segunda-feira, abril 27, 2026

Autor: Redação

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Frente fria e chuva avançam pelo país na próxima semana



Por causa do avanço de uma frente fria, a semana começa com instabilidades espalhadas por diversas regiões do Brasil, trazendo chuva volumosa, risco de temporais e queda nas temperaturas, conforme previsão do tempo do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller. Segundo ele, as condições devem impactar tanto a rotina no campo quanto a retomada das operações para o plantio da safra 2025/26.

Confira o que esperar do tempo entre os dias 22 e 26 de setembro:

Sul

As chuvas se concentram até a tarde desta segunda-feira no Rio Grande do Sul, avançando depois para Santa Catarina e Paraná. À noite, as pancadas diminuem, mas seguem no litoral. O alerta é para tempo severo, com rajadas de vento que podem passar de 100 km/h e risco de granizo em áreas produtoras.

A partir de terça-feira, o tempo volta a firmar, favorecendo o trabalho no campo. Porém, a frente fria que avança após o ciclone extratropical derruba as temperaturas, que devem ficar abaixo dos 10°C em toda a região. Há risco de geada na serra gaúcha, catarinense e em áreas do sudoeste do Paraná, no município de General Carneiro, além da fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, onde os termômetros podem marcar menos de 4°C.

Sudeste e Centro-Oeste

Na região Sudeste, uma frente fria provoca pancadas de chuva e temporais em São Paulo, que se espalham para Rio de Janeiro e Minas Gerais. O risco é de rajadas de vento acima de 100 km/h e granizo nos quatro estados, com potencial de danos às lavouras, principalmente no interior paulista e no sul de mineiro.

Apesar disso, o volume acumulado entre 50 e 80 mm deve ajudar a reverter o déficit hídrico nas áreas produtoras e diminuir o risco de focos de incêndio nessas áreas. Em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, os acumulados podem ultrapassar 100 mm, elevando o risco de alagamentos urbanos.

No Centro-Oeste, áres de instabilidade espalham chuva por Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso, com risco de temporais, rajadas de vento e queda de granizo. Para os produtores que aguardavam a volta da chuva para o início da safra 2025/26, a notícia é positiva. A expectativa é de acumulados entre 30 e 60 mm, volumes suficientes para viabilizar as operações em áreas de sequeiro.

Norte e Nordeste

Na região Nordeste, as chuvas se concentram no litoral do Maranhão e do Ceará, além da faixa leste da região. No interior, o tempo firme predomina, com calor de até 40°C e umidade relativa do ar abaixo de 30%. O cenário aumenta o risco de incêndios, enquanto a colheita do algodão segue sem grandes interrupções.

No Norte, pancadas de chuva atingem Pará, Amazonas, Rondônia, Acre, Roraima e Tocantins. Em áreas produtoras, como Rondônia, sudoeste do Pará e Acre, os volumes entre 50 e 60 mm ajudam a recuperar as pastagens. Já no centro-leste e norte do Pará, onde não deve chover, o calor de 37°C mantém o risco elevado para focos de incêndio.

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Produção mundial de trigo atinge 816,2 milhões de toneladas



Argentina projeta 19,5 milhões de toneladas de trigo



Foto: Canva

Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), na análise referente à semana de 12 a 18 de setembro publicada nesta quinta-feira (18), “a cotação do trigo, para o primeiro mês cotado em Chicago, igualmente subiu nesta semana, fechando a quinta-feira (18) em US$ 5,24/bushel, contra US$ 5,03 uma semana antes”. De acordo com o relatório divulgado no dia 12/09 para o ano 2025/26, “a produção estadunidense foi mantida em 52,4 milhões de toneladas, porém os estoques finais foram reduzidos, ficando agora em 23 milhões de toneladas naquele país”.

Ainda conforme a Ceema, “a produção mundial de trigo subiu para 816,2 milhões de toneladas, ganhando quase 10 milhões sobre o indicado em agosto”. A análise destacou também que “os estoques finais mundiais subiram para 264,1 milhões de toneladas, quatro milhões a mais do que o indicado em agosto”.

Segundo a Ceema, “a produção da Argentina ficou projetada em 19,5 milhões de toneladas e a brasileira em 7,5 milhões”. O preço médio ao produtor estadunidense de trigo, em 2025/26, “foi reduzido em 20 centavos de dólar, ficando em US$ 5,10/bushel”.

Nos Estados Unidos, “a colheita do trigo de primavera, no dia 14/09, atingia 94% da área, contra 92% na média histórica para a data”. Já “o plantio do trigo de inverno alcançava 11% da área esperada, contra 13% na média histórica para a data”, informou a Ceema.





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a estratégia do diferimento de pasto que evita o prejuízo na seca



A série “Na seca o pasto pode secar, mas o boi não!“, do Giro do Boi, continua a fornecer um guia prático para a produção de carne na seca. No episódio da última sexta-feira (19), o doutor em zootecnia Iorrano Cidrini explicou quantos hectares de pastagem é necessário diferir em uma fazenda para garantir que o gado passe o período de seca sem perder peso.

O diferimento, também conhecido como “feno em pé” ou “vedação de pastagens”, é a tecnologia de vedar uma área de pasto no outono para ser utilizada no período mais crítico do ano, a seca. O objetivo é estocar forragem para que, quando o crescimento da pastagem estiver a zero, os animais tenham o que comer, garantindo o bom desempenho do rebanho.

O método SD: suprimento e demanda

A quantidade de hectares que o pecuarista precisa reservar vai depender do tamanho da propriedade e da demanda de pasto durante a seca. No entanto, de forma geral, a recomendação é diferir cerca de 30% da área da fazenda.

Para definir a quantidade exata de hectares, é necessário utilizar o método SD (Suprimento e Demanda). A primeira coisa a se fazer é estimar a demanda, definindo:

  • Categoria animal: Quais animais (bezerros, garrotes, etc.) e qual o peso deles.
  • Número de animais e tempo: Quantos animais vão ficar na área e por quanto tempo.
  • Consumo: Quantos quilos de matéria seca esses animais consomem por dia.

A partir desses dados, o pecuarista consegue saber a quantidade de pasto que ele vai precisar para alimentar o rebanho durante a seca.

Estimando a oferta e a eficiência de pastejo

Depois de estimar a demanda, o pecuarista precisa estimar o suprimento, ou seja, a quantidade de pasto que a área vedada oferece. A quantidade de matéria seca por hectare pode variar de 4.000 a 6.000 kg, dependendo do tipo de capim e do manejo.

É crucial também considerar a eficiência de pastejo. Uma parte do pasto diferido será perdida por pisoteio e acamamento. Por isso, a eficiência de pastejo deve ser calculada para a massa que será consumida. Com todos esses dados em mãos, o pecuarista consegue chegar à quantidade de hectares que ele precisa reservar para o período da seca e garantir o bom desempenho do seu rebanho.

Para mais detalhes sobre o diferimento e a suplementação na seca, acompanhe os próximos episódios da série do Giro do Boi.



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Contaminação de peixes por microplásticos pode afetar produção de soja e café



A contaminação e a morte de peixes por microplásticos podem não só diminuir a disponibilidade desse alimento, mas também afetar a produção de culturas de grande importância para a agricultura brasileira.

O alerta foi feito por Décio Luis Semensatto Junior, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), campus de Diadema, em palestra durante a Escola São Paulo de Ciência Avançada sobre Poluentes Emergentes, que aconteceu na primeira quinzena de setembro em Santos, no litoral sul paulista.

“É preciso que o problema da ingestão de microplásticos por peixes deixe de ser analisado isoladamente e que seus impactos ambientais passem a ser avaliados de forma integrada, porque os ecossistemas aquáticos e terrestres estão conectados”, sublinhou Semensatto.

Os peixes são predadores naturais das larvas de libélulas (Anisoptera), que vivem na água, explicou o pesquisador. Por sua vez, esses insetos alados são predadores de algumas espécies de abelhas polinizadoras de flores e frutos de grande importância econômica.

Dessa forma, a contaminação e a morte de peixes pela ingestão de microplásticos podem ocasionar o aumento de larvas de libélulas em ecossistemas aquáticos e, consequentemente, o aumento da predação e diminuição de abelhas polinizadoras de cultivos como a soja, café, feijão e a laranja.

“Para aumentar a produção vegetal é preciso proteger os peixes [contra a contaminação por microplásticos], porque a natureza está conectada”, reiterou Semensatto.

Onipresença na água

Derivados da degradação de objetos maiores, como garrafas e sacolas, os microplásticos viajam a longas distâncias e tornaram-se onipresentes nos ambientes em vários organismos aquáticos. “As tampas de garrafas, por exemplo, duram 100 anos e, durante esse período, passam por ambientes aquáticos, afetando diversos organismos de diferentes tamanhos.”

Até mesmo a minúscula pulga-d’água (Daphnia magna) não está imune à contaminação por microplásticos. Os pesquisadores têm identificado a presença de nanoplásticos no interior dessa espécie de microcrustáceo, que mede, no máximo, 5 milímetros e que se alimenta de matéria orgânica em suspensão, como microalgas, bactérias e detritos, atuando como um organismo filtrador comum em corpos de água doce. Por isso, é muito utilizada como bioindicador de amostras ambientais para a realização de testes ecotoxicológicos.

“Análises em laboratório revelaram a presença de até dois nanoplásticos no interior desses organismos, que podem ser derivados de tampas de garrafa ou desprendidos de uma fibra”, disse Semensatto.

De acordo com o pesquisador, as características químicas e físicas dos microplásticos mudam ao longo da viagem pelos ambientes aquáticos, o que dificulta a identificação dos polímeros originais por meio das atuais técnicas de espectroscopia, empregadas para identificação de substâncias.

A exposição à radiação ultravioleta (UV), à água e a outros fatores ambientais induz à degradação dos microplásticos e, consequentemente, a mudanças na cor e na estrutura física desse materiais, permitindo aumentar sua área superficial e a liberação de partículas ainda menores: os chamados nanoplásticos.

Durante um projeto de pesquisa em andamento, os pesquisadores coletaram na foz do rio Amazonas um tipo de fibra cuja extremidade foi fragmentada ao longo do tempo, passando a liberar alguns potenciais nanoplásticos.

“Isso mostra como um único fragmento pode se multiplicar em incontáveis outros, cada um com sua própria ‘história’ química e física. Isso é uma tragédia”, avaliou Semensatto.
Combustível fóssil em movimento

Na avaliação do pesquisador, os tratados e acordos sobre mitigação das mudanças climáticas devem levar em conta a cadeia de produção e o ciclo de vida dos plásticos, pois esses temas estão diretamente relacionados.

“Os plásticos podem ser fabricados a partir de fontes renováveis, mas 99% dos polímeros que usamos hoje são derivados de combustíveis fósseis. Portanto, os plásticos são combustíveis fósseis em movimento”, avaliou.

No início de agosto, representantes de 184 países se reuniram em Genebra, na Suíça, para a quinta sessão do Comitê Intergovernamental de Negociação com o objetivo de elaborar um instrumento juridicamente vinculante (em que os signatários têm de cumprir o acordo) para enfrentar a poluição plástica. As negociações, contudo, terminaram sem consenso.

“A discussão sobre a poluição plástica está se movendo muito lentamente e é preciso avançar”, alertou Semensatto.
 



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Tradiçao italiana e agroturismo fortalecem o campo em Venda Nova do Imigrante (ES)


Um legado que atravessa gerações

“Nós chegamos, nossa família, meu trisavô, em 1888 da Itália. Viemos para essa região das montanhas do Espírito Santo, aqui Venda Nova do Imigrante, inicialmente produzindo café… então a gente está chegando a quase 140 anos produzindo café aqui nessas montanhas.”, conta Lourenzo Carnielli.

Lourenzo, sócio-administrador da Fazenda Carnielli, explica que o clima das montanhas sempre favoreceu cafés especiais. Além disso, em 1921, a família adquiriu a sede atual, fortalecendo ainda mais sua presença na região. Desde então, a tradição só cresceu e ganhou novas formas.

“Nós abrimos as portas da fazenda para receber as pessoas a partir de 1987 e isso marca o início do agroturismo no Brasil.” Por isso, a Carnielli se tornou pioneira, oferecendo degustações de café, queijos, socol e outros produtos típicos. Dessa forma, o local passou a ser referência nacional em agroturismo.

O desafio da sucessão rural

Enquanto isso, o êxodo rural ainda é uma realidade que preocupa produtores. Lourenzo viveu fora por uma década e voltou em 2020 com uma visão ampliada. “Eu digo que o jovem vai voltar quando ali na terra tiver algo que te dá motivação, pertencimento e renda.”

Além de destacar a renda, ele reforça a importância do reconhecimento: “O jovem retorna ao campo quando o que é feito no campo é valorizado… Ela vai voltar quando ali tem um ambiente que te valoriza, que te respeita, que te faz crescer e trabalhar.”

Portanto, para que as novas gerações permaneçam, é preciso criar um ambiente que ofereça não apenas oportunidades financeiras, mas também respeito à história e ao território.

Empreender para gerar oportunidade

Produto: Socol | Imagem: Leandro Torres

Por outro lado, Lourenzo acredita que a inovação é o caminho para o desenvolvimento. “Um dos grandes caminhos é empreender… Vamos desenvolver produtos, desenvolver coisas, desenvolver coisas que têm valor agregado.”

Além do empreendedorismo, ele cita a indicação geográfica do socol e a força do turismo local como exemplos que mostram o potencial do campo. Assim, essas iniciativas atraem turistas, fortalecem a economia e inspiram os jovens a retornarem às raízes.

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Por fim, Lourenzo deixa um conselho direto para quem está dividido entre o campo e a cidade: “A minha dica é sempre estudar, evoluir no assunto, evoluir no desenvolvimento do que você está fazendo, seja na terra ou seja fora, para criar produtos e serviços únicos que façam a diferença na vida das pessoas. Assim você vai ter sempre sucesso, porque o sucesso vem das pessoas.”



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Preço da soja oscila com valorização do Real


Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), na análise referente à semana de 12 a 18 de setembro publicada nesta quinta-feira (18), “no Brasil, apesar de Chicago um pouco mais forte e dos prêmios ainda firmes, a nova valorização do Real frente ao dólar, com nossa moeda passando a R$ 5,30/dólar e até menos em alguns momentos da semana, fez com que os preços se reacomodassem”. 

A soja, no Rio Grande do Sul,“apesar de a média ter subido para R$ 126,09/saco na semana, as principais praças locais registraram R$ 123,00”. Em outras regiões do país, “os valores da oleaginosa oscilaram entre R$ 119,00 e R$ 126,00/saco”.

De acordo com análise com base nos dados do AgRural,“o plantio da nova safra de soja brasileira teria atingido, até o dia 11/09, a 0,12% da área esperada para todo o país, segundo o AgRural”. No Paraná, segundo o Deral, “a mesma teria atingido a 3% do total esperado em 16/09”. Para comparação, “em 2024 o plantio havia atingido 1% da área na mesma época, enquanto em 2023 e 2022 o índice era de 6% em meados de setembro”. A área plantada com soja no Paraná “está estimada em cerca de 5,8 milhões de hectares, com aumento de 1% na comparação com o ano anterior”.

No Mato Grosso do Sul, “com o fim do vazio sanitário em 15/09, o plantio da soja também iniciou”. A expectativa é de “uma área total de 4,79 milhões de hectares, com aumento de 5,9% sobre o ano anterior”. Em clima normal, “a produção deverá atingir 15,2 milhões de toneladas, ganhando 8,1% sobre o ano anterior”. Já “a produtividade média projetada é de 52,8 sacos/hectare, com crescimento de 2% sobre o ano anterior, conforme o apontado pela Aprosoja/MS”. 

A análise destacou que “além do clima, os altos custos de produção preocupam os produtores locais”. “Comparando com julho de 2024, observa-se alta expressiva em diversos fertilizantes: o MAP subiu 43%, o MAP Purificado 44%, a ureia 25% e o cloreto de potássio (KCL) 23%. Até mesmo insumos de uso complementar, como o Starter Manganês Platinum (+39%) e o Nitrato de Potássio (+16%), tiveram valorização relevante”.

Um estudo da Serasa Experian citado pela Ceema indica que “a soja responde por cerca de 30% do custeio total do agronegócio brasileiro e vem vivendo, nos últimos anos, um cenário de forte oscilação de receitas, custos e margens”. O estudo, a partir de dados dos últimos cinco anos, criou quatro categorias para analisar o impacto nas margens. Segundo o levantamento, “nas últimas cinco safras, o ciclo 2021/22 marcou o auge de rentabilidade para o produtor, com receita média de R$ 8.465,03 por hectare, impulsionada pelo preço da saca acima de R$ 150,00 e, em alguns casos, ultrapassando R$ 175,00”. No entanto, “a produtividade caiu 7% devido a condições climáticas adversas”. Em 2023/24, “a receita por hectare caiu 15% em relação ao pico registrado em 2021/22, chegando a R$ 6.922,12, acompanhada de queda de 3% na produtividade”.

O estudo ainda aponta que “os custos também pesaram”. Fertilizantes e defensivos “subiram fortemente entre 2021 e 2022, pressionados pela pandemia e pela guerra na Ucrânia”. O custo por hectare “atingiu o pico em 2022/23, com R$ 5.713,62 para produtores com terras próprias e R$ 7.505,49 para arrendatários”. A margem média do produtor proprietário “era de 48,6% em 2020/21, caiu para 29,6% em 2022/23 e recuperou para 35,7% em 2024/25”. Para o arrendatário, “a situação foi mais crítica: de 27,2% em 2020/21 para apenas 7,3% em 2023/24, com recuperação parcial para 14,8% em 2024/25”.

A Ceema também informou que “no Brasil identifica-se que a participação do óleo de soja, na margem de lucro da indústria de esmagamento, praticamente se igualou à do farelo nesta semana, atingindo um patamar recorde que reflete o avanço da demanda do setor de biodiesel”. A participação do óleo “na margem da indústria aumentou para 49%, enquanto a do farelo passou a 51%, no dia 11/09, após o Brasil ter elevado em agosto a mistura de biodiesel no diesel a 15%”. Segundo a ANP, “cerca de 80% do biocombustível foi feito a partir de óleo de soja”.

A Ceema comparou que “a participação média do farelo na margem de lucro das indústrias no ano passado foi 62,2%, enquanto a do óleo foi de 37,8%”. O valor do óleo de soja “posto na região de São Paulo, com 12% de ICMS, avançou 3,4% entre 4 e 11 de setembro, atingindo R$ 7.531,65/tonelada no dia 11/09, o maior patamar nominal desde 18 de novembro de 2024”. No período, “a chamada margem de esmagamento subiu 8,3%, chegando a R$ 495,70/tonelada”. O retorno financeiro da indústria, “em relação ao custo da soja, avançou para 23,9% no dia 11/09, segundo a Cepea”.

Em tal contexto, “espera-se que o Brasil esmague um recorde de 58,5 milhões de toneladas de soja em 2025”. Esse volume “seria 5% acima do registrado em 2024 e se deve ao impulso dado pelo biodiesel”. Com o aumento na perspectiva de processamento, “o estoque final total de soja foi ajustado para 4,4 milhões de toneladas, com queda de 5,4% frente à estimativa anterior, mas ainda acima das 4,1 milhões do ano passado”. Por outro lado, “a produção de farelo de soja foi elevada para 45,1 milhões de toneladas, com exportações projetadas em 23,6 milhões de toneladas e consumo interno em 19,5 milhões de toneladas”. Já “a produção de óleo de soja foi elevada para 11,7 milhões de toneladas, com exportações de 1,35 milhão de toneladas e consumo interno de 10,5 milhões de toneladas”, conforme os dados do Abiove.





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Embrapa mostra como árvores aumentam renda e protegem meio ambiente



O Dia da Árvore, celebrado neste domingo (21), é uma data dedicada à conscientização sobre a importância das árvores para o nosso planeta. O Brasil possui aproximadamente 496 milhões de hectares de florestas, sendo 486 milhões de hectares de florestas naturais e cerca de 10 milhões de hectares de florestas plantadas. Apenas 2% da cobertura florestal nacional provém de florestas plantadas, enquanto a maior parte é de vegetação nativa.

As árvores desempenham um papel central na sustentabilidade dos sistemas agropecuários, oferecendo benefícios além da produção de madeira e frutos. De acordo com a pesquisadora da Embrapa Cerrados Karina Pulrolnik, práticas como a Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e os sistemas agroflorestais (SAFs) mostram o quanto as árvores são importantes na recuperação de áreas degradadas, no aumento da biodiversidade e na melhoria da qualidade do solo e da água.

Pesquisa na Embrapa Cerrados

Na região do Cerrado, a Embrapa tem liderado pesquisas e validações de sistemas integrados ao longo de seus 50 anos de atuação, completados neste ano. Os sistemas integrados com árvores incluem a integração pecuária-floresta (IPF) e a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), que combinam componentes agrícolas, pecuários e florestais na mesma área.

Um exemplo é a implantação de eucalipto consorciado com braquiária e soja em áreas de pastagens degradadas. Essas práticas têm mostrado que áreas degradadas podem recuperar sua capacidade agrícola em poucos anos, oferecendo novas fontes de renda e aumentando a produtividade.

Espécies nativas e sua contribuição

Outro foco da Embrapa, lembra a pesquisadora, é o desenvolvimento de arranjos de SAFs com espécies nativas do Cerrado, como baruzeiro e pequizeiro, que são consorciados com culturas agrícolas. O pequizeiro, considerado a árvore símbolo do Cerrado, é valorizado por sua importância cultural e econômica para as comunidades locais.

A escolha da espécie arbórea em um sistema integrado depende de vários fatores, como características do solo e clima e conhecimento técnico, afirma Pulrolnik. Segundo ela, é essencial que a inserção das árvores siga práticas de conservação do solo e da água e que as espécies selecionadas sejam adequadas para o ambiente.

Benefícios da integração agroflorestal

A adoção do sistema ILPF com linhas de árvores intercaladas com pastagens melhora o bem-estar animal e a qualidade do solo, diz a pesquisadora. A sombra das árvores reduz o estresse térmico do gado, enquanto a ciclagem de nutrientes melhora a forragem. Experiências em fazendas no Cerrado revelam aumento na produção de carne e maior resiliência em períodos de seca.

Pesquisas da Embrapa Cerrados confirmam que esses sistemas têm um papel fundamental no armazenamento de carbono, contribuindo para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. A presença das árvores melhora a infiltração de água e protege nascentes e cursos d’água.

Estratégia de renda e conservação

A incorporação de árvores nos sistemas produtivos é uma estratégia que gera renda, reduz riscos produtivos e fortalece a segurança alimentar. A integração de árvores nas paisagens agrícolas representa um caminho para transformar áreas degradadas em sistemas produtivos e ambientalmente responsáveis.

Com informações de: embrapa.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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saiba como será o clima e os impactos para o campo


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou o Prognóstico Climático para a primavera de 2025. De acordo com o órgão, a estação começa no Hemisfério Sul em 22 de setembro, às 15h19, e termina em 21 de dezembro, às 12h03. O Inmet afirma que o período é de “transição entre as estações seca e chuvosa no setor central do Brasil”, marcado pela convergência de umidade vinda da Amazônia, o que influencia o início do regime chuvoso nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e em parte do centro-sul da Região Norte.

O levantamento aponta que, durante a primavera, os acumulados de precipitação no norte da Região Nordeste tendem a ficar abaixo de 100 milímetros, principalmente no norte do Piauí e no noroeste do Ceará. As temperaturas devem permanecer mais elevadas na maior parte da Região Norte, no interior do Nordeste e em áreas centrais do país.

O Inmet prevê que os primeiros episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) poderão ocorrer já na primavera, levando chuvas ao Sudeste, Centro-Oeste, Acre e Rondônia. Para a Região Sul, a projeção inclui episódios de Complexos Convectivos de Mesoescala (CCM), associados a chuvas fortes, rajadas de vento, descargas atmosféricas e eventual granizo. O órgão destaca que “com o gradativo aumento das chuvas nesta época do ano, ocorre o início do plantio das principais culturas de verão”.

Sobre o Oceano Pacífico Equatorial, o Inmet registra que as médias mensais da região Niño 3.4 vêm mostrando anomalias próximas de 0,0°C desde março, caracterizando neutralidade no fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS). Entretanto, foi identificado um resfriamento progressivo. Em agosto, as anomalias variaram entre -0,3°C e -0,4°C, ainda dentro da faixa neutra. Projeções do APEC Climate Center indicam 65% de probabilidade de transição para La Niña no trimestre outubro-novembro-dezembro.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Para a Região Norte, a previsão climática elaborada pelo CPTEC/INMET/FUNCEME indica chuvas próximas ou abaixo da média histórica, com exceção do sudoeste e nordeste do Amazonas e do centro-leste do Acre e do Amapá, onde os volumes podem ficar acima da média. As temperaturas devem se manter acima do padrão climatológico, especialmente em Roraima, Pará e Tocantins, com valores de 1ºC a 2ºC acima do normal. O Inmet alerta que “a falta de chuva no sul da Amazônia, aliada às altas temperaturas e à baixa umidade relativa do ar, tende a favorecer a incidência de queimadas e incêndios florestais, principalmente em outubro”.

Para a Região Nordeste, o prognóstico aponta chuvas abaixo da média no centro-oeste, incluindo o centro-sul do Maranhão e do Piauí e o noroeste da Bahia. Na parte centro-leste, os volumes podem ficar próximos ou acima da média. A previsão de temperatura é de predominância de condições acima da média histórica, especialmente no sudoeste do Maranhão.

Na Região Centro-Oeste, são esperadas chuvas próximas ou acima da média, com retorno gradual das precipitações entre meados de outubro e início de novembro. Há possibilidade de ocorrência dos primeiros episódios da ZCAS nos próximos meses. A previsão de temperatura também é de valores acima da média climatológica.

Para o Sudeste, a previsão é de chuvas próximas ou acima da média, com tendência de maior regularidade nos próximos meses. As temperaturas devem permanecer acima da média, sobretudo no interior.

Na Região Sul, o Inmet projeta chuvas próximas da média histórica, com volumes superiores a 300 milímetros em algumas áreas. As temperaturas previstas devem se manter acima do padrão climatológico, principalmente no centro-oeste do Rio Grande do Sul.

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O instituto ressalta que a previsão dos modelos climáticos para o possível início de La Niña em 2025 levanta questionamentos sobre impactos no início da safra de verão. Segundo o Inmet, “em geral, o fenômeno La Niña está associado à redução das chuvas na Região Sul do Brasil e ao aumento da precipitação nas Regiões Norte e Nordeste”. O órgão destaca que a variabilidade climática resulta da interação de diversos fatores atmosféricos e oceânicos, podendo atenuar ou intensificar os efeitos do fenômeno.

As projeções indicam que chuvas acima da média no litoral do Nordeste podem elevar a umidade do solo e beneficiar culturas como feijão e milho da terceira safra. No interior, precipitações abaixo da média podem aumentar riscos de déficit hídrico e comprometer a implantação da soja no MATOPIBA. No Centro-Oeste e no Sudeste, o retorno das chuvas é visto como fator essencial para recompor o armazenamento hídrico do solo e garantir o desenvolvimento inicial das lavouras de soja e milho da primeira safra. Para a Região Sul, chuvas próximas da média podem favorecer o início da safra de grãos, mas há preocupação com o risco de doenças fúngicas no trigo em florescimento.





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Sumitomo Chemical reforça compromisso com a pecuária sustentável brasileira com lançamento


Companhia lança Portfólio E, sua mais nova linha de Pastagem e traz ao mercado o inédito herbicida, Tempest®? E com formulação exclusiva para o manejo de plantas daninhas de difícil e extrema dificuldade de controle

Com base no Conceito E, nome dado aos compromissos da Sumitomo Chemical com toda a cadeia produtiva da pecuária brasileira, apoiada nos pilares da Experiência, Excelência, Eficiência e Equilíbrio, a companhia reúne hoje (18), pela primeira vez, cerca de mil pecuaristas e parceiros comerciais numa conexão presencial e online para lançar ao mercado sua mais nova linha de Pastagem, o Portfólio E, já com solução inédita, o herbicida Tempest®? E. A ocasião especial, batizada de Jornada de Excelência, é realizado em São Paulo e conta com a transmissão simultânea para 26 municípios de 12 estados brasileiros.

“Esse movimento oficializa e celebra o propósito da companhia no Brasil juntos de quem nos move: o pecuarista. Também inaugura a nova fase de nosso portfólio sob o guarda-chuva estratégico do Conceito, que fundamenta o nosso jeito de cuidar do pasto”, afirma o diretor comercial de Pastagem da Sumitomo Chemical, Paulo Pimentel.

Lançamento Tempest®? E

O Tempest®? E, um herbicida seletivo de ação sistêmica, chega como protagonista no controle de plantas daninhas de difícil e extrema dificuldade de controle das pastagens. E, marca um passo ainda maior na evolução da linha Pastagem da Sumitomo Chemical, trazendo a tradição e qualidade da cultura japonesa orientadas a solucionar os desafios dos pecuaristas.

A formulação inédita desse lançamento alia alto espectro de controle, eficácia comprovada e elevada seletividade, o que permite ao pecuarista uma pastagem limpa e vigorosa, aumentando a produção de massa verde por hectare e, consequentemente, elevando o potencial de arrobas por área. 

A tecnologia não causa fitotoxicidade, oferecendo segurança na aplicação e preservando o capim. Outro diferencial está em sua concentração, que exige menor volume por hectare quando comparado a concorrentes, proporcionando benefícios logísticos, financeiros e sustentáveis, já que reduz a quantidade de embalagens e reforça o compromisso com a eficiência no uso dos recursos.

“Quanto maior a incidência de plantas daninhas, menor é a qualidade da pastagem, já que as invasoras competem por luz, nutrientes, água e espaço, além de hospedar pragas que comprometem o desenvolvimento da área. Uma pastagem limpa e fortalecida possibilita aumentar o número de cabeças por hectare, ampliando o plantel e melhorando a rentabilidade. O Tempest®? E responde a essa necessidade, posicionando-se como a solução mais completa para o controle de invasoras resistentes e de difícil manejo”, destaca o Gerente de herbicidas da Sumitomo Chemical, Luciano Teixeira. 

Na prática, isso se traduz em mais simplicidade na lida diária: menos produto para dosar, transportar, armazenar e menos embalagens para o time de campo descartar. “Tempest®? E entrega controle efetivo das plantas daninhas e também traz eficiência e praticidade operacional, liberando mais tempo e recursos para o pecuarista focar no que realmente importa: aumentar a produtividade da produção e da fazenda. Nossa missão é apoiar o pecuarista para que ele produza mais arrobas com equilíbrio econômico e ambiental”, ressalta Teixeira. 

Conceito E

O Conceito E é um propósito criado pela Sumitomo Chemical para proporcionar ao pecuarista brasileiro uma experiência positiva que une excelência no uso do solo, eficiência econômica e equilíbrio entre o meio ambiente e o sistema produtivo. Mais do que um posicionamento, trata-se de um compromisso da companhia em apoiar a pecuária nacional com soluções e iniciativas que gerem valor sustentável, produtividade e segurança para o campo.

Desse propósito nasceu a Expedição da Produtividade, projeto que leva ao produtor um conjunto de informações práticas para apoiar a tomada de decisão e promover ganhos reais em eficiência e qualidade. A ação oferece um diagnóstico sobre o momento da propriedade e indica os investimentos necessários para potencializar os resultados no manejo da pastagem, ampliando sua capacidade de suporte animal. Já em sua segunda edição, a iniciativa percorreu mais de 1,5 mil propriedades em todo o Brasil, totalizando mais de 800 mil hectares avaliados nas principais regiões produtoras do país.

Pastagem nos Une

O evento Jornada de Excelência inicia a conexão entre tradição, inovação, pesquisa, futuro e sustentabilidade, ponto de partida da Sumitomo Chemical, uma empresa de origem japonesa, que em 2025 está completando 50 anos de atuação no Brasil e cinco anos de presença no varejo de insumos agrícolas. Para celebrar as importantes datas e estar cada vez mais conectada com seus clientes, a companhia lançou o posicionamento de marca com o tema “Pastagem nos Une”.

A união entre os valores japoneses e a vivência em solo brasileiro que deu a origem ao nosso jeito de cuidar do pasto. Esse cuidado, que vem do coração, nos conecta com quem está na lida, nos conduz à excelência e nos impulsiona em direção a um propósito comum. “A união está presente em tudo o que fazemos. Ao cuidar da pastagem, cuidamos do futuro. Dia após dia, confirmamos que a pastagem não é apenas o que alimenta o gado – é o que sustenta nossos sonhos, nossa história e o amanhã que estamos construindo”, afirma Pimentel, diretor de Pastagem da Sumitomo Chemical. 

Mercado

O impacto da inovação chega em um momento estratégico para o Brasil no cenário global de proteínas. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), em agosto de 2025 o país exportou 299,4 mil toneladas de carne bovina, volume 20,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2024 e o segundo maior da série histórica, atrás apenas de julho deste ano. A China manteve a liderança, importando 161 mil toneladas, o equivalente a 53,7% do total embarcado, seguida por Rússia (14,2 mil t), México (13,3 mil t), Chile (12 mil t) e União Europeia (11,2 mil t). Já os Estados Unidos registraram retração significativa, embarcando 9,3 mil toneladas em agosto, queda de 51,1% em relação ao mesmo período do ano anterior,mas permanecem como o segundo principal destino da carne bovina brasileira no acumulado de 2025.

Sobre a Sumitomo Chemical – Soluções para o Agro

Sediada em Tóquio, no Japão, a Sumitomo Chemical – Soluções para o Agro é uma das principais empresas de pesquisa e desenvolvimento de inovações para o campo no mundo. Fundada em 1913, está presente em mais de 180 países, com cerca de 34 mil funcionários. Na América Latina, a companhia opera com soluções para a agricultura e saúde ambiental, com o objetivo de promover o bem-estar e oferecer propostas sustentáveis para a produção de alimentos e a saúde da sociedade. No Brasil, a Sumitomo Chemical realiza suas atividades a partir de um escritório central, localizado em São Paulo (SP), um centro de pesquisas em Mogi Mirim (SP), um centro de inovação e uma fábrica, ambos em Maracanaú (CE), além de contar com unidades de distribuição e equipe técnica altamente capacitada em todo o território nacional. É signatária do Pacto Global e promove ações para contribuir com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que estipula metas para transformar o mundo até 2030.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Wall Street fecha em alta e índices registram ganhos semanais


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Por Abigail Summerville e Purvi Agarwal

(Reuters) – Os principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta sexta-feira e também registraram ganhos semanais, com a FedEx subindo após resultados positivos.

O Dow Jones subiu 0,37%, para 46.315,27 pontos. O S&P 500 ganhou 0,49%, para 6.664,36 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,72%, para 22.631,48 pontos.

Na semana, o S&P 500 subiu 1,2%, o Nasdaq avançou 2,2% e o Dow Jones ganhou 1,05%.

A FedEx subiu 2,1% depois de registrar lucro trimestral e receita acima das estimativas de analistas na quinta-feira, conforme o corte de custos e a força das entregas domésticas ajudaram a compensar os volumes internacionais mais fracos.

A Apple subiu 3,2% após um aumento do preço-alvo da J.P. Morgan, enquanto os ganhos da Palantir Technologies e da Oracle também impulsionaram o setor de tecnologia do S&P 500, que avançou 1,19%.

Sete dos 11 setores do S&P 500 subiram, enquanto o de energia foi o que mais pesou.

O S&P 500 e o Nasdaq registraram sua terceira semana consecutiva de ganhos, impulsionados pelo primeiro corte na taxa de juros do Fed em 2025 e por indicações de mais flexibilização da política monetária. O otimismo renovado em torno do comércio de ações vinculado à inteligência artificial também contribuiu para a alta.

“Certamente, se a ideia for a de que o Fed está se movendo na direção de relaxar a meta de inflação, essa é definitivamente uma receita para se acelerar, e isso é bom para as ações”, disse Scott Ladner, diretor de investimentos da Horizon Investments.





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