outro lado, ficaram em sexto lugar. No período, foram embarcadas 19 mil toneladas de carne bovina ao mercado norte-americano.

O maior apetite mexicano, inclusive, vem aumentando desde o meio do ano. “O México vem comprando mais do que os Estados Unidos desde junho, quando importou 16,2 mil toneladas. Em julho foram 15,6 mil e em agosto, 13,3 mil toneladas”, analisa Neto. Já o volume exportado para a Rússia surpreendeu o mercado e atingiu o maior volume desde novembro de 2017, com 12,4 mil toneladas em agosto.

Margens da indústria e expectativas

A percepção de que o Brasil conseguiu contornar os entraves do tarifaço com a diversificação de destinos é reforçada pelo coordenador de mercados de Safras & Mercado, Fernando Iglesias. “Por mais que as tarifas tenham sido um problema, nós tivemos uma movimentação bastante agressiva nas exportações brasileiras de carne bovina no período”, explica.

As apostas seguem sendo o mercado chinês. “Tivemos as maiores remessas do ano para a China em julho e agosto, e agora em setembro o ritmo de exportação segue muito forte, com melhora dos preços em dólar”, avalia Iglesias.

O especialista também chama a atenção para os preços do boi, que estão controlados. “Em julho houve uma leve alta, em agosto alguma recuperação, mas em setembro voltaram a cair. Essa estabilidade da matéria-prima manteve margens interessantes para a indústria exportadora”. Porém, no mercado interno a situação é menos favorável por causa da demanda mais fraca.



Source link