segunda-feira, abril 27, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Estudo usa inteligência artificial para mapear 50 anos de avaliação de impacto da pesquisa agrícola


Levantamento mostra evolução metodológica, aponta lacunas e sugere caminhos para alinhar ciência, sustentabilidade e segurança alimentar

Estudo analisou 239 publicações científicas sobre avaliação de impacto agrícola entre 1969 e 2022.

O uso de inteligência artificial permitiu

mapear tendências, metodologias e lacunas em seis décadas.

Métodos mistos e ciência de dados ganham espaço desde os anos 2000, equilibrando análises qualitativas e quantitativas.

Temas como mudanças climáticas, segurança alimentar e práticas sustentáveis ??devem crescer até 2030.

Pesquisas sobre culturas estratégicas como arroz, trigo, batata e inhame ainda são pouco exploradas.

 

As avaliações de impacto na agricultura, cada vez mais executadas por governos, financiadores e instituições de pesquisa, ganham novas ferramentas para medir de forma mais precisa os efeitos de políticas e tecnologias. Um estudo recente aplicou técnicas de processamento de linguagem natural (PLN) para analisar quase seis décadas de publicações científicas sobre o tema, revelando tendências, lacunas e prioridades emergentes que podem orientar tanto a formulação de políticas quanto a condução da pesquisa agrícola global.

 

De acordo com Daniela Maciel Pinto, analista da Embrapa Territorial, o levantamento examinou 239 estudos publicados entre 1969 e 2022, identificando mudanças no volume de trabalhos, nos métodos utilizados e nos focos temáticos ao longo do tempo. 

 

O primeiro artigo da série, explica ela, “publicado em 1969, já discutia a necessidade de aprimorar a gestão dos recursos públicos destinados à pesquisa agrícola. Desde então, o campo passou por grande transformação, refletindo as próprias mudanças da agricultura mundial – da Revolução Verde à emergência climática e aos debates sobre sustentabilidade”.

 

A análise mostrou a existência de seis grandes grupos temáticos,

• Economia e desenvolvimento agrícola (49 estudos) – com foco em eficiência, produtividade e investimentos, envolvendo principalmente grãos como sorgo e cevada;

• Inovação e desempenho tecnológico (37) – ligado à qualidade, transferência de conhecimento e culturas como milho e cana-de-açúcar, em forte ascensão desde os anos 1990;

• alimentar e mudanças climáticas (33) – tema em expansão desde os anos 2000, que diz respeito à produção, adaptação e questões de gênero;

• gestão de recursos e desenvolvimento sustentável (31) – com destaque para pobreza agrícola, impactos ambientais e redução da pobreza;

• impactos sociais e transformações institucionais (47) – envolvimento à participação social, políticas agrícolas e aprendizagem institucional, em crescimento desde os anos 1970,;

• adoção de tecnologias e práticas sustentáveis ??(42) – centrado em pequenos aumentos agrícolas, inovação e renda, com expressivo nas décadas de 2000 e 2010.

 

As previsões indicam que, até 2030, a adoção de práticas sustentáveis ??(+233%), a gestão de recursos (+122%) e os impactos sociais e institucionais (+59%) deverão crescer acima da média. Já a inovação tecnológica (+51%) e a segurança alimentar (+22%) avançaram em ritmo mais moderado, mas ainda relevante para os desafios globais.

 

Adriana Bin, da Unicamp, explica que, do ponto de vista metodológico, o estudo acordos 73 técnicas separadas, organizado em três categorias: desenho da avaliação, coleta de dados e análise de dados. Houve uma transição clara: se antes predominavam abordagens quantitativas, hoje há maior equilíbrio com métodos qualitativos. A partir dos anos 2000, cresceu o uso de métodos mistos e de ferramentas de ciência de dados, diminuindo uma tendência a avaliações mais interdisciplinares.

 

O Grupo 5 – impactos sociais e transformações institucionais concentrou uma maior variedade de métodos (35), seguidos por inovação tecnológica e desempenho (31). Já os grupos de economia agrícola e adoção de tecnologias sustentáveis ??empataram com 25 metodologias cada. Os temas ligados à segurança alimentar, mudanças climáticas e gestão de recursos ficaram próximos, com 22 métodos aplicados.

 

Segundo Geraldo Stachetti Rodrigues, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, questões sociais mais complexas exigem maior diversidade metodológica, enquanto áreas tradicionais, como economia agrícola, apesar do volume de estudos, utilizam menos variedade de ferramentas. Essa diferença reforça a necessidade de combinar métodos para capturar as múltiplas dimensões dos impactos agrícolas.

 

Inteligência artificial como aliada

O diferencial da pesquisa foi o uso de técnicas de PLN, como tokenização, análise de bigramas e modelagem de tópicos, aplicadas ao conjunto de publicações. Esse processo permitiu identificar padrões e tendências que poderiam passar despercebidos em análises eventualmente.

 

A busca inicial recuperou 447 artigos nas bases Scopus e Web of Science, refinados até chegar ao conjunto final de 239. O material foi tratado com métodos estatísticos, como a teoria de Zipf, e algoritmos de aprendizado de máquina, incluindo o LDA (Latent Dirichlet Allocation), que especifica os textos em seus grandes tópicos. A consistência dos resultados foi validada por testes de coerência e pelo método Elbow, que define o número ideal de clusters, neste estudo: os descritos.

 

Além da análise temática, Daniela Maciel Pinto destaca que a pesquisa estruturou um dicionário com 103 métodos e técnicas aplicadas em avaliação de impacto, que pode servir como guia prático para pesquisadores, avaliadores e formuladores de políticas.

 

O estudo mostra que as avaliações de impacto acompanharam os ciclos da agricultura mundial. Nos anos 1950 e 1960, a ênfase estava na mensuração econômica das inovações trazidas pela Revolução Verde. A partir dos anos 1970, emergiram preocupações ambientais e sociais, levando a métodos como a Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) e, mais tarde, a ferramentas institucionais como o Ambitec-Agro, desenvolvido pela Embrapa.

 

Nos anos 1990 e 2000, avaliações qualitativas e participativas passaram a incluir questões de gênero e equidade, enquanto na década seguinte ganharam espaços de abordagens sistêmicas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Mais recentemente, big data e tecnologias digitais foram incorporadas, ampliando as possibilidades de análise.

 

Apesar dos avanços, uma pesquisa revelou lacunas importantes. Poucas avaliações abordam diretamente culturas fundamentais para a segurança alimentar global, como arroz, trigo, batata e inhame – que aparecem em apenas 10% dos estudos. Outro ponto é o número ainda limitado de pesquisas experimentais, mesmo em temas que poderiam se beneficiar desse tipo de abordagem.

 

Há também desafios relacionados à cobertura das bases de dados. Por ter estudado apenas artigos indexados em Scopus e Web of Science, o levantamento pode ter sido retirado de fora de trabalhos relevantes disponíveis em outros repositórios.

 

Relevância social e política

Mais do que instrumentos de mensuração, as avaliações de impacto são vistas hoje como mecanismos de responsabilidade institucional, alinhados a paradigmas como a Pesquisa e Inovação Responsáveis ??(RRI). Eles ajudam a conectar a ciência agrícola a valores éticos, sociais e ambientais, ampliando sua relevância social. 

 

Para os autores, os resultados indicam que novas ferramentas, como a inteligência artificial, não substituem métodos tradicionais, mas os complementam, fortalecendo a capacidade de avaliação em um campo estratégico para enfrentar as mudanças climáticas, garantir a segurança alimentar e promover a sustentabilidade. 

 

Ao organizar o conhecimento acumulado sobre meio século de pesquisas, o estudo fornece um mapa de tendências e metodologias, capaz de apoiar decisões institucionais, orientar investimentos e estimular práticas agrícolas mais resilientes e inclusivas.

 

Pontos principais

• Estudo analisou 239 publicações entre 1969 e 2022 usando inteligência artificial.

• Identificados seis grandes grupos temáticos, com destaque para sustentabilidade, inovação e impactos sociais.

• Catalogadas 73 técnicas de avaliação e organizadas um dicionário com 103 metodologias.

• Uso crescente de métodos mistos e ciência de dados a partir dos anos 2000.

• Lacunas: baixa atenção às culturas básicas como arroz, trigo e batata.

• Até 2030, maior crescimento esperado na adoção de práticas sustentáveis ??e gestão de recursos.

 

Linha do tempo – Avaliações de impacto na agricultura

• Século XIX – Primeiras relações entre ciência e prática agrícola começaram a ser observadas.

• Década de 1950 – Com a Revolução Verde, surgem metodologias quantitativas externas a medir custos e benefícios das inovações tecnológicas.

• Década de 1970 – Expansão do escopo: além dos impactos econômicos, passam a ser avaliados efeitos sociais e ambientais.

• Décadas de 1980 e 1990 – Avanço das metodologias ambientais, como a Análise de Ciclo de Vida (ACV) e a Avaliação de Impacto Ambiental (AIA). A Embrapa cria o Ambitec-Agro, para medir impactos de tecnologias agropecuárias.

• Anos 1990–2000 – Ganha espaço a avaliação participativa e qualitativa, com foco em inclusão social, gênero e equidade.

• A partir de 2010 – Ênfase em abordagens sistêmicas e análises de trade-offs, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

• Atualidade – Uso crescente de big data e tecnologias digitais para apoiar avaliações de impacto e políticas públicas agrícolas.

 

 

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja recua em Chicago diante de estimativa de safra


A soja negociada na Bolsa de Chicago encerrou o pregão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pelas estimativas de uma safra recorde no Brasil. Segundo dados da TF Agroeconômica, o contrato para novembro caiu 0,60%, ou US$ 6,25 cents/bushel, fechando a US$ 1.037,50. Já o vencimento de janeiro recuou 0,61%, ou US$ 6,50 cents/bushel, para US$ 1.056,50. No farelo, outubro fechou em baixa de 0,32%, a US$ 283,00/ton curta, enquanto o óleo de soja para o mesmo mês cedeu 1,31%, cotado a US$ 50,57/libra-peso.

O movimento baixista foi atribuído a diversos fatores técnicos e fundamentais, incluindo a pressão sazonal da colheita nos Estados Unidos, a expectativa de safra recorde no Brasil e a ausência de novas compras chinesas. Analistas destacam que, mesmo com o aumento de 70,58% nas vendas semanais para exportação, a China permanece fora das listas americanas, o que reduz o potencial de escoamento da safra norte-americana.

No Brasil, a Conab estimou a produção de soja em 177,67 milhões de toneladas e as exportações em 112,12 milhões de toneladas, números superiores aos 177 milhões e 112 milhões de toneladas previstos pelo USDA para a safra 2025/26. Essas projeções reforçam a pressão sobre as cotações internacionais, já que o país deve seguir como líder no comércio global do grão.

Com esse cenário, os preços em Chicago tendem a manter um viés de baixa no curto prazo, especialmente se as perspectivas climáticas permanecerem favoráveis na América do Sul e a demanda chinesa seguir limitada no mercado norte-americano. As informações foram divulgadas nesta manhã.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Estado tem otimismo com a soja


O Rio Grande do Sul atravessa um momento típico de entressafra, marcado pela preparação para o novo ciclo de soja, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de preços para pagamento em meados de setembro, com entrega entre agosto e setembro, ficaram em R$ 142,50 nos portos. No interior, as cotações marcaram manutenção e ficaram em torno de R$ 135,00 por saca, em Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa para 30/09”, comenta.

Santa Catarina atravessa a fase de entressafra da soja, o que reduz a disponibilidade de informações atualizadas e a movimentação do setor. “No mercado físico, as cotações apresentaram oscilações discretas. Em Palma Sola, a saca de 60 kg foi negociada a R$ 122,00, com variação negativa de -0,81%. Já em Rio do Sul, o preço se manteve estável em R$ 128,00. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 140,29 (-0,53%)”, completa.

Diferenças regionais e logística definem o cenário da soja no Paraná. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 140,99 (-0,40%). Em Cascavel, o preço foi 127,78 (-0,78%). Em Maringá, o preço foi de R$ 128,52 (-0,44%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 130,23 (-0,31%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 125,00 (+0,87%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Mato Grosso do Sul inicia plantio com otimismo e mercado físico estável. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 126,49 (+0,34%), Campo Grande em R$ 126,49 (+0,34%), Maracaju em R$ 126,49 (+0,34%), Chapadão do Sul a R$ 121,04 (+0,14%), Sidrolândia a em R$ 126,49 (+0,34%)”, informa.

Comercialização avança e prêmio de exportação sustenta preços no Mato Grosso. “O desafio agora recai sobre o aumento dos custos de produção, especialmente com insumos como fertilizantes e defensivos. Campo Verde: R$ 122,73 (-0,66%). Lucas do Rio Verde: R$ 120,74 (-0,63%), Nova Mutum: R$ 120,74 (-0,63%). Primavera do Leste: R$ 122,73 (-0,66%). Rondonópolis: R$ 122,73 (+0,66%). Sorriso: R$ 120,74 (-0,63%)”, conclui.

 





Source link

News

Banco do Brasil já liberou R$ 40 bilhões em financiamentos na safra 2025/26



O Banco do Brasil (BB) já desembolsou cerca de R$ 40 bilhões em financiamentos para o agronegócio na safra 2025/26, que começou em 1º de julho e se estende até 30 de junho de 2026.

O montante inclui operações de crédito rural, títulos agrícolas, como Cédulas de Produto Rural (CPRs), crédito agroindustrial e recursos para giro, os chamados de negócios da cadeia de valor do agro, efetivadas de julho à metade de setembro.

Os dados foram apresentados pelo vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, no evento “Perspectivas para a Agropecuária na Safra 2025/26”, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ocorrido na quinta-feira (18), em Brasília.

“O processo está evoluindo bem. Temos expectativa de que os recursos do Plano Safra vão chegar para a grande maioria e vamos conseguir contribuir para que a produção recorde da safra se concretize”, afirmou Bittencourt.

Em relação ao desempenho dos desembolsos, o executivo informou que as operações de custeio no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) estão em linha com as safras anteriores, mas com redução expressiva nas operações de investimentos.

“O que era esperado em função da própria dificuldade de liquidez. É o momento em que os produtores estão fazendo um ajuste de caixa, especialmente com margens mais apertadas, mas sem comprometer a nova safra”, apontou.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Já no financiamento a grandes produtores, há recuo tanto nas operações de investimento quanto de custeio, pontuou Bittencourt. “Parte disso vem sendo atendida com CPRs, fora do crédito rural contabilizada pelo Banco Central, mas está sendo financiada. E outra parte, efetivamente, com a Selic atual há maior precaução para produtores que operam com taxas livres”, avaliou.

Ele destacou, entretanto, que não é uma particularidade do Banco do Brasil, e sim uma situação enfrentada por todo o mercado.

Montante total oferecido

Ao todo, o BB vai oferecer R$ 230 bilhões em financiamentos para o agronegócio na safra atual. O valor é 2% superior ao desembolsado pelo banco na temporada anterior, 2024/25. Desse montante, R$ 106 bilhões serão destinados à agricultura empresarial (grandes produtores, cooperativas e agroindústrias) e R$ 54 bilhões vão para a agricultura familiar e médios produtores. Outros R$ 70 bilhões deverão ser distribuídos em negócios da cadeia de valor do agro.

Bittencourt comentou também sobre a perspectiva de colheita recorde de 353,8 milhões de toneladas na safra 2025/26, estimada pela Conab. “Além de olhar pela perspectiva da alimentação, mas também pelo lado da produção, a projeção apresentada neste momento é muito boa para o produtor e para o consumidor. Para o banco, também é boa pela ótica do recebimento dos nossos créditos”, afirmou, lembrando que a carteira de crédito rural do BB é de R$ 405 bilhões.

O vice-presidente de Agronegócios do BB também minimizou o impacto da inadimplência no agronegócio, mencionando que a carteira adimplente ainda representa 96% da carteira do banco. “Efetivamente a inadimplência subiu, mas a inadimplência atinge menos de 5% do total da carteira. Os outros 95% dos produtores da nossa carteira continuam ativos com os produtores adimplentes contratando novas operações”, ponderou.

A inadimplência da carteira de agro do banco chegou a 3,49% ao fim de junho, dados mais recentes divulgados, ante 1,32% um ano antes. O indicador considera pagamentos em atraso há mais de 90 dias.

Ele lembrou ainda que está em regulamentação a Medida Provisória editada pelo governo federal, que autoriza a renegociação de dívidas rurais de produtores e cooperativas e libera R$ 12 bilhões em recursos do Tesouro em linha de crédito para as amortizações.

“Talvez saia a regulamentação até o início da próxima semana e, a partir daí, em mais alguns dias, poderemos operar as renegociações para atender a esses 4% a 5% de produtores que estão inadimplentes. E, com isso, fazer com que todo esse processo avance em termos de produção”, apontou Bittencourt.

Diante do aumento da inadimplência, embora atinja fatia pequena da carteira de crédito rural, o BB tem exigido mais garantias e uma análise de crédito mais intensa na concessão dos financiamentos, segundo Bittencourt.

“O que é normal frente a esse aumento da inadimplência que vimos. Mas, em várias situações em que a situação está normal, não teve nenhuma mudança em relação à postura que vinha sendo adotada. Onde tem mais risco, exige uma ação mais efetiva para minimizar possíveis perdas”, relatou o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB.

Bittencourt assumiu a liderança da carteira de agronegócios do Banco do Brasil há pouco mais de um mês, em 14 de agosto. A sua escolha ocorreu em meio ao fato de que o desempenho do BB vem sendo afetado pela carteira agro, que atende por um terço da carteira total do banco.



Source link

News

Brasil quer ampliar importação de produtos de países árabes, diz Fávaro



O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, manifestou a países da Liga Árabe o interesse do Brasil em ampliar a importação de produtos árabes.

“Nós também queremos ser grandes compradores, não apenas de fertilizantes, que são fundamentais para a nossa produção, mas de outros itens que os países da Liga tenham interesse em comercializar com o Brasil. Estamos abertos a negociar”, disse Fávaro em encontro com o Conselho de Embaixadores da Liga dos Estados Árabes e com a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, ocorrido na quinta-feira (18) na sede da embaixada da Palestina em Brasília.

Fávaro lembrou, segundo o ministério, que neste ano Brasil e a Liga Árabe completam 80 anos de relações diplomáticas, com o Brasil se consolidando como o maior exportador de produtos halal do mundo.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

“De tudo o que o Brasil exporta para a Liga Árabe, 75% é da agropecuária: carnes de aves, carnes bovinas, açúcar, milho, mel. O Brasil é um grande provedor de alimentos para os países árabes”, afirmou o ministro.

Mencionando o tarifaço dos Estados Unidos, Fávaro ressaltou que o Brasil quer ampliar as exportações aos países árabes.

“Trabalhamos muito pela ampliação dos mercados e das relações comerciais, batendo recordes na balança comercial. Conseguimos viabilizar negócios como ovos férteis para a Arábia Saudita, açaí para o Egito, além de café e suco de laranja para os Emirados Árabes Unidos”, apontou.

O presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, William Adib Dib, destacou para a necessidade de novas parcerias entre os países em áreas como fertilizantes e economia halal, abrangendo alimentos industrializados, cosméticos, medicamentos e serviços.



Source link

News

veja como os preços encerraram a semana



O mercado físico do boi gordo encerra a semana apresentando manutenção do padrão das negociações em grande parte do país.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias ressalta que em diversas regiões as indústrias ainda se deparam com uma posição de maior conforto em suas escalas de abate, que em vários estados já adentram o mês de outubro.

“A demanda doméstica segue enfraquecida, com recuo dos preços. Exportações em alto nível são uma variável relevante a ser considerada, atuando como principal suporte para os preços em 2025”, diz.

Segundo ele, com o congresso norte-americano estudando a remoção das tarifas de importação sobre produtos brasileiros, as exportações de carne bovina do Brasil para os Estados Unidos podem ser reestabelecidas.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 304,33 — ontem: R$ 302,75
  • Goiás: R$ 287,14 — R$ 289,29
  • Minas Gerais: R$ 287,65 — estável
  • Mato Grosso do Sul: R$ 320,48 — R$ 320,34
  • Mato Grosso: R$ 297,91 — R$ 298,78

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresentou preços em queda no decorrer da sexta-feira. O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, considerando o menor apelo ao consumo durante a segunda quinzena do mês.

Além disso, é importante mencionar que a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade se comparado as demais proteínas, em especial se comparado a carne bovina.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 23,50, por quilo, queda de R$ 0,60; o dianteiro foi cotado a R$ 17,50 por quilo, queda de R$ 0,50; e a ponta de agulha recuou ao patamar de R$ 16,50, por quilo, queda de R$ 0,60.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,02%, sendo negociado a R$ 5,3204 para venda e a R$ 5,3184 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3165 e a máxima de R$ 5,3385. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,62%.



Source link

News

Ocorrências com fogo em áreas urbanas e rurais colocam vidas em risco


Um incêndio de grandes proporções assustou moradores de Barreiras, no Oeste da Bahia, depois que um homem foi flagrado por câmeras de segurança ateando fogo em um sofá. Em poucos minutos, as chamas se espalharam e atingiram uma área de vegetação de Cerrado, colocando em risco a vida de moradores e diversas residências. Este é um exemplo de como o fogo em áreas urbanas e na zona rural pode ser devastador.

O registro é um dos poucos flagrados, mas que se misturam com os inúmeros casos que acontecem em todo o Matopiba. O terceiro episódio da série Cerrado Sem Fogo, mostra os impactos das queimadas em áreas rurais e urbanas.

“Foi a primeira vez que eu vi isso e a gente se assusta, né, a gente tem medo de fogo, então para as crianças foi horrível”, contou o advogado Kelvin Vinícius Pereira, que presenciou a cena.

As imagens, que rapidamente circularam nas redes sociais, mostram o sofá sendo incendiado e, logo em seguida, o fogo se alastrando pela vegetação seca. As áreas urbanas e rurais sofrem consequências diretas da falta de prevenção.

Segundo Kelvin, o autor do ato não percebeu os riscos que estavam ao redor. “Então, ao incendiar aqui, ele não prestou atenção que o cercava, que é a vegetação. Por ignorância, acabou incendiando e esse pequeno ato queimou toda a serra”, relatou o advogado. O homem foi identificado e deverá responder por crime ambiental.

homem ateando fogo em sofá em Barreiras, Oeste da Bahia, Cerrado Sem Fogohomem ateando fogo em sofá em Barreiras, Oeste da Bahia, Cerrado Sem Fogo
Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Zona rural sem dormir

Na zona rural, a mesma preocupação acontece. Para moradores, além do medo, os incêndios florestais que atingem grandes proporções trouxeram noites de apreensão por causa da fumaça intensa que invadiu as casas. Incidência de fogo na zona rural e urbana aumenta essa preocupação.

“Quando o fogo veio ali, realmente eu fiquei apreensivo, os vizinhos todos ficaram assustados, tentaram apagar, os bombeiros vieram. Esses últimos três dias a fumaça invadiu a casa, invadiu tudo, suja tudo, não respira legal, aqui a fumaça pega 100%, não dá pra ficar. Eu não consigo entender a cabeça do ser humano que faz esse tipo de atitude. Então assim, as pessoas têm que ter consciência, cobrar o poder público e não colocar fogo, né? Porque ainda tem a questão dos animais”, disse o consultor de vendas e morador João Marcos Brito.

incêndio florestal, barreiras, zona rural,incêndio florestal, barreiras, zona rural,
Incêndio florestal no povoado de Saco e Sapé em Barreiras (BA) | Imagem: Reprodução

Impactos à saúde

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 99% da população mundial respira um ar que excede os limites estabelecidos de qualidade, com altos níveis de poluentes.

O levantamento aponta que países de baixa e média renda estão entre os mais afetados. Ainda segundo a OMS, a poluição do ar, tanto em áreas urbanas quanto rurais, está relacionada a derrames, doenças cardíacas, câncer de pulmão e problemas respiratórios crônicos, sendo responsável por cerca de 7 milhões de mortes prematuras por ano.

O vice-presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras, Davi Schmidt, reforça que os incêndios descontrolados trazem riscos tanto para a saúde humana quanto para os animais e a economia local.

“Gente, fogo descontrolado pode causar danos econômicos e à vida, seja dos rebanhos, que estão pastando próximos ao cerrado e acabam morrendo, até mesmo para os residentes da comunidade rural que sofrem muito, tanto pela saúde quanto pelo risco real às suas casas. Então, pelo amor de Deus, não joguem lixo fora das lixeiras ou dos aterros adequados. Uma garrafa de vidro ou uma bituca de cigarro pode causar combustão instantânea nesse período de calor e seca”, alertou.

A coordenadora técnica do MapBiomas Fogo, Vera Arruda, lembra que o combate às chamas exige grande esforço humano e financeiro, além de colocar em risco a vida de quem atua na linha de frente.

“A gente sabe que o combate aos incêndios é muito custoso. São pessoas que estão colocando sua vida em risco ali para fazer o combate. Então acho que a mensagem é colocar mais esforços na prevenção para a gente evitar cada vez mais ações de combate”, defendeu.

Episódios Cerrado Sem Fogo

Leia e assista aos episódios anteriores da série especial:


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho tem pregão misto na B3 e recua em Chicago


O mercado de milho apresentou comportamento misto nesta quinta-feira (18) na B3, refletindo os movimentos do câmbio e das cotações externas. Segundo informações da TF Agroeconômica, o cenário foi influenciado também pela primeira estimativa da Conab para a safra 2025/26, que indicou leve redução na produção nacional, aumento dos estoques iniciais e crescimento no saldo exportável do cereal.

Na bolsa brasileira, os contratos futuros fecharam em direções distintas. O vencimento novembro/25 terminou cotado a R$ 67,27, com alta de R$ 0,09 no dia, mas queda acumulada de R$ 0,69 na semana. O contrato de janeiro/26 encerrou a R$ 70,16, com recuo diário de R$ 0,02 e semanal de R$ 0,77. Já março/26 foi negociado a R$ 73,13, registrando baixa de R$ 0,12 no dia e de R$ 0,21 na semana. Esse movimento reflete a disputa entre fatores internos, como o dólar, e externos, como o avanço da colheita nos Estados Unidos.

Em Chicago, os preços do milho recuaram diante da intensificação da colheita americana. O contrato para dezembro caiu 0,70%, encerrando a US$ 423,75/bushel, enquanto o de março perdeu 0,67%, fechando a US$ 441,50/bushel. Analistas destacam que o mercado permanece pressionado pela incerteza quanto ao rendimento das lavouras, uma vez que a produtividade final ainda é difícil de projetar.

Problemas de polinização ocorridos no verão e a incidência de ferrugem asiática podem estar afetando a qualidade da safra norte-americana. Com isso, mesmo notícias positivas, como a venda extra de 110 mil toneladas para exportação, acabam sendo ofuscadas. As dúvidas sobre o desempenho das lavouras se acumulam junto com o milho armazenado nos silos, aumentando a cautela dos agentes e reforçando a pressão baixista sobre os preços internacionais.

 





Source link

News

Área de 165 hectares ocupada por plantas ilegais vira assentamento



O Diário Oficial da União publicou nesta terça-feira (16) a portaria que cria o assentamento Márcio Matos, localizado no município de Cafarnaum, na região Centro-Norte da Bahia, a 440 km de Salvador. A área de reforma agrária ocupa 164,6 hectares e terá 15 lotes disponíveis para famílias de trabalhadores rurais.

O imóvel rural, chamado Nova Aquino, foi destinado ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) por decreto de expropriação após a constatação de cultivos ilegais de plantas psicotrópicas no local.

Márcio Matos é o primeiro assentamento do Incra em Cafarnaum e o quinto criado na Bahia em 2025, somando 3,3 mil hectares de terras e capacidade para atender 177 famílias.

O superintendente regional do Incra na Bahia, Carlos Borges, destacou que a criação do projeto garantirá acesso à terra a novas famílias, fortalecendo o desenvolvimento rural. “Um novo assentamento significa geração de renda, segurança alimentar e fortalecimento da reforma agrária”, afirmou.

Seleção de famílias

A Divisão de Obtenção de Terras do Incra informou que o edital de seleção das famílias será publicado ainda neste ano. Os interessados poderão se candidatar gratuitamente, sendo exigida inscrição atualizada no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e atendimento às diretrizes do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA).

De acordo com laudo agronômico, o assentamento Márcio Matos possui potencial agropecuário e é adequado para cultivos de palma, mamona, milho e feijão. A área também é favorável à criação de caprinos e ovinos.

Além de Márcio Matos, foram criados na Bahia neste ano os assentamentos Anita Garibaldi, em Teixeira de Freitas; Eldorado dos Carajás e Edite Xavier, em Alcobaça; e Capitão Lamarca, em Muquém do São Francisco. Todos já possuem editais de seleção em andamento.



Source link