segunda-feira, abril 27, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

IIPR tem alta em agosto, mas acumulado aponta deflação



Alta dos preços ao produtor em agosto contrasta com deflação anual no RS



Foto: Canva

Após uma sequência de perguntas consecutivas, o Índice dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais do Rio Grande do Sul (IIPR) registrado em alta em agosto de 2025, conforme relatório mensal divulgado pela Assessoria Econômica da Farsul. nesta quinta-feira (18/9). O indicador registrou inflação de 2,39% no último mês. Apesar da elevação no último mês, o acumulado em 12 meses indica retração, atingindo -8,52%.

A alta do preço em agosto foi impulsionada, principalmente, pelo aumento no preço da soja, que refletiu as novas estimativas de estoques globais divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Já no acumulado em um ano, o resultado aponta um descompasso com o IPCA Alimentos que tem alta de 7,42%. A diferença evidencia que as recentes pressões inflacionárias do IPCA Alimentos decorrem de outros fatores ao longo da cadeia de produção e comercialização, e não apenas o preço recebido pelo produtor.

Os custos de produção também tiveram alta em agosto. O Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) registrou aumento de 0,1% em relação a julho. A queda de 1,7% da taxa de câmbio favoreceu a retração dos preços dos fertilizantes e herbicidas, mas esse rompimento foi compensado pelo aumento do custo com sementes, especialmente de soja e milho, em um movimento sazonal típico do período que antecede o plantio da próxima safra.

No acumulado de 12 meses, o IICP acumulou inflação de 0,58%. Apesar da queda observada em agosto, os fertilizantes ainda acumularam alta média de 10% no período. Em contrapartida, os custos com supervisão recuaram influenciados pelo pagamento dos bônus de Itaipu.





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como a tecnologia do Antecipasto otimiza a produção o ano todo


Uma nova tecnologia tem revolucionado a produção de gado, elevando o ganho de peso em até cinco arrobas por hectare na entressafra da soja. Chamado de Antecipasto, o sistema antecipa em até 60 dias a formação da pastagem, garantindo maior disponibilidade de forragem mesmo em condições de estiagem e solos de baixa fertilidade.

Fazendas que adotaram a técnica conseguiram aumentar o período de pastejo do gado de 100 para 150 dias por ano, com um incremento de meia unidade animal por hectare. O resultado é impressionante: os animais passaram a ganhar de três a cinco arrobas líquidas durante a estação seca, e algumas propriedades aumentaram em 50% a produção de carne por hectare.

Diferimento de pastagem: o segredo da tecnologia

O Antecipasto eleva o ganho de peso em até cinco arrobas por hectare na entrressafra da soja. Foto: Divulgação/Embrapa.

O Antecipasto é, na verdade, um sistema de diferimento de pastagem, uma técnica que consiste em vedar uma área durante o outono para ser utilizada no período da seca. É uma tecnologia com diversos nomes populares, como “feno em pé” ou “vedação de pastagens”, e sua utilização é fundamental para o sucesso do sistema.

Para definir a quantidade de hectares que o pecuarista precisa reservar, é necessário levar em conta alguns fatores:

  • Categoria animal: O pecuarista deve definir qual categoria animal (bezerros, garrotes, etc.) e o peso do gado que vai ficar na área.
  • Quantidade de animais e tempo: É preciso definir quantos animais e por quanto tempo eles vão ficar na área diferida, para saber a quantidade de pasto que será consumida.
  • Eficiência de pastejo: O pecuarista deve levar em conta a eficiência de pastejo, pois uma parte da massa de forragem será perdida por pisoteio e acamamento.
  • Matéria seca: É crucial saber a quantidade de matéria seca por hectare da pastagem (que pode variar de 4 mil a 6 mil kg) para saber quantos hectares precisam ser vedados para atender à demanda.

Oportunidade para a pecuária e a agricultura

O Antecipasto é uma ferramenta de alta tecnologia para o campo. Foto: Divulgação/Embrapa.

O Antecipasto é uma tecnologia que tem o potencial de revolucionar a pecuária brasileira. Ao antecipar a formação da pastagem, o sistema garante a disponibilidade de forragem mesmo em condições de estiagem, o que permite ao produtor ter um bom ganho de peso do gado na entressafra da soja.

Para o pecuarista que busca aumentar a sua produtividade e a sua rentabilidade, o Antecipasto é uma ferramenta de alta tecnologia que pode transformar a sua fazenda e o seu negócio.



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Fragrâncias criadas a partir do café são nova aposta do mercado



O Brasil, maior produtor e exportador do mundo de café, segue em expansão: segundo levantamento da Safra de Cafeicultura 2025, realizado pela Conab e divulgado pelo Observatório do Café (Embrapa), a produção nacional para o ano-cafeeiro de 2025 está estimada em 55,67 milhões de sacas de 60kg, um crescimento de 2,7% em relação a 2024.

Além de inspirar experiências gastronômicas, o café também revela um lado pouco conhecido: suas flores brancas e perfumadas são a matéria-prima de fragrâncias.

A florescência do arbusto surge apenas uma vez ao ano, entre setembro e novembro, e permanece aberta por no máximo 48 horas.

“Com notas delicadas e únicas, a floração é colhida manualmente, num procedimento artesanal que exige precisão e cuidado. Trata-se de uma matéria-prima rara, que traz exclusividade às formulações de essências e difusores de ambiente”, explica a farmacêutica Vanessa Vilela, CEO da empresa mineira Kapeh.

Como o café vira essência

O método para transformar a florada efêmera em fragrância é inteiramente manual. Após a colheita, feita em poucas horas devido à curta durabilidade da planta, é realizada a extração por técnica moderna de enfleurage, que utiliza óleos vegetais ou solventes naturais para capturar o aroma.

O resultado é um extrato altamente concentrado, conhecido como absoluto da florescência, que serve de base para perfumes e ambientadores. Segundo a especialista, o procedimento é importante para preservar a identidade olfativa.

“A extração precisa respeitar o tempo da pétala, mantendo seu bouquet natural sem interferências químicas pesadas. Esse cuidado garante uma nota floral rara, fresca e sofisticada, com forte vínculo à identidade brasileira”, afirma.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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IRGA fortalece parceria com Fedearroz em missão técnica na Colômbia e recebe visita da Federarroz Brasil



IRGA e Federarroz discutem inovação e práticas vistas em missão técnica na Colômbia



Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira (18), o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) recebeu a visita institucional da Federarroz. A agenda, com caráter técnico e estratégico, teve como objetivo apresentar os resultados da missão realizada na Colômbia e discutir a aplicação prática das experiências observadas, promovendo o fortalecimento da indústria orizícola do Rio Grande do Sul.

Durante o encontro, foram apresentadas práticas e avanços tecnológicos que fazem parte da rotina da produção da arrozeira colombiana, muitos dos quais foram inspirados nas experiências gaúchas. A reunião reforçou o intercâmbio de conhecimento e destacou a importância de adaptação de soluções internacionais para a realidade do estado, garantindo inovação, sustentabilidade e competitividade à cadeia produtiva local.

“A experiência proporcionou uma sequência positiva de compartilhamento de conhecimento, contato com avanços tecnológicos e troca cultural, ampliando o diálogo entre Brasil e Colômbia no setor arrozeiro. A aproximação reforça o compromisso do Instituto em buscar soluções inovadoras e práticas sustentáveis ??para a orizicultura gaúcha”, reforçou o presidente do IRGA, Eduardo Bonotto.

 





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Brasil e Reino Unido firmam memorando sustentável com acordo voltado a fertilizantes



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu, na última semana, uma missão oficial no Reino Unido com a assinatura de um memorando de entendimento voltado a fertilizantes sustentáveis. O acordo, firmado pelo secretário-executivo adjunto, Cleber Soares, e pelo secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira, busca ampliar a cooperação científica entre os dois países.

Objetivos do memorando

A parceria prevê iniciativas conjuntas em pesquisa, inovação e boas práticas para otimizar a gestão do nitrogênio, reduzir emissões de gases de efeito estufa e proteger os solos. O objetivo é apresentar resultados concretos já na 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontece em Belém, em novembro deste ano.

Centro de Excelência em Fertilizantes

O memorando está inserido no contexto da criação do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), lançado em 2025 no âmbito do Plano Nacional de Fertilizantes. O centro tem como foco estimular pesquisa, inovação e a troca de conhecimentos em nutrição de plantas, fortalecendo a segurança alimentar e o uso sustentável de insumos agrícolas.

Cooperação sanitária e comercial

Durante reunião com o Department for Environment, Food and Rural Affairs (DEFRA), foram discutidos temas como a regionalização da influenza aviária, a habilitação de ovos, lácteos e pescado, além do reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação.

O governo britânico demonstrou disposição em acelerar a análise dos dossiês sanitários, enquanto a delegação brasileira reforçou a solidez de seus controles e defendeu a separação entre aquicultura e pesca extrativa.

Agenda científica

A missão que firmou o memorando incluiu ainda compromissos acadêmicos e técnicos. Na Universidade de Oxford, o Brasil apresentou propostas ligadas ao CEFENP e debateu tecnologias de nutrição de plantas, como a produção de amônia verde e processos bioquímicos para ampliar a eficiência no uso de nutrientes.

Já no Rothamsted Research, um dos institutos agrícolas mais antigos do mundo, os representantes conheceram experimentos de longa duração e arquivos históricos sobre solos e plantas, reforçando a relevância de parcerias de longo prazo.

Comércio agropecuário

Segundo o Mapa, o Reino Unido é considerado um dos principais parceiros do Brasil na Europa. Em 2024, as importações britânicas de produtos agropecuários brasileiros somaram US$ 1,8 bilhão, com destaque para carnes, produtos florestais, soja e café. No mesmo período, oito novos produtos brasileiros foram habilitados para o mercado britânico, entre eles feno processado, polpa cítrica desidratada, erva-mate processada e fruto seco de macadâmia.



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Aplicação conjunta de calcário e fosfato natural gera 12 sacas de soja a mais por hectare


A estação de Jaú do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), no interior de São Paulo, foi palco de recente pesquisa, em parceria com a Massari Fértil, sobre a aplicação de Fosfato Natural Reativo (FNR) em conjunto com calcário em lavouras de soja.

Em comparação ao manejo convencional, o estudo comprovou aumento de até 16,5% na produtividade da oleaginosa, o equivalente a, aproximadamente, 12 sacas a mais por hectare.

De acordo com o engenheiro agrônomo Wellington Eduardo Xavier Guerra, professor doutor em agronomia e pesquisador da Massari Fértil, os experimentos são desenvolvidos desde 2020, em três etapas:

  • Testes de bancada para entender a reatividade do material;
  • Casa de vegetação, com controlados para observar o desenvolvimento das plantas em condições simuladas;
  • Pesquisa de campo, realizada em lavouras reais, validando a eficácia e o potencial produtivo em escala.

“Os dados levantados na cultura da soja em Jaú, interior de São Paulo, confirmam o bom desempenho do Fosfato Natural Reativo quando misturado ao calcário (DGMS), como uma alternativa para o manejo da fertilidade do solo”, afirma o agrônomo.

Quebra de paradigma

planta de sojaplanta de soja
Foto: Divulgação

A pesquisa desmistifica algo comum entre os agricultores e que está na literatura, de que a mistura de calcário (fonte de cálcio) e fertilizantes fosfatados levaria a uma formação de compostos menos solúveis e, consequentemente, menos disponíveis para a absorção pelas culturas.

“No contexto de solos tratados com calcário, o cálcio presente no calcário desempenha um papel fundamental nesse processo. Em solos ácidos, o fósforo tende a se fixar com óxidos de ferro e alumínio. A calagem tem como objetivo principal corrigir a acidez do solo, elevando o pH e neutralizando o alumínio tóxico. Isso é benéfico, pois em pHs mais elevados, a disponibilidade do fósforo aumenta, já que a fixação por ferro e alumínio é reduzida”, detalha Guerra.

No entanto, de acordo com ele, em certos cenários, especialmente quando há uma alta concentração de cálcio livre na solução do solo, o fósforo solúvel pode reagir com o cálcio, formando fosfatos de cálcio de baixa solubilidade, como o fosfato tricálcico.

“Essa reação é a retrogradação do fósforo mediada pelo cálcio, tornando o fósforo menos acessível às plantas. É como se o fósforo ‘voltasse’ a uma forma semelhante à encontrada nas rochas fosfatadas”, exemplifica.

Fertilidade do solo

O pesquisador da Massari conta que a aplicação conjunta de calcário e fosfato natural reativo (FNR) é uma estratégia que busca otimizar a fertilidade do solo, especialmente em condições de acidez. Porém, para entender essa interação, é importante considerar as características de cada produto e como eles agem no solo.

“O calcário é fundamental para corrigir a acidez do solo, elevando o pH e neutralizando o alumínio tóxico. Em solos ácidos, o fósforo (P) tende a ser ‘fixado’ por óxidos de ferro (Fe) e alumínio, tornando-se indisponível para as plantas. Ao elevar o pH, o calcário aumenta a disponibilidade de P. Ao complexar o Fe e Al, o calcário libera o P que estava fixado por esses elementos, tornando-o disponível na solução do solo para a absorção das plantas.”

Segundo ele, a aplicação de calcário com fosfato natural reativo é uma estratégia viável e, em muitos casos, recomendada. “A principal diferença em relação aos fosfatos solúveis é que o FNR é menos suscetível à retrogradação por cálcio. O planejamento e a análise de solo são cruciais para definir a melhor estratégia de aplicação”.

Para a pesquisa, foi utilizado o FNR Bayóvar, de uma mina localizada no Perú, considerada a maior fonte de fosfato natural reativo do mundo. Os pesquisadores explicam que não há experiências comparativas para generalizar todas as outras fontes, como do Marrocos, Tunísia, Israel, Egito e China.



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Na sua propriedade, como está a sucessão familiar?


Na interatividade da semana, perguntamos: na sua propriedade, como está a sucessão familiar?

O resultado revelou que 38% dos produtores rurais apontam que ainda não pensam sobre o assunto. Além disso, 25% demonstraram que já está definida e em andamento, 23% afirma que não haverá sucessão e que irao buscar outra alternativa, enquanto 18% planejam para os próximos anos. 

Mas afinal, o que esta pesquisa nos traz de perspectiva? 

Conversamos com Miguel Daoud, comentarista do Programa Porteira Aberta Empreender, realizado pelo Canal Rural em parceria com o Sebrae e  para ele os dados são preocupantes: 

“A enquete mostra um dado preocupante: 38% dos produtores ainda não pensaram na sucessão familiar. Isso revela o risco de conflitos, perda de gestão e até de patrimônio no futuro.

Por outro lado, 25% já têm o processo em andamento, sinal de profissionalização. Outros 23% afirmam que não haverá sucessão, o que reflete o desinteresse de muitos jovens em permanecer no campo. Apenas 14% estão planejando a transição, etapa fundamental para garantir continuidade.

A enquete confirma que a sucessão é um dos maiores desafios do agro brasileiro. Sem preparo, muitas propriedades correm risco de não se manter competitivas. Temos que incentivar no Canal capacitação, planejamento e alternativas de gestão para o futuro”, afirma Daoud.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

E nesta semana, o Programa Porteira Empreender vai trazer histórias inspiradoras de famílias que já enfrentaram ou estão enfrentando esse desafio da sucessão familiar, mostrando caminhos possíveis e lições valiosas para o agronegócio aqui no Brasil.



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Paraná teve inverno mais frio do que anos anteriores e com chuva irregular


O inverno se despede nesta segunda-feira (22) com a sensação de dever cumprido no Paraná: de acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) as temperaturas em 2025 caíram dentro a abaixo da média em todas as regiões durante todo o período iniciado em 20 de junho – cenário bem diferente dos três últimos anos, em que o inverno foi mais quente. Já as chuvas foram acima da média em junho, e abaixo da média na maioria das estações ferroviárias do Simepar em julho e agosto.

Em 2025 as estações perigosas do Simepar e a estação em General Carneiro (Sul) do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) registraram 59 temperaturas abaixo de 0ºC em 26 cidades. Os dias 24 e 25 de junho foram os mais frios do ano em todas as estações prejudiciais.

A temperatura mais baixa do ano em todo o estado foi em General Carneiro: -7,8°C em 25 de junho. No mesmo dia Curitiba registrou -0,3°C. A Capital não via temperaturas negativas desde julho de 2021, quando registrou -0,8°C. Os dados também marcaram registro de ocorrência negra em algumas regiões do estado.

Em junho de 2025 a temperatura média ficou menos de dois graus abaixo da média, ou igual à média histórica para o mês. As temperaturas mínimas só ficaram um pouco acima da média na região de Cândido de Abreu, região Central. As temperaturas máximas ficaram dentro ou abaixo da média em todo o Estado, com destaque para as cidades ao redor de Cianorte (Noroeste), que tiveram as máximas cerca de 2,8°C abaixo da média: ou seja, essas temperaturas vivenciaram tardes mais geladas em junho de 2025.

A temperatura mais alta de junho foi em Loanda: 30,6°C às 16h do dia 28.

Em julho de 2025, Cerro Azul, Cornélio Procópio, Palotina, Santo Antônio da Platina e Cruzeiro do Iguaçu tiveram temperaturas entre 2°C e 3°C abaixo da média mensal. A temperatura mais alta de julho foi em Loanda: 33,2°C às 14h do dia 27. A temperatura mais baixa de julho foi em General Carneiro: -3,4°C no dia 30.

Também em julho, Curitiba ficou 83 horas com temperatura abaixo da casa dos 10°C. O período foi encerrado pouco depois das 9h do dia 4, quando a temperatura chegou a 11,4°C. A capital paranaense não registrou um período tão longo com temperaturas em casa de 10°C ou abaixo de julho de 2013, quando chegou a 93 horas nestas condições. Em junho deste ano ocorreu um período consecutivo um pouco menor: foram 67 horas abaixo de 10°C.

Em agosto, a amplitude térmica foi o destaque no Paraná. As temperaturas máximas ultrapassam os 36°C em Antonina, Cerro Azul, Loanda, Capanema e Paranaguá em algumas tardes, e teve veranico na região Noroeste. Mesmo assim, devido ao registro de mínimas baixas no amanhecer, todas as estações meteorológicas do Simepar registraram em agosto de 2025 temperaturas médias dentro a abaixo da média histórica para o período.

A diferença maior foi em Palotina, no Oeste, que ficou com 2,2°C abaixo da média, que é de 18,7°C. A cidade teve 16,5°C de temperatura média em agosto de 2025, a mais baixa desde 2018, quando registrou 15,7°C em agosto. A temperatura mais alta de agosto de 2025 foi em Antonina: 37,6°C às 14h do dia 23. A temperatura mais baixa de agosto foi em General Carneiro: -1,6°C no dia 10.

No dia 12, a temperatura baixa foi apontada pela Polícia Científica como uma das causas da explosão que causou nove mortes em uma fábrica de explosivos em Quatro Barras. Os dados das condições adversas não foram enviados para a Científica pelo Simepar.

Em setembro, a temperatura mais baixa até o dia 16, próximo ao fim do inverno, foi de 2,1°C no dia 11 em General Carneiro. A temperatura mais alta no mesmo período foi de 37°C em Loanda, às 16h do dia 8.

GEADA – A 31ª edição do serviço Alerta Geada começou em maio e se encerra nesta sexta-feira (19). Durante o período foram emitidos 28 alertas de permanência no Paraná: cinco em maio, seis em junho, onze em julho e mais seis em agosto. O General Carneiro registrou seis dias consecutivos de atraso em agosto.

Foram emitidos boletins diários durante todos os 137 dias de operação. O Alerta Geadas é um serviço do Simepar em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) que, desde 1995, informa a previsão de pagamentos para a população e para os agricultores, em especial, com 24h, 48h e 72h de antecedência.  

CHUVA – As chuvas foram irregulares durante o inverno no Paraná. Em junho, a maioria das cidades com estação meteorológica do Simepar teve registro de chuva acima da média histórica no mês. A única exceção foi Santo Antônio da Platina (Norte Pioneiro), onde historicamente choveu 60,3 mm em junho e em 2025 choveu no mês 43,6 mm, menos de 17 mm abaixo da média.

Em São Miguel do Iguaçu, no Oeste, a média histórica de chuvas para junho é de 109,5 mm e choveu em junho de 2025 387,4 mm, ou seja, 277,4 mm acima da média: o maior volume de chuvas para o mês de toda a série histórica, iniciada em 1997. Em Capanema (Sudoeste) a média é de 102,5 mm e choveu em junho de 2025 350,8 mm, uma diferença de 248,2 mm: o maior volume de chuvas da série histórica para o mês, iniciado em 2018.

Em Cruzeiro do Iguaçu, também no Sudoeste, a média para junho é de 136,4 mm e choveu 543,4 mm, uma diferença de 406,5 mm. Foi o maior volume mensal de chuvas desde a instalação da estação na cidade, em setembro de 2021. Foz do Iguaçu (Oeste) também teve chuva muito acima da média: Em junho, historicamente, choveu 86,1 mm na cidade, e choveu 358 mm em junho de 2025: uma diferença de 271,8 mm.

Já em julho, apenas oito estações do Simepar ultrapassaram ou ultrapassaram a média histórica de chuva para o mês neste período de 2025: Altônia, Capanema, Cascavel, Foz do Iguaçu, Loanda, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu, Toledo. A cidade onde mais choveu em julho de 2025 foi Toledo, no Oeste: 101,6 mm, apenas 15,4 mm acima da média histórica de chuvas para o mês na cidade, que é de 86,5 mm. A média de todos os meses nestas cidades foi atingida em pouquíssimos dias. O resto do mês foi seco.

Em outras 36 estações, a média de chuva não foi atingida. A cidade que teve menos chuva em comparação com a média foi Telêmaco Borba, região Central do estado, onde a média para julho é de 94,7 mm e choveu no mês em 2025 apenas 11,8 mm, ou seja, uma de 82,7 mm.

Em agosto, das 50 estações prejudiciais ao Simepar, levando em consideração que possuem mais de oito anos de medição, apenas 19 ultrapassaram a média de acumulação de chuva referente ao mês de agosto. Entre elas, o destaque fica para o Pinhão, no Centro-Sul, onde choveu 113,5 mm acima da média; e Santa Helena (Oeste), onde choveu 111,8 mm a mais do que a média histórica (confira a lista completa abaixo).

Em outras regiões do estado, praticamente não choveu. Em Cambará, no Norte Pioneiro, o pluviômetro do Simepar não registrou nem 1 mm de chuva durante todo o mês de agosto. A última chuva significativa na cidade foi em 28 de julho, quando o pluviômetro registrou acumulado de 16,2 mm. Este foi um dos únicos dias de chuva em todo o mês de julho, que registrou um acumulado de 20 mm, menos a metade da média histórica para o período, que é de 46,4 mm.

Em Jaguariaíva, nos Campos Gerais, a média histórica acumulada de chuva para agosto é de 74,2 mm, e choveu apenas 3,8 mm – o menor volume de chuvas para o mês nos últimos 12 anos. Em Telêmaco Borba, a média de chuva para agosto é de 80,5 mm, e choveu apenas 4 mm – o menor volume de chuvas no mês dos últimos 25 anos.

O mês foi de extremos: Castro (Campos Gerais) viveu uma oferta de granizo histórico no dia 26 de agosto, que em poucos minutos cobriu várias ruas de gelo e encheu muitos prejuízos.

Em setembro, nenhuma estação atingiu a média de acúmulo de chuva nos primeiros 15 dias do mês. O período mais chuvoso do mês historicamente, entretanto, é a segunda quinzena.

 





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Baixa demanda mantém pressão sobre cotações



Mercado pecuário apresenta queda nos preços do boi em várias regiões do país


Foto: Divulgação

O mercado pecuário tem apresentado pressão nas cotações, aponta levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, isso deve ser de baixa demanda, visto que boa parte das escalas já está completa com lotes negociados por meio de contrato.

 

Em regiões como Tocantins, Norte de Minas, Goiânia, Centro-Sul da Bahia, Mato Grosso e Noroeste do PR, levantamentos do Cepea mostram que houve redução de 3 a 5 reais por arroba nesta semana. Já em outras, como Mato Grosso do Sul e Pará, os preços seguem firmes.





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IPPA sobe 2,8% em agosto; no ano, alta é de 15,2%



Preços agropecuários sobem 2,8% em agosto e 15,2% no ano segundo o Cepea


Foto: Pixabay

 Levantamento do Cepea mostra que, em agosto, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) subiu 2,8% em relação ao mês anterior. Segundo o Centro de Pesquisas, esse desempenho refletiu os aumentos em todos os grupos acompanhados: de 1,5% para o IPPA-Grãos, de 1,3% para o IPPA-Pecuária, de 24,4% para o IPPA Hortifrutícolas e de 4,9% no caso do IPPA-Cana-Café.

 

No mesmo período, o Índice de Preços por Atacado de Produtos Industriais (IPA-OG-DI), calculado pela FGV, registrou estabilidade (-0,1%), registrou que, de julho para agosto, os preços agropecuários praticamente não registraram mudança em relação aos valores industriais na economia brasileira. No cenário internacional, os preços dos alimentos convertidos em Reais recuaram 0,9%, reflexo da combinação de desvalorização do dólar frente ao Real (-1,5%) e do aumento dos preços internacionais dos alimentos 0,6%). Comparando-se a parcial do ano com igual intervalo de 2024, ainda conforme levantamento do Cepea, o IPPA registrou avanço expressivo de 15,2%, impulsionado pelas altas significativas nos grupos IPPA-Grãos (6,6%), IPPA-Pecuária (24,5%) e IPPA-Cana-Café (25,2%). Já o IPPA-Hortifrutícolas caiu 14,1% no período. Ainda nessa base de comparação, o IPA-OG-DI teve alta de 4,5%, enquanto os preços internacionais dos alimentos convertidos em Reais subiram 9,3%, resultado da valorização de 9,4% do dólar, mesmo perante o retrocesso de 0,3% nos preços internacionais dos alimentos.





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