segunda-feira, abril 27, 2026

Autor: Redação

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Composto extraído de folha de goiabeira auxilia no tratamento de doenças bucais



Um pó à base de morina, um composto natural extraído de plantas como a folha da goiabeira, a casca da maçã e do figo, de alguns chás e amêndoas apresentou efeito antimicrobiano, anti-inflamatório e antioxidante contra bactérias que causam a doença periodontal.

Doença periodontal é um termo que abrange a gengivite e a periodontite (estágio avançado da inflamação gengival). A expectativa é que a substância, liberada de forma controlada por meio de polímeros, possa ajudar em tratamentos não cirúrgicos como uma alternativa aos antibióticos para o controle dos microrganismos.

Em estudos in vitro, em laboratório, os pesquisadores da Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) testaram a morina em um biofilme formado por várias espécies de bactérias, que simulava o que acontece na gengiva dos pacientes quando estão acometidos pela doença.

A morina foi escolhida por ser um composto natural, barato e de fácil acesso. Segundo a pesquisadora Luciana Solera Sales, a morina pode ser obtida a partir de várias frutas. Mas não adianta só comer, é preciso processar a substância.

“A ideia é aproveitar esse composto natural, os seus benefícios, as suas vantagens, e transformar tudo isso para que possa ser utilizado para prevenir e tratar a cárie e a doença periodontal”, destaca.

Desenvolvimento do composto

Segundo a pesquisadora, Fernanda Lourenção Brighenti, uma pessoa produz, em média, 1 mililitro de saliva por minuto. Qualquer coisa que colocamos na boca é rapidamente removida pela saliva, especialmente porque tem cheiro, tem gosto, e isso estimula o fluxo salivar.

Nesse sentido, quando alguma coisa gruda tanto na mucosa da boca (na parte de dentro da bochecha), quanto nos dentes, isso nos dá uma vantagem adicional. E essa liberação controlada também nos ajuda no controle da toxicidade e da estabilidade da substância.

No caso do composto, o desafio foi justamente tentar otimizar o que já havia sido desenvolvido até aqui, deixando mais agradáveis alguns aspectos para os possíveis pacientes e, ao mesmo tempo, desenvolvendo algo que pudesse ser escalonável para a indústria.

“A gente visa também trazer uma alternativa aos produtos que estão atualmente disponíveis no mercado e que não atendem a demanda, porque têm alguns efeitos colaterais relatados pelos pacientes, como a alteração do paladar e o aumento da deposição do tártaro, além de manchas nos dentes com o uso prolongado”, explica Fernanda Lourenção Brighenti.

De acordo com Luciana Solera Sales, os primeiros produtos desenvolvidos foram no formato de comprimidos, filmes e micropartículas. Mas, até então, eram muito grandes, inviáveis para o uso oral. Sendo assim, melhoraram esses produtos, tentando deixá-los menores. Dessa forma, foi desenvolvido o modelo atual, que possui uma aparência similar ao leite em pó.

O que é uma doença periodontal

A doença periodontal acontece quando há o acúmulo do biofilme ou da placa bacteriana, uma película pegajosa formada por bactérias e resíduos de alimentos que se depositam sobre os dentes.

A periodontite, a forma grave da doença periodontal, é considerada a sexta condição crônica que mais ocorre no mundo. Nos casos leves, pode haver sangramento. Conforme a doença avança, pode ocorrer até a perda dos dentes.

Quando a higiene bucal é feita da maneira adequada, com escovação, uso do fio dental e pasta de dente com flúor, esse risco diminui de forma considerável.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2022, quase metade (45%) da população mundial sofre com doenças bucais, cerca de 3,5 bilhões de pessoas.

Segundo as pesquisadoras, os próximos passos serão continuar testando a morina primeiro em modelo animal e, depois, em estudos clínicos, para testar outras propriedades.



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Cuidado com as apólices de seguro



Especialista cita um exemplo


Especialista cita um exemplo
Especialista cita um exemplo – Foto: Pixabay

Produtores rurais precisam estar atentos aos detalhes das apólices de seguro que contratam, especialmente quando essas operações estão vinculadas a pacotes de safra oferecidos por cooperativas ou instituições financeiras. Muitas vezes, o agricultor acredita estar protegido contra perdas, mas cláusulas específicas podem limitar ou até mesmo inviabilizar a indenização em caso de sinistro. A assinatura de um documento sem a devida leitura e orientação técnica pode resultar em prejuízos expressivos, deixando o produtor sem a cobertura esperada.

Segundo Tobias Luz, advogado e sócio-fundador da LCB Advogados, um exemplo claro desse problema é o caso de Valdir, produtor que buscou crédito em uma cooperativa. Durante o processo, foi direcionado a contratar um seguro agrícola dentro da própria instituição, com toda a ambientação transmitindo confiança e vínculo direto com a cooperativa. Acreditando estar protegido, Valdir assinou a apólice sem imaginar que futuras cláusulas poderiam ser utilizadas contra ele.

O problema surgiu quando houve um sinistro. Ao acionar a seguradora, Valdir recebeu a negativa do pagamento sob a justificativa de restrições relacionadas ao tipo de solo e outras condições técnicas previstas na apólice. O produtor, surpreso, questionou: afinal, acreditava ter adquirido um seguro justamente para se proteger de perdas na lavoura. Porém, descobriu na prática que crédito e seguro são instrumentos distintos, e que a proteção não era tão ampla quanto parecia.

Esse caso revela a importância de buscar esclarecimentos antes de assinar qualquer contrato. Entender os limites da cobertura, verificar as cláusulas de exclusão e, sempre que possível, contar com assessoria especializada são passos fundamentais para garantir que o seguro realmente cumpra seu papel de amparo financeiro diante das incertezas do campo.

 





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Laranja de Tanguá com selo de indicação geográfica é destaque em concurso no RJ



A laranja da Região de Tanguá (RJ), conhecida pelo sabor doce e alto rendimento de suco, será avaliada até este domingo (21) na Feira de Exposição da Laranja de Tanguá, que também abriga o concurso de qualidade das frutas. O evento foi aberto no Centro Comunitário da Posse dos Coutinhos e contou com a presença de representantes da Embrapa Agroindústria de Alimentos, incluindo a chefe-geral Edna Oliveira e o chefe de Transferência de Tecnologia André Dutra.

Segundo Edna Oliveira, a Embrapa teve papel essencial na validação científica da laranja, ligando suas características únicas ao território. “A integração entre pesquisa, extensão rural e produtores fortalece a agricultura familiar, impulsiona o turismo e valoriza a cultura local da região de Tanguá”, afirma.

O analista Rodrigo Campos integra a comissão julgadora do concurso, responsável pela análise e classificação das laranjas. André Dutra ressalta que a Embrapa continuará prospectando oportunidades e apoiando o desenvolvimento econômico-social dos municípios por meio de inovação e ciência aplicada.

O selo de indicação geográfica na categoria Denominação de Origem (IG-DO), concedido pelo INPI em 2022, abrange Tanguá e municípios vizinhos, como Araruama, Itaboraí e Rio Bonito. O reconhecimento foi obtido a partir de estudos científicos da Embrapa, que demonstraram que a qualidade das laranjas está diretamente ligada a fatores naturais e humanos do território.

Pesquisadores da Embrapa Solos analisaram o clima, o solo e a delimitação geográfica da região, enquanto a Embrapa Agroindústria de Alimentos realizou coletas e testes físico-químicos e sensoriais nos frutos. A correlação desses dados confirmou que solo, regime de chuvas e clima influenciam a composição e qualidade da fruta, fundamentando a concessão do selo IG-DO.



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Agricultura biossalina auxilia no combate à escassez hídrica no Semiárido



Durante o Semiárido Show 2025, em Petrolina (PE), foi anunciado um reforço para o enfrentamento à escassez hídrica no bioma. Trata-se do projeto ‘Produção Biossalina: Tecnologia Social Integrada ao Processo de Dessalinização para Acesso à Água, Produção de Alimentos e Geração de Renda no Semiárido’. Apelidado de ‘Sal da Terra’, o projeto deve mobilizar cerca de R$ 20 milhões para o avanço de pesquisas e transferência de tecnologia em agricultura biossalina no Nordeste.

A Embrapa Semiárido coordena o projeto com a participação de outros centros de pesquisa da empresa e da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Com isso o projeto terá duas frentes de atuação. A primeira se volta para a pesquisa e desenvolvimento e prevê a revitalização da área experimental de agricultura biossalina da Embrapa Semiárido. Assim são realizados ensaios em plantas alimentícias e forrageiras tolerantes a sais, a produção de microalgas, aproveitamento de concentrado salino na nutrição animal e o monitoramento da qualidade de água e solo, entre outras abordagens.

A segunda frente se dedica à transferência de tecnologia. Para tanto, esta realiza diagnósticos em comunidades, a capacitação de agricultores, a implantação de unidades produtivas que adotam tecnologias consagradas como a criação de tilápias e o cultivo da erva-sal (planta adaptada a ambientes salinos) e a instalação de áreas demonstrativas.

O que é agricultura biossalina?

De acordo com o pesquisador Diogo Porto, que participou da articulação do projeto, a agricultura biossalina já vem sendo estudada pela Embrapa há anos. Esta se caracterizada pelo uso produtivo de águas salobras, rejeitos da dessalinização e manejo de solos salinos. Assim os trabalhos incluem pesquisas com plantas tolerantes ao sal e o uso de forrageiras resistentes.

“A proposta do projeto é fortalecer a agricultura biossalina como tecnologia social, integrada ao processo de dessalinização, para ampliar o acesso à água, a produção de alimentos e a geração de renda. Queremos mostrar que é possível transformar a salinidade, antes vista como problema, em alternativa sustentável para a segurança hídrica e alimentar do Semiárido”, destaca Porto.

Construção coletiva

A articulação do projeto começou ainda em 2023, durante a 10ª edição do Semiárido Show. No período se discutia o potencial da agricultura biossalina em sinergia com o Programa Água Doce, voltado ao uso de dessalinizadores para abastecer comunidades rurais. Dessa forma, o Programa de Ciência, Tecnologia e Inovação para Segurança Alimentar e Erradicação da Fome, do MCTI incorporou o projeto.

O financiamento, proveniente do Fundo Nacional de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia (FNDCT), foi viabilizado por meio de encomenda tecnológica, modalidade de contratação direta destinada a instituições com expertise comprovada. De acordo com Porto, a escolha da Embrapa se deu por esta deter um “know-how histórico e consolidado em agricultura biossalina”.

Com duração prevista de três anos, a execução do projeto ocorrerá em parceria com a Finep, responsável pela operação dos recursos, e com a Funarbe, encarregada da gestão financeira.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Produtores baianos se adaptam para garantir produtividade da soja



No último programa Soja Brasil, exibido nesta sexta-feira (19), o presidente da Aprosoja Bahia, Darci Salvetti, destacou como os produtores baianos têm enfrentado um ano desafiador, marcado por limitações financeiras e mudanças climáticas. Ele ressaltou que, mesmo diante de dificuldades, os sojicultores seguem investindo em tecnologia e boas práticas agrícolas para garantir a produtividade e a sustentabilidade das lavouras.

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Sucesso depende de cautela e conhecimento do solo

“Nosso produtor baiano, e tenho certeza que o brasileiro também, está cada vez mais comprometido em melhorar sua produção. Conhecer o perfil do solo é fundamental, assim como fazer análises detalhadas para aplicar corretamente os micronutrientes e fertilizantes”, afirmou Salvetti.

Dificuldades

Ele observou que 2025 segue como um ano financeiro atípico, exigindo adaptações. “O produtor baiano buscou todas as alternativas para melhorar suas áreas, aplicando o adubo necessário ou, em alguns casos, um pouco abaixo do ideal por conta das condições financeiras deste ano. Os financiamentos não aconteceram como esperávamos”, disse.

Chuvas nas lavouras de soja

Apesar dos desafios, Salvetti destacou as boas condições climáticas. “Tivemos chuvas ótimas após a colheita. Conseguimos fazer uma boa palhada e melhorar nossas lavouras com o plantio de braquiárias, milheto e sorgo, garantindo um ganho importante de palhada para a região”, finalizou.

Início dos trabalhos da safra de soja 25/26

Vale lembrar que o fim do vazio sanitário da soja, período em que há restrição ao plantio para controle da ferrugem asiática, ocorreu na Região 2 da Bahia em 14 de setembro, abrindo caminho para o início da próxima safra.

Assista ao episódio:



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IIPR tem alta em agosto, mas acumulado aponta deflação



Alta dos preços ao produtor em agosto contrasta com deflação anual no RS



Foto: Canva

Após uma sequência de perguntas consecutivas, o Índice dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais do Rio Grande do Sul (IIPR) registrado em alta em agosto de 2025, conforme relatório mensal divulgado pela Assessoria Econômica da Farsul. nesta quinta-feira (18/9). O indicador registrou inflação de 2,39% no último mês. Apesar da elevação no último mês, o acumulado em 12 meses indica retração, atingindo -8,52%.

A alta do preço em agosto foi impulsionada, principalmente, pelo aumento no preço da soja, que refletiu as novas estimativas de estoques globais divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Já no acumulado em um ano, o resultado aponta um descompasso com o IPCA Alimentos que tem alta de 7,42%. A diferença evidencia que as recentes pressões inflacionárias do IPCA Alimentos decorrem de outros fatores ao longo da cadeia de produção e comercialização, e não apenas o preço recebido pelo produtor.

Os custos de produção também tiveram alta em agosto. O Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) registrou aumento de 0,1% em relação a julho. A queda de 1,7% da taxa de câmbio favoreceu a retração dos preços dos fertilizantes e herbicidas, mas esse rompimento foi compensado pelo aumento do custo com sementes, especialmente de soja e milho, em um movimento sazonal típico do período que antecede o plantio da próxima safra.

No acumulado de 12 meses, o IICP acumulou inflação de 0,58%. Apesar da queda observada em agosto, os fertilizantes ainda acumularam alta média de 10% no período. Em contrapartida, os custos com supervisão recuaram influenciados pelo pagamento dos bônus de Itaipu.





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como a tecnologia do Antecipasto otimiza a produção o ano todo


Uma nova tecnologia tem revolucionado a produção de gado, elevando o ganho de peso em até cinco arrobas por hectare na entressafra da soja. Chamado de Antecipasto, o sistema antecipa em até 60 dias a formação da pastagem, garantindo maior disponibilidade de forragem mesmo em condições de estiagem e solos de baixa fertilidade.

Fazendas que adotaram a técnica conseguiram aumentar o período de pastejo do gado de 100 para 150 dias por ano, com um incremento de meia unidade animal por hectare. O resultado é impressionante: os animais passaram a ganhar de três a cinco arrobas líquidas durante a estação seca, e algumas propriedades aumentaram em 50% a produção de carne por hectare.

Diferimento de pastagem: o segredo da tecnologia

O Antecipasto eleva o ganho de peso em até cinco arrobas por hectare na entrressafra da soja. Foto: Divulgação/Embrapa.

O Antecipasto é, na verdade, um sistema de diferimento de pastagem, uma técnica que consiste em vedar uma área durante o outono para ser utilizada no período da seca. É uma tecnologia com diversos nomes populares, como “feno em pé” ou “vedação de pastagens”, e sua utilização é fundamental para o sucesso do sistema.

Para definir a quantidade de hectares que o pecuarista precisa reservar, é necessário levar em conta alguns fatores:

  • Categoria animal: O pecuarista deve definir qual categoria animal (bezerros, garrotes, etc.) e o peso do gado que vai ficar na área.
  • Quantidade de animais e tempo: É preciso definir quantos animais e por quanto tempo eles vão ficar na área diferida, para saber a quantidade de pasto que será consumida.
  • Eficiência de pastejo: O pecuarista deve levar em conta a eficiência de pastejo, pois uma parte da massa de forragem será perdida por pisoteio e acamamento.
  • Matéria seca: É crucial saber a quantidade de matéria seca por hectare da pastagem (que pode variar de 4 mil a 6 mil kg) para saber quantos hectares precisam ser vedados para atender à demanda.

Oportunidade para a pecuária e a agricultura

O Antecipasto é uma ferramenta de alta tecnologia para o campo. Foto: Divulgação/Embrapa.

O Antecipasto é uma tecnologia que tem o potencial de revolucionar a pecuária brasileira. Ao antecipar a formação da pastagem, o sistema garante a disponibilidade de forragem mesmo em condições de estiagem, o que permite ao produtor ter um bom ganho de peso do gado na entressafra da soja.

Para o pecuarista que busca aumentar a sua produtividade e a sua rentabilidade, o Antecipasto é uma ferramenta de alta tecnologia que pode transformar a sua fazenda e o seu negócio.



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Fragrâncias criadas a partir do café são nova aposta do mercado



O Brasil, maior produtor e exportador do mundo de café, segue em expansão: segundo levantamento da Safra de Cafeicultura 2025, realizado pela Conab e divulgado pelo Observatório do Café (Embrapa), a produção nacional para o ano-cafeeiro de 2025 está estimada em 55,67 milhões de sacas de 60kg, um crescimento de 2,7% em relação a 2024.

Além de inspirar experiências gastronômicas, o café também revela um lado pouco conhecido: suas flores brancas e perfumadas são a matéria-prima de fragrâncias.

A florescência do arbusto surge apenas uma vez ao ano, entre setembro e novembro, e permanece aberta por no máximo 48 horas.

“Com notas delicadas e únicas, a floração é colhida manualmente, num procedimento artesanal que exige precisão e cuidado. Trata-se de uma matéria-prima rara, que traz exclusividade às formulações de essências e difusores de ambiente”, explica a farmacêutica Vanessa Vilela, CEO da empresa mineira Kapeh.

Como o café vira essência

O método para transformar a florada efêmera em fragrância é inteiramente manual. Após a colheita, feita em poucas horas devido à curta durabilidade da planta, é realizada a extração por técnica moderna de enfleurage, que utiliza óleos vegetais ou solventes naturais para capturar o aroma.

O resultado é um extrato altamente concentrado, conhecido como absoluto da florescência, que serve de base para perfumes e ambientadores. Segundo a especialista, o procedimento é importante para preservar a identidade olfativa.

“A extração precisa respeitar o tempo da pétala, mantendo seu bouquet natural sem interferências químicas pesadas. Esse cuidado garante uma nota floral rara, fresca e sofisticada, com forte vínculo à identidade brasileira”, afirma.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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IRGA fortalece parceria com Fedearroz em missão técnica na Colômbia e recebe visita da Federarroz Brasil



IRGA e Federarroz discutem inovação e práticas vistas em missão técnica na Colômbia



Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira (18), o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) recebeu a visita institucional da Federarroz. A agenda, com caráter técnico e estratégico, teve como objetivo apresentar os resultados da missão realizada na Colômbia e discutir a aplicação prática das experiências observadas, promovendo o fortalecimento da indústria orizícola do Rio Grande do Sul.

Durante o encontro, foram apresentadas práticas e avanços tecnológicos que fazem parte da rotina da produção da arrozeira colombiana, muitos dos quais foram inspirados nas experiências gaúchas. A reunião reforçou o intercâmbio de conhecimento e destacou a importância de adaptação de soluções internacionais para a realidade do estado, garantindo inovação, sustentabilidade e competitividade à cadeia produtiva local.

“A experiência proporcionou uma sequência positiva de compartilhamento de conhecimento, contato com avanços tecnológicos e troca cultural, ampliando o diálogo entre Brasil e Colômbia no setor arrozeiro. A aproximação reforça o compromisso do Instituto em buscar soluções inovadoras e práticas sustentáveis ??para a orizicultura gaúcha”, reforçou o presidente do IRGA, Eduardo Bonotto.

 





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Brasil e Reino Unido firmam memorando sustentável com acordo voltado a fertilizantes



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu, na última semana, uma missão oficial no Reino Unido com a assinatura de um memorando de entendimento voltado a fertilizantes sustentáveis. O acordo, firmado pelo secretário-executivo adjunto, Cleber Soares, e pelo secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira, busca ampliar a cooperação científica entre os dois países.

Objetivos do memorando

A parceria prevê iniciativas conjuntas em pesquisa, inovação e boas práticas para otimizar a gestão do nitrogênio, reduzir emissões de gases de efeito estufa e proteger os solos. O objetivo é apresentar resultados concretos já na 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontece em Belém, em novembro deste ano.

Centro de Excelência em Fertilizantes

O memorando está inserido no contexto da criação do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), lançado em 2025 no âmbito do Plano Nacional de Fertilizantes. O centro tem como foco estimular pesquisa, inovação e a troca de conhecimentos em nutrição de plantas, fortalecendo a segurança alimentar e o uso sustentável de insumos agrícolas.

Cooperação sanitária e comercial

Durante reunião com o Department for Environment, Food and Rural Affairs (DEFRA), foram discutidos temas como a regionalização da influenza aviária, a habilitação de ovos, lácteos e pescado, além do reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação.

O governo britânico demonstrou disposição em acelerar a análise dos dossiês sanitários, enquanto a delegação brasileira reforçou a solidez de seus controles e defendeu a separação entre aquicultura e pesca extrativa.

Agenda científica

A missão que firmou o memorando incluiu ainda compromissos acadêmicos e técnicos. Na Universidade de Oxford, o Brasil apresentou propostas ligadas ao CEFENP e debateu tecnologias de nutrição de plantas, como a produção de amônia verde e processos bioquímicos para ampliar a eficiência no uso de nutrientes.

Já no Rothamsted Research, um dos institutos agrícolas mais antigos do mundo, os representantes conheceram experimentos de longa duração e arquivos históricos sobre solos e plantas, reforçando a relevância de parcerias de longo prazo.

Comércio agropecuário

Segundo o Mapa, o Reino Unido é considerado um dos principais parceiros do Brasil na Europa. Em 2024, as importações britânicas de produtos agropecuários brasileiros somaram US$ 1,8 bilhão, com destaque para carnes, produtos florestais, soja e café. No mesmo período, oito novos produtos brasileiros foram habilitados para o mercado britânico, entre eles feno processado, polpa cítrica desidratada, erva-mate processada e fruto seco de macadâmia.



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